Lula e as eleições

-- Dilma e Lula em comício em Curitiba (31 de julho) --

por Maurício Caleiro * – Vivenciamos a primeira eleição presidencial pós-ditadura sem Lula concorrendo, e a forma como a mídia e seus comentaristas amestrados têm abordado tal fato quer fazer crer que se trata da grande novidade do pleito de outubro. Nada poderia ser mais falso: até 2002, Lula era apenas um candidato a quem reiteradamente, eleição após eleição, em decorrência de manipulações sujas ou em pleitos honestos, negava-se o poder – não passava, portanto, de uma potencialidade, uma esperança sempre adiada.

A situação agora é bem outra: o nome Luis Inácio Lula da Silva, de fato, não constará da cédula eleitoral, mas é em torno de seu legado, onipresente, que se travará a batalha eleitoral que definirá o(a) próximo(a) governante do país. É preciso, portanto, dimensioná-lo em seus méritos e defeitos, bem como examinar os rumos que os três principais candidatos presidenciais tenderiam a impor a tal legado.

O novo cenário econômico
Chaga social que aniquila o indivíduo e abala famílias, o desemprego, que no governo FHC bateu nos 20%, desce a 7,2%, o menor índice desde 1991, fruto dos 12 milhões de empregos criados desde 2002, em função da expansão da economia promovida pela gestão Lula. E isso durante um período em que o salário mínimo passou dos 64 dólares suados estabelecidos pelo governo tucano para 290 dólares – ou seja, um aumento de mais de 350%, que desmente a velha ladainha de que aumentos do salário mínimo causariam desemprego em cadeia.

Na seara macroeconômica, o país não apenas deixou de recorrer regularmente, pires à mão, ao FMI, como passou a ser credor do órgão, com um déficit de 185 bilhões de dólares negativos dando lugar a um superávit de 239 bilhões de dólares (ao passo em que a taxa de juros, que um dia foi de 27%, hoje mal chega a dois dígitos). Enquanto o mundo patina, há quase dois anos, numa crise que tem provocado efeitos devastadores nos EUA e na Europa, o Brasil vive um dos melhores momentos econômicos de sua história, a despeito do discurso catastrófico sempre em voga na mídia (primeiro, a incapacidade do governo de fazer o país crescer, desmentida pelos fatos; depois a crise que se revelou marolinha, seguida por alertas de superaquecimento da economia, frustrado e prontamente substituído, com a cara-de-pau costumeira, pelo alarde de uma iminente recessão).

Educação, esportes e cultura
No setor de Educação, as universidades, sucateadas no governo tucano, esvaziadas de professores (atraídos pela isca da aposentadoria precoce, lançada pelo hoje canonizado Bresser Pereira) e com unidades nas quais chegou a faltar giz e verba para pagar a conta de energia elétrica, são hoje o dínamo de um sistema educacional que a adoção do sistema de cotas tornou ainda mais includente; o ensino técnico, que especialistas em educação afirmam de forma quase unânime ser essencial ao país, tinha apenas uma unidade federal quando o ministro era o controverso Paulo Renato de Souza – hoje, apenas sete anos depois, são 17, espalhadas pelo país.

Na pouco observada mas fundamental área cultural, a concentração extrema de financiamentos oficiais no eixo Rio-São Paulo deu lugar a uma disseminação pulverizadada dos insumos, através de concursos e editais – e a contrariedade dos ex-lordes feudais da cultura afetados por esta nova realidade é a cerdadeira razão da chiadeira antilula de certos atores fluminenses e poetas maranhenses. No bojo desse processo, regiões antes virtualmente alijadas de patrocínio cultural – como Ceará e Paráno – são hoje centro irradiador, respectivamente, de relevantes ciclos cinematográficos e musicais. Ainda no âmbito do MinC, os pontos de cultura promovem, à revelia da mídia que finge que não sabe de sua existência, uma microrrevolução cultural atomizada em algumas das áreas mais pobres do país, estimulando, através do acesso a tecnologia digital, a produção musical e videográfica. Até os trabalhadores, historicamente excluídos das políticas culturais oficiais, se veem ora contemplados com o Vale-Cultura, para desgosto de jornalistas paulistas.

Desnecessário sublinhar o quanto significam para o país, no âmbito do esporte, ter conquistado o direito, após duras disputas com outras nações, de hospedar não só a Copa do Mundo de 2014 mas – para júbilo emocionado do presidente, que se empenhou pessoalmente na candidatura brasileira – as Olimpíadas de 2016, na cidade do Rio de Janeiro.

No exterior, um novo Brazil
Em termos de política externa, a submissão resignada aos EUA deu lugar a uma orientação multilateral que não apenas privilegia o Mercosul, mas diversifica-se e expande-se na direção dos demais BRICs – Índia, Rússia e China, esta agora a primeira parceira comercial do país, além de incentivar, de maneira institucionalizada, as trocas comerciais com a África.

E, acima de tudo, como tanto o establishment político como a mídia internacionais reconhecem e saúdam – que o digam Le Monde, El País, The New York Times e até The Economist –, as políticas de transferência de renda implementadas e/ou largamente expandidas no governo Lula tiraram, até agora, de acordo com números oficiais mundialmente aceitos, mais de 35 milhões de pessoas da miséria (contra meros 2 milhões nos 8 anos do governo FHC). Só a insensibilidade social profunda ou o dogmatismo político mais entranhado pode explicar – mas não justificar – o não-reconhecimento de tal conquista – uma das bandeiras históricas da esquerda brasileira.

Por fim, falta registrar que, ao contrário do general Figueiredo, de Sarney e de FHC – que, como aponta o jornalista Leandro Fortes, “alterou a Constituição Federal, à custa de um escândalo de compra de votos no Congresso Nacional, para emendar um segundo mandato” –, Lula circunscreveu a duração de seu poder ao que determinara a Lei, sem mover uma pena em busca do terceiro mandato, hipótese esta martelada como um “eterno factóide” pela mídia corporativa, expressando um seu wishful thinking potencialmente incitador de golpismo.

Desafios e perspectivas
É evidente que tal cenário não está desprovido de aspectos problemáticos e áreas críticas, herança secular de uma das sociedades mais desiguais do planeta. A violência, rotineira e espraiada em virtualmente todo o território nacional, permanece como um cancro a distinguir negativamente o Brasil em relação aos países civilizados, a demandar uma ação conjunta e contínua das esferas federal, estaduais e municipais; as sucessivas derrotas da administração lulista em suas tíbias tentativas de democratizar as comunicações não nos pouparia – não fossem a internet e a blogosfera – de uma esfera pública engessada e praticamente monopolizada nessa área; as teles e os bancos seguem maltratando seus clientes, com um serviço caro e de má qualidade, como se fora da esfera das leis estivessem.

Mas se em apenas oito anos o governo Lula foi capaz de promover as melhorias substanciais que ora se verificam, alterando o perfil socioeconômico da população brasileira e a inserção internacional do país, é de se esperar que, num período condizente de tempo, o combate efetivo a tais e outros males seja consubstanciado a contento. Por isso, mais do que qualquer outro candidato – seja o truculento e privatista José Serra, que vem de uma péssima gestão em São Paulo ou a inexperiente e misteriosa Marina Silva –, Dilma Rousseff, gerente do maior programa de aceleração de crescimento da história do país e representante da continuidade da atual gestão, faz por merecer o voto dos brasileiros na eleição que se aproxima, como legítima representante do legado de Lula.

Balanço final
Sobre tal legado, uma última observação: o jornalista Claudio Bojunga, na luminosa biografia que escreveu sobre Juscelino Kubitschek (JK, o artista do impossível. Objetiva, 2001), adota como um dos parâmetros para se definir um estadista a capacidade de legar um novo e melhor país após o seu mandato. A se adotar tal critério, Luis Inácio Lula da Silva, pelas razões acima elencadas e por apregoar uma cultura do diálogo e da negociação – mesmo tendo sido atacado de forma vil por jagunços da imprensa –, merece, com louvor, o epíteto de estadista, pois recebeu um país totalmente periférico na ordem mundial, com uma economia presa a crises ciclotômicas e uma população dominada por bolsões de pobreza e miséria – e está prestes a entregar a seu sucessor um novo player no cenário geopolítico mundial, um país economicamente sadio e uma nação socioeconomicamente mais justa, ainda que a mídia corporativa, a direita contrariada e mesmo muitos soi-disant esquerdistas insistam em não reconhecer tal fato.

Maurício Caleiro, Rio de Janeiro-RJ. Blog: cinemaeoutrasartes.blogspot.com.

15 comentários | Dê sua opinião

  1. rayssa gon 02/08/2010 em 12:08 pm

    ótimo post. :D

    mas marina silva não é segredo pra ninguem não. todo mundo sabe que ela é evangelica e claramente homofobica e contra aborto. :S

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  2. guto 02/08/2010 em 1:10 pm

    é uma pena q para fazer campanha pra uma candidata, umapessoa inteligente se valha dos mesmos artifícios manipulatórios e parciais, da mesma maneira que todo mundo desse meio político o faz.

    “dínamo de um sistema educacional”?, “misterios marina”?

    vc tem noção do nível de sucateamento que apresentam as universidades federais? misteriosa, a marina? que apresenta desde o princípio os mesmo valores? e qto ao misterio dilma? quem é? o que que ela fez esse dito merecimento? onde que ela tem experiência para dar seguimento se nunca ocupou um cargo executivo?

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    • Vera 03/08/2010 em 12:25 am

      Todos os cargos que a Dilma ocupou atér hoje foram executivos. Ou, ministra de Minas e Energia e ministra-chefe do Gabinete Civil são o quê, hein? Cargos legislativos?

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    • Mary 30/09/2010 em 9:53 am

      Caro Guto.
      Estava numa federal na governo FHC e era sucata pura mesmo.
      Hj (ainda estou) não existe uma faculdade federal, se quer, que não tenha expandido cursos, contratado professores, construído pavilhões novos, investido em equipamentos e tecnologias. Basta visitar as federais de Diamantina, Ouro Preto, Mariana, interior de SP e outras e vc comprovará o que eu falo.
      É claro, falta muito a ser feito pela educação. Nosso sistema vem a decadas recebendo descaso total desta elite que não quer e não se interessa por educar o povo. Criar seres criticos pra quê? É melhor governar marionetes…
      Bom, cada um faz uma leitura deste Brasil pós-Lula.
      Que, sem dúvida alguma, é um outro Brasil, é um país de oportunidades!
      Quem é capaz de dizer o contrário? Nem a oposição. Aliás…temos oposição ao governo Lula nestas eleições?

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  4. Diego Calazans 02/08/2010 em 5:02 pm

    Ótimo balanço. Há várias coisas no governo Lula com as quais não concordo, mas é preciso reconhecer suas conquistas. Posso falar particularmente com relação à universidade federal a qual estou ligado há quase dez anos. Quando entrei na graduação, o sucateamento era evidente. A discussão que se tinha era de quando se começaria a cobrar mensalidade e de quanto seria. Os professores com mais tempo de casa debandaram. Muitos sequer tinham mestrado. Não era preciso muito pra ser professor universitário. A maioria do quadro era composta por substitutos, de nível baixo e sem qualquer experiência letiva. Não tínhamos estrutura adequada para produzir nosso jornal laboratório, as salas de aulas mal tinham ventiladores funcionando e pairava a ameaça de que fechariam o restaurante universitário e reduziriam (se não extinguiriam) os auxílios para estudantes carentes vindos do interior. Foram tempos difíceis. Quando Lula subiu o palanque, houve alguma comoção, mas ela esfriou com a campanha midiática de 2005. Ainda assim, aos poucos a ameaça de pagamento de mensalidade foi minguando até quedar no resmungo de velhos professores reacionários. Certas taxas exorbitantes que nos eram cobradas foram extintas. Particularmente nos últimos 6 anos houve uma expansão no número de vagas, de cursos e de professores, além da melhoria do quadro, já constituída por doutores e mestres. Novos prédios foram construídos, inclusive um para abrigar a rádio universitária e um para o jornal laboratório. A universidade abriu campi em várias cidades do interior, além de instituir cursos a distância. Dos raros mestrados e único doutorado do tempo de FHC, partimos para dezenas de mestrados e mais de uma dezena de doutorados. E olha que somos o menor Estado da federação. Cursos inéditos no país foram criados, como o de Arqueologia – antes só pós-graduação. As bolsas para pós-graduandos aumentou consideravelmente. Eu mesmo sou um bolsista e vivemos – eu, minha esposa e nossos 7 gatos – com alguma folga com o valor disponibilizado. Sempre há novos concursos se apresentando. Estou confiante que encontrarei vaga como professor em uma das diversas universidades federais de que esse país dispõe, talvez antes mesmo de concluir meu doutorado. Enfim… estou razoavelmente satisfeito com as ações do governo Lula no que tange à minha universidade federal, cá em Sergipe. Falo dela porque é o exemplo que melhor posso esmiuçar. Tenho certeza, porém, que qualquer um de nós pode apresentar ótimos exemplos de como sua vida melhorou nos últimos 7 anos e meio. Basta ter pé no chão e olhos livres de preconceitos.

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  6. Saramar 02/08/2010 em 10:58 pm

    “Uma esperança sempre adiada”.
    Acredito que nunca vi uma definição tão perfeita do Luiz Inácio quanto a contida nesta frase.
    Luiz Inácio FOI uma esperança.
    Luiz Inácio MATOU toda a esperança.
    Por mais que sua boa vontade descreva estes indicadores positivos, acredito que você também deve lembrar que as condições de vida tão favoráveis que o país experimenta hoje são fruto de muito sacrifício e trabalho e economia severa construídos durante o governo do Fernando Henrique Cardoso.
    Se o governo anterior ao do Luiz Inácio tivesse sido tão irresponsável quanto o atual, o Brasil estaria quebrado e o operário-sindicalista-salvador do mundo- teria herdado o caos, tal como FHC herdou.
    Num cenário econômico como o enfrentado pelo Fernando Henrique, eu gostaria de ver como o petismo iria construir o que hoje desfrutamos, uma vez que só se importa em consolidar as posições dos “companheiros”, construindo , não um país, mas alianças com representantes do que há de mais daninho para o Brasil, como Sarney, Calheiros e Collor.

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    • Mariah 18/10/2010 em 9:24 pm

      Só vou citar um texto escrito por Leonardo de Souza – Médico formado pela UFMG. Especialista em Neurologia, trabalha desde 2005 no Centro de Doenças Cognitivo-Comportamentais do Hospital da Pitié-Salpétriêre, em Paris. Inicialmente publicado no blog: aterceiramargemdosena.opsblog.org.

      “(…) Foi sob o Governo Lula que a economia brasileira conheceu um período de crescimento expressivo, inclusive durante a crise mundial. Conheço seu argumento: “Lula continuou o que FHC fez”. Só que o próprio FHC reconheceu recentemente que a gestão econômica do PT tem méritos próprios. Insistir na tese de que tudo de bom da economia brasileira não tem sequer uma contribuição da equipe econômica de Lula, mas apenas de FHC e do Plano Real, tem tanto sentido quanto dizer que a pujança da indústria automobilística brasileira nos dias atuais é mérito de apenas um homem: JK.
      Não foi apenas no plano econômico que a gestão Lula foi primorosa. Há que se destacar a revitalização do sistema universitário público. Comparar a gestão Lula com Paulo Renato é como comparar o Barcelona ao Madureira…”

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  8. Sonia Patente 03/08/2010 em 1:08 pm

    Me sinto muito orgulhosa de ser Lula e antes de tudo Lula e de ler um artigo tão bem escrito e com tantas verdades. Parabéns

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  9. rafael 04/08/2010 em 5:26 pm

    Sobre as alianças é de bom alvitre lembrar que as mesmas se devem, em muito ao potencial eleitoral dos politicos citados, ou seja, fossem pessoas de menor poder, poder esse concedido por nos, a candidatura Dilma não faria tais alianças(alias, Serra só não faz pq todo mundo corre dele).

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  10. Jonatan 09/08/2010 em 5:01 pm

    É uma pena que muitas pessoas ainda sejam partidárias de tal forma que nao possam admitir que o governo LULA, o governo PT seja o melhor a governar esse país ao longo de sua história. Apesar de algumas situações ocorridas neste percurso, o balanço sem sombra de dúvidas é positivo e muito positivo.
    E não venham dizer que o que o Lula fez é fruto do governo FHC, por favor minha gente, isso é ignorância….
    Este artigo ficou ÓTIMO, se você partidário de carteirinha não vê que este governo é bom, pergunte aos 35 milhões de brasileiros que sairam da miséria e hoje tem o que comer, graças ao nosso presidente.

    Jonatan Hafemann
    jonatan.ha@hotmail.com

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  11. Raquel Campos 27/10/2010 em 11:07 am

    Evidentemente que ha coisas boas no governo Lula. Toda a gestão tem alguma coisa boa. Agora a gestão financeira do pais é preocupante.. O governo federal gasta o dinheiro que não tem. Aumentando o deficit fiscal nominal em números criminosos. Seria muito interessante que todos parassem de divagar e começassem a ler os balancetes do governo e da divida publica. Sabe por quê? Porque todos nós vamos pagar a conta.

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  12. Isabel 10/12/2010 em 7:47 am

    Gostei do artigo, sem sombra de dúvidas ainda há muito o que fazer pelo nosso Brasil, mas que muita coisa melhorou isso não se discute, isso é fato! Infelizmente o Lula herdou um país sucateado de longos anos de ” ditadura” governados pela elite. Não se concerta algo tão torto em pouquíssimo tempo. Penso que o gov. investiu um pouco mais em saúde, educação e assistência. É necessário avançar muito, pelo menos saiu daquela inércia do PSDB. FHC um grande intelectual, parecia que faria algo diferente, só mergulhou o país nas privatizações, favoreceu em larga escala ao grande capital financeiro, parasitas que vivem do ‘suor’ do trabalhador. (Desmontou a nação). Acredito que Lula poderia ter avançado mais se não tivesse adotado muita coisa dessa política neoliberal nogenta. NEOLIBERALISMO tem nos levado ao caminho do inferno, proporcionando um Estado de Mal Estar Social…
    ISabel

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