O PSOL nas eleições 2010

por Raphael Tsavkko Garcia * - Resultados na mão, continua complicado ter idéia do resultado final do PSOL. Saiu-se vencedor ou perdedor, ou ficou na mesma?
O PSOL manterá seus três lugares na Câmara dos Deputados, com Ivan Valente, Chico alencar e Jean Wyllys (o primeiro homossexual assumido por lá, uma notícia incrível). Perdemos a Luciana Genro, o que não é exatamente ruim, pois todos conhecemos seu sectarismo. O problema foi como ela perdeu. No tapetão. Conseguiu uma excelente votação, ficando em oitavo lugar no Rio Grande do Sul, mas foi derrotada pelo coeficiente eleitoral. O mesmo que garantiu espaço ao Jean.
Me entristeço pela forma como a Luciana Genro perdeu, mas não pela derrota em si.
Em São Paulo tivemos a belíssima vitória do Ivan Valente, eleito com uma margem mito pequena de votos. Por pouco superou o coeficiente eleitoral e só tivemos certeza de sua eleição bem depois da meia noite. Dentre os deputados estaduais Giannazi se reelegeu, mas sofremos uma dura perda com a derrota de Raul Marcelo.
No Rio tivemos grandes alegrias. Chico e Wyllys federais. Chico alencar com a segunda melhor votação. Na ALERJ teremos o Freixo, também segunda maior votação e, pelo coeficiente, Janira também se elegeu estadual.
No Pará, Edmilson foi o deputado estadual mais votado, Nery, ex-senador, entrou na onda e também foi eleito, em um estado em que o PSOL conseguiu ainda uma Senadora, Marinor Brito (resultado que ainda depende do Ficha Limpa). O PSOL conseguiu também outro senador, Randolfe Rodrigues, pelo Amapá. Este de forma indiscutível.
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Difícil decidir, porém, se é para se lamentar ou comemorar a derrota de Heloísa Helena que, de favorita, viu sua votação despencar, no que pode ser considerada uma derrota humilhante. Mas culpa totalmente da própria HH que, sectária ao extremo, se enterrou com críticas destemperadas ao governo, ao Lula e à Dilma, sem raciocinar sobre o efeito que este sectarismo causaria.
Para o PSOL, a derrota de Heloísa Helena pode tanto significar uma vitória quanto uma derrota, e a análise deve ser feita conjuntamente à de Luciana Genro.
Luciana é a principal liderança do MES, Movimento de Esquerda Socialista, tradicionalmente a tendência mais sectária do PSOL e acostumada a tentar rachar congressos e se recusar a discutir os rumos do partido se estes não forem de seu agrado. Heloísa Helena é próxima à tendência e foi sustentada por ela (junto ao MTL), mas me contam fontes internas que esta relação vinha estremecendo.
Heloísa Helena causou enormes danos ao PSOL. Graças à ela a Frente de Esquerda se tornou impossível e o PSOL deixou de eleger alguns nomes, como João Alfredo no Ceará ou a própria Genro, por não alcançar um coeficiente que, se em aliança com PSTU e PCB, poderia ter alcançado.

Não à toa, em São Paulo, o PSOL tinha apenas um candidato ao Senado, Marcelo Henrique, e não conseguiu indicar um segundo, pois perdeu os prazos enquanto esperava pela definição da Frente, abortada por Heloísa Helena, interessada numa aliança com Marina Silva. Contra os interesses do partido.
Para evitar um racha no PSOL, as tendências vitoriosas em seu segundo congresso, que acompanhei de camarote, APS, CSOL e Campo aceitaram que Heloísa Helena continuasse na presidência, pois o MES ameaçava com um racha se isto não ocorresse. Decisão esta que, ironicamente, pode ter custado a vaga da Genro que, com PSTU e PCB, poderia ter sido diferente. Provaram do próprio veneno.
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Enfim, na Câmara dos Deputados o PSOL segue na mesma, manteve três deputados, mas o posicionamento do Jean Wyllys ainda é uma incógnita. Em nível estadual tivemos vitórias e derrotas. João Alfredo não se elegeu, Maninha não se elegeu, Raul Marcelo não se elegeu…. Mas vencemos no Rio, no Pará…
É uma análise complicada de se fazer, especialmente porque ficar na mera análise por quantidade não seria justo.
No Senado o PSOL conquistou 2 lugares onde tinha apenas um, o José Nery, agora deputado estadual do Pará. Heloísa Helena seria a terceira mas, devo admitir, felizmente não se elegeu. Pena que Alagoas colocou alguém lastimável em seu lugar, representante de oligarquias e do que há de pior no estado.
Nas votações estaduais o PSOL conseguiu bons números com Toninho no DF, um homem para se ficar de olho; em São Paulo a votação foi pequena para o Bufalo, pouco mais de 70 mil votos, mas ele é também alguém para se ficar de olho, pode ser um político de futuro brilhante. Mas, no geral, as votações do PSOL foram pequenas ou só residuais, mesmo com candidatos de nome até interessantes, como o Pedro Ruas no Rio Grande do Sul.
O fato é que o PSOL continua sendo um partido pequeno. Incomoda, mas muito mais pelo respeito que alguns de seus eleitos tem do que pelo conjunto do partido, ainda muito fragmentado, contraditório.
A superação de alguns sectarismos ao longo da campanha são uma vitória, a eleição de figuras-chave dão força, mas em geral o PSOL me parece estagnado. Como partido nacional, não conseguiu avançar muito, mas não podemos nos esquecer que tivemos eleições bastante polarizadas, tanto local quanto nacionalmente.

Esta polarização pode ter contribuído para dificultar o caminho do PSOL, mas por outro lado vi uma militância entusiasmada e comprometida que, se retida pelo partido, pode crescer e se multiplicar. O fortalecimento a olhos vistos de Freixo, Chico e do Ivan podem ser indícios de que há espaço para crescer e alçar voos maiores.
A Onda Verde não é desprezível e seus efeitos foram muito maiores do que os causados pela Heloísa Helena nas eleições passadas. Muitos já estão analisando este fenômeno, e é preciso cuidado para compreendê-lo; enquanto Heloísa Helena pouco reverteu para o PSOL, Marina fez uma revolução no PV, que agora se tornou um partido de aluguel com passe muito mais caro.
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Precisamos esperar para saber como, internamente, se comportará o PSOL.
As demonstrações de superação de seu sectarismo infantil em algumas esferas podem não ser suficientes para que isto se transforme em um apoio à Dilma no segundo turno, ou mesmo ao Agnelo no Distrito Federal e assim por diante. Imagino que, internamente, Heloísa Helena, ferida, esteja se mexendo para garantir uma neutralidade por parte do partido, neutralidade esta que significa dar vantagem aos fanáticos evangélicos e ao DemoTucanato.
É hora de unificar as esquerdas e buscar puxar o discurso de Dilma, ou suas práticas numa possível vitória, para a esquerda.
Obviamente enfrenta-se um dilema moral. Muitos no PT dão como certa a migração dos votos da Esquerda (PSOL, PSTU, PCB) para o PT. É um erro tático muito grave. Os votos do PSOL até podem, na maioria, migrar, mas PSTU e PCB têm um público diferente e, mesmo pequenos, cada voto contará em um segundo turno apertado.
Estamos diante de uma campanha suja, difícil, baixa, e se a esquerda abandonar o PT ao PMDB de mãos beijadas, veremos barbaridades acontecendo. Às vezes é necessário pragmatismo, responsabilidade.
* Raphael Tsavkko Garcia, São Paulo-SP, é jornalista, formado em Relações Internacionais pela PUC-SP e Mestrando em Comunicação pela Cásper Líbero. Blog: tsavkko.blogspot.com.

A associação com o PT e o fim do “sectarismo” vai decretar o fim do PSOL. As derrotas de Luciana Genro e Heloísa Helena só são boas para quem quer transformar o PSOL em outro dos partidos que concordam com a corrupção institucionalizada do governo do PT. Seguindo neste ritmo, daqui a pouco vira uma sigla satélite como o PSB.
Não se escapa do fato de que o PT é o maior partido de Esquerda do País e que, hoje, ele concentra a aura de “mudança”. É preciso ter isto em mente e puxá-lo para a esquerda. Há sectarismo do PT anti-PSOL e do PSOL anti-PT e isso apenas prejudica a esquerda como um todo.
O PT foi um partido de esquerda. Hoje ele é tão capitalista como o PSDB. PT e PSDB são partidos com a mesma linha de ideologia. A única diferença entre ambos é a forma de administrar. O PT é mais competente nesse sentido, tem uma visão macro de administração. O único motivo de não haver uma coligação entre os dois é porque tanto um quanto outro querem o o mesmo trono. Para haver uma coligação um dos dois precisará abrir mão. Eu te pergunto: O PMDB é um partido de esquerda ou direita? Durante a era FHC o PMDB era coligado ao PSDB. Hoje ele é coligado ao PT. Será que antes ele era direita e agora ele é esquerda pelo fato de sua coligação com o PT? Se José serra vencer essa eleição e o PSDB voltar a ser elite como o PT é hoje, o PMDB “volta a ser direita”. Tudo é uma questão de interesses.
Sim, o PT hoje é capitalista. Apenas algumas alas ainda defendem o Socialismo. Mas mesmo assim, sejamos realistas, é o único partido com o qual ainda se pode dialogar e tentar trazer mudanças. Já o PMDB, tem esquerd,a tem direita, não se pode tratar como um partido em si, mas como grupos isolados.
O PMDB poderia voltar ao colo do Serra, mas será uqe todo?
O nery nao venceu no Para, apenas o Edmilson.
Informação foi passada pelo próprio PSOL…
MAs fato, o Nery não conseguiu se eleger.
Concordo om o Monteiro. Alinhar o PSOL à candidatura Dilma é reducionismo eleitoral. É cometer os erros do PT. É também supor que Dilma e Serra sejam diferentes, e não são no essencial, a política econômica é o maior exemplo.
Supor que o PT seja “recuperável” é também um grande erro. Há muito que a esquerda socialista abandonou o PT, hoje inteiramente nas mãos de um sindicalismo pelego e de aventureiros de toda ordem.
O PT seguiu o mesmo caminho da social-democracia européia e, pelo que tudo indica, esse caminho é irreversível. No meu entendimento, não se pode fazer uma aliança tática com o PT neste momento, somente para socorré-lo. Em troca de que o PSOL faria isso? A questão se coloca em termos de projeto histórico.
Dilma e Serra são muito diferentes no essencial. Ou você vê o MST ser criminalizado com Lula como foi com FHC? Você vê a polícia partindo pra matar gente do Mov. Social, como era com FHC, agora?
Mudou sim. No plano internacional em especial. Tem falhas grotescas, não posso negar, mas as diferenças são mais que significativas.
E, erra quem acha que o PT está perdido. Talvez a maioria não preste, mas os bons ainda estão lá. Tem MUITA gente boa, fora a militância, o mais importante. E é esta militância que precisa ser conquistada e o sectarismo que o PSOL adota às vezes afasta, faz o jogo contrário.
Ah, sobre a eleição da Marinor no Pará, isso depende da decisão do STF. Caso sejam barrados Jader e Paulo Rocha aí sim ela se elege senadora.
A minha opinião sobre a Heloiza Helena, que ela está
longe de ser uma politica, ela não tem jogo de cintura
ela e a Luciana genro, ainda vão acabar o PSOL tem
que ser da maneira delas, e não é por aí eu só lamento.
abraços.
Concordo. Heloisa Helena foi explusa do PT. Não demorará muito para o PSOL expulsa-la também. O problema de HH é o seu comportamental que é péssimo. Ela é muito irreverente. Fora a arrogancia, intolerancia e falta de educação. É muito mais fácil se obter um sucesso com reivindicações quando esta é feita de forma elegante, inteligente e sabedoria. Do jeito que HH faz só dá a ela perda de credibilidade. Ela é uma mulher que nasceu para trabalhar com papel. Com gente não.
HH é a responsável por seu destino. Ela é irrascível.
PSol é rock and roll !!!
http://miltonribeiro.opsblog.org/2010/10/04/de-longe-a-melhor-foto-da-campanha/
bom texto, o debate é bom. Escrevi sobre isso aqui http://naturezadascoisas.wordpress.com/2010/10/04/notas-sobre-o-psol-no-rs/
Para mim é totalmente ao contrário, a personalidade forte e o dito “sectarismo” é justamente o que fazem a diferença dessa candidata entre os demais com seus joguinhos de cintura e então o Psol será um futuro “PT maleável” fazendo alianças com PMBD ! Para mim já parou por aí …
PSOL é funk
Minha nosaaaaaaaaaa!!!!!! Já tá parecendo que não temos mais saída. Cruzes!! olha eu concordo com as posições de H.H. e de Luciana, sou eleitor e militante de suas campanhas desde a primeira eleição. Infelizmte existe esse tal de coeficiente eleitoral nesse sistema eleitoral proporcional? Devemos debater essa proporcionalidade? ou pedir a Heloísa e Luciana para que deixem de ser radicais em nome de eleger mais um ou dois camaradas? estamos mesmos dispostos a pagar esse preço? olhem em volta e vejam os exemplos de partidos pseudo-esquerdistas. Devemos lutar incansavelmente pela vitória inconteste do socialismo brasileiro. Até a vitória total dos trabalhadores e trabalhadoras.
Uma coisa é ser radical em suas convicções e ideologia, outra coisa é ser agressivo, intolerante, mal educado e insuportável. Que ver uma coisa? Chico Alencar é um kara que é do memso partido, tem linhas de raciocínio semelhante e tem muito mais credibilidade do que Heloisa Helena. Ele é um kara tão elegante em suas colocações que faz com que suas palavras, idéias e críticas tenham credibilidade. Isso é agir com inteligencia e sabedoria. Helosia é uma mulher tola. Totalmente inconsequente.
Exato, xará. HH e Genro são, por vezes, absurdamente sectárias e intolerantes. NA política não adianta querer ser “puro”, vocÊ não sai do lugar e acaba levando uma porrada nas urnas. Seja no voto mesmo ou no coeficiente.
Sou um Psol-simpatizante e senti a falta de comentários sobre a expressiva votação recebida pelo Renato Rosendo.
Comi bola, só fiquei sabendo dele depois que o texto tava pronto!=/
Gostaria de saber quantos votos tiveram os candidatos a Deputado Federal do PSOl, específicamente do Maurício Costa que acompanho sua ideologia e sou sua fã.
Sua análise tem pontos falhos e parciais. Ao mesmo tempo em que acusa o MES de ser a corrente mais sectária, esquece de dizer que foi próprio MES quem bancou o que você chamos de “superação do sectarismo” no RS, PE e eoutros estados enquanto que a APS do Ivan Valente, que vc parece apoiar, condenou o apoio do PSOL gaúcho a Paulo Paim. E aí camarada, é bom esclarecer seu posicionamente. Saudações Socialistas!
A superação do sectarismo se deu, curiosamente, de forma sectária. O MES do RS resolveu apoiar o Paim sem sequer ter avisado o resto do partido. O sectarismo interno permaneceu o mesmo.
Acho necessario reformular uma política de formaçao de quadros dentro do PSOL, primeiro temos que ter gente para preencher os quadros de candidatos que nos é oferecido, pois nem isso conseguimos, posteriormente pensarmos sim em alianças com PSTU e PCB, pois é muito tiste vermos pessosas como Luciana Genro e Heloisa Helena fora dos eleitos, nós perdemos, o Brasil perde, a política perde, temos que ser racionais garimpar o que de bom tem no PT e que esta descontente com essas barbaridades todas que lá acontece, cada cadeira que ocupamos é um canhalha a menos fazendo maracutaia no poder.
precisamos repensar e preparar um Psol competitivo sem perder a honestidade, a ética e a sede de justiça.
Meus caros, enquanto vocês discutem quem é mais adversário do PSOL, se lula ou SERRA, vocês esquecem do PJN. Sim, o Partido do Jornal nacional do Bonner que representa a grande imprensa golpista que desdenha da ideologia do PSOL, faz chacota e ainda transforma movimentos sociais como MST em guerrilhas como as FARC alienando a nova classe média despolitizada e ávida por consumo, ou seja, é capitalismo puro na aveia das classes emergentes (sociedade seduzida pelo crédito). Ou o PSOL tenta desmascarar as Organizações GLOBO que é um monopólio inconstitucional – heloísa helena em 2006 e Plínio em 2010 tiveram a chance no debate da globo de contar a história podre dos marinhos), ou a consciência da massa da “revolução socialista” só servirá para eleger “SIR” chico alencar, o eterno visconde marxista do reino de Brasília escolhido pelas organizações globo (JN) como “garoto propaganda da esquerda radical no país”. Para chico, é o bastante para preservar o seu cargo de visconde federal no reino de Brasília. Lutem pela democratização do acesso à comunicação, pela regulamentação do artigo 220 parágrafo 5 do capítulo V da comunicação social – congelado há 22 anos no congresso. Pensem nisso! O adversário principal do PSOL não é Lula e nem SERRA! São as 7 , 8 famílias que dominam as comunicaçoes no país.
O próprio PT, sempre perseguido pela Globo, buscou uma conciliação. Ensaiou uma aproximação com a Record, mas logo viu que a Globo era a eminência parta midiática no país.
Sem democratizar as comunicações, sem PNBL e outros projetos todo governo ficará nas mãos da Globo.
Somos um país capitalista. Eu até compreendo e entendo os ideais socialistas. Mas nessa altura do campeonato, no mndo globalizado que vivemos hoje ser socialista é uma missão impossível. Admiro os partidos de esquerda nessa luta, tentando mudar essa história e com muitas esperanças de que seus ideais sejam objetivados, mas para mim é como dar murros em ponta d efacas. É nadar nadar e morrer na beira da praia. Não dá mais para ser socialista. Não dá, sabe porque? Poque aquele mendigo que mora debaixo da ponte e que não tem o que comer tem uma mente capitalista. Os brasileiros pobres são capitalistas, o varredor de rua que não tem plano de saude, que recebe pouco, que possuiem filhos que estudam em uma escola pública de péssima qualidade também é capitalistas. Todos os brasileiros tem uma mente burguesa. Todos são capitalistas. Capitalismo e dinheiro andam juntos. Todos amam o dinheiro, o lucro. Aquele socialista do MST se tiver a oportunidade em se tornar um grande latifundiário ele não pensará duas vezes. E achará ruim se um gando de “marginais” entrarem em suas terras para tomar posse daquilo que é seu.
Mais uma vez afirmo. Nessa altura do campeonato,´nos dias atuais, acabar com o capitalismo…Não não…Missão impossível
A propósito…o PSOL não governa um único município (de 5 mil hab ao menos) dentre 5.565 existentes no Brasil e ainda quer governar 195 milhões. Mostrem ao BRASIL primeiro que o pSOL é capaz de transformar um município pequeno pobre em um município exemplar de educação e saúde de qualidade ao menos. Só Blá blá blá comunista/socialista, não convence!!! Isso não é apenas uma crítica, é uma CONSTATAÇÃO!!! mais uma vez, Chico alencar é um dos maiores engodos da esquerda falcatrua tupiniquin que se sustenta pelos “hormônios SAPIENS” dos adolescentes rebeldes militantes que querem revolucionar o BRASIL diverso, mas esquecem antes de revolucionar o próprio condomínio ou vila onde moram. Parabéns ao professor CHICO Alencar pela manipulação tanto dos adolescentes quanto dos octagenários como Plínio que achou que a importância da recuperação do complexo industrial naval gerando milhares de empregos era uma pegadinha da “DILMA” no debate. TRISTE! Plínio parece ser gente boa, porém, mais um inocente útil para Chico se perpetuar no poder a cada eleição. O PSOL diante das câmaras da REDE GLOBO faz oposição Light, já diante da militância “hormônio sapiens”….
Sou simpatizante do PSOL, mas não possou aceitar o radicalismo de alguns companheiros, coerencia sim, precisamos fazer alianças compartidos como
o PSTU, PCB e outros de esquerda, sem perda a nossa identidade.
saudação socialista
É o caminho. Uma frente de esquerd,a como o Bloco de Esquerda de Portugal, é a solução. Uma oposição consciente e propositiva. Em Portugal o Bloco vai acabar sendo o fiel da balança do PS e PC. Lutaram e chegaram lá. Aqui ainda temos muito que caminhar na superação dos sectarismos mais tolos.
2012
devemos pensar conjuntamente, fortalecer toda a base do PSOL com controle social a partir do movimento social, muita participação, organização e sem dúvida alianças com PSTU, PCB e até se for possível com PCO de Rui Pimenta.
O PSOL precisa agir com esquerda, Plínio deu exemplo disso, os votos de protesto foram importante, perdemos votos por causa do voto útil.
Formação é algo que deve-se contruir significa muito trabalho ou ficaremos para tras…
Defendo voto nulo no segundo turno em 2010, devemos pensar para frente o Sol brilhar.
Se Lula teve 16 partidos de base Dilma vai ter 25. Cada Vez mais a direita, fazer oposição ao PT sim mas de esquerda e em defesa das lutas populares.
Não podemos esquecer que além do coeficiente de votação ter derrubado a Luciana Genro, também impediu que o nosso candidato Renato Roseno no Ceará ficasse fora da Câmara Federal. Acredito que o Brasil avançou muito com a aprovação do Ficha Limpa, agora a grande batalha é derrubar o coeficiente de eleitoral o qual é uma praga solta na plantação do direito democratico do voto.
O correto é quociente ou cociente eleitoral.
COEFICIENTE é o grau da potência de uma quantidade.Multiplicador algébrico.
QUOCIENTE OU COCIENTE é o resultado de uma divisão aritmética.
O PT quer apenas os votos da esquerda. O PT não tem nada de esquerda. Que o digam os banqueiros. Quanto às derrotas da Luciana Genro, aquela que aceita doações de empresários (Gerdau e etc.) e da Heloísa Helana, aquela que queria porque queria se coligar com a ecocapitalista Marina, foi uma lição às duas. Inviabilizaram a frente de esquerda e deixaram de oferecer ao país um projeto oposicionista de esquerda, fazendo parecer que só existe a oposição de direita. E, eleitoralmente, deixaram de eleger outros candidatos. Começou muito mal o PSOL
Paz e bem!
E a coisa piora pra Luciana,
como o pai, Tarso Genro,
foi eleito Governador;
ela não poderá se candidatar em 2012
e em 2014 só à Presidência ou Vicepresidência.
E este impedimento poderá
ampliar-se por mais 4 anos.
Raphael,
Eu não sou partidário do PSOL, apesar de respeitar o seu quadro e a sua militância. Também acho que o fato HH ter perdido a cadeira no Senado pode ser considerado até bom, porque em algum momento a moça começou a abilolar e seu discurso ficou contraproducente (Votei nela em 2006, mas agora sequer cogitaria fazê-lo).
O caminho do PSOL é realmente formar essa frente de esquerda junto aos outros partidos mais radicais dentro do espectro político do país. Acho improvável, mas, se o PSOL realmente pretende seguir por esse caminho, que trate agorinha mesmo de não se tornar o novo PCdoB, partido-satélite do PT (nada contra o PCdoB, mas não acho que seja isso o que querem os psolistas).
Forte abraço.
Vou dar uma de intrusa aqui no blog, já que apesar de ter votado no Freixo, não sou socialista (não sei em que corrente gostariam de me rotular, talvez uma centro-esquerda do tipo da social-democracia).
Também não sou petista, apesar de ter votado na Dilma. Na verdade, além da questão corrupção, o PT fez um governo bem medíocre do ponto de vista da esquerda. Apesar do aumento de universidades e centros técnicos, não vi melhora da qualidade, nem valorização do professor. Pior ainda na saúde. Reforma agrária ninguém viu. SELIC ainda estratosférica, embora longe dos 45% do PSDB.
Mas reconheço os avanços no salário mínimo, na melhora de vida da população (o gráfico de evolução das classes econômicas da FGV fala por si só), na política externa, um pouco na habitação no final do governo. Aqui no RJ, também a recuperação da indústria naval.
Pouco, mas alguma coisa.
O suficiente para achar que PT e PSDB não são iguais.
Lamentavelmente, enquanto o PMDB tiver uma bancada tão grande, não vejo como se livrar dele e conseguir governar.
Por isso, quando avaliei os resultados da eleição, prestei atenção à evolução da bancada DEM/PSDB e do que chamo de bancada “à esquerda do PMDB”, mesmo que não sejam reconhecidos aqui como esquerda autêntica. E essa bancada à esquerda do PMDB aumentou, assim como a bancada DEM/PSDB encolheu.
Por isso, os resultados dessa eleição me deixaram satisfeita.
Quando o PT puder se livrar do PMDB, esforços para puxar o PT mais para a esquerda serão bem mais efetivos.
Na boa, pode-se como socialista não apoiar o PT, o que me parece bastante legítimo dada a caminha para o centro que o partido deu na última década.
Mas daí aí votar nulo num segundo turno, argumentando que PT e PSDB são iguais é ter uma visão restrita demais da realidade, principalmente pra alguém que se diga socialista e tem obrigação de fazer leituras menos simplistas do que o cerca.
Só alguns pontos em que PT e PSDB são absurdamente diferentes, o que já seria mais do que suficiente pra um esquerdista se sentir obrigado a tirar uma vitória do PSDB:
-O governo Lula não criminalizou os Movimentos Sociais, como FHC
-O governo Lula parou as privatizações
- O governo Lula investiu pesado na queda da pobreza e da miséria (com o bola-família e aumento real do salário mínimo, 74%) e teve resultados que humilham os números de FHC.
-Pode-se criticar algumas iniciativas como o ProUni, e alguns pontos do Reuni, mas pelo amor de deus, FHC sucateou completamente a Universidade Pública no Brasil, e Lula ao menos criou 14 novas federais e colocou bastante dinheiro nos cursos já existentes. Eu estudo jornalismo na UFPE e posso atestar que a diferença é gritante. Só pra citar, agora temos ar-condicionado num corredor que era uma sauna e destruía a produtividade das aulas. Agora temos um laboratório-estúdio de áudio e vídeo, isso mesmo, somos o mais prestigiado curso de comunicação do nordeste e sequer tínhamos laboratório. A quantidade de livros na biblioteca também cresceu absurdamente. E agora temos um restaurante universitário, com refeições mais baratas.
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Se tenho críticas aos governo Lula?
Muitas, muitas, muitas: Belo Monte, Ilhéus, PAC invadindo reservas, casamento gay deixado em segundo plano, manutenção da política de perseguição às rádios comunitárias, poucos avanços na regulamentação da mídia (apesar da Confecon, que foi uma excelente iniciativa, impensada em anos de FCH), cooptação das centrais sindicais… e mais uma dezena de críticas.
Insatisfação com o governo do PT, vá lá, mas num segundo turno, com apenas 2 opções, colocar o governo federal no colo do PSDB de novo, pra termos um retrocesso tremendo, é um pouco demais pra alguém que se diga socialista.
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Raphael Tsavkko, como leitor de seus textos, gostaria de sugerir, (se você achar adequado é claro) que você fizesse um post aqui no Amálgama conclamando a esquerda socialista a não entregar o governo federal ao PSDB, e mostrando que apesar do PT merecer dezenas de críticas graves, ainda é absurdamente melhor que o PSDB. Sugiro isso porque sei que você uma voz bastante respeitável na esquerda e que um texto seu teria um bom impacto.
Já pensei em fazer um post assim, é uma idéia. Concordo plenamente com todos os teus argumentos.
Essas eleições nos provaram que não exite um maneira diferente de fazer política, pois os partidos de direita se juntam em coligações e com isso somam seus votos tanto para o legislativo quanto para o executivo, repartem os cargos entre eles, e no final das contas os partidos ficam cada vez mais fortes.
Fazendo essa análise bastante óbvia, e não é difícil me vir a pergunta também óbvia de pq a esquerda se divide tanto? Sabemos que todos os partidos de esquerda são fracos, pequenos e sem extrutura, mas cabe ao PSOL puxar os outros para juntos concorrerem, pois no final das contas existem muito mais vantagens em se unirem e concorrerem com apenas uma candidatura, tem mais tempo na TV, não ficam 3 ou 4 partidos repetindo os mesmo discursos que para um eleitor leigo e descrente da política acaba tudo virando bobagem ou blábláblaá e neste caso, o PSOL que é o partido mais organizado conseque ser o partido mais desorganizado e se divide dentro de si, isso é o cúmulo da neorose que alguns integrantes sentem de serem “Contra todos e contra ninguém”, pois no final das contas, se a esquerda continuar se dividindo da maneira que está, só vai se enfraquecer e com isso quem ganha é sempre a direita, que são umas raposas velhas e bem treinadas, políticos de mão cheia como o José serra, sabem falar manso para amenizar a dificuldade da vida das pessoas, tem tempo suficiente para conta histórias de ninar, encompensação a esquerda fica nos seus 30 segundos gritando e se escabelando por ideiais que muitas vezes nem fazem parte da vida das pessoas: pois hoje em dia, as pessoas não se importam mais com ideais, quem tem fome quer matar a fome, quem não tem dinheiro, quer dinheiro, ninguém conhece o socialismo e se já ouviu falar foi é mal, então não se importam com os nossos ideais nem nada disso, nunca ouviram falar em marx, e quando tentamos falar alguma coisa, viram as costas e vão embora, acho que as vezes a esquerda se esquece que é para 180 milhões de pessoas assim que não tem idéia do que é socialismo ou comunismo, precisam falar mais calmo…. Não vejo o PSOL apresenta ideias nos seus programas, aqui no Rio Grande do Sul só aparece a Luciana Genro gritando.
Bom, é difícil conversar com alguém que não entende de política, tudo é corrupção, e quando eu digo: tá, mas o PSOL não é corrupto, a resposta que me dão é que o PSOL é muito radical, eu posso rir, chorar ou ficar calado, normalmente eu fico calado, mas não sei se é pq não adianta o que eu possa falar ou a pessoa tem razão e eu não tenho mais nada para falar…..
Mas o mais importante é Pq o PSOL não se une com PCB, PSTU e PCO? Faz a tal frente de esquerda, concerteza ficarão mais fortes e assim combaterão a direita mais facilmente.
Mas posso me atrever até a fazer uma análise óbvia novamente mas que os sectaristas do PSOL acharão um absurdo: É fato que a Marina Silva fez mais votos que a Heloísa Helena, isso que na época o Mensalão até que fez alguma cócega na candidatura do LULA, mas pq o PSOL não se uniu ao PV este ano? Afinal, com a votação do PSOL + PV + PSTU + PCB poderiam eleger concerteza a Luciana Genro e talvez um outro Deputado Federal e Estadual, agora soma os votos em vários estados, só a legenda do PV e do PSOL podeira eleger muitos deputados por ai, mas não, só pq o PV se unium com o Dem no Rio….. Fala sério!!!!! Tá, concordo que o PV não deveria se unir com o Dem, mas isso não é motivo para lançar o Plínio, sem o apoio do resto da esquerda, e com isso ele alcançar 1% dos votos….. Na maioria dos estados a Marina Silva fez uma média de 15% a 20% muito superior a média da Heloisa Helena, claro que nem o PSOL foi capaz de sugar um pouco desse eleitorado para o legislativo, assim como o PV não conseguiu Puchar para si os votos da Marina, então o PSol podeiria ter aderido apenas para aumentar as chances de eleger alguém, afinal, é isso que a direita faz e bem feito, por isso sempre estão no governo custe o que custar….
Parabéns pelo texto, Raphael. Só hoje que o vi. Você comentou sobre o Toninho, aqui o DF. Realmente é um grande nome, que se destacou muitos nos debates televisivos. Não olhei os números nacionais, mas acredito que ele teve, disparado, a maior votação para governador do PSOL no país, proporcionalmente. Infelizmente preferiu se colocar como “voto nulo” no 2º turno, mesmo a disputa aqui sendo contra a grotesca oligarquia roriz.
Abração
Gostei muito do seu texto, Tsavkko!
Sou militante do PT e vejo o PSOL como a única força capaz de salvar o PT do Capitalismo.
Militei e festejei pelo Ivan Valente, gostaria que o PSOL elegesse mais nomes, não importando a corrente, mas estou otimista com o futuro do partido.
Ao Socialismo!
Minha única diferença com o PSOL é o Socialismo que do jeito pregado sou contra mas de resto as idéias batem sim por ética e um melhor país