Shimon Peres é Shimon Peres. Ahmadinejad é Ahmadinejad

11–11–2009 --- Envie para um amigo --- Tuitar

por Daniel Lopes – Shimon Peres, presidente de Israel, está no Brasil para uma visita de cinco dias. Na montanha de referências a seu nome que saiu nos sites de jornais nas últimas horas, não notei nenhum tom crítico. Peres já discursou no Senado, já ganhou título de Cidadão Honorário de Brasília, já criticou o Irã e logo vai com seu teatro para Rio e São Paulo. Onde estão os jornalistas e comentaristas brasileiros amigos da paz mundial, que ainda há pouco babavam contra o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o Demônio, e sua adiada visita ao Brasil? Algo me diz que nos próximos dias o presidente israelense será tratado com tapete vermelho nas páginas de jornais, revistas e nos noticiários da tevê. Prevejo que será como se o príncipe de Mônaco circulasse pelo território nacional. Me permito listar alguns fatos que, suspeito, não serão destaque na mídia pacifista brasileira.

Em um livro de memórias, Shimon Peres admitiu sem muito peso na consciência que Israel desviou dinheiro doado por judeus de todo o mundo, com propósitos humanitários, para o programa nuclear clandestino do país, nos anos 1950-60. Aliás, Peres é conhecido como o homem que intrduziu o armamento nuclear no Oriente Médio, ainda que não tenha sido por isso que levou pra casa o Nobel da paz.

-- Ahmadinejad e Peres em seus devidos lugares --

-- Ahmadinejad e Peres segundo o roteiro --

Em maio de 2002, Peres, então ministro do exterior, foi aos EUA fazer lobby pela invasão do Iraque. Em entrevista à CNN, disse que “Saddam Hussein é tão perigoso quanto bin Laden”, e que os Estados Unidos não deveriam esperar sentados até que ele pusesse seu arsenal nuclear para trabalhar. Era mais do que chegada a hora de derrubar o ditador barbudo.* Em setembro do mesmo ano, impaciente com os despreparados inspetores da ONU que não descobriam logo os mais que evidentes planos de Saddam para conquistar o mundo, Peres disse que, de qualquer forma, “A campanha contra Saddam Hussein é necessária. Inspeções e inspetores são bons para pessoas decentes, mas pessoas desonestas facilmente enganam as inspeções e os inspetores.” Em Fevereiro de 2003, irritou-se com a oposição francesa à guerra, e questionou a conveniência do país europeu fazer parte do Conselho de Segurança da ONU como membro permanente.**

No discurso ao senado brasileiro, Shimon Peres criticou a futura visita do presidente iraniano Ahmadinejad. Disse que não tem nada contra o povo iraniano, que suas desavenças são com o atual líder. Será? Em 1993, tão logo Clinton subiu ao poder nos EUA, Peres, então primeiro-ministro, e outros líderes de Israel começaram uma campanha para denegrir o Irã. Temiam que uma aproximação entre Washington e Teerã acabasse por deixar Israel como um parceiro não tão preferencial dos EUA, agora que a Guerra Fria acabara. Então, o que propagar? Que o Irã não passa de um Estado que gesta, exporta e patrocina terroristas, claro. Que o Irã, em suma, “é um perigo mundial”, para usar a frase original que o excelentíssimo presidente soltou no Senado.

Em 1993, o presidente iraniano era Ali Rafsanjani, um moderado, inimigo do radicalismo da “República Islmâmica” e oponente do atual presidente Ahmadinejad, para quem perdeu as eleições em 2005. Não fez diferença para Israel que Rafsanjani fosse presidente em 1993, assim como não fez quando outro moderado, Mohammad Khatami, ocupou o cargo de 1997 a 2005.

Aliás, em 2003, mal Saddam fora defenestrado do poder, Shimon Peres começou a advogar outro ataque, agora contra o Irã – sim, o Irã de Khatami, não o de Ahmadinejad. Enquanto o embaixador israelense em Washington espalhava que a queda de Saddam “não era o bastante”, Peres publicou artigo no Wall Street Journal, em junho, intitulado “We must unite to prevent an Ayatollah Nuke“. Dada a precisão da análise anterior de Peres, sobre o perigo representado por Saddam, esse artigo no WSJ só pode ser mais uma prova de que se trata realmente de um homem determinado a lutar pela paz, sempre e com todas as armas ao alcance.

Por último, tendo que encarar as duras e conhecidas verdades do recente Relatório Goldstone da ONU (sobre o mais recente show de massacre de civis palestinos por Israel, conhecido como Guerra de Gaza), Shimon Peres o classificou de “uma paródia da história” — isto é, da “história” adequada a Peres/Israel.

-- Estudantes de Oxford recepcionam Shimon Peres em novembro de 2008 --

-- Estudantes de Oxford recepcionam Shimon Peres em novembro de 2008 --

Mas não espere ler muito sobre isso nas reportagens, editoriais e colunas da imprensa brasileira. Se você quiser ver sangue de verdade, terá que esperar o próximo dia 23, quando Ahmadinejad, a besta em pessoa, pisa em solo brasileiro. Isto é, se as forças da paz não o alcançarem antes.

—–
* Essa e outras informações do post estão no imperdível The Israel lobby and US foreign policy.
** “Peres questions France permanent status on security council” – Ha’aretz, 20 de fevereiro de 2003.

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59 comentários:

  1. Reinaldo (11–11–2009 10:34 am)

    Parabens!!
    O texto mostra parte da verdadeira face de Israel, não tenho nada contra os judeus, entretanto é importante mostrar que estes tem mais sangue nas mãos que qualquer outro povo e se acham as vitimas.

  2. Herik Mourão (11–11–2009 2:31 pm)

    Quando Peres ou qualquer israelense fica alerta contra Saddam Hussein é porque existe um grande motivo. Existe um motivo histórico de ataques de misséis Scuds em Tel-Aviv.
    Você se lembra desses ataques que Saddam realizou contra Israel nos anos 90?

    Se eu ameaçar tirar você da sua casa e esbravejar que vou te matar, você não ficaria preparado para me atacar? Você ficaraia quieto? deixaria eu atirar Scuds e katyushas no quarto de seus pais ou filhos?

    Depois de ser covardemente atacado hoje Israel é chamado de assassino, mas o pobre e xulo pensamento de esquerda sempre encontra argumentos contra os mais fortes. Acho que esse senso de justiça torta deve ser intrínseco para algumas pessoas que se alimentam em sempre ir contra Israel ou EUA.
    Isso cega a razão, os defensores dos pobres e oprimidos podem encontrar muitos defeitos na história de Israel, mas desafio a manterem suas opiniões depois de conhecerem o que é Israel e se não for pedir muito, calçar os sapatos israelenses por alguns instantes.

    Acho que você escreve pelo lado mais fácil, você argumenta de maneira pobre e não conhece o assunto, apenas se coloca como um sabichão que conhece além do Jornal Nacional. Não é preciso ser PHD em história para emitir opiniões, É preciso discernimento e se não for pedir muito, respeito ao próximo e ciência do que é certo e do que é errado..

  3. Daniel (11–11–2009 2:50 pm)

    Como assim, Herik? Saddam ainda ameaça Israel, mesmo além-túmulo? Os israelenses ainda ficam alerta contra ele? O homem era pior do que imaginávamos… Mas depois acho que você passa a falar do Ahmadinejad, ou é ainda do Saddam, não sei.

    De qualquer forma, se no meu bairro tivesse um valentão metido a pacifista e vítima, mesmo sendo o mais armado e com o maior histórico de agressões na redondeza (pouco “respeito ao próximo”, se vc preferir), explodindo quartos com filhos e pais dentro não apenas metaforicamente, eu daria duro para, pelo menos, ficar tão bem armado quanto ele. Não me surpreendo com as bravatas eleitoreiras do Ahmadinejad, o que me espanta é o Irã não ter ainda um vasto arsenal atômico, para servir de contenção. Com uma vítima como Israel por perto, ele tá brincando com fogo.

    Passar bem.

  4. Michel Zveibil (11–11–2009 3:11 pm)

    Desculpe Daniel Lopes,
    Mas o Herik tem razão.
    Se você realmente acredita que não há tanto problema no Irã do Ahma como não havia no Iraque do Saddam, sugiro que se mude para lá.
    Mas segue uma dica: evite escrever a torto e a direito em seu blog. É fácil falar qualquer coisa quando existe liberdade – como aqui e no país onde o Peres é presidente. Já por lá é um pouquinho mais complicado.
    FAIL
    abs

  5. Herik Mourão (11–11–2009 3:17 pm)

    Daniel, é assim:

    Se Peres foi pedir a cabeça de Saddam é porque já havia um histórico de ataques. Saddam já morreu e quando Peres pediu sua cabeça, como você mesmo disse, o Saddam ainda estava vivo.
    Não sei que parte lhe causou tanta confusão.

    Agora acho interessante o Daniel julgar o Nobel da Paz que soube que haviam tempos de guerra e lutou para que houvessem tempos de paz. Mas essa parte da história você parece não conhecer e eu só queria saber por que?

    E na sua visão Israel é má e maltrata palestinos por prazer, como playboys que queimam indios? O mundo é injusto porque Israel tem um exército forte e os palestinos vivem presos com pedras?
    E o Ahmadinejad é um cara do bem e super legal para o mundo. Ele é um pacifista nato. Ele merecia reverências por ai até porque ele está alertando o mundo de um engano cometido na história em que os judeus tirarem proveito.
    E você está fazendo a sua parte e alertando todos contra Israel, mesmo porque vc é o sabichão das questões do oriente médio.

    Desculpas se em algum momento te deixei chateado ou deixei um comentário que não gostaria de receber, mas não é bom ver uma questão tão complexa ser polarizada e simplificada dessa maneira.

  6. Daniel (11–11–2009 3:41 pm)

    Herik,

    Peres pediu a cabeça de Saddam em 2003 dizendo que ele tinha ligações com a al-Qaeda e que tinha armas de destruição em massa — você sabe, aquela conversa pra ninar bovino. Não havia uma coisa nem outra, como constatou o Congresso daquele país de antissemitas, os EUA. Agora, você pode reescrever a história do jeito que achar mais conveniente, dizer que Peres pediu a cabeça de Saddam porque ele atacava Israel, etc.

    Me causou confusão apenas o tempo de seus verbos — quando “qualquer israelense FICA alerta contra Saddam” é “porque EXISTE um grande motivo” etc. Por isso achei que você pudesse estar se referindo ao Ahmadinejad, mas não me leve a mal, entendo que é uma confusão que mtos fazem.

    Sim, há guerras para a paz (não há?), que são, claro, aquelas que “nós” vencemos.

    Sim, o mundo é injusto porque Israel tem um exército forte e os palestinos vivem presos com pedras (entre muros, na verdade). Obrigado pela compreensão. Assim como você, inúmeros e corajosos judeus israelenses já reconheceram esse fato (”self-hating jews”, evidentemente). Mas o mundo não é injusto só por isso, se serve de consolo.

    Não, o Ahmadinejad não é um pacifista nato, apenas não teve ainda chance de seu aproximar dos êxitos de qualquer líder atual de Israel. Interessante, não? Quando se arrola os crimes de guerra de Israel, se está “polarizando” a questão. Quando se sonha com os ataques de outros países contra Israel, e se defende e faz guerra antes que isso aconteça, se está sendo “sensato”, hã? Sei.

    Chateado? Você não quer que eu responda teus comentários? Se você circular por este blog, verá que está repleto de comentários e respostas. Mas, se quiser ter a última palavra, vá lá, pode ser.

  7. Herik Mourão (11–11–2009 4:40 pm)

    Daniel,

    Não é bem assim. Mas já que você deu a oportunidade para eu finalizar essa discussão, eu aproveito o espaço para colocar minhas crenças.

    - Peres é Nobel da Paz merecidamente, estude o que ele e Rabin fizeram e perceba que pessoas com razão não o reverenciam à toa. Ahmadinejad seria um bobo da corte se não fossem seus desejos armamentistas e sua vontade pública de eliminar Israel do mapa.
    Para conhecer o humor iraniano: http://www.youtube.com/watch?v=U-sC26wpUGQ

    Uma referência ao conceito de moderado no Irã. Os moderados que você se referiu são moderados em relação ao Corão, mas todos partilham da mesmo ódio contra Israel.

    Agradeço a possibilidade de ter opiniões divergentes, mas o que Ahmadinejad pensa sobre blogs?

    Acho que todo blogueiro deveria ser contra quem é a favor da censura.

    E para finalizar, vamos concordar e fumar um cachimbo da paz:

    - A história de Peres é muito diferente da história de Ahmadinejad
    - Shimon Peres é Shimon Peres e Ahmadinejad é Ahmadinejad

    E acredito que vc também prefira o o humor judaico

  8. Michel Zveibil (11–11–2009 5:35 pm)

    Daniel, sou eu de novo
    Não precisa ser um ”self-hating jews” para reconhecer que o exército de Israel é mais forte do que qualquer grupo terrorista (Não me refiro aos palestinos em geral, pois generalizar como você fez no seu texto, além de pobre como figura de linguagem, é o pior preconceito). Não há nenhum problema nisso, afinal Israel é um país soberano, e todo país soberano não pode abrir mão de ter um exército forte. Mais forte que de seus inimigos.
    Mas, entendo a raiz do seu pensamento: talvez você não enxergue Israel como uma nação. Quem mais pensa assim? O próprio Ahma, como você bem sabe.
    Só gostaria de voltar em um ponto:
    Nunca lí expressão mais isota do que ”self-hating jews”. Acho que esse auto-ódio cabe melhor para pessoas que se explodem.
    Abs

  9. Daniel (11–11–2009 6:32 pm)

    Concordo, Michel. Acho “arab-hating jew” uma expressão muito mais utilizável, dadas as circunstâncias. Apenas é importante deixar claro que a alcunha “self-hating jew”, para colar nos judeus conscientes e opositores do terrorismo israelense, é empregada por defensores do mesmo. Idiotismo, claro. Coisa de gente fã de bombas e outras pirotecnias dos departamentos de defesa.

    Abs.

  10. Taisir Fattash (11–11–2009 6:48 pm)

    este besta chamado shimon peres,e um assasino sanguinario,cometeu matança na palestina,e um monstro ,as mãos dele manchadas de sangue de innoscentes em kana no libano e sangue de crianças palestinas em gaza e na cis-jordania..e um velho mattador,que se existisse justiça,este velho maluco assasino deveria ta agora preso na sede da ploicia federal em brasilia junto com os monstros assasinos e nao recebendo o titulo de cidadão brasiliense,,este titulo vai ficar uma mancha de vergonha na testa do povo brasileiro..

  11. Michel Zveibil (11–11–2009 7:01 pm)

    Daniel,
    Dou meu braço a torcer: não conhecia a expressão “self-hating jew”. Fui verificar. Ela surgiu na Europa, no século XIX e era pejorativamente usada para descrever os judeus ultra-hortodóxos, que eram contra o Sionismo, por acreditar que o retorno à terra santa só poderia acontecer após a construçnao do 3º templo (2º foi destruído pelos romanos há quase 2 mil anos). Não tem nada a ver com apoiar ou não as posições de Israel.
    Só para constar, mais da metade da população de Israel é árabe. Muitos judeus, muitos não. Todos pagam seus impostos e tem direito a voto, cadeiras no parlamento e todos os benefícios civís. Os árabes judeus, inclusive, servem o exército.
    Por isso, acredito que você precipitou na generalização do “arab-hating jew”. Mas estou começando a me acostumar com esse seu jeito de generalizar, Daniel. Afinal, quando você olha bem de longe, tudo parece uma grande massa única.
    Não perca a calma ainda. Estou gostando da discussão.
    Abs

  12. Daniel (11–11–2009 7:29 pm)

    Pff! Essa crença sua de que faz alguém perder a calma é engraçada, hihi.

    Er… Sim, Wikipedia: “Self-hating Jew is a pejorative term used to allege that a Jewish person holds antisemitic beliefs”.

    Não precisa circular muito pela imprensa pró ou crítica a Israel para saber com que intenções o termo anda sendo usado, digamos, nas últimas décadas.

    Rahm Emanuel, assessor de Obama, não concorda inteiramente com o terrorismo israelense, portanto… é um sef-hating jew (http://www.haaretz.com/hasen/spages/1104187.html)

    Jeffrey Goldberg não rouba terras palestinas (vc sabe, essas inutilidades demarcadas pela ONU), e critica os assentamentos ilegais (vc sabe, essa lei internacional atissemita), portanto só pode ser um self-hating jew (http://jeffreygoldberg.theatlantic.com/archives/2009/07/self-hating_jews_and_other_sad.php)

    Eric Alterman disse que o nascimento do Estado de Israel foi uma catástrofe para os palestinos? Self-hating jew, claro (http://www.thenation.com/doc/20050328/alterman)

    Bruce Jackson diz que praticamente qualquer judeu à esquerda de Ariel Sharon, o assassino de luxo, é logo classificado de self-hating jew (http://www.counterpunch.org/jackson04182003.html)

    No mais, vale a pena uma lida nos textos do semanário judaico Forward que tratam de uma forma ou de outra do “self-hating jew”: http://www.forward.com/search/?query=%2522self-hating+jew%2522&x=0&y=0

    Não vou encerrar esse breve comentário dizendo “não fique com raiva” ou qualquer gracinha do tipo. Você é um sujeito adulto, tenho certeza, e não tem mto tempo a perder. Apenas, se me permite, gostaria de finalizar com meu espanto diante de alguém que se pretende tão conhecedor das coisas do Oriente Médio (alguém que está “tão próximo”) e nunca tinha ouvido falar no termo “self-hating jew” — para o qual o Google retorna 10 milhões e 200 mil links. Então, eu tenho muita coisa pra aprender, e você também, então segue meu último link: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&source=hp&q=self-hating+jew&btnG=Pesquisa+Google&meta=&aq=0&oq=

    Abs.

  13. Michel Zveibil (11–11–2009 8:00 pm)

    Daniel,
    Desculpe perguntar, mas tem certeza que você leu direito as matérias que me linkou? Em todas os autores se sentiram ofendidos ao serem chamados “self-hating jew” – Assim como eu.
    Não disse que apoio todas as ações militares de Israel. Se você pesquisar no mesmo google vai descobrir que muitos soldados israelenses também não (e lá eles podem falar – que ótimo) concordam. Ninguém em pleno gozo de suas faculdades mentais gosta de atirar outra pessoa. Espero que você concorde comigo ou para minha própria segurança encerrarei meus comentários.
    Sugiro que pare de usar a expressão “self-hating jew” da mesma maneira preconceituosa que tem sido usada nas últimas décadas. Primeiro, porque discordar das decisões de seu estado é sinônimo de democracia e não de auto-flagelo.
    Segundo porque o preconceito é o primeiro refugio dos que fogem da discussão franca.
    Sobre o tempo que tenho a perder, realmente ele é curto (mais do que você imagina). Mas para essa discussão, eu me desdobro. Espero que você se sinta honrado que eu o passe com você.
    Abs

  14. diego (11–11–2009 11:52 pm)

    nada como ter uma bandeira com estrela e algumas listras!

    Já basta!

  15. Raphael Tsavkko (11–11–2009 11:55 pm)

    Shimon Peres é genocida. Ponto pacífico. Ahmadinejad adoraria sê-lo, nenhuma dúvida qt a isso, mas cada um é cada um, isso é óbvio.

    Ir contra Ahmadinejad não significa defender os Nazi-Sionistas Israelenses.

    Israel é um câncer. Se alimentou da morte de milhões de judeus, causadas pelos acordos entre os Sionistas – notadamente Ben Gurion – e Hitler.

    Os Nazistas eram os melhores amigos dos Sionistas e, hoje, estes últimos usam as táticas dos primeiros para eliminara população Palestina.

    tsavkko.blogspot.com

  16. worm (12–11–2009 12:00 am)

    Invasão de outro país [Palestina], manutenção de campo de concentração [Gaza] e práticas sistemáticas de pogrons contra população civil. Quem é que merece a braçadeira de nazista?

  17. Herik Mourão (12–11–2009 12:48 am)

    Essa é uma das primeiras vezes que entro numa discussão na Internet e estava achando interessante o desafio de idéias e as argumentações com o Daniel.
    Mesmo em alguns momentos provocando um pouco o lado pessoal, sem perder a elegância, eu, Daniel e Michel(meu amigo pessoal) estavamos tendo uma bela discussão.
    Fiquei feliz com meu ultimo post e dou meu braço a torcer ao Daniel, que não apagou nenhuma vírgula do que fora escrito.

    Eu fico preocupado com opiniões de quem realmente acredita numa aliança sionista / nazista. Eu concordo que nem pretendo responder ou prolongar uma discussão desse tipo, pois é absurdo. Pode fazer sentido na cabeça de uma ameba, mas de um ser pensante isso é improssível.

    Sobre self hating jew ou qualquer nome. Pode me chamar do que for, mas eu prego uma coisa e espero o mesmo de todos, que é discernimento.
    Quando falo em polarização ou analisar a história de uma maneira etnocentrica, eu falo de um flagelo do mundo, que cega e nos distancia da razão.

    Eu não acho certo tudo o que Israel fez ou faz e não estou aqui para julgar. Também acredito na dor do povo palestino e eu um estado digno para os palestinos é questão fundamental para a paz.
    Não ter discernimento é uma armadilha que faz pessoas de bem aceitarem a existência de Ahmadinejad.

    Infelizmente, eu não sinto a paz próxima, principalmente quando vejo esse tipo de visões de mundo que estão nesses comentários.

    Enquanto isso, nós debatemos e lá os palestinos ficam cercados e os israelenses com medo de um ataque suicida.

    Como eu desejo um mundo melhor, com mais paz e menos ignorância, vou finalizar minha participação aqui com os melhores votos de Shalom e Salam.

  18. CLOVIS COSTA FARIAS (12–11–2009 7:39 am)

    ISRAEL E UMA NAÇAO DEMOCRATICA E ORDEIRA, PRECISAMOS APRENDER COM ESSA NAÇAO . ISRAEL E O RELOGIO DE DEUS ESCATOLOGICAMENTE FALANDO DOS ULTIMOS DIAS.

  19. Gato Precambriano (12–11–2009 9:15 am)

    Leitura essencial para qualquer discussão séria sobre o Oriente Médio: The ethnic cleansing of Palestine de Ilan Pape, que com certeza deve ser mais um self-hating jew.
    Quanto ao Irã, eu apenas gostaria que alguém me citasse 1 (UM) ato de agressão ou terrorismo praticado pelo Irã, ou por xiitas.
    Ah sim, ataques em território Iraquiano contra as forças de ocupação, bem como ações do Hezbollah contra a ocupação israelense não contam como terrorismo, mais do que as da Resistência Francesa na II Guerra contra a ocupação alemã de então.
    No mais, ao que se saiba a matriz do radicalismo islâmico contemporâneo, não vem do Irã e não é xiita. Ela é sunita wahabista da Arábia Saudita. Essa é a matriz da Al Qaeda, e dos caras do 11/09, todos sunitas, e a maioria saudita. Também são sunitas os pashtun paquistaneses e afegãos, os Talibans. Esse fundamentalismo sunita wahabista foi incentivado, alimentado, e treinado por Washington e aliados quando da Guerra Fria. Não consta que ninguém esteja propondo bombardear a Casa de Saud.
    A ameaça nuclear real que o radicalismo islâmico pode vir a representar não vem do Irã, mas do Paquistão, que já tem armas nucleares, e está à beira de uma guerra civil, e onde os talibans contam com apoio de dentro do estado paquistanês. Também não consta que ninguém esteja propondo passar o rodo no Paquistão.
    Aliás, se tem uma coisa que já ficou clara é que os EUA não atacam países que tem WMDs, os EUA atacam países que fingem ter WMDs. Se eu fosse iraniano estaria rezando a Alá pros técnicos completarem logo as ogivas.
    Por sinal, ainda mais depois do pré-sal, se eu fosse o da Silva já teria perguntado a uns poucos sabios “quanto tempo precisamos para ter algumas warheads, entre a quebra dos tratados necessários e a chegada dos marines?”

  20. Ana (12–11–2009 12:03 pm)

    Libertar a Palestina é fundamental prá quem esta querendo respeito….Ahmadinejad wellcome to Brazil!

  21. Shimon Peres: a cara de Israel | ESTADO ANARQUISTA (12–11–2009 12:14 pm)

    [...] Do Amálgama: [...]

  22. fred.k (12–11–2009 12:30 pm)

    Ah, o velho fla-flu que tomou a política nacional também invade as discussões sobre relações internacionais….
    Sim, Shimon Peres tem sangue nas mãos. Sim, Ahmadinejad também tem sangue nas mãos.
    Não, não há liberdade de imprensa no Irã, assim como não há toda essa liberdade de imprensa que se apregoa em Israel, ainda que haja espaço para oposição e eventuais denúncias de abusos em relação aos palestinos. Há árabes morando em Jerusalém, mas vá lá ver qual a representação política e de imprensa que eles tem. Isso para não falar nas leis de terra israelenses que claramente beneficiam a aquisição de terras por parte de judeus, até como uma forma de aumentar a população judia em relação à população árabe.
    Por outro lado, esse papo de “nazistas judeus” é outras bobagens e são apenas isso, bobagens. Cometem e cometeram abusos, ocuparam uma terra que não era um Estado, mas que era sim anteriormente ocupada, mas não dá pra comparar em nenhuma medida uma coisa com a outra.
    Assim como também não dá pra eximir os judeus pelo Estado um tanto policialesco que criaram apenas usando como argumento que foram durante uns bons 2 milênios o que havia de mais podre a achincalhado na face da terra. Essa coisa de ficar voltando até os primórdios da história pra justificar o presente não cola, e serve pra qualquer um dos lados.
    Bom, o debate aqui vai bem, espero que não descambe para a habitual pancadaria dos Fla-Flus…

  23. Bosco (12–11–2009 12:31 pm)

    Clovis Costa Farias;

    Não vai ser gritando da porta da tua igreja que ouviremos suas tolices. Rs.

  24. Bosco (12–11–2009 12:32 pm)

    Um belo e corajoso texto Daniel.

  25. Michel Zveibil (12–11–2009 1:03 pm)

    Desculpe Daniel e demais pessoas sérias,
    Essa discussnao descambou para a anarquia e o preconceito gratuito. Não comentarei mais.
    Abs

  26. Raphael Tsavkko (12–11–2009 1:07 pm)

    Realmente, Michel, melhor a organização Israelense! Lá eles organizam os Palestinos em fila e fuzilam! Estado GENOCIDA!

  27. Gaius Baltar (12–11–2009 3:53 pm)

    Gato Pré-cambriano,

    Realmente, você abordou um ponto realmente interessante. O Irã não tem qualquer histórico de agressão aos seus vizinhos. Pelo contrário, tem um histórico de agressões estrangeiras bem extenso.
    Além disso, o Irã é uma grande nação cercada por vários países detentores de armas nucluares.
    Basta olhar o mapa e constatar os vizinhos iranianos que as possuem: Rússia, Índia, Paquistão, China e o próprio Estado de Israel. Nenhum desses países é propriamente simpático à pátria dos xiitas. Nesse quadro, qualquer analista de segurança iraniano ficaria com os cabelos em pé com esta situação. Qualquer estrategistas minimamente inteligente, que trabalhasse no Irã, proporia aos seus seus superiores um programa nuclear.
    Outro fato relevante que você ressalta muito bem é que o terrorismo islâmico é quase todo ele de corte sunita wahabista, cujo grande patrocinador é a Arábia Saudita. Realmente, os EUA treinaram e armaram os guerrilheiros mujahedin, com a colaboração de um conhecido milionário saudita fanático: Osama bin Laden e de um médico (mais para louco) extremista egípcio: Aiman Al Zawahiri. Quem tiver interesse, que leia o ótimo O Vulto das Torres, de Lawrence Wright, ou assista ao filme mais light “O Jogo do Poder”, de Mike Nichols.
    Por outro lado, como bem lembrou o fred.k, não se trata aqui de um fla-flu ou uma luta do bem contra o mal.
    Se vale lembrar que Peres não é nenhum santo e que a política de Israel para com os palestinos é, no mínimo, opressora, não é possível cair no outro extremo e esquecer que Ahmadinejad é um protoditador fanfarrão, que patrocinou a fraude eleitoral recente em país. Negar o holocausto é algo hediondo e que não pode ser tolerado entre pessoas civilizadas.

    Abs

  28. Daniel (12–11–2009 4:13 pm)

    Aproveitar o comentário do Gaius para desfazer um mal-entendido que pode ter surgido com os comentários: não defendo o Ahmadinejad. O post foi apenas para lembrar o histórico ainda pior de Shimon Peres, que poderia estar sendo lembrado na mídia, como foi e ainda será o do presidente iraniano, com razão em alguns casos e exagero em outros; e para mostrar que, para Israel, não faz muita diferença quem esteja no poder no Irã (ou na Palestina, ou no Líbano).

    Um comentarista lembrou acima que moderados como o ex-presidente iraniano Mohammad Khatami não são lá tão moderados assim. Bem, eu poderia comparar o seu histórico com o dos “moderados” israelenses, como o próprio Peres. Mas o Google e os sites de jornais, revistas e notícias (pra não falar em extensa biblioteca) estão aí pra quem quiser pesquisar.

    Abs.

  29. Victor Barone (12–11–2009 6:01 pm)

    Excelente reflexão Daniel. Escrevi sobre o tema recentemente nos artigos “Quem vaia Ahmadinejad aplaudiria Lieberman?” (7 de Maio de 2009) – http://tinyurl.com/yaq83fl – e “Liberman vem aí… em que ele se difere de Ahmadinejad?” (15 de Maio de 2009) – http://tinyurl.com/ya3dyyn

  30. Pedro de Azevedo Peres (12–11–2009 8:01 pm)

    Caro Daniel,

    O seu artigo é muito interessante e instrutivo, por isso vou republicá-lo no meu blog – apenas porque temo que o link passe ao lado e o seu trabalho merece ser lido – informando da autoria e com link para quem queira saber mais.

    Não comento os “comentários” dos ilustres defensores do Eratz Yisrael, porque são apenas drones da propaganda nacional-sionista. Os argumentos são velhos e gastos e nalguns casos falaciosos.

    Mas chamo à atenção dos seus leitores para que existem cada vez mais organizações judaicas, quer em Israel quer no exterior a pugnar pela paz reconhecendo a injustiça que se perpetua contra o povo da Palestina, como por exemplo:
    Gush Shalom (O Bloco da Paz): http://zope.gush-shalom.org/home/en;
    Peace Now: http://www.peacenow.org.il/site/en/homepage.asp?pi=25;
    J Street: http://www.jstreet.org/;
    Jewish Voices for Peace (Judeus europeus por uma paz justa, (EJJP), é uma federação de grupos judaicos de diferentes países europeus: http://www.ejjp.org/aboutejjp/our-members.html.

    Há até um grupo de rabis, e de crentes e de não crentes que faz um dia de jejum por Gaza ( ver http://palestinapt.blogspot.com/2009/07/rabinos-jejuam-em-solidariedade-com.html ). O próximo Ta’anit Tzedek o 5.º será a 19 de Novembro (http://www.fastforgaza.net/ ). Podem aderir se quiserem.

  31. Raphael Tsavkko (12–11–2009 8:25 pm)

    Já que estamos falando de Sionismo, Nazismo e Genocídio que, enfim, são a mesma coisa, vale a pena a leitura:

    Sionismo e Nazismo: A legitimação do Genocídio http://bit.ly/2ghxrU e http://bit.ly/4BtIEF

    O mundo só estará seguro quando Israel for riscada do mapa e os Palestinos tiverem seu estado de direito.

  32. worm (12–11–2009 10:22 pm)

    “Negar o holocausto é algo hediondo e que não pode ser tolerado entre pessoas civilizadas.”
    Ninguém é obrigado a acreditar em nada [redundância]. Viva a democracia, a liberdade de expressão e a internet, que nos permite o livre acesso a informação.

  33. fred.k (13–11–2009 7:04 am)

    Negar o holocausto é mais ou menos como negar que a terra é redonda.
    De qualquer forma, Ahmadinejad é, no fundo, apenas um fantoche da gerontocracia religiosa que gere o Irã e que criou uma fantasma de democracia naquele País.
    Ainda que tenha entrado em uma espécie de disputa com essa gerontocracia, ele só se manteve no poder devido à benção dessa. Ahmadinejad não é o autocrata que alguns gostam de pintar, pois simplesmente não tem toda essa liberdade de decisão que alguns falam. Muito pelo contrário, ele responde a superiores, assim como todos os outros que presidiram o Irã.
    Sinceramente, esse papo nuclear é só geopolítica. E ainda que consiga, não é o Ahmadinejad que vai ter o dedo no botão. Muito mais medo deveriamos ter de uma Coreia do Norte Nuclear, um país completamente fechado e sobre o qual pouco sabemos sobre tomada de decisões -ou sobre quem as toma. O Irã é uma país autoritário, ams sobre o qual há certa previsibilidade administrativa.
    E só pra finalizar o texto, vale lembrar que os iranianos não são árabes nojentos terroristas suicidas -como pensam alguns-: eles são persas, o que faz toda a diferença.

  34. Gaius Baltar (13–11–2009 12:30 pm)

    worm, é claro que “Ninguém é obrigado a acreditar em nada [redundância]. Viva a democracia, a liberdade de expressão e a internet, que nos permite o livre acesso a informação”.
    Se uma pessoa quer acreditar que a Lua é queijo, acho ótimo que ela seja livre para isso, mas eu também sou livre para considerá-la uma idiota romântica.
    Isso é só uma caricatura, é evidente, mas a questão dos limites à liberdade da expressão de crenças é delicada. Na alemanha, negar o holocausto é crime. No Brasil também é crime propagar ideais racistas.
    A questão é: será que a democracia pode tolerar a livre pregação de sua própria destruição?

  35. Daniel (13–11–2009 12:46 pm)

    Pedro, obrigado. Pode republicar o post citando a fonte, sem problema :-)

    Abs.

  36. uberVU - social comments (13–11–2009 1:43 pm)

    Social comments and analytics for this post…

    @herikmourao +3 tuitaram este post

  37. carlos anselmo-fort-ce (13–11–2009 4:32 pm)

    salve, daniel,

    só pra sua informação e dos comentaristas: o post de jeff nygaard – a ameaça iraniana? onde? – no http://www.counterpunch.org, replicado no viomundo do azenha, esclarece mais ainda o assunto em questão.

    abçs

  38. worm (15–11–2009 6:11 pm)

    “Se uma pessoa quer acreditar que a Lua é queijo, acho ótimo que ela seja livre para isso, mas eu também sou livre para considerá-la uma idiota romântica.”
    Exatamente o que penso. [;)]
    “Na alemanha, negar o holocausto é crime” Mas lá, questionar o fato não é proibido.
    “No Brasil também é crime propagar ideais racistas.” Uma coisa é racismo, outra é o questionamento de um fato histórico. Acho o fato de os nazi-sionistas transformarem o “holocausto” num “tabu”, uma tremenda tolice. Quem não deve, não teme.
    Pax.

  39. Jehad Ali Shargawi (16–11–2009 11:56 am)

    Na verdade os Arabes e os Judeus sao praticamente o mesmo povo, sempre tiveram os mesmos costumes e vivenciaram no passado o mesmo cotidiano, de repetente, buum, se odeiam!!! Mas o que houve para que isso acontecesse? Na verdade pouco sabemos da verdade, se Israel queria ter seu Estado de direito nas terras palestinas é porque ali viveram durante milhares de anos, assim como os arabes, meu pai nasceu em Haifa quando era palestina, eles nao se odiavam naquela epoca, ele mesmo ia as sinagogas e vice versa os judeus, o que nao foi bem acertado e foi desvantajoso para o povo palestino foi a forma como foi implantado o Estado de Israel por pessoas que haviam saido da 2a guerra (mesmo sendo descendentes de Judeus) e que nao ” vivenciavam” a realidade da região e ja chegaram dando porrada e jogando as pessoas para fora, ai até voce iria gritar, nao acha? A questao maior ali naquela regiao passa pelo petróleo, só isso, $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

  40. Hadassah (18–11–2009 7:09 am)

    Bom, resumindo: os palestinos foram expulsos da Jordania, onde nao os aceitam mais de volta por la nem em nenhum outro pais muculmano. O unico pais q os aceitou foi Israel, q nem muculmano eh. Mas o Hamas, Al fatah e outros grupos terroristas palestinos nao deixam q os civis sejam cuidados por Israel, por isso abrem guerra contra nos, enviando diariamente foguetes para ca. Entao, Israel contra-ataca, como aconteceu em Jan/09 , e qdo soldados do Hamas se utilizaram de civis como escudos humanos e hospitais e escolas como esconderijos militares, colocando em risco vidas civis. O Hamas sim sao barbaros.

  41. Hadassah (18–11–2009 7:10 am)

    Vcs ja leram as news de hj? “AHmadinejad mata 3 pessoas contra as eleicoes”
    Carta aberta ao presidente do Irã.

    Tenho a certeza de que será uma das piores viagens oficiais de sua vida.
    Vai encontrar aqui um país de maioria cristã, coisa que abomina. Vai ter que se encontrar com políticos e empresários que usam gravatas, acessório proibido pelo código de vestimentas (lei no Irã) porque na visão xiita a gravata simboliza uma cruz em torno do pescoço dos homens. E verá mais de 5 cores de ternos, outra coisa também proibida no Irã.
    Espero que passe por nossas praias e não fique olhando para o chão do carro, pois precisa se confrontar com a liberdade ocidental de expor o corpo humano vivo e não os cadáveres. Precisará se controlar para não dar uma olhadinha em nossas beldades desnudas não só nas praias, mas com vestidinhos de Geisy por todos os cantos. Imagine o que é isso para alguém que defende a burka? É o próprio Faya, o Inferno muçulmano.
    Mas seja bem vindo aqui Ahmadinejad. Espero que se encontre com o presidente Lula em seu gabinete, veja a Bíblia sobre a mesa, veja a mezuza na porta ao lado na sala da Clara Ant. E pense muito bem no que fazer: apertar a mão de uma judia comunista de rosto descoberto e tornozelos de fora? Que dilema teológico…
    Mas seja bem vindo Ahmadinejad. Depois de se esquivar da Clara Ant, que como assessora pode até ser posta de lado, mas aí resta o Marco Aurélio Garcia, que deixa a Clara no ponto mais a direita da esquerda com sua mente sovietizada e cubanizada. Ih Ahamdinejad: você acabou com os comunistas no Irã. O que vai dizer aos nossos aqui (alguns deles o defendem hein…), a maioria, muito mais neo-liberal que de esquerda, mas não tem saída: neo-liberalismo também não é sua praia. E depois de se esquivar de um, sempre virá outro: uma grande lista de judeus e esquerdistas de fato no poder. Não são brinquedinhos buchechudos como na Venezuela. Aqui a esquerda é de raiz!
    Mas seja bem vindo Ahmadinejad. Venha ver um país de 190 milhões de pessoas de todas as origens e religiões que não se matam e não disputam o poder para matar as outras, se é que isso faz algum sentido para você. Pergunte como se faz uma eleição sem fraude.
    Tem umas coisas aqui que você precisava conhecer para ampliar seus horizontes mas não vai rolar. Não vai ao Corcovado. Não vai ao Pão de Açúcar, não vai dar uma volta no Saara no Rio ou na 25 de Março em São Paulo. Não vai ter uma almoço fechado no Porcão, até porque você, como muçulmano, come kosher também. Aliás, se quiser levar um salame antes voltar, passe aqui na Bolivar 45. Dá até para parar o carro na baia de descarga e tomar um café: eu pago! Aproveite para ver o que nossos vizinhos cristãos iraquianos pensam de você. Posso até marcar com uns amigos bahais. É! Tem bahais no Brasil também, religião que os xiitas escorraçaram da Pérsia e depois do Irã, tendo que se refugiar em Haifa, ainda no domínio Otomano. Ih, esqueci: tem turco para caramba aqui no Brasil. Tem libanês cristão para todos os lados. Mais libaneses e descendentes de libaneses que no próprio Líbano.
    Aqui é um lugar interessante para você conhecer, pena que vai ficar acossado entre a mídia e a política e não verá nosso povo.
    Pessoalmente não tenho nada contra você. Não fico nem um pouco impressionado com mais um líder muçulmano dizendo que vai varrer Israel do mapa. Pode tentar. Em 1948 quando eram fortes e os judeus fracos, não conseguiram. Depois Nasser tinha o seu discurso. Depois Sadat tinha o seu discurso. Depois Shuqueiri e Arafat tinham o seu discurso. Depois Assad (pai) tinha seu discurso. Depois Saddam, seu inimigo mortal tinha o seu discurso. Você é professor. A história lhe interessa. Olhe para trás e veja onde estão e o que conseguiram. Pelo menos podia ser original em seu discurso.
    Nem seus arroubos de negação do Holcausto a cada vez que o petróleo está baixo me incomodam. Você é o presidente, mas não é o poder. Você não me preocupa e nem sei o quanto dos coisas que faz ou diz são realmente suas ou você é apenas o porta voz da junta teológica que domina os persas.
    Não é aqui no Brasil que alguém vai te lembrar que é dirigente do único país xiita entre outros 53 países sunitas e que maios ou menos 1 bilhão de muçulmanos não vão com a sua cara enquanto só uns 13 milhões de judeus tem algo contra você. Isso não vão te dizer aqui. Não vão dizer que o Irã tem relações diplomáticas com menos países islâmicos que Israel. E ninguém vai chegar até você numa entrevista e perguntar: ‘Presidente, para que essa bobagem de dizer que Israel tem que ser varrido do mapa? Seu obejtivo não é triunfar onde seus antepassados xiitas fracassaram e retomar Meca? Abrir Meca para os persas e varrer o domínio árabe sobre o Islã no Golfo?’ Não é essa a agenda verdadeira iraniana verdadeira? Vcs também seguem Sun Tzu não seguem? Faça o inimigo achar que vc está longe quando está perto…
    Sei que você pode jogar a Bomba sobre Israel pois são apenas judeus, cristãos, bahais e sunitas por lá. Todos infiéis na visão. Mas você acredita que Israel tem 300 Bombas. Um monte de gente acredita. É blefe? É real? Mas a família real saudita não tem nenhuma né? Será que alguém ataca você se a Bomba cair em Ryad e não em Jerusalém? Pessoalmente, acho que não. Mas se eu fosse você ficaria com o pé atrás e mandava investigar a fundo todo mundo que está em seu programa nuclear. Você acreditaria se eu disse que algum dos cientistas paquistaneses pode ser um agente taliban da Al Qaeda, sua inimiga mortal, pronto para fazer um ataque suicida nuclear em suas instalações? Vocês são persas. São inteligentes. Sabem quem são seus reais inimigos. Sabem que sempre foram os árabes, os sunitas e agora os talibans. Depois de 10 anos de guerra com os sunitas iraquianos seus aiatolás quase atacaram o Afeganistão sob domínio taliban por 3 vezes. Só não fizeram porque foram um pouco mais espertos e deixaram os ocidentais se ferrarem por lá, como os soviéticos, sem conseguir resolver nada.
    Mas seja bem vindo. Venha e ouça o que precisa ouvir! Venha e ouça o que precisa ser dito. Vai ser insuportável para você. Assine um contrato para uma área do pré-sal pois seu petróleo está acabando e você sabe disso melhor que ninguém.
    E tenha uma certeza caro presidente: Israel não vai construir o segundo Yad Vashem, o segundo Museu do Holocausto. Mas se o Irã realmente enveredar pelo caminho da chantagem atômica, vocês poderão acabar tendo que construir o seu primeiro museu….
    JR

  42. Herik Mourão (18–11–2009 2:10 pm)

    Hadassah,

    Posso colocar essa sua carta aberta no meu blog? Gostei demais, é sua mesmo?

  43. Fernando César (18–11–2009 3:17 pm)

    Bem, vamos aos fatos: 1948, palavras do secretário da liga árabe:” Esta guerra será uma guerra de aniquilação e da história do abate serão contadas como as campanhas dos mongóis e os cruzados.”
    Palavras do Mufti, Haj Amin al Husseini(tio de Arafat): ” Estou declarando uma guerra santa. Meus irmãos muçulmanos! O abate dos judeus! Mate-os todos!”
    Devemos lembrar que em 1937 foram os árabes e não judeus, que rejeitaram o acordo proposto pela Comissão Peele, que deu aos judeus apenas 17% da Cisjordânia. Em 1947, foram os árabes que rejeitaram a proposta da ONU para a divisão. A expulsão de 650.000 palestinos é a contrapartida de 700.000 judeus expulsos dos países árabes e forçados a emigrar para escaparem da morte, chacinas e massacres.Para a criação do Paquistão, 7 milhões de muçulmanos foram remanejados dentro do território indiano.
    Resumindo. A questão é que os árabes não aceitam um país não-islâmico na região. Ainda mais nos moldes ocidentais.E assim, nada mais prático do que usar dos palestinos para fustigar Israel.
    Com relação a desproporcionalidade da reação israelense: A Rússia usou da “proporcionalidade” quando invadiu a Ossétia do Sul(anexando-a) e a Geórgia(minúsculo país)? Claro que não!
    Não sou o dono da verdade. Mas também não sou hipócrita.

    ps: Antes de receber ofensas…sou descendente de palestinos e libaneses.

  44. Daniel (18–11–2009 3:37 pm)

    Ephraim Katzir (1916-2009), terrorista israelense e futuro presidente do país, para Ben-Gurion, sobre as armas biológicas que os sionistas desenvolviam no nascimento de seu Estado, para usar contra os árabes nativos: “Nós a testamos em animais. Nossos pesquisadores estavam com máscaras de gás e vestimentas adequadas. Bons resultados. Os animais não morreram (apenas ficaram cegos). Podemos produzir 20 quilos por dia desse material”.

    O próprio Ben-Gurion (1886-1973), outro notório organizador de ações terroristas, a propósito de um “revide”: “Há agora a necessidade de uma reação forte e brutal. Precisamos ser precisos quanto ao tempo, lugar e quanto àqueles que atingimos. Se acusamos uma família, temos que atingí-la sem piedade, mulheres e crianças incluídas. De outra forma, não será uma reação efetiva. Durante a operação não há necessidade de distinção entre culpados e não-culpados.”

    Dov Weissglas, porta-voz de Arien Sharon, em 2005, sobre os “planos de paz” de Israel: “O significado do plano de retirada [de Gaza] é o congelamento do processo de paz. E quando você congela aquele processo, você evita a criação de um estado palestino, e evita a discussão sobre os refugiados, as fronteiras e Jerusalém. Efetivamente, todo esse pacote chamado estado palestino, com tudo o que ele requer, foi indefinidamente removido de nossa agenda.”

    Mais, aqui: http://www.amalgama.blog.br/12/2008/a-transferencia-compulsoria-palestina/

    E acabou de sair na NY Review of Books um ótimo artigo de David Shulman, “Israel Without Illusions: What Goldstone Got Right” – http://blogs.nybooks.com/post/247398486/israel-without-illusions-what-goldstone-got-right

  45. Fernando César (18–11–2009 5:33 pm)

    Só um bobo acredita nas boas intenções do iraniano com relação aos palestinos. Para começar, não temos nada em comum, mesmo na religião, somos sunitas(maioria) e eles, xiitas.Não são semitas. A cultura é diferente(não existe , como muitos pensam, uma cultura muçulmana), a língua é diferente e são menos homogêneos(+ de 40% não são persas) que os palestinos. Ambicioso, quer marcar presença na região, como líder hegemônico do mundo islâmico…rivalizar com a Turquia(único país de população islâmica com governo secular e democrático na região) e provocar Israel..Não passa de um fanfarrão, um demagogo perigoso. Tem ambições no Iraque.Faz a cabeça dos chefes tribais das facções xiitas iraquianos. Os curdos não confiam nele. Nem turcos, sauditas, jordanianos e egipcios. Só os sírios e o seu braço armado no Líbano(Hezbolah). Enquanto isso, a Palestina fica como boi de piranha e o meu querido Líbano servindo de albergue para um bando de alienados a soldo de ditadores e fanáticos religiosos.Infelizmente, ainda tem incautos, que nunca botaram o pé no Oriente Médio, escrevendo sandices, alimentando discórdias e destilando preconceitos. Deveriam emigrar para um dessas teocracias e de lá postar suas bobagens.Tenho certeza que em pouco tempo ficariam manetas, na melhor das hipóteses.
    Quanto a visita do cidadão…será mais um com o seu blá blá blá.

  46. Fernando César (18–11–2009 6:29 pm)

    O Mufti(tio de Arafat), quando foi prestar contas do massacre de judeus palestinos e beijar a mão do Fuhrer, mal sabia que os muçulmanos(incluindo ele) já estavam “agendados” como os novos hóspedes dos campos de concentração e provavelmente, combustível dos fornos crematórios. Esqueceu-se de que era semita e que o seu líder, Hitler, não era confiável. Basta lembrar o pacto que fez com Stálin.

  47. Daniel (18–11–2009 6:58 pm)

    Argumento chulo, Fernando. Só então quem já “pôs os pés” em locais onde ocorreram ou ocorrem atrocidades é que pode falar a respeito? Imagino que todos aqueles que amaldiçoam o nazismo hoje, não apenas já puseram o pé na Alemanha, como efetivamente entraram na máquina do tempo do senhor H. G. Wells para conferir as sandices in loco. Da mesma forma, só quem esteve na África do Sul do apartheid está apto a criticar o regime. Ou apenas quem viveu o calor dos acontecimentos em Ruanda pode abrir a boca. Bobagem.

    E depois, o que falar daqueles que presenciaram e presenciam a barbárie israelense ao vivo e a cores, e abrem a boca? Robert Fisk, Ilan Pappe, David Grossman, Christopher Hitchens, Uri Avnery, René Backmann, Gideon Levy, Richard Goldstone, David Shulman, Eric Alterman…?

    Já sei, já sei… São todo fãs do tio do Arafat.

  48. Fernando César (18–11–2009 11:46 pm)

    Daniel,
    Todos esquerdistas, como vc. Cadê a opinião dos que contestam os argumentos dos senhores citados? Não vale? Já sei, comunista só aceita opinião quando são favoráveis.A crítica é livre. Demonizar alguns e santificar outros é justo? Honesto ?
    Botar os” pés,” meu jovem, é ter vivenciado os fatos e interpretá-los com imparcialidade, não se contagiando pelo politicamente correto.E tem mais, chulo é o seu cinismo. Naquela região ninguem é santo. A barbarie corre solta: Iraque, Irã, Afeganistão, Paquistão e por ai vai em centenas de aldeias. Ou vc acha que degolar oponentes, apedrejar mulheres e outras crueldades não são barbarie? Explodir onibus com crianças não é uma barbarie ? Usar crianças como escudo para impressionar o mundo, não é barbarie? Esmagar a cabeça de uma criança judia, não é barbarie? É muito comodo ficar de longe julgando e condenando aqueles que não nos são simpáticos. Ah, me esqueci que vcs relativizam aquilo que interessa. O que não… tome a objetividade!Concluindo, sendo vc um “importante intelectual”, catedrático em história universal e especialista nas idiosincrasias dos povos do oriente médio,, indico-lhe, humildemente , os seguintes inexpressivos senhores: David Horowtz, Alan Dershowtz, Peter Novick, Daniel Goldhagen, Omer Bartov e Ben Dror Yemini.
    ps: Também presenciei barbaries, de perto. Bem pertinho!
    Passe bem, F.C. K.M.

  49. Daniel (19–11–2009 12:25 am)

    Ah, então o problema é o diabo do comunismo. Chulíssimo. Vale a opinião dos que são contrários, sim. Aí a gente compara as duas versões com relatórios de ONGs comunistas, como a Anistia Internacional, e organizações sediadas em países do Segundo Mundo, como a ONU. A gente pega o Relatório Goldstone e vê o que faz com os seus autores de cabeceira. (A propósito, um livro que expõe a farsa dos argumentos do Dershowitz, linha por linha, com requintes de crueldade: Beyond Chutzpah: On the misuse of anti-semitism and the abuse of history.

    Qual o número de mortos de civis que você quer comprarar? Os mortos por Israel e os mortos pelo Hamas durante o massacre de Gaza do início do ano? Durante a Guerra do Líbano de 1982? Durante a “Guerra de Independência” israelense?

    Sobre escudos humanos. Israel acha a prática tão deplorável (que miséria, ser forçado a bombardear civis protegidos por bandeira branca…), que seu Ministério da Defesa recorreu de uma decisão da Suprema Corte proibindo o uso de palestinos como escudo humano pelas suas Forças de Defesa. Não que essa decisão tenha impedido tal exército de usar uma criança como escudo humano ainda este ano. Pra não falar que o lançamento de dardos e bombas de fósforo branco é uma tática bastante eficiente para romper o escudo (humano ou não) do inimigo — e não para aterrorizar civis, como dizem as ONGs comunistas.

    Estejamos bem.

  50. Hadassah (19–11–2009 8:24 am)

    Caso estejam abertos a ouvirem: vou dar um exemplo de como a midia so mostra um lado da historia… eu poderia contar o lado de Israel. Eu poderia por exemplo, contar q Israel nunca atiraria em criancas e mulheres civis palestinas por diversao. Gostaria de contar q na ultima operacao q tivemos (dez/09-jan/09), Israel pediu dezenas de vezes q o Hamas (um dos grupos terroristas palestinos) parasse de atacar Israel (sim, ate hoje Israel recebe foguetes vindos de Gaza DIARIAMENTE – isso nao sai na midia), eles nao pararam. Israel soltou flyers aos milhares em Gaza, avisando aos civis q teria q contra-atacar, ja q o Hamas nao parou. O Hamas se utilizou e ainda se utiliza de escudos humanos em Gaza, como se utilizar de escolas e hospitais como esconderijo militar. E ai, como fica a situacao de Israel? Q ataca civis sem culpa, ne? Estou disposta a contar o q sai na midia do Oriente Medio e o q acontece de verdade aqui dentro.
    E realmente, quem ja esteve com o “pe” num pesadelo, sabe muito bem o q eh isso. Como por exemplo meus 4 avos q passaram e sofreram o Holocausto na Alemanha e Polonia pelo simples motivo de terem nascidos judeus. Um dos meus avos tinha o numero de Auschwitz gravado no braco. Eu ja estive visitando os campos da Polonia… quero q alguem faca esses comentarios criminosos depois q conhecer esse horror de perto (e olha q eu nao possei por isso eu mesma…).
    Enfim, conhecimentos gerais nunca sao demais.
    PAZ.
    PAZ.

  51. Herik Mourão (19–11–2009 9:14 am)

    Para o Daniel,

    Um fato que eu é que em todos os comentarios o Daniel ataca Israel. Eu queria entender o que o motiva?

    Daniel perdeu algum parente para o exército israelense ou Daniel é um amante do povo e cultura árabe-palestina?

    Outra coisa, Daniel, você é um cara interessado no assunto, posso pedir para você escrever aqui nos comentários algumas coisas boas que Israel já fez?

    Daniel, faça um exercício mental e responda pelo menos 3 coisas sérias que você adimira em Israel. E se não for pedir muito, coloque também crimes que foram cometidos por Hamas, Herzbolah e Síria.

  52. Daniel (19–11–2009 12:54 pm)

    Herik, imagino você fazendo esse mesmo pedido em posts favoráveis a Israel (”cite pelo menos 20 vezes em que Israel sabotou o processo de paz”).

    Este post foi sobre por que a mídia trata o presidente iraniano como uma ameaça para o universo e tratou com tapete vermelho o presidente israelense, sem mencionar seu papel, por exemplo, de garota de torcida e mentiroso exemplar durante a preparação para a Guerra do Iraque.

    Você quer um post sobre a submissão da mulher no islã? Veja aqui mesmo no Amálgama, com ótimos comentários dos leitores: http://www.amalgama.blog.br/08/2009/atire-a-primeira-pedra-quem-apoia-a-burca/ (Pode ficar tranquilo, que o autor não posa de imparcial, dizendo “Mas o judaísmo também é misógino!” etc. etc.)

    Uma coisa boa de Israel: democracia. Mas democracia não é tudo, democracias também cometem crimes, mentem e posam de vítima, da mesma forma que ditaduras como Cuba. Crimes do Hamas? Há aos montes descritos no Relatório Goldstone. Você já leu? Encontrará muitas páginas destilando antissemitismo, mas essas você pode ir pulando – http://www2.ohchr.org/english/bodies/hrcouncil/specialsession/9/docs/UNFFMGC_Report.pdf

    E fique frio, que eu também nunca fui lá muito fã da cultura tutsi de Ruanda, embora tenha me sensibilizado o bastante com seu genocídio para abrir espaço no Amálgama para o texto de um padre sobre as etnias: http://www.amalgama.blog.br/09/2008/tutsis-e-hutus/ (Desculpem os links de auto-propaganda, estou apenas aproveitando a grande quantidade de novos leitores nesta página para direcioná-los a outros posts do blog. Grato.)

  53. fred.k (19–11–2009 2:03 pm)

    Com certeza, Israel deve se arrepender até a morte -literalmente?- por ter fomentado o Hamas na década de 1980 como forma de enfraquecer a secular OLP.
    Bom, também não pode os julgar Israel por não ter previsto que o muro irira cair e que a divisão do mundo em duas ideologias iria ruir, dando lugar a diversas outras formas de sociabilidade, principalmente religiosa.
    Entendo o ponto do Daniel. Ele questiona o porquê de se usar dois pesos e duas medidas para falar das ações de Israel e Palestina.
    Por outro lado, penso que aqueles que tomam partido inconsequente de algum desses dois lados acabam frustrando a única saída para o conflito, que vem da união dos moderados de ambos os lados. E eles existem, inclusive com uma entidade que une israelenses e palestinos.

  54. Herik Mourão (19–11–2009 2:30 pm)

    Você não conseguiu responder e isso já dá uma noção de quem é você. Você não é parcial.

    Erros de Israel… Eu tenho certeza que houveram muitos.
    O muro inclusive é um deles, pois muros não servem de bases para a paz, nunca simpatizei muito com o Likud.

    Mas antes de postar o que eu gostaria, eu gostaria de um mundo com paz e para isso acontecer é preciso que TODOS tenhamos uma postura diferente.

    Outra coisa que eu percebi é que você realmente não gosta, nada vai fazer você olhar para Israel que não seja com olhares de raiva. O que deve ser muito ruim para uma pessoa que tem um nome que tem origem do Hebraico.

    Só não coloque sua cabeça no travesseiro achando que está prestando um serviço à humanidade com seus posts “esclarecedores”, pois você e sua raiva são muito mais da guerra do que da paz.

  55. Gato Precambriano (19–11–2009 5:43 pm)

    Herik e demais

    Nem você, nem ninguém tampouco, foi capaz de apresentar 1 (um) ato de agressão ou terrorismo partindo do Irã, contra quem quer que seja. Nada foi apresentado, além da retórica demagógica do Sr. Ahmedinejah, que justifique a continuada e sistemática vilificação do Irã, que vem desde 1979 (muito antes do advento de Ahmedinejah, portanto), e muito menos um possível ataque “preventivo”.
    Decerto niguém aqui é fã do tipo de regime do Irã, mas convenhamos que pais nenhum pauta suas relações internacionais por esse tipo de coisa. Ou não mais, pelo menos. E mesmo se fosse esse o caso, então tem uma fila de países e regimes aí, dignos de entrar para um Index, e o Irã não está no início da fila não viu?
    Quanto á Israel, não se tratam de uns errinhos aqui e ali não. Se trata da espoliação continua e sistemática de um povo (palestino) inteiro, através de uma verdadeira campanha de limpeza étnica. Mas essa é outra discussão.

  56. Hadassah (20–11–2009 10:24 am)

    Para quem questiona o Holocausto: tenho 4 avos q passaram por ghettos, campos de concentracao e/ou exterminio. Um dos meus avos possuia o numero de Auschwitz no braco. Fora isso eu estive ja em campos na Polonia e Alemanha, mesmo apos 65 anos eh horrivel entrar nesses lugares (muitos ainda inteiros e inclusive com as camaras de gas e fornos crematorios em funcionamento) e sentir ainda os horrores la cometidos.
    Sobre alguem q perguntou sobre um ataque q o Ira tenha feito, entao vamos la: alem desse homem matar pessoas do proprio povo dentro do proprio pais o tempo inteiro, cito um dos maiores atentados q esse pais genocida cometeu: o atentado ao predio da AMIA, em Buenos Aires, em 1994.
    Mais perguntas? Estou super disposta a responder. Na PAZ.

  57. Hadassah (20–11–2009 10:29 am)

    Sobre a “limpeza etnica” q o “Gato” ai em cima cita. Nunca Israel fez ou faria uma coisa desse tipo. Eu vivo em Israel e aqui pessoas de todas as religioes, credos e cores sao aceitos como cidadaos. Inclusive os muculmanos possuem os mesmos direitos q os judeus, com menos deveres. Quer vida mais “melzinho na chupeta” q essa? Aqui se vive, trabalha e estuda em paz, muculmanos e judeus.
    Quem esta arrasando com o povo palestino sao os grupos terroristas palestinos, como o Hamas em Gaza. La, eles nao deixam Israel se aproximar em paz para ajudar com comida e remedios, coisas q enviam por avioes, de cima. La, o Hamas nao deixas os palestinos se mudarem para Israel, onde eles sao recebidos e quem consegue, passa a viver uma vida digna. Infelizmente quem faz a limpeza sao os proprios grupos palestinos terroristas. Mande mais questoes e perguntas e eu respondo com a realidade daqui – o q nao eh mostrado ai na midia!

  58. Daniel (20–11–2009 1:42 pm)

    Hadassah, Ilan Pappe, quando pesquisou arquivos e escreveu “A limpeza étnica da Palestina”, também estava em Israel. Não sei se no mesmo bairro teu, mas por aí. Ah, mas ok, já disseram que é apenas um esquerdista, então a opinião não vale. Ben-Gurion planejou e levou a cabo a limpeza étnica palestina sim, apenas usou o termo “transferência compulsória” (tsc, tsc).

    A vida dos árabes israelenses é mel na chupeta, sem dúvida, ainda mais porque a maioria dos judeus israelenses concorda com Netanyahu, que eles representam uma “ameaça demográfica” [http://www.haaretz.com/hasen/pages/ShArt.jhtml?itemNo=380223&contrassID=2&subContrassID=1&sbSubContrassID=0&listSrc=Y]

    Aliás, se o tratamento exemplar dos israelenses para com os arábes já começa muito bem em Gaza e na Cisjordânia, como em solo israelense seria diferente, não é verdade?

    Mas deixa eu me aproveitar (uma vezinha só, juro) de sua estadia no Oriente Próximo e sua disposição para responder prontamente questões espinhosas. Vai uma de múltipla escolha, pra facilitar:

    Questão: Por que os soldados Israelenses invadiram no início do ano o zoológico de Gaza e fuzilaram animais? [http://www.youtube.com/watch?v=ZNHejoWT8lI]

    a) Porque os animais na verdade eram terroristas do Hamas disfarçados
    b) Porque havia sob o zoológico uma base terrorista que produzia armas nucleares, e com ligação direta com o Irã
    c) Porque alguns dos animais do zoo eram descendentes diretos do autor dos “Protocolos dos sábios de Sião”
    d) Porque alguns animais poderiam ser usados como animais-bomba, então que país não tem o direito de defender a si mesmo?
    e) Porque o zoo está em Gaza, mas a Bíblia diz que Gaza é de Israel, bem como a “Judéia-Samária”, e nos territórios de Israel os israelenses matam quem e o que lhes der na telha

  59. Herik Mourão (20–11–2009 4:15 pm)

    Daniel,

    Você ainda não me respondeu, mas tudo bem.

    Percebi que você é um cara que crê nas suas fontes de informação, mas você tem uma facilidade em acreditar na pureza e bondade dos seus e na maldade e vilania de Israel. Será que você está tão certo e seu ódio não está lhe cegando? Será que não tem nada na sua história de vida pessoal que esteja alterando o seu juízo?

    Eu não duvido que tenham havido erros na conduta de Israel. Seja dos soldados ou seja dos governantes, mas você acha que com um video vai trazer a verdade ao mundo. Você não acha que está contribuindo muito mais para a guerra do que para a Paz?

    Você realmente acha que Israel é o culpado de todas as desgraças dos Palestinos, que hoje teriam um estado que seria uma Suiça no Oriente Médio.

    Desculpas se você(Daniel) ou alguém acredita no plano secreto dos judeus dominarem o mundo, mas isso é a coisa mais absurda para uma pessoa acreditar.

    São essas as verdades absolutas, que você(Daniel) na magnitude da sua existência vai alertar o mundo do perigo dos judeus e de Israel????

    Será que no youtube não existem outros usuários com videos que falem de propostas de paz feitas por Israel ou será que não existem videos de atentados terroristas contra civis? Quem sabe podem existir algum material sobre algum caso de palestinos que forjaram imagens fortes para usar a mídia contra Israel.





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