Amantes, de James Gray
por Jean Garnier — “João amava Teresa, que amava Raimundo, que amava Maria, que amava Joaquim (Phoenix)”… esse pequeno trecho do poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, poderia ser um ótimo resumo do que mais ou menos acontece no filme Amantes (dir. James Gray, estreia hoje), um filme sincero sobre frustrações no campo do amor, no qual várias pessoas abandonam a razão para focar na emoção.
A história é centrada em Leonard Kraditor (Joaquim Phoenix), um judeu bipolar depressivo e potencialmente suicida, com pouco mais de 30 anos e que mora em Nova Iorque. Enquanto atravessa um período de desilusão após o fim de um relacionamento, duas mulheres vivem ao seu redor simultaneamente, sendo que uma nem imagina a existência da outra. Seus pais querem que ele se case com uma delas, filha de um amigo, a atraente e simpática Sandra (Vinessa Shaw). Só que nem tudo é tão fácil assim e quando Leonard está se aproximando da garota, surge a misteriosa loira Michelle (Gwyneth Paltrow), uma vizinha mais velha do que ele, viciada e apaixonada por Ronald Blatt (Elias Koteas), um bem sucedido advogado, casado e que banca suas despesas.
O filme é equilibrado e as indecisões viram parte do conflito entre os personagens. O protagonista teme em dar um passo no desconhecido, se vê dividido entre a mulher apaixonada e a mulher confusa. Mesmo cuidando para não magoá-las, resolve se previnir, com medo de ter novas grandes frustrações. Ao mesmo tempo em que Leonard é seco e evasivo com Sandra, ele é totalmente solicito com Michelle. Há ainda sua mãe, Ruth Kraditor (Isabella Rossellini), a figura protetora preocupada com o filho. A direção e o roteiro de James Gray (Os donos da noite) conduziram de forma intensa e envolvente esse melancólico e sombrio filme, oferecendo a sua visão de uma solidão amarga e um amor promissor.
Phoenix, em outubro do ano passado, afirmou que iria abandonar a carreira de ator para ser cantor de hip hop –- a entrevista que deu ao apresentador David Letterman até hoje é motivo de chacota, tanto por sua figura caricata, quanto pelas respostas monossilábicas enquanto mascava chiclete. Mas, se realmente Amantes se confirmar como o seu último ato, terá sido uma grande despedida.
leia mais















![- No domingo, manifestantes tomaram a Paulista em protesto contra a ação da PM em Pinheirinho [foto: Pádua Fernandes] -](http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/protesto-pinheirinho.jpg)





Vou ver esse filme. Parece bom.
Eu vi. A critica acima resume bem o filme. Realmente sentimos melancolia e amargura, mas deixamos o cinema apostando no “amor promissor”, o que sempre causa uma boa sensação.
O filme é melancólico e causa, ao final, uma melancolia diferente. Difícil analisar o ato final do protagonista. Inicialmente o chamei de covarde. Posteriormente realizei-me da dor profunda que a paixão não correspondida pode causar. Então ele decide desistir de amar, para ter o coração tranquilo.
Como nos versos de Paulinho da Viola:
“Canto
Para dizer que no meu coração
Já não mais se agitam as ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo de amores perdidos
É um lago mais tranquilo
Onde a dor não tem razão ”
Em certas pessoas amar pode ser uma entrega tão profunda que pode levar à auto-destruição. O protagonista percebe isso, e decide viver, mesmo que abdicando de amar.
Às vezes, em certas cenas, fica-se na dúvida se o amor é lindo ou ridículo.
É uma mescla de ambos.
O filme é bonito, delicado, sincero. Na verdade, parece avis rara (e põe rara nisso!) numa época em que o cinema anda muito brutal por um lado e pueril por outro. É um filme de matizes, indecisões, vacilações, cinzas ao invés de preto x branco. Achei a mão do diretor Gray muito segura. Fiquei comovido com a atuação do Phoenix (realmente, a melhor da carreira dele). Fora isso, há desempenhos muito seguros e bem convincentes de Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw e da grande Isabella Rosselini, que lança olhares carregados de significados como mãe de Leonard. Uma bela produção.
filme muito fudido bom demais acabo de assistir
esse filme mostra a realidade dos fatos
que o ser humano so pensa em si mesmo e o q
traz a propria alegria pra ele nada mais
filme excelente eu recomendo!!!