J. D. Salinger (1919-2010)
28–01–2010
O recluso escritor estadunidense morreu ontem (27), de causas naturais, em sua casa em Cornish, New Hampshire.
Nos arquivos do Amálgama há dois textos despretensiosos de minha autoria, sobre dois dos livros de Salinger: a obra-prima The Catcher in the Rye (O apanhador no campo de centeio, 1951) e Franny and Zooey (1961).
- Daniel Lopes
100 anos com Adoniran Barbosa
28–01–2010
por Michelle Horovits – Ele era Barbosa, sem dúvida, Barbosas são famosos. Eu sou uma Barbosa, não sou lá muito famosa, acho que só o pessoal da rua me conhece, mas por aí já me basta. Lembraram dele agora porque se estivesse vivo estaria completando 100, vai entender. São incongruências de um mercado midiático e numérico que eu nunca entendi. O que acontece? Será que só é possível lembrar os mortos quando fazem aniversários de números bonitos, como centenário, cinqüentenário…? Ninguém relança a coletânea de um cara que fez seu trigésimo sétimo aniversário de morte, afinal o número 100 soa melhor para os consumidores ávidos por cálculos e números. Mais
Ela entende do assunto
25–01–2010
por Vanessa Souza – Fernanda Young é uma mulher extremamente fálica, logo, de pau ela entende. Como diz minha analista, deve ser daquelas que chegam em casa e batem com o pau (eu me autorizo a usar a palavra, afinal, este é o nome da obra sobre a qual discorrerei um punhado de linhas) em cima da mesa, mostrando ao homem quem é que manda ali. Talvez por isso, eu não conheço nenhum homem que goste dela. Todos dizem que ela é irritante demais, além de ter ouvido várias críticas sobre o ensaio dela na Playboy – que eu comprei, a única em 2009. Afinal, a Fernanda não é assim, uma coelhinha convencional. E eu sempre me interesso pelo desinteressante. Mais
Amor sem escalas
25–01–2010
por Jean Garnier – O filme é sobre Ryan Bingham (George Clooney), um homem que praticamente não tem escritório, gasta a maior parte da existência enfurnado em aviões, viajando por todos os cantos dos Estados Unidos. Sua missão é demitir funcionários de diversas empresas e, como o seu trabalho necessita de frieza, Clooney interpreta um cara cínico, indiferente e que jamais percebe que não é apenas os outros que estão indo para o buraco, aos poucos ele também está. Em suas palestras, Ryan usa uma mala como metáfora para explicar
a existência das pessoas e o peso dos ideais que carrega nas costas. Mais
Um livro ímpar?
22–01–2010
por Otávio Dias – O que esperar de um romance escrito por um físico? Um tanto distante do glamour cômico que envolve os personagens nerds e geeks no programa The Big Bang Theory e muito próximos das idiossincrasias malucas que adornam as relações sociais desta categoria de pesquisadores – como físico, me incluo entre os tipos –, esperava que A solidão dos números primos fosse um livro frio. É mais que isso. Mais
Giora Becher e a hipocrisia sem fim
22–01–2010
por Victor Barone — O jornal Correio do Estado (MS) publicou na terça-feira (19) o artigo “Para onde segue a paz”, assinado pelo embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher. Publicado originalmente no dia 2 de janeiro, n’ O Globo, o artigo é uma peça de ficção de péssima qualidade. Mais
[evento] Teatro: Strindbergman no Rio de Janeiro
21–01–2010

-- foto: Emiliano Capozoli --
Strindbergman
direção: Marie Dupleix
com Nicole Cordery, Janaína Suaudeau e Clara Carvalho
Quartas e quintas, 21h, de 6/1 até 11/2 de 2010
Espaço Cultural Sergio Porto, R. Humaitá 163 (entrada pela rua Visconde e Silva)
Rio de Janeiro-RJ
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
- Sinopse -
Na luta entre o silêncio voluntário e a fala incontrolável, duas mulheres desenvolvem uma estranha relação de simbiose, revelando segredos profundos e sentimentos escondidos. Baseado em Persona, de Ingmar Bergman, e A Mais Forte, de August Strindberg.
Mais informações sobre a peça, no site strindbergman.com
Bodanzky perscruta a gafieira
20–01–2010
por Diego Viana – O título do último filme de Laís Bodanzky é enganoso. Chega de Saudade (2008), largado assim, parece o nome de mais um desses filmes caça-níqueis sobre o tempo da Bossa Nova, talvez uma adaptação pop do livro de Ruy Castro. Talvez você fique de birra com o filme por causa do nome e prefira não o ver. Mas isso seria uma grande pena. Chega de Saudade confirma, reafirma e reitera a qualidade do cinema de sua diretora, que já tinha dado indícios de competência no seu Bicho de Sete Cabeças (2001). Olho nela! Mais
Quem é você? Quem somos nós?
18–01–2010
por Vanessa Souza – Indivíduo singular plural, do psicólogo e psicanalista baiano Eduardo Leal Cunha, não é um livro para ler de uma só vez. São necessários vários fôlegos, pausas, retomadas. Afinal, ele junta Bauman, Barthes, Blanchot, Derrida, Foucault, Fourier… e Freud! Vou me deter, mais atenciosamente, no pai da psicanálise. Mais
Onde vivem os monstros
18–01–2010
por Jean Garnier – Onde vivem os monstros (estreou no último dia 15) é mais do que pura fantasia. O filme é baseado no livro do ilustrador novaiorquino Maurice Sendak, publicado em 1963. O desafio do diretor Spike Jonze (Quero ser John Malkovich e Adaptação) e do roteirista Dave Eggers foi criar diálogos para os personagens, num clima inspirador, desordenado pela rebeldia contraditória e profundas emoções. A trilha sonora com músicas de Karen O. (vocalista do Yeah Yeah Yeahs) também é um destaque nesse retrato melancólico de conflitos entre gerações recheado de belas paisagens. Mais


