Os vigaristas

os_vigaristaspor Jean Garnier — O que há de mais interessante em Os vigaristas (estreia hoje) é que nele nada é exagerado. Juntam-se performances empolgantes com emoções genuínas, romance, aventura, comédia, belas paisagens (Montenegro, Romênia e República Checa) e uma boa história bem amarrada pelo diretor e roteirista Rian Johnson.

Os irmãos conhecidos como Bloom (Adrien Brody) e Stephen (Mark Ruffalo) são órfãos e vivem sendo adotados e rejeitados por diversos pais desde a infância. Enquanto o primeiro é um romântico de coração solitário, o outro é sincero e cínico ao mesmo tempo, sempre elabora histórias para alegrar e fazer que o irmão supere a timidez, colocando em prática sempre o seu lema: “O melhor é quando todos recebem o que querem”.

Só que Bloom sente que está ficando velho e cansado de golpes, ele quer algo real. Stephen então propõe um último plano, e para acompanhá-los aparece “a garota nitroglicerina” chamada carinhosamente de Bang Bang (Rinko Kikuchi). Surge a isca: Penélope Stamp (Rachel Weisz), rica, desajeitada, entediada e colecionadora de passatempos (malabarista, musicista, esportista), ela é perfeita para os seus planos. Montado em uma bicicleta, Bloom aparece no caminho da Lamborguini amarela de Penélope. Um tempo depois, ela está se juntando a eles num navio com destino à Grécia para participar de uma trama que envolve um texto sagrado. Nisso surge o mentor dos irmãos, o sombrio Diamond Dog (Maximilian Schell), para colocar um pouco de ação nessa trama.

O elenco é o mais forte da produção. Mesmo sem quase dizer uma palavra, Kikuchi se faz sempre como se estivesse próximo a responder algo. Ela encanta como uma parceira, mesmo se comunicando quase que apenas de expressões faciais — ela é mais uma espectadora de todas as confusões. Weisz é marcante no seu papel e, entre algumas atrapalhadas, ela transpira sensualidade. Ruffalo faz o cara brincalhão e jogador, daqueles que acha que tudo é uma festa e usa de todos os artifícios para atrair as pessoas.

Embora se desgaste um pouco no final, principalmente pela previsibilidade, o filme é uma experiência encantadora e engraçada, sem exagerar no humor ou abusar de cenas inusitadas ou piadas fora do contexto.

[ veja o trailer ]


leia mais
Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro
Tédio e anseio de viver misturam-se em Encontros e Desencontros (DVD)
Os afetos em “Melancolia”, de Lars von Trier

3 comentários | Dê sua opinião

  1. Pingback: Blog Arlesophia

  2. Pingback: Blog Arlesophia

  3. Fábio GImenez 23/11/2009 em 8:23 am

    Esse é um dos filmes mais idiotas que já assisti. Deveria ter exigido meu dinheiro de volta.

    Filme de enredo fraco, previsível, piadas mal contadas e faz apelação ao trabalhar em cenários históricos, talvez a fotografia é o único ponto forte do filme. De resto, o filme é medíocre. uma verdadeira perda de tempo.

    Altamente recomendado para retardados e pessoas extremamente ociosas.

    Responder

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

----- Consulte os arquivos do Amálgama ||| Publique ||| Contato ||| Para reproduzir nossos textos -----