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	<title>Comentários sobre: De como Graciliano se agigantou diante de seus pares</title>
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	<link>http://www.amalgama.blog.br/10/2009/de-como-graciliano-se-agigantou-diante-de-seus-pares/</link>
	<description>Revista digital de atualidade e cultura</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Feb 2012 00:12:16 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: Graça e Joyce &#124; Index</title>
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		<dc:creator>Graça e Joyce &#124; Index</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 03:46:03 +0000</pubDate>
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		<description>[...] É que aquela gente fina do Digestivo Cultural reproduziu recentemente dois textos meus, originalmente publicados no Amálgama, um sobre Graciliano Ramos e outro sobre James Joyce. Se você ainda não tinha lido, é uma oportunidade. Não são textos críticos, não sou crítico, são laudatórios mesmo, sobre autores que prendem minha atenção, me emocionam. Então: &#8220;Uma vida para James Joyce&#8221; e &#8220;Graciliano Ramos, o gigante&#8221; (título dado pelo DC, o meu original foi &#8220;De como Graciliano se agigantou diante de seus pares&#8220;). [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] É que aquela gente fina do Digestivo Cultural reproduziu recentemente dois textos meus, originalmente publicados no Amálgama, um sobre Graciliano Ramos e outro sobre James Joyce. Se você ainda não tinha lido, é uma oportunidade. Não são textos críticos, não sou crítico, são laudatórios mesmo, sobre autores que prendem minha atenção, me emocionam. Então: &#8220;Uma vida para James Joyce&#8221; e &#8220;Graciliano Ramos, o gigante&#8221; (título dado pelo DC, o meu original foi &#8220;De como Graciliano se agigantou diante de seus pares&#8220;). [...]</p>
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		<title>Por: Daniel</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/10/2009/de-como-graciliano-se-agigantou-diante-de-seus-pares/comment-page-1/#comment-8172</link>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 15:33:49 +0000</pubDate>
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		<description>Fernando, muito obrigado. Embora eu não goste muito de Machado Assis (sic), não vejo a hora de ler o livro do Luciano Oliveira.

Abs.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando, muito obrigado. Embora eu não goste muito de Machado Assis (sic), não vejo a hora de ler o livro do Luciano Oliveira.</p>
<p>Abs.</p>
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		<title>Por: Fernando da Mota Lima</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/10/2009/de-como-graciliano-se-agigantou-diante-de-seus-pares/comment-page-1/#comment-8156</link>
		<dc:creator>Fernando da Mota Lima</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 04:49:20 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel:
Li com prazer seus dois artigos sobre Graciliano. Interessou-me sobretudo este, De como Graciliano se agigantou diante dos seus pares. Ressaltaria dois pontos no seu artigo: o tratamento que você confere dentro da narrativa à linguagem usada por Graciliano para dar conta do problema complexo, no plano da linguagem, entre narrador e personagem. O outro ponto remete à noção de humor em Graciliano. Isso me pareceu bem singular na sua análise, pois praticamente toda a critica que lembro enfatiza a dimensão trágica e pessimista de Graciliano, nunca esse ingrediente de humor salientado na sua crítica. A propósito, um amigo, Luciano Oliveira, vai publicar um livro no qual explora precisamente essa componente de humor na obra do velho Graça. O título do livro é O Bruxo e o Rabugento, isto é, um paralelo entre Machado de Graciliano. O livro será publicado pela Vieira e Lent Editores e eu assino o prefácio do livro. Vou aliás encaminhar seus dois artigos para Luciano. Um abraço de Fernando.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel:<br />
Li com prazer seus dois artigos sobre Graciliano. Interessou-me sobretudo este, De como Graciliano se agigantou diante dos seus pares. Ressaltaria dois pontos no seu artigo: o tratamento que você confere dentro da narrativa à linguagem usada por Graciliano para dar conta do problema complexo, no plano da linguagem, entre narrador e personagem. O outro ponto remete à noção de humor em Graciliano. Isso me pareceu bem singular na sua análise, pois praticamente toda a critica que lembro enfatiza a dimensão trágica e pessimista de Graciliano, nunca esse ingrediente de humor salientado na sua crítica. A propósito, um amigo, Luciano Oliveira, vai publicar um livro no qual explora precisamente essa componente de humor na obra do velho Graça. O título do livro é O Bruxo e o Rabugento, isto é, um paralelo entre Machado de Graciliano. O livro será publicado pela Vieira e Lent Editores e eu assino o prefácio do livro. Vou aliás encaminhar seus dois artigos para Luciano. Um abraço de Fernando.</p>
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		<title>Por: Daniel</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/10/2009/de-como-graciliano-se-agigantou-diante-de-seus-pares/comment-page-1/#comment-7446</link>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 16:43:07 +0000</pubDate>
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		<description>Muito obrigado a todos que leram.

@ Dinha, como eu te disse em outro lugar, vou sim tentar arrumar tempo pra escrever sobre o &#039;Bruzundangas&#039; -- há muita coisa lá que ainda tem paralelo com o Brasil atual.

@ Jampa, também tento sempre evitar chamar alguém de gênio, exatamente porque o termo já é muito usado, às vezes sem cabimento. Mas no caso do Graça, não tem outro, e é gênio exatamente no sentido que tu apontou: usar as adversidades a seu favor, &lt;i&gt;revolucionando&lt;/i&gt; todo um campo, o literário (&quot;revolucionário&quot; também já banalizou, mas fazer o que). Ah!, e não vejo a hora de ler tua tese ;-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito obrigado a todos que leram.</p>
<p>@ Dinha, como eu te disse em outro lugar, vou sim tentar arrumar tempo pra escrever sobre o &#8216;Bruzundangas&#8217; &#8212; há muita coisa lá que ainda tem paralelo com o Brasil atual.</p>
<p>@ Jampa, também tento sempre evitar chamar alguém de gênio, exatamente porque o termo já é muito usado, às vezes sem cabimento. Mas no caso do Graça, não tem outro, e é gênio exatamente no sentido que tu apontou: usar as adversidades a seu favor, <i>revolucionando</i> todo um campo, o literário (&#8220;revolucionário&#8221; também já banalizou, mas fazer o que). Ah!, e não vejo a hora de ler tua tese <img src='http://www.amalgama.blog.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Por: Jampa</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/10/2009/de-como-graciliano-se-agigantou-diante-de-seus-pares/comment-page-1/#comment-7429</link>
		<dc:creator>Jampa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 04:49:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.amalgama.blog.br/?p=581#comment-7429</guid>
		<description>Daniel, belíssimo texto, como já dito. Continuo fazendo mil bizarrices sociológicas  em minha tese para tentar mostrar a engenhosidade do Velho Graça sem recorrer à idéia (a meu ver perniciosa) de gênio. Mas é como uma contradição em termos que você (no caso eu) termina engendrando, como no belo estudo de Elias sobre Mozart: &quot;A sociologia de um gênio&quot;. Gênio vira aquela palavra que você usa quando quer falar de alguem que converteu as forças de condicionamento que o limitavam em força criadora de algo que parecia impossível naquelas condições, a sua própria obra. Meu esforço quase vão de analisar o processo concreto de consagração da obra de Graça, que passa obviamente por oscilações enormes até chegar à unanimidade de crítica que é hoje, titubeia diante de minha própria impressão de leitura: a obra em si já explica sua posição. Mas enquanto sociólogo não poderia me poupar a tarefa de me perguntar o papel, por exemplo, que a enxurrada de artigos de homenagem que saíra durante os aniversários de 50 e 60 anos do autor tivera nessa consagração. Não poderia me esquivar também de me perguntar se a prisão dele não produziu um efeito de legitimação, ao menos imediato, a uma obra como Angustia, que fora considerada como sua obra prima logo naquele momento por muitos críticos, talvez por razões menos literárias do que o habitual mesmo naquele momento de tantas polarizações. São coisas talvez menos importantes do que a obra mesma, mas que detem esse grande valor de humanizar o esforço posto em prática pelo próprio escritor para fazer valer sua literatura tão avessa às concessões, num universo social e literário que se forjava ali. Seu belo texto me fez lembrar de todo esse periplo meu que de certa forma me fez tomar distância da obra mesma do mestre(caminho que julgo necessário para sociólogos frios como eu) para poder vê-la de um ângulo menos encantado pelo meu próprio entusiasmo. Talvez depois, ao voltar à obra, possa readimitir o encanto, agora, é minha expectativa, pelo prisma balizado pela sociologia, garantido ao Velho Graça o mesmo lugar de destaque de antes, mas um pouco mais consciente das forças que o ergueram da tirania do esquecimento dos não canonizados.
Um abraço Daniel, e mais uma vez parabéns pelo texto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, belíssimo texto, como já dito. Continuo fazendo mil bizarrices sociológicas  em minha tese para tentar mostrar a engenhosidade do Velho Graça sem recorrer à idéia (a meu ver perniciosa) de gênio. Mas é como uma contradição em termos que você (no caso eu) termina engendrando, como no belo estudo de Elias sobre Mozart: &#8220;A sociologia de um gênio&#8221;. Gênio vira aquela palavra que você usa quando quer falar de alguem que converteu as forças de condicionamento que o limitavam em força criadora de algo que parecia impossível naquelas condições, a sua própria obra. Meu esforço quase vão de analisar o processo concreto de consagração da obra de Graça, que passa obviamente por oscilações enormes até chegar à unanimidade de crítica que é hoje, titubeia diante de minha própria impressão de leitura: a obra em si já explica sua posição. Mas enquanto sociólogo não poderia me poupar a tarefa de me perguntar o papel, por exemplo, que a enxurrada de artigos de homenagem que saíra durante os aniversários de 50 e 60 anos do autor tivera nessa consagração. Não poderia me esquivar também de me perguntar se a prisão dele não produziu um efeito de legitimação, ao menos imediato, a uma obra como Angustia, que fora considerada como sua obra prima logo naquele momento por muitos críticos, talvez por razões menos literárias do que o habitual mesmo naquele momento de tantas polarizações. São coisas talvez menos importantes do que a obra mesma, mas que detem esse grande valor de humanizar o esforço posto em prática pelo próprio escritor para fazer valer sua literatura tão avessa às concessões, num universo social e literário que se forjava ali. Seu belo texto me fez lembrar de todo esse periplo meu que de certa forma me fez tomar distância da obra mesma do mestre(caminho que julgo necessário para sociólogos frios como eu) para poder vê-la de um ângulo menos encantado pelo meu próprio entusiasmo. Talvez depois, ao voltar à obra, possa readimitir o encanto, agora, é minha expectativa, pelo prisma balizado pela sociologia, garantido ao Velho Graça o mesmo lugar de destaque de antes, mas um pouco mais consciente das forças que o ergueram da tirania do esquecimento dos não canonizados.<br />
Um abraço Daniel, e mais uma vez parabéns pelo texto.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: comentários sobre os posts alheios. &#171; ademonista</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/10/2009/de-como-graciliano-se-agigantou-diante-de-seus-pares/comment-page-1/#comment-7427</link>
		<dc:creator>comentários sobre os posts alheios. &#171; ademonista</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 22:52:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.amalgama.blog.br/?p=581#comment-7427</guid>
		<description>[...] De como Graciliano se agigantou diante de seus pares: Dêem uma lida. Alguém aprecia a literatura brasileira. E melhor, entende. Melhor ainda, divulga. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] De como Graciliano se agigantou diante de seus pares: Dêem uma lida. Alguém aprecia a literatura brasileira. E melhor, entende. Melhor ainda, divulga. [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Dinha</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/10/2009/de-como-graciliano-se-agigantou-diante-de-seus-pares/comment-page-1/#comment-7425</link>
		<dc:creator>Dinha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 21:58:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.amalgama.blog.br/?p=581#comment-7425</guid>
		<description>Daniel, meu caro, parabéns pelo texto, a qualidade está excelente. A leitura fluiu bem.

Temos gostos parecidos em relação à literatura. Gosto de literatura visceral, de textos cujos núcleos sejam marcados por uma verdade, seja denúncia social, seja uma atualização de um problema, etc. 

O autor necessariamente deve comunicar algo. Eu aprecio a idéia de que eu estou ganhando ao saber o objeto dessa comunicação, isto é, o conteúdo. Acredito que o Graciliano Ramos seja assim, não é aquele autor que faz com que soframos por antecipação ou que natural ou artificialmente nos prenda sem um objetivo maior. Ele sabia o que estava fazendo, além de ter uma visão ampla (enxergava longe) e é exatamente nesse sentido que ele merece respeito e está num patamar mais elevado que os demais autores de sua época. 

Para mim, as escolhas no campo &quot;formal&quot; (como a linguagem falada contrapondo-se à escrita erudita) é só uma conseqüência ou detalhe presente no fato de ele &quot;vestir a camisa&quot; ou &quot;sair do muro&quot;. Em suma, é mais um aspecto que denuncia o caráter da sua escrita. 

Claro, boas obras são situadas espaço-temporalmente, mas justamente por serem tão intensas, viscerais é que elas transcendem o contexto e se tornam dignas de atenção. Já aquelas que são baseadas em uma linguagem da representação, da projeção, bem, elas cumprem o seu papel, mas não valem o esforço que fazemos ao tentar com que elas nos falem &quot;mais&quot;, não podemos confrontá-las. 

Boa lembrança d&#039;Os Bruzundangas. Depois escreve um pouco a respeito dela e publica. É um mais um belo retrato do Brasil, além de possuir um humor bem interessante ao denunciar o aspecto preguiçoso (ou amarras) das nossas mentes e dos nossos corpos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, meu caro, parabéns pelo texto, a qualidade está excelente. A leitura fluiu bem.</p>
<p>Temos gostos parecidos em relação à literatura. Gosto de literatura visceral, de textos cujos núcleos sejam marcados por uma verdade, seja denúncia social, seja uma atualização de um problema, etc. </p>
<p>O autor necessariamente deve comunicar algo. Eu aprecio a idéia de que eu estou ganhando ao saber o objeto dessa comunicação, isto é, o conteúdo. Acredito que o Graciliano Ramos seja assim, não é aquele autor que faz com que soframos por antecipação ou que natural ou artificialmente nos prenda sem um objetivo maior. Ele sabia o que estava fazendo, além de ter uma visão ampla (enxergava longe) e é exatamente nesse sentido que ele merece respeito e está num patamar mais elevado que os demais autores de sua época. </p>
<p>Para mim, as escolhas no campo &#8220;formal&#8221; (como a linguagem falada contrapondo-se à escrita erudita) é só uma conseqüência ou detalhe presente no fato de ele &#8220;vestir a camisa&#8221; ou &#8220;sair do muro&#8221;. Em suma, é mais um aspecto que denuncia o caráter da sua escrita. </p>
<p>Claro, boas obras são situadas espaço-temporalmente, mas justamente por serem tão intensas, viscerais é que elas transcendem o contexto e se tornam dignas de atenção. Já aquelas que são baseadas em uma linguagem da representação, da projeção, bem, elas cumprem o seu papel, mas não valem o esforço que fazemos ao tentar com que elas nos falem &#8220;mais&#8221;, não podemos confrontá-las. </p>
<p>Boa lembrança d&#8217;Os Bruzundangas. Depois escreve um pouco a respeito dela e publica. É um mais um belo retrato do Brasil, além de possuir um humor bem interessante ao denunciar o aspecto preguiçoso (ou amarras) das nossas mentes e dos nossos corpos.</p>
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