Bê-a-bá cultural e lugares comuns
11–09–2009
por Juliana Dacoregio – Fábio é um advogado, apaixonado pela profissão e por sua namorada Maria Lúcia. Além dessas, Fábio não possui muitas outras paixões. Curte rock, um futebolzinho na TV e filmes de ação. É um homem bem comum, com direito a pequenas grosserias machistas do tipo “não vou segurar sua sombrinha para você, pois não uso sombrinha”. Mais
Buceta: puro entretenimento
10–07–2009
por Juliana Dacoregio – Buceta: Uma novela cor-de-rosa, o novo livro de Biajoni só reforçou o que constatei ao ler Sexo anal: Uma novela marrom. Luiz Biajoni é um ótimo contador de histórias. Buceta fica martelando em sua mente, não porque você fique analisando os meandros psicológicos dos personagens (não há uma descrição cheia de pormenores nesse sentido), mas através do que eles fazem e falam é possível captar suas personalidades. O motivo de ser um livro que você quer ler todo de uma vez é que ele é puro entretenimento: uma trama meio policial, meio sacana, meio dramática. Além de trazer bastante suspense: você pensa que uma coisa é uma coisa, para no instante seguinte descobrir que aquela coisa é outra coisa. Daria um ótimo filme, tem ritmo de filme e linguagem nada pretensiosa! Mais
Mulheres reais em peças para ler
2–06–2009
por Juliana Dacoregio – É preciso deixar claro que Mulheres virando o jogo está longe de ser uma obra de auto-ajuda para o público feminino. Também em nada se assemelha à moderna “literatura de mulherzinhas” que reduz o universo feminino ao consumismo excessivo e desventuras amorosas caricaturais. O título pode até sugerir alguma dessas publicações rasteiras, mas as personagens criadas por Marta Góes nada têm de vazias ou estereotipadas. Não que sejam diferentes de tudo e de todos; são pessoas normais, com defeitos, qualidades e características excitantes ou tediosas, mas não se parecem nem um pouco com personagens-clichês de livros feitos sob medida para o público feminino médio. Mais
Paulo Coelho para quem não quer ler Paulo Coelho
28–04–2009
por Juliana Dacoregio – Você é daqueles que não gosta de Paulo Coelho, mesmo sem nunca ter lido nenhum livro dele? E sempre encontra algum amigo muito ponderado que lhe diz para não julgar sem antes conhecer? Você até concorda, mas sempre que tenta iniciar a leitura de um O alquimista da vida, não tem paciência para seguir em frente? Mais
Um mundo de Zeligs
20–03–2009
por Juliana Dacoregio – Zelig (1983) é um filme sobre todos que anseiam tanto ser amados que incorporam diversas pseudo-personalidades, de acordo com o que, aparentemente, espera-se deles.
Zelig (vivido por Woody Allen, que também escreveu o roteiro e dirigiu o filme) é chamado de camaleão humano porque toma a forma, as vestes, a aparência, as opiniões e até o idioma de quem está ao seu redor. Entre gregos ele é grego, entre rabinos é um rabino e, ao adentrar um bar de jazz, transforma-se em um músico negro! É o supra-sumo do desejo de se adaptar às circunstâncias. Mais
Woody Allen para turista ver
18–02–2009
por Juliana Dacoregio – Vicky Cristina Barcelona (EUA/Espanha, 2008) é um filme sexy. Ponto. Não só pelas “cenas calientes”, mas por toda a atmosfera de arte, amor, dolcce vitta e sedução. Uma “festa dos sentidos”, para começar de um jeito bem clichê. Você se imagina andando pelas ruas de Barcelona, vivendo aqueles momentos de tensão romântica, bebendo vinhos e vivendo como artista. Mais
Uma borboleta encarcerada
31–01–2009
por Juliana Dacoregio – Impossível assistir a O escafandro e a borboleta (França/EUA, 2007) e não pensar em valorizar mais a própria vida. É o pensamento mais simplista possível, mas é também o mais sábio. Eu estava com um certo receio de assistir ao filme. Sabia do que se tratava e não queria sentir o peso da tragédia daquele homem. Mais
O dia de Amélie
21–01–2009
por Juliana Dacoregio – Relutei em terminar de assistir a O fabuloso destino de Amélie Poulain (França, 2001, dir. Jean-Pierre Jeunet). Estava no rol dos filmes que iniciei e parei antes da metade. Era um daqueles dias em que não se quer pensar; dia impaciente, insensível. Não era dia de Amélie Poulain. O dia de Amélie chegou num amanhecer de angústia. Desconforto e um choro engasgado que não saía e nem sabia por que estava ali. A cama parecia de pedra. Só me restou levantar e fazer um chá, como uma tentativa de apaziguar meus humores. “Preciso de um filme que jogue esse choro pra fora”, pensei. Mais
A Virgem satisfaz, mas não chega “lá”
14–01–2009
por Juliana Dacoregio – Na contracapa somos informados de que é um livro sem objetivos eróticos. Devo discordar. A virgem que não conhecia Picasso (Não Editora, 2007), livro de contos de Rodrigo Rosp tem toques sutis de sensualidade, mas é também repleto de erotismo escancarado. E o erotismo não está só nas palavras usadas para nomear pensamentos, ações e sensações dos personagens. Lendo os contos de Rodrigo Rosp descobre-se que um bocejo feminino pode ser algo extremamente sensual aos olhos cheios de desejo. Mais
Trovão tropical
5–11–2008
por Juliana Dacoregio – Trovão tropical (EUA/Alemanha, 2008) é uma bobagem divertida, mas uma bobagem para quem curte cinema e está ligado nas últimas notícias sobre Hollywood. Empresários da indústria cinematográfica, produtores, agentes, super-stars, atores viciados… Tudo isso é motivo de deboche, afinal é um filme sobre outro filme. Cinco atores participam de uma filmagem sobre o conflito no Vietnã e de repente se vêem em uma situação de perigo real. Então, é pano pra manga para muitas piadas sobre as megaproduções, astros e seus egos gigantes. As referências sobre clássicos de guerra estão em toda a parte. Quem assistiu Platoon e Apocalypse now vai encontrá-las. Mais


