As entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional
por André Egg * – Já fiz comentários sobre cada entrevista, e também coloquei os vídeos, no meu blog (Dilma, Marina e Serra). Aqui me proponho a fazer comparações e considerações mais gerais sobre a corrida presidencial, papel da imprensa, desempenho e estratégias dos candidatos.
Em primeiro lugar, é preciso comentar sobre a iniciativa da TV Globo e do Jornal Nacional. Você não vai me ver usando a sigla PIG, ou fazendo coro a alguns jornalistas (que desconfio sejam meio de aluguel) que acusam generalizadamente os órgãos de imprensa de tentarem desestabilizar o governo o fazerem complôs políticos. Por outro lado, ninguém espera que um órgão de imprensa seja completamente sem viés. Os movimentos populares e os partidos do campo da esquerda criam suas estruturas próprias de informação e difusão, como por exemplo a revista Fórum, mantida por uma associação de sindicatos, ou órgãos diretamente ligados a partidos políticos, como o site do PCdoB. Ou ainda, temos as agências governamentais (TVs públicas, Agência Brasil, etc.).
Mas o que chamamos de grande imprensa é feito de empreendimentos comerciais. Vivem de vender jornal ou criar audiência a programas televisionados ou radiodifundidos, para lucrar com publicidade. Esse modelo de negócios é bom ou ruim? Não sei, não importa muito agora – é o que temos, não há vias de sair muito rápido desta situação. Além disso é uma outra discussão longa demais para esse post.
Dito isso, espero superar qualquer maniqueísmo quanto a “quem a Globo apoia”, ou classificações entre mal e bem conforme fulano ou sicrano seja “o candidato da Globo”. Serra é apoiado pela grande imprensa? Em diversas ocasiões, com certeza. O governo Lula é ameaçado pela grande imprensa? De maneira nenhuma. O caso que chegou mais perto disso foi a questão do “mensalão” em 2005-2006. Mesmo martelando incessantemente o assunto, e trabalhando mais ou menos claramente a favor de Alckmin naquelas eleições, essa tal “mídia golpista” não evitou a reeleição de Lula. O eleitor tem sua lógica própria, e não é justo esperar que ele seja um fantoche diante da televisão.
Outra eleição considerada sob grande influência dos media foi a de 1989, onde Collor teria ganhado após um debate de véspera de eleição editado no Jornal Nacional. É mais fácil reputar a derrota a estes fatores do que refletir sobre a inconsistência política do PT daqueles tempos – sem dúvida. Da mesma forma, uma série de reportagens da Veja culminou no impeachment de Fernando Collor, não exatamente por causa do poder dos meios de comunicação de fazer ou derrubar presidentes. Collor tinha roubado a poupança da classe média e dos empresários. Era de um partido nanico, totalmente sem apoio no Congresso. Sua queda foi natural – caiu de maduro. Impressiona mais o fato de ter durado tanto.
Isso posto, voltemos a 2010. Candidatos presidenciais, entrevistas no telejornal de maior audiência. Coisa de muito maior alcance que o debate promovido pela Rede Bandeirantes na semana passada. Realizar esse tipo de entrevista é papel primordial da imprensa. Esperar que os candidatos sejam bem tratados é bobagem. Eles têm que ser espremidos, argüidos, confrontados.
Foi o que fez o casal William Bonner e Fátima Bernardes. É claro que não são eles, eles apenas representam um papel, fazem as perguntas que a emissora programou a partir de sua equipe de jornalismo. O papel deles se reduz à presença de espírito, maneira de fazer as perguntas e trato na interpelação dos candidatos.
Corta. Segue para o ponto-de-vista dos candidatos.
Dilma precisa aproveitar a popularidade de Lula (altíssima) e associar-se ao presidente. Já lidera nas pesquisas, mas ainda não chegou no teto. É menos conhecida que Serra. É sua primeira campanha eleitoral. Não pode cometer deslizes, e está muito bem assessorada. Serra cumpre um papel dificílimo. No PSDB transitava à esquerda do governo FHC, representando a linha desenvolvimentista, que perdeu as disputas internas do governo tucano. Quando chegou a sua vez, não teve apoio de FHC, que preferia entregar a faixa para Lula, avaliando que um governo do PT seria desastroso, o que favoreceria o de FHC na comparação retrospectiva. Deu errado, como se percebe. Por outro lado, Serra ficou alijado do posto de principal personagem político de centro-esquerda, à medida que o PT rumou para a centro-esquerda e foi muito eficiente no governo sem mostrar nenhuma ameaça de ruptura do status quo. O espaço de atuação de Serra passou a depender de uma guinada à direita, papel que lhe fica desajeitado dada sua trajetória pessoal e política.
A única esperança de Serra na competição com “o candidato do Lula”, é que Dilma fosse inábil, escorregasse demais, fosse sofrível nos debates e entrevistas, não conseguisse fazer campanha. Por outro lado, no espelho retrovisor vem a candidatura de Marina Silva, que consegue arrebanhar parte importante do eleitorado tradicional do PT e do PSDB, à medida que esses partidos vão ficando cada vez mais enodoados pelos ditames da “governabilidade” e as mutretas daí derivadas.
Corta. Sai o narrador em off. Sobe o pano.
O casal de apresentadores do JN tratou de maneira desigual os candidatos. Foi rude com Dilma, interrompeu-a várias vezes. Insistiu em picuinhas (como a questão de Lula ter dito que ela “maltratava” os outros ministros). Com Marina Silva foram respeitosos, quase reverentes. Com Serra foram amigáveis, quase íntimos.
A direção jornalística das entrevistas direcionou o assunto para a experiência pessoal dos candidatos e seu passado político. Não era mesmo para perguntar nada sobre programa de governo. Isso é posto claramente no início de cada entrevista. Cada vez que o candidato rumasse sua resposta para alguma proposta política mais efetiva, a instrução era cortar sua fala e trazer novamente para os posicionamentos em relação a eventos políticos passados. Também se focou muito nas alianças e compromissos políticos de cada candidato. Dentro da situação comentada no início, a TV Globo, como empresa de comunicação, tem clara sua estratégia: transformar a eleição presidencial numa grande novela ou reality show, como gostaria de ter feito com a seleção brasileira na Copa, mas Dunga não deixou. Isso rende mais para a emissora. Debate de propostas não dá audiência, como ficou demonstrado na experiência da TV Band.
O desempenho dos candidatos foi de alto nível. Dilma, ao contrário do que se esperava, não é tão ruim diante das câmeras, e está muito bem assessorada. Seu desempenho no debate e na entrevista demonstra que seu staff está bem consciente da importância específica de cada público. No debate discute números e programas de governo, usando o termo “nosso governo”. No Jornal Nacional fala do “presidente Lula” a torto e a direito. No debate, o público era restrito aos interessados muito diretamente em política – ali Dilma se apresentou como administradora bem preparada. No Jornal Nacional, um público muito amplo, mais direcionado à população menos informada e mais pobre (que não lê jornal nem acessa internet), Dilma assumiu o papel de “candidata do Lula”, e de “mãe dos pobres”.
Serra fala bem na TV, é um político experiente. As perguntas lhe foram o mais inconveniente possível, apesar do viés benéfico dos apresentadores. Se saiu bem, mas não tanto que possa reverter sua situação na campanha. Deve continuar em queda, tendo que partir para o ataque desesperado, deixando a defesa desguarnecida. Está dada a condição para uma goleada. Surpreendentemente, seu staff parece muito menos profissional que o de Dilma. Disseram para ele sorrir mais, mas ele é muito feio sorrindo. Essa de se apresentar como de origem humilde não cola numa eleição que disputa contra Lula e que tem Marina Silva. No Jornal Nacional ficou num discurso muito intelectualizado, de difícil acesso ao público mais amplo.
Marina Silva foi a que se saiu melhor. Conseguiu driblar as tentativas de cerceamento dos assuntos pelos entrevistadores. Insistiu na sua fala, e assumiu a condução da entrevista. Assumiu um papel de autenticidade política e moral que pode lhe render muitos votos entre os eleitores mais insatisfeitos com a política tradicional. Foi a única dos candidatos que conseguiu falar mais sobre programas de governo e projetos políticos, evitando ficar na discussão das questões de alianças, até por que ela não tem nada comprometedor neste aspecto. Conseguiu anular completamente o mau desempenho no debate, e não me surpreenderia se tiver ganhado pontos preciosos nas pesquisas depois desta entrevista.
* André Egg, Curitiba-PR. Blog: andreegg.opsblog.org.
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Só não da pra negar o histórico golpista da mídia. 64 ta aí. 89 e a manipulação do debate. Brizola. Collor. A mídia sempre jogou pesado. É inegável.
Sim, o Tribuna da Imprensa praticamente derrubou Getúlio.
Mas não era só o jornal. Tinha o Brigadeiro Eduardo Gomes presidindo a comissão que investigou o atentado da Rua Toneleiros. E o Carlos Lacerda era dono do jornal.
Contra o Brizola foi golpismo mesmo. Eles roubaram na eleição de 1982.
Mas a esquerda também era golpista, o PT era golpista. Passaram os anos 1995-2002 gritando “fora FHC” em tudo que era passeata. Um presidente eleito legitimamente.
Acho que já superamos essa fase, de um lado e de outro. Mas de ambos os lados, ainda tem gente com saudade…
Não consigo entender onde o autor viu que as perguntas ao Serra foram comprometedoras. Minha análise fora completamente dispare. Vi as questões cruciais serem diluidas os postas pela metade. Além disso, uma mesma questão fora levantada quatro vezes para ele contar, logo no início da conversa. Por seu turno, o candidato ficou na rede em todas (mantendo a metáfora do volei).
No mais, acho prematuro a publicação de texto como este, visto que a entrevista ao candidato Plínio de Arruda Sampaio ainda não ocorreu.
Não ocorreu e não vai ocorrer. Ou já ocorreu e você não viu. Depende do ângulo que se olhe:
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/plinio-sampaio-e-entrevistado-pelo-jornal-nacional.html
Foi ao ar hoje.
De qualquer modo, ainda não compreendo o entendimento sobre o Serra.
Tem outras coisas que me são inteligíveis, tais como a postura da militância petista aos coerentes posicionamentos e críticas colocados por partidos à esquerda do PT, notadamente PCB e PSOL.
Acho que trata-se de clínico problema de soberba, tendo plena convicção que representam a efetiva transformação da sociedade – o que não o é, em absoluto – acreditam que a esquerda deveria orbitar em vosso abstrato projeto.
Eu não vejo nenhuma possibilidade de combinar tua fala de “militância petista” e “vosso objeto”. Eu não sou militante petista. Talvez nem vote no PT.
Mas eu sou social-democrata, no sentido que acredito em reformismo, não em revolução. Quero mais justiça social, sem que para isso seja preciso menos liberdades.
Tenho todas as críticas possíveis ao governo Lula. Não acho que José Serra seja “do mal”.
Acho o programa do Plínio impraticável. É utopismo puro.
Bom, se a intenção da Globo era ajudar o Serra, em algum ponto ela errou: o Datafolha, último bastição da confiança serrista, acaba de ruir fragorosamente!
E se a intenção da Globo era atingir o Serra, nem eles sabem como, mas conseguiram!
Escolham qualquer alternativa. A ordem dos fatores não altera o produto…
Quem olhou a espontânea do Datafolha não achava que Serra estava na frente não. Atrás e caindo: http://andreegg.opsblog.org/2010/08/05/pesquisa-datafolha-de-julho-intencao-de-voto-para-presidente/
Pingback: Thiago Mendanha
era a isso ke me referia no meu comentário do outro texto: não duvido q o Serra tenah origem humilde, mas enfatizar esse ponto chega a ser medíocre pra ele.
Muito boa a análise, parabéns.
“Vivem de vender jornal ou criar audiência a programas televisionados ou radiodifundidos, para lucrar com publicidade”…
como???????
quando um orgão de imprensa fala bem de alguem é pq recebu $$$ pra isso..quando fala mal é pq quer receber…
ou nao ouviu falar em imprensa marrom???
toda ela????
Felizmente eles estão derretendo como neve no vulcão..
Tribuna da Imprensa e Jornal do Brasil ja foram pro beleléu…
Os outros nao demoram…Santa internet…
Lesma, internet serve para comentário da notícia, discussão, opinião.
Agora, se você souber de algum veículo de internet capaz de substituir as reportagens das equipes jornalísticas de rádio, TV e jornal – por favor avise a todos.
Até onde eu sei ainda não existem blogs profissionais no Brasil.
JURAMENTO JORNALISMO
“Juro / exercer a função de jornalista / assumindo
o compromisso / com a verdade e a informação. / Atuarei dentro dos princípios universais/ de justiça e democracia,/ garantindo principalmente / o direito do cidadão à informação. / Buscarei o aprimoramento / das relações humanas e sociais,/ através da crítica e análise da sociedade,/ visando um futuro/ mais digno e mais justo/ para todos os cidadãos brasileiros./
Assim eu Juro.”
Imagino que todos conheçam as palavras acima. São o juramento que todo formando/jornalista pronuncia no dia de sua colação de grau. Mas aí começa o problema: em nossa sociedade jogamos palavras ao vento, não nos importamos de renegar algo que juramos quando saímos da faculdade. Entregamos nossas consciências (alguns até se devem perguntar: consciência? Que diabo é isso?…) por quaisquer dois cruzeiros, cruzados, centavos ou coisa que o valha.
Fica fácil a sua linha de raciocínio: se trabalho para o patrão “A”, vou falar, editar, contar, publicar o que ele mandar. A verdade? Que diabo me importa a verdade se receber no final do mês meu rico salarinho!…
E então assistimos pessoas como Fátima Bernardes e William Bonner a serviço de uma classe social que não é a deles. Eles não são a aristocracia. Eles são apenas dois “paus mandados” de toda uma classe social que insiste que o Brasil e suas riquezas existem penas para usufruto deles, os ricos, aliás, os muito ricos, que diariamente assistem à miséria grassar no resto da sociedade e continuam trancafiados em seus condomínios de luxo sentados em cima de seus sacos de dinheiro… Quadro deplorável!
E aí vêm os dois paus mandados Bonner e Bernardes e desvirtuam toda a realidade social deste Brasil em um horário em que a maioria da população miserável e sem mais nenhuma chance de se colocar a par do que anda acontecendo em seu país os está assistindo. E o povão assiste boquiaberto aquele casal manipular e interferir em suas vidas fazendo com que a realidade se transforme exatamente no que os poderosos querem que se transforme para poderem continuar massacrando o povo e roubando deste mesmo povo tudo que ele tem direito.
Bem, e aí vem você e argumenta que isto é natural, tipo: cada um defende “seu pirão primeiro”, esperando que nós, os menos esclarecidos concordemos com sua lógica ilógica.
Caro senhor, o saber não é brincadeira: todo aquele que consegue arrebanhar esta soma de informações se torna moralmente responsável por FALAR A VERDADE. Só isso, não é necessário dividir seu patrimônio com os pobres, até porque quando você divide algo material, está dividindo algo que um dia acabará. Sua casa, seu carro, sua lancha, seu Jetsky, tudo isto um dia pode ser arrebatado em algum desastre, natural ou não, mas a informação, a verdade, isto nunca pode ser retirado de um ser humano, e isto sim deve ser dividido, pois assim começa a verdadeira revolução: a revolução no íntimo das pessoas, aquela que possibilita as grandes mudanças, as grandes transformações.
Por isso não concordo com sua tese de que a imprensa deve ser partidária disto ou daquilo. À imprensa cabe um papel crucial, um papel que ela não está cumprindo, o papel de desvendar a verdade e permitir aos seus leitores e/ou telespectadores uma tomada de posição diante da vida, dos problemas da sociedade, das angústias da população.
Tem dois jeitos de fazer o que você propõe. (1) Esperar que os caras da imprensa tenham alguma consciência de que devem ser bonzinhos ou (2) obrigá-los a cumprirem uma qualidade mínima por lei ou por pressão econômica.
Acho que você está considerando a primeira opção, esperando que o casal do JN cumpra esse juramento aí.
No caso da TV e do rádio bastava que fizéssemos algum tipo de exigência das concessões públicas que são. Quanto aos jornais, não há como interferir em sua atuação senão pela via jurídica – responsabilizando-os em caso de informações falsas ou prejudiciais a alguém.
Agora, me diga onde aconteceu isso que você está falando nas entrevistas com os candidatos. Gostaria de saber.
Agradeço sua resposta ao meu comentário, mas optarei por seguir em frente e abandonarei para o passado triste as questões relativas à Rede Globo e seu candidato. Reitero novamente meu interesse pelas publicações de seu “amalgama”. Apesar das várias opiniões divergentes entre nós, agrada-me sobremaneira ler os artigos nele publicados.
André, seu artigo foi excelente, o mais coerente que li até o momento sobre o debate no JN. Sem defesas vazias, sem acusações irracionais. Parabéns, estou adicionando seu blog aos meus favoritos a partir de agora.
Foi visível a empatia dos jornalistas com o Serra, e a antipatia pela Dilma. Mas eu não posso culpá-los. “Jornalistas têm que ser imparciais” é uma regra linda e louvável, mas puramente teórica. É ilusão que se espere que pessoas cultas, bem informadas e conscientes caiam naquela demagogia barata da candidata do PT e não demonstrem nenhuma preferência. Mas as pessoas gostam de teorias conspiratórias e manias de perseguição, e a Globo, como se sabe, é o alvo preferido de quem se recusa a ver os defeitos de seus partidos e candidatos.
Rogéria,
fico lisonjeado que você esteja adicionando aos favoritos. Se for o Amálgama, não é o “meu blog”, mas um coletivo.
Sobre pessoas “cultas e bem informadas e conscientes” que caem na “demagogia barata da candidata do PT”, eu acho que você está idealizando demais a postura do casal Bonner e do candidato Serra. Ele também faz muita demagogia barata – tendo a achar que a dele é muito mais barata que a da candidata do PT.
Também acho que pessoas cultas, bem informadas e conscientes não trabalham no jornalismo da Globo, nem assistem o Jornal Nacional.
Espero não decepcioná-la…
Decepcionou um pouco, mas não o suficiente para eu “desfavoritar” o Amálgama. Mas não foi culpa sua, eu que supus rápido demais e errado.
Pessoas conscientes existem em todas as classes sociais, e nem todos têm acesso à TV por assinatura ou revistas especializadas no assunto. O JN é uma forma de fazer isso, concordando ou não com o que é apresentado lá.
E dizer que ninguém que é bem informado ou consciente trabalharia no jornalismo da Globo é uma generalização tão exagerada quanto dizer que todo político é mentiroso, demagogo e corrupto, e isso não é verdade.
Quanto ao Serra ser mais demagogo que o PT, é uma questão de ponto de vista político, do qual discordo veementemente, mas que prefiro não discutir agora. Outro dia, talvez.
De qualquer forma, obrigada por ter respondido.
Você tem razão no sentido de que a disputa para campeão de demagogia é bem dura. Não discutiria isso com você não.
Mas a qualidade do jornalismo da Globo pra mim está fraca sim. Bem abaixo da qualidade do restante da programação como um todo (a Globo é uma TV de alto nível para quase tudo). Mas a Globo não está sozinha, acompanha, Veja, Folha, Estadão.
Mas desconfio que isso tem outros motivos, porque o jornalismo da Globo News é bem melhor. Quase arrisco dizer que eles respeitam mais o telespectador melhor informado da TV por assinatura.
Mas afinal, jornalismo e TV são negócios empresariais – assim devem ser tratados. Os jornalistas não podem ser culpados disso.
Nossos representantes políticos são os mais bem pagos do mundo! A questão, é que não se contentam com isso, além de terem altos salários, cheios de exorbitâncias e de mordomias principescas, para fazer nadica de nada, ainda exercem variados cargos; todos ao mesmo tempo; tem varias aposentadorias, e ainda superfaturam, como no caso das ambulâncias, e das merendas escolares, onde davam lixo para as crianças! E o pior é que continuam impunes, sem devolver um centavo daquilo que roubaram dos cofres públicos; pois eles têm a lei de imunidade para acobertá-los! E ainda tem o cabide de empregos, onde funcionários públicos estão escalados para limpar suas barras! Feito o Juiz que deu a liberdade ao banqueiro bandido Daniel Dantas, e puniu o Delegado de policia que o prendeu: Mas lógico, foi uma troca de favores; afinal uma mão lava a outra! E antes de terminar o mandato Lula promoveu o Juiz que liberou o sócio do seu filhinho genial! Esta deve ter sido uma das promessas que Lula cumpriu! Outra deve ter sido feita aos seus amiguinhos que defendem o Italiano assassino! Pois este também ganhou cidadania, talvez seja indenizado e até ganhe uma aposentadoria por ter ficado preso no Brasil! Por isso não tem verbas para dar o aumento digno aos aposentados, não tem para a saúde, não tem para a educação! Mas estamos vendo que os corruptos têm muita facilidade em criar bodes expiatórios para assumir a responsabilidade por suas culpas! É só contatar a mídia, e com sensacionalismo armar bem os policiais, dar uma volta pela periferia, ou então subir nos morros; invadir residências e apresentar para a sociedade meninos descalços e sem camisas e dizer que estes são os responsáveis pelo aumento da criminalidade, pelo trafico de droga! E os policiais nem percebem que duas vitimas do sistema estão sendo jogados uns contra os outros para defender os verdadeiros comandantes do crime organizado que esta enraizado no país!
Esta história é antiga; e os verdadeiros responsáveis; são aqueles que para se elegerem prometem milhões empregos, prometem casas populares, prometeram justiça social e justa distribuição de renda; e depois de eleitos estão extorquindo a sociedade com altas taxas tributarias, e defendendo os verdadeiros bandidos, e até aqueles que antes criticavam para se eleger! Desde o descobrimento somos enganados, feito os índios, que trocaram suas terras por badulaque! Por isso querem a população desinformada e inculta! Desta maneira, fica mais fácil tosquiá-los feito cordeiros, e os empurrar para os currais eleitorais! Por isso as cadeias estão superlotadas de gente pobre e analfabeta! E ainda dizem que cada preso, daqueles que estão embolados em pequenos cubículos, custa ao governo; ou seja, para o cidadão pagador de imposto, quatro mil e quinhentos reais! Mas eles sabem que muitos pais de família trabalham de sol a sol a troco de um salário mínimo de quinhentos e poucos reais! Isso quando consegue emprego: E é com este salário que é obrigado a se manter e sustentar sua família! Estes nossos representantes políticos, superfaturam desde a construção do presídio até a estadia dos presos, e isso já vem de longa data! E nem assim a mídia vendida com seu sensacionalismo divulga nada a respeito? É simples: Tem muita gente obtendo vantagem, e eu aqui falando bobagem! Mas eu insisto: será que uma faculdade em período integral custa tanto quanto a estadia do preso? Será que a cadeia é mais instrutiva que uma faculdade em período integral senhores canalhas?
E os senhores onipotentes, continuam fazendo suas turnês, à custa do sangue e suor deste povo humilde e desinformado, enquanto vão se passando por salvadores da pátria, não é mesmo?
Se o italianinho continuar preso, ele terá mordomias e custara mais de quatro mil e quinhentos reais mensais aos pagadores de imposto; mas se for entregue a Itália, não haverá mais embaraço na relação Brasil Itália, e o bandido deixara de ser um peso aos cofres Públicos!
Pois se não tem verbas para as necessidades básicas, como educação saúde e segurança; que a Itália e o bandido, resolvam seus problemas, lá deles não é mesmo?
Que vcs acham desta delonga, senhores defensores da atitude do LULA?