Os inglórios bastardos de Tarantino
por Luiz Biajoni – Os judeus perseguidos pelos alemães na França ocupada de Quentin Tarantino têm uma característica incomum para a raça: eles gostam de mostrar aos alemães a concretização da violência; gostam de expor a seus perseguidores sua astúcia; as crueldades de que são capazes; a frieza com que executam seus inimigos, fazem sofrer.
O tema de Tarantino, neste filme, a exemplo de Kill Bill e de À prova de morte, é a vingança. E o cinema, claro, já que a grande matéria prima do ex-atendente de locadora mais famoso do mundo é a matéria fílmica – e Bastardos inglórios (“Sacanas sem lei” em Portugal, acredite!) é rico em referências, citações, homenagens, renovação de ideias cinematográficas, reciclagem de trilhas, enquadramentos copiados e mesmo metalinguagem – ora vejam, um cinema é incendiado usando películas como estopim.
Mas volto ao tema da vingança, pois, a mim, houve uma falha no roteiro. Não uma falha técnica objetiva, mas uma falha de conclusão, de amarrar uma das histórias – no caso, fazer “satisfazer uma vingança”, levando ao conhecimento do algoz que foi aquele personagem, que escapou da primeira chacina, quem vai acabar com todo o Terceiro Reich.
Quem assistiu ao filme, já sabe que falo de Shosanna (Mélanie Laurent). Shosanna foge do extermínio de sua família, que vivia no porão de um casebre, como ratos, logo no começo do filme, graças talvez a um momento de fofura do terrível coronel nazista Hans Landa (Cristoph Waltz, merecida Palma em Cannes). Shosanna foge, enquadrada por uma porta à la Os brutos também amam e Rastros de ódio. É ela quem vai engendrar, quatro anos depois, a ratoeira para acabar com todo Terceiro Reich – não sem antes informar, através de um improvável filme amador que faz com seu namorado, que é ela a responsável pela armadilha. Na platéia do cinema, deveria estar Hans Landa – mas o coronel fareja outro atentado, programado pelos Bastardos Inglórios, a trupe de cruéis judeus anti-nazis liderada por Brad Pitt. Landa foge do genocídio e – incrível para um roteiro tão bem amarrado! – termina o filme sem saber que foi Shosanna, aquela que ele deixou fugir há quatro anos, a responsável real pelo fim da guerra.
Sim, no filme de Tarantino, a guerra acaba. Funciona quase em um universo paralelo, como Watchmen. E nesse universo, os judeus são cruéis, vingativos; tiram o escalpo de seus perseguidores, rasgam testas com facas, tatuando suásticas; gostam de seus apelidos de guerra, tornam-se lendas mortais para os alemães.
Talvez esses judeus sejam uma idealização de Tarantino, já que ele prepara, no filme, uma verdadeira vingança judia, uma “lavagem de alma fílmica catártica” para todo povo judeu, que pode até mesmo provocar gargalhadas e choros de felicidade – e provoca! – semelhantes àquelas que Hitler, ele mesmo, solta e se esfalfa, durante a projeção do “filme-dentro-do-filme” “O orgulho de uma nação” – o filme que está sendo exibido no cinema-ratoeira.
O ideal de Tarantino talvez seja vingar todos os judeus do cinema, que morreram em inúmeros filmes sobre campos de concentração, filmes de guerra onde o lado aliado sempre vencia, mas não sem antes morrerem judeus aos montes. E eu não conheço outro filme onde Hitler morra executado por judeus. Muito menos em close, com balas a lhe perfurar a face.
Um filme de vingança onde uma vingança fictícia (mas real, já que o filme é o que ali se apresenta) constitui seu ápice só pode ser obra de gênio. E é: um filme que se assiste com grande prazer. Ainda que, ao final, dentro do espírito que se desenvolveu durante a projeção, queiramos que o coronel Hans Landa fique sabendo que foi a pequena Shosanna quem acabou com a guerra – não ele, nem os tais Bastardos Inglórios. A glória, para Tarantino, é dos pequenos e anônimos projecionistas, gente que está sempre “por trás” dos filmes e que pode sempre botar fogo em tudo.
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Basta um aviso simples no começo do texto: esse texto contém spoilers. E isso deveria ser óbvio.
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quem conta as infindaveis
historias da alemanha
são os seus inimigos…
acredita que em muitas não se encontra a verdade.
Eu sou grande admirador dos filmes programas e reportagens
dos americanos que são o grande povo de origem judaica.
E o odio que os judeus foram vitimas
eram a verdadeira e a unica razão
que movia o povo alemão para o seu proprio fim.
O povo alemão eram
extremamente devotos á cristandade
nacionalistas catolicos extremos
onde sua fé em cristo era suprema
” 1-DEUS 2-Patria 3- Familia ”
jesus nascera
para subrepor o velho testamento que é judaico
por isso foi morto.
existem varias parabolas onde jesus
repriende e condena os judeus.
e é a fonte que originou o genocidio contra os judeus
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Gostei demais do filme. Os Judeus Malvados da “gangue” dos Bastardos dao um show! E Brad Pitt com aquele jeito de falar que faz agente rir e chorar ao mesmo tempo com as maldades que faz. Filme otimo! Tarantino matou a pau como sempre.
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Esse Pedro ein tinha que ser preso por boçalidade.
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” Os Judeus Malvados da “gangue” dos Bastardos ”
Esses judeus não são “malvados” em si. Acho que eles se tornaram assim. Tipo ratos (só pra usar a citação do Landa no cap. 1): quando cutucados, reagem.
A malvadeza dos nazistas é sobreposta pela dos judeus, mas creio que como forma de igualar os dois: de mostrar que ambos os lados da guerra são desumanos.
O filme é maravilhoso.
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Rafael, concordo que o filme é realmente maravilhoso, com uma importante observação, a malvadeza dos nazistas do filme é real, foi assim que aconteceu e muito pior ainda, enquanto que a dos judeus, infelizmente é fictícia, então não há o que igualar de fato, fica só na vontade.
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Como QUASE TODOS os filmes do dublê de diretor Tarantino, achei uma porcaria. Ele não é gênio porra nenhuma. Ele é um diretor de filmes “trash”, isso sim. Se o rotularmos assim, até que seus filmes são legais. Mas gênio ? Ele não é e nunca vai ser…….Só sabe copiar o Sérgio Leone, meu !
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[...] Bastardos Inglórios e Distrito 9 são os renegados da vez. E Guerra ao Terror, excelente filme, embora também convencional dentro do que se vê em termos de “filmes de guerra”. Talvez a Academia tente reparar já o erro de não ter premiado Tarantino por Pulp Fiction em 1995, quando deu o Oscar para Zemeckis, por Forrest Gump. [...]
Eu que não sou judia, nem tenho ascendência judia (até onde sei) saí do cinema com um sorriso no rosto e um gosto de vingança bem sucedida!
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Um filme mediocre que só foi assistido por que é um filme de Tarantino um filme que não tem nada de novo,e é um filme racista,e atigermanico uma porcaria.
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kurt wagner, vai sair a versão nova da rapunzel.
guentaí.
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[...] principal pela reconstrução do Iraque pós-guerra. Se Tarantino reescreveu a Segunda Guerra em Bastardos Inglórios (2009), Polanski faz o mesmo agora, já que, na sua ficção, o premiê britânico é intimado pelo [...]
[...] índice de 82% de aprovação. Resultado expressivo se comparado aos 88% (228-30) do excepcional Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino) e 85% (104-19) de A Fita Branca (Michael Haneke) – vencedor da Palm d´Or do [...]