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Vinte anos depois de Berlim, outros muros ainda nos envergonham

9–11–2009 --- Envie para um amigo

por Victor Barone

Terrível! Esta fronteira de pedra ergue-se… ofende
os que desejam ir para onde lhes aprouver
não para um túmulo de massa
um povo de pensadores.

Volker Braun, 1965

Hoje, 9 de novembro, precisamente às 23h, completa-se 20 anos que um dos maiores símbolos do totalitarismo veio abaixo como um castelo de cartas soprado por uma criança. O Muro de Berlim, conseqüência direta da ilusão de que o socialismo pode ser imposto de cima para baixo, durou 28 anos (do dia 13 de agosto de 1961 ao dia 9 de novembro de 1989), custou a vida de centenas de pessoas e condenou a uma divisão forçada quatro milhões de seres humanos que, até então, dividiam uma identidade. Na prática, uma cidade que até então funcionava como um único organismo urbano foi cortada ao meio com o bloqueio de 81 pontos de cruzamento e 193 ruas, separando famílias, amigos e casais, afastando trabalhadores dos seus empregos, estudantes de suas escolas.

O propósito do Muro – acabar com o êxodo dos alemães do lado oriental para o ocidental – foi justificado como uma medida adotada para acabar com o contrabando de divisas e a atividade dos espiões ocidentais. Na verdade, assim como hoje ocorre em Cuba, o regime totalitário obrigava todo um povo a viver sob sua leitura distorcida do socialismo, um socialismo que vivia (e anda vive na ilha de Fidel e Raul) sua grande controvérsia: construir uma sociedade igualitária em detrimento de todas as liberdades individuais.

Desde os primeiros momentos daquela manhã de agosto, a máquina de moer almas trabalhou incessantemente. Sua mais cruel engrenagem: a burocracia. Para atravessar a cidade, o cidadão era obrigado a passar por 18 operações de controle alfandegário, incluindo a revista das malas e bagagem, da carteira de dinheiro, do carro, além de se submeter a um estudo minucioso do passaporte – tudo isso sob a mira de policiais armados. A imensa maioria dos alemães orientais, no entanto, não reuniam credenciais suficientes nem mesmo para passar por esta maratona. Simplesmente foram condenados a viver isolados do mundo.

Vinte anos se passaram, dando um fim a esta insanidade. No entanto, estas mesmas cenas, nas quais a burocracia é usada como arma de domínio sobre todo um povo, onde direitos básicos – como o de ir e vir – se perdem no burburinho obtuso da intolerância, continuam ocorrendo neste momento, diante dos nossos olhos, sem que tomemos uma atitude concreta para detê-las.

Estas cenas acontecem agora mesmo, enquanto você lê este artigo, nas fronteiras da Cisjordânia, onde um muro tão vergonhoso quanto o que dividiu Berlim por quase três décadas condena palestinos ao ostracismo e judeus ao isolamento moral; continuam acontecendo na divisa entre os Estados Unidos e o México, onde um muro fronteiriço construído sob o argumento de impedir a entrada de imigrantes ilegais separa, na verdade, o primeiro e o terceiro mundos; continuam acontecendo em Cuba, onde um muro natural formado pelo oceano isola milhões da realidade. São muros ideológicos, como o Muro de Berlim.

Um muro no deserto
O Muro da Cisjordânia começou a ser construída em 2002, durante o governo do primeiro ministro israelense Ariel Sharon, com o objetivo de evitar que terroristas suicidas palestinos entrassem em Israel. Desde o início a iniciativa suscitou críticas da comunidade internacional, que o considerou como um símbolo de segregação.

Uma pequena parte do Muro (cerca 20%) coincide com a antiga Linha Verde e os 80% restantes situam-se em território palestino, onde adentra até 22 km em alguns lugares, para incluir as densamente povoadas colônias ilegais de Israel, tais como Ariel, Gush Etzion, Emmanuel, Karnei Shomron, Guiv’at Ze’ev, Oranit e Maale Adumim.

Palestinos em checkpoint montado por Israel na Cisjordânia

-- Palestinos em checkpoint montado por Israel na Cisjordânia --

O Tribunal Internacional de Justiça de Haia declarou o Muro ilegal em 2004. A ONU, por sua vez, classificou-o como uma tentativa – também ilegal – de anexar território palestino, violando o direito internacional a pretexto de razões de segurança. Ativistas de direitos humanos, incluindo organizações israelenses como a Machsom Watch (ou Checkpoint Watch), sustentam que a construção viola as fronteiras demarcadas pela ONU, com a apropriação indevida de territórios por Israel, e que os controles militares minam o desenvolvimento econômico do povo palestino, além de limitar a chegada de ajuda humanitária.

“Você tem este enorme muro sendo construído bem no meio da Cisjordânia, como alguém pode acreditar que haverá um estado palestino ali? É um símbolo da opressão”, afirma o rabino Michael Lerner, da Tikkun Community.

Desde que a área localizada entre o muro e a Linha Verde foi declarada restrita pelos militares israelenses para dar lugar ao labirinto criado pelo Muro, os palestinos que ali vivem ou que necessitam chegar às comunidades ali localizadas foram obrigados a portar vistos emitidos pelos israelenses.

Quinze comunidades palestinas reunindo cerca de 50 mil palestinos foram enclausuradas nestas áreas. Foram fisicamente separadas do resto da Cisjordânia e sua população obrigada a obter autorizações israelenses para continuar vivendo em suas casas e em suas terras.

Em 2006, um levantamento feito pela ONU analisou 57 comunidades palestinas impactadas pelo Muro e encontrou ali 94 cidadãos palestinos – a maioria mulheres e crianças – que nunca receberam o “visto”. Como resultado, estas pessoas vivem literalmente presas entre a Cisjordânia e Israel, apavoradas demais para arriscarem deixar o local e serem flagradas pelos soldados israelenses.

Os relatos que confirmam esta realidade recheada de violência e preconceito são vastos, alguns podem ser vistos no site da ONG israelense B’Tselem, que se dedica a documentar violações dos direitos humanos nos territórios ocupados. Em março, por exemplo, Halimeh ‘Abd Rabbo Muhammad a-Shawamreh, uma palestina de 56 anos, mãe de oito crianças e residente em uma fazenda em Deir al-’Asal al-Foqa, no distrito de Hebron, teve seu braço quebrado por um guarda do Muro, localizado a 50 metros da porta de sua casa:

Meu marido tem um defeito de nascença em sua perna esquerda e não pode trabalhar. Meu filho mais velho, Muhammad, 28, vive e trabalha em Ramallah. Meu filho Hussein, 22, foi ferido em 2004, enquanto estava pastoreando, por fragmentos de uma granada que o exército disparou durante um treinamento. Ele perdeu seu olho direito, e desde então vem sendo tratado no Sheikh Jarrach Hospital, em Jerusalém. Meu filho Fadi, 25, sofre de uma doença que ainda não foi diagnosticada. Ele vomita o tempo todo e não pode trabalhar. Nadi, 14, é epilética. Sou o esteio da família e faço o necessário para arranjar algum dinheiro.

Em 11 de março, às 22h, ela tentava capturar o burro que lhe serve de instrumento de trabalho e que havia se soltado e corrido rumo ao Muro quando foi abordada pela Polícia de Fronteira. “Dois policiais saltaram de uma Toyota verde. Um deles pegou o cabresto do burro e o outro tentou arrancar a corda de minhas mãos e disse que eu deveria deixá-lo ir e que se o quisesse de volta deveria ir a Beersheva e pagar 1,000 shekels. Eu disse a ele que não tinha dinheiro e precisava do animal para trabalhar. Então, o policial que segurava o burro agarrou meu braço esquerdo enquanto o outro me golpeou no ombro com o rifle quebrando meu braço”, relatou Halimeh, que acabou sendo algemada – a despeito da fratura – e agredida até que os guardas resolveram liberá-la (veja o relato completo). Tudo isso ocorreu em território palestino, praticamente no quintal de Halimeh. Os invasores eram os soldados israelenses.

Além do isolamento humano e econômico, o Muro viabilizou o controle israelense da quase totalidade do Aqüífero de Basin, um dos três maiores da Cisjordânia, que fornece 362 milhões de metros cúbicos de água por ano. O controle dos recursos hídricos na região é outra forma de domínio imposta pelos israelenses sobre os palestinos. Segundo Noam Chomsky, “o Muro já abarcou algumas das terras mais férteis do lado oriental. E, o que é crucial, estende o controle de Israel sobre recursos hídricos críticos, dos quais Israel e seus assentados podem apropriar-se como bem entenderem”.

Durante sua recente viagem à Terra Santa, em maio, o Papa Bento XVI visitou a Cisjordânia. Em discurso pronunciado em uma escola, disse que o Muro pode ser derrubado, desde que Israel e os palestinos derrubem os muros em torno dos seus corações:

Embora muros possam ser construídos facilmente, todos sabemos que eles não duram para sempre. Eles podem ser derrubados. Primeiro, porém, é necessário remover os muros que construímos em torno dos nossos corações. Meu desejo mais sincero a vocês, o povo palestino, é que isso aconteça em breve. Dos dois lados do muro, é preciso grande coragem para que o medo e a desconfiança possam ser superados e para que seja possível resistir ao desejo de retaliar por perdas e feridas.

Para ir de Jerusalém a Belém, um trajeto de poucos quilômetros, o comboio do papa precisou atravessar portões de aço no meio da seqüência de muros de concreto, bloqueios (checkpoinsts) e torres de vigilância. Apenas uma rápida mostra do que os palestinos vivem diariamente.

Em 23 de fevereiro de 2004, Chomsky escreveu um artigo para o New York Times resumindo em poucas palavras as verdadeiras intenções por detrás do Muro da Cisjordânia:

Poucos questionariam o direito israelense de proteger seus cidadãos contra ataques terroristas ou mesmo de erguer um muro de segurança, se esse fosse um meio apropriado. Também é claro onde tal muro seria erguido se a segurança constituísse a preocupação orientadora: dentro de Israel, no interior da fronteira internacionalmente reconhecida, a Linha Verde estabelecida depois da guerra de 1948-49. O muro poderia então ser tão proibitivo quanto as autoridade quisessem: patrulhado pelo exército nos dois lados, pesadamente minado, impenetrável. Um tal muro maximizaria a segurança – e não haveria protesto internacional ou violação das leis internacionais.

Outro deserto, outro muro
Cerca de 5,6 mil pessoas já morreram tentando cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos desde que o presidente Bill Clinton impulsionou o programa de segurança na fronteira em 1994. Cerca de 500 mortes ocorreram este ano, apesar das promessas de Barack Obama em estimular reformas na imigração. No entanto, estes são números estimados. Muita gente simplesmente desaparece no deserto. Morrem de sede, perdidos, são assassinados pelos “coiotes” ou por fazendeiros estadunidenses que tomam para si o patrulhamento da região.

O muro EUA-México

-- O muro EUA-México --

Nos primeiros cinco meses deste ano, 160 mexicanos morreram tentando a travessia, em conflitos com fazendeiros, de sede ou desnutrição ao cruzar zonas desérticas, ou afogados ao tentar cruzar o Rio Grande, que separa o Texas do México. Na falta de guardas de fronteira e irritados com os imigrantes ilegais, fazendeiros da região assumiram o policiamento. Neste ano três mexicanos que tentavam entrar no país pelo Arizona foram mortos por patrulhas civis e outros sete ficaram feridos.

O muro fronteiriço Estados Unidos–México, hoje com cerca de 965 km, inclui barreiras de contenção, iluminação de alta intensidade, detectores antipessoais de movimento, sensores eletrônicos e equipamentos de visão noturna, bem como vigilância permanente com veículos e helicópteros. Além de separar geograficamente a fronteira San Diego-Tijuana, o Muro é ideológico, impede a integração dos “subdesenvolvidos” com os “desenvolvidos”.

Recentemente, a secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmou que o Muro “não resolve o problema” do fluxo ilegal de pessoas, drogas e armas entre os dois países. Em 94, ao comentar a decisão de Clinton, o presidente mexicano, Felipe Calderón, já antecipava esta conclusão. “O muro não vai resolver nenhum problema. A humanidade cometeu um tremendo erro ao construir o muro de Berlim, e creio que hoje em dia os Estados Unidos estão cometendo um grave erro ao construir esta barreira na nossa fronteira comum”.

Um muro de água
Enquanto escrevo estas linhas na quente noite de sexta-feira, 6 de novembro, acontece em São Paulo o debate “Liberdade de Expressão em Cuba”. Presentes, o senador Eduardo Suplicy, o jornalista Eugênio Bucci e o historiador e professor Jaime Pinsky (mediador). A terceira convidada, no entanto, foi impedida de participar do encontro. Trata-se de Yoani Sánchez, autora do livro De Cuba, com carinho, publicado pela editora Contexto, e de um dos blogs mais lidos do mundo, o Generación Y.

Yoani foi convidada a vir ao Brasil para o lançamento de sua obra, mas foi impedida de deixar o país pelas autoridades cubanas. Esbarrou, mais uma vez, nas muralhas ideológicas que mantém Cuba nas trevas. Não é a primeira vez que isso ocorre. A blogueira já teve negados diversos pedidos para sair de Cuba para receber prêmios e participar de palestras.

Essa inclinação infantil à traquinagem me permitiu suportar as negativas da viagem, o círculo radiativo em que tentam me envolver, os insultos, as campanhas de difamação, o controle da polícia política e até a neurose de possíveis microfones na minha casa. Tenho tratado de celebrar inclusive o que me tiraram, como a possibilidade de viajar, assistir as cerimônias de diversos prêmios, acessar Geração Y das redes cubanas, contatar com muitos amigos, entrar em eventos culturais no meu próprio país e presenciar o lançamento dos meus livros.

Precisamente hoje estou ébria de satisfação porque uma compilação dos meus textos, intitulada “De Cuba, com carinho”, será apresentada esta tarde no Brasil. Atenta às três horas de diferença que me separam do Rio de Janeiro, vou festejar às cinco da tarde a bela edição dos meus posts em português. Meus dentes serão vistos a vários metros de distância, não só porque os tenho grandes e separados, senão pela gargalhada permanente que levarei pendurada na cara. Uma risada corrosiva não compreendida pelos rostos carrancudos dos que me impediram de chegar até lá; apunhalada do regozijo que corta e atravessa os que não sabem lidar com a inesperada alegria do cativo.

O trecho acima é de um post publicado no Generacion Y em 29 de outubro, dia em que De Cuba, com carinho foi lançado no Rio de Janeiro. Me faz crer que nenhum tipo de muro, seja ele físico ou psicológico, pode conter o espírito humano ou restringir totalmente o nosso impulso pela liberdade de pensar, questionar e ser.

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22 comentários:

  1. Daniel (9–11–2009 1:14 pm)

    E o que dizer do muro “ecológico” do Rio de Janeiro?

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  2. Anderson (9–11–2009 2:05 pm)

    Otimo comentário
    Parabéns

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  3. Victor Barone (9–11–2009 4:16 pm)

    Daniel, Acho o muro do RJ diferente. Uma coisa é você cercar uma comunidade para que ela não avance irregularmente sobre uma área de preservação ambiental, outra coisa é murar a entrada e a saída desta comunidade impedindo a livre circulação das pessoas. Isso nunca ocorreu no RJ.

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  4. Lucenildo Marques Corrêa (9–11–2009 6:50 pm)

    A queda do muro, foi uma conquista do mundo na verdade, uma conquista da democracia plena, ai eu pergunto porque as escolas não falam no acontecimento do dia 9 de novembro, com trabalho de pesquisas para saber a opinião de cada um aluno, ou isto não é cultura geral na cabeça dos nossos educadores ou eles sam pagos para desiducar na verdade ou não deixar eles ficarem conhecedor das vergonhas de certos regimes.

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  5. joao pedro v. da s. filho (9–11–2009 7:03 pm)

    parabens para russia pela contruçao do muro, os alemaes tinham que pagar pelas atrocidades feitas a humanidade, morreram 136 tentando fugir e ningem fala quantos os alemaes elimanaram sem pena mulheres crianças e por ai vai a fora, os novos nao tem cullpa mas os mais mais velhos apoiaram e muito, a ideia era eliminar todas as outras raças, se eles vencesse a europa viriam para eliminar os brasileirinhos tambem , voces certamente nao estariam lendo minha opiniao. Nao deixe de ler O LIVRO TERBLIKA.

    Quanto aos demais muros nunca deixaram de existir, começando pelo muro da minha casa, eu gostaria que nao fosse necessario ter muro. Mas…

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  6. Rachel (9–11–2009 7:06 pm)

    Muitos muros no nosso país nem todos visíveis. O muro do transporte publico que separa as pessoas mais pobres das mais ricas (tente sair da baixada fluminense ou suburbio do Rio e ir até a zona sul?). O muro da qualidade de vida (aquele que separa as casas dos mais pobres do saneamento básico). E finalmente o pior muro de todos, o da segurança pública, que é aquele que fecha as pessoas de bem dentro de suas casas e deixa livres os bandidos.

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  7. Henrique Miranda (9–11–2009 9:03 pm)

    que essa manifestação mundial de exaltação da queda do comunismo (Queda do Muro de Berlin), sirva de exemplo para muitos governantes latino-americanos, como Hugo Chávez, Evo Morales, Lula, e cia…e como disse o amigo acima, Lucenildo, deveria ser matéria obrigatória nas nossas escolas e univesidades, mas por aqui tem muita gente que odeia esse assunto, gente idolatra Cuba, Fidel,

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  8. Lilia (9–11–2009 9:07 pm)

    parabens para Russia e um poco demais nao acha??? todos sofreram com essa guerra, estive em Berlin assim como em outros lugares da Alemanha e vi em museus aquilo que a historia conta, o povo alemao sofreu tanto como as outras pessoas, ser dividido por anos a fio sem poder ver alguem da sua familia. Acho que essa nao e a justica certa, o golpe de estado nao foi dado pelo povo e sim por Ritler e seus comparcas o povo alemao nao tem culpa das barbaries cometidas na guerras suas criancas estavam morrendo com fome e frio enquanto tudo acontecia ,quanto aos muros atuais? acho que a responsabilidade e de todos nos! enquanto alimentarmos essa ideia de individualismo vamos ter varios muros.

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  9. marcelo (9–11–2009 10:11 pm)

    O Muro construido por Israel têm a finalidade de salvar vidas.Foi devido ao muro que os atentados terroristas que matavam civis inocentes Israelenses explodindo ônibus e Shoping centers todos os meses acabaram

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  10. Henrique Miranda (9–11–2009 10:14 pm)

    O Prêmio Nobel da Paz deveria ter sido dado para a cubana YOANE SHÁNCEZ, forçar a saída dela de Cuba para receber o prêmio, é preciso mostrar ao mundo e, principalmente, aqui para o Brasil, o absurdo que é esse país, que tantos idolatram…

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  11. Diego (9–11–2009 10:27 pm)

    Acho engraçado, pq nunca aparecem os depoimentos dos cubanos que apoiam numa forma socio espacial de organização da humanidade que não se volta contra ela propria…

    Realmente, reprimir a mídia NUNCA gera bons frutos para os repressores… Os motivos reais nunca aparecem…

    Bem que a China faz. Socialismo de mercado, pra desmontar o imperialismo.

    Será que o fmi ainda vai impor medidas “comunistas” aos paisem em via de desenvolvimento, como fez a respeito do neo-liberalismo?

    Boas perspectivas futuras…

    Leiam Milton Santos e Rogerio Haesbaert.

    PS.: Colocar os problemas atrás de um muros nunca os resolveu

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  12. Daniel (9–11–2009 11:10 pm)

    Marcelo, você parece saber das coisas. Tem alguma ideia de por que o muro de Israel não é construído em suas próprias fronteiras?

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  13. Adriana Godoy (11–11–2009 10:37 am)

    Um artigo excelente! Já tinha lido no blog do Barone e reli aqui. Porreta!

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  14. Enoisa (11–11–2009 3:17 pm)

    Fiquei perplexa com a compreensão do autor do texto (nos comentários) sobre o muro no Rio de Janeiro. Até entendi melhor o seu texto que considerei um escrito à moda Globo! Abraços, Daniel!!

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  15. Gaius Baltar (12–11–2009 4:23 pm)

    Victor,
    Parabéns pelo excelente post!
    Faltou só mencionar o Muro da Ignorância, esse sim parece ser inexpugnável…

    Abs

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  16. Victor Barone (12–11–2009 5:53 pm)

    A brutalidade do totalitarismo cubano, que alguns ignóbes (de esquerda e de direita) teimam em classificar de socialismo, mostrou sua face mais uma vez. A vítima, a blogueira Yoni Sánchez, foi sequestrada, covardemente agredida e intimidada durante um protesto pela paz. É o muro.. que insiste… Veja mais aqui – http://escrevinhamentos.blogspot.com/2009/11/yoani-sanchez-e-sequestrada-e-agredida.html

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  17. arlete barbosa guimarães (18–12–2009 9:43 am)

    Muros!?
    O maior muro é aquele invisivel mas que é construído nas mentes: aquele que separa as classes e que segrega os excluidos sociais.
    Enquanto uma criança, altas horas da noite, vende chicletes para poder comer, os bares e restaurantes estão repletos de pessoas bebendo e comendo.Esse é o muro.Que separa essa criança desse mundo.
    E muros de tijolo não são dificeis de derrubar, mas o muro da desigualdade social, como derrubá-lo?
    Pelo menos na Alemanha Oriental, dividida não apenas pelos soviéticos mas pelos aliados que concordaram com a construção do mesmo, não havia miséria e exclusão social.

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  18. Cleuza Spengler (19–12–2009 7:39 am)

    Arlete Barbosa, e a todos q compartilham com o espirito de solidariedade humana.
    Eu concordo com vc em cem por cento que o muro das diferenças sociais, que separa os seres humanhos e um grande muro. Mas tambem sabemos que as diferenças sociais; Quando nao sao de origem criminal, sao caminhos que o ser humano deve perecorrer para seu crescimento espiritual, como sabemos tambem que devem ser respeitado e tido como exemplo aqueles que lutam com seu trabalho honesto, tanto fisico, como mental e o crescimento espiritual e que merecem seu bem estar. Veja ainda que se nao é deixando o muro de tijolos, que deixa parte de poupulaçao e por sinal um grande parte sofrendo e sofrendo agressao fisica e moral, nao e deixando este muro de tijolo, que vamos derrubar o muro das diferenças, o de tijolo podem mesmo ser derrubado mas ali esta tao forte a diferença social que ate ja tem um muro fisico!! Quero deixar aqui a minha sugestao, todos nos seres humanos temos que trabalhar para florescer onde Deus nos semeou, e meditar, decidir o que podemos fazer para o fim da violencia humana, e o fim da vilencia humana começa no nosso dia a dia, em nossas palavras, em nossa solidadriedade de verdade, em nossas mensagens, que devem nascer atraves de meditaçoes. Pare pense, veja o que voce tem de tao rico dentro de voce que possa contribuir para o fim da violencia humana e o fim da violencia tem que acontecer sem violencia e sem injustiças, ou seja com a participaçao de todos no crescimento espiritual. Que N. S. Jesus Cristo, alivia neste momento o sofrimento de quem sofre a violencia humana. seja fisico ou moral, e dê forças á todos para o crescimento espiritual. Desejo com fé, que todos que lerem este comentario, aumente um gaozinho de mostarda na sua fé pela fim da violencia humana. Amem!

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    arlete barbosa guimarães:

    Jesus de Nazareth foi um revolucionário; lutou contra todo tipo de muro!!Invisíveis ou visíveis!Mas , infelizmente, a própria igreja que foi construída a partir de seus ensinamentos,entretanto, interpretando-os de maneiras incorretas, é autora de um dos piores muros:a Inquisição!!

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  19. Cleuza Spengler (20–12–2009 6:29 pm)

    Bem Arlete Barbosa, eu nao pude entender beml seu comentario, eu desejei que o cristo perdoasse quem esta sofrendo com qualquer tipo de muros, e que aliviasse a suas dores, e ainda que todos seres humanos possa cada vez mais crescer sua Fé em Cristo ou seja no Criador do Universo, para que tenhamos luzes que nos auxlia e auxilia nos de modo que podemos ajudar a todos os que sofrem de violencia human.
    Quero dize que nao estou afirmando qual os seguidores de uma ou de outra ingreja sao corretos ou nao!, Na minha opiniao corretos diante da religiao sao aqueles que segue se aperfeiçoando a cada isntante da vida, e para isso nao importa que sala de aula esteja. Importa a todos na minha opiniao, que aumente a Fé no Criador do Universo que Tenha paz e possam transmitir Paz, se nao for em uma igreja que seja em sua propria casa, em baixo de uma arvore na beira de um rio, debaixo de uma ponte. ou perdido no meio do deserto, sabemos que la tambem com Fé se encotra agua!
    Que a paz esteja com voce tambem e que voce possa fazer a sua proxima mensagem nos transmitido muta paz. depois de meditar o que voce pode fazer para contribuir com o fim da violencia e o que voce pode fazer para levar a Paz para alguem!

    [Responder]

    arlete barbosa guimarães:

    A violência que vemos acontecer no dia a dia, a urbana, é consequência da desigualdade, da injustiça social. que geram a violência maior, ou seja, a exclusão social, a total falta de recursos, a fartura de poucos em meio à miséria de milhares.A menina vendendo chicletes na madrugada em um restaurante onde a classe média farta-se em iguarias. Isso é o que eu entendo como violência.E para combatê-la, precisamos de líderes capazes, de pensamentos justos, precisamos nao apenas orar, mas, principalmente, lutar.
    Jesus de Nazareth repartiu o pão e opeixe, mas ninguém entendeu seu recado e então…no que se tornou a igreja católica? Em um reduto de dogmas,regras,discriminação,preconceito e sobrtudo, muito luxo em Roma .O Vaticano não era o sonho de Jesus de Nazareth, disso eu tenhoo certeza.

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  20. Os 30 posts mais lidos de 2009 (11–01–2010 12:06 am)

    [...] novela de Luiz Biajoni] 9- Como você provocou a crise 10- Os demônios da Igreja Universal 11- Vinte anos depois de Berlim, outros muros ainda nos envergonham 12- “Porra!” [sobre comédia stand-up] 13- A origem das espécies e o fim do mundo [...]





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