Mayara Petruso e um Nordeste que não conheço

“Para não aceder à humanidade, as
pessoas se atiram nas profundezas sombrias
da doutrina zoológica que é o racismo.”
Franz Kafka

por Raphael Douglas – Vou citar uma expressão das ruas que ouvi ontem quando um amigo leu as ultimas manifestações pós-eleição no twitter. Perdoem-me a citação. Disse: “Se filho da puta voasse, seria impossível ver o céu no Brasil.” O proferiu sem muita eloqüência, mas quis dizer que não acredita que toda a população nacional tenha ideias como as que veremos abaixo, afinal, restariam pessoas coladas ao chão tentando observar o azul do céu obnubilado pelo preconceito. Concordo com ele. É óbvio que existem muitos indivíduos que pouco se importam com as diferenças regionais, de sotaque ou mesmo da renda per capita da cidade onde se vive.

A moça em questão responsabiliza categoricamente o Nordeste pela vitória de Dilma Rousseff. Todavia, como afirma a redação da Rádio Criciúma, “as postagens dos internautas responsabilizando o Nordeste pela vitória petista, mostram seu desconhecimento dos números da eleição, já que se o Nordeste fosse excluído dos cálculos, Dilma ainda venceria Serra, com uma diferença de cerca de 1,3 milhão de votos.” O fato de buscar a desalienação das informações rasas é um bom exercício ao espírito. Não tiraria nunca como informação universal que todos os paulistanos exercem a conduta da senhorita Mayara Petruso. Aliás, os paulistanos que conheço são gente de caráter altivo e admirável. A amizade e a admiração transcendem qualquer diferença, aproxima pessoas. A pétrida Petruso já pediu desculpas. Mas a pedra que ela atira é apenas mais uma que ajuda a erguer a montanha da infâmia. Pedir desculpas não resolve fundamentalmente a questão que existe muito antes do twitter nascer.

Quando eu adquiri consciência, ou seja, quando obtive as primeiras percepções de mim mesmo, me foi dito que eu era homem, brasileiro e nordestino. Quando pequeno, o juízo de valor estava distante então não entendia o que o último predicado queria dizer. Pois bem, o sucesso negativo, mais uma vez, nas redes sociais é o tratamento de um ente que sinceramente não conheço. Chama-se: Nordeste. E o pior, dizem que é onde eu vivo. Há anos me amotino e me questiono se não sou esquizofrênico. Penso em procurar ajuda especializada, pois creio estar projetando ao meu redor um mundo que não corresponde ao que ele é de fato. Pois, quando acordo de manhã e falo com meu vizinho, ele não passa fome, aliás, pelo que vejo de suas posses materiais, nem ele e nem sua geração futura passarão. Saio à rua e dou bom dia ao segurança da esquina. É nordestino, trabalha como segurança (no Nordeste) e tem um grau de alfabetização relativamente sofisticado. Todos no Nordeste são alfabetizados? Não, eu sei. Mas o segurança sabe mais dos presidentes da república que passaram pelo Brasil do que eu. Vou trabalhar: dou aulas para um monte de nordestininhos. Não são ignorantes e não passam fome. Aliás, pelo que vejo, não passarão. Nenhum deles faz uso das bolsas assistencialistas atuais. Os donos da escola são nordestinos especialistas em técnicas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento de futuros profissionais nordestinos (e não só para o Nordeste).

No dia 31 de outubro de 2010, fui, como qualquer nordestino ou brasileiro, exercer meus deveres de cidadão. Presenciei vários eleitores de Dilma Rousseff, eleita devido a popularidade de um Nordestino, que não chegavam montados em jumentos ou usavam chapeuzinho de couro. Vinham em ônibus bem conservados, em carros novos, alguns até muito caros e suntuosos. Pude observar também um bom número de serristas, que por sinal, na cidade em que moro, ainda que não sejam a maioria, têm muito gosto de votar em José Serra e seu partido. Serra é muito respeitado entre os ricos e super ricos. O curioso é que os super ricos nasceram aqui. Falam PRÉSIDENTI E ÉLÉIÇÃO. Nordestinos são entes submetidos às leis e possuem escolhas livres, logo, são seres humanos. Sendo assim, é possível que votem ou não em Serra ou em quem quer que seja.

Pois bem. Votei e fui comer numa multinacional insuportavelmente lotada de nordestinos. Não passavam fome, mas ao contrário pagavam 32 reais num simples Big Apple. Então quer dizer que o Nordeste, na visão de quem escreve agora, é a maravilha do mundo? Calma. Ao sair da multinacional, passando por um viaduto, construído por nordestinos e para nordestinos (e visitantes) circularem pela cidade, observei que a favela de sempre está lá: cheia de nordestinos e eles não estão bem. Sofrem com violência e abandono do governo. Assim como há “Brasis”, há nordestes. Assim como no Nordeste há dinheiro, há a completa ausência dele.

Mas caminhemos. O que me assusta é a maneira como chega a ideia de Nordeste fora do Nordeste. Parece haver um Nordeste medieval sendo citado nas mídias. Chão rachado, ausência de água e recursos simples. É como se o lugar, na sua totalidade, vivesse apenas mendigando commodities. E o esquizofrênico que vos fala, sempre que vê o Nordeste, descobre oportunidades profissionais, olha pela janela de casa e enxerga arranha-céus, bairros tradicionais, parques públicos bem arborizados e saudáveis, classe média, baixa e pessoas sem oportunidade, esquecidas pelo governo que é formado, também, por nordestinos. Como em qualquer lugar do Brasil, no Nordeste há a pitoresca convivência do medieval com o moderno e tecnológico, do paupérrimo com o fetiche do luxo. Brasil que nada mais é do que mais um país da subdesenvolvida América Latina. Paulistanos, gaúchos, cariocas, paraenses, baianos, capixabas, potiguares, entre outros, participam de um mesmo predicado: brasileiro.

E de quem é a responsabilidade da imagem desse tal Nordeste paralelo? Primeiro, e sem dúvida, dos políticos nordestinos. Mas por quê? Simples, A indústria da seca! Seca essa que só vi umas duas vezes na vida. Essa indústria enche os bolsos dos políticos tortuosos. Ela existe, é óbvio e além de óbvio é triste. Coisas da facticidade. Mas, por Deus! Há água no lençol freático dos sertões! Por que não gastar milhões e fazer a água emergir? Não interessa aos “coronéis”. É muito mais oneroso tratar a favelização, do que a manutenção do povo em sua terra natal. Como diria Aristóteles, bem antes dos geneticistas, um erro no início, acarreta um erro ainda maior no final.

A culpa não é expressamente da mídia, ainda que seja ela a responsável por vincular imagens e estereótipos. Chega desse escandalozinho contra a afundação (sic) Roberto Marinho, como se ela fosse réu todo o tempo. E olhe que não vejo essa rede de TV há anos, não aprovo seus métodos e filosofia. Enfim, uma coisa importante é começar a trabalhar fenomenologicamente o conceito de nordestino. Os humanos que vivem amontoados nas periferias do Rio e de São Paulo não são o conceito universal de nordestino. Eles têm em si certos predicados essenciais. Mas não vivem mais no Nordeste, assumiram o ethos de outro lugar. Quando a Petruso pede que se afogue um nordestino, ela o pede em favor de São Paulo. Mas São Paulo não é Nordeste. Pelo que sei, a cidade supracitada abriga um monte de gente que no Nordeste não teve chance alguma. Fiquei extremamente ofendido numa das viagens que fiz e não fui considerado aparentemente um ente nordestino. Motivo alegado? Sendo bem direto e sem falso moralismo: sou branco, cara de europeu (libanês, árabe ou judeu, foi o que ouvi), tenho 1,87 cm de altura, não passo fome, estava fazendo turismo e gastando dinheiro. Essa é a evidência, a informação positiva. Logo, deve haver o conceito negativo e esse tem sido tomado erroneamente como fator universal. Achei absurdo o desconhecimento histórico. A genética de onde venho obviamente é portuguesa, com despejos genéticos holandeses, da forte presença negra, indígena, árabe, devido ao passado da união ibérica, em suma, mestiça por inteiro: que belo! E não sou 1% menos nordestino por isso.

Então vamos lá. Conceito obtido por negação. Ser nordestino é: passar fome, não ser branco, ter uma altura inferior a 1,65 cm e ter inscrito na genética da existência que a migração é o fator necessário para melhorar de vida. Sejamos honestos. Esse papo furado de região inferior é uma balela. No Nordeste existem psicopatas, estelionatários, doleiros, criminosos, colarinho branco e, também, muito preconceito reverso. Discurso de etnia oprimida, além de versar sobre algo que não existe, não justifica ações como essa:

Observaram? Nordestinos também são preconceituosos. É um déficit ontológico. Atinge qualquer um. Longe, muito longe de ser um lugar perfeito, o Nordeste e suas capitais nada mais são do que megapixels na pobre América latina. Tristes trópicos! Diria o mais recente intelectual finado. No fim das contas somos todos iguais quando vistos desde fora. Para um norte-americano médio, por exemplo, não somos muito diferentes dos nossos vizinhos, ou seja, a “nata do lixo”. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Buenos Aires, Santiago, La Paz, Bogotá, San José, San Salvador, Cidade da Guatemala, Montevidéu, Caracas, Manágua, Tegucigalpa, Panamá, Assunção, Lima, entre outras, são America Latina e ponto. Deste ponto de vista, não parecem ridículas essas refregas regionais? O que falta para o Brasil se conhecer autenticamente? Até onde é possível perdoar a ignorância, aliás, a desinformação? Como iniciar um projeto de veiculação da imagem das vidas reais nas cidades brasileiras? A quem interessa que o raso e o superficial continuem pedagogizando nossa ideia de Brasil?

A companheira Mayara certamente agiu emotivamente devido à força da história. Presenciou seu candidato em derrocada. Mas é aí que conhecemos os homens cautos e os desmedidos, os racionais e os estomacais. Na emoção, ela honestamente transcendeu a hipocrisia e vomitou as substâncias que permeiam seu organismo. É uma preconceituosa. Ricardo Timm, grande pensador nacional, diz que “o preconceituoso é a mais precária das criaturas: qualquer um, qualquer salafrário inteligente, qualquer ideologia delirante, faz dele uso e abuso. Sonhando a vida inteira em não ser mais do que lixo, o preconceituoso se realiza quando é transformado efetivamente em lixo para a combustão da exploração e violência contra o outro. Essa é sua única festa, a única a que se permite; não ser, no fundo, nada, é seu sonho mais recôndito, e habitar uma região onde a esperança possa alcançá-lo é sua concepção de porto seguro. Morto-vivo, capitulou diante do mundo; fugiu da história para não ter de entender nem ao menos sua própria história. A atitude preconceituosa é a negação da inteligência, ou, o que dá no mesmo, a negação da abertura ao outro.”

Preconceituoso é aquele que discrimina. Normalmente, quando nos deparamos com o desconhecido, ou com o parcialmente conhecido, cometemos generalizações apressadas, induzimos inadvertidamente. Sim, é um movimento natural do intelecto mover-se por concepções prévias. Mas, como eu disse em outro texto, é inteligente notar que existe uma diferença abissal entre pré-conceito e discriminação. Toda indução é abusiva e toda dedução, incerta. Há uma ideia de Nordeste obscurecendo o que é o Nordeste Real. Não façamos isso com o Nordeste, não façamos isso com o Brasil.

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a primeira imagem foi retirada do blog de Renato Rovai

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ATUALIZAÇÃO: O autor deste artigo participou do programa MTV Debate, com o tema "O Brasileiro é Preconceituoso?". Clique aqui para assistir. ]

227 comentários | Dê sua opinião

  1. Ana Paula 10/11/2010 em 8:16 pm

    Li tantos elogios legais e tantos comentários interessantes aqui! Já estou satisfeita com a repercussão tanto das palavras da paulista quanto do seu belíssimo texto, Rapha. Pena que não pude ver ontem o programa!
    Viva o Brasil!

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  2. Joana 10/11/2010 em 8:32 pm

    Tereza concordo com suas idéias…agora aceite essa: Encontro das 20 maiores economias do mundo será na Coreia do Sul. Dilma Convidada do governo sul-coreano, Dilma terá acesso irrestrito aos eventos.Amiga , qdo foi que um presidente do Brasil teve tanta moral no exterior??? nosso País esta crescendo e muito somos gratos ao governo do nosso presidente LULA!!!

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  3. Luís Itaretama 11/11/2010 em 2:32 pm

    Se vis pacem, para bellum.

    Pelos meus antepassados e “minha raça”, parafraseio Euclides da Cunha:

    O sertanejo é, antes de tudo, um forte. (…) É menos teatralmente heróico (que o gaúcho ou todos os demais fanfarrões Minas abaixo); é mais tenaz, é mais forte, é mais duro.(…) Procura o adversário com o propósito firme de o destruir, seja como for. (…) Fez-se forte, esperto, resignado e prático. Aprestou-se, cedo, para a luta.

    Portanto, irmãos meus, mestiços-puros, tapuias-lusos altivos, mostrai aos estúpidos de raciocínio mediano e inteligência parca o seu lugar. Que cada um de nós, com a força do Deus Todo-Poderoso e o Sangue Nobre dos Sertanejos Originais, repudie e subjugue, em reação, a todos os que ofendem nossas Famílias, Honra e Espírito, tanto na Terra Original, quanto em paragens ordinárias.

    Perdão, nunca; clemência, sim.

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  4. Raphael Douglas 12/11/2010 em 6:11 am

    Pessoal,

    Saiu a íntegra do programa que “tentou” debater o tema na MTV. Fui convidado, mas a coisa lá, numa hora, ficou incivil. Segue o link.

    http://mtv.uol.com.br/debate/naintegra/09112010-o-brasileiro-e-preconceituoso

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  5. Andréa 12/11/2010 em 7:17 am

    O debate poderia ter sido bem mais interessante se o tema escolhido fosse seguido como você tentou focar e sempre voltar ao assunto.
    O tema era “Preconceito no Brasil”mas na verdade o programa foi voltado apenas para “Preconceito contra Nordestinos”.De qualquer maneira apesar do tempo curto e em alguns momentos ter se tornado impossível debater o assunto,foi gratificante saber que hoje em dia antes de se postar,julgar e condenar pessoas em rede sóciais precisa-se saber o que falar.Aliberdade de expressão é muito diferente de ofensas.
    Então que Mayara não seja presa como algúem do programa pediu.Que ela seja punida.E que fique para nós um exemplo de que preconceito não leva a lugar nenhum.Cada um tem suas escolhas,mas o respeito é fundamental.
    Parabéns pela sua participação lúcida no debate.

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  6. Eduardo Macedo 12/11/2010 em 8:53 am

    Rapaz, debate na MTV moderado pelo Lobão! Queria o que, rapaz?

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    • Raphael Douglas 14/11/2010 em 9:18 am

      Mas valeu. Em off a coisa rendeu bem mais. Como é uma rede de tv para adolecentes, é de se entender, não?

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  7. Glauber Rangel 12/11/2010 em 9:22 am

    Caros internautas,

    Confesso que fiquei surpreso com a manifestação explicita de preconceito da paulista. Por se considerar culturtalmente evoluida, uma situação dessa é descabida, não acham? Talvez ela queira se tornar uma espécie de Hitller do sudeste. Imagene se a história não contasse que o Brasil nasceu no nordeste….. Sou maranhense, ludoviucense e nordestino com muito orgulho, vou apoiar todos os movimentos contra essa cidadã e se for preciso, saio do Maranhão para São Paulo para declarar explicitamente o meu repúdio.

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    • Raphael Douglas 14/11/2010 em 9:17 am

      Ilustre Glauber,

      As vezes acho que se foca demais o problema na moça. Ela ja teve o que merecia e até muito mais. O problema, como disse o diretor da OAB de Pernambuco, é que ela usou um perfil não fake. Se expôs e a “casa caiu.” Mas individuos foram mais ferinos e grotescos do que ela em certas afirmações e nada foi elevado a status de midia. Acho que essa moça passou. O que fica é a discussão que deve ser mais clara e honesta. Abraço.

      Responder
  8. Tata 12/11/2010 em 12:58 pm

    Concordo em muito com que escreveu, em relacao em quem votar, vivemos numa democracia e temos que respeitar a decisao da maioria…Mas nao podemos deixar de perceber que atraves do presidente Lula, ( Um nordestino ), muita coisa neste pais mudou, so o fato dele ter nos livrado do FMI, ja foi uma vitoria, pois desde de crianca que escutava que tudo era por conta dessa tal divida, viajo muito para fora do Pais e la fora tambem sofria preconceito, hoje os estrangeiros no veem com outros olhos, adquirimos respeito, muitas pessoas que conheco passava apertado, hoje tem casa, carro, geladeira cheia, trabalho…e se voce tem boa memoria concordara que nao estou inventando, sou paulista, mas devo muito a esse NORDESTINO pois gracas a ele, independente de que regiao seja, hoje posso ver muitos que fazem parte do meu povo, poderem comprar, encher aeroportos, e fazer coisas que antes era apenas para poucos, e a maioria na hora do voto nao se esqueceram disso, mostrou que nao somos ingratos, nao suportamos mais arrocho temos que continuar crescendo e vamos com ou sem a ajuda de alguns desmiolados como Mayara Petruso que apenas consegue ver seu próprio umbigo!!!!

    Responder
    • Tata 12/11/2010 em 1:03 pm

      Apenas me esqueci de dizer que o cometario foi em resposta ao coment da Teresa, um abraco.

      Responder
    • Mluisa 13/11/2010 em 1:15 am

      Ótimo,Tata!
      Exelente comentário,nao passa desapercébido, pois poucos sao os que sabem “elógiar” e poder
      ver certas diferenca.O positivismo contágia, nao paré! Continue á contágiar….

      Responder
  9. luciano 12/11/2010 em 2:07 pm

    “Para não aceder à humanidade, as
    pessoas se atiram nas profundezas sombrias
    da doutrina zoológica que é o racismo

    ser pauilista nao q disse q sao os reis dos brasil nao

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    • Joana 13/11/2010 em 10:47 am

      Concordo com vc Luciano…existe links na net onde paulistanos querem ser independentes, eles pedem votações…kkkkkkkkkkkkkkkk…o q sera deles sem o abacaxi, sem o agave, sem o algodão o petróleo, a nosssa mão de obra, que nós nordestinos temos a oferece-los? infelismente, eles tem q engolir nossa cultura, basta eles acessarem a net e fazer a busca no que querem em termos de cultura, que vão ver as celebridades nordestinas, Gracilianao Ramos, Raquel de Queiroz, Euclides da Cunha,Gragorio de Matos, Jorge Amado, vamos aos artistas de MPB, os compositores como Braulio, Lenine, Flávio Jose, Fagner, nosso querido Luiz Gonzaga e muito mais…são tantos só a net mesmo pra lembrar a eles que nem sei se estudam Literatura!!!
      Tenho orgulho de se baiana, soteropolitana e nordestina com muita garra!
      Tem uma pessoa acima que fez um comentario que nordestino é uma região subdesenvolvida, coitada dela…sou ortodontista, não precisei ir pra são Paulo fazer especialização porque aqui no nordeste temos uma gama extensa de universidades, Campina Grande na Paraiba, existe os melhores cursos de engenharia do Brasil …viajo todo ano para Europa, conheço todo o Brasil…e sei falar de diversidade cultural…sera que ela conhece ao menos um pouco do sudeste ???
      sem mais comentarios!!!

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      • Luís Itaretama 23/11/2010 em 2:11 pm

        Euclides da Cunha não era nordestino, o que se torna ainda melhor para a sua defesa.

        Responder
  10. Emanuel Braga 14/11/2010 em 12:38 pm

    Giliberto Freyre, na década de 1930 do século passado, foi interpretado como defensor de uma “democracia racial” no Brasil. Eram outros tempos?

    Em outro blog veio um tal de José de Souza Martins, sociólogo da USP, me falar em “preconceito flutuante” que está aqui ou ali, dependendo das circunstâncias políticas e culturais! Francamente! Sociologia de confete essa a dele…

    O preconceito do brasileiro não tem nada de “flutuante”, ele é fixo, arraigado e agressivo. Seja com índios, negros, homossexuais e “nordestinos”, o preconceito nem é sutil e muito menos flutuante. Ele está sempre presente, falta só oportunidade de voz. Mas se ela aparece, ele vem à tona de imediato.

    De fato, Mayara Petruso é um “bode expiatório”. Em sentido figurado, um “bode expiatório” é alguém, ou grupo, que é escolhido arbitrariamente para levar (sozinho) a culpa de uma calamidade, crime ou qualquer evento negativo.

    Pois bem, se dermos uma olhada nos comentários da internet após as nossas eleições presidenciais, veremos que a estudante de direito, Mayara Petruso, famosa pelos comentários agressivos contra os “nordestinos” nos dias 31 de outubro e 1º de novembro deste ano, é, na verdade, um bode expiatório dentro de um universo bem maior de preconceitos regionais e raciais que desde tempos imemoriais vêm sendo disseminados nesta nação que quer vender, a todo custo, a imagem de “democrática”, “pacífica” e “solidária”. É um país que eu não troco por nenhum outro, é verdade. Mas é um país que precisa combater ativamente, por meio de movimentos da sociedade civil e não do governo, as hipocrisias e o modelo de formação familiar construído desde que os europeus aqui chegaram.

    Se descascarmos o Brasil, sobra um miolo autoritário, piegas e elitista que perpassa todas as classes sociais e regiões brasileiras.

    Responder
  11. Carlos Augusto 14/11/2010 em 1:48 pm

    A “marra” advém da classe social a que pertence o individuo.Nordestino rico, também descrimina e tira onda com Nordestino pobre.Resumindo: pobre no Brasil é malvisto em todo território Nacional.

    Responder
  12. Mluisa 14/11/2010 em 7:39 pm

    Boa observacao Carlos Augusto!

    Responder
    • Emanuel Braga 14/11/2010 em 11:33 pm

      Comentário raso esse de Carlos Augusto…

      Mas, assim nos tornamos brasileiros: transformando o país inteiro num puteiro e diluindo o preconceito contra o negro, contra o índio, contra o nordestino, com a velha lente da “luta de classes”.

      Responder
      • Mluisa 16/11/2010 em 8:16 pm

        O colonialísmo ainda está bem enraizado latente em muitos.A igreja tem ajudado bastante com a mentalidade partriacal.A estrutura de integracao foi muito supérficial,sem um bom alicerco,hoje
        podemos ver o resultado:Brasil é fantástico com suas praias maravilhosa.O carnaval,samba,Oi,Oi!
        Pra nao falar no fotbol,Oh..O rei Pelé…e muitos passando fome!E olhe lá o fotbol tem criado outro estatus quando Socrates,académico comecou a jogar,mas antes fotbol é de gentinha!! Quem se lembra?O brasil é Bom pra quem tem! O que existe é a mal vontade de muitos,com mêdo de perder certos previlégios.Tem pessoas que vive e pode contar,na época que mandavam brasileiros para os USA,para aprender a torturar o póprio povo.Isso nao aconteceu à um século passado nao.
        A história se repete.A história de Roma nao veio de fora nao.Acorda Brasil!

        Responder
  13. carlos gilberto gusmão 15/11/2010 em 1:22 am

    Tenho uma amiga, Shirley Molina, que conhecí em um site de relacionamento. No primeiro encontro, ela, como paulista me revelou como foi que chegou ao Recife e resolveu ficar em difinitivo. O pai, que era vendedor de calças lee, “Hoje a cidade de toritama no agreste de Pernambuco é a segunda maior produtora de calças gens, perdendo apenas para o brás em S.Paulo” vinha sempre ao nordeste para negociar este tipo de mercadoria que nos anos setenta era muito procurado pelos jovens. Ela veio com o pai, numa das viagens e quando chegou no antigo aeroporto dos guararapes ficou de perplexa com o que via. Achava que os homens usavam roupas e chapéu de cangaceiro e as mulheres como a Maria Bonita. Eu pensei que ela estivesse brincando mas, ela falou que era verdade e que as informações que tinha eram as piores possiveis. Hoje a Shirley é uma empresária Pernambucana.

    Responder
  14. Robson 16/11/2010 em 12:21 pm

    Ela deveria ser indiciada por INCITAÇÃO A OMICÍDIO E RACISMO e com certeza deveria ser culpada.
    Ela não deveria ir para uma cadeia e ficar numa cela cheia de detentas. A sua centença deveria ser a de prestar serviços comunitários no local onde ela mais detesta, segundo o comentário… O MEU LINDO NORDESTE!
    Esse seria o pior castigo para pessoas com o ego maior que o próprio corpo, ver as maravilhas dessa terra e admitir o seu infeliz comentário.

    Responder
    • Mluisa 16/11/2010 em 7:28 pm

      Complexo de inferioridade tem um potêncial sem proprocoes sem limetes:nao é desculpas é claro! Mas
      qual a causa o motivo? Me pergunto,está incluida a matéria dos Direitos Humanos, quem estuda para Advogado(a)?Ela foi inteligente,usando métodos refínados para ficar na história,do dia para à noite,ela ganhou a primereira étapa! Jogando uns contra o outro de norte a sul do Brasil. Se quizer-mos combater esse virus,nao devemos usar os mesmos métodos.Violência gera Violência!Ela cavou apròpria cova! Quem procura acha! Ela já está na cadéia,o pior castigo é que “NUNCA” vai poder lavar a mancha,vai levar com ela para sempre!

      Responder
  15. claudia r. 17/11/2010 em 10:38 am

    Meu pai e’ advogado tb e nunca me ensnou a ter xenofobia.sou tb filha de um relacionamento extra conjugal e aprendi a lidar com isso.ha muita bagagem psicologica nessa jovem.E o Brasil nunca vai crescer como nacao.apreendo com erros alheios e aprendi a amar mais ainda minha cidade(Fortaleza)morando fora dela(Austin,Texas).O Brasil de Mayara nao e’ o meu Brasil.

    Responder
  16. Carlos Eduardo 17/11/2010 em 2:58 pm

    O preconceito não é exclusividade de Mayara Petruso, e nem dos paulistas, ou cariocas, ou gaúchos…
    Após o estopim, acendido por Mayara, vimos demonstrações de preconceito em larga escala, e em todos os lugares. Acredito que Mayara teve a infelicidade de não estar no controle das suas emoções, seja por depressão pela derrota nas urnas, por consumo de álcool ou outras substâncias, e deu vazão ao seu preconceito, e será usada como exemplo. Isso não justifica o seu ato, errou, tem que ser punida, e acredito que será.
    Já está sendo, pois foi forçada a se esconder, possivelmente perderá o curso, e com certeza já perdeu a carreira.
    Sou paulista, e como muitos paulistas que conheço, não compartilho as opiniões de Mayara.
    Tenho consciência da importância dos nordestinos, e de todos os brasileiros, na grandeza de São Paulo, que só é grande devido ao trabalho de todos os brasileiros que escolheram morar lá, e não apenas pelos paulistas.
    Morei muitos anos em Brasília, outra cidade que foi construída e povoada por nordestinos, cariocas, gaúchos, paulistas etc. Conheci boas e más pessoas de diversas origens. O caráter de uma pessoa não pode ser vinculado ao seu local de nascimento.
    Hoje moro em Natal, sou casado com uma potiguar e tenho um filho pernambucano. Escolhi o nordeste para morar por tudo o que encontrei aqui, as belezas naturais e as pessoas que sempre me receberam muito bem.
    Estou muito feliz aqui e aos paulistas, cariocas, mineiros, gaúchos e outros tantos que compartilham as opiniões de Mayara, faço um convite: Venha conhecer o nordeste, mas não apenas passear pelos pontos turísticos, venha conhecer também o interior, venha conversar com as pessoas que vivem aqui, e que se orgulham muito de ser nordestinos, se orgulham de ser um povo trabalhador, que está em todo o Brasil, e não apenas em São Paulo.
    Sou paulista, me orgulho disso, sou nordestino, me orgulho disso, sou BRASILEIRO, me orgulho disso!!!

    Responder
    • Raphael Douglas 17/11/2010 em 5:47 pm

      Se fosse possível espalhar sua lucidez pelos 4 cantos do país, creio que muito dessa névoa que envenena nossa cultura poderia ser afastada. Abraço.

      Responder
  17. Emanuel Braga 20/11/2010 em 10:53 am

    Quem nasce em São Paulo é sudestino?

    Responder
  18. MANOEL BARRETO 20/11/2010 em 3:32 pm

    LI COM ATENÇÃO O COMENTÁRIO DO SR. MB. Afirma inexistir tanta gravidade quando essa estudante de direito desferiu voluntrabos contra toda uma região brasileira. Primeiro deve ser esclarecido que no Nordeste tem muita gente branca de olhos verdes, descendente de nórdicos. O mal tem que combatido pela raiz. A Constituição proíbe qualquer atitude racista. Temos que cumprir a lei. Do contrário, o país vira ditadura. Começa aparecer movimentos racistas atacando e estimulando matança de brasileiros de outras regiões. O risco que corre o pau corre o machado. Os nordestinos vão reagir. Essa turma sabe disso. Nordestino tem sangue de Lampião. Vai haver matança de muitos sulistas, resultando numa guerra sem controle. A Federação vai reagir. Os agressores racistas poderão ser exterminados pelas Forças Armadas, instituição que tem e missão de manter a unidade nacional. Tanta é verdade que a Polícia Federal já começa a cadastrar esses nazistas e simpatizantes enrustidos. Essa nossa ponderação tem pertinência. Um site denominado “Soberanos da Revolução”,, aproveitando essa polêmica, vem pregando ódio racial, elogiando Mayara. O texto diz que: “Os caucasianos são os mais bem sucedidos em quesitos como beleza física e cultura”.Esse blog denominado de SDR qualifica os negros como inferiores por características físicas repulsiva etc, sustentando mais que :
    “Infelizmente a raça negra não possui nenhuma característica individual atrativa, pois não possui nenhum atributo estético e cultural digno de orgulho. No quesito estético, os negros deixam a desejar e muito! Seus cabelos são secos e crespos, suas peles ressecadas, seus narizes deformados e seus olhos geralmente avermelhados. No entanto, os negros podem se orgulhar de sua resistência e força física, pois essas são as duas únicas qualidades da raça negra.”
    Esses meliantes são analfabetos em gênero número e grau. Se tivesse o cuidado de estudar saberiam que as maiores invenções que revolucionaram a humanidade, inclusive da geladeira, celular, saíram da genialidade de cientistas negros. Vejam a relação de invenções dos afros- descendentes:

    Uma das opções para se ensinar Ciências, é através de sua História.
    No nível fundamental consegue-se motivar o aluno pesquisando-se quando foram inventados os objetos de uso cotidiano: Rádio, batedeira, TV, DVD, aspirador de pó, absorvente, papel higiênico, pasta de dentes e medicamentos – antibióticos, analgésicos, soros e vacinas, entre outros.
    O contexto histórico amplia-se quando a pesquisa também se articula com os fatos políticos e culturais que ocorreram no surgimento da invenção.
    Por exemplo, em 1923 Garret Augustus Morgan, inventor afro-americano nascido em Kentucky, patenteou o semáforo automático. Nesse mesmo ano é fundada a primeira estação de rádio do Brasil; em 9 de novembro, Adolf Hitler liderou o fracassado golpe contra o governo Bávaro, Hitler e seus partidários são presos por traição.
    Quando o grupo docente está bem coordenado e compromissado com a proposta pedagógica que ele mesmo delimitou, fica mais fácil realizar projetos inter e transdisciplinares: A aprendizagem torna-se significativa.
    Para o dia da Consciência Negra, eu trabalhei com meus alunos as invenções e descobertas feitas por cientistas afro-americanos.
    A surpresa dos alunos foi grande! Com esse conteúdo, didaticamente promove-se a alteridade em oposição às mazelas do etnocentrismo e racismo, destruindo-se dialeticamente o péssimo discurso que a TV brasileira faz: O negro existe para divertir o branco.
    Abaixo estão alguns cientistas negros e suas invenções:

    •Alexander Miles, elevador;
    •Alice Parker, fornalha de aquecimento;
    •C. J. Walker, artefatos para cuidar do cabelo;
    •Charles Drew, preservação estocagem de sangue, implantou o primeiro banco de sangue do mundo;
    •Dr. Daniel Hale Williams, executou a primeira cirurgia aberta de coração;
    •Elbert R. Robinson, bonde elétrico;
    •Dr. Ernest E. Just, fertilização e a estrutura celular do ovo, mundo a primeira visão da arquitetura humana ao explicar como trabalham as células;
    •Frederick Jones, ar condicionado;
    •Garret A. Morgan, semáforo e primeira máscara contra gases;
    •George T. Samon, secadora de roupas.
    •John Love, apontador de lápis;
    •William Purvis, caneta-tinteiro;
    •George Washington Carver, métodos de cultivo que salvaram a economia do sul dos Estados Unidos na década de 1920;
    •Granville T. Woods, transmissor do telefone que revolucionou a qualidade e distância que podia viajar o som;
    •Jan E. Matzelinger, máquina de colocar solas nos sapatos;
    •John Standard, geladeira;
    •Joseph Gammel, sistema de supercarga para os motores de combustão interna;
    •Lee Burridge, máquina de datilografia;
    •Lewis Howard Latimer, filamento de dentro da lâmpada elétrica;
    •Lloyd Quarteman, primeiro reator nuclear na década de 1930;
    •Lloyde P. Ray, pá de lixo;
    •Lydia O. Newman, escova para pentear cabelos femininos;
    •McCoy, sistema de lubrificação para máquinas a vapor;
    •Dra. Patricia E. Bath, dispositivo laser para cirurgia de cataratas;
    •Dr. Philip Emeagwali, computador mais rápido do mundo, 3,1 bilhões de cálculos por segundo, possibilitando estudar o aquecimento global, as condições do tempo e determinar como o petróleo flui sob a terra;
    •Percy L. Julian, o desenvolvimento do tratamento do mal de Alzheimer e do glaucoma;
    •Philip Downing, caixa de correio;
    •Raphael E. Armattoe, encontrou a cura para a doença do verme da água da Guiné com sua droga Abochi;
    •Richard Spikes, inventou a mudança automática de marchas;
    •Roberto E. Shurney, pneumáticos de malha de arame para o robô da Apolo XV;
    •Sarah Boone, tábua de passar roupas.
    •Thomas W. Stewart; esfregão para limpar o chão;
    •W. A. Lovette, prensa de impressão avançada;
    •John Burr, máquina de cortar grama;
    •William Berry, máquinas de carimbo e cancelamento postal;
    •William Hinton, primeiro manual médico sobre a sífilis.
    O pai da medicina não foi Hipócrates, mas Imotep, médico negro que viveu dois mil anos antes do médico grego.
    Infelizmente, os livros didáticos de Ciências que eu conheço não mencionam a contribuição dos cientistas negros para a qualidade de vida da humanidade, perpetuando assim uma educação nos moldes europeus, no qual o homem branco e cristão é paradigma de beleza e verdade.
    Para saber mais, indico o livro: “Cientistas e Inventores Negros”, Ava Henry e Michael, Williams BIS Publications e o filme “Quase Deuses”, dirigido por Joseph Sargent, sobre a vida do Dr. Daniel Hale Williams.

    Responder
  19. Emanuel Braga 21/11/2010 em 10:25 pm

    E quem nasce em Minas Gerais é sudestino?

    Responder
    • Raphael Douglas 22/11/2010 em 7:18 am

      É bem um problema de indução apressada. Talvez essa universalização, que é o próprio movimento do conceito, seja já o começo de alguns enganos.

      Responder
  20. MANOEL BARRETO 22/11/2010 em 10:25 pm

    VEJO MUITOS COMENTÁRIOS ALEGANDO QUE SÃO PAULO CARREGA O BRASIL NAS COSTAS. ESSA É UMA PREMISSA TOTAMENTE FALSA. Bem da verdade, são os trabalhadores (muitos nordestinos em S. Paulo), que recebem salários mais baixos que realmente pagam maior parte. Trabalham três meses a mais do que os ricos inusrtriais. Os empresários repassam toda carga tributária para os clientes. Os latifundiários praticamente não pagam imposto sobre a terra. O estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre carga tributária e capacidade do gasto público no Brasil revela que são os trabalhadores os responsáveis pela maior parcela da arrecadação tributária no país. O percentual despendido para o pagamento de tributos é inversamente proporcional à renda dos brasileiros. Quem recebe até dois salários mínimos de renda familiar mensal, ou seja, meio salário mínimo per capita por mês (levando-se em conta que o padrão de estrutura familiar no Brasil é composto por quatro pessoas), contribuiu no ano passado, com 53.9% desses recursos para o pagamento de tributos. Ao passo que o esforço dos que se encontram na outra ponta da tabela e recebem acima de 30 salários mínimos ficou na casa dos 29%.
    É um erro pensar que o empresário paga impostos. Na realidade, quem paga impostos é o cliente de todo país. O imposto está embutido no preço do produto ou serviço. O empresário é responsável por recolher o imposto, isto é, arrecadar do cliente e repassar para o governo. Mas como o cliente não vê destacado o valor do imposto, pensa que não paga imposto e quem paga imposto é o empresário.
    O total de dias trabalhados para o pagamento de impostos por esses trabalhadores de baixa renda foi de 91 dias a mais no ano do que os que se encontram no topo da tabela. Ou seja, os trabalhadores mais pobres tiveram de trabalhar três meses a mais do que aqueles que recebem acima da faixa de 30 salários mínimos de renda familiar mensal. “O sistema tributário brasileiro tem uma preferência. Fez a opção pelos ricos e proprietários”, afirma o presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Ele conta que a tributação no país está focada sobre o consumo, principalmente, dos produtos destinados à população de baixa renda.
    “Mas geralmente quem reclama da carga tributária são os ricos. Rico não querer pagar imposto, não é um fenômeno novo, é secular. Infelizmente somos um país que não tem cultura democrática. O sistema político expressa os interesses daqueles que têm propriedade e têm mais recursos para fazer valer os seus direitos”, argumenta
    Frente a essa inegável constatação do IPEA de que a massa pobre do Brasil é que paga maior carga de tributos, pode –se, assim, afirmar a completa falta de conhecimento econômicos de alguns comentário de paulistas desavisados de que S. Paulo trabalha para sustentar os vagabundos dos outros estados, quando a provado ficou que são os pobres dos outros estados e também de S. Paulo os maiores contribuintes do fisco federal.

    Responder
  21. Raphael Douglas 23/11/2010 em 3:52 pm

    Manoel,

    Sempre achei o Brasil um país de forte protocooperação. Quem não reconhece isso não se dá ao trabalho de ler a história de força desse país. Óbvio que nosso nascimento e desenvolvimento quanto nação não foi lá essas glórias romanticas todas. Acredito que Ninguém é mais ou menos responsável pela força de erguer e continuar mantendo de pé as fundações do Brasil.

    Responder
  22. MANOEL BARRETO 24/11/2010 em 2:15 am

    CARO Raphael Douglas,
    Concordo em parte com os argumentos ora requestado por vossa ilustre pessoa de que os estados brasileiros necessitam de incremento comercial mútuo, incluindo aí concessões bilaterais, porquanto estudos macroeconômicos, sérios, científicos e epistemológicos, estão a robustecer que a melhor solução é o livre mercado. A depressão de 1929 foi causada pela retração das importações cada vez mais dos produtos Americanos. Havia muita produção e pouco consumidores. Os preços logicamente caíram. Aqui no Brasil nota-se que São Paulo é o estado mais industrializado, decorrente das multinacionais lá baseadas. Na outra ponta temos os estados menos industriais, de vero, exportadores mais de matérias primas, ferros e agronegócios. Refuto, por banda, com todas as letras o inverossímil e pueril argumentação de que: “ os nordestinos não inocentes. Apenas passivos” . Tal increpação não tem qualquer conteúdo axiológico. Mesmo venial.
    Adversamente, no momento, o nordeste vem crescendo em nível Chinês. Os dados estão aí. A latere, infere-se que o Brasil vem chamando atenção do mundo pela velocidade com que conseguiu superar o impacto da crise financeira global, a região Nordeste desponta no cenário econômico interno pelo desempenho acima da média nacional. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do País deve ficar próximo de 1% este ano, os estados mais importantes do Nordeste, como Bahia e Pernambuco, devem apresentar desempenho três ou quatro vezes maior. Emprego formal e a renda também apresentam crescimento vigoroso, despertando a atenção de indústrias e redes de varejo nacionais e internacionais.
    “O Nordeste não é mais um problema, mas sim parte da solução para o desenvolvimento brasileiro”, afirmou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ao participar do Fórum Estadão Regiões/Nordeste, organizado pelo Estado com apoio da Agência Estado e Rádio Eldorado.
    Um dos fatores que contribui para a mudança do perfil do Nordeste é o fato de que quase metade dos recursos do orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome fica na região. “A ênfase deve-se ao problema histórico da pobreza”, explicou o ministro Patrus Ananias. Para o economista Jair do Amaral Filho, da Universidade Federal do Ceará, o marasmo foi superado, mas o modelo merece atenção pela dependência da saúde fiscal do governo federal. Esta edição especial dá continuidade do projeto dedicado a debater tendências e gargalos ao desenvolvimento regional do Brasil pós-crise. Recentemente li uma matéria no jornal Folha de São Paulo, noticiando que esse estado Bandeirante sofre com a falta de operários da construção civil. Isso porque os nordestinos pararam de migra. Veja a reportagem in totum:

    Emprego no Nordeste já reduz fluxo migratório

    “Fenômeno já é sentido em São Paulo, que sofre com a escassez de mão de obra

    O Estado de S. Paulo – Ao mesmo tempo em que os investimentos da construção civil e do varejo no Nordeste estão proporcionando à região taxas de crescimento do emprego com carteira assinada acima da média brasileira, também acabam contribuindo para a escassez de mão de obra em São Paulo.

    Os Estados nordestinos concentraram mais de 34% das vagas criadas pelo setor da construção no País nos últimos 12 meses. Já as redes varejistas aceleram o ritmo de expansão na região, aproveitando a evolução do consumo das classes C e D, mais sensíveis aos ganhos do salário mínimo e dos programas de distribuição de renda.

    Segundo levantamento da LCA Consultores, feito a pedido da Agência Estado, das cerca de 333 mil vagas formais criadas entre julho de 2009 e 2010, mais de 114 mil foram geradas nos Estados nordestinos, representando mais de um terço dos postos.

    “Os ganhos reais do salário mínimo e o crescimento do Nordeste têm aumentado o dinamismo da economia local, reduzindo o fluxo de trabalhadores para outras regiões, aumentando os investimentos e ampliando a gama de oportunidades”, diz o economista da LCA, Fábio Romão. No Brasil, enquanto o setor ampliou no período em 16,6% as vagas formais, no Nordeste o crescimento atinge 30,5%.

    Com os investimentos dos últimos anos se ampliando no Nordeste, organizações dos setores da construção civil e dos supermercados vêm observando uma falta cada vez maior de mão de obra, sobretudo em São Paulo. Parte é creditada à redução do fluxo migratório. “Estamos tendo dificuldades para preencher o aumento de 20% a 30% previsto para as vagas do fim do ano”, diz o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Galassi. Ele relata casos em que supermercadistas estão abrindo mão de contratar trabalhadores com ensino médio e ocupando as vagas com pessoas apenas com o ensino fundamental.

    No caso da construção civil, o cenário é parecido com o do varejo e os representantes do setor defendem uma ação conjunta das empresas com o governo para investir em qualificação dos trabalhadores. “O Bolsa-Família é outro fator que tem impacto nesse cenário. Muita gente tem optado por não aceitar o emprego com carteira assinada quando o salário ultrapassa o limite de renda por pessoa, porque perderia o benefício”, diz Claudio Bernardes, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), acrescentando que os programas de distribuição de renda também contribuem para que os nordestinos não deixem a região.

    Migração – Para o professor do instituto de economia da Unicamp Claudio Dedecca, as transformações econômicas observadas nos Estados nordestinos nos últimos anos estão reduzindo a “pressão pela migração” para outras regiões do País: “O crescimento da renda dessa população abriu novas perspectivas para investimentos e retomada de projetos estratégicos. Pela primeira vez, as empresas estão esbarrando na falta de profissionais”.

    Romão, da LCA, ressalta que os ganhos reais do salário mínimo produzem um efeito maior sobre o consumo na Região Nordeste, porque quase metade da população recebe um salário mínimo por mês. Em todo o Brasil, essa média é de 29%, conforme os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

    Ele destaca que, especialmente, a construção civil tem apresentado uma forte evolução na formalização de postos de emprego. “O aumento do crédito e da distribuição de renda tem um impacto muito positivo no Nordeste”, diz. (Rodrigo Petry e Fabiana Holtz) “

    Responder
    • Raphael Douglas 24/11/2010 em 8:30 am

      Agradeço os incrementos estatísticos. Me foram de muita valia. Quanto aos dados, não há duvida de que quem migra forçadamente do Nordeste, já sabe o que vai encontrar pela frente. Antes, quando os meios de comunicação eram realmente limitados, as pessoas dos interiores do Brasil se lançavam em verdadeiras aventuras cujo destino era realmente nebuloso. Hoje, quem sai desses interiores visando grandes capitais já sabe exatamente onde irá parar. Logo, mesmo para quem não tem tanta condição financeira assim, já é possível falar de ética da responsabilidade. A ignorância não constitui mais álibi.

      Responder
  23. Diego Fernandes 30/11/2010 em 11:14 am

    Impressionante como sua idéia se espalhou pela net. Parabens.

    Responder
  24. Pingback: Nordestinos e Preconceito, o caso Mayara Petruso | Trezentos

  25. Dawran Numida 02/12/2010 em 10:40 am

    Raphael Douglas, o que valerá para sempre para o Brasil, será a união de seu povo e não a sua divisão por categorias ou por regiões, estados, municípios e cidades. Como se fôssemos retornar a um feudalismo com séculos de atraso. A sua frase, “A ignorância não constitui mais álibi”, é definitiva. Seria bom que os aproveitadores, oportunistas e acólitos de plantão, lessem sua frase e a colassem em todos os lugares, em todos os gabinetes e a colocassem como dedicatória em livros e em autógrafos. Chega dessa paranóia de preconceitos e racismo, quando, à guisa de combatê-los, utilizam-se, arrogantemente, de divisões, preconceitos e racismo. Na realidade, querem apenas “mudar o sinal do preconceito, do racismo”, que julgam ver em todos os lugares, notadamente onde há votos. A nossa Constituição de 1988, tem muito do Iluminismo. Mas tem recalcitrantes das trevas. Serão derrotados.

    Responder
    • Emanuel Braga 04/12/2010 em 12:37 pm

      Marquês de Pombal e Barão do Rio Branco ficariam muito felizes ao ler tantos comentários em defesa da “união” e “harmonia” entre os povos que fazem parte do continente Brasil.
      Os projetos nacionalistas chegaram aos nossos filhos.

      Responder
  26. marcia 06/12/2010 em 9:30 pm

    Será que esta Sra já leu sobre Nisia Floresta (RN)? emancipação feminina? Será que somente Augusto Comte (pai do positivismo) sabe quem ela é?? Será que ela sabe de onde saiu o primeiro voto feminino no Brasil? Conhece Leolinda Figueiredo Daltro(BA)? Será que ela tem ideia que essas mulheres (que segundo ela deveriam ser afogadas, afinal sao nordestinas) são precursoras por hj ela poder estar se expressando, estar no mercado de trabalho, frequentar uma faculdade e ter igualdade de direitos (que por sinal parece nao querer para os outros) Rejeito a idéia de qq tipo de discriminação. Isso demonstra a total falta de cultura (no sentido exato da palavra). Me envergonho de ser paulista e ler declarações tao infundadas desta Sra (estudante de “direito”?) São BRASILEIROS de todas as regiões que fazem nosso país ser tão maravilhosamente diverso em seus costumes.Um país que tem “oxente” “uai”, “bahh”……VAMOS AGREGAR CONHECIMENTO, EDUCAÇÃO E CULTURA e aí expressar nossas opiniões com seriedade e responsabilidade.

    Responder
  27. joaz de brito 28/12/2010 em 10:11 am

    ajuda a divulgar o vídeo de repudio aos comentários da petruso http://www.youtube.com/watch?v=Yu1CH5bAV_o

    Responder
  28. Raphael Douglas 10/01/2011 em 11:51 pm

    Desse movimento todo, nasceu a idéia do debate que acontece amanhã:

    Quem estiver na cidade do Recife, sinta-se convidad@.

    http://3.bp.blogspot.com/_iAsTf5wtBKY/TSUyx9joY9I/AAAAAAAAAhw/qnY4ypv9MUs/s1600/cartaz%2Bpreconceito.bmp

    Responder
  29. Vitor 12/01/2011 em 4:57 pm

    Eu acho um absurdo a proporção que casos como este tomam no Brasil, se ela tivesse matado alguém não iriam falar tanto como estão falando agora, só porque ela emitiu opinião contrária à uma lei, que no meu ponto de vista é desnecessária. Acho hipócrita a forma com que as pessoas vêm o “racismo” no Brasil, o respeito por outras raças (ou etnias se preferir), deve ser conquistado através de respeito e não imposto através de leis, nenhuma lei pode impôr respeito, apenas fará com que as pessoas não se expressem por medo, como foi o caso ocorrido com a Mayara e com muitas outras pessoas, que têm o direito de terem seus preconceitos (por que não?) mas não podem externa-los por medo da lei. Respeito se conquista de dentro para fora, se acham que este tipo de preconceito é tão grave, então devem instruir as pessoas a não adquirir este pensamento preconceituoso, e não taxa-las de criminosas e prende-las, nossas cadeias já estão muito cheias de “verdadeiros” criminosos, assassinos, traficantes e afins, não precisam prender uma estudante por uma “besteira” dessas, prende-la não vai faze-la mudar de opinião, só irá puni-la, assim como qualquer outra pessoa preconceituosa não deixará de ser, apenas não irá se manifestar publicamente por medo de uma lei autoritária e desnecessária.

    Responder
  30. Mluisa 17/01/2011 em 10:49 am

    Existe diferentes maneira de Matar Sr.Victor! Ela carregará o nome dela sujo na história do brasil,e ninguém nunca vai poder lavar.Aqui se faz aqui se paga!Um alto preco que ela escolheu !!!…

    Responder
  31. Francisco Érico 18/01/2011 em 8:36 pm

    Escrever é realmente um dom supremo! Parabéns pelo texto!

    Responder
  32. João Pedro 27/02/2011 em 3:30 pm

    Somos todos juntos uma miscigenação e não podemos fugir da nossa etnia… Indios, brancos, negros e mestiços, nada de errado em seus principios, o seu e o meu são iguais… (Chico Science)

    Responder
  33. carol 06/04/2011 em 2:02 am

    rapaz vc chegou exatamente onde eu queria chegar…
    SOU BRASILEIRA, NETA DE PORTUGUESES, BRANCA, CABELO LISO, E…NORDESTINA, ESTUDO EM MADRID, E AQUI AS PESSOAS TEM UMA IMAGEM HORRIVEL DE QUALQUER BRASILEIRO(Ñ QUEREM SABER SE DO SUL OU NORTE)MAS GRAÇAS A DEUS NUNCA SOFRI PRECONCEITO, 1.TRABALHO HONESTAMENTE E ESTUDO 2.SOU BEM BRANCA E TENHO TRAÇOS EUROPEUS, MAS NORDESTINAAA COM MUITO ORGULHO 3,FALO ESPANHOL PERFEITAMENTE. AGORA PERGUNTO O QUE ESTA MULEKA TEM MELHOR DO QUE EU HEIN?

    ALGUEM ME RESPONDE?…PELA DA CIDADE QUE ELA NASCEU?Q TEM SP?

    PAULISTA PENSA QUE É EUROPEU!

    hahahah

    tenho pena!

    na europa todo e qualquer brasileiro é lixo!

    nordestino, nortista, sulista e o caralho que seja
    nao entendo a briga dentro do proprio país, se conto isso aqui, parece ridículo!

    Responder
  34. Ailton de Oliveira 12/04/2011 em 1:05 pm

    Os EUA só são grandes, porque todos os estado tiveram a mesma atenção do governo federal. não foi como aqui, que presidentes vagabundos do passado enviava todas as verbas para São Paulo, só para cair nas graças dos eleitores daquele estado. hoje SP murcha, todas as indústrias estão se retirando de lá, sabem que o Norte e Nordeste ficam proximos aos portos do hemisfério norte, maior centro consumidor do mundo.
    Só a Bahia ja recebeu 321 delas, são industria que saem de SP para não falir com o governo Serra.

    Responder
    • Weliton 03/06/2011 em 10:57 am

      PERFEITO COMENTÁRIO!, ESSE TIPO DE RACISMO É MUITO GRANDE EM PAÍSES SUBDESENVOLVIDO, PQ É DESIGUAL À FORMA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO! NOS ESTADOS UNIDOS RARAMENTE VC V UMA UM ESTADO POBRE…..

      Responder
  35. Márcio 03/06/2011 em 6:07 pm

    Concordo com você Rafael!Vivo a mesma situação aqui em Natal e costumo visitar o interior do Rio Grande do Norte de vez em quando.O que percebo é que o nordestino é muito mais antenado ,geograficamente falando,do que as pessoas do sudeste.É incrível a falta de percepção dessas pessoas em relação a nossa realidade.Sugiro que as pessoas de outras regiões do país visitem o nosso nordeste,pois se surpreenderão com o que vão ver e deixarão de ter mentalidade de gringo, que acha que no Brasil só têm selva e macaco pulando de galho em galho.

    Abraço

    Responder
  36. Ruben Zevallos Jr. 06/06/2011 em 6:59 pm

    Quando notei tais comentários na Internet escrevi o texto http://ruben.zevallos.com.br/arquivo/comportamento/2010/12/o-brasil-conheca-o-nordeste-antes-de-sair-falando/, que realmente demonstra a falta de conhecimento do resto do Brasil. Como voce comentou no seu texto, existe uma visão errônea de tudo devido a mídia. Morei no NE por anos e noite a distância do Interior com as capitais e até com o resto do Brasil. Uma distância que está mudando não somente com esmolas e sim devido ao próprio povo que apesar da falta de estudo, luta pelo seu crescimento.

    Parabéns pelo seu texto.

    Responder
  37. Daniel 26/07/2011 em 3:51 am

    Excelente texto Raphael. Como você mesmo destacou, os políticos nordestinos em muito contribuíram para essa imagem do Nordeste. A mídia, além disso, faz questão de reiterar esses estereótipos. O Nordeste é pauta das redações jornalísticas ou em virtude do turismo (sexual, muitas vezes), ou em época de festa junina (quando se reforçam os estereótipos ao máximo). Chega a ser engraçado, quando um cearense chega em algumas cidades do sul do país e as pessoas, às vezes de boa formação, te pedem pra contar piada. Parece piada, mas não é. Se o estereótipo é tranquilizador para aquele que o emprega, por pacificar sua ansiedade ante o desconhecido, o diferente, ao mesmo tempo é empobrecedor e impede uma relação autêntica com o outro, os muitos outros. Este é um problema fundamental para o século que se abriu recentemente. Os ataques na Noruega são apenas mais uma confirmação da urgência que o tema demanda em relação a um tratamento adequado.

    Responder
  38. Marcão 09/12/2011 em 2:34 pm

    Não existe brasileiro puro. O brasileiro é uma mistura de várias raças: branco, negro, índio, caboclo, etc. Soa até ridículo esse tipo de preconceito entre nosso povo. Seria bem melhor trabalharmos juntos e prol do crescimento do país. Lutar por educação, sermos pessoas boas, sermos caridosos com nossos irmãos de outros estados, não importando raça ou condição fianceira. Bem, mas para que tudo isso se é bem mais facil ser um preconceituoso estúpido.

    Responder

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