Halloween: Dia de assistir a filmes de terror!
por Luiz Biajoni – Eu adoro filmes de terror. Sempre gostei. Minha lembrança da pré-adolescência é ficar acordado até tarde, esperando os filmes que passavam no fim de noite, geralmente de terror. Foi numa dessas madrugadas, entre homens-cobra, ataque de abelhas assassinas e vampiros obscuros, que assisti a três filmes realmente amedrontadores, que eu levaria comigo debaixo do braço para sempre como alguns dos meus preferidos: O Exorcista (Friedkin, 1973), O Fantasma do Paraíso (DePalma, 1974), A Profecia (Donner, 1976).
Eu era adolescente em 1983, só podíamos ver esses filmes na TV. No final dos anos 80 as locadoras apareceram como salvação para o apetite insaciável de cinéfilos. E uma leva de filmes novos, totalmente obscuros para nós, surgiu diante dos nossos olhos. Acho que foi só aí que A Noite dos Mortos Vivos (Romero, 1968), O Massacre da Serra Elétrica (Hooper, 1973) e Uma Noite Alucinante
(Raimi, 1981) puderam ser vistos. Creio que esses filmes – e mais alguns outros – não passaram na TV antes de 1985.
Alguns clássicos do terror, dos quais apenas ouvíamos falar, haviam sido mutilados na TV, e nossos pais não deixavam que víssemos nem mesmo mais tarde, em VHS. É o caso de dois famosos filmes de terror (por razões completamente diferentes e quase opostas) de 1980: O Iluminado (Kubrick) e Canibal Holocausto (Deodato). Dizia a lenda que, na TV, passavam apenas as partes “mais leves” dos filmes e mesmo os VHS continham cortes. Lembro de ter assistido a O Iluminado na TV e logo em seguida em VHS e comprovado os cortes – que eram terríveis, era época em que a Globo mutilava os filmes sem dó, pior do que faz hoje a TNT.
Canibal Holocausto é um filme que ainda será descoberto, tudo o que se faz hoje em termos de subjetivismo, desde A Bruxa de Blair até REC, passando por Cloverfield, tem dívida com esse filmeco italiano, tido como de “mau gosto” até por grandes fãs do trash-terror.
Sempre tentaram impedir que sentíssemos terror, era a impressão que tínhamos, nós, os fãs do gênero.
Porque permitem que choremos ou que gargalhemos mas não podemos sentir até a espinha gelar? Que mal há nisso?

"O Exorcista" (1973)
Um desses teóricos sociais, lá pelo meio dos anos 70, tentou afirmar (sem êxito, claro) que os filmes violentos (portanto, de terror) incitam a violência. Grande bobagem: a psicologia já mostrou que há um efeito catártico na violência da ficção, até mesmo videogames violentos reduzem a violência nos jogadores. Para mim, filmes de terror são como montanhas-russas: sabemos que será uma viagem meio desagradável, com sustos, o coração disparado… mas será só por alguns momentos, depois tudo voltará ao normal – e ficará a experiência de se ter passado por aqueles terríveis momentos, tendo saído ileso.
Filmes de terror são terapêuticos. Acredito nisso.
Quer ver? Encare um A Hora do Pesadelo (Craven, 1984) em casa, à noite, sozinho. Tem que ser numa noite que você vai dormir sozinho. Será terrível, será grotesco, será amedrontador. Não diga que não será: será! E aí, ao nascer do dia, você terá superado uma noite terrível e será mais corajoso do que jamais foi; verá que não lhe aconteceu nada, que os fantasmas e as fantasias estão sempre restritas ao universo da ficção. Você lidará melhor com seus demônios internos, com sua religião, não poderá mais acreditar na ladainha de um Deus terrível que lhe espreita no banheiro.

Cena de "A hora do pesadelo"
Vencer o medo, satirizar o medo, ridicularizar o demônio, cuspir nas terríveis crenças mundanas está na gênese do Halloween, a festa de 31 de outubro em que crianças (filme de terror tem que ter crianças, pelo amor de Deus!) batem nas portas e pedem por doces – ou farão travessuras! Vestidas de fantasmas, espantalhos, vampiros ou qualquer ser medonho, esses ingênuos seres caçoam de qualquer poder maléfico ao se travestirem; encarnam o mal. O mal de mentira, já que os seres todos do imaginário jamais serão capazes de superar, em termos de maldade, qualquer realidade de televisão da era Bush/Bin Laden.
E o cinema sempre percebeu que essa igreja (o cinema é uma igreja, entramos naquele escuro, deixando para trás a realidade, e mergulhamos num ambiente de símbolos que nos contam alguma história) pode ser o ambiente perfeito para o exorcismo de fantasmas íntimos.Filmes de terror são redentores.
Ali, enquanto uma cabeça voa, um tubarão gigante vai morder a perna da moça desavisada, um serial killer cerca mais uma vítima, nós trememos e regozijamos, queremos ser hora um assassino que matasse o patrão, hora o investigador que mata o assassino, hora o vizinho que sai ileso da investida do alienígena. Nós cabemos dentro dos filmes de terror, para que o filme de terror caiba em nós.
E assim, mitos que todos somos, deixamos estalar nossos corações de vidro pintados.
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Cara, Cannibal Holocausto é pesado demais, tu é louco. Se houvesse uma imagem dele aqui, os leitores sairiam correndo :-p
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em breve, post sobre CANIBAL HOLOCAUSTO.
:^)
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Pessoalmente nom concordo muito com essa visom do “samain” como umha festa para celebrar, sendo mais um produto da homogenizaçom dos povos e para atafegar as diversas culturas do planeta.
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muito louco meu irmã doideira vey
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ISTO NON ECSISTE!
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“Para mim, filmes de terror são como montanhas-russas: sabemos que será uma viagem meio desagradável, com sustos, o coração disparado… mas será só por alguns momentos, depois tudo voltará ao normal – e ficará a experiência de se ter passado por aqueles terríveis momentos, tendo saído ileso.”
Stephen King em seu livro Dança Macabra
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murilo, o king escreveu isso?
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“O Exorcista” também é meu favorito. Mas enjoei um pouco desse terror que foi citado logo no início, como aqueles filmes com vampiros. Nesse sentido, REC me surpreendeu, talvez justamente por ter esse plano de fundo pouco claro ou que deixa margem a diversas interpretações, tão característico d’O Exorcista, vale dizer. “Jogos Mortais” também, os três primeiros, pois os outros nem fiz questão de ver. No fundo, gosto mesmo é de uma boa dose de suspense.
Talvez nesse halloween eu comemore assistindo “O Anticristo”, do Lars. Que não é terror, mas cabe muito bem dentro da proposta descrita ao longo do texto.
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Escreveu. Lá pelos anos 80 ou 90.
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bem, se o king escreveu isso há tanto tempo e eu agora, deve ter algo de sobrenatural nisso, já que eu nunca li isso de ninguém.
:>/
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Não com as mesmas palavras, só a mesma ideia. Engraçado que deve ser sobrenatural mesmo.
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Este blog ultimamente tem postado muita tolice, alguem tem que cuidar para não se tornar uma revista CARAS.
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O legal de ver filme de terror e ficar com medo. Quem nao tem medo nao deve ver graca nenhuma em filme de terror. O bom e voce achar que o mundo vai acabar enquanto ve o filme e depois ver que passou! Gosto muito e veremos se o remake de A Hora do Pesadelo sera tao bom quanto o de 84… Filme de terror sem crianca nao e a mesma coisa. Os melhores filmes de terror elas estao sempre presentes. Seja matando, cantando ou o que elas fazem de melhor: assustando.
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eu gosto muito de filmes de terror
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[...] é Canibal Holocausto, de Ruggero Deodato, lançado em 1979. Já falei sobre esse filme aqui no Amálgama – um grupo de pesquisadores desaparece durante uma expedição e os rolos de filmes que eles [...]
TODOS OS FILMES DE TERROR EU GOSTO TODOS
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