A atualidade do ceticismo

19–03–2010

por Maria Ivonilda * – O Ceticismo é uma teoria filosófica que, ao longo da tradição, foi adquirindo os mais variados significados, deixando margem, inclusive, para podermos considerá-la como possuindo diferentes graus, desde o ceticismo clássico, que é aquele caracterizado por um aspecto negativo, no sentido de defender uma incerteza a respeito da constituição do nosso conhecimento, até o ceticismo radical, que categoricamente afirma a nossa capacidade de apreender a verdade. Mais

O isolamento universal do erudito

12–03–2010

por Diego VianaFicções de um gabinete ocidental é apresentado como uma coletânea de ensaios do poeta, tradutor, editor e historiador Marco Lucchesi. Essa apresentação me deixou em dúvida sobre até que ponto se pode esticar o conceito de “ensaio” para incluir entrevistas, prefácios, introduções e intervenções em colóquios. Muitos dos textos, por exemplo, têm o fito único de remeter a outra coisa (o tema de um seminário, por exemplo) e pressupõem uma audiência ao corrente, ou seja, a pares do autor, já mergulhados num universo comum de diálogo. Reunidos em livro, os textos acabam passando por apêndices flutuando entre as páginas, o que não deixa de ser um desperdício. Mais

A autoridade da Bíblia na tradição protestante

9–03–2010

por André Tadeu de Oliveira * – A Bíblia é fonte de fé e base para a elaboração doutrinária de todos os ramos do cristianismo. Estudiosos bíblicos de renome são encontrados no catolicismo-romano e na ortodoxia oriental. Porém, é no protestantismo que este livro atingiu seu maior grau de autoridade. O famoso lema “Sola Scriptura” (Somente as Escrituras), denota a supremacia bíblica sobre outros elementos importantes da vivência cristã no mundo evangélico. Assim, para o protestante, a Bíblia é a máxima autoridade religiosa. Todo o resto se encontra subordinado a ela. Mais

É a morte um evento da vida?

19–02–2010

Morte e Vida, de Klimtpor Raphael Douglas * – O fato biológico da morte é óbvio. Todavia, a mortalidade não pode ser explicada em sua totalidade apenas biologicamente. Então, sem muita retórica, nos defrontamos com a diferença entre a visão biologista da morte e a visão ontológico-existencial. Deve-se assim buscar o entendimento da diferença entre “finar” e “findar”. O “finar” diz respeito à aniquilação do ser vivo, da biologia, da interrupção dos movimentos biológicos comuns a tudo o que é vivente. O “findar” denota o fim próprio do homem. Nenhum ente simplesmente dado pode findar. Mais

Julian Barnes reflete sobre morte, religião e arte

9–02–2010

por Daniel Lopes – Um dos baratos de se viver em uma era como a nossa, onde a expectativa de vida é enorme se comparada à de poucos séculos atrás, é que podemos conferir as reflexões de vários escritores sobre a velhice. A morte, claro, sempre foi tema literário, mesmo quando poetas ainda se matavam jovens. Mas ter visto muito e agora ver a vida se esvair como que querendo permanecer, esse é um mote que esperou as décadas mais recentes. Pense em García Márquez. Em J. M. Coetzee. Em Philip Roth. Isso na ficção, ainda que no caso de Coetzee autobiográfica. Mais

Elogio à paciência e à sutil ironia

19–11–2009

por Diego Viana — Há alguns dias entrei no blog do Catatau para comentar um texto recente, mas acabei não comentando. Fui atraído pela lista de comentários recentes, que terminava com o de um certo Pr. Thieme, num artigo publicado no longínquo, para não dizer antediluviano, mês de maio. Admirado da distância entre os argumentos originais e a contribuição listada na coluna lateral, resolvi visitar a página e acabei esquecendo da vida, sem contar o texto recente com que eu pretendia contribuir. Mais

Richard Dawkins na Flip 2009

3–07–2009

O cientista e escritor britânico, professor em Oxford, falou na quinta-feira na Mesa 5 da Flip. No primeiro vídeo, um trecho de sua palestra. No segundo, ele responde a perguntas da plateia. Mais

Coisas que nem todos sabem sobre Joseph Campbell

24–04–2009

por Luiz BiajoniJoseph Campbell era um cara bonito, maratonista, jogava futebol e hóquei, tocava jazz e estudava Letras. Com 24 anos ganha uma bolsa para estudar na Europa, onde se interessa por filologia, literatura medieval e francês arcaico. Quase dois anos depois retorna para os EUA para ser escritor. Cheio de idéias, depara-se com o crash da bolsa de valores, em 1929. Mais

Joseph Campbell, o evolucionista das religiões

26–02–2009

Joseph Campbellpor Luiz Biajoni – Mais do que Darwin, Joseph Campbell (1904-1987) investigou, ao longo de toda sua vida, não a evolução das espécies, mas a evolução das religiões. O resultado mais importante dessa investigação é a obra apropriadamente chamada As máscaras de Deus, dividida em 4 volumes: Mitologia primitiva, Mitologia oriental, Mitologia ocidental e Mitologia criativa. Mais

Breves considerações sobre a “invisibilidade” de um Ente, um Ser, um Algo superior

10–01–2009

por Daniel Lopes – As maravilhas de se escrever num site como o Amálgama. Afortunadamente, leitores inteligentes e participativos não faltam por aqui. É só dar uma olhada nos comentários ao meu último post, “Breves considerações sobre a ‘invisibilidade’ de Deus”. Nele, exponho as idéias de um crente (Joseph Ratzinger, o papa) e de um ateu (André Comte-Sponville, o filósofo) a respeito do grau da manifestação pessoal de Deus em nosso planeta. Mais

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