Da falta que o bombril me faz ou Confissões de uma mocinha mimada tendo que virar dona de casa
29–08–2008
por Camila Pavanelli – Nunca limpei, lavei e passei tanto na vida quanto nas últimas semanas – o que não deixa de ser muito estranho, se considerarmos que duas semanas estão ganhando de vinte e seis anos e meio de pacata existência. Mais
As infelicidades da maternidade
28–08–2008
Sem filhos: 40 razões para você não ter (Intrínseca, 2008), de Corinne Maier, é uma delícia de manual politicamente incorreto. A autora – ela mesma mãe de dois filhos que, se pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente – é francesa. A França, uma nação que fez festa em 2006 para comemorar a maior taxa de fertilidade da Europa – “é a face atual do patriotismo”, escreve Corinne: “para encarar uma vida de imbecil é melhor sermos muitos”. Mais
O que é arte, afinal?
27–08–2008
por Tais Luso – Gostar de arte é algo subjetivo, depende de uma porção de coisas. Tenho o meu conceito, mas não quer dizer que seja o certo. É o certo para mim. Alguém pode não gostar da fase do Barroco, Romantismo, Cubismo, Realismo, Surrealismo ou Pop Arte… Mas penso em arte quando ela é pura e verdadeira – não empulhação. Penso no artista quando ele é dotado de dom, de excelente técnica, de bom gosto e de espírito crítico. Mais
Lembranças revisitadas
25–08–2008
por Paulo Vilmar * - Todas as civilizações têm seus rituais de passagem para a idade adulta. Creio que esta passagem vem acontecendo cada vez mais tarde, hoje, em nossa cultura. Em todo caso, lembro-me que perto dos dezoito anos era, para minha geração, a hora de buscar um, para usar palavreado da época, “lugar ao sol”. Mais
Sob a sombra de Holden
23–08–2008
por Daniel Lopes – A leitura de Franny and Zooey (1961) guarda um sabor especial para os fãs de J. D. Salinger, pois seus personagens principais dialogam incessantemente com Holden Caufield, criação mais célebre do autor estadunidense. Pode ser visto como a reunião de dois contos, já que os textos foram publicados separadamente (“Franny” em 1955, “Zooey” em 1957; ambos na revista New Yorker). Mas eu prefiro classificá-lo como um romance separado em duas partes. Mais
Brasil Império
21–08–2008
por Marcio Pimenta – Desde a Venezuela, passando por Colômbia e Peru, até a Terra do Fogo. É desta forma que os povos latinos observam o Brasil – um país imperialista. É um pouco estranho ler e ouvir algo do tipo, principalmente pelo fato de que para nós brasileiros, imperialistas são os outros, nossos irmãos do norte, por exemplo. Mais
Notas sobre o maior evento literário do país
19–08–2008
Iniciada no último dia 14, a vigésima edição da Bienal do Livro de São Paulo prossegue até o dia 24. Esse que é o segundo maior evento do mercado editorial do planeta, tem este ano mais de 200 mil livros dispostos em 350 estandes. Com milhares de lançamentos programados, selecionamos (meio ao acaso, já que é impossível analisar tudo) cinco que podem despertar bastante interesse, para o bem ou para o mal. Ao fim, alguns parágrafos menos festivos. Mais
Ops!, tá caindo lama no meu chiqueiro
18–08–2008
por Vanessa Souza – Pensei em começar esse texto de duas formas. A primeira delas, com uma frase de Freud: “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”; a segunda, com uma alegoria que ouvi há muitos anos, quando ainda estava na faculdade de jornalismo e a psicanálise só estava em minha vida através da análise pessoal e de alguns livros de Freud na estante. Mais
Para relembrar sempre
16–08–2008
Morto no sábado (16) aos 94 anos, por falência múltipla dos órgãos, Dorival Caymmi era há muito uma lenda da cultura brasileira. O Amálgama lista três livros fundamentais para se compreender a vida e a obra do músico baiano, e recomenda a leitura de quatro matérias saídas nas últimas horas na imprensa. Mais
O “waterboarding” pode ser justificado?
14–08–2008
![Hitchens submete-se ao waterboarding [fotos: Gasper Tringale/Vanity Fair]](http://4.bp.blogspot.com/_Om2WlOJs8XA/SKOm9Ajyh0I/AAAAAAAABVk/meU2lGGGLxo/s320/hitchensvf1.jpg)

por Daniel Lopes – Recentemente, Christopher Hitchens, jornalista inglês radicado nos EUA que apoiou a invasão do Iraque em 2003, deu uma grande contribuição à guerra ao terror. Submeteu-se à técnica do “waterboarding”, tida como branda e permissível pelo time de W. Bush, que não aceita classificá-la como tortura e defende seu uso para arrancar confissões de suspeitos de terrorismo. O relato de Hitchens saiu em sua coluna na revista Vanity Fair, com o título: “Believe me, it’s torture”. Mais

