Arte contemporânea brasileira

4–08–2010

-- Invenção da cor (1977), de Hélio Oiticica --

por Sergio Leo * - No aeroporto, compro um dos últimos exemplares da Frieze, publicação britânica bacaninha voltada ao mundo da cultura e das artes, que deu chamada de capa para uma entrevista com Ernesto Neto. “O que deve mudar?” A noção de beleza. “Que obra de arte escolheria para viver com?” O Beijo, de Brancusi. “O que gostaria de saber?” Respirar debaixo d’água. Na mesma edição, um artigo elogioso se estende sobre a recente exposição de Hélio Oticica no Itaú Cultural, em Sampa. Mais

Monteiro Lobato diz aonde nós deve ir

26–07–2010

por Sergio Leo * – Imperdível a exposição do Emílio Goeldi no Centro Cultural dos Correios, no Centro do Rio. Mas como estava com medo de perder a barca das seis para Niterói, onde pegaria minha bagagem e voltaria ao Rio para tomar o voo a Brasília, perdi a mostra. Deu tempo só de dar uma olhadinha, ver a enorme coleção de desenhos, gravuras e até uns guaches ou aquarelas do artista. Montaram na entrada uma parte do ateliê de Goeldi, com ferramentas, matrizes, jornais da época… No fim de semana que vem volto ao Rio, se algum assaltante local quiser me roubar é só esperar na porta. Mais

Quando, afinal, acaba essa Copa?

11–06–2010

por Sergio Leo * – A sensação é a de um cidadão ateu de um país convertido ao fundamentalismo. Ou ateu habitante de um país de fundamentalistas subitamente alçados ao poder. As emissoras de TV convocam insistentemente os fiéis à oração; amigos que antes o tratavam cordialmente passam a condenar seus comentários de infiel; seu convivío social é ameaçado pela incapacidade de seguir as cerimônias e rituais que todos esperam que você siga. Mais

Serra e Bolívia – Kirchner ou Imperador?

27–05–2010

por Sergio Leo * – Para começo de conversa, gosto do José Serra. Onde as pessoas veem antipatia vejo um senso peculiar de humor; e o considero um sujeito inteligente, decidido, competente, combativo. Uma das principais vitórias da diplomacia brasileira, a decisão na OMC de permitir quebra de patentes de remédios em caso de necessidade de saúde pública, teve o ministro da Saúde José Serra como um dos responsáveis (assessorado pelo brilhante diplomata José Marcos Nogueira Vianna e tendo Celso Amorim como negociador em Genebra). Dito isso, comento: o candidato Serra vem pisando nas próprias bolas em comentários sobre política externa. Não fala como potencial presidente, mas com a irresponsabilidade do populismo eleitoral. Mais