A ciência não explica tudo, mas explica Deus?

por Daniel Lopes – Se houvesse por aí um livro com o subtítulo “Evidências científicas da não-existência de Deus” eu ainda assim iria atrás de ler, porque com quase absoluta certeza seria um festival de abobrinhas divertidas e perda de tempo, com ampla vantagem para as abobrinhas divertidas. E se o subtítulo é “Evidências científicas da existência divina”, aí então é que a coisa promete mesmo. Pois este é exatamente o subtítulo de Deus não está morto (Aleph, 2008), do crente e cientista (claro! claro!) indiano Amit Goswami.

Todas as minhas esperanças e idéia original de levar o livro do senhor Goswami muito a sério ficaram aí por entre o Prefácio e o Prólogo. Eu tenho inclusive que parar de ler esse tipo de autor, senão daqui a pouco vou acabar me transformando num detestável ateu praticante, eu que estou tão feliz (conformado, se quiserem) em minha condição de ateu não praticante, ou agnóstico, ou sei lá o quê – vai ver nutro apenas a mais absoluta desconfiança pelas religiões instituídas, e não tenho nenhuma querela com o Homem, em especial. No primeiro semestre li I don’t believe in atheists, de Chris Hedges (escrevei sobre alhures), e encerrei a leitura quase achando os 10 Mandamentos do Dawkins uma genialidade.

Acreditem em mim: não é possível explicar a existência ou a não-existência de Deus. Pelo menos explicar de uma forma que seja compreensível para mais de 1 por cento da humanidade, ou seja, de uma forma que não seja pura embromação. Então, você me pergunta, se quase todos os humanos não podem entender uma lógica dedicada a explicar a existência de Deus, como é que quase todos acreditam Nele? Bem, pela mesma razão pela qual eu não acredito: por nada – ou por inércia – ou por preguiça (uma colega do Encontro de Jovens me disse, dentro de um ônibus, para (perdão) Deus e o mundo, que eu não sou ateu, e sim um preguiçoso, que tenho preguiça de ir nas missas e nos Encontros disso e daquilo; não pude refutá-la).

Não é que as explanações dos teólogos não tenham qualquer utilidade. Sem elas, sem dúvida haveriam menos motivos para rir neste vale de lágrimas. Padre Copleston, em célebre debate com o cientista Bertrand Russell, pergunta se ele, Russell, pode provar que Deus não é uma realidade. Russell diz que provar isso ele não pode, e que portanto, desse ponto de vista, é um agnóstico. Mas o padre Copleston, esse sim, pode provar a existência do Senhor. Filosoficamente:

Tome a proposição “se há uma existência contingente, há uma existência necessária”. Considero que essa proposição expressa de maneira hipotética é uma proposição necessária. (…) Mas a proposição é uma proposição necessária somente diante da suposição de que a existência contingente existe. Que há um ser contingente que realmente existe é algo que tem de ser descoberto pela experiência, e a proposição de que existe um ser contingente certamente não é uma proposição analítica, apesar de, uma vez que se sabe da existência de um ser contingente, devo reiterar, segue-se a isso a necessidade da existência de um ser necessário.

Não é óbvio?

É bem verdade que entre “evidências da não-existência de Deus” e “evidências da existência divina” ainda fico com a primeira, pois pro bem ou pro mal os meus sentidos só percebem o material e o que dele provém, e a minha mente só processa o que meus sentidos percebem, ou, no máximo, bola de vez em quando uma das suas em períodos de sono – o que, afinal de contas, não passa de mais uma conseqüência das percepções nos períodos de vigília. Se, no fundo, não é assim, e eu estou errado, a culpa é de Deus, por me ter brindado com uma mente tão limitada. Ou vai ver a existência de mentes inacreditavelmente limitadas como a minha também são frutos de Sua inteligência e bondade, embora não bondade para comigo, mas com aqueles que acreditam em Sua existência, posto que a crença só existe em contraponto com a descrença, e vice-versa.

Amit GoswamiMas esqueçam a filosofia do padre Copleston, e bem-vindos à ciência do senhor Amit Goswami. Ou melhor, à “nova ciência” do senhor Goswami, pois é com esse termo que ele orgulhosamente classifica o campo em que atua e onde situa sua teoria. O título do seu livro, claro, é um contraponto à célebre frase de Nietzsche. E, indiretamente (na verdade, diretamente, como fica provado ao longo da obra), uma ratificação da famosa frase daquela personagem dostoievskiana, para quem, se Deus não existe, então tudo é possível. Não lembro agora quem disse certa vez que, efetivamente, se Deus não existe, tudo é possível – inclusive viver como se Deus existisse. Mas, adiante.

O Deus do cristianismo popular não serve ao senhor Goswami – Ele não passaria de um “Deus de palha”. Os cristãos discordam, mas a existência desse ser superior – aparentemente tão simples, patente, evidente, clara e fácil de ser comprovada – tem mesmo esse poder de suscitar controvérsias infinitas e onipresentes. É que o autor precisa de um deus mais, hum…, natural, ou seja, com mais conexão com o material, sem a qual sua idéia de atestar Sua existência através da ciência dará em nada com coisa nenhuma.

No entanto, o autor reconhece que, apesar das infindáveis discordâncias entre religiões e seitas, todas identificam em Deus (seja lá qual for sua verdadeira identidade) “três aspectos fundamentais”, que ele enumera na primeira página de seu Prefácio:

O primeiro aspecto é que Deus é um agente de causação acima da causação que provém do nível terreno e mundano. Segundo, há níveis da realidade mais sutis do que o nível material. E, terceiro, há qualidades divinas – o amor é uma das mais importantes – às quais todas as pessoas deveriam aspirar e que a religião deseja mostrar e ensinar.

Sobre as “causações”, nenhum teórico conseguiu explicar razoavelmente (o que dizer cientificamente) até hoje qual foi a causa de Deus. Um outro Deus? Neste caso, a quem adorar, ao Deus 1 ou ao Deus 10? Deus não pode ter criado a Si mesmo, pois, segundo os crentes, nada surge do nada – pelo menos é o que eles dizem quando criticam a teoria evolucionista. Segundo, as “realidades” que fogem (ainda ou para sempre) da mera explicação material têm realmente que ser provas de uma existência divina? Ou será que o senhor Goswami está pensando nas atitudes humanas que não podem ser “explicadas” cientificamente? É verdade, às vezes, raramente, acontece de alguém levar um tapa e, em seguida, dar a outra face. Mas essas atitudes têm que ser provas da existência de Deus? E depois, fora o fato de que não se precisa ser um crente ou ter religião para cometer atos de bondade, não são apenas atitudes de perdão e de amor que são por vezes inexplicáveis. E no caso daquele pai de família que todos têm como exemplar e que, de repente, violenta e mata a filha pequena? É isso um atestado da existência de Deus? Como já disse Christopher Hitchens, se Deus realmente queria uma espécie que fizesse da bondade o motor da vida na Terra, melhor teria feito em criar algo muito diferente do homem.

De qualquer forma, para Goswami esses “aspectos fundamentais” que unem as desunidas facções de crentes não passam, por assim de dizer, de abstrações – embora sirvam de fonte inesgotável para discursos proselitistas. Ele, não esqueça, está interessado é na comprovação científica da existência de um ser superior a todos nós. Daí, as “assinaturas quânticas do divino” e os “domínios sutis da realidade”.

É que a física quântica, nascida para explicar o comportamento da matéria e da energia dos átomos e subátomos, e que hoje também serve para se estudar fenômenos macro como o Big Bang, inevitavelmente, segundo Goswami, com seus pontos não explicáveis acaba por provar a existência de Deus, já que põe em xeque o determinismo causal da “velha ciência” de Descartes, Galileu e Newton. Sim, nosso autor acredita que “a única explicação possível” para o inexplicável é que ele é “causado pela intervenção de Deus”. Pensando assim, quem precisa da velharia de um método que busca compreender cientificamente o que ainda não foi esclarecido, se o não esclarecido é nada mais que a prova… etc? Agora imaginem se tivessem tido que louvar o inexplicável que um dia foram a rubéola, a malária e a AIDS. Nada animador, não é verdade?

Por falar em doenças e curas, o que na verdade o senhor Goswami quer dizer na passagem seguinte?

A ciência materialista tem tido muito progresso e tem nos proporcionado muitas tecnologias úteis, mas quanto mais nós a aplicamos a problemas biológicos e humanos, menos parece capaz de nos oferecer soluções palpáveis.

Por ciência materialista, entendam a “velha ciência”, em contraponto à “nova”, espiritual. Parece até um estalinista falando da “arte burguesa”. Ou um extrato de discurso da Madre Teresa de Calcutá, que pregava aos miseráveis a resignação, mas, quando ela mesma teve um grave problema de saúde, pegou o primeiro vôo rumo a uma clínica californiana contaminada pela ciência burguesa, digo, materialista.


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40 comentários | Dê sua opinião

  1. Catatau 30/09/2008 em 9:12 am

    Moral da história: tudo requentado. Ateus requentando biologicismos do século XIX, e crentes requentando Santo Anselmo, Descartes e… espiritualistas do século XIX.

    No meio de tudo, Kant dando um sorriso filosófico ;)

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  2. Adriana 30/09/2008 em 10:26 am

    Olha, essa questão da existência ou não de Deus por ser, do meu ponto de vista, essencialmente filosófica com amplas implicações políticas ad infinitum quase que deixei pra lá. Li ” Deus, um delírio” de Dawkins quando lançado. Achei interessante, embora um tanto quanto planfetário. Acho que não repercutiu como deveria. Houve discussões em vários países, mas não a ponto de incomodar de fato a santa igreja católica ou coisa que a valha. Posso dizer que sou agnóstica (mas como disse no DC- o agnóstico é um ateu metido a besta), mas atualmente prefiro ignorar certas discussões. Não tenho argumentos suficientes ou saco suficiente.. Bom, seu artigo está primoroso.

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  3. Daisy 30/09/2008 em 10:26 am

    A cultura indiana sempre me pareceu ‘infantil’. Não seria patética, mas infantil. Parece muito fácil explicar tudo, ou melhor, jogar tudo nas costas de Deus. Não ser cartesiano até vai, dada a origem daquele lado do mundo. Porém, tantas coisas terrenas ainda necessitam de suporte humano e estudo científicos – engatinhamos no teletransporte quântico, e talvez engatinhemos por mais meio século, que, Daniel, sua resenha-reflexão me convence bem mais.
    O equilíbrio do ser pensante, seja o cientista ou religioso… este equilíbrio é fundamental para existência humana. Eu disse HUMANA.
    Parabéns.

    Responder
  4. tom 28/01/2009 em 10:07 pm

    Poxa … sou apenas um leigo em busca de esclarecimentos …
    ateh entao … nao sou agnostico … mas sao tantas discussoes
    sobre a (não) existencia de Deus … que tenho ficado aturdido.
    Agradeço ao autor pelo belo artigo … mas creio q ele nao oferece
    exclarecimento a nenhuma das margens divergentes.

    Responder
  5. Sebastian 01/02/2009 em 1:41 am

    Se existe uma regra ( científica ) de que só a vida pode gerar a vida então conclui-se que Deus é a causa suficiente para existência do universo. Mas aí nos deparamos com a questão sobre quem teria criado Deus. Bem, TODA regra tem exceção. Deus é, então, a GRANDE exceção do universo.

    Sebastian

    Responder
  6. Ed 01/02/2009 em 1:45 am

    Vejamos mais de perto a criação: o universo com suas bilhões de Galáxias (imagine quantos planetas existem nelas!); os instintos dos animais, que sabem a hora certa de hibernar, de adquirir alimentos, de desovar no período correto (peixes); o corpo humano, cuja complexidade é estarrecedora (o cérebro continua sendo um mistério aos cientistas): como explicar evolutivamente as mamas? Até que se desenvolvessem, os filhos morreriam de fome (o mesmo em relação aos demais mamíferos). E, se eles se alimentam de outra maneira, para que iriam necessitar do leite?

    E o olho humano? (até Darwin ficava intrigado com isso). Este contém muitos músculos que trabalham harmoniosamente; a retina humana faz inveja aos cientistas especializados em computadores. Seus 100 milhões de bastonetes e de cones, e sua camadas de neurônios, realizam pelo menos 10 bilhões de cálculos por segundo! Seria possível a visão humana ter surgido por acaso? Darwin admitiu que isso era um problema quando escreveu: “Parece impossível ou absurdo, reconheco-o, supor que a [evolução] pudesse formar a visão”. [A Origem das Espécies, pág. 168] .

    E assim, poderiam ser numerados muitos outros exemplos. Como disse o Biólogo Edwin Conklin: “A probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia”. Pode-se formar um dicionário através da explosão de uma tipografia? Claro que não! Imagine o universo com todas as suas criaturas, que é muito mais complexo!
    Abrindo um parêntese, alguns cientistas afirmam ter descoberto que os homens descendem de primatas. Entretanto, precisamos aceitar o fato de que nem sempre a ciência está correta em suas conclusões:
    Anos atrás os cientistas diziam ter descoberto o ancestral do homem: o Homem de Nebraska. “Após grande publicidade, por ter sido considerado como ancestral do homem, revelou-se mais tarde ser apenas um porco extinto. Toda “evidência” provinha originalmente de um único dente e, no entanto, reconstruções completas foram realizadas na época e circularam como capa de várias revistas científicas. Atitude bem pouco científica essa, não?”
    Devemos aceitar o que está na Bíblia (Gênesis 1 e 2) no que diz respeito à criação do mundo .

    Evidências através Astronomia

    “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar”. (Isaías 40:26).
    Vejamos algo mais sobre as estrelas – o que elas nos mostram sobre a existência de Deus:
    Cada estrela, para manter-se em ignição e fornecer o calor e a energia sem os quais a vida seria impossível, gasta dezenas de toneladas de sua própria massa em cada segundo. Isto é lógico no sentido de que tudo que queima consome combustível. (a única exceção que conhecemos é o milagre da sarça ardente que só Deus é capaz de realizar).
    De acordo com análises feitas por astrônomos e cientistas, se as estrelas consomem energia de si mesmas, elas não são eternas, pois a quantidade de massa que elas consomem – sua própria massa – (mais especificamente o sol) faria com que elas durassem apenas duzentos ou trezentos anos!
    Além de nos mostrar que as estrelas não são eternas – foram “criadas”, esta evidência nos mostra que “alguém está fornecendo esta massa para as estrelas consumirem”, pois se isto não acontecesse, elas não mais existiriam, pois elas consomem massa de si mesmas. E este alguém é Deus!
    Veja o quanto as estrelas nos falam sobre Deus!
    Como disse o grande astrônomo William Herschell: “Louco é o astrônomo que não crê em Deus”.

    Evidências Científicas

    A Lei da CAUSA e EFEITO também dá-nos evidências da existência de um Criador.
    Estudando as estrelas e o espaço, vemos que toda esta organização não pode existir por acaso. “Onde há um plano perfeito, há um projetista perfeito”.
    “A lei das causas e efeitos é uma realidade universal. Não importa quão inédita e criativa seja uma obra. Aquele que a planejou, estará num plano superior a ela. Os EFEITOS, são manifestações condicionais de uma CAUSA; e a CAUSA, sempre, em quaisquer escalas, supera em níveis de importância, aos EFEITOS – sejam eles quais forem. … .
    Isto quer dizer que, se há o universo (EFEITO), tem de haver um Criador (a CAUSA) superior a tudo isto.

    Evidências Biológicas

    A teoria conhecida como BIOGÊNESE é uma evidência fortíssima em favor da existência de Deus. O cientista francês Louis Pasteur a propôs em meados do século XX. Que seria esta teoria? A doutrina de que toda a vida provém de vida. Ele provou isto em laboratório. Refutou a teoria conhecida como Abiogênese, que prega a “geração espontânea”, ou seja, a vida pode surgir de algo morto. Após a descoberta de Louis Pasteur, a Abiogênese caiu ainda mais no ridículo.

    Evidências através de Jesus Cristo

    Esta é a maior das provas acerca da existência de Deus. Além da Bíblia, a história e a Arqueologia comprovam que Jesus existiu ; enquanto Ele esteve na terra, realizou muitos milagres, e inclusive ressuscitou mortos. Pergunto: Pelo poder de quem Ele fez isto? A única explicação é aquela dada por Ele mesmo: “Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito”. João 10:25. Sendo que Cristo passou por nosso mundo (conseguiu dividir a história), devemos acreditar nEle quando afirma existir Deus.

    A fim de crer em Deus, não basta apenas ter estas e outras evidências: deverás exercitar sua fé através de um íntimo relacionamento com Ele por meio da oração, estudo da Bíblia e pela percepção de Sua atuação em tua vida. Dependerá muito também de sua busca: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”. Jeremias 29:13. Tenhas certeza de que Deus ouvirá o clamor de seu coração e com certeza sua vida tornar-se-á cheia de sentido e significado ao creres nEle.

    Finalizo com as Palavras do grande físico, matemático e astrônomo inglês Isaac Newton:
    “Este universo existe, e por esse único fato impossível, constitui-se em um milagre. Confirma um poder infinito, bem maior do que qualquer parte; uma unidade sustendo tudo, incluindo todos os outros mundos num só! É um mistério, o único indiscutível que conhecemos, implicando nele todos os atributos de Deus”. (Citado em Mundos Maravilhosos de Philip L. Knox, pág. 47).

    Responder
  7. McFly 01/02/2009 em 2:56 pm

    Não li todos os comentários, olhei tudo transversalmente e consegui deparar-me com isso:
    “De acordo com análises feitas por astrônomos e cientistas, se as estrelas consomem energia de si mesmas, elas não são eternas, pois a quantidade de massa que elas consomem – sua própria massa – (mais especificamente o sol) faria com que elas durassem apenas duzentos ou trezentos anos!”

    Adoraria saber a fonte disso…

    Responder
  8. ANTONIO LUIZ FONTELA 12/02/2009 em 11:24 am

    Deus existe? Deus não existe?
    Quem somos nós, micróbios habitando um grão de areia na galáxia? Esta, também, apenas um grão de areia no universo.
    Crer é questão de fé. Pode ser apenas ignorância, mas é o único meio do homem demonstrar sua espiritualidade e, pelo menos, sonhar com outra vida.
    Tudo é mistério. Nada sabemos.

    Responder
  9. Durval Augusto Jr. 12/02/2009 em 3:47 pm

    Concordo com o Ed, que, na minha opinião, foi o único que disse “coisa com coisa”. Mas acrescento que a existência de um criador (uma Inteligência Cósmica que sempre existiu e sempre existirá) pode muito bem conviver com a ideia de um processo eterno de evolução. Ou seja, Deus – essa Inteligência Prévia e eterna – não fez nada assim de uma vez, deixando tudo prontinho, mas, por Ele existir no âmago de todas as coisas, orienta e organiza o desenvolvimento perene de tudo quanto há nos universos, a partir de cada subpartícula. Essa Inteligência, essa superconsciência necessariamente sempre existiu e sempre existirá, e conduz um processo maravilhoso. Mas os sabichões preferem acreditar que toda essa organização sofisticadíssima dos seres vivos, por exemplo, surgiu do Caos… POR ACASO!!! Quem são os ingênuos?

    Responder
    • Amâncio Siqueira 07/04/2010 em 8:15 am

      Os religiosos. Ainda falam do olho humano como se fosse a maior maravilha do universo. Um troço que precisa de luz para ver, e é extremamente limitado. Se falassem do olho da águia, ou da coruja, ainda daria para compreender. Se houvesse um deus que criasse à sua imagem e semelhança, o olho funcionaria em infra-vermelho ou ultra-violeta ou mesmo captando micro-ondas e raios cósmicos.
      O fato é que os crentes querem entender o universo como algo perfeito, que tem a necessidade de um criador. Acordem: o universo não precisa e nunca precisou de um deus. Vocês precisam.

      Responder
  10. Álvaro 27/02/2009 em 4:24 pm

    Vou apenas citar um entendimento Kardecista, o qual acho deveras interessante: Deus estaria fora da linha temporal. Ele nunca foi ou será, ele ***É***. Não existe um início ou um fim para Deus.

    Dessa forma, quem Ele teria criado primeiro? “Eis o mistério”, é dito num famoso livro kardecista.
    Mais do que isso: a suposta doutrina trabalha com o conceito de multiversos desde seu início, no século XIX, afirmando que nosso universo, gerado pelo big bang, é antes a criação de um Espírito Perfeito do que a intervenção direta de Deus – diria eu, como se nosso cosmos fosse apenas uma célula microscópia do infinito organismo divino, composto por intermináveis outros universos, talvez cada qual com suas regras e dinâmicas próprias.

    De qualquer maneira, pretender se opor à idéia de um Deus atemporal não o faria sentir-se como um homem das cavernas defendendo que é impossível locomover-se numa carroça sem a tração de um eqüino ou similar?? Poderia o homem das cavernas idealizar o motor de um carro logo depois de ter inventado a roda?

    Existindo Deus ou não, o grande mistério permanece incrivelmente maior do que nossa mente é capaz de conceber. Pelo menos por enquanto!

    Responder
  11. Luiz Gustavo 29/04/2009 em 7:17 pm

    Não faz sentido procurar a origem de Deus. Todo cristão que de fato seja cristão não se preocupa com isso, e se ler a Bíblia já tem afirmações suficientes sobre o que estou dizendo. (Eclo 3, 19-26 é um exemplo suficiente).
    Mas como humanos sempre fraquejamos e contamos com nossa própria inteligência pra nos confortar e buscar respostas sobre os mais diversos assuntos, mesmo Deus. Conheci através de um entrevista no Estadão o matemático John Lennox, que deu uma entrevista imprescindível para o assunto, e cheia de lógica. Não sei se posso deixar um link aqui, mas vou tentar, vale muito a pena, para religiosos ou ateus “em geral”. Forte abraço
    Vai o link: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090426/not_imp360645,0.php

    Responder
  12. Marok 29/04/2009 em 10:37 pm

    Luiz Gustavo

    A mesma coisa de sempre, nada de novo na opinião desse matemático. A única diferença é que ele aceita algumas coisas a mais da ciência. Em todo caso, pelo menos ele diz muitas vezes “eu acredito”, e não o “é a verdade absoluta”.
    Quanto aos seus comentários, não entendi uma coisa: “contamos com nossa própria inteligência pra nos confortar”. Nunca vi tamanha inversão de valores. O que conforta é atribuir tudo a outro ser e ficar esperando o cumprimento de uma promessa. Raciocinar nunca foi confortável. É compensador, confortável jamais.

    Responder
  13. Eneraldo Carneiro 30/04/2009 em 10:53 am

    A ciência muda na medida que novas evidências e novos fatos aparecem. Só que mudar não quer dizer virar 90° ou 180°, como se fosse um carro. Não é provável que algum dia mudemos de idéia, e cheguemos à conclusão de que a Terra é plana, no fim das contas, por exemplo. Hoje já possuimos uma imagem da Terra e do Universo razoávelmente consolidada. Não sabemos tudo, mas sabemos algumas coisas.

    Sabemos que o Universo é velho em relação à escala temporal humana. Muito velho. Muito, muito, muito velho. 12 a 13 bilhões de anos, ou 12 mil mlihões de anos. Sabemos disso porque podemos medir a distância em que se encontram os objetos mais distantes, dentro do alcance dos nossos instrumentos. Sabemos também que a velocidade da luz é uma constante Universal, daí facilmente calculamos o tempo que a luz desses objetos astronômicos mais distantes, levou para chegar até nos. Evidentemente para que esses objetos (estrelas, quasares, pulsares, etc.) pudessem emitir luz há bilhões de anos, eles tinham que existir há bilhões de anos, portanto o Universo não pode ser mais novo do que esses objetos, que já emitiam luz há 12 bilhões de anos. Logo o Universo existe pelo menos há 12 milhões de anos.

    O que não sabemos é como ele começou, se começou. As evidências (radiação de fundo, movimento de expansão, etc.) apontam para um “momento” em que o Universo era muito mais denso, onde “toda” a “matéria” estava concentrada no que os Físicos chamam de singularidade, que teria antecedido uma expansão catastrófica, explolsiva, popularmente conhecida como Big Bang. Descobertas recentes contudo puseram em cheque aspectos importantes dessa teoria. Achava-se, por ela, que o Universo ainda estaria se expandindo mas, com menor velocidade, pela ação da gravidade. Entretanto hoje sabemos que o Universo não apenas continua se expandindo (o que era esperado), mas se expande mais rápido, o que era absolutamente inesperado. Isso o Big Bang clássico não consegue explicar.

    Por outro lado, também sabemos hoje como o Sol realmente funciona, e temos uma idéia bem precisa sobre sua idade, origem, como se formou e como será o seu fim. Sabemos que ele não “queima” combustível, como se pensava até o século XIX, início do XX. Sua energia vem de reações de fusão termonuclear, onde atómos de Hidrogênio, ou melhor dizendo, os seus núcleos se fundem uns com os outros gerando Hélio. Quando o Hidrogênio se esgotar daqui a alguns bilhões de anos, o Hélio resultante, por sua vez, começará a se fundir gerando núcleos de elementos mais pesados, e assim sucessivamente. E é desse processo que surgem todos os elementos químicos conhecidos, incluindo Carbono, Oxigênio, etc.). Nessa altura entretanto o Sol mudará completamente suas caracteristicas, tornando-se primeiro uma Gigante vermelha, expandindo-se até a altura da órbita de Jupiter. Depois, quando esgotar seu ciclo, ele encolherá tornando-se uma Anã Branca, daqui a cerca de 5 bilhões de anos.

    Nós sabemos tudo isso, porque podemos observar isso acontecendo no espaço. Podemos ver estrelas similares ou maiores (muito maiores) que o Sol, em diferentes estágios de formação, do nascimento até a ‘morte’. Desse modo sabemos que o Sol, e todo o sistema solar se formaram a cerca de 4,5 a 5 bilhões de anos.

    Mas nós também temos outras formas de saber que a Terra é antiga. Basta ‘olhar’ para ela mesma, e para seus ‘parentes’, alguns dos quais, inclusive a ‘visitam’ de vez em quando, às vezes com consequencias catastróficas. Através dessas ‘visitas’ ocasionais temos acesso em primeira mão a amostras do material que restou da formação do Sistema Solar. Através do exame, análise de composição e datação (por diferentes métodos) dessas amostras, obtemos o mesmo resultado do exame (também por diferentes métodos) das rochas mais antigas do planeta: 4,5 bilhões de anos.

    De maneira análoga, sabemos que a vida no Planeta Terra começou (como ainda não sabemos) também há muito tempo (cerca de 3,5 bilhões de anos), e que ela teve um começo ‘simples’, unicelular, com formas de vida mais complexas, surgindo muito depois (há cerca de 500 milhões de anos). Sabemos disso porque essa é a história que nos conta o registro fóssil, onde podemos observar as sucessivas formas de vida, as diferentes espécies, todas dispostas no registro fossil, exatamente como a Teoria da Evolução de Darwin previu. As mais simples, unicelurares sendo as mais antigas, enquanto as formas cada vez mais complexas vão aparecendo cada vez mais recentemente. Nós só entramos nessa história a meros 200 mil anos, the new kids on the block.

    Sabemos que nunca houve um dilúvio global como o descrito no Gênesis. Sabemos disso porque povos e civilizações, cujos relatos somos capazes de recuperar, e que já existiam antes do suposto evento, e continuaram a existir depois, jamais ouviram falar nisso. O registro geológico, e biogeológico do planeta tampouco teve qualquer notícia, pois nada do que observamos hoje em escala planetária, pode ser explicado partindo da hipotese de que houve tal diluvio. Nem a geologia, nem a distribuição geográfica das especies podem ser explicadas com essa hipotese. Tampouco a diversidade genética observada nos humanos, admite a idéia que seriamos descendentes dos 8 sobreviventes de uma catastrofe global ocorrida há menos de 5 mil anos.

    A Bíblia é uma coletânea de textos religiosos, escritos muito tempo depois dos supostos fatos que relatam, por homens religiosos, com agendas religiosas e políticas, isto é, não eram meros observadores, testemunhas desinteressadas, pelo contrário. Ela não é um relato, ou documento histórico acurado, nem das origens do Universo, e da Vida, nem de coisa alguma aliás.

    Responder
  14. Eneraldo Carneiro 30/04/2009 em 11:38 am

    McFly

    Não li todos os comentários, olhei tudo transversalmente e consegui deparar-me com isso:
    “De acordo com análises feitas por astrônomos e cientistas, se as estrelas consomem energia de si mesmas, elas não são eternas, pois a quantidade de massa que elas consomem – sua própria massa – (mais especificamente o sol) faria com que elas durassem apenas duzentos ou trezentos anos!”

    Adoraria saber a fonte disso…

    Isso é o que se acreditava no séc. XIX (hipótese de Lord Kelvin, eu acho), ou seja, que o Sol queimava carvão, ou algo do tipo, daí se calculava que ele seria muito mais jovem do que hoje sabemos que é. Lembremos que a Física nuclear é uma aquisição do início do século XX.

    O problema da complexidade do olho também é tão antigo quanto. Era o grande exemplo de “complexidade irredutível” (que evidentemente não era chamada assim) de William Paley, em 1802, no Natural Theology, muito antes de Darwin, portanto.
    Só que em geral as pessoas que citam Darwin nesse caso, querem dar a impressão de que, para ele este era um problema sem solução sob a Teoria, e não citam o resto, onde ele propõe uma série de passos intermediários, pelos quais o olho poderia ter evoluido através de mudanças graduais, passo a passo. É claro que, de lá para cá, a evolução do olho se tornou um terreno completamente mapeado, pois todas as etapas intermediarias propostas por Darwin, podem ser encontradas em organismos vivos hoje. E é por isso que os CriaDIstas mais informados deixaram de usar o exemplo do olho, como algo que não poderia ter evoluido pela Seleção Natural, indo se refugiar na biologia molecular. Usar o olho como exemplo é passar atestado de ignorãncia, tanto quanto usar o chavão “…é só uma teoria…”.

    Responder
  15. carlos anselmo-eng° -fort-ceará 06/07/2009 em 11:18 am

    caro daniel,

    estou lendo as “máscaras de deus” – mitologia primitiva, mitologia orienta e mitologia ocidental – de joseph cambell e tem me feito um bem danado.

    a história das religiões é fascinante e da maneira como é apresentada em forma de mitologia, ritos, arqueologia, migrações, dentre outros olhares, a tornam, pelo menos pra mim, um processo muito mais intrigante que essas simplificações desses gurus orientais ou ocidentais que pululam nas livrarias de aeroporto.

    no mais, darwin tá mais atual do que nunca, meu camarada.

    abçs

    Responder
  16. Daniel 06/07/2009 em 12:33 pm

    Bacana, Anselmo. Tu já leu o texto do Biajoni sobre o Campbell?

    http://www.amalgama.blog.br/02/2009/joseph-campbell-o-evolucionista-das-religioes/

    Abs.

    Responder
  17. carlos anselmo 06/07/2009 em 3:06 pm

    pois é, meu caro, agradeço ao post do daniel a dica do “evolucionista das religiões”.
    a propósito, parabéns pela lembrança e pelo seu recente post. intrigante e questionador, como sempre.

    abçs

    Responder
  18. Eduardo Marques 10/01/2010 em 10:22 am

    Não seira melhor entender o que o cientista propõe antes que tentar fazer uma crítica?!

    Cara, essa tua “resenha” beira o ridículo.

    Ou melhor, é ridícula.

    Mas, os crentes não querem entender, querem apenas reafirmar as próprias convicções.

    Responder
    • Gato Precambriano 11/01/2010 em 2:58 pm

      Você consegue articular uma crítica da crítica mais substantiva e menos adjetiva, ou é pedir muito? A julgar pelo seu comentário seguinte parece ser esse o caso.

      Responder
  19. Eduardo Marques 10/01/2010 em 10:24 am

    “Sabemos que nunca houve um dilúvio global como o descrito no Gênesis.”

    Errado filho, desde os Sumérios o tal “dilúvio universal” é relatado.

    Responder
    • Gato Precambriano 11/01/2010 em 2:54 pm

      De fato existem inúmeros relatos de enxentes/dilúvios no folclore mundial. Praticamente todas as culturas os possuem, como por exemplo os Maung (entre outros) da Austrália, os Cherokee dos Grandes Lagos (USA), os Samoyed da Sibéria, os Santal de Bengala, e até mesmo os Caraya do Araguaia (Brasil).
      Contudo, nenhum desses relatos coincide, ainda que minimamente, com o relato bíblico.
      O que explica então a existência de tantos relatos de “dilúvios”, em praticamente todas as culturas? A explicação que acho mais plausível, e até um tanto óbvia, é que os assentamentos humanos, especialmente os mais antigos, tendem a ser feitos o mais próximo possível de fontes de água doce, rios em especial. E…. bem, rios tem o mau hábito de encher, às vezes de forma catastrófica, deixando fortes marcas na paisagem e, evidentemente, na memória coletiva. Memória que é elaborada e reelaborada ao longo do tempo, na forma de histórias e mitos de cada povo.
      O Dilúvio Bíblico é apenas o mito particular de algumas tribos do Oriente Médio elevado ao status de Mito Global. Se a adoração ao colérico Yahweh não tivesse se expalhado (como praga ?) pelo mundo, mas sim a adoração ao deus Tane dos Maori da Nova Zelândia, então não falariamos de Noé e sua Arca mítica, mas de Para-whenua-mea e Tupu-nui-a-uta e sua jangada, e dos irmãos Tiu e Reti, e de Wai-puna-hau, além do herói Tawhaki.
      Por outro lado, o que não existem são evidências quaisquer de algum dilúvio global (tal como descrito na Bíblia ou em outras lendas) tenha ocorrido em alguma época. Pelo contrário.

      Responder
    • Amâncio Siqueira 07/04/2010 em 8:51 am

      Ainda tem gente defendendo o dilúvio? Isso sim é incrível! A matemática é simples: a água vem das nuvens, que por sua vez vêm dos oceanos (em sua maioria). Logo, se todo o oceano evaporasse para produzir nuvens, ao chover a água voltaria para os mesmos. Simplesmente não existe água em forma de nuvens no mundo suficiente para cobrir a superfície da Terra até o monte Ararat. Especialmente numa época em que não existia asfalto para impedir o escoamento da água.
      Só dá pra acreditar quando se desconhece absolutamente a natureza do mundo.

      Responder
  20. Eduardo Marques 11/01/2010 em 9:31 pm

    É muito simples.

    Se tudo, até onde a vista enxergasse, fosse alagado, isso seria entendido como dilúvio universal.

    Chega a ser óbvio.

    Sobre a “crítica da crítica”, nem me dei ao trabalho, já que aquilo não é crítica, aquilo é um conjunto de pseudo-análises soltas, misturadas ao já tão conhecido ceticismo dogmático.

    “Outro tipo de ceticismo é o dogmático. No ceticismo dogmático o objetivo não é investigar e obter conhecimento, mas unicamente desacreditar alguma idéia que contrarie um conjunto de crenças pré-estabelecidas. Na vigência do ceticismo dogmático, nenhuma nova idéia pode florescer. É o ceticismo conduzido às fronteiras do cinismo, da hipocrisia, da ignorância. É o “não querer saber” levado ao exagero insano (por isso ignorante), disfarçado de “indagação e exame” (por isso cínico e hipócrita). É o ceticismo adotado pela Igreja nos tribunais de Inquisição” http://scm2000.sites.uol.com.br/ceticismodogmatico.html

    Quando houver uma crítica, que seja honesta e trabalhe sobre os conceitos utilizados pelo Goswami, aí eu me dou ao trabalho de fazer uma crítica sobre a crítica.

    Pois, das duas uma: ou não leu o livro, ou não entendeu coisa nenhuma. Mas, mesmo assim estufa o peito pra falar esse rol de bobagens que não se atém a NENHUM ponto trabalhado por ele.

    Isso é um panfleto, não uma crítica.

    Responder
    • Daniel 12/01/2010 em 12:55 am

      Caro,

      Essa foi uma resenha sem grandes pretensões mesmo. Quis apenas informar que trata-se de um livro, a rigor, imprestável, que dá verniz de pensamento lógico a um arrazoado sobre física quântica que se pretende ciência rigorosa mas não passa de apologia do espiritismo. O argumento central do autor é: a ciência não pode explicar tudo; portanto, Deus existe. Bastante risível, mas se o objetivo é rir, o dinheiro será mais bem gasto com Mark Twain ou Luis Fernando Verissimo. É minha mensagem para os leitores.

      Às ordens.

      Responder
  21. Gato Precambriano 12/01/2010 em 12:19 am

    Eduardo

    Agora embolou. Afinal você acredita que houve de fato um dilúvio global tal como descrito no Gênesis ou não? E por quê?

    Quanto às suas objeções à resenha do Daniel, seria mais útil e frutífero se você nos desse a sua opinião fundamentada, ou indicasse, por link, alguma resenha positiva, enfim, algo que somasse. Simplesmente xingar a resenha e ficar posando de intelectualmente superior é bandeirosamente falacioso.

    Quanto ao “ceticismo dogmático” do Francisco Saiz achei muito pouco convincente, especialmente quando ele exemplifica com a Inquisição e com os

    que combatem a Teoria da Evolução e que defendem o Mito da Criação segundo o Gênesis [a.k.a criacionistas]

    A referência à Inquisição soa muito como Reductio ad Hitlerum, e os criacionistas são qualquer coisa menos céticos. Eles e outros negacionistas (do Holocausto, do Aquecimento Global, etc.) gostam de se referir a si próprios como “céticos” (‘céticos’ quanto ao Aquecimento Global), pois isso lhes dá uma aura de respeitabilidade e racionalidade que visa mascarar o que realmente há por trás desse alegado “ceticismo”. Não é ceticismo, é dogmatismo puro e simples.

    Responder
  22. Eduardo Marques 13/01/2010 em 12:45 pm

    O que há em comum entre as descrições é a própria inundação muito além do normal. Mas, se for por evidências em si: http://www.sabbatini.com/renato/correio/ciencia/cp010302.html

    Bom, pelo jeito você não sabe o que é ceticismo… Típico.

    Sobre a pseudo-resenha, posso dizer que prefiro evitar a fadiga, porque debater com dogmáticos é extremamente cansativo…

    Olhe o absurdo que ele fala: “O argumento central do autor é: a ciência não pode explicar tudo; portanto, Deus existe.”

    Como eu disse, das duas uma: ou não leu, ou não entendeu coisa alguma.

    Claro que compreender Física Quântica não é como repetir clichês pseudo-filosóficos ao melhor estilo Dawkings, como os dogmáticos adoram.

    Há nessa resenha alguma referência a:

    Colapso de Função de onda?

    Monismo idealista?

    Causalidade descendente?

    Não-localidade?

    Então, ele não fez resenha, fez panfleto ideológico, como todo bom crente faz.

    Se ele busca explicação científica, a afirmação de que “a ciência não pode provar tudo, então Deus existe” não tem o menor sentido, e é nada mais que uma intepretação bisonha.

    Posso chegar ao ponde de afirmar que ele nem leu o livro tal o tamanho das bobagens que fala.

    “Sobre as “causações”, nenhum teórico conseguiu explicar razoavelmente (o que dizer cientificamente) até hoje qual foi a causa de Deus.”

    Quando Goswami fala em “causação” ele NÃO ESTÁ FALANDO EM ENCONTRAR A CAUSA DE DEUS, E SIM COMO A CAUSA (DEUS) TEM EFEITO SOBRE A REALIDADE.

    “Sim, nosso autor acredita que “a única explicação possível” para o inexplicável é que ele é “causado pela intervenção de Deus”.”

    “pensando assim, quem precisa da velharia de um método que busca compreender cientificamente o que ainda não foi esclarecido, se o não esclarecido é nada mais que a prova…”

    POIS É ATRAVES DA CIÊNCIA QUE ELE BUSCA A EXPLICAÇÃO.

    NUNCA DIZ QUE É A “ÚNICA EXPLICAÇÃO POSSÍVEL”, DIZ APENAS QUE SÓ A FÍSICA QUÂNTICA QUE PODE TRABALHAR COM ESSE ASSUNTO, A CIÊNCIA MATERIALISTA SIMPLISMENTE NÃO TEM COMO LIDAR COM ESSA QUESTÃO.

    Vergonha alheia de publicar uma apologia disfarçada de exame racional.

    Merece com louvor a descrição:

    “Outro tipo de ceticismo é o dogmático. No ceticismo dogmático o objetivo não é investigar e obter conhecimento, mas unicamente desacreditar alguma idéia que contrarie um conjunto de crenças pré-estabelecidas. Na vigência do ceticismo dogmático, nenhuma nova idéia pode florescer. É o ceticismo conduzido às fronteiras do cinismo, da hipocrisia, da ignorância. É o “não querer saber” levado ao exagero insano (por isso ignorante), disfarçado de “indagação e exame” (por isso cínico e hipócrita). É o ceticismo adotado pela Igreja nos tribunais de Inquisição. Lembremos do exemplo de Galileu Galilei, que foi obrigado a negar a sua descoberta de que a Terra é que gira ao redor do Sol. Quando solicitou aos Inquisitores que olhassem pela luneta, estes simplesmente se negaram, alegando que ela estaria adulterada ou que satanás estivesse a produzir ilusões de ótica para desvirtuar o homem do caminho da verdade.”

    Responder
  23. Eduardo Marques 13/01/2010 em 12:48 pm

    Se não leem pra criticar, ao menos vejam um videozinho didático:

    http://www.youtube.com/watch?v=nzfIwwp3Gc8

    (embora não dê pra compreender os conceitos só pela entrevista, também pela pessima qualidade dos debatedores)

    Responder
  24. McFly 14/01/2010 em 6:25 am

    Eduardo,

    modelos são criados em ciências o tempo todo, como hipóteses. Pra que se tornem uma boa teoria científica eles devem, pelo menos a) conseguir adequar as medidas e fenômenos conhecidos e existentes e b) fazer previsão sobre fenômenos novos permitidos e proibidos.

    Goswami consegue adequar efeitos à teorias científicas, mas isso não faz com que sua corrente de pensamento, sua filosofia, seja ciência. Ao menos não de acordo com a definição de Popper.

    Ainda não assisti a todos os pedaços do Roda Viva, mas achei interessante que se pretenda aceitar, por exemplo, que apenas neurocirurgiões ou físicos tenham capacidade alta de concentração, quase como se fosse um superpoder que se liga e desliga; mais: pra ele isso é demonstração de mediunidade.

    Em outras palavras: criar hipóteses que se adequem aos fatos é fácil. Mas uma hipótese que é forte demais, tsc, não é científica. É questão de fé.

    Responder
  25. Eduardo Marques 14/01/2010 em 11:17 pm

    “Goswami consegue adequar efeitos à teorias científicas, mas isso não faz com que sua corrente de pensamento, sua filosofia, seja ciência. Ao menos não de acordo com a definição de Popper.”

    Ele responde a essa pergunta, se você tivesse terminado de ver, não teria falado isso. Termine.

    “Ainda não assisti a todos os pedaços do Roda Viva, mas achei interessante que se pretenda aceitar, por exemplo, que apenas neurocirurgiões ou físicos tenham capacidade alta de concentração, quase como se fosse um superpoder que se liga e desliga; mais: pra ele isso é demonstração de mediunidade.”

    Se você conhecesse o trabalho dele, saberia que há vários experimentos que cofirmam a meduinidade, que nem dão alguma margem para interpretação como esse.

    “Em outras palavras: criar hipóteses que se adequem aos fatos é fácil. Mas uma hipótese que é forte demais, tsc, não é científica. É questão de fé.”

    Errado.

    Ele mudou toda sua pesquisa porque os fatos não se encaixavam com as hipóteses da ciência “tradicional”.

    Mas, você nem conhece o trabalho dele, quem está julgando sob uma aura de fé é vossa senhoria, que está falando sobre o que não conhece, e emitindo uma conlusão pré-concebida e sem fundamento.

    Responder
    • McFly 15/01/2010 em 9:37 am

      “Ele responde a essa pergunta, se você tivesse terminado de ver, não teria falado isso. Termine.”

      Terminarei, quando tiver tempo.

      “Se você conhecesse o trabalho dele, saberia que há vários experimentos que cofirmam a meduinidade, que nem dão alguma margem para interpretação como esse.”

      Particularmente, acho que ele não defendeu muito bem o próprio trabalho, porque definir alta capacidade de concentração como fenômeno de mediunidade… tsc. A defesa foi dele, não minha. Uma declaração como essas precisa de argumentação compatível.

      “Errado.

      Ele mudou toda sua pesquisa porque os fatos não se encaixavam com as hipóteses da ciência “tradicional”.

      Mas, você nem conhece o trabalho dele, quem está julgando sob uma aura de fé é vossa senhoria, que está falando sobre o que não conhece, e emitindo uma conlusão pré-concebida e sem fundamento.”

      Adequar uma hipótese aos fatos é insuficiente pra que ela se torne científica. É uma afirmação simples e real, que tem por base a definição de Popper.. É como dizer “aconteceu porque Deus quis”. É mesmo? Você consegue verificar isso? Não. Portanto, no que diz respeito às teorias científicas, estou certo. O motivo pelo qual ele mudou sua pesquisa não tem relevância, pra essa assertiva. Veja, a parte que você citou sequer trata do trabalho de Goswami. É filosofia da ciência. Se prefere outra definição de ciência, deixa isso claro, e aponta qual.

      Falei abertamente que não assisti a toda a entrevista, portanto pode cessar os ataques nessa área, excelentíssimo. (digo, porém, que o que vi não me surpreendeu nem animou. Não vi força alguma em seus argumentos. E, se a entrevista não é amostra boa de seu trabalho, quem não devia tê-la apontado? Eu?).

      Responder
  26. Eduardo Marques 16/01/2010 em 2:30 pm

    “Terminarei, quando tiver tempo.”

    Enquanto isso continua repetindo a mesma coisa sem fundamento…

    “Particularmente, acho que ele não defendeu muito bem o próprio trabalho, porque definir alta capacidade de concentração como fenômeno de mediunidade… tsc. A defesa foi dele, não minha. Uma declaração como essas precisa de argumentação compatível.”

    Como eu disse, o dogmático está só empenhado em contrariar sua crença pré-concebida.

    Se você conhecesse ao menos um pouquinho o qye quer criticar, saberia que exstiam VÁRIOS EXPERIMENTOS QUE COMPROVAM A MEDUINIDADE, e inclusive ele fala de outro nssa mesma entrevista.

    Mas, como o negócio por aqui é concluir sobre o que não se conhece…

    “Outro dado que é muito interessante: considere o caso de geradores de números aleatórios. Eles são realmente aparelhos quânticos, pois eles pegam eventos radiativos, que são aleatórios, e os convertem em seqüências de números, seqüências de zeros e uns. Em uma longa cadeia, deve haver número igual de zeros e uns. É o que se espera da sequência aleatória. Helmut Schmidt, um físico que pesquisa parapsicologia, tenta há quase 20 anos, fazer com que médiuns influenciem os geradores de números aleatórios para gerarem sequências não-aleatórias, mais zeros que uns. E ao longo dos anos ele conseguiu boas evidências de que, até certo ponto, os médiuns conseguem fazer isso. Um resultado com um grande desvio.
    Isso ainda não tem nada a ver com Física Quântica, mas recentemente, em um trabalho publicado em 1993, Schmidt retratou uma modificação revolucionária desses dados.

    O que ele fez, recentemente, é que o gerador de números aleatórios, os dados do gerador de números, a sequência, é armazenada num computador, ela é impressa, mas ninguém olha. Os dados impressos são fechados num envelope e enviados para um observador independente. Três meses depois, o observador, sem abrir o envelope, escolhe o que quer ver, mais zeros ou mais uns. Tudo segue um critério. Então ele liga para o pesquisador, o pesquisador diz ao médium para olhar os dados, e pede a ele para mudar os resultados, influenciá-los, se puder. E o médium tenta produzir mais zeros, se esse for o desejo do observador. E então, o observador abre o envelope e verifica se o médium conseguiu.

    E a incrível conclusão é (é um resultado sério, não é fácil contestá-lo) que o médium, em 4 de cada 5 tentativas, consegue mudar os números aleatórios gerados pelo aparelho, mesmo após três meses…”

    http://www.saindodamatrix.com.br/archives/goswami.htm

    Gaiola de Faraday é como uma gaiola de pássaros construída com material condutor, arames metálicos, como nas gaiolas comuns, com seus apoios isolados do solo. Essas gaiolas impedem a passagem de radiações eletromagnéticas por suas faces e base, embora os vazios entre os arames. Para provar que a influência manifestada de um lado para outro dentro de um desses dispositivos, ou de um para outro, não é eletromagnética, é que são utilizadas as gaiolas de Faraday.

    Pois bem, Tiller reuniu quatro meditadores, experimentados, que primeiramente meditavam para realizar a purificação do ambiente. Depois, eles deveriam se concentrar sobre a caixa-preta, para que ela adquirisse determinada propriedade. Numa das experiências, a propriedade evocada foi a de elevar em uma unidade o p H da água.

    Após algum tempo de meditação e com a caixa dentro da gaiola de Faraday, era trazido um copo com água para perto da caixa e os meditadores interrompiam sua concentração. O pH da água subia uma unidade.

    Depois, a caixa foi entolada em papel-alumínio e mandada para outro laboratório, a mais de três mil quilômetros de distância daquele em que havia sido feita a experiência com meditação. No novo laboratório, a caixa era desenrolada, colocada numa gaiola de Faraday, e perto dela se colocava um copo com água. O pH da água subia uma unidade.

    Experimento realizado por William Tiller Ph.D. em Engenharia Física, professor Emérito da Universidade de Stanford, consultor em Metalurgia e Física do Estado Sólido. Especialista em Noetic Sciences.

    “Adequar uma hipótese aos fatos é insuficiente pra que ela se torne científica. É uma afirmação simples e real, que tem por base a definição de Popper.. É como dizer “aconteceu porque Deus quis”. É mesmo? Você consegue verificar isso? Não. Portanto, no que diz respeito às teorias científicas, estou certo.”

    Certo?!!

    rsrsrsrsrsrsrsrs

    VOCÊ NEM CONHECE O TRABALHO DELE E QUER TIRAR CONCLUSÃO DE ONDE?!!

    AFIRMAÇÃO NÃO É ARGUMENTO.

    Primeiro: comprove que ele “adequou a hipótese aos fatos”.

    Segundo: PEGUE OS OUTROS CRITÉRIOS (E OS MAIS IMPORTANTES) CITADOS POR POPPER PARA UMA HIPÓTESE PASSAR A TEORIA.

    Aliás, essa sua afirmação me parece ser nada mais que uma falácia Ad Hoc.

    Havia um paradoxo, que não somente o Goswami, mas vários outros pesquisadores da FQ se deparavam: se a consciência é um fenômeno cerebral, obedece à Física Quântica, como a observação consciente de um evento pode causar o colapso da onda de possibilidades levando ao evento real que estamos vendo? A consciência em si é uma possibilidade. Possibilidade não pode causar um colapso na possibilidade.

    Daí, passaram a buscar novas hipóteses (algo totalmente de acordo com a Ciência ortodoxa de Popper e Khun) que conseguissem superar esse paradoxo.

    Só pra lembrá-lo de se dar ao trabalho de, no mínimo, estudar um poquinho da história do desenvolvimento das idéias atuais da FQ, as quais Goswami é herdeiro e continuador.

    E que o postulado da FQ de que a consciência é a base do Ser, passa desde Max Planck:

    “All matter originates and exists only by virtue of a force… We must assume behind this force the existence of a conscious and intelligent mind. This mind is the matrix of all matter. Max Planck”

    Alguns ganhadores do Nobel como: Victor Franz Hess, Ludvik Bass, Eugene Wigner.

    Alguns cientistas do porte de Niels Bhor, Eistein, John Wheeler…

    Lembrando que que Einstein por não aceitar a indeterminação da FQ, fez a firmação: “Deus não joga dados com o Mundo”.

    Nas disputas entre Bhor e Eisnten, Bhor sempre saia “vencedor”, e o tempo está demonstrando que ele estava certo mostrando que não há fenômeno no mundo a menos que ele seja registrado. Daí, a idéia de que a consciência devia estar presente foi ganhando mais força.

    Aliás, o próprio Eisnten, tentando refutar a FQ, acabou por reafiramá-la no experiemento EPR. Ao que Alain Aspect confirmou em experimentos, a chamada “ação fantasma a distância” http://www.lx.it.pt/~alcacer/Q_Quantica/Paradoxo_EPR.pdf

    Se o que viu “não te animou”, e parece que não viu muito, há referências aqui para começares a estudar um pouco antes de tirar conclusões do “além”.

    Eu coloquei a entrevista porque toca-se em pontos genéricos, mas parece que nem isso vocês se propõe a ver.

    Aliás, um dos critérios científicos é a capacidade de orientar outros trabalhos científicos.

    Esse artigo traz algumas explicações bem fáceis de compreesão, e é um trabalho sobre “Evolução”, orientado pelos conceitos advindos da FQ:

    http://www.unisinos.br/ihu/uploads/publicacoes/edicoes/1158329890.69pdf.pdf

    Que, diga-se de passagem, é muito mais aprofundado, e não cai em paradoxos (como os “sinais de pontuação”) das explicações tradicionais das ciências naturais.

    Há ainda uma imensa conrrespondência entre as idéias da FQ e a Psicologia Transpessoal e a Psicologia Analítica…

    Mas, enfim, estou gastando latim demais, já que não houve nenhum argumento nem crítica reais ao trabalho em questão.

    Responder
  27. McFly 16/01/2010 em 3:30 pm

    “Mas, como o negócio por aqui é concluir sobre o que não se conhece…”

    Isso diz muito.

    Você aponta referência. A referência é meia-boca e você fala em uma série de outras referências que não são citadas na referência que você mesmo citou. Você pode discursar à vontade, mas quando apontar referências, não adianta querer dizer “ah, mas você não conhece o assunto”. Ou sua referência é minimamente decente ou não é. Uma coisa é discutir o tema, outra bem diferente é querer ganhar argumento citando uma única fonte e dizendo “ah, você não sabe nada”, baseado em argumentos encontrados, bem, na sua fonte.

    Responder
  28. Eduardo Marques 17/01/2010 em 12:26 pm

    Ai… ai… O que é não ter argumentos, não é?!

    “A referência é meia-boca e você fala em uma série de outras referências que não são citadas na referência que você mesmo citou.”

    É muito simples.

    Crie um A-R-G-U-M-E-N-T-O para embasar sua afirmação e M-O-S-T-R-E quais referências não são citadas, e no que elas comprovam seu argumento (que argumento?)

    Ninguém vai fazer um trabalho e fazer um histórico de toda FQ, embora o trabalho sobre Evolução tenha muitas referências.

    Mas, já que se faz de “salame”…

    O Goswami TAMBÉM TEORIZA SOBRE OS ESTADOS VIRTUAIS E COMO ELES TERIAM UM PAPEL NA EVOLUÇÃO.

    EXATAMENTE O QUE O AUTOR DO TRABALHO SOBRE EVOLUÇÃO E FQ FAZ.

    TODOS COLOCAM O PAPEL DA CONSCIÊNCIA COMO FUNDAMENTAL E O MONISMO IDEALISTA COMO AXIOMA.

    Mas, se o caso é uma referência mais “decente”, então leia o livro direto:

    http://www.scribd.com/doc/3079992/Amit-Goswami-O-UNIVERSO-AUTOCONSCIENTE-Como-a-Consciencia-Cria-o-Mundo-Material

    “Uma coisa é discutir o tema, outra bem diferente é querer ganhar argumento citando uma única fonte e dizendo “ah, você não sabe nada”, baseado em argumentos encontrados, bem, na sua fonte.”

    EXATO, UMA COISA É DISCUTIR O TEMA, OUTRA BEM DIFERENTE É FICAR TANGIVERSANDO EM CÍRCULOS E NÃO ARGUMENTAR COISA ALGUMA.

    E, VOCÊ SÓ ESTÁ DEMONSTRANDO QUE NÃO SABE BOSTA NENHUMA, ASSIM COMO O AUTOR DA “RESENHA” DESSE BLOG.

    NINGUÉM DISCUTIU O ASSUNTO, TODOS QUISERAM SE ESQUIVAR TENTANDO SE SUSTENTAR EM ARGUMENTOS AD HOC E AFIRMAÇÕES SOLTAS AO VENTO.

    SE CONHECE: D-E-M-O-N-S-T-R-E QUE CONHECE.

    A-R-G-U-M-E-N-T-E S-O-B-R-E O T-EM-A Q-U-E E-S-T-Á S-E-N-D-O D-E-B-A-T-I-D-O!

    Sei que é difícl pra quem está acostumado a repetir clichês anti-religiosos pré-fabricados à la Dawkins.

    Infelizmente nada em FQ é tão óbvio quanto a cabecinha de vocês.

    Responder
    • Daniel 17/01/2010 em 1:05 pm

      Coitado, perdeu completamente o controle. É o que acontece mais cedo ou mais tarde quando se tenta usar a física pra justificar a mediunidade. Pff…

      Passar bem.

      Responder
    • Amâncio Siqueira 07/04/2010 em 9:08 am

      Não duvido da capacidade do cérebro de interferir na matéria. Através do nosso cérebro controlamos nosso corpo e nossas máquinas. O controle à distância é algo até fácil. Agora, o que isso prova em relação à existência de deus? Experimentos mostram que budistas, que não creem em um deus, podem controlar seus sistemas imunológicos por meio de respiração e outras técnicas. O que deus tem com isso?
      Ah, o velho pulo do gato das religiões: isso aconteceu, logo deus existe. Isso não tem explicação, logo deus existe. Isso tem explicação, logo deus existe. A conclusão dos religiosos sempre vem antes que as premissas.

      Responder
  29. McFly 17/01/2010 em 2:09 pm

    “O ministério da cultura adverte: escrever em caixa alta convence alguém de alguma coisa, qualquer coisa.”

    (Ou seria

    “O MINISTÉRIO DA CULTURA A-D-V-E-R-T-E: ESCREVER EM C-A-I-X-A A-L-T-A CONVENCE ALGUÉM DE ALGUMA COISA, QUALQUER COISA.”)

    Responder
  30. Gato Precambriano 23/01/2010 em 1:12 pm

    Vamos por partes.

    O que há em comum entre as descrições é a própria inundação muito além do normal. Mas, se for por evidências em si: http://www.sabbatini.com/renato/correio/ciencia/cp010302.html

    O Eduardo não respondeu diretamente (o que acho estranho) mas vou interpretar seus sinais como um sim: ele acredita que o Dilúvio Biblico realmente aconteceu tal e qual descrito no Gênesis. No entanto (o que é ainda mais estranho) a…hum…”evidência” que ele apresenta é um artigo que afirma justamente o contrário, pois sustenta a hipótese que levantei de que a história da Arca de Noé muito provavelmente é a mitificação de uma catástrofe local, e não um relato histórico acurado. Devo supor que ele buscou no Google por ‘evidência’, ‘dilúvio’, ‘arca de noé’, e tascou o primeiro link que apareceu sem nem ao menos ler? Se for, isso revela não só uma enorme arrogância (de todo já evidente nas suas intervenções), mas sobretudo mostra o nível de rigor (ou a falta de) com que ele avalia proposições. O que explica muita coisa.
    Se o Eduardo quiser insistir nessa bobagem da Arca de Noé, ele vai ter que fazer muito melhor. Minha sugestão é de que dê uma boa lida no Talk Origins, no tópico Dílúvio, para ter uma noção (a qual não tem qualquer) dos problemas insolúveis contidos na história bíblica. Problemas de engenharia naval, logística, ecologia pré e pós, biogeografia, hidrologia, hidrodinâmica, geologia, entre outros.

    Quanto ao Goswami, o que ele está fazendo é derivando conclusões metafísicas à partir de alguns fatos científicos, ou melhor, da intrerpretação desses fatos. Ele não é o primeiro a fazer isso e certamente não será o último. E a física quântica tem se mostrado um terreno extremamente fértil para toda a sorte de especulações metafísicas, até porque as diferentes interpretações são coerentes com as observações.
    E aqui é bom deixar claro do que se está falando: a Mecânica Quântica é um ramo da Física que explica o comportamento de um conjunto particular de sistemas numa escala de tamanho sub-infinitesimal. Isto é, ela trata de coisas muito, muito, muito, muito pequenas, e ela se fez necessária dada a constatação de que tais sistemas não são compreensíveis pela Mecânica Clássica Newtoniana, a qual vai muito bem obrigado à nível macroscópico. Além disso a Mecânica Quântica faz uso de um conjunto pesado e sofisticado de ferramentas matemáticas, só plenamente dominadas por quem tenha treinamento específico, de preferência em nível de doutorado. Não é coisa para amadores. Então acho muito complicado para leigo fazer um julgamento informado sobre alegações ão radicais.

    Muito embora o próprio Goswami tenha feito carreira como físico teórico, logo tenha qualificações aparentemente indiscutíveis, isto por sí só não dá razão às suas especulações. A questão então é como decidir quais, ou qual especulação merece deixar de ser uma especulação? Como avaliar as diferentes interpretações da Mecãnica Quãntica? Há outras muito diferentes da de Goswami e só teria sentido dar-lhe preferência se houvesse um conjunto muito convincente de evidências a seu favor, e contra as demais. Não creio que seja o caso.

    Ah é, já ia esquecendo dos

    VÁRIOS EXPERIMENTOS QUE COMPROVAM A MEDUINIDADE,

    Infelizmente escrever em CAIXA-ALTA não confere valor de verdade a qualquer alegação, apenas cansa os olhos, ao contrário do que o Eduardo parece pensar, furtando-se assim a justificar minimamente suas afirmações. Informando por exemplo, quais experimentos? Feitos por quem? À partir de que pressupostos/hipóteses? Seguindo quais protocolos? O quê se esperava obter, e, mais importante, o que não se esperava obter? Com quais resultados? Publicados aonde (peer-reviewed?)? Os “experimentos” foram reproduzidos independentemente, com os mesmos “resultados”? Enfim…
    Nas tais “experiências” que Goswami cita, ele não informa nada disso, e seu sítio também é pouco esclarecedor, parecendo ser uma mera plataforma para promoção dos seus livros. Assim temos que nos limitar a simplesmente aceitar acriticamente as alegações desse senhor, ou ser acusados de ‘ceticismo dogmático’.
    Não cola.

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  31. jack 08/08/2010 em 12:18 pm

    para mim eu não acredito em deus deus não existe para a religião deus é a solução do inexplicavel foi o homem quem criou deus e por isso nos somos assim, a ciencia prova o que sabe em quanto a biblia fica estatica, muitas coisas a coisas aconteceram na minha vida que me fez não acreditar em deus possivel.

    Responder
  32. days 04/10/2010 em 4:49 pm

    Aceito toda a sua opnião formada, não conclusiva, mais diagnosticada por vc mesmo, também não acredito na Biblia e também não me apego em pensar que somente Deus pode me salvar. Acredito muito na ciência e nos relatos de antepassados.

    Responder

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