Fábula de vestibulandos

por Camila Pavanelli – Eram aqueles quinze minutos subjetivos em que você está esperando a prova chegar. Mesmo: você já ultrapassou os portões, já entrou na sala, o examinador já atestou que seu RG não é falsificado e você não está em meio a uma crise epilética, embora arrepios totalmente desprovidos de sentido fisiológico ainda teimem em percorrer sua barriga.

Não há mais volta: você está inscrito no vestibular e, contra todas as expectativas, apresentou-se para fazer a prova dentro do horário previsto e passando razoavelmente bem. Agora, depois de ter conferido as pontas dos seus dois lápis e limpado a borracha como podia na fórmica da carteira, nada há a fazer senão distrair-se com a conversa alheia que prolifera, baixinha, entre adolescentes ou nem tanto que não sabem se se tratam como cúmplices ou concorrentes, à espera de sua salvação ou seu suplício.

Assim foi que ouvi uma conversa entre dois desses adolescentes. Eu, na condição de nem tanto, não me sentia impelido a socializar. Hoje, passado o vestibular que me levou ao curso de que desisti, não sei se me arrependo ou se me felicito por ter-me mantido à parte. Por isso escrevo; para que os leitores me ajudem com seu julgamento. Pois, naqueles quinze minutos imponderáveis, ouvi algo de extraordinário.

Dizia o vestibulando de química ao vestibulando de educação física:

- Você não tem medo de não passar?

O que o futuro educando físico respondeu eu não sou capaz de reproduzir, mas posso tentar imitar.

Argumentou ele que era evidente que não tinha medo, pois naquela situação este sentimento seria completamente infundado. “Pense comigo”, pensava ele: essa história de não sei quantos candidatos por vaga é puro terrorismo que incutem na gente. Afinal, que me importa se para a carreira que desejo há trinta, quarenta candidatos por vaga? Que diferença faz? Eu sou um, a vaga é uma. O curso de Educação Física tem oitenta vagas disponíveis. Dessas oitenta, eu só preciso de uma. Sobram setenta e nove. Ou seja, está sobrando vaga.

Não sei de onde tirei forças e equilíbrio psico-físico para fazer a prova, e inclusive ser aprovado, depois de uma revelação dessas.

Sim, sim – de repente, tudo fazia sentido…

Se quero passar uma noite – ou um pedacinho de manhã, que seja – com Angelina Jolie, eu posso. Que me importa se há um contingente de um bilhão de homens e mulheres com o mesmo desejo, e ademais um Brad Pitt no meio do caminho? Afinal, há bem mais de oitenta mulheres no mundo, mas eu só preciso de uma Angelina Jolie. E não é que, coincidentemente, só há uma Angelina Jolie mesmo? Eu sou um, Angie é uma; juntos formamos dois; é perfeito.

Da mesma forma, concluí também que nada me separava da presidência da Coca-Cola. Está certo que presidente da Coca-Cola só há um, mas por sorte, eu também sou um, e só preciso de exatamente um cargo. Não quero acumular presidência, diretoria comercial e outras funções que desconheço. Estas eu deixo para o bilhão de pessoas que, como eu, também almejam a presidência. Juntando os principais cargos executivos da empresa, chega-se fácil às oitenta vagas. Também aqui, portanto, temos vaga de monte acumulada.

Mas a Teoria da Educação Física não se aplica somente aos casos grandiosos – afinal, ninguém é obrigado a ter ambições na vida. Suponhamos que eu queira levar minha mãe para almoçar no Frango com Polenta em pleno Dia das Mães. Ora, dirão os terroristas, mas o restaurante estará lotado! Falácia, pura falácia. Por maior que seja a minha família, ela nunca ocupará mais de uma mesa. E mesas o Frango com Polenta tem centenas, perto de um milhar. Minha mãe e minha família só necessitam de uma. Mais de novecentas mesas sobrarão. Não tem como dar errado.

Desnecessário dizer que minha vida mudou no instante mesmo em que minh’alma foi exposta à verdade da Teoria, que não só iluminou diversos eventos como serviu de guia ético para muitas de minhas decisões nos últimos tempos. Naquele distante ano dos quinze minutos que poderiam ter sido quinhentos, prestei vestibular para Ciências Sociais, e não surpreendeu a ninguém que eu tenha passado. Disse-me a Teoria, depois disso, que eu receberia um diploma quatro ano depois: eu era um e o diploma que me cabia também. Era só deixar o tempo passar, que a Teoria cuidaria do resto.

Hoje o tempo passou, e cientista social não me tornei. Não sei o que pode ter dado errado. Até agora, só me ocorre uma explicação plausível e justificável: meu foco foi demasiado provinciano e limitado.

Portanto, Angelina Jolie, se segure, que aí vou eu levando-lhe 600ml de coca-cola nos braços. Ou então, senhores da Coca-Cola, segurem-se vocês, que na entrevista de emprego levo uma foto de Angie no porta-retratos.

Tudo vai dar certo. Eu só quero uma mulher e um emprego, ninguém dirá que isto é pedir demais.

Mas o principal, o principal é que a Teoria continua do meu lado.


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41 comentários | Dê sua opinião

  1. Joao~Grando 14/11/2008 em 9:12 am

    Educação física? Curso errado.
    Tenho certeza de que estiveste diante de um grande autor de auto ajuda.
    Já imaginou? “1 a 1″, milhões de cópias vendidas.

    Responder
  2. mauro tatini 14/11/2008 em 1:18 pm

    eu já acho que o vestibulando de Ed. Física está certíssimo: se ele só precisa de uma vaga, as outras sobram. Na verdade, é tudo assim: se eu for realmente pensar que não vou nunca fazer sucesso como músico (pois as estatísticas reais provam que eu não vou – mais fácil eu ganhar na loteria) eu desisto antes de tentar. E se tento, é porque acredito que “uma das vagas JÁ É MINHA”. Claro, pode não ser. Mas ou eu tento “direito”, ou desisto antes de tentar. Se fosse assim, já pensou o que seria de tudo no mundo?
    E só pra constar, eu fiz ed. física. Das 300 vagas, eu peguei uma só. E como entrei em primeiro lugar, REALMENTE sobraram 299.
    E jogo toda semana na loteria.
    :o )

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  3. priscilla 16/11/2008 em 11:22 am

    tudo na vida temos que tentar…como diz um velho ditado: “Nem todos que tentaram venceram, mas todos que venceram tentaram..”. Ele está certo nao tem que subestimar os seus conhecimentos, ele pode ser o melhor naquele momento.

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  4. sidao 16/11/2008 em 11:49 am

    ai que artigo chato

    blaaahhhh

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  5. red 16/11/2008 em 12:49 pm

    Poucos ventos nos levam ao norte, tornados incomensuráveis nos levam para o sul, o segredo nao é combatê-lo, se impor, segurá-lo, enfrentá-lo, mas sim fazer de sua força a nossa.

    Viver é uma guerra, o vestibular é uma batalha.

    * continue sempre buscando.

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  6. Jose 16/11/2008 em 1:01 pm

    Tá, ri muito kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Ele tem razão, essa história de concorrência é tudo falácia para enganar os bobos, heeheh.

    Só me lembro das minhas colegas conversando semanas antes do vestibular:

    - Não são 70 vagas para esse curso, são apenas 69, porque uma já é minha.
    - Ah! Então são 68 porque a uma também é minha – disse a outra colega.

    E eu, que iria concorrer para o mesmo curso, fiquei só ali escutando. “Tá bom né, se é então é…”

    E eis que, quando sai o resultado do vestibular, eu fui a única que passou!

    Moral da história: Isso de tanta segurança de si não ajuda em nada. :p

    Responder
  7. RevolX 16/11/2008 em 1:11 pm

    Tentar é a mãe da vitória sem sombras de dúvida.
    Eu posso precisar de uma vaga, mas cada concorrente idem.
    Se todos sabem que uma vaga é sua, logo é bom aumentar as vagas 1 x 1.
    O texte é puro, auto ajuda.

    “Se não houver vencidos,não há a glória do vencedor. “

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  8. JC 16/11/2008 em 1:36 pm

    Escreves muito mal…

    Responder
  9. Eu 16/11/2008 em 2:19 pm

    aos vencidos as batatas!!!!

    Responder
  10. tamires 16/11/2008 em 2:53 pm

    eu gostei ^^))

    Responder
  11. Juliana 16/11/2008 em 4:05 pm

    Realmente OTIMO !
    Este ano eu vou prestar vestibular pela primeira vez, e,
    não muito diferente de tantos outros, estou insegura e anciosa.
    Mas agora vou pensar assim: só minha vaga me interessa… É correr atrás
    do que EU quero, e não se preocupar com quantos concorrentes eu tenho!
    ADOREI mesmo ! xD

    Responder
  12. Luiz Fernando 16/11/2008 em 4:34 pm

    hsuahsuahushauhs
    Angelina que me espere!
    Enquanto ao vestibular, é como sempre digo pra uma amiga minha que é um pouco “pessimista”, ela sempre diz: “Ahh SE eu passar… vou fazer isso, isso e isso”
    E eu digo: “Não é SE, e sim QUANDO, porque passar no vestibular não é uma questão de probabilidade e sim de tempo, se a pessoa realmente quiser aquilo”
    Eu sempre digo pra ela que o “SE” a gente só usa se for pra dizer: “SE eu não passar, o que é uma probabilidade muito remota, eu tento de novo” =P

    Responder
  13. tiago 16/11/2008 em 5:52 pm

    Me senti motivado embora não saiba, o resultado de minha tentativa de vestibulando.

    Responder
  14. tiago 16/11/2008 em 5:54 pm

    Muito legal!

    Responder
  15. Vitor Biagi 16/11/2008 em 6:04 pm

    na boa, minha vó fala dessa coisa de 1000 vagas e vc só precisa de uma, e todos riem dela… não sei como seu texto chegou aqui.

    Responder
  16. ccc 16/11/2008 em 6:10 pm

    Fala sério….
    A teoria pode até não ser 100% comprovada, mas é uma teoria muito boa….
    E aos vestibulandos: Se estão pensando que o vestibular é o maior problema do mundo…. espera só até entrar na faculdade!!!!
    Que saudade dos meus tempos de cursinho….. hehehe

    Responder
  17. Eduardo Carvalho 16/11/2008 em 6:11 pm

    Muito bom!!!
    A ”Teoria” é uma boa maneira de encarar os desafios!
    Ainda encontrarei Angelina Jolie bebendo Coca…

    Responder
  18. sasa 16/11/2008 em 6:30 pm

    A Teoria é verdade, mas muitos nem sabem se querem mesmo ir para faculdade. Então se preparam e passam, tirando a oportunidade der quem realmente quer, me façam o favor ,que não cheguem nem a pegar o ônibus…

    Responder
  19. Gui 16/11/2008 em 7:08 pm

    A teoria é otima.Mas como dizem aqui nas terras hispanas..Na teoria….
    Vamos ver na prática meu amigo.
    quando os vestibulando entradrem na universidade alguns irao pedir para sair.
    kkkk..Já vi muitos colegas meus dizerem isso.Entao cuidado e tomem a decisao correta ,para nao terem a probabilidade de arrependerem.

    Responder
  20. thais 16/11/2008 em 8:43 pm

    Legal~~~~~”"”"!!!

    Responder
  21. Dayane Faviero 16/11/2008 em 10:27 pm

    O dia do vestibular é sempre muito engraçado…(depois q passa, claro ) todas aquelas pessoas fazendo de tudo para passar a impressão de segurança, inteligência….bom preparo…Aquelas camisetas de cursinho com frases quase que ameaçadoras… rss Normal….Tudo teatro…rsrs mas eu não critico não… são maneiras válidas de se aumentar a autoconfiança…(Ei… eu usei a camiseta do cursinho…).
    Vestibulandos….
    Mantenham a calma…. concentrem-se e evitem escutar esses tipos de conversa…Vcs que se prepararam…têm a mesma chance que todas aquelas pessoas que falam com ar de superioridade durante aqueles minutos que antecedem a prova. Aliás….é uma prova…apenas isso. Virão muitas outras pela frente….

    Responder
  22. Lucca 16/11/2008 em 11:08 pm

    siusiuahsiausa
    racheeei²³³²³²

    Eu prestei Unicamp ontem! (já passou da meia-noite)
    Tava facil, só que tava facil pra todo mundo. Ah, tudo bem, tem 40 vagas o curso, e eu só preciso de uma, que se danem os 15 candidatos por vaga, só preciso de uma mesmo xD
    Terrorismo ¬¬’

    Responder
  23. Prof. João Batista do Nascimento 16/11/2008 em 11:15 pm

    Só não disseram o que é verdadeiro nos vestibulares das públicas: De tudo que se estuda em doze anos de escola pública só cai vírgula, mas até das útlimas revisões de bons pré-vestibulares cai tudo. Que até alguns desses têm como donos gente de dentro das universidades públicas, também é fato.

    Responder
  24. Armínio 17/11/2008 em 6:27 am

    O vestibular não é problema, um dia vc passa! Cursar a faculdade não é problema, um dia vc termina! Agora arrumar “aquele emprego” que vc deseja e acha que merece… bom… um dia vc consegue! O segredo é nunca desistir e sempre lembrar que “Nada, más nada mesmo é capaz de vencer o TRABALHO”.

    Responder
  25. Romaro Antony Silva 17/11/2008 em 6:36 am

    acho que por mais que preparamos para o VESTIBULAR sentimos sim uma série de sensações como: medo, nervosismo dentre outras eu falo pois quando prestei vestibular para o curso a qual faço LICENCIATURA EM MATEMÁTICA -CEFET-RP me senti assim sabia ou queria sabver que uma das vagas eram minhas mas não é assim vc sabe que tem varias pessoas que pensam como você! mas acredita e funciona e vc ir a lutar com a convicção de que vc não nasceu para perder que esta é sua chance, pois são seus objetivos que estão em jogo! f/w fiquem com deus galera e ate mais! (visitem p meu blog)

    Responder
  26. Olivio 17/11/2008 em 6:36 am

    Essa teoria que uma vaga já é minha também pode ser aplicada aos automóveis, Camila! Pois quando procuro uma vaga num estacionamento super-lotado vou sempre em direção ao ponto mais próximo da entrada e voilá! Mas quando não dá certo a gente deixa no valet mesmo, e pronto: sempre tem uma vaga disponível, ainda que paga.

    Responder
  27. Yamarra 17/11/2008 em 7:54 am

    Bom, bom dia.
    Um dia um grande piloto de formula 1 o qual o pai dizia que ele nunca, nunca na vida seria alguém disse que “Ele tinha o poder dado por deus para vencer” e disse também “Com a força de sua mente, seu instinto e também com seu conhecimento você pode voar alto”.
    Muitas vezes nós desacretitamos de nós mesmos, sendo assim, a verdade é a seguinte: O que você quer para sua vida? O que você realmente gosta? DEFINA ISSO PRIMEIRO e depois siga em frente aos seus sonhos, só você poderá realiza-los, e se você realmente tem um sonho NUNCA DESISTA, não importa o que aconteça não importa o que os outros dizem, a vida é sua e o futuro é seu de ninguém mais. SUCESSO E TUDO DE BOM!!!!

    Responder
  28. Ricardo Molina Filho 17/11/2008 em 8:54 am

    Gostei do artigo, leve, bem-humorado. O que me impressionou foi o comentário do Prof. João Batista do Nascimento (16–11–2008): “Só não disseram o que é verdadeiro nos vestibulares das públicas: De tudo que se estuda em doze anos de escola pública só cai vírgula, mas até das útlimas revisões de bons pré-vestibulares cai tudo.” — que leva à óbvia reflexão de que o que se ensina (ou se pode ensinar) na escola pública não tem muito significado quando se chega às portas da universidade… Parabéns ao articulista e ao Prof. Nascimento.

    Responder
  29. Vanessa 17/11/2008 em 9:04 am

    Camila,

    Virei sua fã, como vc escreve bem!Parabéns!Vc conseguiu relatar os nossos sentimentos,angústias nesse tão temido dia… rs
    Já estive dos dois lados, fui vestibulanda,agora universitária(passei!) e tb fui fiscal nos dois últimos exames da uerj,e nesta última experiência pude observar o comportamento e as mesmas caras de desespero que vi há quatro anos atrás qndo passei pela tortura!
    Acho que só mudam as pessoas,pq as sensações são exatamente as mesmas,é sempre um tenso domingo de vestibular.
    rsrsrsrsrsrsrs
    bjks

    Responder
  30. So 17/11/2008 em 9:15 am

    Afff…. O artigo é muito sem graça!

    Putz! O cara de Ed Física sabe no máximo fazer uma regrinha de 3 idiota e certamente não passou no vestibular… huahauahuahuahauhauhauahauahauha

    Ele não pensou que se ele não souber fazer algo mais “inteligente” que 1 para 1 essa única vaga da qual ele precisa não será dele, mesmo que a Angelina estivesse do seu lado torcendo (uma idéia lunática por sinal!)

    E o que mais impressiona é o “escritor” do artigo achar isso o máximo. É uma teoria totalmente infundada para quem não tem preparo.

    Não adianta acreditar na vitória se vc não se garante em competir.

    Desculpe te falar, mas você precisa ficar muito nervoso pois tem muito o que aprender ainda.

    tsc tsc tsc

    ———-

    [Apenas uma observação: é " "escritora" ", " "a cara" " a autora do texto. Mais atenção. Obrigado e volte sempre,

    Daniel
    Editor
    ]

    Responder
  31. Tamiris 17/11/2008 em 9:47 am

    Noossaaaa…
    Shhooow de bolaaa!
    adoreiii!
    Incentivo na hora certa para nós vestibulandos!
    ; )

    Responder
  32. Regina Marçal 17/11/2008 em 3:32 pm

    Camila, se você me permitir, vou publicar sua crônica no meu site http://www.entremulheres.com.br, na próxima semana (dia 22/11). Eu a achei fantástica! Já mudou, inclusive, um pouco meu modo de pensar, apesar, de que, sempre acho que o meu lugar é meu e ninguém vai pegar, mas a crônica só reforçou minha opinião. Um beijo!

    ——————————-

    [Pode sim, Regina, claro - só peço que o nome da autora e o blog onde a crônica foi publicada pela primeira vez sejam devidamente citados. Abraços!

    Camila]

    Responder
  33. tiago a. 19/11/2008 em 6:22 am

    E viva Zenão!

    Responder
  34. tiago a. 19/11/2008 em 6:30 am

    Acabo de ler os comentários. O melhor de todos é o francófilo, o que tem a frase “O texte é puro, auto ajuda.”

    Mas é isso mesmo? Ninguém entendeu? Que crueldade, hein, dona Camila, que crueldade… :)

    Responder
  35. Prof. João Batista do Nascimento 20/11/2008 em 6:00 am

    Caro Ricardo Molina e todos

    Há um mistério fundamental; todos os dados (USP. Unicamp, UnB, etc), mostram que os educandos da rede públicas que ingressaram via cota/similares têm desempenho acadêmico igual e/ou superior aos demais. Como isso é possível quando o sistema ¨normalmente¨ reprovaria esses, portanto, taxava-os de inqualificável para ingressarem?

    Por muito bem. A minha pesquisa (é pública, quem quiser é só pedir pelo e-mail: jbn@ufpa.br) com provas de matemática dos vestibulares demonstram que essas são feitas dentro de um processo/sistemática metodológico que prejudica os educandos da rede pública e favoreve os que pagam pré-vestibular.

    Responder
  36. Guii 25/11/2008 em 2:19 pm

    Nunca prestei vestibular… mas já fiz trocentas provas de bolsa, ENEM, Simulados e sei como é a tensão (sim, mesmo não valendo tanto quanto o vestiba, existe uma tensão)…

    Sobre a Teoria: Depende do ponto de vista… é otimista demais kk

    Responder
  37. Guii 25/11/2008 em 2:22 pm

    Não é problema meu mas o tal de “So///” foi fundo onde não tinha “fundura”… =/

    Responder
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  39. Gabriela 07/02/2009 em 5:03 pm

    Meu Deus, eu não costumo ser rude, mas quantos comentaristas limitados! A maioria só comenta reforçando teorias de auto-ajuda, achando realmente o máximo a “Teoria” aludida no artigo, ou comentam criticando a autora e a teoria, sem perceber que é ÓBVIA a ironia que a Camila faz uso. Aiaiai!!!
    Adorei o artigo!
    Beijos.

    Responder
  40. Crisoliveira 17/04/2009 em 3:28 am

    Também acho que o texto seja sarcastico. E muito bem escrito. Analisando a teoria em si, é válida, mas profundamente egoísta. Relação candidato/vaga é um fato que nao deveria desmotivar. Afinal, se eu penso apenas em uma vaga, terei feito o mínimo ao passar, cumpri a obrigação. Mas, se penso nos outros que disputaram a vaga comigo, sinto o valor do meu esforço. A força dos oponentes glorificam minha vitoria.

    Responder
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