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	<title>Amálgama &#187; Ficção &amp; Poesia</title>
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	<description>Revista digital de atualidade e cultura</description>
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		<title>Poesia &#124; Nós que Adoramos um Documentário</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 20:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>- amálgama -</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção & Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Rüsche]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Três poemas do novo livro de Ana Rüsche]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Ana Rüsche</strong></em></p>
<p style="text-align: center;">*</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">anotação</span></p>
<p>esse amor demais vai acabar te matando, ana<br />
escuta, presta a atenção<br />
vê se espreme esse coraçãozinho<br />
pra ver se surgem um par de bolas embaixo<br />
vai ser homem na vida<br />
e para com isso, essa coisa toda,<br />
essa bobageira.</p>
<p>tem dias que a gente só quer<br />
que nos tirem para dançar</p>
<p style="text-align: center;">*</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">eu própria sou a vida no outro planeta</span></p>
<p>V.</p>
<p>Ontem, para o jantar, preparei-me à mesa<br />
posta com as costelas de carne viva e toucinho<br />
penteado bem bonito e roupas são as que<br />
consegui comprar<br />
fico desconsolada a olhar para o avental, tão<br />
prático<br />
Coloquei as bonecas para dormir<br />
limpei os guardanapos e travesseiros<br />
tirei sujeiras invisíveis dos copos<br />
E bati no liquidificador uvas<br />
engrossei com açúcar, raspa de limão e no fundo<br />
da panela<br />
uma geleia quente<br />
lambuzei os lábios até ficarem rubros com bolhas<br />
de beijar<br />
Nas mãos há magia demais e ainda ingredientes e<br />
ainda poemas<br />
Mas não se vai nem até o umbral da porta<br />
sem se ter coisa alguma pra enfeitiçar<br />
Aqui, invariavelmente chove, e as pessoas não<br />
têm vontade de sair de casa.</p>
<p style="text-align: center;">*</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A Intrometida</span></p>
<p>: queria te escrever um poema assim<br />
mas era tanto tanto que nunca seria escrito<br />
sabe?</p>
<p>exatamente o que se perde é o que se<br />
gostaria de estar ali</p>
<p>a poesia só consegue cantar<br />
(nesse pobre estado de permanente saudade)<br />
sobre tudo que já não está mais ali</p>
<p>como essa areinha fina que faz cócegas nas<br />
calçadas<br />
como esses poços escuros entre as estrelas que<br />
me olham, tuas pupilas de leitor</p>
<p>* <em>Ana Rüsche, São Paulo-SP, é mestre em Direito e doutoranda em Letras Inglesas, ambos pela USP. Esses poemas são de seu quarto livro, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5301&amp;tipo=2&amp;isbn=8590563235" target="_blank">Nós que Adoramos um Documentário</a> (Editoria Ourivesaria, 2010). Site: <a href="http://anarusche.com/" target="_blank">anarusche.com</a></em>.</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5301&amp;tipo=2&amp;isbn=8590563235" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-3860" title="capa" src="http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/nos.jpg" alt="" width="200" height="287" /></a></p>
<br>-- <em>Para saber mais sobre o(a) autor(a) do post, <a href="http://www.amalgama.blog.br/11/2010/nos-que-adoramos-um-documentario/">acesse o Amálgama</a></em> --

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		<title>Buceta</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/04/2009/buceta/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 03:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>- amálgama -</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção & Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[por Luiz Biajoni * – A viagem tinha sido programada há cerca de dois meses. A idéia dele era passar dez dias em companhia da mulher e da filha e então, depois, na volta, comunicar Cristina sobre sua decisão de separação. Marcinha iria sentir muito, Cristina ia fazer-lhe mil perguntas, o céu desabaria. Mas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Luiz Biajoni</strong></em> * – A viagem tinha sido programada há cerca de dois meses. A idéia dele era passar dez dias em companhia da mulher e da filha e então, depois, na volta, comunicar Cristina sobre sua decisão de separação. Marcinha iria sentir muito, Cristina ia fazer-lhe mil perguntas, o céu desabaria. Mas a decisão estava tomada. Um apartamento para sua nova vida já havia sido alugado e mobiliado. Esses dez dias seriam uma espécie de despedida. Seriam as lembranças que Marcinha guardaria, na memória, da infância feliz compartilhada com os pais. <a href="http://www.amalgama.blog.br/04/2009/buceta/#more-321" class="more-link">(mais&#8230;)</a></p>
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		<title>per augusto &amp; machina</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/01/2009/per-augusto-machina/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 02:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>- amálgama -</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção & Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[romério rômulo]]></category>

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		<description><![CDATA[por Romério Rômulo 1. de quantas nuvens se faz uma loucura? é construída a mão que bate o prego? as estações do corpo só revelam o hábito eloqüente do delírio. que nos corroa a pedra, o visgo louco da agonia! desmonte do tamanho, o extirpado dente, gengiva em sangue são a mesma face do hábito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em><strong>por Romério Rômulo</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><strong></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>1.</strong><br />
de quantas nuvens se faz uma loucura?<br />
é construída a mão que bate o prego?<br />
as estações do corpo só revelam<br />
o hábito eloqüente do delírio.<br />
que nos corroa a pedra, o visgo louco<br />
da agonia!<br />
desmonte do tamanho, o extirpado dente,<br />
gengiva em sangue são a mesma face<br />
do hábito terrível de ser homem. <br />
quanta eloqüência travada no meu olho! <br />
(<em>uma bravura regenera a noite</em>)</p>
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		<title>O Malabarista</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 03:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>- amálgama -</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção & Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[por Denny Yang * &#8211; Eu sou órfão, desde sempre, mas antes de mais nada, e sobretudo, me considero o Malabarista. Quando criança, fui adotado por um casal que, de tempos em tempos, e itinerantemente, apresentava-se num circo. De todas as figuras do circo, a que eu mais me identificava era a do Malabarista. E, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Denny Yang</strong></em> * &#8211; Eu sou órfão, desde sempre, mas antes de mais nada, e sobretudo, me considero o Malabarista.</p>
<p>Quando criança, fui adotado por um casal que, de tempos em tempos, e itinerantemente, apresentava-se num circo. De todas as figuras do circo, a que eu mais me identificava era a do Malabarista. E, depois de tantos anos, dou graças de ter sido abençoado com essa dádiva de ter me tornado um Malabarista de verdade. <a href="http://www.amalgama.blog.br/12/2008/o-malabarista/#more-192" class="more-link">(mais&#8230;)</a></p>
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		<title>Sinos e trombetas*</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 03:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>- amálgama -</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção & Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[eustáquio gomes]]></category>
		<category><![CDATA[O diário jubilaico de Sidraque Matias]]></category>

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		<description><![CDATA[por Eustáquio Gomes &#8211; Para a idade que tinha, 75 anos, Tancredo Neves movia-se com surpreendente agilidade no solar colonial onde nasceu, em São João Del Rei. Mesmo agora que estava prestes a ser eleito presidente da República, ainda passava alguns fins de semana lá. Não podia nem de longe imaginar que em menos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Eustáquio Gomes</strong></em> &#8211; Para a idade que tinha, 75 anos, Tancredo Neves movia-se com surpreendente agilidade no solar colonial onde nasceu, em São João Del Rei. Mesmo agora que estava prestes a ser eleito presidente da República, ainda passava alguns fins de semana lá. Não podia nem de longe imaginar que em menos de quatro meses estaria morto.</p>
<p>Ele veio nos receber à porta da rua, guiando-nos com segurança por entre os móveis antigos e as imagens sacras que atulhavam a sala e os outros cômodos do sobrado. Ele era um homem consistente e de zigomas rijos, apesar do nariz deformado pelo septo e do crânio achatado e quase inteiramente calvo, que nos últimos anos ganhara aquela conformação amolecida da velhice que tanto se assemelha à da infância. Mas, como se sabe, ele não morreria da ossatura nem do colapso das artérias, mas do divertículo de Meckel. <a href="http://www.amalgama.blog.br/12/2008/sinos-e-trombetas/#more-176" class="more-link">(mais&#8230;)</a></p>
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		<title>Maurício*</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/09/2008/mauricio/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 03:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>- amálgama -</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção & Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[As flores do jardim da nossa casa]]></category>
		<category><![CDATA[marco lacerda]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[por Marco Lacerda &#8211; No final dos anos 70 a sociedade brasileira começava a se articular pelo fim do regime militar. Um dos primeiros sinais do avanço foi o surgimento do Partido dos Trabalhadores, cujas atividades se concentravam no ABC paulista. O PT entrava em cena a partir da necessidade sentida por milhões de brasileiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om2WlOJs8XA/SNAz16PzXYI/AAAAAAAABa0/eBsLwpwM0Fk/s320/Mauricio.jpg" alt="[foto: Carlos Fajardo]" width="290" height="193" />por Marco Lacerda</strong></em> &#8211; No final dos anos 70 a sociedade brasileira começava a se articular pelo fim do regime militar. Um dos primeiros sinais do avanço foi o surgimento do Partido dos Trabalhadores, cujas atividades se concentravam no ABC paulista. O PT entrava em cena a partir da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país, para transformá-la. Aproximava-se o fim da ditadura.</p>
<p>Durante uma curta temporada no Brasil, vindo de San Francisco, onde morava, participei de uma manifestação do PT em São Bernardo do Campo, onde conheci Maurício, um militante da ala jovem do partido, a Libelu (Liberdade e Luta), uma ruidosa facção ligada ao movimento estudantil. <a href="http://www.amalgama.blog.br/09/2008/mauricio/#more-83" class="more-link">(mais&#8230;)</a></p>
<br>-- <em>Para saber mais sobre o(a) autor(a) do post, <a href="http://www.amalgama.blog.br/09/2008/mauricio/">acesse o Amálgama</a></em> --

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