Mayara Petruso e um Nordeste que não conheço

“Para não aceder à humanidade, as
pessoas se atiram nas profundezas sombrias
da doutrina zoológica que é o racismo.”
Franz Kafka

por Raphael Douglas – Vou citar uma expressão das ruas que ouvi ontem quando um amigo leu as ultimas manifestações pós-eleição no twitter. Perdoem-me a citação. Disse: “Se filho da puta voasse, seria impossível ver o céu no Brasil.” O proferiu sem muita eloqüência, mas quis dizer que não acredita que toda a população nacional tenha ideias como as que veremos abaixo, afinal, restariam pessoas coladas ao chão tentando observar o azul do céu obnubilado pelo preconceito. Concordo com ele. É óbvio que existem muitos indivíduos que pouco se importam com as diferenças regionais, de sotaque ou mesmo da renda per capita da cidade onde se vive.

A moça em questão responsabiliza categoricamente o Nordeste pela vitória de Dilma Rousseff. Todavia, como afirma a redação da Rádio Criciúma, “as postagens dos internautas responsabilizando o Nordeste pela vitória petista, mostram seu desconhecimento dos números da eleição, já que se o Nordeste fosse excluído dos cálculos, Dilma ainda venceria Serra, com uma diferença de cerca de 1,3 milhão de votos.” O fato de buscar a desalienação das informações rasas é um bom exercício ao espírito. Não tiraria nunca como informação universal que todos os paulistanos exercem a conduta da senhorita Mayara Petruso. Aliás, os paulistanos que conheço são gente de caráter altivo e admirável. A amizade e a admiração transcendem qualquer diferença, aproxima pessoas. A pétrida Petruso já pediu desculpas. Mas a pedra que ela atira é apenas mais uma que ajuda a erguer a montanha da infâmia. Pedir desculpas não resolve fundamentalmente a questão que existe muito antes do twitter nascer.

Quando eu adquiri consciência, ou seja, quando obtive as primeiras percepções de mim mesmo, me foi dito que eu era homem, brasileiro e nordestino. Quando pequeno, o juízo de valor estava distante então não entendia o que o último predicado queria dizer. Pois bem, o sucesso negativo, mais uma vez, nas redes sociais é o tratamento de um ente que sinceramente não conheço. Chama-se: Nordeste. E o pior, dizem que é onde eu vivo. Há anos me amotino e me questiono se não sou esquizofrênico. Penso em procurar ajuda especializada, pois creio estar projetando ao meu redor um mundo que não corresponde ao que ele é de fato. Pois, quando acordo de manhã e falo com meu vizinho, ele não passa fome, aliás, pelo que vejo de suas posses materiais, nem ele e nem sua geração futura passarão. Saio à rua e dou bom dia ao segurança da esquina. É nordestino, trabalha como segurança (no Nordeste) e tem um grau de alfabetização relativamente sofisticado. Todos no Nordeste são alfabetizados? Não, eu sei. Mas o segurança sabe mais dos presidentes da república que passaram pelo Brasil do que eu. Vou trabalhar: dou aulas para um monte de nordestininhos. Não são ignorantes e não passam fome. Aliás, pelo que vejo, não passarão. Nenhum deles faz uso das bolsas assistencialistas atuais. Os donos da escola são nordestinos especialistas em técnicas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento de futuros profissionais nordestinos (e não só para o Nordeste).

No dia 31 de outubro de 2010, fui, como qualquer nordestino ou brasileiro, exercer meus deveres de cidadão. Presenciei vários eleitores de Dilma Rousseff, eleita devido a popularidade de um Nordestino, que não chegavam montados em jumentos ou usavam chapeuzinho de couro. Vinham em ônibus bem conservados, em carros novos, alguns até muito caros e suntuosos. Pude observar também um bom número de serristas, que por sinal, na cidade em que moro, ainda que não sejam a maioria, têm muito gosto de votar em José Serra e seu partido. Serra é muito respeitado entre os ricos e super ricos. O curioso é que os super ricos nasceram aqui. Falam PRÉSIDENTI E ÉLÉIÇÃO. Nordestinos são entes submetidos às leis e possuem escolhas livres, logo, são seres humanos. Sendo assim, é possível que votem ou não em Serra ou em quem quer que seja.

Pois bem. Votei e fui comer numa multinacional insuportavelmente lotada de nordestinos. Não passavam fome, mas ao contrário pagavam 32 reais num simples Big Apple. Então quer dizer que o Nordeste, na visão de quem escreve agora, é a maravilha do mundo? Calma. Ao sair da multinacional, passando por um viaduto, construído por nordestinos e para nordestinos (e visitantes) circularem pela cidade, observei que a favela de sempre está lá: cheia de nordestinos e eles não estão bem. Sofrem com violência e abandono do governo. Assim como há “Brasis”, há nordestes. Assim como no Nordeste há dinheiro, há a completa ausência dele.

Mas caminhemos. O que me assusta é a maneira como chega a ideia de Nordeste fora do Nordeste. Parece haver um Nordeste medieval sendo citado nas mídias. Chão rachado, ausência de água e recursos simples. É como se o lugar, na sua totalidade, vivesse apenas mendigando commodities. E o esquizofrênico que vos fala, sempre que vê o Nordeste, descobre oportunidades profissionais, olha pela janela de casa e enxerga arranha-céus, bairros tradicionais, parques públicos bem arborizados e saudáveis, classe média, baixa e pessoas sem oportunidade, esquecidas pelo governo que é formado, também, por nordestinos. Como em qualquer lugar do Brasil, no Nordeste há a pitoresca convivência do medieval com o moderno e tecnológico, do paupérrimo com o fetiche do luxo. Brasil que nada mais é do que mais um país da subdesenvolvida América Latina. Paulistanos, gaúchos, cariocas, paraenses, baianos, capixabas, potiguares, entre outros, participam de um mesmo predicado: brasileiro.

E de quem é a responsabilidade da imagem desse tal Nordeste paralelo? Primeiro, e sem dúvida, dos políticos nordestinos. Mas por quê? Simples, A indústria da seca! Seca essa que só vi umas duas vezes na vida. Essa indústria enche os bolsos dos políticos tortuosos. Ela existe, é óbvio e além de óbvio é triste. Coisas da facticidade. Mas, por Deus! Há água no lençol freático dos sertões! Por que não gastar milhões e fazer a água emergir? Não interessa aos “coronéis”. É muito mais oneroso tratar a favelização, do que a manutenção do povo em sua terra natal. Como diria Aristóteles, bem antes dos geneticistas, um erro no início, acarreta um erro ainda maior no final.

A culpa não é expressamente da mídia, ainda que seja ela a responsável por vincular imagens e estereótipos. Chega desse escandalozinho contra a afundação (sic) Roberto Marinho, como se ela fosse réu todo o tempo. E olhe que não vejo essa rede de TV há anos, não aprovo seus métodos e filosofia. Enfim, uma coisa importante é começar a trabalhar fenomenologicamente o conceito de nordestino. Os humanos que vivem amontoados nas periferias do Rio e de São Paulo não são o conceito universal de nordestino. Eles têm em si certos predicados essenciais. Mas não vivem mais no Nordeste, assumiram o ethos de outro lugar. Quando a Petruso pede que se afogue um nordestino, ela o pede em favor de São Paulo. Mas São Paulo não é Nordeste. Pelo que sei, a cidade supracitada abriga um monte de gente que no Nordeste não teve chance alguma. Fiquei extremamente ofendido numa das viagens que fiz e não fui considerado aparentemente um ente nordestino. Motivo alegado? Sendo bem direto e sem falso moralismo: sou branco, cara de europeu (libanês, árabe ou judeu, foi o que ouvi), tenho 1,87 cm de altura, não passo fome, estava fazendo turismo e gastando dinheiro. Essa é a evidência, a informação positiva. Logo, deve haver o conceito negativo e esse tem sido tomado erroneamente como fator universal. Achei absurdo o desconhecimento histórico. A genética de onde venho obviamente é portuguesa, com despejos genéticos holandeses, da forte presença negra, indígena, árabe, devido ao passado da união ibérica, em suma, mestiça por inteiro: que belo! E não sou 1% menos nordestino por isso.

Então vamos lá. Conceito obtido por negação. Ser nordestino é: passar fome, não ser branco, ter uma altura inferior a 1,65 cm e ter inscrito na genética da existência que a migração é o fator necessário para melhorar de vida. Sejamos honestos. Esse papo furado de região inferior é uma balela. No Nordeste existem psicopatas, estelionatários, doleiros, criminosos, colarinho branco e, também, muito preconceito reverso. Discurso de etnia oprimida, além de versar sobre algo que não existe, não justifica ações como essa:

Observaram? Nordestinos também são preconceituosos. É um déficit ontológico. Atinge qualquer um. Longe, muito longe de ser um lugar perfeito, o Nordeste e suas capitais nada mais são do que megapixels na pobre América latina. Tristes trópicos! Diria o mais recente intelectual finado. No fim das contas somos todos iguais quando vistos desde fora. Para um norte-americano médio, por exemplo, não somos muito diferentes dos nossos vizinhos, ou seja, a “nata do lixo”. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Buenos Aires, Santiago, La Paz, Bogotá, San José, San Salvador, Cidade da Guatemala, Montevidéu, Caracas, Manágua, Tegucigalpa, Panamá, Assunção, Lima, entre outras, são America Latina e ponto. Deste ponto de vista, não parecem ridículas essas refregas regionais? O que falta para o Brasil se conhecer autenticamente? Até onde é possível perdoar a ignorância, aliás, a desinformação? Como iniciar um projeto de veiculação da imagem das vidas reais nas cidades brasileiras? A quem interessa que o raso e o superficial continuem pedagogizando nossa ideia de Brasil?

A companheira Mayara certamente agiu emotivamente devido à força da história. Presenciou seu candidato em derrocada. Mas é aí que conhecemos os homens cautos e os desmedidos, os racionais e os estomacais. Na emoção, ela honestamente transcendeu a hipocrisia e vomitou as substâncias que permeiam seu organismo. É uma preconceituosa. Ricardo Timm, grande pensador nacional, diz que “o preconceituoso é a mais precária das criaturas: qualquer um, qualquer salafrário inteligente, qualquer ideologia delirante, faz dele uso e abuso. Sonhando a vida inteira em não ser mais do que lixo, o preconceituoso se realiza quando é transformado efetivamente em lixo para a combustão da exploração e violência contra o outro. Essa é sua única festa, a única a que se permite; não ser, no fundo, nada, é seu sonho mais recôndito, e habitar uma região onde a esperança possa alcançá-lo é sua concepção de porto seguro. Morto-vivo, capitulou diante do mundo; fugiu da história para não ter de entender nem ao menos sua própria história. A atitude preconceituosa é a negação da inteligência, ou, o que dá no mesmo, a negação da abertura ao outro.”

Preconceituoso é aquele que discrimina. Normalmente, quando nos deparamos com o desconhecido, ou com o parcialmente conhecido, cometemos generalizações apressadas, induzimos inadvertidamente. Sim, é um movimento natural do intelecto mover-se por concepções prévias. Mas, como eu disse em outro texto, é inteligente notar que existe uma diferença abissal entre pré-conceito e discriminação. Toda indução é abusiva e toda dedução, incerta. Há uma ideia de Nordeste obscurecendo o que é o Nordeste Real. Não façamos isso com o Nordeste, não façamos isso com o Brasil.

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a primeira imagem foi retirada do blog de Renato Rovai

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ATUALIZAÇÃO: O autor deste artigo participou do programa MTV Debate, com o tema "O Brasileiro é Preconceituoso?". Clique aqui para assistir. ]


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227 comentários | Dê sua opinião

  1. Luigi 04/11/2010 em 2:15 pm

    Cada qual tem todo o direito de fazer suas escolhas e ter as suas repulsas. Não há lei capaz de mudar juízos próprios e impedir que cada qual paute a sua vida por eles.
    Algumas pessoas estrapolam e acabam exteriorizando suas convicções. Penso que estes excessos merecem mesmo uma reposta que os limitem.
    Quanto à visão de Mayara em relação ao processo eleitoral, certamente trata-se da mesma de milhares de pessoas que vivem na capital paulista, única cidade onde a imensa maioria dos brasileiros insiste em viver.
    Fica a lição. Todos devemos nos controlar.
    Isso não significa que estamos impedidos de repudiar certos segmentos sociais.
    Os que assim o fazem, podem continuar fazendo, desde que se limitem a excluir os que lhes são indesejáveis nas suas relações pessoais.
    Se não gostamos, distanciemo-nos deles e deixemo-los viver longe da nossa atenção.
    Isso é tudo o que se pode fazer.

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 2:35 pm

      Concordo com você Luigi. Por isso disse que ela “ela honestamente transcendeu a hipocrisia.” O direito de odiar é omnipresente. Mas expor e constranger é contravenção.

      Responder
  2. Lima 04/11/2010 em 2:50 pm

    é engraçado essas criticas sobre o nordeste, os sulistas quando entram em ferias pra onde vão? (Nordeste), no carnaval pra onde vão? (Nordeste), no São João pra onde vão? (Nordeste), São Paulo foi construida por quem? na sua maioria, olhando para o lado artistico de onde são os maiores e melhores conatores do Brasil? como Zé Ramlah, Elba, Fagner, Alceu, Caetano, Chico, Nando Cordel entre tantos outros?. Ora isso de falar que os nordestinos não são gente é coisa de quem não tem o que fazer, CALA A BOCA MAYARA

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:42 pm

      Lima. O Nordeste é realmente bem procurado para turismo. Mas é exatamente isso que obscurece a imagem total da região. Não vivemos de camisas floridas e descalços na praia. As metrópoles do Nordeste tem as mesmas virtudes e problemas de qualquer outra cidade do planeta.

      Responder
      • Emanuel Braga 14/11/2010 em 12:33 pm

        Concordo em gênero, número e grau com você, Raphael, perfeito, sem tirar nem pôr.

        Responder
    • nadja 05/11/2010 em 10:12 am

      Coitada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Responder
    • Andrea Cardoso 05/11/2010 em 11:45 pm

      Bem Lima, gostaria de informar para essa “suposta estudante de direito” Mayara Petruso que os grandes pensadores do mundo Jurídico também são daqui do NORDESTE – Rui Barbosa, Orlando Gomes, J. J. Calmon de Passos, Rodolfo Pamplona Filho, Ricardo Maurício Freire Soares etc…A primeira mulher ministra do STJ Eliene Calmon……. também é uma nordestina… Essa “suposta estudante de direito” não sabe nada, meus Deus como foi que ela conseguiu a proeza de passar pelas matérias propedêuticas (sociologia geral e jurídica, filosofia geral e do Direito e do Estado, antropologia, psicologia) base de todo o curso de direito, inclusive as próprias de direito. SOU ESTUDANTE DE DIREITO E ESSE CURSO REQUER A IGUALDADE, HUMANIDADE, RESPEITO, COMPROMISSO COM OS MENOS FAVORECIDO, DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, POLITICAS SOCIAIS, A PAZ E O AMOR ENTRE OS POVOS…
      SAUDAÇÕES AO MEU POVO NORDESTINO… AMO VOCÊS, SAUDAÇÕES AO MEU PAÍS, SAUDAÇÕES AS NAÇÕES DO MUNDO INTEIRO… AMO VOCÊS

      Responder
      • Cícero 07/11/2010 em 4:56 pm

        Rodolfo Pamplona e Ricardo MAURÍCIO??
        Oh céus…

        Responder
      • Robson Santos 08/12/2010 em 3:46 pm

        Valeu Andrea, faço minhas suas sensatas palavras, e parabéns pelas esclarecedoras “lembranças acadêmicas”. O Brasil foi, e ainda é, o maior “caldeirão racial” da face do Planeta… Que preconceito pode, sensatamente, subsistir por aqui?! Oxalá você tenha uma bela carreira, dignificando sua profissão e servindo ao País e à grande maioria deste ainda tão sofrido, e belo, povo brasileiro.

        Saudações.

        Responder
    • Roberto bomba 06/11/2010 em 11:58 am

      Cara!
      Vc pegou a linha certa…sem contar carnaval de Salvador e as praias aqui em Porto seguro.

      Responder
  3. Marcelo Moraes 04/11/2010 em 3:04 pm

    Quem é essa pra abrir a boca pra falar de Nordestino? Nunca nem deve ter ido a alguma cidade do nordeste. Não conhece a cultura, a economia, os cartões postais, a história, as pessoas. Eu não entendo esse preconceito imbecil que algumas pessoas que residem no sudeste possuem com nordestinos. Somos todos iguais, ninguém é melhor que o outro por situação geográfica, se quer criticar ou menosprezar, faz direito e usa no mínimo UM argumento decente. Se não consegue, fica q

    Responder
    • Marcelo Moraes 04/11/2010 em 3:12 pm

      …quieta, e cria polêmica sobre as novidades do mês de Novembro da revista Vogue.

      Vamos parar com esse preconceito que não leva ninguém a nenhum lugar, e começar a respeitar as pessoas como queremos ser respeitados. Cada região tem suas características, sua cultura. Se você não se sente feliz dividindo o território do seu país com Nordestinos, faça sua mala e vá embora para bem longe daqui.

      Responder
      • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:44 pm

        Marcelo. Você concorda que a ignorância merece perdão? Eu creio que sim. Infelizmente acho que ela foi pega para servir de bode expiatório. Ela não é a única. Não é por causa de qualquer punição dada a ela que o preconceito, estrutura têneu e petrificada, irá termninar. Mas medidas devem ser tomadas.

        Responder
        • Eduardo Macedo 05/11/2010 em 2:17 pm

          Meus caro, pessoas com débil formação ética* (maioria do nosso país, entre pobres e ricos) tendem sempre a “detonar” quando se vêem em situação de perigo. No caso desta garota, configura-se através do sentimento de “ameaça” que permeia os pequenos burgueses** nacionais desde que a grande massa elegeu o Lula para presidente. Sentem-se por sobre a carne seca, uma vez que são os grandes concentradores de renda da nação, e eleger uma esquerda que possui entre os maiores focos de seus projetos a distribuição de renda e erradicação da miséria os retiraria da posição em que se encontram. É velha esta história – luta de classes. Dessa forma, a inútil estudante de direito assim se sentiu e isto fez; “detonou”. Quanto à ignorância***, somente serviu para parir o mecanismo de defesa, objeto da ofensa: o preconceito****. Ela poderia, muito bem, empunhar um revólver e sair atirando nos eleitores de Dilma, mas isto seria pouco provável, tanto pelo fato de ter que cometer homicídios, quanto pela possibilidade de ter que matar um vizinho seu, possível eleitor da esquerda que repugna. Então, para não ter problemas com a polícia ou vizinhos*****, decidiu culpar os nordestinos que de nada servem, exceto para serem porteiros, empregadas domésticas, pedreiros ou garçons do “burgo” em que vive.

          Vamos aos asteriscos:

          * Não possuidora de ética;
          ** Gananciosa;
          *** Ignorante;
          **** Preconceituosa;
          ***** Covarde.

          Veja que a ignorância somente aparece em terceiro lugar. Não se trata somente disto! Trata-se dum conjunto de infelizes características que, no caso de pessoas deste naipe, confundem-se todas, como se fossem sinônimos.

          A ignorância, sim, isoladamente, sem conseqüências graves sobre outrem, é completamente passível de perdão.

          Responder
        • Eduardo Macedo 05/11/2010 em 2:27 pm

          (CORRIGIDO: RETIRADO O PLURAL DE “MEUS”; OBRIGADO) Meu caro, pessoas com débil formação ética* (maioria do nosso país, entre pobres e ricos) tendem sempre a “detonar” quando se vêem em situação de perigo. No caso desta garota, configura-se através do sentimento de “ameaça” que permeia os pequenos burgueses** nacionais desde que a grande massa elegeu o Lula para presidente. Sentem-se por sobre a carne seca, uma vez que são os grandes concentradores de renda da nação, e eleger uma esquerda que possui entre os maiores focos de seus projetos a distribuição de renda e erradicação da miséria os retiraria da posição em que se encontram. É velha esta história – luta de classes. Dessa forma, a inútil estudante de direito assim se sentiu e isto fez; “detonou”. Quanto à ignorância***, somente serviu para parir o mecanismo de defesa, objeto da ofensa: o preconceito****. Ela poderia, muito bem, empunhar um revólver e sair atirando nos eleitores de Dilma, mas isto seria pouco provável, tanto pelo fato de ter que cometer homicídios, quanto pela possibilidade de ter que matar um vizinho seu, possível eleitor da esquerda que repugna. Então, para não ter problemas com a polícia ou vizinhos*****, decidiu culpar os nordestinos que de nada servem, exceto para serem porteiros, empregadas domésticas, pedreiros ou garçons do “burgo” em que vive.

          Vamos aos asteriscos:

          * Não possuidora de ética;
          ** Gananciosa;
          *** Ignorante;
          **** Preconceituosa;
          ***** Covarde.

          Veja que a ignorância somente aparece em terceiro lugar. Não se trata somente disto! Trata-se dum conjunto de infelizes características que, no caso de pessoas deste naipe, confundem-se todas, como se fossem sinônimos.

          A ignorância, sim, isoladamente, sem conseqüências graves sobre outrem, é completamente passível de perdão.

          Responder
      • carol 05/11/2010 em 3:42 am

        Aposto que ela deve adorar se gabar de ser descendente de Europeu, se ela o for, mas não deve conhecer a Europa a ponto de conviver com o estereótipo da “sudaca”. Hahaha

        É, Brasil, enquanto a gente não tiver uma consciência nacional, enquanto não tivermos sentimento de UNO, seremos só sudacas. Não importa se é do RS, do RJ ou do RN. Sudaca.

        (Sudaca é um termo pejorativo usado por europeus e norte americanos para designar os sul-americanos. “South American” “Soudamerican” “Soudaca”

        Responder
        • Everson 05/11/2010 em 7:02 am

          Os únicos que chamam sul-americanos de Sudacas são os Espanhóis, ninguém mais. Os Americanos sequer sabem da existência deste apelido.

          Responder
          • carol 08/11/2010 em 3:11 am

            Bem, já vi gente de toda nacionalidade usar esse termo, pelo menos na internet. Apesar de americanos realmente terem mais gosto pelo “spic”.

            Responder
        • Raphael Douglas 05/11/2010 em 9:24 pm

          É como eu disse. Desde fora, o que somos?

          Responder
          • Emanuel Braga 14/11/2010 em 11:44 pm

            É incrível como ainda nos preocupamos com a opinião dos ianques e dos demais povos bárbaros.

            Responder
        • Joana 10/11/2010 em 8:27 pm

          Ola Carol e Everson, no momento não importa se os espanhóis ou norte-americanos nos chamam de sudacas…o que nos importa é que nossa presidenta eleita Dilma, já embarcou para participar de uma reunião com o G -20,Encontro das 20 maiores economias do mundo, será na Coreia do Sul. Ela foi Convidada do governo sul-coreano, aos poucos nosso País esta sendo respeitado e muitos virão do exterior pedir auxilio…e nós como vitoriosos estaremos com o sorriso largo no rosto dizendo pra eles “TEMOS ORGULHO DE SER BRASILEIRO!
          Beijos a todos!

          Responder
      • nadja 05/11/2010 em 10:15 am

        Precisa ter educação.
        QUEM É VOCÊ???????????????????????????????
        Que advogada vai ser você???????????????????

        Responder
  4. Andreza 04/11/2010 em 3:09 pm

    Concordo com você o sul do Brasil ainda tem uma visão muito primitiva do nordeste de hoje! A maior prova do nordeste de hoje é a própria Mayara, que com fé em Deus vai servir de exemplo para os sulistas preconceituosos, por que se vivessemos tão miseravelmente não poderiamos nem ter um computador em casa para digitar os comentários citados em outros sites. Sou nordestina, não dependo de nenhum programa governamental, vivo muito melhor que várias pessoas que moram no sul e sudeste do Brasil, para complementar sou universitária e tenho carro próprio. Diferente de muitos que dizem que os nordestinos são analfabetos e andam de jumento. Não é pelo meu sotaque que vou ser julgada e eu não me submeto a julgamento de ninguém, muito menos de pessoas ignorantes como Mayara que acham que todos nordestinos dependem de programas sociais, no entanto votei em Dilma e votaria outra vez, pois tenho mente própria e não misturo eleição com preconceito por nordestinos. _Mayara você precisa de maturidade, humildade e educação, isso faltou a você.

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 8:44 pm

      A questão não é só de carater social. É de campo pedagógico. Não há informação a priori de não aceitação da diferença. A discriminação é apreendida homeopaticamente.

      Responder
  5. Francisco DAvino 04/11/2010 em 3:40 pm

    Sou nordestino e me orgulho disso!E só para essa “micinha” ter uma id´[eia da força do nordestino,um garoto saiu de Caruarú em um pau de arara e hoje o mundo se curva diante de suas posturas,não por medo ou outra coisa,mas pela convicção que ele passa!O brasil nunca esperava que um”Semi-Analfabeto” n ordestino fosse tão longe!E o Brqasil mudou!!Infelismente a desculpa veio tarde!!Pedra atirada não volta!!!Parabenizo a OAB de Pernambuco que por meios legais vai dar uma respsta a essa garota para que ela veja que precisa muito e muito estudar antropologia e sociologia e vir dar um passeio,não só nas prais ,mas também no interior do nordeste..No mínimo ela vai ver na prática a gentileza,a alegria,a raça e acriatividade de um nordestino!!!!!!

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 8:48 pm

      Como disse em outra oportunidade, ogulhar-se de ser tal ou tal coisa não deve necessariamente nos ter alergia ao diferente. Conceitos como raça ainda são utilizados de maneira caduca e ofensiva. Se tem algum orgulho que se possa ostentar, é o de não agredir ninguém.

      Responder
  6. Theeu 04/11/2010 em 3:41 pm

    tem que acabar com esse preconceito idiota!
    povo fala do nordeste sem conhecer, pensa que aqui é tudo roça, isso mostra o quanto eles são sem cultura e não conheçem o propio brasil!
    tenho orgulho de ser nordestino, tenho orgulho de ser pernambucano, tenho orgulho de ser rubro-negro!
    e de uma coisa pode ter certeza, não troco minha terra por nada!

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:47 pm

      Eis o problema meu ilustre colega. Você devolve preconceito com preconceito. O “eles” que você evoca é apenas uma parcela que deve ser reeducada. Não todos. Há humanos mais quegentis no lugar que você critica. Abraços.

      Responder
      • Emanuel Braga 14/11/2010 em 11:47 pm

        Sim, Raphael, mas essa idolatria do “paz e amor” e da “educação para o bem” só mantém o status quo dos preconceituosos.

        Responder
  7. henrique 04/11/2010 em 3:41 pm

    ” Na emoção ela honestamente transcendeu a hipocrisia e vomitou as substâncias que permeiam seu organismo. É uma preconceituosa. ” – ” Não façamos isso com o Nordeste, não façamos isso com o Brasil. ” NADA MAIS A DECLARAR.

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:32 pm

      Todos estamos submetidos. Mesmo eu, ou qualquer um aqui, está submetido a discriminar.

      Responder
  8. Francisco DAvino 04/11/2010 em 3:44 pm

    Sou nordestino e me orgulho disso!E só para essa “mocinha” ter uma idéia da força do nordestino,um garoto saiu de Caruarú em um pau de arara e hoje o mundo se curva diante de suas posturas,não por medo ou outra coisa,mas pela convicção que ele passa expondo suas idéias!O brasil nunca esperava que um”Semi-Analfabeto” nordestino fosse tão longe!E o Brasil mudou!!Infelismente a desculpa veio tarde!!Pedra atirada não volta!!!Parabenizo a OAB de Pernambuco que por meios legais vai dar uma resposta a essa garota para que ela veja que precisa muito e muito estudar antropologia e sociologia e vir dar um passeio,não só nas prais ,mas também no interior do nordeste..No mínimo ela vai ver na prática a gentileza,a alegria,a raça e acriatividade de um nordestino!E vai ser recebida com o trato que talvez nunca te nha visto em sua vida!!!Trato Humanizante!!!!!!

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 6:55 pm

      Eu diria que sou brasileiro e me orgulho disso. Esse país inteiro é uma dádiva. Falta apenas o Brasil aos brasileiros.

      Responder
  9. Rebeca A. 04/11/2010 em 3:55 pm

    Vivemos o eterno retorno a Canudos. Vivemos Canudos ressignificado. Não apenas nós, os nordestinos, mas qualquer coletividade que se coloca em denúncia a um governo desigual. Por isso que quando lemos Euclides de Cunha, lemos as mesmas palavras com outras palavras; somos as mesmas personagens sendo outras personagens, além dos limites do arraial. A comparação eu explico: a guerra de Canudos é a grande sinédoque do país e o livro “Os sertões” é, sem dúvida, uma das obras mais importantes da nossa cultura. A manifestação “pré-conceituosa” de Mayra é colocada dentro de um momento de transição política, assim como também podemos situar o massacre dos fiéis de Antônio Conselheiro numa conjuntura frágil de uma república que nascia. O discurso de violência exposto no twitter deseja o silêncio das injustiças de todo um país, e NÃO SÓ DO NORDESTE. A matança famigerada daqueles que moravam em Canudos se fez com a justificativa de que o povo “louco” e “messiânico” queria a volta da Monarquia. Fato desfeito pelo então correspondente de guerra Euclides da Cunha, vítima de uma reviravolta de suas próprias convicções. Precisamos rever muita coisa ainda. Mayra e os outros que a acompanham na mesma opinião precisam entender que “Nordestino” pode significar “Gaúcho”, “Paulistano”, “Baiano”, “Mineiro”. Me parece que houve um pedido de desculpas pelo plano de afogamento. Talvez sincero…sei lá. Ou talvez prevaleça a tranqüilidade por lembrar de que Canudos foi inundada pelo açude Cocorobó anos atrás…
    Viva o Conselheiro!

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    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:51 pm

      Belissimo apontamento. Sabe que as vezes tenho dificuldade de olhar no espelhoe ver estampado o NORDESTINO? Essas grandes categorias fazem parte da construção anciã do modo ocidental de cultiva rconhecimento: a totalização taxonômica dos seres, totalmente alérgica a alteridade.

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  10. roberto 04/11/2010 em 3:57 pm

    Parabéns, este foi o melhor texto que li sobre este caso até agora. O problema do preconceito com os nordestinos aqui em SP é coisa velha. Infelizmente vem muita gente ruim para SP, e muitos acabam generalizando.
    Eu vejo o povo do nordeste como pessoas trabalhadoras e esforçadas, trabalho com alguns na empresa e emprego uma em minha casa, alías a melhor diariasta que já tive até hoje, consciente educada, faz um ótimo trabalho e ótima pessoa.
    Enquanto existir esse generalismo e a impunidade tomar conta do nosso país, esse tipo de preconceito vai existir, é preciso educar para não acontecer mais, que o epsódio sirva de exemplo, para que amanhã não seja nossos filhos à pensar como a Mayara….

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    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:33 pm

      Agradeço a apreciação. Mas como pude observar, nordestinos não são inocentes. Apenas passivos.

      Responder
      • Cris 13/11/2010 em 8:20 am

        Não vou ler mais os comentários seguintes, mas essa frase para mim diz tudo: “Parabéns, este foi o melhor texto que li sobre este caso até agora.[...]”
        E Raphael, passividade não é a questão, apenas livre exercício de joga/empurra, e cansa essa conversa de que discussão gera reflexão, não aqui, não no Brasil, isso é cultura local, bater boca é costume. Como você disse acima, somos brasileiros. Gente boa e ruim tem em todo lugar. Precisamos de exemplos… mas infelizmente os mais claros, os que falam a todos, calam dentro de todos são sempre os do lado ruim. Eles falam direto. Más mensagens/ações, mascaradas de coisa boa… e gente direta e grossa como essa mocinha. Quem é pior? … Sei quem perde com isso: todos nós.

        Responder
  11. Gleidson Guedes 04/11/2010 em 4:06 pm

    POR UM BRASIL SEM MAYARAS

    A postura de Mayara Petruso é plenamente racista e preconceituosa, e deve ser repudiada por toda a sociedade Brasileira, vejo que também falta inteligência da parte dessa garota inconcequente, que para a surpresa de todos os nordestinos em questão a Mayara é estudante de direito, lamentável esse fato, para todos os acadêmicos que terão que levar nas costas essa herança deixada por” uma Brasileira puro sangue”. Direito é um dos mais brilhantes cursos acadêmicos que arrasta matérias importantes e fundamentais como “História” e não é preciso se aprofundar muito para conhecer esse país de todas as raças de todas as cores, um país de todos nos, quem dos brasileiros não tem na sua formação genética um africano, um indígena ou um europeu? Para um país miscigenado não é aceitável discriminação. É completamente perturbador saber que uma estudante de Direito não conheça as leis de nosso país que pune a discriminação racial, induzir é persuadir, aconselhar, argumentar, pressupõe a iniciativa à prática da violência é crime, Incitar é instigar, provocar, excitar a pratica do crime, por qualquer meio ou de qualquer forma, sem necessidade de sê-lo pelos meios de comunicação social ou de publicação, o crime é formal, independe do resultado ou da consequência da incitação e equipara-se à própria prática.
    INCITAÇÃO AO CRIME

    Incitar é a conduta pela qual determinada pessoa, provoca, induz, faz com que outras pessoas decidam agir, publicamente, a pratica de ato contrário a lei, e definido como crime.

    Dispõe o artigo 286 do Código Penal:

    Art. 286. Incitar, publicamente, a prática de crime:
    Pena – detenção, de três a seis meses, ou multa.
    Const. Federal Lei Nº 7.716/89

    Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
    Pena: reclusão de 2 a 5 anos.

    Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
    Pena: reclusão de 1 a 3 anos e multa.

    Código Penal

    Injúria

    Art. 140. Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro.

    3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes à raça, etnia, religião ou origem:
    Pena: reclusão de 1 a 3 anos e multa.

    Todos os nordestinos que se sentirem ofendidos pelas declarações feitas pela Mayara Petruso podem entrar na justiça e pedir indenizações por danos morais. A vida é o bem mais precioso do ser humano, mas a vida sem liberdade não tem qualquer significado, nem dignidade, o que Mayara propõe além de matar os nordestinos e que sejam tirados os direitos de todos os nordestinos de votar e decidir segundo o seu entendimento político no candidato que mais se identificam, Incitando é induzindo, outras pessoas que resolvam praticar atos criminosos, Ela é uma figura também que faz apologia ao extermínio humano, que se consubstancia na sua pratica.
    Napoleão e Hitler, como tantos outros seres ignóbeis e cruéis, que emporcalharam a Terra, pretenderam ou ainda pretendem mudar a face do mundo, matando e violentando os homens que são para eles animais desprezíveis, não precisamos desses homens e nem dessa Mayara Petruso, guerrilheiros e homicidas infames que só querem sentir o sangue.
    Os nordestinos ofendidos com as declarações feitas por Mayara Petruso e seus amigos em uma Rede Social na Internet, pede ao Ministério Público uma ação investigatória profunda para que todos os envolvidos nessas declarações criminosas sejam punidos com justiça.

    Gleidson Guedes.

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:48 pm

      É isso Gleidson. Se se admite que discriminar é um acessório humano inexorável, então apenas prescrições éticas e legislativas para minonar os casos.

      Responder
  12. Hugo Calazans 04/11/2010 em 4:23 pm

    Olá, Raphael! Sou seu conterrâneo recifense e morador da cidade de São Paulo. Parabéns pelo belíssimo texto!

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:39 pm

      Ilustre. Agradeço ter gostado. Para além de retórica demagógica, é uma questão urgente. Se fala excessivamente em hospitalidade nessa país. Onde ela está então?

      São Paulo é realmente uma bela cidade. Parabéns pela escolha.

      Responder
  13. Rafael Freire 04/11/2010 em 4:48 pm

    O que essa Mayara Petruso fez no twitter foi, de forma muito sucinta e direta, perpertuar uma pulsão humana que remonta milênios e não é nenhuma novidade: hostilidade com o “diferente/desconhecido”. O homo sapiens das cavernas já sabia que qualquer um de fora do bando poderia representar uma ameaça a sua sobrevivência. O primeiro bando que, naqueles tempos longínquos, atirou a primeira pedra contra outro traçou, em apenas um ato, mais de cem mil anos de história. História que veio desemborcar em Mayara Petruso, que insiste em dá sequência ao primeiro, único e longo ato da humanidade, chamado: adaptação e violência.

    Parabéns Rapha, belo texto!

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:37 pm

      Errei o comentário e o respondi abaixo. Repito aqui:

      Pois é Rafael, por isso afirmo que é um déficit ontológico, uma vulnerabilidade essencial. Parafraseado um texto mais antigo meum que tratava do mesmo problema no Orkut:

      “Alguém pode estar se questionando: duvido que quem escreve esse texto não use o Orkut, duvido ainda mais que ele não entre num estádio de futebol e, de maneira vociferante, fale mal de um juiz. Duvido que ele, em dia de jogos entre Brasil e Argentina, não deixe escapar sequer um xingamento aos hermanos. Duvido que ele esteja num ponto de ônibus às duas da manhã e veja ao longe um homem negro e descalço e não desconfie dele. É um hipócrita! Todavia, afirmo que alguém que disser que não possui sequer um único pré-conceito não é ser humano. Entretanto, é inteligente notar que existe uma diferença abissal entre pré-conceito e discriminação. Eu pré-concebo que se comer um pedaço de tijolo, além de quebrar os dentes, prejudicarei o estômago. Eu pré-concebo que, se votar em Collor, ele defraudará novamente qualquer setor da política que faça parte.”

      Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:37 pm

      Epicteto: “a alma reluta em ser privada da verdade.” E assim vai continuar. Se oprimido injustamente fores, reage.

      Responder
  14. Raphael Douglas 04/11/2010 em 5:35 pm

    Pois é Rafael, por isso afirmo que é um déficit ontológico, uma vulnerabilidade essencial. Parafraseado um texto mais antigo meum que tratava do mesmo problema no Orkut:

    “Alguém pode estar se questionando: duvido que quem escreve esse texto não use o Orkut, duvido ainda mais que ele não entre num estádio de futebol e, de maneira vociferante, fale mal de um juiz. Duvido que ele, em dia de jogos entre Brasil e Argentina, não deixe escapar sequer um xingamento aos hermanos. Duvido que ele esteja num ponto de ônibus às duas da manhã e veja ao longe um homem negro e descalço e não desconfie dele. É um hipócrita! Todavia, afirmo que alguém que disser que não possui sequer um único pré-conceito não é ser humano. Entretanto, é inteligente notar que existe uma diferença abissal entre pré-conceito e discriminação. Eu pré-concebo que se comer um pedaço de tijolo, além de quebrar os dentes, prejudicarei o estômago. Eu pré-concebo que, se votar em Collor, ele defraudará novamente qualquer setor da política que faça parte.”

    Responder
  15. jorge pimentel 04/11/2010 em 6:30 pm

    Mayara deve ser daquelas feiosas recalcadas que ainda não se achou diante do espelho e fica escrevendo idiotices para ver se consegue ser notada, sou do Rio Grande do Sul, adoro o nordeste, mas conheço São Paulo e os Paulistanos e tipinhos feito esta coisa chamada Mayara, para começar acho São Paulo um lixo de cidade, suja, engarrafada, violenta e mau cheirosa. Mayara não me desperta nenhgum rancor e sim compaixão pela sua pequeneza e insignificância.

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 6:53 pm

      Não sei se é por ai Jorge. O problema deve ser outro. Mas agradeço a participação.

      Responder
  16. Cida 04/11/2010 em 6:41 pm

    Faço questão de te aplaudir…
    Me faltam palavras,mas PARABÉNS pelo belíssimo texto.
    Que Deus o ilumine cada vez mais. Um grande abraço.

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 6:52 pm

      Nossa. Não mereço tanto. Mas agradeço sinceramente a generosidade das palavras.

      Responder
  17. Beatriz Melo 04/11/2010 em 7:11 pm

    Rapha,

    Uma bela oportunidade de “vomitar as substâncias que permeiam seu organismo” , você encontrou.
    E o fez de maneira sofisticada. Há quem dissesse: “Foi um belo tapa de luvas!”; mesmo sabendo que a intenção não seria agredir. A essência das tuas palavras e idéias me contempla e acredito que não só a mim. Há uma distância entre o pensar e o agir, sendo necessário cada pessoa dosar o tempo que se dedica a cada uma dessas atividades, afinal, do que adianta um sem o outro? E vejo que o simples ato de escrever e publicar uma inquietação pessoal (isso pode soar estranho) provoca outras inquietações em outros os quais nem podemos imaginar. Espero, ainda que remotamente, que pessoas como esta moça possam um dia serem “tocadas” por palavras e idéias construtivas como as suas. Discutir olhares e experiências pode ser bastante polêmico, mas muito mais do que isso, engrandece nosso ser. Parabéns pelo texto!

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 8:50 pm

      Comentário tão certeiro, feliz e e bem resolvido quanto uma obra arquitetônica harmoniosa. Se te tocou de alguma maneira, fico mais do que satisfeito. Você gosta das reticências? =)

      Responder
      • Beatriz Melo 04/11/2010 em 9:59 pm

        “Somos eternas possibilidades”. Reticências são cotidianas! =)

        Responder
  18. A mosca da sopa 04/11/2010 em 7:42 pm

    o que tem de realmente bom no Brasil é a extensão territorial, nordeste incluido, claro. É possivel fugir dos brasileiros (providencia mais que sensata para manter a integridade fisica e mental) sem sair do país, pq fora so vamos encontrar um clima bem pior e outros tipo de mentecaptos. Isso quer dizer que fico muito feliz em estar aqui e pretendo continuar (um alemão expatriado e conformado)

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 8:51 pm

      És alemão? E, vendo desde fora, te parece razoáveis essas diferenças regionais fundadas somente em caracteres sociais e desconhecimento de causa?

      Responder
  19. Raul 04/11/2010 em 7:58 pm

    A Mayara necessita de tratamento psiquiatra ou quem sabe um psicanalista, p/ desta forma esta se encontrar. Que bela profissional de direito será? Vai ler, estudar, conhecer o país, globalizar-se, garota.

    Responder
    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 9:29 pm

      Ela deve mudar de opinião, ou nutrir ainda mais o sentimento. Como ser humano ela está aberta.

      Responder
  20. Maria OtiliaPereira Moreira 04/11/2010 em 8:00 pm

    Com certeza esta moça, mesmo cursando Direito é uma imbecil.Ela deveria está cursando uma outra faculdade. Quem é ela para falar dos nordestinos. Queria ela ter um pequeno parantesco com o nosso grande Lula. Queria ela ter um parentesco com Chico Anísio, Renato Aragão e tantas outras pessoas ilustres que são nordestinas.
    Queria, lave a sua boca antes de falar contra nós nordestinos. Se quer aparecer, faça com aquela universitária do vestido curtíssimo…. ela se deu muito bem.

    Responder
    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 9:29 pm

      Será que ela não agiu com emoçao demasiada e ponderação de menos? O direito ao perdão…

      Responder
  21. Odomiro Fonseca 04/11/2010 em 8:09 pm

    Talvez, fosse bom ao invés de respondê-los com baixarias do mesmo nível, que nós, nordestinos, valorizássemos os grandes nomes que possuímos, tais como Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Graciliano Ramos, Sousândrade. Na música nem se fala: Ednardo, Belchior, Nação Zumbi, Luis Gonzaga. O nordeste não precisa provar nem rebatê-los. Além do mais, a maioria das mensagens fala que nordestino não trabalha, ora pois, os nordestinos são a maioria dos emrpegados na construção civil, mototáxi e no comércio de SP. Somos nós os vagabundos?! Pra terminar, acho que esse fenômeno da xenofobia é um sintoma da internet onde é dada expressão pra muita gente estúpida se expressar.

    Responder
    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 9:31 pm

      O brasil por inteiro possui pensadores de nível nobre. Seja no NE ou fora dele. Não é justamente a grandeza do país que ele dê a seiva da criatividade?

      Responder
  22. Cilas Menezes Filho 04/11/2010 em 8:37 pm

    Esse ensaio é de uma importância ímpar, levando-se em conta o momento em que vivemos, neste belíssimo país no qual fomos concebidos.
    Acredito que a discriminação entre humanos é uma mazela que assola não só o Brasil, mas sim o mundo. No entanto, tendo em vista a questão em âmbito nacional eis a minha impressão do que foi exposto:

    Lendo os comentários que foram dados a este ensaio pude verificar que a Srta. Petruso é estudante de Direito, o que, a primeiro momento chocou-me, tendo em vista a minha escolha para a mesma seara profissional. No entanto, após uma maior reflexão de idéias, pude perceber que não há nada de sobrenatural em ver, um estudante de direito com idéias tão estapafúrdias no que atine ao social. Penso que a raiz de QUASE todos os males é o dinheiro, ou seja, o ganho econômico como um todo. Da xenofobia alemã, que foi “suavizada” pela chanceler a algumas semanas, à nossa medíocre repulsa regional, que, como abordado pelo escritor, “constituimos apenas alguns megapixels…”. Como o curso de Direito, possibilita ao seu bacharel uma vasta gama de possibilidades profissionais, dando condições a uma vida confortável e estável, tem sido essa a grande motivação para os estudantes aderirem a esta profissão. Isso muito me preocupa, pois serão nossos futuros operadores do Direito, que através de sua labuta modificarão vidas, tendo em vista que a ordem jurídica é o meio idôneo à pacificação social, especialmente no que diz respeito às lides.

    A nossa Constituição Republicana, promulgada em 1988, é um compêndio por demais belo, e encaro grande parte de nossa Constituinte como uma norma programática(visão pessoal), tendo em vista que MUITO(A)S dos direito ou garantias ali corporificados não possuem efetividade. Para os leigos, as normas programáticas, são objetivos preconizados pelo constituinte que não possuem sanção por seu descumprimento ou mesmo um suporte fático(campo de incidência na prática) especificamente definido, mas funciona sim, como uma orientação de conduta a ser tomada pelo Poder Público, podendo sofrer controle por parte do Judiciário as condutas que forem contrárias à concretização de tal Norma Programática.
    Então, ainda que vários preceito nela contidos não sejam realmente postos em prática, a população consciente desta nação deve mobilizar-se(abstraindo-se daí o papel do Judiciário, corporficando tais objetivos em nossa cultura, o que é muito mais eficaz do que uma mera disposição normativa) no sentido de aplicar os princípios e objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, dentre os quais destaco:

    Art. 1º, III- DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA: que é na verdade a matriz de todo o ordenamento constitucional, do ponto de vista axiológico, e daí extra-se, da PESSOA HUMANA, não da PAULISTA, OU PERNAMBUCANA, mas da pessoa humana, que deve ser encarada de forma isonomica na esfera de direitos e deveres.

    Art. 3º,I – CONSTRUIR UMA SOCIEDADE LIVRE, JUSTA E SOLIDÁRIA, o que na prática, não tem sido efetivado, e o que de fato, só pode ser praticado em nossas condutas no cotidiano, por isso insito no aspecto sócio-cultural, devemos incutir esses valores em nossos filhos, pois desacredito que veremos mudanças significativas quanto a isto nesta geração.

    Art. 3º,III – ERRADICAR A POBREZA E A MARGINALIZAÇÃO E REDUZIR AS DESIGUALDADES SOCIAIS E REGIONAIS

    Art. 3º, IV – PROMOVER O BEM DE TODOS, SEM PRECONCEITOS DE ORIGEM, RAÇA, SEXO, COR, IDADE E QUAISQUER OUTRAS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO.

    Pois bem, é de se observar que nossa constituição pode, e deve efetivamente ser utilizada como bússola no trato social, ainda que muitos desacreditem-na, ela só será possível e só será aplicada com a nossa colaboração e isto, ainda que, creio eu, de forma despropositada foi explicitado em seu texto, no PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 1º: “Todo o poder emana do POVO, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente nos termos desta Constituição”.

    Ademais é garantido a qualquer pessoa, em tempo de paz a circulação em todo o território nacional, através do Art. 5º, XV da nossa CF/88.

    Por conseguinte, seja de origem histórica, econômica, ou qualquer que seja o impulsor de condutas como a da jovem que nada mais é do que o produto de uma idiossincrasia social pífia, que nos rodeia diuturnamente, devemos nos contrapor a tais concepções para que possamos tentar de forma homeopática, construir uma sociedade efetivamente, justa, livre e solidária.

    Um grande abraço ao escritor que é um grande amigo pessoal, fica este humilde comentário como um incentivo ao grande trabalho que vem sendo feito através de sucessivas conquistas.

    [...]

    Responder
    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 9:32 pm

      A legislação é suficiente para resolver problemas de ordem educacional? Que achas?

      Responder
  23. Helena Farias 04/11/2010 em 8:37 pm

    Essa garotinha devia está com algum problema de má digestão quando vomitou aquelas besteiras contra os nordestinos. Devia está drogada ou com a cabeça cheia de alcool. Ela é muito pequena para tanto papo. . .

    Responder
    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 9:33 pm

      Helena. Não creio ser o caso. Começo a achar que ela cometeu uma infelicidade biliar. Merece perdão sim.

      Responder
  24. Cilas Menezes Filho 04/11/2010 em 8:43 pm

    Quando eu me expressei da seguinte forma “…Para os leigos, as normas programáticas são objetivos, utilizei-me de uma expressão equivocada na verdade eu quis explicar aos leigos em que consistem as normas programáticas…”

    Responder
  25. Ester 04/11/2010 em 9:44 pm

    Eu fico aqui lendo quando as pessoas dizem que quem fala esse tipo de coisa não conhece o Nordeste e pensando… Sim, o NE não é só aquela imagem de seca e gente pobre, passando fome, humildes, zona rural, andar em jumento…Não, não é, mas é também! Mas e se fosse seríamos menos gente e essas pessoas que vivem dessa forma são menos gente? Mereceríamos ser afogados? Pobreza e ignorância condenam ao afogamento?! São razões para sermos considerados menos gente e inferiores? E defender o NE pela via do “não somos só isso” não é também empurrar o preconceito pro interior do mesmo jeito que fazem o pessoal do sudeste/sul que jogam pros nordestinos o preconceito que há por serem brasileiros?
    A pergunta mais difícil que alguém pode me fazer é de onde sou, porque sempre mudei muito e n sei bem de onde sou, mas sei q sou sertaneja e lembro de secas , não passei fome, mas tive a casa abastecida por carros pipas e carreguei muitos baldes d’água, já torci muito por chuvas, inclusive morando no Recife. Já ouvi histórias muito tristes de gente comendo palma em épocas de seca e aquilo me tocou muito, pq todo sertanejo sabe q palma é comida de animal, e comer como animal é medida da indignidade humana – com todo respeito aos animais. Mas cotidianamente aqui em Recife também vejo humanos reduzidos a condição de animais e às vezes nem conseguimos enxergar como humano e a humanidade do cara q dorme na calçada sujo e maltrapilho…Senão teríamos que abrigá-lo e dividir nossa comida, cama e roupas com ele.
    Enfim, penso q é necessário encarar esse estigma e preconceito decorrentes dessa imagem do NE para o Brasil e para nós mesmos, penso q n devemos fingir q não existe, pq isso não resolve a questão q pode se tornar muito grave, não gosto nem de pensar o fim e as proporções q tomam essas coisas de ódio pelo outro…
    abraço, Rapha vc sempre com boas reflexões!

    Responder
    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 12:10 am

      Realmente pobreza e ignorância não condenam ao afogamento. E por que deveriam? Mais imagine que um povo que passa dificuldades precisa despejar os produtos de sua catarse em alguém. A casa do mais fraco é mais leve e resiste menos ao sopro.

      Responder
  26. Juliana 04/11/2010 em 10:13 pm

    Na minha opinião ela só fez uma brincadeira de mal gosto, não imaginava que ia sair dali e dar nessa confusão toda.
    Tão fazendo tempestade em copo de água já todos esquecem, assim que alguém fazer algo pior largão do pé dela rsss.

    Responder
    • Raphael Douglas 04/11/2010 em 10:56 pm

      Juliana. Toda punição começa por alguém. Como disse, ela pode ter parido esses impróperios no calor de emoções eleitorais. Mas, ao agradir um outro, perdeu o direito de não ser punida. É o principio de reciprocidade.

      Responder
  27. Maria 04/11/2010 em 11:04 pm

    O preconceito é fútil fruto de uma vã e limitada visão.
    Passo dias tentando entender a cabeça das pessoas preconceituosas.
    E sempre vem as mesmas perguntas.
    O que eles ganham discriminando alguem?
    O que eles ganham excluindo de circulos de amizades,trabalhos por causa de raça, orientação sexual, modo de vida?
    É facil ficar dizendo o que é certo e o que é errado.
    É facil ir contra o gosto , jeito e forma das outras pessoas.
    É facil apontar os erros dos outros.
    E se fossem palavras preconceituosas dirigidas a você, o que faria???

    Não faça com os outros, o que não gostaria que fizessem com você.

    Responder
    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 9:34 pm

      As vezes é impossível entender algumas motivações. Nem sempre é preciso condená-las por todo e sempre.

      Responder
  28. Elton Cavalcante 05/11/2010 em 12:25 am

    Que tal um emprego de salva-vidas pra ela em alguma praia nordestina? Seria um prato cheio… rsrsrs…
    Fora o trocadilho, lamento pela Mayara. O que não é ensinado dentro da família ou nos melhores colégios particulares de SP, a vida ensina fora e com maior dificuldade. Boa sorte e uma boa punição também!

    Responder
    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 9:36 pm

      A escola não atinge o todo do ser do homem. Sair um tempo do lugar onde estamos assegurados ajudar a suprassumir nossa própria cultura e respeitar a alheia. É só oq ue falta, viajar.

      Responder
  29. Johnny 05/11/2010 em 1:47 am

    Vamos la, admita o calhorda que realmente é. Admitamos os grandes calhordas vis que realmente somos. Vá por mim, é tão bom pro espírito quanto aquela ducha forte e gelada às duas da madrugada.

    Responder
  30. carol 05/11/2010 em 4:25 am

    Sinto pena das pessoas normais dos estados do Sudeste. É quase cultural pras bandas lá de baixo não gostar de nordestino. Nordestinos têm preconceito também? Têm. Mas duvido que de Fortaleza já tenha usado “carioca” como gíria para alguém arrogante; ou alguém de Recife já tenha ouvido o termo “paulista” para designar alguém pouco inteligente. (Citei o exemplo de arrogante e pouco inteligente porque são os xingamentos que tem na capa da comunidade que você usou como ilustração)

    Por outro lado, “baiano” e “paraíba” são gírias e uma espécie de xingamento, por ali. E isso é muito triste. Porque obviamente nem todos do Sul/Sudeste estão de acordo com esse tipo de pensamento, mas estão inseridos nesse cenário onde “é ruim ser nordestino”.

    Só pra ilustrar o que eu quero dizer: fui visitar minha namorada no Rio, e, como ela estava um pouco atrasada, decidiu enrolar seu sanduíche num papel e levar na bolsa, para comer mais tarde, quando já estivéssemos no parque. Aí ela faz o seguinte comentário: “Vou levar o sanduíche pra comer lá, bem paraíba”.

    Ela não acha que nordestinos são burros, feios ou sem-modos; afinal, ela namora comigo. Ela não desconhece o Nordeste, visto que ela morou aqui durante a maior parte da sua vida. Ela não desgosta do Nordeste, pois está começando a trabalhar pra juntar dinheiro pra vir pra cá me visitar; e ela não pensa que Nordeste é só turismo, até porque cogita morar aqui no futuro. Mas fez esse comentário, que me chateou bastante.

    Por isso, novamente, sinto pena das pessoas normais lá de baixo. Deve ser confuso. É como quando gays usam sinônimos para “gay” como ofensa; ou seja, quando você não concorda com o que está fazendo, mas, por força do hábito, acaba fazendo e se traindo.

    Enfim, não quero soar como se estivesse dizendo que todos do Sudeste/Sul são preconceituosos, muito menos que todos os preconceituosos são do Sudeste/Sul. Só me preocupa a força que isso tem por lá. Também não quero soar como se eu nunca fosse hipócrita ou como se eu não tivesse preconceitos: tenho, e por mais que eu tente varrê-los pra fora de mim, sempre sobra aquela poeirinha; eu estou trabalhando isso.

    Gostaria que meu país fosse mais unido. Não quero que o Brasil vire um novo Oriente Médio, cheio de minúsculos países, que poderiam ser irmãos, separados por rivalidades bobas.

    PS: Reli aqui e pode soar como se eu estivesse dizendo que pessoas do Sul/Sudeste que se dizem não preconceituosas são hipócritas. Não é isso. (Gosto de me explicar bem, para que não me entendam mal, queria ser uma boa redatora e fazer textos que fugissem de más interpretações, mas às 04 horas da manhã, fica tudo mais difícil.)

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  31. Nilva 05/11/2010 em 5:19 am

    Raphael, sou paulistana e tenho consciência de que por aqui atitudes preconceituosas são aceitas como “normais” e desculpadas como críticas justas. Eu sou tida como chata, como metida a fazer discurso, por me opor a estas práticas. Vou contar um episódio que me marcou profundamente e foi motivo de riso e “não tem nada a ver”, é só brincadeira. Tínhamos um boy no escritório, ele era negro assim como eu e a pessoa que o discriminou (na realidade mulata de cabelos lisos), filha de um nordestino “morenão” e mãe branca. Seu nome era Anselmo,era um 28 de janeiro, dia de seu aniversário de 15 anos. Estávamos trabalhando e lá pelas 10h ele foi chamado à mesa da secretária do Depto. Ela reuniu a todos para dar-lhe um presente. Entregou o pacote e pediu que ele abrisse. O garoto estava todo contente e, quando o abriu era um cacho de bananas com um bilhete: “Ansímio, este é teu presente de aniversário”. Seus olhos lacrimejaram. Ele ficou mudo e todos começaram a gargalhar. Nossa, eu dei um grito, p…da vida, fiz todos calarem a boca, falei que ela era tão macaca quanto ele, aliás todos ali tinham o mesmo DNA e me preparei para fazer a denúncia de racismo, constrangimento ilegal, assédio moral, ao ECA e tudo o que fosse possível. A chefia estava presente e também “achou graça” na situação. O menino continuava mudo e chorando. O tirei de lá, conversei bastante com ele e o fiz me prometer que nunca mais iria admitir este tipo de “brincadeira”. Ele, coitadinho, pediu pra eu deixar pra lá porque precisava do emprego. Eu falei que se houvesse mais algum tipo de comentário eu iria à polícia ele querendo ou não. Lembro-me de ter falado para eles “brincarem” assim comigo ou com quem podia se defender, jamais com uma criança ou adolescente. Pelo menos perto de mim, não houve mais situações como essa. E, claro, eu era a ignorante e a estraga prazeres do escritório. Isto é comum em São Paulo, as pessoas aceitam o preconceito como parte da cultura e nada fazem para melhorar. Não me importo. Vou, trabalho e se quiserem conversar comigo, conversem.Se não quiserem também não ligo, mas não abro mão das minhas convicções.

    PS.: Hoje meu sobrinho me ligou pra dizer que a Mayara é colega de classe dele no terceiro ano de Direito, na FMU, e que esta semana ainda não foi à faculdade. Ele falou que espera que ela tenha a devida punição.

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    • carol 06/11/2010 em 1:29 am

      Nossa, cara. Sinto muito por você estar no meio de gente tão idiota. Que coisa ridícula. Sério, eu estou com os olhos rasos, aqui.

      Não carrego ares nórdicos, mas minha pele é clara, não me considero exatamente “branca”, acho que sou “latina”. E, de verdade, eu fico pessoalmente ofendida quando fico sabendo desse tipo de coisa. Afinal, somos iguais, não somos?

      Responder
  32. Raphael Douglas 05/11/2010 em 7:28 am

    Nascido, doravante possivel cretino ou possivel virtuoso. Quem não tem em si uma porcentagem de canalha e uma porcentagem de sábio? Existir não é exatamente estar aberto a salvação ou ao assassinato? A justiça e a cegueira dos atos inadvertidos. Se me chamam de calhorda não deixo de concordar em certa medida… Certamente já o fui e certamente ainda serei. Só não me arranque a possibilidade de ser não-calhorda também. Quanto as duchas na madrugada, estamos 100% de acordo.

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    • Raphael Douglas 05/11/2010 em 7:30 am

      Nenhum de nós está livre das vicissitudes e safadezes realmente humanas. Poir isso já disse um dia:

      Alguém pode estar se questionando: duvido que quem escreve esse texto não use o twitter, duvido ainda mais que ele não entre num estádio de futebol e, de maneira vociferante, fale mal de um juiz. Duvido que ele, em dia de jogos entre Brasil e Argentina, não deixe escapar sequer um xingamento aos hermanos. Duvido que ele esteja num ponto de ônibus às duas da manhã e veja ao longe um homem negro e descalço e não desconfie dele. É um hipócrita! Todavia, afirmo que alguém que disser que não possui sequer um único pré-conceito não é ser humano. Entretanto, é inteligente notar que existe uma diferença abissal entre pré-conceito e discriminação. Eu pré-concebo que se comer um pedaço de tijolo, além de quebrar os dentes, prejudicarei o estômago. Eu pré-concebo que, se votar em Collor, ele defraudará novamente qualquer setor da política que faça parte.

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  33. alberto jabu 05/11/2010 em 7:33 am

    ÔÔÔÔÔÔÔ Coitada !!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder
  34. francisco 05/11/2010 em 9:26 am

    O PRECONCEITO escancarado dos paulistanos e sulistas aos nordestinos mostra que o racísmo e o preconceito,por isso daremos o troco! não descriminando pessoas ou região,mas vamos nos unir e não comprar produtos do sul,vamos consumir produtos produzidos no nordeste,vamos deixar se afogarem com seus produtos em seus estoques! e seus sorvetes e picolés,que morram congelados com eles.NÃO COMPREM PRODUTOS FABRICADOS NO SUL,CONTÉM RACÍSMO E PRECONCEITO!

    Responder
  35. Ricardo 05/11/2010 em 9:54 am

    Moro no Rio, cidade conhecida mundialmente por sua beleza (e seus muitos problemas), mas me encanto cada vez que visito o Nordeste! Digo isso não só pelas belezas naturais, mas também pela modernidade das principais capitais desta região e pela inteligência e senso de humor dos moradores! As pessoas tem uma idéia totalmente deturpada do Nordeste. Coisa de gente ignorante e sem cultura, que critica o que desconhece! Gente preconceituosa. Para SP só vou a trabalho! Jamais pagaria para ir…

    Responder
  36. ma gutierrez 05/11/2010 em 12:05 pm

    O problema do brasileiro é jogar a culpa nos outros, neste caso essa ignorante e infeliz estudante, resolveu que a culpa do brasileiro não saber votar é dos nordestinos, sem levar em consideração que não é uma região que elege politicos e sim um pais inteiro. Na minha opinião essa mentalidade só ira mudar quando a educação e cultura forem levadas a sério. Agora é muito triste ver uma estudante de direito com uma mentalidade tão xula.

    Responder
  37. junior 05/11/2010 em 1:48 pm

    eu concordo plenamente com o que foi escrito acima, aliás também sou nordestino e e com muito orgulho…a mídia infelizmente mostra o que lhe é conveniente e de fato o Nordeste apresentado aos brasileiros e ao mundo é completamente diferente do que realmente somos como povo, claro existe a fome a pobreza e a insegurança, assim como no sul, sudeste. norte e centro-oeste. Deixo aqui minha indignação com essa “estudante” será que ela estudou mesmo as regioões brasileiras? será que ela conheçe a cultura do seu pais? cultura essa diversificada por região, estado, municipio, será que realmente essa estudante sabe o que fala? ou é mais uma alienada sem opinião própria. hora… a resposta é simples ela é mais uma que infelizmente carrega o preconceito dentro de si…Egoista e mesquinha…

    Responder
  38. Rutilo 05/11/2010 em 2:05 pm

    Olá!
    Infelismente a Srta. Mayara Petruso foi muito infeliz em sua declaração xenofóbica. Ocorre que há muito tempo sabemos que existe uma certa intolerância entre as pessoas de nosso pais e em especial as pessoas que nasceram na Região Nordestina e que moram na Região Sul/Sudeste. Ora parece que esta situação também é de origem mundial. Basta ver as reportagens sobre o assunto nos bons jornais de nosso país. Agora, o que é que ocorre com uma jovem que, sem nenhum ganho pessoal atinge a tantas pessoas ao mesmo tempo a ponto de ter que ficar reclusa provavelmente para sempre e ter até de trocar de nome ou mesmo de pais devido não a ofença aos nosso queridos conterrâneos, mas sim por ter incitado a morte de um povo. A ofença eu até perdoo pois sempre que me entendo por gente somos digamos, mal tratados por alguns que se sentem melhor assim. Agora, incitar a morte não, isso é uma monstruosidade sem precedentes e que merece ser investigado pelo Ministério Público Federal atá as últimas consequências e quiçá, já pedir a pri são desta cidadã para que a mesma permaneça presa para o bem de nossa nação. Ela é um perigo aos nossos filhos.Muitos são os Nordestinos que moram a muito tempo em São Paulo e que se casaram com lindas mulheres Paulista e Paulistanas e que hoje tem filhos e filhas nascidos desta mistura e que hoje nós temos dificuldade de explicar o que aconteceu. Peço que a sociedade faça desta investida contra a nossa dignidade para que sirva de exemplo esta intolerância. Tudo que os Nordestinos fizeram foi cumpri a nossa Lei de votar e votar em quem quiser pois é para isso que existe a eleição e a democracia.

    Responder
  39. XAXADO 05/11/2010 em 2:36 pm

    SAI DAÍ PESTE, FIA DU KANSÚ BURRA! OXENTE!

    Responder
  40. Rui 05/11/2010 em 3:29 pm

    E ainda dizem (quem será que diz?) que os velhos conceitos marxistas de “luta de classes” e “ideologia”, bem como a noção de “hegemonia”, de Gramsci, estão “fora de moda”!!! Pois é, está aí o mais recente exemplo de que o Brasil é absolutamente dominado pela “ideologia hegemônica”. Ademais, vale lembrar Paulo Arantes, quando diz que hodiernamente ocorre a “extinção da inteligência dos inteligentes”. Como é possível que a sociedade permaneça passiva em face de tamanha afronta? Onde está a verve crítica dos intelectuais brasileiros??? O que essa garota estúpida fez é contrário a qualquer valor, seja ético, religioso ou jurídico! É imoral e inconstitucional! É alguém assim que queremos exercendo atividade em cargos de poder, como a magistratura?? Como se não bastasse a enorme desigualdade social em nosso país, provocada pela corrupção, pela péssima distribuição de renda, tudo com amparo néo-liberal, somos obrigados a conviver com o racismo e com o preconceito, mas de forma velada, pois esta é a maneira de agir da classe hegemônica. Agora, meus caros, diante dessa demonstração manifesta, deixem fluir a verve! Sintam raiva e vergonha! Façam algo!

    Responder
  41. Lotte 05/11/2010 em 4:50 pm

    Eu quase tenho dó da Mayara. Deve estar passando por um pesadelo terrível e pensando “ah se o tempo voltasse…” Volta não, honey. Se vira com esse angu de caroço, descasca esse abacaxi com a unha que ele te pertence (também). E quer saber: e daí se tem um monte de gente que pensa como ela– eu, infelizmente conheço gente com esse nível de ignorância a respeito do cidadão nordestino– e ela levou o crédito sozinha? Agiu por impulso, movida pelo calor do momento? Que pena, abriu mão de uma das mais nobres capacidades humanas: raciocinar! Pessoas que estão na universidade queimam índio e dizem: “pensei que fosse mendigo”. Espancam empregada doméstica e justificam: “mas pensamos que fosse uma prostituta”. Nessa linha, a “nobre” Mayara deve achar que pode mandar afogar, afinal ela confundiu gente com nordestino. O velho ditado reza que “quem fala o que quer ouve o que não quer”. A mocinha usou um megafone chamado internet e está tendo o retorno pelo seu preconceito. (O que será que passava pela cabeça não achatada da menina no momento em que escreveu aquela lindeza?) Pelo sim pelo não, a discussão vem a bom tempo. Chega dessa história de São Paulo falar que carrega o Brasil nas costas. Não creio que se excluídos os nordestinos e seus descentes do rico estado São Paulo iria tão longe. O barco é o mesmo! Quero crer, mesmo, que a maioria dos paulistas não compatilhe da compreensão rasa dessa brasileira que se julga melhor que tantos. Sou goiana e vivo em Brasília. Não são poucas as pessoas por aqui que falam em tom de “brincadeirinha” que goiano é burro porque gosta de música sertaneja, fala porrrrta e come pequi. As piadas regionais são inúmeras e nunca entendem porque eu não acho graça. Mas nem dá para levar adiante, afinal, piada sobre Brsaília também tem um bocado, e, como se sabe, cada uma é mais pesada do que a outra. Apesar de tanta piada e gracinha, não está dando para rir não… E, Mayara, nem tudo está perdido. Você é jovem e pode dar o rumo que quiser à sua vida. Livre-se desse peso nefasto chamado preconceito e encare a vida com verdade. Estudar um pouquinho e conhecer mais sobre os valorosos povos que compõem o seu país também pode ser útil!
    Parabéns, Raphael, pela clareza de sua explanação!

    Responder
  42. Karol 05/11/2010 em 4:52 pm

    Brilhante texto!!!!!!!!!

    Será que na rede de supermercados do pai dela nenhum nordestino consome ???

    Responder
  43. Marcelo 05/11/2010 em 5:01 pm

    Essa mocinha é só uma boboca fútil desclarecida. E o que dizer de muitos colunistas da Veja e da Folha que pregam o preconceito aberto contra os nordestinos. Não é difícil encontrar artigos na Veja.com que atribuem a vitória de Dilma aos nordestinos (O que é burrice, pois na democracia o que importa é o voto da maioria do país e não de uma região). Dizem que nas regiões mais desenvolvidas as pessoas estão mais bem informadas e votam melhor (Ainda que fosse verdade seria culpa do candidato não esclarecer o eleitorado). Puro preconceito, colunistas parciais e arrogantes, querem impor suas opiniões ao resto do país, esses sim são os disseminadores de preconceito.

    Responder
  44. Raul 05/11/2010 em 5:02 pm

    Parabéns Rui, é isso mesmo.

    Responder
  45. Carlos de Thalisson 05/11/2010 em 5:41 pm

    Eu penso o seguinte: a Mayara Petruso expôs o que pensa. Ponto final. Como ela, milhares de outras pessoas têm o mesmo preconceito em São Paulo. Em pesquisas pessoais, constatei coisas muito piores sendo ditas. Segue o link: http://cdethalisson.blogspot.com/2010/10/brasil-um-pais-de-todos.html

    Gente, eu acredito que esta xenofobia já se tornou cultural. Apesar de ela ser estudante de direito, ela sofre influências direta/indiretamente. Faz parte de uma construção ideológica que pouco compreendemos.

    Eu sou nordestino. Moro no interior do Ceará. Aqui o povo diz “oxe” e adora o Padre Cícero Romão. Cidade religiosa e pacata. Juazeiro do Norte.

    Portanto, sou suspeito a falar: aceito as suas desculpas, moça. Eu acredito que elas não são sinceras, mas as aceito. Pelo simples fato de que você não é só “você” na prática, eu prefiro compreendê-la do que julgá-la.

    No mais, é sempre bom repensarmos nossos valores e conceitos.

    Creio que tenha aprendido alguma coisa.

    Quer exista um Deus ou não, somos seres humanos. É o que importa.

    Devemos aprender a respeitar as diferenças, se quisermos outra realidade
    para os nossos filhos.

    Paz, amor, empatia.

    Responder
    • Ana Silva 06/11/2010 em 5:18 pm

      A moça prestou vestibular, gostaria muito de ler a redação,obrigatória no vestibular, cujos temas,sempre são atuais, políticos e sociais, será que ela expressou e argumentou este preconceito?
      Uma pergunta:Quando ela se formar em direito , prestar o exame da OAB, ela será advogada de qual especialidade?que nenhum nordestino esteja no banco do Réu.
      Em entrevista no jornal , o pai dela pediu desculpas e informou que ela é filha de um relacionamento extra conjugal, o que não justifica este comportamento, se ela é revoltada por ser filha de outro relacionamento é um problema pessoal deles , dos terapeutas e psicólogos de família e não do povo nordestino brasileiro.

      Responder
  46. Carlos de Thalisson 05/11/2010 em 5:48 pm

    Detalhe: repensar as diferenças, nem que elas nos atinjam moralmente.

    Eu não creio que quem pensa como ela deve ir à cadeia.

    Por que destruir a vida dela irá modificar o que ela pensa?

    Muito pelo contrário, isso só aumentará o ódio.

    Ademais, como já dito,
    não é um preconceito dela.

    É cultural.

    Eu sou a favor de políticas públicas
    para o incentivo de uma outra imagem de nordestinos
    no Brasil e no mundo.

    Falta-nos apoio – este que é o problema.

    Mas vamos caminhando. Quem sabe um dia.

    Responder
  47. Wilson Lima 05/11/2010 em 5:59 pm

    Vivo neste país há varios anos, mais exatamente há 5 décadas, conhecendo – algumas mais, outras menos – nossas várias regiões. E, sendo um brasileiro de pele negra, já experimentei, e me vi alvo, de todo tipo de preconceito, dos mais sutis, dissimulados e sacanas, aos mais escancarados! Se os tivesse registrado, um a um, a partir do momento em que tomei consciência dessa questão que é tão presente entre nós, olhe que teria um calhamaço de anotações! Preconceitos, nós os temos de todos os tipos, embora muitos hipócritas gostem de propagar a idéia de que não. Os ignorantes não estão nem aí. O que esta garota, estudante universitária, fez é o que muitos brasileiros e brasileiras fazem, na maioria das vezes, dissimuladamente, mas fazem! Nossa sociedade, que é ainda muito nova e de várias origens, precisa admitir que tem muitos e graves problemas nessa área, e que esses problemas só poderão ser enfrentados e superados, embora eu particularmente não acredite nesta possibilidade, com boa educação. A que temos recebido e repassado é vergonhosa!

    Responder
  48. jorge ferreira 05/11/2010 em 7:34 pm

    Essa môça é tâo absurdamente desprovida de raciocínio ,que sequer imaginou que as sandices já de conhecimento de todos,poderiam ter um mìnimo de repercurssâo.Isso nâo me espanta pois quem conhece Sâo Paulo ao menos um pouquinho,sabe da quantidade de nazistas imbecís, NASCIDOS e criados lá que se acham brancos,cabelos dourados,olhos azuis,cultura vastíssima,entre outros atributos que ao juízo deles os credencia como seres superiores!Quá,quá.quá!!! A quantidade de seres superiores que está nos cemitérios parece nâo ser suficiênte para abrir os olhos dessas pessôas …
    Elas nâo conhecem uma frase que diz que”pobre vai para a Europa,classe mèdia vai para a Argentina e rico vem pro Nordeste…
    Mas vou deixar a finnesse de lado e dizer para essa filha de uma… srª ,que se ela nâo estã sendo bem comi,quer dizer bem usada como ela merece que venha para a Bahia;;;Aquí ela vai deixar de ser tâo racista,quando for devidamente madeirada por um negâo de pau descomunal!Aí também ela saberá que sangue azul é sangue doente!!!Nazista maldita!!! Quero ver quando você estiver indo para as profundezas!O que sua superioridade fará para escapar de “Dona Caetana”…Se é que você sabe o que é isto,,,Dirty Bitch!!!!!

    Responder
  49. Thiago Camargo 05/11/2010 em 9:10 pm

    Lamentável esse episódio. Pior ainda é ter que ver que emerge uma classe de separatistas paulistas. O que tenho a dizer a eles: Carta aos xenófobos paulistas: http://wp.me/pRWcQ-2n

    Responder
  50. Aparecida Soares 05/11/2010 em 10:17 pm

    O preconceito dela não é com todos os nordestinos, é com o nordestino pobre. Ela tem preconceito com os pobres. Não difere do preconceito expresso pelo nordestino Caetano Veloso, excetuando a violência, que desqualificou Lula chamando-o de analfabeto. Soube que a maioria dos jovens nordestinos, que vem fazer residência médica em São Paulo, também é avessa ao Lula e antipetista. Lula é o operário, que uma vez na presidência, dirigiu grande parte das suas ações no sentido de melhorar a vida de pessoas como ele, da população pobre do nordeste. Gente que não pertence a camada social desses jovens médicos, pois não vieram para em São Paulo pelas mesmas razões do Presidente metalúrgico. Portanto, torna-se necessário marcar essa distinção. Para essa menina, eleger Dilma é compactuar com uma multidão de pobres e isso causa asco, pois essa parte da população não pode ter nada em comum com pessoas como ela, ou talvez, como ela acredita que é, o que pode tornar esse episódio ainda mais triste.

    Responder
  51. izyo 05/11/2010 em 10:24 pm

    Sou nordestino com muito orgulho, se tivesse o direito de nascer de novo, mais uma vez eu escolheria viver aqui, mas isso se deve pelo fato e ela viver em meio as cinzas das cidades dela ai o despeito consome essas pessoas..

    Responder
  52. Évio Marcos 05/11/2010 em 10:47 pm

    Rapha, parabéns pela análise. Eventos como esse continuarão ocorrendo nesse Brasil. Desigual. Mas desigual em todas as escalas e para todos os cantos. Pelomenos nisso. No Brasil à igualdade de desigualdades.

    Responder
    • Raphael Douglas 06/11/2010 em 8:37 am

      Evio, agradeço. A desigualdade é apenas uma face do fenômeno. O conceito de exlusão não cabe no sistema em que vivemos. Excusão pressupõe ja ter estado incluido. O que não há no Brasil é inclusão.

      Responder
  53. Évio Marcos 05/11/2010 em 10:54 pm

    *há igualdade de desigualdades!

    Responder
  54. Ana Bárbara 05/11/2010 em 11:25 pm

    Quando nasci também me disseram que eu era nordestina. Depois descobri que passei a ser nordestina em 1968, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística extinguiu a região leste na divisão oficial o território brasileiro em “regiões naturais”. Estudando um pouco mais decobri que:

    Compreende-se que a existência de áreas diferenciadas na superfície terrestre fundamenta a noção-conceito de região. Contudo, faz-se necessário salientar que a construção de tal conceito é uma atividade intelectual, e não um elemento natural. Tem-se, dessa forma, que regionalizar constituir-se-á num ato de construir regiões, sendo este ato proveniente da ação intelectual humana.
    A noção-conceito de região, dentro da objetivação da ciência geografia, configura-se como uma perspectiva de leitura social. Assim sendo, a região terá dentro de seus contornos um conjunto de especificidades culturais, materiais, e sociais, além de seus conflitos; tendo, em perspectiva, uma natureza já transformada, a partir das relações de trabalho e das técnicas por elas desenvolvidas.
    Assim sendo, diante da multiplicidade de tais conjuntos de especificidades, tem-se a coexistência de inúmeras regiões, as quais, além de coexistirem, mantêm-se articuladas e interagindo diante do sustentáculo do modo de produção capitalista. Vale salientar que esta multiplicidade supracitada é construção de ações humanas engendradas ao longo da história, proveniente do desenvolvimento das relações de trabalho, por meio de uma estrutura social classista e de seus conflitos. É neste sentido, de coexistência e interação, que se possibilita a apreensão da ambiência contemporânea.
    O espaço habitado pela sociedade contemporânea se apresenta dividido e articulado simultaneamente, exacerbando o processo de regionalização. Isto se dá por meio do modo capitalista de produção, que, através da mundialização da economia, tem fragmentado o processo de produção e, consequentemente, o sustentáculo para a reprodução das relações: o espaço geográfico. Cada fragmento desse espaço, ou seja, cada região, incube-se de mecanismos de reprodução das relações de trabalho, de acordo com os interesses de classes dominantes. Dessa forma, torna-se possível perceber que apesar da diferenciação de áreas, elas não se mantêm isoladas, mas sim interligadas.

    (Referência base: CORREA, Roberto Lobato. Região e Organização Espacial. 7. ed. São Paulo: Ática, 2000)

    Acredito que seria interessante que ensinassem Geografia de verdade nas escolas. Mas acho que não interessa oferecer conhecimento a população, basta que ela seja escolarizada.

    “Toda a filosofia esconde também uma filosofia; cada opinião é também um esconderijo; cada palavra é também uma máscara.”

    Responder
    • Raphael Douglas 06/11/2010 em 8:36 am

      Fronteiras são linhas imaginárias. Imaginário diz respeito ao homem. São éticas as fronteiras?

      Responder
      • Ana Bárbara 07/11/2010 em 7:45 pm

        Regiões são construções intelectuais da sociedade, e suas caracteristicas são construidas historicamente. O nordeste tem caracteristicas inerentes porque assim foi construido, assim como as outras regiões brasileiras. Isso é o que a sociedade não percebe, alias é isso que não é mostrado para ela, afinal o espaço é o sustentaculo de reprodução das relações sociais. Nasci na Bahia e até 1968 este estado pertencia a região leste brasileira, isso explicita que o conceito-noção de região é uma construção histórica assim como as caracteristicas particulares de cada região. Entretanto, as pessoas naturalizam todo esse processo de construção, adquirindo pseudoidentidades que acabam por garantir a reprodução de uma relação social classista.
        Não sou baiana, não sou nordestina. Dizem que sou. Instituiram o que sou.

        Responder
        • Daniel Dantas 27/11/2010 em 9:42 pm

          Interessante isso de “regiões são construções intelectuais da sociedade”. Mas só intelectuais não.

          Responder
  55. Victor 05/11/2010 em 11:28 pm

    ACHO QUE NÃO ENTENDERAM NADA…..O GRITO DESSA MAYARA FOI CONTRA OS NORDESTINOS DE SÃO PAULO, NÃO OS DO NORDESTE. É AQUELA HISTÓRIA : “TODOS FALAM DA VIOLÊNCIA DAS ÁGUAS DO RIO, MAS NÃO LEMBRAM DAS MARGENS QUE AS OPRIMEM” . Brecht.

    Responder
  56. Victor 05/11/2010 em 11:31 pm

    TODOS SABEM QUE TUDO COMEÇOU COM O SR. LULA, NA CAMPANHA, AÇUDANDO POBRES CONTRA RICOS, NORTE CONTRA SUL, ELITES CONTRA PEÕES, LOIROS CONTRA MORENOS….OU ESQUECERAM QUE ELE, IDIOTAMENTE, DISSE QUE A CULPA PELA CRISE MUNDIAL DE 2008 FOI POR CAUSA DAQUELES DE “OLHOS AZUIS” ?? E ENTÃO, ELE VAI SER PROCESSADO POR RACISMO INVERSO ??? OU ELE PODE FALAR O QUE QUER ??

    Responder
  57. 06/11/2010 em 4:57 am

    Já elogiei esse texto em várias oportunidades. Boas reflexões, Rapahel. E, Victor, “o grito dessa mayara”, sinceramente, é incapaz de elucidar algo em torno da historicidade daquilo que ela atribui a fatores geográficos, raciais, ou a qualquer critério que seja. Enquanto BRASILEIRA, não me sinto nenhum pouco representada, e, portanto, me sinto na obrigação de reconhecer que a postura dessa garota não me convence de forma alguma. Confesso que vi muitas réplicas a sua opinião tão limitadas ou mais preconceituosas, partindo, inclusive, de nordestinos movidos pelo calor da ofensa.Não é por isso que serei coninvente com os princípios de tal criatura. Nunca me senti impelida a justificar alguma ponderância diante de argumentos deste tipo. É demais para mim e para os muitos paulistanos indignados com toda essa polêmica. A questão é enxergar o mundo-da-vida, a batalha que se reinicia a cada dia, e creio que isso está muito distante do que a tal Mayara pretende. Não irei me estender, porque cada um sabe onde o calo aperta. Mas a minha experiência de vida me leva a dizer, Mayara, que eu prefiro acreditar no que me move diariamente, ao invés de engolir a seco o que você (que tão pouco sabe de mim) classifica como sendo o “meu lugar de nordestina”. E, espero que acreditem, reconheço meu esforço sem nenhum critério de isolacionismo.

    Responder
    • Raphael Douglas 06/11/2010 em 8:54 pm

      É isso. O importante é reconhecer que há o reconhecimento autênticos de uns para outros sem termos médios que garantam passagens para ser um humano ideal, incluido em alguma categoria mais aceita socialmente.

      Responder
  58. 06/11/2010 em 5:02 am

    *conivente”, ao invés de “coninvente”

    Responder
  59. alexandre 06/11/2010 em 9:20 am

    Só não entendo porque a discussão sobre as atitudes de uma moça do sudeste acaba respingando no sul do Brasil, que não teve qualquer envolvimento nisso….se o Serra ganhou na região sul, quer dizer automaticamente que concordamos com as opiniões da moça? Não!!!!!!!! É legítimo o desabafo de nordestino revoltados com as palavras da moça em questão, mas o sul não tem culpa de ter sido preterido no governo do Lula e querer a mudança. Mas isso não tem nada a ver com os nordestinos ou luta de classes (que coisa mais antiga!), mas conosco mesmo, que também queremos ser lembrados por Brasília na hora da repartição do bolo…só isso…

    Responder
  60. Carlos de Thalisson 06/11/2010 em 9:38 am

    Deixem a moça em paz! Já chega. Tem gente aqui mais intolerante do que ela. Oxe. ¬¬

    Responder
    • Raphael Douglas 06/11/2010 em 10:32 am

      Olá Carlos. A questão central certamente não é ela. É apenas o fio condutor.

      Responder
  61. juzzynha 06/11/2010 em 11:34 am

    perdeu o emprego,não esta indo mais p/ faculdade,vai ser processada……….quem sabe assim não aprende???!!!

    Responder
  62. Roberto bomba 06/11/2010 em 11:42 am

    Sou Nordestino, sou baiano e não votei em Dilma.
    Que cometário infeliz desta moça, acho também que as pessoas do Nordeste a maioria
    não sabe votar mesmo, mas isso não é motivo para que pessoas façam este tipo de cometário
    maldoso e cruel. a OAB ja deveria tah de olho nesta moça pois poderá criar um monstro para a categoria.
    Com certeza, caso venha a ser uma advogada vai ser de bandidos e traficantes…esse vai ser o perfil dela.

    Responder
  63. George 06/11/2010 em 11:51 am

    MESMO QUE ESSA DISCURSÃO DURE MUITO TEMPO… SEMPRE SERÁ ASSIM….. O PAÍS É MUITO GRANDE PARA ELE MESMO… SAO NO MÍNIMO DOIS PAÍSES JUNTOS….. O NORDESTE É UM PAÍS COM ORIGENS, CONSTUMES, HISTÓRIA E CULTURA DOS OUTROS….. NÃO ADIANTA QUERER DIMINUIR ISSO… SEMPRE HAVERÁ NEONAZISTAS PARA OFENDER POR FALTA DE INFORMAÇÃO E MANIPULAÇÃO.

    Responder
  64. viviane 06/11/2010 em 2:12 pm

    Sou Pernambucana!! Nordestina com orgulho!! Votei em Dilma!!!
    Esse comentario foi gritante, e ela tem que pagar. Pedir perdão?? Nãooo basta, tem pagar para servir de exemplo.

    Responder
  65. Eduardo 06/11/2010 em 3:18 pm

    Espero que o rigor da lei caia sobre esta moça, com o mesmo rigor que caiu sobre o cidadão que proferiu as seguintes palavras:
    “precisamos extirpar o DEM (partido democrata do Brasil) da política brasileira” 13/09/2010 em Joinville SC;
    “esta crise foi fomentada por gente branca de olhos azuis”
    26/03/2009
    Pela última, este cidadão deveria ter sido processado pelo STF, e deveria inclusive abdicar do cargo. Mas como a justiça no Brasil só existe para poucos, e das milhares de postagens preconceituosas que surgiram na internet, só a Mayara deverá ser processada, espero que em última instãncia ela poça pedir asilo na embaixada de algum país democratico.

    Responder
  66. CELIO RIBEIRO 06/11/2010 em 3:20 pm

    É uma pena em um país onde se observa um crescimento econômico considerável nos últimos anos, onde uma parcela importante deve -se a um GRANDE NORDESTINO, o senhor LUIS INÁCIO DA SILVA (LULA), presenciarmos uma atitude tão lamentável. Devemos lembrar que durante a história existiram vários tipos de preconceitos e idéias radicais. Esta garota MAYARA PETRUSO, contribuiu com o retrocesso, a lei deve agir, e peço que a justiça venha. Se for comprovada a autoria de tais comentários, por favor JUSTIÇA, não falhe, uma vez que preconceitos, idéias medíocres como estas contribuem para violência, agressão, tolhe a liberdade das pessoas. Vamos lembrar que o PRECONCEITO, contribuiu com a MORTE de 6 MILHÕES DE JUDEUS na Alemanha. Portanto, somente peço que a JUSTIÇA venha, e seja SEVERA.
    ATENCIOSAMENTE
    CÉLIO RIBEIRO ARAÚJO

    Responder
  67. PAULISTANA 06/11/2010 em 3:20 pm

    PARA SE INICIAR ALGO , ELA DEVERIA PENSAR PRIMEIRO EM , ELA NAO É PAULISTANA E SIM PAULISTA , TAMBEM VEIO DE FORA DA CAPITAL A MAYARA PETRUSO , ELA E DE BRAGANÇA, ELA NAO É A CARA DOS PAULISTANOS MUITO MENOS REPREESENTANTE DE ALGO ´POR SAO PAULO CAPITAL ( NAO E CONHECIDA NEM NA FMU) , DEPOIS O PAI DELA EMPRESARIO QUE JA ESTA FALANDO NAO ACEITAR O QUE ELA DIZ E DESCENDENTE DE ITALIANOS , OS ITALIANOS VIERAM ATRAZ DE EMPREGO AQUI , TRABALHARAM COMO OS NORDESTINOS , SE ELA FOSSE TOMAR AMOR POR ESTE MOVIMENTO RIDICULO E SEM FOCO DE NOME SULISTA , NEM SAO PAULO FAZERIA PARTE DESTA LOUCURA DO PESSOAL DO SUL QUE JA TENTO E NAO CONSEGUIU SE SEPARAR DO BRASIL E QUANDO SAO PAULO TENTOU EM 9 DE JULHO DEIXARAM SAO PAULO NA MÃO!
    NAO QUER SER BRASILEIRO , SAI DO BRASIL E SINPLES MAS AS TERRAS DO SUL SUDESTE , NORTE E NORDESTE E DO POVO BRASILEIRO! SAO PAULO NAO E PARTE DESTE MOVIMENTO SULISTA , APENAS INGNORANTES ACREDITAM NISSO , SAO PAULO E DO SUDESTE! E PARA QUEM ESTUDA GEOGRAFIA SABE MUITO BEM OE ESTADOS QUE FAZEM PARTE DO SUDESTE E DO SUL! SEM COMENTARIOS !

    Responder
  68. Iane 06/11/2010 em 3:56 pm

    É mesmo estudante de Direito ? Mais a falta de inteligência é GRANDE!
    O nordeste só fez aumentar o percentual de votos , mesmo assim Dilma iria ganhar as eleições nos outros estados !
    Todo preconceito deve ser condenado!
    Eu queria ver se afogasse todos os Nordestinos que trabalham em São Paulo o que aconteceria , se ela acharia tanto orgulho de morar em um lugar que DEPENDENTE do trabalho nordestino quase escravo !
    A vida boa dela com certeza iria acabar ! Sem gente pra trabalhar pra enriquecimento de alguns!

    Responder
  69. André HP 06/11/2010 em 4:55 pm

    Nunca vi extrema ignorância em um mesmo lugar. Vocês todos tentando defender um ponto e ostentando outro.

    Logo na frase que abre o texto:

    “Para não aceder à humanidade, as
    pessoas se atiram nas profundezas sombrias
    da doutrina zoológica que é o racismo.”
    Franz Kafka

    e depois, nos comentários:

    “No mínimo ela vai ver na prática a gentileza,a alegria,a raça e acriatividade de um nordestino!!!!!!”

    “Como disse em outra oportunidade, ogulhar-se de ser tal ou tal coisa não deve necessariamente nos ter alergia ao diferente. Conceitos como raça ainda são utilizados de maneira caduca e ofensiva. Se tem algum orgulho que se possa ostentar, é o de não agredir ninguém.” do autor, Raphael Douglas

    Nordestinos não são outra raça. Pensar isso é extrema burrice. No Brasil, convivem diversas etnias.

    Responder
    • Raphael Douglas 06/11/2010 em 7:37 pm

      Por isso disse o que disse. Ter orgulho de ser qualquer lugar não tem a mínima ligação com preterir ninguém. Não tenho orgulho de ser nada. Prefiro me orgulhar de entender a diferença como não indiferença. Longe de mim está a perfeição. Mas combater preconceito com a mesma moeda é apenas aumentar oproblema de volume.

      Responder
    • Raphael Douglas 06/11/2010 em 8:48 pm

      Você realmente entendeu o que disse com a frase que você citou? Se me expressei de maneira obscura, perdão. Mas não tratei de “raça”. Talvez o articulador “nos” colocado de maneira errônea tenha dado a impressão de que estivesse defendendo alguma categoria. Não seria contraditório como texto que acabara de escrever? O texto expressa exatamente o que acredito. Abraços.

      Responder
  70. lucx 06/11/2010 em 5:22 pm

    SHUT UP MAYARA, PLEASE.
    VOCÊ NÃO PRECISA GOSTAR DE NINGUÉM, MAS COMO ACADÊMICA, A ESSA ALTURA DO CAMPEONATO, JÁ DEVERIA ENTENDER O QUE SIGNIFICA A PALAVRA RESPEITO. É FACIL FALAR DOS “MORTOS DE FOME” QUANDO SE TEM TUDO. A ARROGÂNCIA PELO JEITO E O SEU FORTE, MAS VOCÊ AINDA É JOVEM, MUDE, AINDA HÁ TEMPO, FAÇA ALGO DE BOM NA SUA VIDA. NÃO FALE DO QUE NÃO ENTENDE OU CONHECE. SOU PAULISTA, TENHO VÁRIOS AMIGOS NORDESTINOS, E POSSO LHE DIZER COM CONVICÇÃO: NORDESTINO É SINÔNIMO DE GARRA, SUPERAÇÃO, ALEGRIA, SIMPLICIDADE, FORÇA. COM CERTEZA FALTA UM POUQUINHO DE NORDESTE NO SEU CORAÇÃO. PAZ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Responder
  71. Tereza 06/11/2010 em 5:23 pm

    Raphael Douglas :

    Você conseguiu falar,como ninguém,exatamente tudo o que eu penso sobre o assunto!

    E além do mais,por trás disso tudo existe uma outra questão… Mais uma vez, o Lula voltou a representar os pobres,oprimidos e o Serra a representar a “elite paulista preconceituosa”! A imagem que Lula construiu de representante da “massa” do “povão” saiu mais fortalecida ainda depois que essa “criatura” resolveu falar tamanhas asneiras…

    Parece que o efeito que Mayara queria causar surtiu inverso…

    Acho que se ela deveria só se restringir a postar fotos bonitinhas na frente do espelho… rsrs

    Responder
  72. Felipe 06/11/2010 em 5:31 pm

    Olá Raphael!
    Gostei muito do seu texto. Essa discussão sobre preconceito tem me mobilizando.
    Escrevi um post no meu blog sobre generalizações e como lidar com elas: http://lfbarbedo.wordpress.com/2010/11/06/aprendendo-a-lidar-com-generalizacoes/
    Tem bastante a ver com suas ideias.
    Grande abraço!

    Responder
  73. Felino 06/11/2010 em 6:29 pm

    De fora, quem somos? Para o europeu e os norte americanos somos todos latinos. Não somos brancos, somos todos cucaratias (baratas). Inclusive a sta. Mayara, clarinha mas cucarátia.

    Responder
  74. Victor Costa 06/11/2010 em 7:04 pm

    Fiz questao de dar uma lida rápida em cada comentário/resposta depois do texto só pra nao ser repetitivo. Me surpreendi com a quantidade de comentários e com a baixa qualidade (na minha opiniao) da maioria deles.

    Se por um lado fiquei tranquilo, afinal, nao serei repetitivo. ;)

    Por outro, estou constrangido e até um pouco frustrado.

    Paremos com esse negocio de que o Brasil é oprimido pelos EUA, que o Nordeste tá nessa situação porque a mídia faz lobotomia por ondas de rádio…

    O Brasil está assim, por causa dos que aqui vivem, o Nordeste está assim, por causa dos que aqui estão – Nesse ponto, uma OBSERVACAO (desse tamanho que eh pra prestar atencao): “Aqui” não se resume a Brasil, Nordeste, Pernambuco, Recife, Encruzilhada… “Aqui” é nesse mundo, nesse momento, nessa oportunidade de fazer algo.

    Já fiz a maior farra, torrei uma grana pra ver nossas seleções levantando taças, conquistando medalhas…

    Não me orgulho disso, porque vejo gente sofrer (que no meu ver, as vezes, é pior do que morrer) exatamente por causa do territorialismo…

    O problema não está nas regiões e seus filhos, mas na intolerância a diferenças. É natural que pessoas que tenham afinidades se agrupem em determinados bandos, tribos, guetos, bairros, cidades e é só aumentar a quantidade de gente que muda o nome…

    É até meio hipócrita, talvez burrice, negar as pessoas, rejeitá-las… Do ponto de vista extra-terrestre, deve ser engraçado ver seres da mesma espécie se tratando dessa forma. Pois bem, precisamos de um olhar externo sobre nossa situação

    Viajo (e muito), pensando no dia em que receberei um documento único, em que serei realmente livre para ir e vir sem precisar de vistos, sem precisar de permissões, sem ser obrigado a explicar porque cargas dágua quero viajar. Precisamos falar a mesma língua. Precisamos acabar com fronteiras, abismos, distancias ideológicas.

    Gostaria que meu filho estudasse num colégio onde ele nunca precisasse imaginar uma fronteira como um muro de dez metros cercando um lugar (Ou como é que você via aqueles traços no mapa?).
    Mas, voltando ao nosso momento, ao nosso tempo de fazer alguma coisa. O que falta pra isso acontecer? Falta mudar o modo de ver as coisas.

    Hoje, me vejo hoje como um dos personagens de 1984, recebendo ódio destilado de cada parte do mundo que eu não vivo. Vendo que as piores pessoas são as outras.
    Eu não concordo com isso e Voce?
    Quer acabar com esse negócio? Então sejamos todos respeitadores. ;)

    E a, momentaneamente famosa, Mayara. meus agradecimentos, pela oportunidade dada de uma discussão que inquieta a todos preconceituosos ou não. Afinal, ela não foi a primeira, não fez nada de inédito no assunto. Apenas nos fez lembrar que precisamos esclarecer algumas coisas. ;)

    Pra terminar, um link que resume facilmente essa baboseira toda que o povo insiste em levar a frente.

    Completo:
    http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/voce-esta-aqui-30983

    Reduzido:
    http://bit.ly/9ObuxD

    Responder
  75. Edith 06/11/2010 em 9:23 pm

    Algumas pessoas estão falando desta moça como espontãnea, fala o que pensa. Eu digo: ela como muitos é uma ignorante, está embriagada com sua vidinha sem sentido, Ela poderia ter sido filha de um marginal e nem ter sido reconhecida, viver em alguma favela em qualquer PARTE DESTE PAÍS e receber bolsa familia. A diferença é que ela foi reconhecida e vive de pensão alimentícia.
    Está na hora do POVO BRASILEIRO TER SUA IDENTIDADE, parar de ficar cultivando tradições trazidas da europa que despejaram aqui tudo que eles consideravam lixos para sua raça.
    Quem não se considera brasileiro e não os respeita, que voltem se é que vão ser aceitos.

    Responder
  76. Carolina 06/11/2010 em 9:40 pm

    Eu gostei do seu texto porque você ataca a idéia de que o nordeste é subdesenvolvido falando de emprego, educação, crescimento social etc. Não adianta nada falar das lindas praias e coisas do tipo, porque essa é a imagem do Brasil no exterior, de um lindo país, com sol e praias, mas com gente que fica na praia o dia todo e não trabalha, carnaval de 1 mês inteiro, muitas prostitutas e coisas ruins do tipo.
    Acho estranho esse comportamento de pessoas que querem perpetuar o nordeste como subdesenvolvido. Essa situação que você comentou de não ter sido considerado “nordestino” é verdade. A maioria das pessoas se surpreende quando o nordestino que conhece não é o estereótipo. Eu mesma já me surpreendi, porque até quase a vida adulta os únicos nordestinos que já havia conhecido tinham subempregos e eram pobres. Mas as coisas mudam, ainda bem.

    Responder
    • Raphael Douglas 07/11/2010 em 8:03 am

      É conhecer para entender. É simples. Do que não se sabe, se deve calar. Recentemente via um grupo de conhecidos descendo a lenha no livro lançado pela Bruna Surfistinha. A simples pergunta “quem ja leu” me fez comprovar o desconhecimento de causa. Prontamente peguei o livro e li nuns 40 minutos. Se gostei não vem ao caso, mas que me lancei a conhecer, isso fiz.

      Responder
  77. André 06/11/2010 em 10:01 pm

    EU AMO O MEU BRASIL E PRINCIPALMENTE O MEU NORDESTE QUE É LINDO POR NATUREZA.
    SOU NORDESTINO COM MUITO ORGULHO, AMO O MEU PERNAMBUCO. GENTE PRECISAMOS PARAR COM TANTO RACISMO E IPOCRESIA… O NOSSO BRASIL É LINDO. NÃO DEVEMOS COLOCAR A CULPA DE QUEM GANHOU OU DEIXOU DE GANHAR NOS ESTADOS… PRECISAMOS NOS UNIR PARA O BRASIL SEGUIR EM FRENTE E TIRAR A MISERIA QUE AINDA EXISTE NO BRASIL… TEM GENTE AINDA QUE PASSA FOME…ALGUEM E SAN CONCIÊNCIA SABE O QUE É PASSAR FOME?? PRECISAMOS NOS UNIR E NÃO COLOCAR CULPA EM NINGUÉM.

    Responder
  78. manu*** 06/11/2010 em 11:29 pm

    Eu não sei o que pode acontecer com essa infeliz juridicamente,mas eu não aceito as suas desculpas, acredito que ela deve ser PUNIDA!O mal deve ser cortado pela raiz…por que senão vai ser um grupinho aqui outro ali etc…e isso pode ficar feio…Até mesmo para servir de exemplo para pessoas tão racistas e preconceituosas quanto ela!Não quero que aconteça novamente crimes contra nordestinos,mendigos,negros e gays;pessoas que incentivam qualquer tipo de violência e preconceito ao seu próximo deve ser punida rigorosamente com a lei.Chega de passar a mão na cabeça..é por passar a mão na cabeça que existe pessoas assim..pensem nisso!…eu não queria está na pele dessa Mayara agora..uma menina fazendo faculdade de direito.. se comportando desse jeito..quem vai dar credibilidade a ela?por que eu não daria…mostra ser uma pessoa alem de ter um péssimo carater é muito fraca como futura advogada e o pior nem se preocupa com a sua imagem que agora está desmoralizada no Brasil inteiro, inclusive no próprio bairro dela…eu moraria no exterior se fosse ela! tenho pena dela e de quem pensa como ela,falta evolução pra essas pessoas!

    Responder
  79. Crmos12 07/11/2010 em 7:53 am

    Bem é nessas horas que me envergonho de ser Brasileiro.Sou NORDESTINO e quer saber NÃO NEGO MEU SANGUE E NÃO NEGO MEU NOME EU SOU CABA DA PESTE,SOU DO NORDESTE.
    E é nessas horas que honro meu Nordeste.

    Responder
  80. guadalupe 07/11/2010 em 8:42 am

    RAPHA o mundo precisa de pessoas que amem MAIS e MAIS,cada vez mais quando tenho certeza que somos filhos de um unico Deus e que somos irmãos e precisamos nos fortalecer no AMOR,PAZ,HARMONIA,MAYARA é uma pessoa que precisa de ajuda, de informação e muita sabedoria para se conter em suas OPINIÕES.
    VOCÊ É FERA , VOCÊ É SENSIVEL, VOCÊ É GENTE NA ESSENCIA DA PALAVRA.QUE DEUS TE ABENÇÕE

    Responder
  81. Grazielly AB 07/11/2010 em 9:05 am

    As pessoas hoje, em verdade, não sabem o que é ser humano, principalmente sobre sua historicidade. De que serve responder com ódio manifestações ignorantes de um percentual mínimo da população brasileira? Gerará mais ódio e mais revolta.
    O cerne do problema é a falta de alteridade, de respeito para com a identidade do outro. Por causa disso, põe-se em posição de superiores… com que base? Quem disso que uns são melhores que os outros? Quais são os valores que afirmam isso? O “valor” do mercado, em que “pequenos burgueses” julgam-se melhor dos menos afortunados só porque têm café da manhã todo dia e mensalidade de cursinho paga pelos pais? Tudo é relativo, ninguém é melhor que ninguém.
    Nossos interesses serão administrados pela mesma pessoa – temos que nos unir para reivindicar que o bem comum seja atingido (pois a sectarização enfraquece todo o povo), e não posarmos como pseudopolíticos (política, em essência, é outraaa coisa).

    Ótima abordagem sobre o tema.

    Abs.

    Responder
  82. Gustavo 07/11/2010 em 9:48 am

    Bem! A Mayara certamente está pagando por ter cometido um ato impensado e, como diz o próprio autor, “estomacal”. A Mayara, aqui, está representando um grupo. O grupo dos preconceituosos e ignorantes. Ela, como todo o grupo que representa, pode deixar esses adjetivos de lado e se dedicar ao estudo da sua área e do seu povo.
    A verdade é que a grande maioria dos jovens usa a internet para coisas banais. Ficam o dia inteiro em redes sociais, MSN e outros, fosforilando sobre a vida dos outros e esquecendo de enriquecer o próprio espirito.
    Quando nossos jovens passarem a ler textos tão bem elaborados como o do Raphael Douglas, talvez possamos evoluir mais.

    Responder
    • Raphael Douglas 07/11/2010 em 3:26 pm

      Gustavo. Até acredito que ela não é o problema central. É apenas o indicador. Quem identifica ela como o problema está operando de maneira errada. Ela é Mayara e não o preconceito em si; fenômeno dificil de conter. Seu comentário foi dos mais lúcidos que vi aqui. Abraços.

      Responder
    • Mluisa 09/11/2010 em 8:48 am

      Bem dito Guatavo! esse tipo de grupo que Mayara representa é um “perigo”. Esse problema está se expandindo de modo global,as possibilidades de comunicacao é fácil em arrecadar simpátia dos ingnorantes e insatisfeitos,e ela no seu complexo de inferioridade vê a chance de ficar na história.A estrátegia dela é muito refinada, nao devemos esquecer que a história se repete.

      Responder
  83. Luis 07/11/2010 em 12:29 pm

    Raphael,

    Políticas educacionais só surtem efeito a longo prazo, logo, no caso de um país como o Brasil, é imperativa a adoção de medidas assistencialistas nesse processo de inclusão.
    Noto a repulsa de algumas pessoas, não só paulistas, aos programas assistenciais do governo do PT (as bolsas), que por sinal, dizem ter sido criados pelo FHC, porém largamente ampliados no governo Lula. Estas pessoas taxam de preguiçosas as pessoas beneficiadas com estes programas de uma forma que chega a ser hipócrita. Será que este benefício permite que alguém compre carro, casa, roupas de grife, faça turismo, etc, etc? Eles não vêm que este dinheiro aquece a economia das pequenas cidades principalmente, gera empregos, e no final das contas, via consumo, chega aos empresários? Será que o fato de, através destes programas, crianças sem perspectiva terem acesso à escola, brasileiros terem saído da miséria, não sensibiliza esta gente?
    O que percebo é que qualquer mão que seja estendida a este povo sofrido é vista com preconceito. Vejo que esta classe, neste contexto representada por parte da preconceituosa elite paulistana, se vê combatida com esta tentativa de acabar com a miséria. É como se esta fosse necessária à manutenção de seu “status” de elite.
    O governo Lula abriu oportunidades antes inexistentes para a população brasileira ( se eu fosse citar tudo aqui… ). Vejo os pró-Serra justificar com os casos de corrupção seu ódio ao presidente Lula, como se este ente milenar tivesse nascido nesta década, como se os governos anteriores não os tivessem provado. Ao meu ver, a verdadeira repulsa de nossa famigerada elite ao método de governo representado por Lula está na atenção dispensada ao social. É triste admitir, mas isso incomoda. Este apelo ético disseminado pelos veículos de comunicação é apenas uma máscara. Você concorda?

    Responder
    • Raphael Douglas 08/11/2010 em 9:39 am

      Luis. Concordamos em 90%. Quanto a elite paulistana, acho que deve ser alargado esse conceito. Não existe uma elite paulistana apenas. Há elites em todas as partes. Da menor até a maior cidade do país. Basta haverem grandes empresários e capital de giro. Há uma certa aversão a distribuição de renda, por que essa apressupõe o “sequestro” de bens individuais e repasse a quem não tem e não trabalha por isso. É “entendível”. todavia, os programas assistencialistas são medidas emergenciais, concordo com você. O modo como o cumunismo é realizado hoje em dia é sofisticado e discreto. Quer saber onde anda o comunismo de Lula? Atenção ao seu contra-cheque no fim do mês. Não sou contra. cento e poucos reais que saem do meu esforço seriam para algo dispensável e são revertidos em utilidades para alguém que não sou eu: uma boa quebra de egoidade. Quando se distribui renda dessa maneira, o que se visa não é apenas tirar da fome um senhor de 58 anos que provavelmente não se alfabetizará mais. Acredito que as medidas assistencialistas trabalham coma famosa ética da responsabilidade, ou seja, visam gerações futruras. Dão comida a geração atual e chance, através da educação, às gerações futuras.

      Responder
  84. Mluisa 07/11/2010 em 3:02 pm

    Bom e inteligente comentário Gustavo! Conhecimentos dar possibilidades.

    Responder
  85. Leandro Gaertner e Ana Paula Pereira 07/11/2010 em 9:45 pm

    Não tenhamos orgulho em nos definimos como sulistas, nordestinos, sudestinos brasileiros… Todos estes conceitos inventados, que como tantos outros do cânone histórico, serão engolidos e desaparecerão. Para nós eles já desapareceram. Nosso ser não encerra nas fronteiras geo-políticas contemporâneas, criadas pela já antiga ideologia nacionalista, com o seu senso de coletividade forçosamente faccionado. Somos humanos, somos contemporâneos, compartilhamos a raridade da existência e isso já deveria bastar para nos respeitarmos e nos amarmos irrestritamente. Perante a falta de diposição de descer às profundezas e investigar as questões que nos iluminariam de verdade, ficamos aqui na superfície desta pequena crosta azul, dessa aldeola flutuante no vazio,até agora só, imaginando demarcações, com bandeiras, hinos, exércitos, imaginando nordestes, lestes, sudestes, Brasil, Brasis, Estados-Unidos, Desunidos, e assim, facil’mente, nos encontramos na crueldade, como no “desejo de afogar de Petruso”!

    Responder
  86. Bianca 08/11/2010 em 1:15 am

    O que me preocupa neste triste evento é esta explosão de xenofobia que veio a encadear. Sem jamais generalizar, não somente paulistas são preconceituosos. Há, acredito, em toda região este problema. Pois o preconceito não é exclusivo à determinada raça, cor, religião, sexo ou região. Sou gaúcha e sei que há aqui quem tenha preconceito contra o resto do país, bem como há em todo resto do país quem tenha preconceito conosco. Ou chamar os gaúchos de “veados” não seria uma forma de preconceito? Ou nosso sotaque não é tão ridicularizado por alguns como o dos nordestinos? Concordo com este belíssimo texto e lhe parabenizo, Raphael, por estas sabias palavras, concretadas em argumentos inteligentes, não em ofensas gratuitas como muito se tem visto desde tal episódio. Eu quero acreditar que nosso belo país seria mais belo ainda se não houvesse distinção entre nordestino, sulista, bahiano, paulista, gaúcho, capixaba, carioca e tantos outros. Somos todos brasileiros. Cada um é único e somos todos unidade deste país. Lá fora ninguém nos vê como nordestino ou sulista, só enxergam brasileiros e é assim que deveriamos nos ver também.
    Devolver na mesma moeda não é o certo. Ela se desculpou, se são desculpas sinceras ou não, cabe à ela se entender com sua consciência e com Deus. Fomos ensinados à perdoar. Posso não ser nordestina, logo alguns podem pensar que eu não deveria opinar por não entender a situação. Mas sei o que é sofrer o “preconceito regional” e se fosse comigo, perdoaria. Cabe, na base legal, à justiça punir Mayara da forma que achar mais adequada, dentro da lei. “Aqui se faz, aqui se paga” deixou de existir há muito tempo. Se foi o tempo do “olho por olho, dente por dente”, continuar nessa linha de ofensas apenas criaria um ciclo vicioso de bate-rebate.

    Abraços à todos irmãos BRASILEIROS, sem distinção de região.

    Responder
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  88. Raphael Douglas 08/11/2010 em 2:49 pm

    Texto maravilhoso.Você escreveu com clareza e intelectualidade palavras que nem sempre conseguimos expressar.Parabéns filho.Bom para refletirmos refletir sobre o preconceito

    Responder
  89. Julia 08/11/2010 em 6:57 pm

    Poderia ser um bom exemplo de nordestina – mais especificamente pernambucana – que viria aqui defender o nordeste e o nordetino, mas sou paulista, filha de paulistas que trocaram a vida em São Paulo por uma oportunidade em Recife e assim fui criada desde os dois anos nessa cidade que tenho como minha até hoje. Então sou uma paulista que hoje moro no Rio por questões profissonais, mas defendo o nordeste como se fosse realmente meu lugar de origem, que na verdade não deixa de ser.
    E de certo, se não fosse um lugar tão bom e com tantas oportunidades de progresso não teria sido o lugar escolhido por meus pais para criar seus dois filhos, em Recife tive acesso a boas escolas como o antigo CEFET-PE e a Universidade Federal de Pernambuco e graças a essas intituições de ensino hoje tenho um bom emprego, pena não ser no nordeste mas o que se pode fazer…nem tudo é perfetio, e quando me perguntam de onde sou hesito em me declarar paulista, sou nordestina mesmo!!!

    Responder
  90. Ana Karla - Misturação Misturão 09/11/2010 em 10:15 am

    E assim vou aprendendo mais e refletindo por uma visão de sabedoria e entendimento com um texto real e oportuno para que busquemos discernimento e reflexão antes de abrir a boca.
    Amo meu Nordeste.
    Parabéns Raphael.

    Responder
  91. wadson 09/11/2010 em 10:28 am

    Eu sou nordestino e nao moro na capital do meu estado, mas ao contrario do que pensam os ” Brasileiros da Região sul” esse quase outra pais que a muito tempo ja tentaram dividir devido um egoismo e racismo predominante, na minha cidade nao tem matos nas ruas e não somos todos indios e analfabetos que por sinal os indios da nossa região estão muito mais avançados do que se pensam onde conhecemos indios com formação superior que ainda vivem em suas audeias e antenados com o mundo por estarmos aqui tambem no seculo 21, Somos um povo com uma cultura lindissima.

    Responder
  92. tiago matos 09/11/2010 em 11:19 am

    é incrivel, como ainda existe pessoas desse tipo, pessoas que não conhecem o Brasil, eu só quero que me digam, qual é a região que mais cresceu nos ultimos anos?
    onde as empreas estão investindo mais? em qual região?
    será que realmente o nordeste é isso?

    Eu acho engraçado, é que os mesmos que criticam, quando podem vem direto aqui no nordeste, desfrutar de suas belezas, praias,etc…
    carnaval? onde tem um dos melhores carnavais do mundo?
    acho que quem critica, deveria pelo menos levantar a BUNDA da cadeira, e se TIVER CONDIÇÕES FINANCEIRAS, vir conhecer realmente o que é o nordeste!!
    Minha mãe diz que eu sou ´´carioca“, porque a exatos 26 anos atras, nasci em uma cidade chamada RIO DE JANEIRO, mais só na certidão de nascimento, porque eu sou de coração, e não tenho vergonha de dizer: VERDADEIRAMENTE NORDESTINO!! COM MUITO AMOR!! ´´ VISSE?´“
    E aos que criticam, aos que não se acham superiores:

    ´´AGUARDO VOCÊS PARA CONHECEREM O NORDESTE, A DESFRUTAR DE SUAS BELEZAS,SUAS PRAIAS, O CARNAVAL, AS NOITES NO RECIFE ANTIGO, A BELEZA DO ALTO DA SÉ(OLINDA), AO SÃO JOÃO DE CARUARU, AS BELEZAS DE GRAVATÁ, AS BOATES DO GRANDE RECIFE, E TAMBÉM, A CONHECER O PIB DO ESTADO PARA VER REALMENTE O QUE É CRESCIMENTO!!

    AGUARDO VOCÊS AQUI!!!!

    Tiago Matos

    Responder
  93. Vítor Jó 09/11/2010 em 11:30 am

    Mui bueno! Magnífico texto.

    Responder
  94. Hads 09/11/2010 em 12:09 pm

    Sou Paulista torcedor do Sport, e queria dizer que a alegação da menina foi erronea, mas se existe um pedido de desculpas acho que basta, o problema é que todo mundo quer sempre tirar proveito de qualquer situação, e nao se rende a um pedido de desculpas, as pessoas esquecem que errar é humano.
    Votei no Primeiro turno para Marina Silva pois acreditava que ela seria melhor candidata, como nao foi para o segundo turno votei no Serra que entre os 2 possiveis eleitos, EU no meu direito de voto achei que era melhor preparado até pela administração dele em sampa que foi aceitavel e por nao saber quem é Dilma, vi ela como uma pessoa despreparada que foi alavancada pelo presidente Lula, que foi um bom presidente e nao tudo isso como dizem.
    enfim, o direito de opiniao está nas urnas e a eleita foi dilma como todos sabem, mas eu nao critico os nordestinos em si, mas sim em todos que votaram na dilma, pois o voto foi mais por influencia do que por merito da canditada. Se fossemos pensar do ponto de vista politico Marina, Plinio e Zé Maria, sao os melhores canditados que existem, talvez com a reforma eleitoral, outros nomes que nao sejam PMDB, PSDB, PT tenham chances verdadeiras de chegar a presidencia, pq essas eleições foram uma piada do ponto de vista de propastas de governo.

    Responder
    • Raphael Douglas 09/11/2010 em 4:49 pm

      Hads. Estamos de acordo. O direito ao perdão é o mais nobre dentre todos. Me permita repetir um comentário que fiz a uns dias atrás:

      Acredito que ela não é o problema central. É apenas o indicador. Quem identifica ela como o problema está operando de maneira errada. Ela é Mayara e não o preconceito em si; fenômeno dificil de conter.
      Abraços.

      Responder
  95. Adam 09/11/2010 em 1:08 pm

    Poxa, acho que ela foi infeliz no seu comentário, mas acho q muita gente aqui comete preconceito no seu dia-a-dia e depois vem aqui meter banca de puritano e conservador.

    Além do mais, quanta vergonha um bando de marmanjos com muuuuito Poxa, acho que ela foi infeliz no seu comentário, mas acho muita gente aqui comete preconceito no seu dia-a-dia e depois vem aqui meter banca de puritano e conservador.

    Além do mais, quanta vergonha um bando de marmanjos com muuuuito tempo de sobra perseguindo uma moça que teve um raciocínio infeliz, se achando no direito de exigir algo dela através de ameaças.

    A maioria devia é ter vergonha na cara e dar o exemplo ao invés de se tornar o anti-exemplo falando palavras de baixo calão a moça.

    Capanha pela vida, cada um cuida da sua, pode ser?tempo de sobra perseguindo uma moça que teve um raciocínio infeliz, se achando no direito de exigir algo dela através de ameaças.

    A maioria devia é ter vergonha na cara e dar o exemplo ao invés de se tornar o anti-exemplo falando palavras de baixo calão e ameaçando a moça.

    Capanha pela vida, cada um cuida da sua, pode ser?

    Responder
    • Raphael Douglas 09/11/2010 em 4:59 pm

      Adam. Acho que ela não deve ser mais a questão. Talvez uma questão juridica sim, mas de mídia já chega. Se existe algo a discutir não é ela e sim as manifestações de intolerância que podem doravante serem cometidas por qualquer um. Eu e você podemos ser tanto ou mais preconceituosos do que qualquer um no Brasil. Apenas escondemos. Apenas mentimos. Chegou a hora de responder a pergunta: quem é o racista brasileiro? Que perfil tem?

      Responder
  96. Patrícia 10/11/2010 em 1:03 am

    Sou mulher, pernambucana, nordestina e brasileira… portanto, são 4 grandes motivos pra sentir o preconceito praticamente todos os dias na pele. Exagerada? Acho que não… darei pequenos exemplos corriqueiros que só me tiram a paciência dia após dia e ano após ano; será que um dia vão me dar trégua? Por ser mulher, já escutei várias vezes que pra ser mulher até que sei dirigir bem e até que jogo futebol bem… era pra eu ficar feliz?; por ser pernambucana, estou exausta de explicar que a capital de pernambuco nada tem a ver com Fortaleza e que de Recife pra lá são, no mínimo, 800 quilômetros; por ser nordestina, preciso estar o tempo todo na defensiva (uma vez que vim morar no estado de SP), ressaltar todas as qualidades da nossa região aos 4 ventos, provar por a + b que o nordeste é um lugar maravilhoso pra se viver e rebater todos os rótulos que nos dão aqui fora… o engraçado é que me identifiquei bastante com você Raphael, pois, voltando em um dos meus vôos Recife-Campinas, tão frequentes e melancólicos por deixar minha cidade e meu povo amado, tive que escutar uma menina, do interior do Paraná, cidade pequena que sequer consegui memorar o nome, fazendo sua primeira viagem de avião pra visitar o namorado em Olinda, dizer que eu não tenho “aparência” de pernambucana. Parece frequente. Isso me doeu, mas um pouco menos da dor que eu senti ao ver o caso Mayara. Ah, quase me esqueci, também tive que ouvir que Tirica só se elegeu por causa da quantidade de nordestino que mora em São Paulo… PASMEM!; continuando… por ser brasileira, ao morar no Canadá, foi-me pedido perdão por amigos Suíços que achavam que toda garota brasileira era de programa, bem como em uma viagem ao EUA já chegaram ao ponto de me perguntar se eu cheguei lá de barco… Só tenho uma coisa a dizer: É CANSATIVO. Atendo-me ao objeto “nordestina”, acho que só me faltou ser pobre e ter vindo de pau de arara, com todo respeito, apenas adicionando outra “classe” que também sofre bastante preconceito aqui no sudeste, infelizmente. Estou cansada, estou cansada principalmente das pessoas que tiveram acesso a informações, oportunidade de conhecimento, mas continuam a nos taxar como se fôssemos a escória do Brasil. Estou cansada de ver gente que nunca viajou para o nordeste criticá-lo. Estou cansada de ver pessoas criticando meu lugar, meu povo, meus irmãos de qualquer nacionalidade. Fico indignada quando vejo reportagens estrangeiras ofensivas ao Brasil… mas fiquei muito mais indignada em ver uma brasileira, alvo de preconceito por ser brasileira, que provavelmente também fica tão indignada quanto eu quando difamam nosso país, falar da forma como falou dos nordestinos – e sem conhecimento de causa, caso contrário, não falaria. Nossa, como essa menina me magoou, e foi profundo, me senti lesada, desrespeitada, indefesa, queria pegá-la pelo braço e levá-la pra conhecer nosso lugar, tenho certeza de que ela, como muitos outros amigos paulistas e paulistanos que fiz aqui, se não resolvesse morar no nordeste, no mínimo, teria uma outra visão da realidade. Tenho amigos de tudo que é cantinho do Brasil, da Coreia do Sul, México, Venezuela, Suíça, Turquia… conheço, graças a Deus, muitos lugares do Brasil, do sul ao nordeste e minha próxima vontade é ter a oportunidade de morar no Norte para apreciá-lo; também conheço vários países da America Latina (os meus preferidos), dentre outros, e só tenho a dizer que infelizmente o preconceito é latente, em todas as classes sociais, em toda humanidade… e se eu pudesse faria com que todos viajassem, conhecessem, se informassem, se encantassem, pois só assim saberiam a GRANDIOSIDADE que existe na DIFERENÇA. CHEGA DE DISCRIMINAÇÃO. CHEGA DE ESTERIÓTIPOS. CHEGA DE CULTUAR O ÓDIO. PAZ GALERA! Vamos ser felizes sem precisar diminuir ninguém… quanto a Mayara, apesar de saber e ver constantemente no meu dia-a-dia que ela não é a única, espero que ela mude de opinião, pague pelo que fez e cresça com tudo que aconteceu… apesar de tudo que senti esses dias, fiquei com insônia vários dias, tenho compaixão dela e não a desejo mal… se o caso dela servir para alertar as pessoas, pra mim é o suficiente. TENHO ORGULHO DE SER BRASILEIRA E, MAIS AINDA, DE SER NORDESTINA!

    Responder
    • Raphael Douglas 10/11/2010 em 4:46 pm

      És um caso clássico. Ontem, no debate da mtv uma nordestina me acusou de não ter orgulho de ser nordestino. Não tenho necessidade desse desejo ancião. Eu não tenho orgulho de ser nordestino, eu simplesmente SOU nordestino. E além disso, fundamentalmente, brasileiro. Pra que ostentar um orgulho que só desemboca em separação? Orgulho eu tenho de não agredir um semelhante ou um diferente. Quem está ha 40 anos fora do seu lugar de origem talvez ja nao tenha mais o mesmo élan desse tal orgulho que tanto faz apologia. Quando alguém vai ao ar nuam tv e fala de programas emergenciais pra nordestinos me incomodo. O que é isso? Década de 60? Mas na discussão ela desempenhou um papel muito importante. Era o personagem que eu precisava para evidenciar algumas diferenças específicas e fazer os não nordestinos notarem que há uma serie de nordestinos extremamente diferentes entre si e não um balaio de gatos indiscernível.

      Responder
      • Patrícia 10/11/2010 em 9:20 pm

        Ainda assim acho que devemos ter orgulho de ser nordestinos. Normalmente, temos orgulho do que amamos; temos orgulho do filho que nos dá alegria, das amizades que conquistam seus objetivos, e por que não da nossa origem? Tenho certeza que você tem orgulho de ser filósofo… e isso não significa “desembocar em separação”, tampouco discriminação com os que não são. Tenho orgulho do nordeste sim, principalmente pela força do povo que acostumado a ser esquecido pelo governo federal, sempre buscou a sobrevivência e hoje, com num pouco de oportunidade, graças a Lula sim, se tornou a potência que é. Tenho orgulho de tudo que AMO e ADMIRO. E que bom que é assim… não tenho necessidade de ter orgulho de ser nordestina, eu simplesmente TENHO E SEMPRE VOU TER. Grande abraço.

        Responder
    • Mluisa 12/01/2011 em 12:42 pm

      Ser orgulhosa(o) de ser Brasileiro é quando todos poder dormir de barriga cheia,de ter saúde e a escola!

      Responder
  97. Andrea 10/11/2010 em 10:48 am

    Parabéns pela participação do debate.Pena que em tão pouco tempo não se pode expressar as opiniões de todos.Como sempre suas palavras são de alto entendimento.Parabéns mais uma vez pelo seu texto.Parabéns pela sua simplicidade de abordar os fatos.O Brasil,o Nordeste, precisam de grandes pensadores e filósofos sábios como você.
    Sua fã e admiradora.
    Mainha.

    Responder
  98. karolyna mendes 10/11/2010 em 11:30 am

    geeeente,
    demorei a postar aqui, porque tive o cuidado de, por amostragem, ler as ideias de vcs. Entendo que a ideia principal de Rapha foi de levantar a questão do preconceito no campo da discussão. A atitude da moça, quem ela é,…, ou seja, a subjetividade não foi o objeto do discurso. A proposta é discutir o preconceito existente em cada um de nós. NÃO SEJAMOS HIPÓCRITAS. Vocês sabem qual preconceito está impregnado em suas entranhas que promove alguma discriminação. E cada um deve ponderar seus preconceitos e pensamentos para que suas atitudes não desrespeitem seus semelhantes, nem o meio em que vivem. Conforme a máxima jurídica “o meu direito termina onde começa o do outro”. Tenho pena da Mayara Petruso. Ela foi infeliz em suas colocações, agora pagará criminalmente por expor seus pensamentos sem um prévia análise das consequências. Deixemos a justiça cuidar disso. A nós, reles preconceituosos mortais só nos cabe parar de apedreja-la e começar a olhar no espelho o reflexo dos nossos pensamentos, para que não se transforme em atitudes tão repugnantes quanto o da moça em questão.
    E À VOCÊ QUERIDO RUBRO-NEGRO, DE CORAÇÃO PURO E SENSÍVEL, RAPAZ DO BEM ..AGORA, MAIS DO QUE NUNCA SINTO ORGULHO E ESTOU EFUSIVAMENTE ALEGRE EM VOCÊ FAZER PARTE DA NOSSA FAMÍLIA…UM GRANDE BEIJO!!!

    Responder
    • Raphael Douglas 10/11/2010 em 4:48 pm

      Eu realmente agradeço demais. Parece-nos evidente que o preconceito é realmente adquirido de maneira homeopatica. Todos nós, no fim das contas, exercemos ou sofremos algum tipo de discriminação. Pra quer não discutir a coisa com honestidade?

      Responder
  99. Tereza 10/11/2010 em 6:23 pm

    Sou nordestina,mas…
    Nunca votei no Lula,e muito menos na Dilma!
    - Não tenho orgulho de ver o povo do nordeste passar fome enquanto os políticos enriquecem com as verbas que deveriam desenvolver nossas cidades.
    - Não tenho orgulho quando associam a imagem do nordeste a carnaval,micaretas,e trios elétricos…
    - Não tenho orgulho de ver que muitos dos artistas nordestinos não defendem nosso povo,e até tentam esconder sua origem…
    – Nós queremos respeito,queremos melhores condições de vida,trabalho digno… Se assim fosse,com certeza, não precisaríamos ver o nosso povo sair aqui em busca de uma vida melhor,em busca de sonhos… E muitas vezes só encontrar preconceito e mais descaso!!

    Responder

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