Shimon Peres é Shimon Peres. Ahmadinejad é Ahmadinejad
por Daniel Lopes – Shimon Peres, presidente de Israel, está no Brasil para uma visita de cinco dias. Na montanha de referências a seu nome que saiu nos sites de jornais nas últimas horas, não notei nenhum tom crítico. Peres já discursou no Senado, já ganhou título de Cidadão Honorário de Brasília, já criticou o Irã e logo vai com seu teatro para Rio e São Paulo. Onde estão os jornalistas e comentaristas brasileiros amigos da paz mundial, que ainda há pouco babavam contra o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o Demônio, e sua adiada visita ao Brasil? Algo me diz que nos próximos dias o presidente israelense será tratado com tapete vermelho nas páginas de jornais, revistas e nos noticiários da tevê. Prevejo que será como se o príncipe de Mônaco circulasse pelo território nacional. Me permito listar alguns fatos que, suspeito, não serão destaque na mídia pacifista brasileira.
Em um livro de memórias, Shimon Peres admitiu sem muito peso na consciência que Israel desviou dinheiro doado por judeus de todo o mundo, com propósitos humanitários, para o programa nuclear clandestino do país, nos anos 1950-60. Aliás, Peres é conhecido como o homem que intrduziu o armamento nuclear no Oriente Médio, ainda que não tenha sido por isso que levou pra casa o Nobel da paz.

-- Ahmadinejad e Peres segundo o roteiro --
Em maio de 2002, Peres, então ministro do exterior, foi aos EUA fazer lobby pela invasão do Iraque. Em entrevista à CNN, disse que “Saddam Hussein é tão perigoso quanto bin Laden”, e que os Estados Unidos não deveriam esperar sentados até que ele pusesse seu arsenal nuclear para trabalhar. Era mais do que chegada a hora de derrubar o ditador barbudo.* Em setembro do mesmo ano, impaciente com os despreparados inspetores da ONU que não descobriam logo os mais que evidentes planos de Saddam para conquistar o mundo, Peres disse que, de qualquer forma, “A campanha contra Saddam Hussein é necessária. Inspeções e inspetores são bons para pessoas decentes, mas pessoas desonestas facilmente enganam as inspeções e os inspetores.” Em Fevereiro de 2003, irritou-se com a oposição francesa à guerra, e questionou a conveniência do país europeu fazer parte do Conselho de Segurança da ONU como membro permanente.**
No discurso ao senado brasileiro, Shimon Peres criticou a futura visita do presidente iraniano Ahmadinejad. Disse que não tem nada contra o povo iraniano, que suas desavenças são com o atual líder. Será? Em 1993, tão logo Clinton subiu ao poder nos EUA, Peres, então primeiro-ministro, e outros líderes de Israel começaram uma campanha para denegrir o Irã. Temiam que uma aproximação entre Washington e Teerã acabasse por deixar Israel como um parceiro não tão preferencial dos EUA, agora que a Guerra Fria acabara. Então, o que propagar? Que o Irã não passa de um Estado que gesta, exporta e patrocina terroristas, claro. Que o Irã, em suma, “é um perigo mundial”, para usar a frase original que o excelentíssimo presidente soltou no Senado.
Em 1993, o presidente iraniano era Ali Rafsanjani, um moderado, inimigo do radicalismo da “República Islmâmica” e oponente do atual presidente Ahmadinejad, para quem perdeu as eleições em 2005. Não fez diferença para Israel que Rafsanjani fosse presidente em 1993, assim como não fez quando outro moderado, Mohammad Khatami, ocupou o cargo de 1997 a 2005.
Aliás, em 2003, mal Saddam fora defenestrado do poder, Shimon Peres começou a advogar outro ataque, agora contra o Irã – sim, o Irã de Khatami, não o de Ahmadinejad. Enquanto o embaixador israelense em Washington espalhava que a queda de Saddam “não era o bastante”, Peres publicou artigo no Wall Street Journal, em junho, intitulado “We must unite to prevent an Ayatollah Nuke“. Dada a precisão da análise anterior de Peres, sobre o perigo representado por Saddam, esse artigo no WSJ só pode ser mais uma prova de que se trata realmente de um homem determinado a lutar pela paz, sempre e com todas as armas ao alcance.
Por último, tendo que encarar as duras e conhecidas verdades do recente Relatório Goldstone da ONU (sobre o mais recente show de massacre de civis palestinos por Israel, conhecido como Guerra de Gaza), Shimon Peres o classificou de “uma paródia da história” — isto é, da “história” adequada a Peres/Israel.

-- Estudantes de Oxford recepcionam Shimon Peres em novembro de 2008 --
Mas não espere ler muito sobre isso nas reportagens, editoriais e colunas da imprensa brasileira. Se você quiser ver sangue de verdade, terá que esperar o próximo dia 23, quando Ahmadinejad, a besta em pessoa, pisa em solo brasileiro. Isto é, se as forças da paz não o alcançarem antes.
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* Essa e outras informações do post estão no imperdível The Israel lobby and US foreign policy.
** “Peres questions France permanent status on security council” – Ha’aretz, 20 de fevereiro de 2003.
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![- No domingo, manifestantes tomaram a Paulista em protesto contra a ação da PM em Pinheirinho [foto: Pádua Fernandes] -](http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/protesto-pinheirinho.jpg)








A Cisjordânia não é uma “cumunidade autônoma” de Israel. É um território ocupado? Sim, é. Por que será? Pergunte-se ao governo jordaniano, que anexou aquela região em 1948, e que nunca se preocupou em ajudar na criação de um Estado palestino independente ali, assim como o Egito também não se preocupou com Gaza. Pelo contrário, eles até reprimiam os planos palestinos de ter um país livre. Israel voltou à Cisjordânia e a Gaza em 1967, ao derrotar os exércitos árabes em mais uma guerra para não ser aniquilado, e saiu de Gaza em 2005. Na época, analistas políticos prestigiados de todos os grandes jornais europeus e americanos julgavam isso uma estratégia israelense, uma manobra para ver no que ia dar em Gaza, e de fato eles tinham razão: viu-se que os palestinos foram às urnas e escolheram o Hamas, pois este os ajudava em meio ao caos. Assim, Gaza virou uma verdadeira republiqueta islâmica, um Hamastão. O que o Hamas fez além de assassinar homossexuais, condenar as mulheres que sob o Fatah trabalhavam de rosto descoberto a ficarem em casa, incentivar ataques à representação da união Européia por causa das charges de Maomé publicadas pelo Jiilands Posten e jogar katyushas bo sul de Israel? Nada.
Não interessa. Pelas leis internacionais, Israel tem que sair da Cisjordânia, para a sua fronteira reconhecida internacionalmente, mesmo que os palestinos escolham Ahmadinejad para presidente. Os israelenses não elegem repetidamente criminosos de guerra? Apenas a eleição de Ariel Sharon, o Carniceiro do Líbano, já mereceria um ataque preventivo do governo libanês. Um país que elegeu Ariel Sharon para presidente, calado é poeta, como diria o craque Romário.
Não sai da Cisjordânia porque quer anexar grande parte dela. Não constrói seu muro dentro de suas fronteiras porque a questão não é apenas segurança. Estado bandido, por qualquer critério internacional.
PS: Seguindo vossa orientação, estou fazendo chegar uma missiva à embaixada jordaniana, perguntando quando é que vai acabar a ocupação da Cisjordânia… Suspeito que vão pôr um “forward” pra outra embaixada, mas veremos.
A “Cisjordania” eh originalmente territorio israelense e ponto final.
Em primeiro lugar, para os pops, a Jordânia ocupou a Palestina entre 1948 e 1968, não ocupa mais, não sei como foram entender isso…
Em segundo lugar , é uma falácia falar que Israel teria sido responsável por Sabra e Shatila… o carniceiro do Libano foi, não Sharon, mas sim os próprios líderes libaneses, cristãos, que perpetuatram o massacre de Sabra e Chatila. Ariel Sharon apenas era o chefe da ocupação militar israelense, quem perpetuou a matança foram milícias cristãs libanesas. Todo mundo está cansado de saber disso. Além do mais, a repercussão do caso, na época, fez com que ele fosse demitido do Ministério da Defesa, pois ainda que a responsabilidade não tenha sido diretamente dos israelenses, Sharon talvez pudesse ter evitado o episódio, coisa que não agradou aos israelenses. Nas eleições que ele venceu, ele negou terminantemente qualquer participação, e lamentou o ocorrido. Não seria eleito caso fosse culpado, meu amigo.
Vejo tanto ódio aqui contra este país, que começo a me decepcionar com este texto. É uma atitude puramente gratuita. O ódio às vezes é como o amor, uma paixão que cega a alma. Todos os raciocínios, mesmo que porventura acertem, têm como alvo apenas gerar mais aversão. Não é uma coisa sadia. Me dá enjoo.
Com essa sua visão sobre o Carniceiro do Líbano, I rest my case. Feliz 2010.
Abaixo, da onde extraí a informação:
http://community.seattletimes.nwsource.com/archive/?date=19980703&slug=2759279
Eu tinha mais fontes (inclusive em português) sobre esta noticia, inclusive do G1, porém elas misteriosamente sumiram, não consigo mais encontrar na internet. Ali é contada a história de um ucraniano que teve que fazer exames de DNA para comprovar sua descendência de judeus para poder legalizar-se em Israel. Não é questão de censo, nem questão sanitária (como a centena de exemplos que aqui foram citados mas que não se enquadram no que estamos discutindo). Bom, está aí, foi nisso que eu usei para argumentar. Se vocês conseguirem me mostrar que esta notícia, publicada em um jornal, é uma mentira, cabe a mim aceitar a verdade.
Agora, me defendendo: Lamentável ver pessoas por aqui que se dizem apoiadores da liberdade, da igualdade, da paz, etc, mas que mesmo assim me atacam. Aqui estamos expondo nossos pontos de vista, por mais controversos que sejam. Eu não reconheço a existência de Israel, assim como vocês dizem que Israel e os estadunidenses são defensores da liberdade.
Não concordo com o que dizem em nada, mas nem por causa disso eu os chamo de loucos ou ignorantes. É muito fácil xingar uma pessoa de ignorante e até de criminosa quando esta não concorda com a existência de Israel, visto que legalmente só é condenado quem ofende os “eternos coitadinhos da história”. Sempre notei que, quando alguém “toca na ferida”, eles (vocês sabem de quem estou falando) gritam, estapafurdiam, ridicularizam…é bem típico!
Mas…enfim…Brigamos, discutimos, discordamos, e o indulto vai continuar em 2010. Em um breve futuro, assim como Hussein, Mussolini e Milosevic, Ahmadinejad, Kim Jong Il e Chavez serão enforcados, humilhados, e pagarão caro pelas atrocidades que cometeram. É justo, são genocidas. Mas Sharon, Peres, Bush, Blair e outros que ficaram para trás (Truman e Nixon) vão continuar por aí. Isso é justo?
Querido Eduardo, vc falar e REPETIR q devem ser feitos exames de DNA para entrada de judeus em Israel nao eh exibir seu ponto de vista (pois isso nao eh opiniao, isso e afirmar um caso q vc desconhece). Quero por favor q me explique como vc poderia fazer um exame de DNA para provar q vc eh cristao ou ateu ou sei la qual religiao vc segue… por favor, gostaria muito de saber (ate pq sou da area de saude e isso nao existe!) – ainda aguardo a tal reportagem do ucraniano “q como por magica sumiu” – engracado … UM ucraniano frente 16 mil imigrantes q chegaram em Israel SO em 2009!!! EU SOU UMA IMIGRANTE EM ISRAEL, pq nao acreditar em mim? Nunca vi nem ouvi isso aqui nem de nenhum outro imigrante de nenhum outro pais ou crenca!
Para q continuar espalhando falsas afirmacoes?
Não se trata de reconhecer ou não a existência de um estado soberano. A Onu já reconheceu-o, há mais nações com embaixadas em Tel Aviv que em muitas outras cidades do mundo, e Israel faz parte de organismos e organisações internacionalmente atuantes, bem como tem já uma sociedade e uma vida comunitário, tanto rural como urbana, sólida e estabelecida. Não se trata de reconhecê-lo ou não, e sim (no caso de um indivíduo, saliente-se, não de nações), trata-se de aceitá-lo ou não, apenas isto. Aqueles que não o aceitam estão em que planeta? Acordem, please!
Oh, sim, agora vem aqui “certaines personnes ” a dizer que os dirigentes israelenses são como Milošević… Mandem para Haia a todos eles, então… Quero ver os argumentos que apresentarão ao Tribunal Penal Internacional. As falácias, os anti-semitismos bobos, os provincianismos ideológicos, a visão estreita sobre geopolítica. Sugiro que apresentem uma petição aos juízes do TPI, imediatamente. Depois voltamos a conversar, ok?
Q tal ai vcs brasileiros moradores do Brasil, se preocuparem para mandar pra cadeia ou ate execucao sumaria os genocidas q acabam ai com o povo brasileiro, no meio da rua, a queima-roupa, em pela luz do dia nas mais diversas cidades brasileiras? Olhem pro seu umbigo antes de meter o nariz onde nao fazem IDEIA do q REALMENTE acontece em outras partes do mundo…
PAZ.
ISSO AQUI NAO SAI NOS JORNAIS BRASILEIROS:
“Dois grupos militantes palestinos assumiram na sexta-feira passada a responsabilidade pelo ataque a tiros realizado na quinta à noite que matou um israelense, disse um comunicado conjunto divulgado pelas organizações Jihad Islâmica e as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa , um desdobramento do movimento Fatah.
O exército de Israel informou que Meir Avshalom Hai, de 40 anos de idade e pai de sete filhos, morreu quando seu carro foi atacado por disparos em Naplusa, um território ocupado. Os tiros vieram de um outro carro e foram o resultado de uma emboscada, informou o exército. Meir Avshalom Hai é a primeira vítima fatal israelense de um ataque extremista palestino na Cisjordânia desde abril.”
Saiu sim, Sr. Vítima da Humanidade: no Globo (http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/12/25/grupos-palestinos-assumem-autoria-de-ataque-que-matou-israelense-915359710.asp), no Terra (http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI4176553-EI188,00-Armas+de+milicianos+abatidos+em+Nablus+mataram+colono+judeu+diz+Israel.html) e parei de pesquisar.
Quanto aos exames de DNA: é claro que quando se faz um exame desses não vai estar escrito lá nas células da pessoa JUDEU ou CRISTÃO. Mas através do exame são observados traços comuns entre judeus (alelos, genes dominantes e recessivos, lembram da lei de Mendell?), visto que muito além de ser uma religião, o povo judeu (pelo fato de haver pouca miscigenação) preserva características semelhantes. E minha senhora: este link que te enviei foi terrivelmente difícil de encontrá-lo, pois fiquei curioso uma vez que li a noticia no site G1.globo.com e não mais encontrei o artigo lá. Mas tudo bem, se você mora em Israel e tá falando que não existe isso, vou acreditar em você e desconsiderar o que o jornal estadunidense divulgou (sem ironias nem ressentimentos).
Se mandássemos toda essa corja para Haia, não teria efeito algum, visto que eles são os vencedores da guerra e por direito próprio, são donos da verdade. E quem neste mundo ousaria desafiar a inquisição sionista em que vivemos? Nem eu o faria.
E por falar em METER O NARIZ, por que EUA tem que meter o dele no Irã, no Iraque e financiar as atrocidades de Israel?? Aonde vivo no Brasil (Foz do Iguazu), vivo entre judeus, muçulmanos, paraguaios, argentinos e coreianos, e o único e grave problema aqui é o contrabando, é claro. Ninguém se importa se o vizinho tem o nariz maior ou menor. Mas nem por isso nós, brasileiros, nos achamos no direito de explodir a cabeça do outro só porque ele não quer seguir as nossas regras. E a questão Palestina-Israel já não é mais uma briguinha de vizinhos, já virou um tema global que vem perdurando por muitos anos, é inevitável não se revoltar com o que acontece por lá.
Milošević e os sérvios venceram a guerra (seu objetivo era varrer a Bósnia de gente que não fosse etnicamente sérvia, como os croatas e muçulmanos, o que quase quase foi deito, dadas as proporções da limpeza étnica). O TPI não ficou do lado dele, e por que Israel, caso fosse culpado, não seria condenado em Haia? Mas a verdade é que lá só entram ditadores, e Ahmadinejad poderia muito bem ir pra lá.
Outra coisa, quem compara Israel às ditaduras que há no mundo, se esquece que aqui, na América do Sul, os únicos regimes que não mantém relação diplomática com israel são Bolívia e Venezuela. Hugo Chávez é amigo de Ahmadinejad, mas a Venezuela retirou sua embaixada de Tel Aviv. “Pássaros da mesma plumagem andam juntos”, diz o provérbio inglês.
Irã, Venezuela, Arábia Saudita, esses paísesd não têm representação diplomática nem em Tel Aviv nem em Jerusalém. Quem tem? Holanda tem, Suécia tem, Brasil tem, Canadá tem, Estados Unidos tem, Turquia tem…
Eduardo,
O “grande” problema de quem se encontra fora do Oriente Medio e se “revolta” com o q acontece aqui eh q as noticias (como em toda a midia) chegam absurdamente distorcidas no seu jornal (afinal a tendencia do mundo eh sim ser anti-semita e anti-Israel – bom exemplo: Globo). E isso (acredite!) me revolta mais a mim do q a “guerra q se tornou global” entre israelenses e palestinos. Se realmente as coisas reais q acontecem aqui chegassem ate ai, tenho certeza q sua “revolta” mudaria de otica um pouco. Como eu ja havia dito, conheco e trabalho com alguns palestinos (de Gaza mesmo) e isso sim eh a noticia real… conhecer ao vivo pensamentos, historias, a VIDA deles, e nao eh atraves de jornal q quer puxar Israel pra baixo frente o mundo. Mas… com qtos brasileiros eu conseguirei falar e “tentar mostrar e contar” q a historia nao eh bem assim como prega a midia internacional…
Feliz 2010, com muita paz e solidariedade entre os homens!
Eduardo,
Bobagem isso aí que te falou o senhor Vítima da Humanidade. Basta ver a quantidade de judeus morais que relatam o terrorismo israelense. Veja por exemplo esses artigos no Amálgama: http://www.amalgama.blog.br/index.php?s=%22gideon+levy%22
Leia com atenção e entre 2010 de alma lavada.
Abs.
Estou ciente disso. Notei que cada vez mais os próprios judeus estão em desacordo com as politicas sionistas mundo afora.
Nao existe “politica sionista”. Existe o Sionismo, q eh tao e somente o sonho da criacao do Estado de Israel como pais e a ida dos judeus para Israel e ter finalmente Israel como o unico pais judaico no mundo, onde os judeus de todo o mundo possam ser aceitos como cidadaos e q la e tao somente la pelo menos nao sofram com problemas como anti-semitismo – coisa q acontece (infelizmente e) frequentemente em todos os lugares do mundo. Nunca q o Sionismo foi politica de “conquista de mundo” ou idiotices como essa. Isso foi a propaganda nazista. Theodor Herzl (pai do Sionismo) somente desejou Israel como um pais e uma casa segura para os judeus, onde poderia haver uma saudavel convivencia com outros povos e outras crencas. Ponto.
Casoti,
Você tem razão quando uma discussão parte para o lado pessoal, mas para mostrar o meu ponto de vista, tive que mostrar a sua motivação em colocar um fato (exame de DNA do Ucraniano).
Eu acredito que o que tenha acontecido é que o ucraniano queira sair do país pobre, a Ucrania e ir para um país DESENVOLVIDO e c/ todas aquelas qualidades que Israel e outros países de IDH elevado possuem, inclusive direitos civis.
O ucraniano deve saber da Lei do Retorno, que o Estado de Israel ajuda os judeus que querem morar lá. Eu confesso não saber todos os benefícios que o o novo imigrante recebe, mas acredito que o ucraniano deveria estar bem interessado numa nova vida em Israel.
Porém, o sr. Casoti mencionou uma reportagem que fizeram exames de DNA, eu não conheço, não afirmo que sim e nem que não, mas se o Estado é judaico e ele abre as portas para os imigrantes judeus, não vejo nenhum problema em avaliar se o requerente á cidadania é realmente judeu.
Isso é uma extensa discussão, como saber quem é judeu ou não. Porém o sr.Casoti colocou a informação do ucraniano apontando o dedo contra Israel, em mais uma tentativa de nivelar Israel com a Alemanha Nazista.
Infelizmente eu fui obrigado a rebater e mostrar que a atitude de Casoti só poderiam ter 3 origens, a ignorância, a má-fé ou as duas juntas.
Sobre a mídia e acusarem Israel de fazer-se de coitado, se der, eu escrevo depois.
Casoti,
Ah! Você fala que ninguém daqui gostaria de ir morar em Israel?
Foi uma besteira sem tamanho! Se você mandar as pessoas pró-Israel para Israel elas ficaram felizes, mas tenta mandar os pró-Irã e pró-Córeia do Norte para lá?
Pró-Coréia ou pró-Irã com certeza moraria também. Recentemente vi uma reportagem sobre a seleção de futebol da Coréia do Norte de 1966 em que uma equipe de reportagem da BBC foi autorizada a entrar no país para entrevistar os ex-jogadores daquele time. Os jogadores, já com seus sessenta e poucos anos de idade, sempre falavam “quando ganhamos da Itália, sabiamos que o nosso querido lider estava orgulhoso”. E toda a população por lá é assim. No Irã, vemos algumas minorias se rebelarem, porém a maioria da população ainda apóia o Ahmadinejad e os aiatolás.
Mesmo assim, não me julguem como pró-Irã ou pró-Coréia. Não sou (e nunca fui) a favor destes regimes totalitários, mas sou a favor do direito deles de possuírem armas nucleares. Ou se eles não podem tê-las, ninguém pode.
Daniel,
Apesar da divergência de opinião, gostei de não ter apagado nenhum dos meus comentários. Eu pensei em sair desse debate antes e “desencanar”, mas achei bacana o que fez.
Eu vi agora que é um estudante de humanas em Teresina e um dos cabeças desse site. Eu imaginava você um descendente de alguma vítima do conflito árabe-israelense, talvez queira compartilhar o seu background e até por uma curiosidade pessoal eu quero saber mais sobre sua relação com um conflito que parece tão distante a um jovem brasileiro.
Hadassah
Nós fazemos um esforço dantesco para por os genocidas brasileiros na cadeia, julgar os policiais que matam pelas costas integrantes dos movimentos sociais, etc. Mas eles contam com um apoio incondicional dos sionista que controlam parte da mídia brasileira, como é o caso do Civita e dos Sirotsky, por ex. E vc deve saber o quanto a mídia é poderosa e o estrago q ela pode fazer ao manipular e mentir sobre os fatos. O grupo RBS, que controla a desinformação no sul do Brasil, por ex, chegou ao ponto de arrolar um dos maiores intelectuais brasileiros, Paulo Freire, como uma influência perniciosa ao MST. Não pararam por aí: também meteram no bolo o líder quilombola Zumbi, veja vc!!! E tudo isso para criminalizar um movimento social. Vc pensa que isso é tudo? Esse mesmo grupo RBS, descobriu-se há pouco, utilizava senhas do sistema de segurança do estado do Rio Grande do Sul para espionar a vida dos cidadãos. Saudades da Gestapo!
Vc parece não conhecer muito bem a índole de sua gente, que mesmo tendo passado por uma experiência tão dramática como a do holocausto, não consegue se sensibilizar com a sorte dos outros. E já que estamos num diálogo tão aberto e franco, aproveito a oportunidade para lhe dizer que a impressão que tenho é que o holocausto só foi holocausto por que aconteceu com os judeus. Se tivesse acontecido com outro povo qualquer, seria mais um daqueles massacres dos quais a história está cheia. Seria só mais uma estatística. O estado de Israel e uma boa parte de seu povo não viram, por ex, impedimento moral algum em manter relações com um regime racista de perfil nazista como foi o da África do Sul. Assim como não viram impedimento moral em treinar a famigerada guarda nacional do ditador Somoza ou as hordas do megatraficante colombiano Uribe. Os “terroristas” palestinos são uma ameaça a Israel, claro. Mas que ameaça podem representar os camponeses pobres da Colômbia, Nicarágua e os negros segregados da África do Sul ao povo eleito de Israel?
Vcs jogam um jogo muito perigoso Hadassah, o jogo do cinismo. O mundo dá muitas voltas e isso um dia pode virar contra vcs. O que a mídia no seu todo, e particularmente a Veja, estão fazendo contra a candidatura da Dilma é simplesmente abjeto. E não se houve uma única voz representativa na comunidade judaica brasileira chamando seus poderosos e endinheirados patrícios ao bom senso, dizendo a eles que flertar com o fascismo é um jogo perigoso, que ressuscitar o golpismo é uma aposta arriscadíssima. Hitler, no início, era considerado um palhaço e muitos apostaram na ilusão de que ele faria o serviço sujo de derrubar aquele “barraco podre” que era a Rússia bolchevique. Um palhaço que, depois, seria facilmente controlado. Erro catastrófico, como demonstra a história. Os que hoje não se detém frente a nenhum obstáculo moral para levar Serra ao poder, como é o caso do sórdido Victor Civita, patrono dessa campanha de difamação, também vivem a ilusão de que tem o controle de todos os fios dessa marionete. Só que Serra não vem sozinho. Com ele vem a derrocada econômica e um novo ciclo de crises, tão certas quanto dois e dois são quatro. E vc sabe como as crises são um bom caldo de cultura para o fascismo e para os salvadores da pátria, muito mais que para as revoluções. A Alemanha nazista que o diga. Existem os otimistas que dizem que aquilo nunca mais se repetirá. Mas eu tenho a convicção que existem muitos civitas para apostarem nessa aventura e muito mais loucos para os seguirem nos seus pogrom.
Eu jamais sujaria minhas mãos em pogrom, isso lhe digo com toda convicção. Mas também não moveria um dedo para impedí-los, pois a primeira lembrança que me viria a cabeça seria a de cínicos como vc e seus conselhos sobre como nós devemos aplicar a “execução sumária” aos “genocidas q acabam ai com o povo brasileiro”. Essa execução sumária seria aplicada a todos os genocidas, inclusive aos civitas que comandam os pogrom ou só aos manés que abrem as válvulas das câmaras de gás?
Então, meu caro Hadassah, aceite o seu próprio conselho e de uma olhadinha no seu umbigo, pra variar. E aproveite para se informar sobre a realidade brasileira. Vc não tem a menor noção do que se passa por aqui.
Brasileiro da Silva
Em tempo
Daniel
Seria interessante “refrescar” a memória de alguns aqui, que se fazem de bobinhos, especialmente o Herik Mourão, sobre como se deu o processo de “radicalização” do Irã. Que tal uma postagem sobre Mossadegh e o golpe de 1954?