Antissemitismo no aeroporto

[foto: G1]por Lelê Teles – Esporadicamente eu vejo o Fantástico, o show da vida, mas sempre que o faço fico horrorizado. No último domingo assisti para saber se o semanário iria finalmente falar sobre o caso de Januário Alves de Santana, funcionário da USP, negro, espancado por seguranças do hipermercado Carrefour e humilhado por policiais militares sob suspeita de roubar o próprio carro, um EcoSport. O Globo chegou a falar do espancamento, por que o Fantástico não falaria? Ora, porque o senhor Ali-não-somos-racistas-Kamel poderia não gostar.

Mas aí, veja que surpresa, entra uma matéria sobre preconceito. Um gatuno é detido pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos. Tem o corpo recheado de muamba: relógios caros, joias e diamantes, tudo não declarado. No entanto, a reporcagem é sobre a suposta intolerância religiosa sofrida pelo sujeito, um judeu ortodoxo com passaporte americano. A Globo, como já estamos cansados de saber, é muito seletiva e resolveu por esse recorte. O Fantástico entrevistou o homem, mas não sabemos seu nome. No início da matéria ele é descrito assim: “Um judeu ortodoxo de 56 anos se diz traumatizado. ‘Eu fiquei muito mal, pensando no que os alemães fizeram com os judeus, 60 anos atrás. E isso é o que eles fizeram comigo agora no Brasil’”. Durante toda a matéria ele é apresentado como vítima.

O homem reclama que na penitenciária atiraram o seu quipá no chão e, veja você, rasparam a sua barba, o que é um procedimento comum a todo preso. Diz: “Sinto uma grande vergonha. Vou ficar sentado na minha casa sem sair, por um ano, até minha barba crescer”. E por que isso? Porque, segundo um rabino entrevistado pelo Fantástico, “consta na Torá, que é a nossa bíblia, que é proibido você destruir parte de sua barba. De acordo com a Cabala, a parte mística do judaísmo, através da barba, nós recebemos as bençãos divinas”. Ora, mas o homem não estava tentando passar com valiosa muamba pelas barbas da Polícia Federal brasileira? Lembrei-me de Henry Sobel, o reincidente ladrão de gravatas, tratado pela Globo como um doente, um cleptomaníaco. O embaixador dos Esteites, também Sobel, deu um jeito de livrá-lo da cadeia e Sobel deixou o rabinato engordando a sua conta bancária em 10 milhões de lascas. A Globo gosta desses caras.

Ao final da reporcagem do Fantástico não soubemos o valor da carga apreendida, que finalidade teria, quantos dias o engenheiro ficou preso e nem por que foi solto. Sabemos que ele aguarda julgamento, mas a reporcagem já o absolveu. Assim termina a matéria, com o homem confessando: “Quero ir para casa. Espero que eles não façam mais isso com judeus que querem manter sua barba”. Fiquei atônito, olhando para a TV, cofiando a minha barba e pensando: rapaz, esses caras estão tomando uns medicamentos estranhos.


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23 comentários | Dê sua opinião

  1. Alex 24/08/2009 em 6:53 pm

    E a reporcagem deu como motivo da viagem “visita a amigos”.

    Responder
  2. Lelê Teles 24/08/2009 em 7:21 pm

    Glande amigo, os amigos deste cabra devem ser gente fina.

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  7. Clarissa 25/08/2009 em 3:21 pm

    Sempre acompanho suas postagens Lelê, e geralmente concordo com vc, mas dessa vez a Globo deu uma dentro, nossa constituição assegura no art. 5° que ninguém será constrangido devido a suas crenças. E ele foi… Não exatamente q a CF funcione… mas ela existe para ser “obedecida”.

    Responder
  8. Gato Precambriano 25/08/2009 em 3:32 pm

    Eu queria ver é, se isso tivesse acontecido com um muçulmano será que teria a mesma repercussão, e abordagem global.
    Algo me diz que não.

    Responder
  9. Cesar Kiraly 25/08/2009 em 7:13 pm

    Cá entre nós, vocês não fazem idéia da dimensão da besteira que estão falando?!? Além do que não fazem idéia da dimensão do desrespeito que estão a cometer. Comentar matéria sobre anti-semitismo, quando o correto seria a crítica a possível parcialidade da imprensa brasileira (possível e suposta) além de denominar a reportagem de “reporcagem” – não estou me referindo a qualidade da matéria – mas vocês têm alguma dimensão do mau gosto que é chamar uma matéria sobre anti-semitismo de “reporcagem”?!? Vocês entendem o quão ofensivo isso é para um judeu?!? Cá entre nós, não entendo o porquê de ao se criticar a qualidade do jornalismo brasileiro, tenham que agir com tamanho desrespeito. Uma coisa é comentar a falta de qualidade do jornalismo brasileiro a privilegiar um fato banal como a apreensão de mercadorias de contrabando, em detrimento da relevância acerca do comentário sobre o espancamento de um homem. Outra coisa completamente diferente é ironizar o quão ofensivo é considerado o raspar a barba. Por certo, que devem contrapor a ofensa ao imaginário religioso judaico com a raspagem de barbas em campos de prisioneiros. Mas por que se deve comparar, e por que a comparação é capaz de reduzir a dimensão da ofensa? Assim devo dizer que costumo ser tolerante com os comentários anti-sionistas e tento sempre entendê-los como comentários que não são anti-semitas. Porque penso que um homem pode ser anti-sionista no sentido de não aderir as teses políticas de defesa do passado de extermínio como algo que deve orientar os nossos enunciados morais para o futuro. Mas não consigo deixar de tomar a “reporcagem” e a ironia acerca da possível dor pela raspagem da barba como de profundo conteúdo, não de anti-sionismo, mas de anti-semitismo.

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  10. Gato Precambriano 25/08/2009 em 7:37 pm

    Cesar

    Sua critica ao post parte do princípio de que houve, de fato, anti-semitismo. Isto é, está comprando a, vá lá, reportagem, pelo valor de face.

    Não está de modo algum claro que o ocorrido com este senhor, pego em flagrante contrabando naõ custa lembrar, tenha sido motivado por intolerância religiosa, ou étnica, logo a pecha de “anti-semitismo” não cabe, IMHO. A menos que se defina a palavra de modo análogo ao que fazem os sionistas, identificando toda e qualquer critica ao sionismo (enquanto movimento politico), e/ou ao Estado de Israel, como “anti-semitismo”. O que é uma falacia.

    Não duvido da sinceridade das convicções religiosas desse individuo (o contrabandista), contudo não me parece que ele tenha recebido tratamento pior, mais humilhante do que outros recebem. Se é para criticar o modus operandi policial em geral, que o façamos. Mas como já disse, tenho sérias dúvidas de que so o ocorrido fosse com outra pessoa, de outro grupo/religião esta receberia tratamento tão generoso do jornal. Aliás, arrisco dizer que não receberia tratamento algum, o fato sequer seria notícia.

    []‘s

    Responder
  11. lelê teles 25/08/2009 em 9:07 pm

    Clarissa, imagine vc a Globo indo às penitenciárias brasileiras e mostrando o qt as religiões dos homens são desrespeitadas. Por que o judeu é tratado de forma diferente? Por que não deram o nome do criminoso? Por que chamá-lo de engenheiro seis vezes?

    Cesar, nada tenho a ver com religião nenhuma. E não acredito que exista um deus que se comunique com uma barba; mas voilá.

    Contrabandista preso recebe tratamento de contrabandista preso, a Globo falou em holocausto etc. O texto diz que a reporcagem deveria falar, se fosse uma reportagem, sobre o contrabando, a finalidade, o nome do criminoso, qt tempo de cana tomou, e não tomar as dores dele, sem mostrar a versão dos policiais. E por que chamar o criminoso de engenheiro seis vezes e nenhuma de criminoso? Que parcialidade é essa? E por que tratar Edir Macedo como bandido e Henry Sobel como um doente?
    É disso que fala esse texto, da parcialidade, da maneira cínica de mostar os judeus como vítimas de tudo e de todos.

    Responder
  12. Cesar Kiraly 25/08/2009 em 11:54 pm

    Prezados Lelê e Gato,

    não tenho nada que ver com a reportagem. Daí que defendo a crítica ao jornalismo. Igualmente, não tenho nada que ver com o senhor que se envolveu com o incidente, e não tenho nada que ver com o modo pelo qual ele vive o judaísmo dele. Mas quando você diz – Lelê – que uma reportagem com um judeu é uma “reporcagem” e ao mesmo tempo ironiza a sentido religioso da barba – e pouco me importa as relações metafísicas entre Deus e a barba, como pouco me importa sobre o que se pode pensar sobre isso – não tenho como deixar de ficar profundamente ofendido com o modo pelo qual está se tratando a minha religião. Agora não entendo o porquê de se julgar o tratamento correto de questões referentes ao preconceito contra os judeus – de se tratar rigorosamente todas as manifestações de anti-semitismo – como uma espécie de vitimização. Por que ao invés de atacar a doença de Henry Sobel você não se ocupa com intensidade de amparar a doença das pessoas em desamparo? Porque até onde entendo: o moral é lutar contra o preconceito nos lugares e trincheiras permitidas pela nossa força de vontade e amparar aqueles por quem temos solidariedade. Não tenho porque não carregar nos ombros o rabi Sobel, mas entendo que queira carregar nos ombros o bispo, e o respeito profundamente por isso. Com ou sem barba.

    Um abraço,

    Cesar Kiraly

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  13. Pingback: potumati

  14. Davi Bueno 02/09/2009 em 7:17 pm

    Eu nunca chegaria a este ponto, mas a cegueira evidente de um sujeito chamado “Lelê Teles” me deixa abismado e irrito e, ao meu entender, se ele é capaz de enxergar algo este deve ser apenas a estrela do PT.
    Um comunicador tão pífio que me causa náusea. E as minhas ofensas acabam aqui.

    Partindo da ideia de livre expressão, concordo que esta pessoa possa dizer o que quiser, mas PELO AMOR DE DEUS, CUSTA PENSAR?

    De acordo com a máteria da globo o judeu foi preso por entrar no país com joias, diamantes e relógios caros não declarados:

    “A polícia descobriu que ele carregava no casaco e no colete itens valiosos não declarados, como joias, diamantes e relógios caros.”
    3º parágrafo do link mencionado no “post” de Lêle — http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1277481-5605,00-JUDEU+DIZ+TER+SOFRIDO+HUMILHACOES+EM+CADEIA+DE+SP.html

    Um comunicador mais inteligente e de olhos abertos iria procurar primeiro saber o por que dele estar carregando tais objetos. É tradição do povo judeu acumular riquesas, esta foi uma das razões deles serem perseguidos pelos alemães (eles tinham tanto dinheiro que estavam dominando o mercado alemão), para outros desavisados seguem dois links de meras referências sobre a ligação dos judeus e seu dinheiro.

    http://www.morasha.com.br/conteudo/ed33/diamantes.htm

    http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/ct01/ctp010901.htm

    Dito isto, vamos supor que ele pôde provar que os pertences eram SEUS (motivo óbvio de sua soltura). PORQUE EM NOME DE MOISÉS uma pessoa inocente, e que sofreu abusos contra sua crença, deve ter o nome declarado para a mídia?
    Talvez Lelê Teles tenha algum sadismo que não demonstrou em seus textos, talvez conheça alguns “skin-heads” que possam eliminar o engenheiro judeu (citado seis vezes como engenheiro – afinal é uma profissão que permite acumularmos riqueza), e assim criar uma notícia de verdade (pois com certeza há uma diferença MUUUUUIIITO GRANDE em ser espancado por ser negro, e ser espancado por ser judeu).

    Sinceramente, só continuo lendo seus discursinhos de diretório acadêmico porque adoro poder desmascarar um imbecíl (ops, ofendi de novo, mas juro que não foi uma ofensa ligada a nenhum PRÉ-CONCEITO).

    .

    Responder
  15. lelê teles 03/09/2009 em 9:23 am

    Bom, um sujeito que usa uma linguagem chula como essa e que prega uma superstição de um Deus que fala com uma barba, é mesmo uma barbaridade. Rapaz, que os Judeus acumulavam riquezas, e acumulam, não é novidade, mas não sabia que era hábito destes antigos criadores de cabra carregá-las amarradas ao corpo, e sem declará-las. Acho que isso se configura uma acumulação ilegal de riquezas, o que achas?

    Não acredito que o Homem que fala com barbas esteja de acordo com esse tipo de acúmulo, o que me dizes? Inocente é? De onde tirastes isso, da reporcagem?

    Responder
  16. Daniel 03/09/2009 em 12:33 pm

    Davi, Davi…

    “pois com certeza há uma diferença MUUUUUIIITO GRANDE em ser espancado por ser negro, e ser espancado por ser judeu”

    Que projeto de ironia mais sem futuro, Davi. O judeu não foi espancado… Se o Lelê tem “cegueira evidente”, tu anda vendo até demais.

    Há uma diferença muito grande em um programa de tevê destacar o procedimento supostamento ilegal da Polícia Federal em um aeroporto (e ela leva gente com mercadorias suspeitas para o xilindró regularmente) e ao mesmo tempo omitir o espancamento de um negro (por ser negro) em uma conhecida rede de hipermercado, inclusive por agentes da Polícia Militar.

    Responder
  17. Davi Bueno 04/09/2009 em 4:27 pm

    TRÉPLICA
    .
    .
    .

    Até onde eu sei, se o item é seu (ou seja, não foi roubado), e este não representa perigo aos passageiros e nem a tripulação (armas, facas, bombas …), e se este também não se caracteriza como drogas ilegais no páis, vc pode levá-lo no seu cú se vc quiser (com o perdão do linguajar).

    Mas irei por partes:

    1.
    “um sujeito que usa uma linguagem chula como essa e que prega uma superstição de um Deus que fala com uma barba, é mesmo uma barbaridade.”

    Eu me pergunto “quem é você” para julgar a crença de um indivíduo? Talvez em outra vida (se é que vc acredita nisso, assim como pessoas ligadas ao espiritismo acreditam) vc tenha feito parte da “Santa Inquisição”. Isso justificaria sua condição de determinar os meios com que Deus se comunica com alguém. Talvez também devéssemos questionar o uso da “Ayahuasca” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayahuasca) usada para a confecção da bebida enteógena do Santo Daime, et cetera.

    Não cabe a mim, nem a ninguém, julgar os modos como as pessoas acreditam estar próximas de Deus — Brama, Olorun, … As pessoas se comunicam com Deus e “O” ouvem como bem entenderem, ou como sua religião determina. Cabe ao indivíduo inserido no contexto julgar a necessidade (ou não) do uso de artifícios para se sentir próximo a Deus. Se não fosse assim, os crucifixos deveriam ser banidos de todos os lares e altares por representarem a total inutilidade (pois se Ele não pode se comunicar pela barba de um crente, então por que “O” faria por um objeto inanimado?).


    CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

    Art. 5º

    VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

    2.
    “… mas não sabia que era hábito destes antigos criadores de cabra carregá-las amarradas ao corpo, e sem declará-las. Acho que isso se configura uma acumulação ilegal de riquezas, o que achas?”

    Ilegal por quê? Declarar bens é obrigatório, mas declarar pra quem e onde? Para um sujeito qualquer de farda?


    _Olha só, tenho uma monte de diamantes comigo, com quem eu falo?

    _É comigo mesmo, venha comigo até meu escritório. Ele fica alí na favela Paraisópolis.

    A pessoa “pega em flagrante” deve ser encaminhada para declarar seus bens, e só deve ser mantida sob custódia caso ela se recuse a declarar a origem, e possível finalidade, dos mesmos (quanto a finalidade, ela declara se ela quiser. Se ela quiser jogar no lixo, doar, comprar uma empresa… isso é problema dela).

    Quanto a carregar ao corpo… Como disse antes, o que é seu vc leva onde quiser (incluindo os trocadilhos infames). Mas vou sustentar minha afirmação através de pesquisa (pois é assim que comunicadores de verdade esclarecem os fatos).

    As duas notícias a seguir são meros exemplos para aprofundar meus argumentos:

    - http://www.parana-online.com.br/editoria/esportes/news/388297/?noticia=DELEGACAO+DO+CORITIBA+TEM+PERTENCES+ROUBADOS

    - http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1274953-5605,00-SILVIO+BRITO+TEM+BOLSA+FURTADA+EM+GOLPE+NO+AEROPORTO+DE+CONGONHAS.html

    Não é de hoje que aeroportos em todo mundo, e não apenas no Brasil, sofrem com o ataque de pessoas mau intencionadas (terroristas, larápios, …), muitas vezes estes estão embrenhados nos aeroportos por meios legais e trabalhistas. Mas não só dentro dos aeroportos, nas saídas dos mesmo o indivíduo está sujeito a violência. Ponha-se no lugar do engenheiro judeu, você está viajando com pertences valiosos (frutos do seu trabalho, herança, negócios …) — tudo isso partindo da premissa: “Todos são inocentes até que se prove o contrário” (uma frase que nunca funcionou neste país, principalmente pra quem não tem poder político. Vide caso recente de José Sarney de Araújo Costa, este sim deveria ser preso primeiro, ter o bigode arrancado, e depois, com o tempo, ter as provas contra sua pessoa colhidas e analisadas).

    Quem de vós deixaria jóias, dinheiro e outros itens valiosos, e de fácil transporte, dentro de malas? Melhor ainda. Quem despacharia sua mala contendo esses objetos, sabendo dos riscos de ter sua bagagem violada?
    Então um argumento pode surgir: “mas não precisava ser levada junto ao corpo…”

    Não? Então como? Alguma sugestão?
    Eu mesmo darei uma…. uma maleta com algemas, lógico… lógico que aquele barbudo ali está levando algo de valor, bora cortar o braço dele se ele resolver bancar o herói”.

    A DAETUR (Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista) tem algumas dicas de viagem:
    http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/servicos/deatur

    (…)
    • Não se descuide de seus pertences em nenhum momento. Cuidado com homens ou mulheres que se aproximarem para fazer perguntas. O ato pode ter como objetivo apenas provocar sua distração. Fale sem deixar de vigiar sua bagagem;

    • Não abra a bagagem em público, principalmente se no interior houver equipamentos eletrônicos e dinheiro;

    • Não manuseie grandes quantias de dinheiro em público;
    (…)

    Eu não sei o que o leitor pensa, mas se fosse o meu caso, eu também levaria as jóias bem próxima do meu corpo.

    3.
    “Não acredito que o Homem que fala com barbas esteja de acordo com esse tipo de acúmulo, o que me dizes? Inocente é?”
    Vide argumentos anteriores

    “De onde tirastes isso, da reporcagem?”
    Não, da racionalidade. Não baseio meus argumentos em uma única fonte de informação. Ademais, também não sou prosélito como sua pessoa.

    .
    .
    .
    .

    —— Quanto ao comentário de Daniel ——

    4.
    “Que projeto de ironia mais sem futuro, Davi. O judeu não foi espancado… Se o Lelê tem ‘cegueira evidente’, tu anda vendo até demais.”

    Onde foi que eu disse que ele foi espancado? Leia atentamente, coloquei como hipótese, não como fato ocorrido. Preciso responder sobre a cegueira depois disso?

    5
    “Há uma diferença muito grande em um programa de tevê destacar o procedimento supostamento ilegal da Polícia Federal…”

    Supostamente ilegal? A GRANDE DIFERENÇA ESTÁ ENTRE:

    a) Manter o indivíduo suspeito sob custódia; e

    b) Atentar contra sua integridade física, moral e religiosa

    (leia o final do item “1.“)

    6.
    “… e ao mesmo tempo omitir o espancamento de um negro (por ser negro) em uma conhecida rede de hipermercado, inclusive por agentes da Polícia Militar.”

    Imagino como foi formulada a pauta do programa.
    Equipe reunida (http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,LAQ814-15615,00.html) e todos falando sobre os acontecimentos recentes.

    _E o caso do Januário Alves de Santana?

    _Aquele cara que foi espancado no carrefour?

    _Sim.

    _O que tem ele?

    _Não entrará na pauta?

    _O caso foi amplamente divulgado, todos os jornais cobriram, até aqueles programas sensacionalistas irão fazer longas entrevistas com ele.

    _Mas é um caso importante, é sobre racismo.

    _Sabe quantas referências jornalísticas existem sobre o caso dele?

    _Não.

    _No mínimo 80 — aqui ou aqui … Ademais. Nós temos algo que não foi divulgado, e que merece no mínimo respeito. Um “engenheiro” judeu (devemos colocar isso muitas e muitas vezes no editorial), foi detido por descaminho. Até aí normal, isso acontece com frequência nos aeroportos, o problema é que desrespeitaram sua crença, acusaram-no sem apuração de fatos e o trataram como criminoso sem ter provas.

    Só pra sanar a curiosidade, incluindo o Amálgama, o número de notícias com as referências de “engenheiro judeu preso” é 6 (seis)
    http://news.google.com.br/news?q=engenheiro%20judeu%20preso&oe=utf-8&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a&um=1&ie=UTF-8&sa=N&hl=pt-BR&tab=wn

    *Obs.: A evasão de divisas é prejudicial ao país que perde com sua não declaração, no caso do judeu, ele estava entrando com bens em nosso país (isso claro, se sua finalidade fosse comercial em território brasileiro).

    .

    Responder
  18. lelê teles 08/09/2009 em 9:02 am

    Mas o que é isso? É preciso escrever um novo corão, é preciso ser tão prolixo para defender o indefensável? O homem entrou no país com jóias não declaradas; isso é crime. Se ele temia perdê-las era só declará-las! Se elas fossem desviadas ou qualquer outra coisa assim, ele poderia ser ressarcido, uma vez que declarou os bens que estava em sua bagagem. O resto é fantasia sua!

    Responder
  19. janini de castro feliciano 08/09/2009 em 5:35 pm

    eu acho isso um abssurdo o que fizeram

    Responder
  20. jaiza de castro feliciano 08/09/2009 em 5:41 pm

    como ainda pode aver pessoas com maldades desse jeito
    precisam de cristo na vida delas que Deus perdoi eles

    Responder
  21. Lelê Teles 08/09/2009 em 5:53 pm

    Aleluia, lembrando que o casal de bispos da Igreja Renascer (Templo é dinheiro) também se utilizou do mesmo expediente que o engenheiro judeu, fez uma engenhoca com o próprio livro sagrado e tentou entrar com uma bíblia recheada de dólares não delcarados no país protestante. O FBI protestou e colocou os fascínoras no xilindró.

    O casal evangélico – uma vez que a Teologia da Prosperidade prega a acumulação de riqueza, como a religião do nosso amigo engenherio – talvez raciocinasse como o nosso bom judeu e como o nosso amigo Davi: por que declarar esses dólares? Vai que eu os levo na minha bagagem e um gatuno me surrupia, vai que eu levo no bolso e um brasileiro me rouba, vai que aparece um escroque mexicano e passa o bigode na minha bufunfa, vai que… vai que cola!

    Responder
  22. Bosco 09/09/2009 em 6:27 pm

    Daví

    “Entrando com bens”. Bem escondidos, não declarados é crime. O fato dele ser um judeu acumulador de riquezas não o coloca acima da lei.

    Quando falta argumento sobra o barraco.
    Isso é próprio de crentes.
    Calma Davi!

    Responder
  23. Fransa 14/03/2011 em 1:55 am

    Não existe aqui qualquer abordagem religiosa.
    Só prá lembrar que o roubo das gravatas pelo sr. Henry Sobel não foi esquecido.
    Estamos em 2011 e o ocorrido em 2007 ainda está presente e vai continuar.
    Não existe justiça, mas existe memória.
    Sr. Sobel, não somos idiotas !!!

    Responder

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