A traição de Julian Assange

por Nick Cohen

 

Você não precisaria ter ouvido por muito tempo as condenações semi-educadas de Julian Assange do “complexo militar-industrial” americano para saber que ele estava se coçando para trair pessoas melhores e mais corajosas do que ele jamais poderia ser.

Tão logo o WikiLeaks recebeu documentos do Departamento de Estado, Assange anunciou que oponentes de regimes e movimentos ditatoriais faziam parte de jogo. Que os alvos do Talibã, por exemplo, estivessem lutando contra uma força clerical fascista, que ameaça todo e qualquer bom valor liberal, não lhe preocupava. Eles haviam se comunicado com diplomatas dos EUA. Colaboraram com o grande Satã. Sua segurança não importava.

A história do WikiLeaks escrita por David Leigh e Luke Harding descreve como jornalistas levaram Assange para o Moro, um clássico restaurante espanhol no centro de Londres. Um repórter alertou que Assange poria em risco as vidas de afegãos que haviam colaborado com as forças americanas se ele colocasse na rede segredos dos EUA sem antes tomar a precaução básica de remover seus nomes. “Bem, eles são informantes”, Assange respondeu. “Então, se forem mortos, eles sabiam que isso poderia ocorrer.” Um silêncio caiu sobre a mesa enquanto repórteres tomavam consciência do fato daquele que os ingênuos aclamavam como um pioneiro da nova era de transparência estar disposto a passar listas de alvos para psicopatas. Eles persuadiram Assange a remover nomes antes de publicar os documentos afegãos do Departamento de Estado. Mas os desiludidos sócios de Assange sugerem que essa falha em expôr “informantes” acabou lhe incomodando.

Hoje em dia é difícil acreditar, mas pessoas honestas já trabalharam para o WikiLeaks por todos os motivos corretos. Como eu, eles viam o site como um abrigo, um espaço protegido onde escritores podiam publicar histórias que censores autoritários e advogados de certas personalidades teriam de outra forma suprimido.

James Ball se juntou ao site e pensou que, humildemente, estava fazendo sua parte para tornar o mundo um lugar melhor. Ele veio a saber que o WikiLeaks não era o que parecia quando um sócio de Assange – um homem forte, de barba cinza, autointitulado “Adam” – lhe perguntou se poderia levantar todo o material possível que o Departamento de Estado tinha “sobre os judeus”. Ball descobriu que “Adam” era na verdade Israel Shamir, um esquisitão perigoso que se utiliza de seis nomes diferentes no seu trabalho de agitador entre grupos antissemitas da extrema direita e da extrema esquerda. Assim como assinava embaixo de teorias de conspiração fascistas, Shamir também estava feliz em colaborar com a degradante ditadura brezhneviana da Bielorrússia. Tirania de esquerda, tirania de direita, enquanto fosse algo antiocidental e anti-Israel, Shamir não se importava muito.

Nem Assange. Ele elevou Shamir a representante do WikiLeaks na Rússia e na Europa oriental. Shamir elogiou a ditadura bielorrussa. Ele comparou os manifestantes pró-democracia surrados e aprisionados pela KGB a torcedores hooligans. Em 19 de dezembro de 2010, o Belarus-Telegraf, um jornal estatal, disse que o WikiLeaks tornara possível à ditadura identificar “organizadores, instigadores e perturbadores, incluindo estrangeiros” que haviam se manifestado contra eleições fraudadas.

As provas das traições de Assange e Shamir eram fortes mas inconclusivas. Dado o histórico de Shamir, havia bastante espaço para se temer o pior. Mas mesmo hoje você não pode provar além de qualquer dúvida razoável que o estado processou este político pró-democracia ou aquele artista liberal por traição ou colaboração com um poder estrangeiro devido ao fato do WikiLeaks ter dado os nomes.

Pode-se dizer com certeza, no entanto, que o envolvimento de Assange com Shamir é forte o bastante para desacreditar sua alegação de que publicou os documentos na íntegra porque meus colegas no Guardian inadvertidamente revelaram o link para um site que ele devia ter tirado do ar. O WikiLeaks colocou os documentos na rede no último mês com evidente satisfação, e desde então tenho me perguntado quem seria sua primeira indubitável vítima. A China pareceu um lugar promissor a se observar. As autoridades e os jornais pró-regime estão percorrendo os nomes de centenas de dissidentes e ativistas que pertencem a minorias étnicas. Até agora, não houveram prisões, embora na China, como em todo lugar, o arrepiante efeito que o WikiLeaks espalhou fez com que críticos dos comunistas mordessem a língua.

Na Etiópia, entretanto, Assange já levou seu primeiro troféu. Argaw Ashine fugiu do país semana passada, após o WikiLeaks ter revelado que o repórter havia falado com um oficial da embaixada americana em Adis Abeba sobre os planos do regime para intimidar a imprensa independente. O WikiLeaks revelou também que um oficial do governo contou a Ashine sobre um planejado ataque a jornalistas de oposição. Assim, Assange e seus colegas colocaram em perigo não apenas o jornalista. Eles deram aos policiais a dica de que o jornalista tinha uma fonte no aparato estatal.

Quando precisamos repetir a frase de Orwell – “muito do pensamento esquerdista é uma espécie de brincadeira com fogo por gente que nem sequer sabe que fogo é quente” –, é porque há trabalho a fazer. Primeiro, é preciso que haja implacável pressão sobre as socialites socialistas e fatigados soixante-huitards que vibraram com Assange. Bianca Jagger, Jemima Khan, John Pilger, Ken Loach e gente do tipo tem uma queda pelo slogan egoísta “não em meu nome”. Eles são homens e mulheres bem calçados e bem agasalhados que não sabem o que é ter medo na vida. Ainda assim, estão felizes em permitir que seus nomes sejam usados por Assange enquanto ele traz o medo para a vida de outros.

Também precisamos questionar os motivos do movimento pró-transparência mais amplo. Antiamericanismo é uma de suas principais inspirações e ajuda a explicar sua perfídia. Se você acredita que o “complexo militar-industrial” americano, a Europa ou Israel é a única ou principal fonte de opressão, fica fácil desprezar as vítimas de regimes cujos excessos não podem ser postos na responsabilidade do ocidente. Os ex-colegas de Assange me dizem que o esquerdismo infantil dos anos 2000 não é a pior parte. Nunca esqueça, eles dizem, que Assange veio de uma cidadezinha pacata de Queensland chamada Townsville. Ele é um cara da cidade pequena desesperado para que o mundo o enxergue.

O delator usualmente tagarela porque quer acertar contas ou amigar-se com as autoridades. Assange representa uma nova espécie, tornada possível pela tecnologia: o dedo-duro exibicionista. A rede tornou Assange famoso. Ela lhe permite monitorar sua celebridade – eu soube que mesmo o mais humilde blogspot raramente escapa sua atenção. Quando ele vê que a audiência está se cansando, a rede lhe provê os meios para publicar novos segredos e gerar novas manchetes. Sob pretexto de fazer com que o poder preste contas, Assange pode deleitar-se no poder que a rede lhe dá para colocar vidas em perigo e se certificar de que ele esteja onde sempre quis estar: no centro das atenções.

27 comentários | Dê sua opinião

  1. Cleiton 18/09/2011 em 5:53 pm

    Matéria vergonhosa. Não para o Assange, mas para o próprio Cohen. Pessoas como Julian Assange são obviamente exibicionistas que utilizam a rede para ter atenção, mas ele sabe usar essa atenção para denunciar muita coisa errada que está acontecendo e está fazendo certo. E as consequências de tais ações não justificam que alguém tenha que ocultar os fatos, como Cohen praticamente bradou de forma explícita, usando de uma falácia desse tamanho.

    Seria uma medida política proteger as fontes, e eis o grande problema de Assange. Certo, temos um homem egoísta com poder nas mãos, e pessoas estão com medo de morrer porque ele revelou seus nomes e suas ações. O que não foi comentado e o motivo para que eu tenha vindo postar aqui, é que Assange sabe como a política internacional funciona: opressores no mundo inteiro eliminam quem estiver no seu caminho, e o Wikileaks, ao revelar os nomes de pessoas que estão contra eles, acaba por ser usado como fonte de informação a favor dos próprios opressores.

    Mas o Wikileaks é uma ferramenta que revela a verdade e a informação não mata ninguém. Opressores o fazem. Ditadores o fazem. O recado que foi dado não é que Assange está se colocando como esquerdista e traiu o esquerdismo, ele está se colocando acima de discursos políticos, e o que é revelado pode ser usado a favor de todos. A verdade prevalece. As consequências ele também sofre, ele também está fora de sua zona de conforto e corre risco de morrer, apenas por revelar o que não querem que seja revelado.

    Stephen Downes e seu guia de falácias lógicas sempre acaba se mostrando uma ótima ferramenta para revelar comentários ridículos como este de Cohen. Ele não apenas inicia a matéria com um argumentum ad hominem, como termina por utilizar um erro de lógica chamado apelo às consequências. As consequências não eliminam os fatos.

    Ele não precisa ser tão corajoso como seus informantes, não precisa ser sequer bondoso, e até acho interessante ele colocar um crápula como Israel Shamir ao seu lado. Mais interessante ainda é ainda não ser notório que pessoas como Shamir utilizam a mesma “máquina antissemita” para fins políticos desde a Primeira Grande guerra, ou seja, há mais de 100 anos. O mesmo método, cujo qualquer um pode aprender todos os passos com Niccolò Machiavelli e seu mais famoso livro.

    Sua proposta pelo Wikileaks ele continua cumprindo: mostrar a verdade sobre como governos trocam informações entre si para conspirar contra o povo. Vazar informações. Se ele não concordou em conspirar contra conspiradores muitos o chamarão de traidor, mas isso não faz dele pior do que aqueles cujos “podres” ele revela.

    Assange continua tendo minha admiração pelo que faz, mesmo que não seja nada admirável se negar em proteger quem, com toda certeza, deveria ser protegido. Já Nick Cohen condenou a si mesmo.

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    • Sandro 19/09/2011 em 6:34 am

      AS observações do Claiton deveriam ser lidas antes dessa materia absurda e fascista!
      O texto da matéria é repugnante…

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  2. Camilo Irineu Quartarollo 19/09/2011 em 8:13 am

    Vergonha é esconder as atrocidades de guerra e usar termos técnicos e eufemismos para minimizar a dor alheia, como se ela não existisse. O repórter desse artigo faz um anti trabalho, o papel do repórter é exatamente fazer o Assange fez.

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  3. Eugenio, OFS 19/09/2011 em 8:23 am

    Paz e bem !

    Nick Cohen, mais um puxasaco dos EE.UU.A. que participa da luta de contrainformações do Departamento de Estado deste país.

    Lamentável que Amálgama dê espaço a quem já tem tanto poder de fogo e de mentir.

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    • Fatima Amorim 26/09/2011 em 12:57 pm

      Concordo com vc. e só achei bom o Amálgama publicá-lo pq desmascara o autor e leva a manifestações como a de quase todos os leitores, resumidas por vc, Camilo e Sandro

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    • Mário SF Alves 20/10/2011 em 3:33 pm

      É, sim, Eugênio, lamentável, porém, útil.

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  4. The Revelation 19/09/2011 em 8:26 am

    Que pagem os Ladroes e Opressores do Povo …. de qualquer forma, de qualquer maneira, sintam e sofram o que a grande maioria da humanidade sente constantemente, é terrivelmente vergonhoso vê alguém vir aqui e defender esses tipos de pessoas.

    JULLIAN ASSANGE ” 10 ” X NICK COHEN ” 0 “

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  5. Genésio 19/09/2011 em 12:03 pm

    Bom, claramente esse tal de “Cleiton” é um esquerdopata, só assim para defender a maxima do “Os fins justificam os meios”, “Estamos roubando, mas estamos trabalhando”, “vazem informações sigilosas e exponham a vida das pessoas, desde que divulguem a “verdade” e por ai…
    Mais PETRALHA que isso impossivel

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    • Victor Hugo 19/09/2011 em 8:50 pm

      Só podia ser um genésio, um ‘democrata’ genérico ? Você aqui é voto vencido, cala sua boca.

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  6. renivaldo 19/09/2011 em 1:55 pm

    Mais um defensor da dominação americana.Não é a toa, ele é britânico e provavelmente já deve estar dotado do complexo de vira latas.

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  7. Fernando Afonso 19/09/2011 em 2:14 pm

    Do comentário acima, eu endosso a maior parte.
    Com relação ao texto, perde toda a função de informar ou de opinião quando carrega em sua essencia um carater pejorativo e de odio, contra Assange e contra a Esquerda. a Direita levou nosso mundo a essa crise mundial que matará 14 milhões de fome na Africa esse ano, mas Cohen vê isso como um problema do homem, da psique humana, não de um modo de produção que se expande criando e aumentando a desigualdade. Para ele as mortes na China são atribuidas ao esquerdismo mas as mortes na Africa são meras casualidades sem nenhuma responsabilidade da direita ou do capitalismo…
    Então como disse o companheiro acima, um sujeito de argumentos tão insolitos só resta tecer comentarios contra a pessoa de Assange, tipico dos mediocres….

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    • Mário SF Alves 20/10/2011 em 3:41 pm

      Fernando,
      Obrigado pelo comentário. A propósito, a seu ver, dos citados 14 milhões de pessoas que a crise mundial matará de fome na África, quantas dessas vidas serão ceifadas por ação direta do capitalismo?

      Responder
  8. Victor Hugo 19/09/2011 em 8:47 pm

    O comentário do Cleiton foi 10. Eu também acho que ele deve ser lido antes do comentário falacioso do Cohen. O que ele queria? Vazar informações tem seus riscos. Ninguém garantiu que isso seria 100% seguro para todo mundo. Mesmo sem nomes, dependendo da situação, fica óbvio deduzir quem foi que fez algo. Quem está agindo na surdina contra um país opressor sabe dos riscos que corre e não precisa de um vazamento do wikileaks para ter sua vida em risco, basta algum dedo duro local sacar o lance e entregar o sujeito, ou os próprios opressores terem alguma desconfiança óbvia. Ficar na surdina fazendo segredinhos apenas alimenta eternamente essa rede de intrigas e ainda mais segredinhos, o cara corajoso de verdade, dá a cara à tapa, seja contra o governo russo, ou contra o regime chinês… O importante é que se todo mundo no poder soubesse que não conseguirá mais manter seus segredos, saberá também que não irá mais posar de inocente, e sua hipocrisia será desmascarada. Então que ninguém mais seja hipócrita nem banque o santo do pau oco. Isso já basta.

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    • Mário SF Alves 20/10/2011 em 3:44 pm

      Muito bom, Victor. Além do que é forçar demais a barra recorrer ao local de nascimento do Assange para denegrí-lo dessa forma.

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  9. Victor Hugo 19/09/2011 em 8:57 pm

    O que estamos precisando, é de saber a verdade, pessoas morrerão pela verdade, pela justiça, em toda parte do mundo, mas pelo menos elas sabem que estão morrendo pelo que acreditam ser verdadeiro e justo, e não morrendo iludidas, enagandas, e manipuladas, por uma verdade falsificada, por uma justiça de dois pesos e duas medidas, delegando poder para alguém que fala e prega uma coisa para a massa, em comicios, em frente a tv, nos jornaisl, mas pelas costas faz tudo ao contrário, e age como um verdadeiro traidor… O verdadeiro traidor nem é o que oprime, descaradamente, na frente de todo mundo, e assume, eu sou um ditador, eu sou mau, eu sou um opressor, o verdadeiro traidor é aquele que finge de bonzinho, de democrático, de humano, e no final das contas faz muito pior, mata muito mais, e espolia muito mais, do que os conhecidos e notórios opressores. Esses estão no poder somente até serem derrubados. E os outros? Quando serão desmascarados? Se depender desse tipo de jornalista imperialista, nunca, porque a verdade incomoda muito, o que interessa é vender noticia e desinformação.

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  10. Renan 19/09/2011 em 11:23 pm

    Em nenhuma parte do texto ele diz que o WikiLeaks não fez coisas boas – o que com certeza fez. Ele só mostra o lado podre de Assange que só não vê quem não quer. Pra mim parece óbvio que liberar informações que põem vidas em risco é uma escolha nada ética.

    Responder
    • Mário SF Alves 20/10/2011 em 3:49 pm

      Renan,
      Não se iluda, esses caras só se preocupam com vidas na retórica. Ou seja, quando momentaneamente lhes interessa. Não tem sido assim na Líbia?

      Responder
  11. Catatau 19/09/2011 em 11:53 pm

    Assange não é, como ninguém, isento de críticas. Mas esse texto do Cohen é bem estranho e cheira mesmo simples desqualificação ad hominem. Ponto para o Cleiton.

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  12. marcio stavros 20/09/2011 em 11:25 am

    quando se entra numa guerra defendendo o bem ou o mal corre se o risco de morrer. estes informantes entraram na guerra do lado mais malvado da guerra ou seja do lado dos estados unidos então fizeram por merecer, trairam sua patria e sabiam que isto era errado.

    Responder
  13. RRBL 09/10/2011 em 4:15 pm

    Artigo lamentável! o Sr. Cohen possivelmente é da turma do Blair, obviamente, comprometidos seriamente com os abusos ocorridos no Iraque e Afeganistão.

    Responder
  14. sandra leite 09/10/2011 em 5:37 pm

    o melhor deste texto foi o comentário do cleiton

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  15. Antonio 11/10/2011 em 8:38 pm

    Precisamos de mais pessoas como o Julian Assange e o Ricken Patel, e mais sites como o wikileaks e o avaaz.org .

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    • Mário SF Alves 20/10/2011 em 3:52 pm

      O AVAAZ, parece-me, entrou de gaiato no navio ao virtualizar abaixo-assinados para pressionar a ONU pela exclusão de espaço aéreo na Líbia.

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  16. Jacques 17/10/2011 em 12:52 pm

    A meu ver, parece que Nick Coehn tem inveja de Assange por ele fazer o que todo jornalista deveria e não faz (talvez por ter o rabo preso), que é contar a Verdade pura e simples.
    E parabéns ao Cleiton pelo comentário lúcido e inteligente.

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  17. Maria Luísa 20/10/2011 em 9:21 pm

    O que acho estranho é Assange fazer denúncias comprometedoras, cutucando gente muito perigosa e ainda continuar vivo. Será que é por ser australiano, um país componente do Império dos Primos? Será que se fosse de um país de 2º ou 3º mundo ele ainda estaria vivo? Essas pessoas não perdoam mesmo! É tudo muito estranho.

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  18. Ed 29/12/2011 em 2:11 pm

    Essa matéria está totalmente desprezível!
    Só porque Assange denunciou os crimes e a fatos ocorrido que o torna um traidor? Já deviam saber que a maior ferramenta de liberdade e expressão atualmente é a internet. Agora é claro que ele lucrou estas informações postando em seu site…Relembrando que uma empresa negou fazer o pagamento ao seu site e assim desencadeou uma serie de ataques hackers a essas empresas. Agora por que elas negaram a fazer o pagamento a ele? Medo de que seus segredos fossem exposto, assim como outras empresas que cometiam fraudes…Deu pra raciocinar?

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  19. anti-USA 27/01/2012 em 10:00 pm

    É MEUS AMIGOS…..A PERSEGUISAO AO WikiLeaks, O FECHAMENTO DO MEGAUPLOAD O ACTA, SOPA E PIPA……OQUE SERA DE NOS….SERA QUE ESSE PAIS CONSUMISTA CONSEGUIRA
    ASFIXIAR A INTERNET PARA FAVORECER GRANDES IMORESAS

    Responder

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