O que é arte, afinal?

Quadro de Angela Menezespor Tais Luso – Gostar de arte é algo subjetivo, depende de uma porção de coisas. Tenho o meu conceito, mas não quer dizer que seja o certo. É o certo para mim. Alguém pode não gostar da fase do Barroco, Romantismo, Cubismo, Realismo, Surrealismo ou Pop Arte… Mas penso em arte quando ela é pura e verdadeira – não empulhação. Penso no artista quando ele é dotado de dom, de excelente técnica, de bom gosto e de espírito crítico.

Partindo deste princípio, algo de bom estará a caminho. Jamais virá, deste artista, um horror. Por certo ele terá algumas de suas obras mais apreciadas do que outras. Normal.

Horror, pra mim, é o que vejo em certas Bienais:

Vejo uma porção de tijolos empilhados: é arte.

Vejo tocos de madeira cercados de arame farpado: é arte.

Vejo um maluco que resolveu fazer, de um assento de vaso sanitário, uma moldura para espelho: é arte.

Vejo uma montanha de pneus acompanhados de uma placa qualquer: é arte.

Vejo paralelepípedos em seqüência: é arte.

Vejo uma porção de palitos de fósforo colados numa tela de Eucatex: é arte.

Vejo um copo sobre uma mesa: é arte.

Será que tenho de achar tudo isso magnífico e inovador? Chego à conclusão que estou fora do contexto. Não consigo entender de arte. E olha que tentei… Fiz uma força incrível para achar tudo isso uma maravilha. Mas deu errado; algo não funcionou em minha percepção.

Leio e vejo arte em vários museus, galerias, residências, oficinas e igrejas. Vejo obras de Rembrandt, Michelangelo, Da Vinci, Renoir, Cézanne, Salvador Dali, Juarez Machado, Di Cavalcante, Manoel Santiago, H. Perea, Portinari, Manabu Mabe e por aí afora… E depois dou de cara com essas monstruosidades e minha sensibilidade tem de se amoldar rapidamente? Não dá. Sou meio vagarosa. Lerda.

Gosto da Pop Art, embora tenha começado nesta fase a mistura de objetos. Surgiram artistas como Andy Warhol – representante máximo desta arte popular nos Estados Unidos, com sua conhecida Marilyn, entre outras pinturas. Não posso achar ruim Allen Jones, Richard Hanilton, Roy Lichtenstein ou Wesselmann, grandes artistas. Muitos de seus trabalhos são populares e alegres: bonitos e técnicos.

Há artistas espetaculares em todas as fases e em todas as épocas. São muitos. Eu só não gosto de ser enganada. Não quero ninguém tentando me convencer que uma tripa de ferro velho é um avião, e que as asas ficam para minha imaginação… Não quero imaginar.

Arte, para mim, é quando ela tem a capacidade de me emocionar, de me fazer sonhar, quando me dá prazer em olhar e descobrir detalhes, técnica, perfeição e beleza. Enfim, ver uma obra inteligente. E isso existe na pintura clássica, moderna, em todas as escolas e períodos. Arte é o contrário do grotesco, do repetitivo. É imaginação e delicadeza, pois vai ao encontro de nossos sentimentos.

Mas fico a pensar o quanto não seria emocionante ter vários palitos colados em Eucatex e um troço desses dependurado na parede de minha sala… Substituiria qualquer ‘Aldo Locatelli’.

Além de sonhar com essa palitada toda, ainda chamaria essa obra de ‘Palitos em Profusão!’

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  • http://www.natramadanet.blogspot.com Suelen de Andrade Viana

    Pois é! Pois é! Vai entender. Há artes e artes. Gosto do tema e acho legal qdo vc define arte para vc mesma e diz que “é quando ela tem a capacidade de me emocionar, de me fazer sonhar, quando me dá prazer em olhar e descobrir detalhes, técnica, perfeição e beleza.”. Acho q deve ser assim para a maioria das pessoas. O embarasso está na subjetividade de nossas emoções. Por isso que um copo sobre uma mesa pode ser uma obra de arte para quem o criou e não para vc ou para mim. Mas nem tudo pode ser relativo senão vira bagunça né? Adoro as obras de Van Gogh e tenho um amigo cultíssimo apreciador de artes que me diz que as acha “SEM GRAÇA”. Ai, ai..Outro dia eu vi uma obra de arte nos olhos de um garoto. Lê o meu post aí: http://natramadanet.blogspot.com/2007/10/curtas-obra-de-arte-encontro-te-vejo-te.html

    Abraços!!!
    Sue

  • http://www.oslivrosquejali.blogger.com.br Renato Medeiros

    Na semana que passou realizei um trabalho nas ruas de Maceió perguntando a várias pessoas o que era arte. Perguntei a artistas, intelectuais, jornalistas, estudantes, funcionários públicos, vendedores de DVD, donas de casa… Cada um tinha uma resposta diferente. Você acaba de dar mais uma resposta distinta.

    Sinceramente, eu não consigo dizer o que é arte e nem o que não é. Nem para mim e nem para os outros. Eu prefiro passar essa pergunta. Mas acho sincera a sua resposta. Que bom que você já consegue chegar a alguma resposta. =)

    Sobre essas artes contemporâneas, é como dizem por aí: o que tem sido válido é a idéia da coisa e não a coisa. Pode ser uma tela em branco, mas o que a torna arte é a ideía que você imprime subjetivamente nela ou a idéia que o nome da obra sugere. Parece que o sentido se encontr ano título da obra e não mais na obra em si, que antes talvez até dispensaria um título.

    Mas é como disse, eu não tenho condições psico-físicas para dizer se isso é arte ou não. Às vezes não me toca, às vezes me toca e outras vezes me toca de uma forma estranha, que nunca poderia imaginar.

  • http://joaogrando.wordpress.com João Grando

    Isso é que nem perguntar “o que é amor?”, a resposta é um caleidoscópio.

    Mas é preciso respeitar a arte contemporânea e pós-moderna, ela é como um poema feito de objetos, de ações etc: é um pequeno quebra-cabeça que guarda como resultado uma idéia, um sentimento, ou mesmo uma pergunta.

    Eu sempre digo que ela é que nem uísque: os que gostam e já se habituaram a “consumir” obtêm um paladar apurado e sensível a nuances e diferenças minuciosas. Para os que não estão acostumados é do tipo “como alguém pode gostar disso aqui!?”.

    Os artistas que tu citaste certamente são emocionantes, mas a arte é um diálogo longo, e a palavra em si abrange muitas coisas.
    Mas uma coisa é certíssima: arte contemporânea ou pós-moderna é arte sim, tão arte quanto a Mona Lisa ou as gravuras de Goya. Há gente séria que trabalha com isso, tanto criticando quanto produzindo, e há um público que realmente se sensibiliza com sua linguagem. Então não há mais tempo para questioná-la, ela está aí, já há tempos, ao lado de outras modalidades de arte.

    p.s.: bonita a maneira como tu se relaciona com a arte, chamou-me a atenção.

    • priscila

      e legal a arte do romatismo,nos nao somos nada sem a arte.a arte estar em tudo…bjos..

  • Leonardo Augusto

    Concordo com o rapaz acima. A arte contemporânea pode agradar a outras pessoas assim como a arte clássica.

    A minha forma de arte favorita é a música. O que eu posso dizer é que as composições de Beethoven, Bach e afins sempre vão ser grandes obras de arte da humanidade, assim como os artistas que você citou (Michelangelo, Da Vinci, Renoir…). Porém, um dos estilos musicais que eu aprecio muito atualmente é o trip-rock, que mistura elementos de música eletrônica e soft rock criando atmosferas hipnóticas e melancólicas como nenhum outro estilo consegue fazer (quem tiver curiosidade, ouça os álbuns mais recentes da banda holandesa The Gathering). Mas, se você perguntar a um purista se ele apreciaria uma mistura de música eletrônica e rock, o que ele diria?

    Acontece que às vezes nossa mente pode se restringir muito a uma certa vertente da arte e nós acabamos por duvidar do caráter artístico de algumas obras. Não estou dizendo que a sua mente é fechada, mas as vezes é necessário um contato muito maior com algumas formas de arte para que nós encontremos a sua verdadeira essência, mesmo que ela seja um mictório com rabiscos de tinta ou um monte de ferro retorcido (este último realmente me fascina).

    • priscila

      gostei do seu comentário e de suas espressões mexe com a gente….

  • Marcos Araujo

    Só tenho mesmo que fazer um agradecimento emocionado para a Tais Luso, que conseguiu me traduzir tudo, mas realmente tudo o que eu sempre senti a respeito da arte, mas que por não ter sido privilegiado por ele, “Deus”, com o dom da arte “arte”, tanpouco da fala ou da escrita donde se ausenta sempre a arte ou o dom, em não se tratando do mesmo ser intangível, da elaboração de idéias objetivas e claras, jamais conseguí, eu mesmo, definir.

    Muito obrigado minha admirada expoente, se expoente já não é, por sí só, admirada.

  • Artista Li

    Até entendo que tenha dificuldade em compreender como um copo sobre a mesa pode ser considerado ‘arte’… Mas sempre foi assim: arte é o que as pessoas responsáveis pelo campo artístico dizem que é arte. Ponto. Se essas pessoas estão vesgas, talvez a sociedade (que permitiu serem estas pessoas as julgadoras do que é arte) também esteja vesga.
    E as coisas são assim: quando os primeiros trabalhos Imprecionistas apareceram foram chamados de “borrão grotesco” e repudiadas como sendo um “horror”…

  • http://www.realismofiel.blogspot.com/ Eduardo Fiel

    Não sou crítico de arte, marchand ou curador.
    Sou pintor. Realista. Por experiência, conheço as necessidades de expressão do artista e os imperativos do mercado de arte.
    Se à primeira vista, algo for apresentado como “arte” e parecer um engodo é porque o é.
    O primeiro sinal de engodo é quando diante da “técnica do objeto” você pensa: Um macaco faria (melhor).
    O segundo sinal é quando diante do “conceito do objeto” você compara: Se isto é arte, o que é arte?
    Engodo é a arte dos oportunistas.

  • Josué Luiz

    Depende de como ele conseguiu a peça se no ferro velho ,é arte se no lixo é solidário com os catadores e colecionador de quiquinlharias

  • http://www.blogleudo.blogspot.com Leudo

    A arte é exatamente isso. É essa possibilidade de abrir instâncias que fogem do óbvio. Há muito de peças decorativas que chamamos de arte. Não deixa de ser. Pois, a mão de alguém se ocupou de moldar nalgum material e, criando um movimento, ocupando o espaço vazio. Não há relatividade na arte. Há admiração, ou, indignação,mas, nunca o desprezo. Afinal, nem toda beleza deve está esculpida em carrara. Ou na estampa esguia da Gisele Bütchen.

  • Gaby Vicari

    Oi!
    Primeiramente, concordo que arte é uma questão de gosto, como você disse gostar da Pop Art e Andy Warhol, por exmplo, tem gente que não gosta, que olha para as cores simplesmente em cima das fotos e diz “qualquer um faria isso”, mas o importante não é olhar para a tela e buscar apenas a sua emoção, observar um objeto artistico, seja ele pintura, escultura é também se colocar na posição do artista, da sua época, compreender esse sentimento ajuda. A maioria das pessoas que conheço não entende o sucesso de Picasso, por que não entendem a intenção da sua pintura, a questão do ver de vários pontos de vistas diferentes em uma mesma tela, a maioria prefere Renoir, Michelangelo, que buscam a aproximação com o real, o abstrato é extremamente deixado de lado pelos “leigos”.
    Mas quando for a uma galeria, procure saber o tema, a intenção do artista, por vezes o que vale é apenas a tentativa de expressão, de comunicar, de tentar representar os desejos da sua época…

  • andré

    Olá Tais,
    Não me leve a mal, mas percebo que você conhece bem pouco de história da arte e nada de filosofia da arte. Os objetos surgiram na arte como obra, pelo menos cinquenta anos antes da pop-arte…
    E como tem coragem de publicar esse seu ponto de vista, a respeito da arte, percebeu que ja arrastou varias pessoas para uma opnião fechada. O belo, a mímese, o puro conhecimento técnico, enfin, isso foi a estética de Platão durante o Renascimento em 1500, penso que você poderia abrir um pouco o pensamento. Tudo bem que eu ache estupido seu ponto de vista, mas o que quero dizer é que, a arte é uma só, em qualquer periodo em que ela se desenvolva, não é um todo fragmentado, como você julga, é uma “esféra sólida”. O que temos que fazer, é enchergar cada transição da arte, com os olhos do contexto histórico de sua época, gostar ou não, pouco importa, porque tudo é consequência de tudo na arte.
    Mas é natural que alguem que afirme “NÃO QUERO IMAGINAR”, e ainda publica isso na web, tenha uma visão tão reacionária.
    Meu, tetnte sonhar um pouco, imaginar é nossa maior destreza. E por favor, mais respeito ao se referir, a uma das profissões mais sagradas do homem, poupe nos dessas imbecilidades…

  • http://wwww.pianistaboxeador21.blogspot.com Daniel de Souza Lopes

    Toda arte que precisa de explicação em excesso me desagrada. Quando vou a uma exposição e vejo algumas dessas aberrações que vc citou, com uma plaqueta embaixo, explicando tudo o que o cara quiz dizer, chego a ficar enjoado. Pq arte é uma metáfora tão pessoal que toca fundo, e chega a se tornar universal, por mais paradoxaL que isso seja, ninguém precisa dizer mais nada.
    Parabéns

  • Augusto

    Só discordo quando você diz que o artista tem que ter “espírito crítico”. Tem que ter coisa nenhuma, espírito crítico em relação a que? Visão marxista da arte? Seria isso? A Arte não está a serviço de ideologias, o artista que cai nessa armadilha está servindo de bucha de canhão para políticas malígnas e sua obra fica totalmente desprovida do valor estético essensial.

    • Bosco

      Se você fosse ao Aurélio e visse o significado da palavra ideologia, talvez quem sabe, revesse a sua opinião?

  • Fabiano Jorge

    Certa vez escutei dizer que não há arte com A maiúsculo e realmente é verdade. A arte varia de pessoa a pessoa, técnicas diferentes, localidade, e outros.

    As opiniões são as mais variadas como disse o colega acima, mas é indiscutível que uma verdadeira obra de arte altera nosso estado de espírito.

    Foi uma boa contribuição para eu entender um pouquinho mais de arte.

  • Trina Wini

    Acredito que o ser humano vai se adaptar consciente ou inconscientemente ao
    meio-ambiente. Se uma tendência, qualquer que seja, conseguir se impor por qualquer meio, terminamos por nos acostumar, e aquilo passa a ser um referencial para os nossos sentidos. Quando uma criança é muito travessa os adultos costumam chamá-la de arteira… Nesse sentido o artista contemporâneo ou pós-moderno poderia ser muito bem chamado de Arteiro! Mas mudando de abordagem, desde que as definições nunca poderão nos aquietar dentro de limites realmente claros e objetivos… Possivelmente a arte pós-moderna é apenas a arte do mundo atual, no sentido de que traduz o nada, ou um todo multifacetado que nos agrada em um momento para no instante seguinte vê-lo embotado, descartado, destituído de todo o valor que possa ter tido naquilo que presentemente já é passado…Como suportar o desconforto da impermanência?! Numa realidade onde grandes mestres de outras épocas nos trazem a memória valores difíceis de serem vivenciados na atualidade, como por exemplo, o requinte de uma técnica ou o desmembrar empírico da sensibilidade em busca da beleza ou da verdade… A arte pós-moderna é certamente um reflexo do mundo real, como eu creio, seja toda forma de criação quando relativa ao tempo e ao espaço.

  • Trina Wini

    Profissao?!
    Tô fora…

  • Júlio

    A arte contemporânea, ou grande parte dela, está nua, como o rei da conhecida estória. Mas os artífices de tal logro conseguiram convencer a maioria do reino com a lorota de que o sentido e a beleza dessa arte só são dadas a ver a pessoas de espírito superior, dotadas com mais alto grau de sensibilidade, inteligência e cultura… E assim caminha solenemente a procissão dos entendidos, até que algum moleque de rua, desses que sabem rir de uma boa piada, num momento de aperto e inspiração, resolve usar o mictório para o que ele serve…

  • Daniel Lopes

    Augusto, me cite dois artistas sem ideologia em sua obra. E cuidado, que a ideologia da não-ideologia é a mais perigosa (e intelectualmente pobre) de todas. Abraço.

  • Trina Wini

    Era uma vez… Um grupo humano… segurando algumas pedras lascadas na mão.
    Eles faziam muito barulho e grunhiam. Os seus cabelos em desalinho, caindo por cima da face rústica. O sol eterno brilhava em um dia claro…Mas esses seres humanos dentro de uma caverna escura e úmida se esforçavam honrosamente em seu intento humano e selvagem… Mas a historia não tem fim!

  • Leomarcio

    Ô Tais, você precisa estudar. Seu problema é falta de conhecimento, leitura e contato com arte contemporânea. Me admira o Yahoo! não ter procurado alguém mais preparado pra falar do assunto…

  • http://moleira.blogspot.com Enzo

    Também não sei exatamente o que é arte, porque é indefinível, pois trata muitas vezes de assuntos e conceitos indefiníveis, não dá pra falar que um copo sobre uma mesa não é arte, mas também não dá pra falar que é. Pode ser que alguém viu significado nele, por incrível que pareça. Coisas de humanos. Também não acho que arte seja ao contrário de grotesco. Vejo muitas artes que são grotescas, chamo de beleza do grotesco, porque algo grotesco pode ter sua beleza ou ser interessante. Mas gostei do assunto da matéria, apesar de não gostar da frieza e desprezo de como tratou os artistas.
    Só por hora!

  • Leomarcio

    Ô Trina, dá uma orientação à Tais para o próximo artigo!

  • http://ladyrasta.wordpress.com Flavia

    Olha, eu nunca estudei nada sobre o assunto mas vou dar meu pitaco do mesmo jeito (hehehe). Arte pra mim é qualquer coisa que atinja o ser de humano (sensações boas ou ruins – arte não necessariamente é bela ou feliz) de uma forma tal que ele seja obrigado pensar. Arte pra mim sempre está acoplada à idéia de reação no sujeito que a vê. Tanto que algo (em música é mais fácil perceber isso) repetidamente repetido (o pleonasmo é proposital tá gente?) passa batido e vc nem percebe o que está à sua frente – é a música de fundo, o quadro pra encher parede, o livro feito em “gerador de livros” etc. Arte não é o contrário do grotesco, pois há coisas grotescas com (muito) valor artístico – mas sim, arte é o contrário do repetitivo.
    beijos!!!

  • Trina Wini

    Olha aeu gostei muito do que a Thais falou. A Thais falou o que ela pensa e sente, ela falou e expôs a verdade dela e isso é muito legal.
    Agora vc pode fazer isso, até porque eu já falei o que eu queria !

  • Zézinho

    Poxa…. quem lê um paragrafo de Deleuze sem saber sobre a história da filosofia engasga nas três primeiras palavras! É necessário passar pela história das coisas… Vou dar um exemplo claro… se fôssemos pensar sua estilística literária dentro do contexto do jornalismo… já se saiu de um projeto falho de “neutralidade” pra um jornalismo mais subjetivo, mais entretenimento, mais ativista…e agora tá você aí…escrevendo no mesmo modelo da literatura de bloggeros (alimentando essa gama de “leitores de orelha de livro”) … se fossemos incapazes de pensar as possibilidades que se colocaram com o jornalismo cultural pela net…vc ia direto pra lixeira, afinal… essa retórica não é a que cabe no jornal nacional (aí vc vai dizer “mas eu não quero fazer Jornal Nacional” – tão pouco um Marcellvs quer fazer hollywood ou um Oiticica quer fazer Monet… ou um Picasso quer fazer Boticceli!… mas todos eles fazem o que fazem por que conhecem quem veio atrás!)!
    Ou seja… há um diálogo com a história que re-significa a obra a partir do seu contexto histórico.
    Pra corroborar a ignorância do pessoal dos comentários basta dizer o seguinte: “quem aí já leu um livro sobre história da arte?!”… Pois é…
    Agora, se você acha que arte tem a ver com opinião… vamos logo queimar esses livros… porque a história é só mais um restinho de coisas a ser empilhado na lixeira de quem não gosta de ler! Afinal…segundo sua postura… o que vale mesmo são as opiniões!
    Mais sorte com as próximas publicações.

  • http://www.olharesdaminhaalma.blogspot.com Miriam Braga

    Oi, Taís
    A arte transformou a minha existência em vida… é pelo olhar do público que a minha arte sobrevive e eu… respiro!
    Não tenho formação acadêmica ou cursos em artes, nunca entrei numa galeria ou museu de artes. Desenvolvi técnica de desenho usando grafite em pó para afrescos. Acervo: 14 afrescos e 600 outras obras, entre desenhos, esculturas e pinturas em telas. Minha arte não está à venda. Não existe absolutamewnte nada mais importante para mim do que a minha arte… nem viagens, dinheiro, carros, jóias… nada!
    Todas as palavras não dizem o que é a arte para mim. .. Te convido para conhecer “Os olhares da minha alma” em
    http://www.olharesdaminhaalma.blogspot.com
    Obrigada. Te espero. Abraço. Miriam

  • Trina Wini

    Zezinho, vc sabe o que esta falando ou vc gostaria de compreender melhor o universo do seu próprio discurso?
    Eu não entendi o que vc falou…Desculpe, mas acho que nem vc sabe … Vc já ouviu falar na filosofia Blábláblá?
    Certamente que não. Essa filosofia explica a realidade como inteiramente dependente do egocentrismo da razão dissociada de outras considerações como liberdade de expressão, ou melhor dizendo, relaxe cara…pare, e não pense!!

  • omar parbato

    a arte constitui uma forma de estar em varios afazedores dela. eu vivo com a arte e sintouma grande emocao pela arte.

  • Cláudio Vidal

    Achei os comentários do seu texto sem graça e jogados. Embora se trate de um texto coeso não é mais profundo que um monte de palitos grudados ou um copo descartável colocado sobre uma mesa…

    Este primeiro parágrafo não expressa minha opinião, mas acho que demonstra como o uso de qualificativos como: é arte; é profundo; tem valor, entre outros, implica reunir grandes doses de insegurança misturada com crueldade e um desejo todo capitalista de reserva de mercado (afinal elegemos como arte aquilo que, normalmente, queremos que seja digno de entrar num determinado circuito de valor e, bem lá no fundo, a lógica do capitalismo é mais uma lógica de criação de estratégias de inserção em circuitos culturais, sendo o dinheiro uma espécie de curinga neste jogo).

    Com isso, não quero dizer que a pessoa que escreveu o texto é cruel e fútil, mas que teve, durante a feitura desta obra, um momento de crueldade e futilidade do qual nem eu nem ninguém está livre.

    Creio que a arte pós-moderna, ou seja lá o nome que se dê a ela, trabalha em cima dos conflituosos sentimentos envolvidos na necessidade correspondente ao impulso de classificar algo como arte e do quão fútil qualquer obra pode ser quando está desamparada pela crítica especializada, incluindo a opinião dos articulistas de jornais e de websites como este.

  • http://semanadoteatroma.blogspot.com Wagner Heineck

    Adorei a discussão!
    Arte pra mim é essa interatividade… vida! Movimento! Comunicação!
    Parabéns Taís!

  • Trina Wini

    Neste país o céu é azul durante o dia, e a noite…A noite o céu cintila…
    Boa noite para todos!

  • Denis

    É impossível tentar definir ou se posicionar de acordo ou contrário a algum conceito de arte em um espaço tão pequeno sem cometer reducionismos. Mas o que realmente me incomoda é o “arte para mim”, “na minha opinião”, “não estudei mas vou dar pitaco”, etc.
    Concordo que é necessário estudar a história da arte se você quer dar opinião sobre esse tema.
    Assim como é necessário conhecer as diversas manifestações da arte, bem como suas diferentes técnicas, se você deseja ser um artista.
    Do contrário, você se torna um crítico de “achismos” ou um artista espontâneo.
    Os dois casos são desrespeitosos com a cultura humana anteriormente elaborada. Também correm o sério risco de demonstrar ignorância e tentar inventar e expressar coisas já existentes.

  • Marcus

    Bem, antes de mais nada, tambem faço parte dos leigos em historia da arte e nao costumo frequentar museus com assiduidade.. mas enfim quero expressar minha opinião.
    Pra começar, acho q se em algum tempo da historia, a técnica era mais importante que a ideia isso talvez se deva a necessidade do artista se fazer compreender pelos que apreciavam suas obras…acho que essa era linguagem. A pergunta que me vem a cabeça entao é se algo deva ou não ser definido como arte a partir da opiniao de alguem ou se ela o é por si mesma ja que nasceu de um proposito, de uma ideia.
    Talvez o “macaco fizesse melhor” mas nao acho q ele empilharia um monte de tijolos ah naum ser que fosse pra reproduzir outro ao lado ou para escalar e pegar algo inascessivel.
    Bem, me desculpem a quantidade de besteiras empilhadas aeee em cima, rsrsrsrs…mas pra mim arte é arte independente da opniao de qualquer um aqui, nao tem livro de receitas nem material especifico a unica materia prima é a mente do artista.

  • Marcus

    Ahh…e acho q naum deixa de ser arte soh pq naum combina ou naum pode ser colocada na parede da sua sala Tais.

  • flavia simone

    Olá, pessoal!

    Nao posso deixar de expor minha opiniao aqui. Isso devido a uma ligacao que fiz com a chegada de um artista brasileiro na Austria ano passado. Ele expoe suas obras com a frase TODA MERDA AGORA É ARTE. A príncipio é chocante, pois ele percorreu as ruas de Veneza com um tampo de privada no pescoco e na tampa a frase acima que citei. Fomos conhecer as obras dele. Meu marido é arquiteto e amamos arte, ficamos curiosos. PASMEN. Emocionei-me com suas esculturas ás margens de um rio famoso da regiao. Seus quadros me fizeram chorar. Seu conceito sobre arte: ” Antes a minha pintura era como uma salada de cores, até que inseri ao meu trabalho um elemento pictórico dos meus tempos de crianca: Da areia do mar peguei o esqueleto do peixe, com o qual costumava brincar, e o misturei ao meu universo de cores. A realidade, muitas vezes distorcida e caótica, representada nas cores fortes da minha pintura, é amenizada pelo esqueleto do peixe: ele é como se fosse uma verdade, emcima da mentira.” (Fabio di Ojuara) Pra conhcer algumas obras de Fabio di Ojuara entrem no blog http://www.fabiodiojuara.arteblog.com.br lá estao as esculturas que me emocionaram. Fabio está expondo novamente na Europa esse ano. Acho que os europeus gostaram!!! Um abraco!!!

  • GABRIEL LOPES PONTES

    DUCHAMP ESCANCAROU OS HORIZNTES DA ARTE, INCLUSIVE REVOLUCIONANDO O QUE ERA MATERIAL COM QUE SE FAZER ARTE.
    NÃO SÓ PINCÉIS & TELA; CINZÉIS & MÁRMORE; PASTÉIS & PAPEL, MAS TODO & QUALQUER OBJETO PASSOU A SER CONSIDERADO VÁLIDO PARA A REALIZAÇÃO DE UMA OBRA DE ARTE.
    ISTO, PORÉM, SE FOI FANTASTICAMENTE POSITIVO POR UM LADO, POR OUTRO ABRIU CAMPO PRA TODA TIPO DE PICARETAGEM.
    FICOU DIFÍCIL JULGAR, POIS OS CONCEITOS E CRITÉRIOS MUDARAM E SE AMPLIARAM MUITO.
    COSTUMO DIZER AOS MEUS ALUNOS DE HISTÓRIA DA ARTE QUE, DEPOIS DE DUCHAMP, HÁ QUATRO POSSIBILIDADES PARA A ARTE:
    TEM COISA QUE PARECE LIXO, MAS É ARTE;
    TEM COISA QUE PARECE ARTE, MAS É LIXO;
    TEM COISA QUE PARECE ARTE E É ARTE MESMO
    E TEM COISA QUE PARECE LIXO E É LIXO MESMO.
    AGORA, AINDA PERMANECE O VELHO PARADIGMA DE QUE A OBRA DE ARTE , PARA SER BOA, TEM QUE REPREENTAR O MUNDO REAL DA MANEIRA MAIS FIDEDIGNA POSSÍVEL, TEM QUE DEMORAR MUITO TEMPO PRA SER REALIZADA, DAR TRABALHO AO ARTISTA E SER “BEM FEITA”.
    CREIO QUE A VERDADEIRA OBRA-DE-ARTE É AQUELA QUE CONSEGUE SER, A UM SÓ TEMPO, ORIGINAL, EXPRESSIVA E…BELA!
    UM ABRAÇO A TODOS QUE DISCUTEM ARTE E SE DEIXAM IMPRESSIONAR POR ELA
    GABRIEL LOPES PONTES
    ARTISTA, HISTORIADOR & EDUCADOR

  • Lia

    “Vejo um copo sobre uma mesa: é arte.

    Será que tenho de achar tudo isso magnífico e inovador? Chego à conclusão que estou fora do contexto. Não consigo entender de arte. E olha que tentei… Fiz uma força incrível para achar tudo isso uma maravilha. Mas deu errado; algo não funcionou em minha percepção.”

    Pois, o problema é vc considerar que arte tem de ser uma maravilha. Não tem. Arte tem de comunicar, abalar e quase fazer cair as paredes da casa (da sua casa, sua cabeça, suas certezas), pôr a funcionar o homem que pergunta, que se incomoda e que não se acomoda.

    Como a maioria da arte que herdámos até agora é constituída por obras particularmente belas, tendemos a identificar arte com o belo, quando é o grau no belo dessas obras, o “esbanjamento” de belo, que é o factor intrigante, aquilo que põe a obra a falar.

    Um copo sobre uma mesa pode mesmo ser arte se não nos aproximarmos à espera que a arte seja como achamos que ela deve ser.

  • http://www.marcosbuarque.com.br Marcos Buarque

    Como é bom falar de arte, ou simplesmente a arte nos fazer falar.
    A arte ou o modo de ver a arte, mudou e mudou muito, existem muitos
    conceitos quando o assunto envolve este tema, e a coisa é muito mais
    profunda do que se imagina, mais ao invés de tornar-mos o assunto
    complicado devemos tentar simplesmente simplifica-lo e passar a ver
    a arte da forma que vc a concebe, ou seja veja a arte a sua maneira não
    tente fundir seus pensamentos ou suas idéias e tentar desvendar o que
    o artista quis passar ao realizar a sua obra, pois vc poderá cometer um erro
    ao tentar desvenda-la, aja com naturalidade veja a sua maneira dê asas a sua
    imaginação, a arte é a maneira de você ver a arte, mais uma coisa é fato o artista
    quando cria em primeiro plano a arte tem que agradar a ele, a satisfação pela
    realização e conclusão do seu trabalho. Pense mais não funda suas idéias, viaje deixe simplesmente fluir a sua imaginação e a arte se fará presente.

    Marcos Buarque
    Artista plástico
    Salvador/Ba.

  • Livia Maria Salvador-Ba

    Apesar de não entender muito de arte, e por isso mesmo achava que eu estava errada em ter a minha opinião parecida com a matéria acima, também acho que que a arte não é para qualquer um que ponha um copo em cima de uma mesa e diga que isso é arte (ou pode ser?) assim qualquer um poderia fazer qualquer coisa e se dizer um talento artístico, o que não é bem assim. Já visitei galerias de arte até mesmo fora do Brasil, e às vezes fico imaginando o que o artista queria dizer com aquela arte. Arte para mim é o emocionande, é aquilo que você olha e te transporta para algum lugar, e não imaginar o que o artista guiz dizer com aquela obra. Portanto para mim um vaso sanitário não é arte. Será que também estou lerda?

  • Luis Carlos

    Táis, nunca tinha lido nada a seu respeito e passando pelo Yahoo, vendo um mictório logo me chamou a atenção. Olha, pela primeira vez alguém com coragem para dizer realmente o que são todas essas aberrações sem graças de que chamam de arte. Coisa mais sem graça vc ficar vendo mictórios, pratos sujos, palitos de fosforos e, tem muita gente que acha isso muito chique e inovador, simplesmente porque meia dúzia de almofadinhas resolveram enaltecer este tipo de palhaçada. Podem me chamar de ignorante, mas nao vou gostar de uma coisa , só porque pessoas que se dizem entendedoras do assunto acham estas palhaçadas verdadeiras obras de arte. Lixo este é o termo correto.

  • Cleuber Sousa

    Em partes, e muitas, concordo com sua opnião, ela realmente abre os olhos para o que tem por aí que podemos chamar de “encher linguiça”, já fui em várias exposições e bienais e ví de tudo e de todos, na maioria das vezes o que me chama a atenção nestas obras não é o sentido arte mas sim me desperta a curiosidade de querer saber como o sujeito conseguiiu desenvolver aquele feito, como teve tempo para tal e onde está o sentido disto?. Aprecio e valorizo o trabalho de qualquer artista seja ele quem for, mas acho que a arte é algo que tem de nos emocionar, de traduzir sentimentos, imprensionar, causar raivas, alegrias etc… e é isto que não vejo em várias obras que se dizem arte moderna ou contemporãnea, etc.
    Entre milhares de obras de arte espalhadas pelo mundo eu destacaria uma que realmente me faz rever em segundos de observação todas as maravilhas que o mundo e a humanidade podem possuir, que realmente me faz viajar e sentir emoções, eu falo da “Pietá de Michelangelo”, isto sim é arte.

  • RODRIGO – CTBA

    ARTE, MODA, MPB … PUTS ….. SÃO COISAS DE FALÇOS INTELECTUAIS QUE ENVOLVEM UMA PORÇÃO DE GENTE PARA GERAR UM DETERMINADO NEGÓCIO, TUDO É FUNÇÃO DO STATUS QUE É “IMPOSTO” PELA SOCIEDADE FÚTIL; QUE NÃO VALORIZA AS VERDADEIRAS OBRAS DE ARTE. AGORA EU TE PERGUNTO: Você compraria uma obra abstrata que você não “enxerga” nada? Tenho certeza que não.
    OBRA DE ARTE PARA MIM É ALGO QUE GERA UM RESULTADO POSITIVO PARA QUEM APRECIA, O QUE QUE UMA PEÇA DE BANHEIRO FAZ VOCÊ REFLETIR? QUE PARCELA DE CONHECIMENTO VOCÊ SOMOU A VOCÊ?

    SÓ LAMENTO…….ESSA “OBRA DE ARTE” VALE MENOS QUE O LÍQUIDO POR ELA COLETADA.

  • http://alexandrehreis.blogspot.com Alexandre H. Reis

    Se cá estamos no país das opinições, gostaria apenas de registrar de minha perspectiva um brevíssimo comentário. Se observarmos a tragetória das artes plásticas no século XX, poderíamos compreendê-la melhor através da crise moral ou espiritual do século XIX. Como se trata de uma época muito rica em literatura, basta ler com muita atenção (e muito prazer) o romance do escritor russo Turgueniev e compreender o personagem Bazórov, ele antecipa a crise do século XX e XXI: um jovem rebelde que nega o amor, as artes, a religião, a tradição e, sendo ele um materialista, diz acreditar apenas em verdades comprovadas pela ciência de forma experimental. Turgueniev inventou neste romance o termo niilismo, que Dostoévisky exprimirá nos romance Irmãos Karamázov na figura do Ivãn Fiodórovith: “Se Deus está morto, tudo é permitido”. Nietzsche também falará da morte de Deus, pela primeira vez no parágrafo 125 de seu livro A gaia ciência.
    A história da arte do século XX expressa este niilismo, esta ausência de significado, mas isso não quer dizer que Duchamp seja niilista, ou mesmo um Amilca de Castro, com suas obras geometricamente compostas e sem subjetivdade o seja. O século é! Nossa época é. E a genialidade de um Duchamp só pode ser entendida se contextualizarmos o artista: ele compreendeu bem o início do século XX e a crise da arte. Quem hoje pinta como Rubens ou como Rafael, está negando nossa época, é, talvez, talvez, talvez, mais niilista do que quem faz um borrão na tela. Explico-me:
    Nos seus Cursos de Estética, Hegel apresenta uma leitura de TODA as artes ocidentais. Ele termina por dizer que a obra de arte morreu, e isso na primeira metado do século XIX. Se queremos ver hoje uma obra de arte diferente da que vejos nas bienais, com corpos humanos vivos pendurados como qualquer peça num açolgue, deveríamos discutir a própria noção de cultura e de civilização. Pois o que vemos nas bienais, é tão-somente o que temos para expressar no interior de nosso espírito secularizado.
    Também sou pintor (completamente almador e sem originalidade), e minhas influências são sobretudo os artitas impressionistas e expressionistas do século XIX e início do século XX. Coloquei algumas fotos de uns quadros meus em meu blog.
    um abraço a todos.

  • Alexandre H. Reis
  • Jonas Viotto

    Qualquer expressão de uma idéia/pensamento é arte. Achar que algo é arte ou não depende de conhecermos os motivos que levaram o artista a realizar determinada obra, o porquê de cada material, forma, cor, tamanho.

    Taís, como você mesma escreveu, arte é algo que você não entende; por isso seu texto não pode ser considerado uma obra de arte; pois a meu ver não existiu motivo para você escrevê-lo, eu não vejo alma nem intenção por trás dele. Quando você como jornalista (??) conseguir escrever um texto nestas condições, produzirá uma obra de arte, e enfim saberá o que é arte!

  • Welington Luz

    Uma pedra grotesca é arte.
    Arte de Deus!
    Quanta beleza há numa pedra!
    Talvez todo um universo!
    Ou bilhões deles com todas as suas maravilhas!
    A natureza está impregnada da arte do grande artista!
    Saibamos vê-la!
    E apreciá-la!

  • Lucia

    Hitler tinha a mesma opinião sobre a arte do seu tempo!!

  • Fátima Freire – Psicóloga e Professora de arte

    Concordo com a opinião dada por Gabriel Lopes Pontes. Gostaria, entretanto, de fazer uma ressalva quanto à originalidade.
    Muito do que se configura na arte contemporânea, constitui-se numa citação do que já tem o reconhecimento pelo meio artístico e pela história da arte: por sua riqueza e relevância para a ampliação da visão de mundo, tanto dos que criam quanto dos que interagem com elas (a exemplo dessa obra de Duchamp)
    As bases para o entendimento da arte contemporânea, e para as distinções elencadas por Gabriel, estão comprometidas, pelo descaso com que o ensino de arte é levado nas escolas, e, pela falta de clareza quanto à sua importância estratégica para o futuro do pais,num momento em que, os meios de acesso ao conhecimento (a exemplo da internet) não é o gargalo, mas o uso criativo e apropriado deles… Faz-se necessário outros olhares, os inusitados olhares artísticos.
    Queiram ou não, essa arte é o nosso espelho, mesmo que não gostemos do que vemos nele!

  • Guylherme

    Nao entende o dadaismo? Nao sabe o que eh um ready made? Desconhece a interacao arte / espectador? Prefere uma arte pronta sem que voce tnha de pensar ou refletir?
    Boas razaoes para voce estudar a historia da arte, nao acha?

  • Guylherme

    Procure um livro chamado “Dadaismo e Surrealismo – Sonhando de Olhos Abertos” eh um bom comeco.

  • Kovales

    Um excelente comentário!
    Concordo que existe um monte de gente tentando se passar por artista e não são na verdade.
    Já vi até uma cadeira rasgada em uma exposição de “arte moderna”. Se é moderna, pq a cadeira velha e rasgada está lá?
    As escolas de arte precisavam ser “modernizadas”, e parar de incentivar esse tipo de coisa, que só me causa desilusão ao ver uma coisa dessas.

  • Débora macedo

    É, vejo que vc não entende mesmo o que é arte!

  • sergio j borges

    Finalmente alguém com capacidade de dizer o que maioria das pessoas pensam, não sou conhecedor de artes, obviamente que não por opção e sim devida uma pobreza intensa e uma total falta de extrutura familiar, mesmo assim admiro pessoas que tem o senso moral e crítico de dizer a verdade, parabéns por dizer que não tem arte em um miquitório e muito menos em um monte de palitos amontuados, pra quem é leigo é dificil entender picasso, mas quando vemos um na parede mesmo assim se vê que é chique, bonito e percebemos que apesar de não ter conhecimento técnico sobre o assunto vemos que aquilo é arte.
    Mais uma vez parabéns pela sua atitude, quisera nós termos mais pessoas com coragem e menos bajuladores de “artes sem sentido”.

  • Ednardy

    Absolutamente perfeito sua critica….. você tirou da garganta de muita gente o grito que tanto queríamos dar…. isso me lembra um episódio de “Pink e Cérebro” em que Cérebro manda Pink jogar tinta ao acaso em telas em branco e vários críticos chamam aquilo de arte, e para arrecadar dinheiro ele faz isso em massa para juntar bastante “arte” para vender………o contesto da coisa e a seguinte hoje em dia qualquer coisa que você consegue fazer e expor em um bienal ou o que quer que seja isso e arte…. para mim isso e incapacidade e falta de coordenação motora.

  • Jonas Viotto

    E para os demais que acham um mictório um “lixo”; vamos entender que Marcel Duchamp foi um artista inserido no contexto do ápice da Segunda Revolução Industrial, das linhas de montagem e produção em série.

    Sua obra é uma crítica ao Industrialismo, quando os objetos deixaram de possuir o toque manual, a individualidade e passaram a ser todos iguais, sem personalidade. Em sua obra, Duchamp diz através de suas OBRAS DE ARTE: “Hei, será que eu consigo encontrar alguma coisa nesta roda de bicicleta, neste mictório, neste banco que me faça crer que foi mesmo produzido por um ser humano, e não por uma máquina? Posso crer que há arte na produção industrial?”

    Tendo este conhecimento, não é tão mais fácil encararmos estas manifestações como arte?

    Taís, como você disse, você está “fora do contexto” mesmo. Procure antes de dar sua opinião estudar mais sobre o assunto discutido. Por favor, não preste um desserviço aos que acessam este blog.

    Jonas Viotto
    Designer

  • Ricardo

    Acredito na arte por me fazer contemplar um punhado de materiais idealizado e organizado na forma do artista, seja tinta, tijolo ou arame. Seja pela técnica, estilo, época ou sentimento. O que importa, para mim, além de sentir o que me toca (mesmo que pouco tenha me tocado) é também tentar entender “qual é” a do artista, mesmo colocando um copo d’água em cima de uma mesa tento saber que tipo de beleza estética ou ideal que lhe despertou ao ponto de querer compartilhar, expor ou nos instigar ao mesmo que sentiu. É uma questão de empatia no olhar.

  • http://superperolas.blogspot.com Super Pérolas

    Hoje em dia, não se tem mais o conceito do que é arte ou não. Existe até uma música que fala que vai pegar um pedaço de bombril e uns arames porque isso é arte, ridicularizando o exagero das pessoas de que tudo é arte.

    http://www.superperolas.blogspot.com

  • kijuyhgtrt

    não

  • http://daianetorres.blogspot.com Daiane Torres

    Pouco entendo, mas não pude deixar passar em branco depois de ler tantos comentários, alguns árduos e sem fundamento. Mas o que chamou mais atenção foi a forma que alguns “conhecedores da arte” criticaram a Tais sem ao menos saber utilizar o português correto, escrever errado é arte?
    Marcel Duchamp é o iniciante do conceito “ready made” , que leva um elemento do cotidiano para o reconhecimento artístico. Duchamp se opõe à arte que agrada à vista e justamente o que quer é o conceito cerebral, que o público reflita através da linguagem da arte!
    Para mim, toda e qualquer forma de expressão é arte!

    bjos

  • Renata

    André,

    Interessante a tua colocação.
    No entanto, meu caro, pegou super mal escrever “enchergar” com ch…
    Escrever bem também é uma arte! Não consigo usar a “imaginação” ao ler um texto crítico e me deparar com tamanha gafe. Estas escorregadas imperdoáveis no uso da nossa língua portuguesa são uma tristeza. Desqualifica o texto e o autor. Explico: a pessoa em questão demonstra, claramente, conhecimento teórico, cultural etc.
    Lamentável.

  • Rodrigo

    Concordo em alguns aspectos com vc. Se tudo é arte, então nada é arte. Mas o conceito de beleza ou êxito artístico por muitas vezes também está associado ao grotesco e ao espanto tanto quanto ao ‘bunito’ e harmônico. O objeto artístico induz sensações! É a sua condição dionisíaca, muito defendida por nietzsche, que nos enebria. Tal qual Marcel Duchamp, contestar o conceito de arte é uma forma de fazer arte.

  • http://www.fotolog.net/diguimzis Rodrigo

    É simples dizer porque tantas diferentes respostas para dizer o que é arte. Isso ocorre com vários outros assuntos e a resposta é simples.

    ARTE NÃO EXISTE!

    O ser humano tem que se expressar. Por isso, nas suas formas de expressão, apareceram algumas que cada sociedade na qual essa expressão apareceu, uma foi “considerada mais interessante melhor”, não sei porque, mereceu destaque, pelo sofrimento que mostrava com mais habilidade, pela boa capturação da realidade, não interessa.

    No final, começou a surgir os conceitos que arte era o “belo”, mas o que é o belo? Arte é a “verdade”, mas o que é a verdade?

    Na verdade então, foi percebido que arte é nada mais que uma expressão que é mais acolhida pela sociedade egoista.

    Esse tipo de coisa, por exemplo, não acontece com os budistas que não se preocupam em considerar algumas coisas melhores que as outras, eles simplesmente apreciam tudo. A arte, nesse caso seria tudo?

    Arte é um defeito fecal na cabeça da gente. Parem de achas que as formas de expressão de um é melhor que a dos outros! Se as pinturas de picasso fossem feitas na época de roma, ele levaria no **. Tudo tem seu tempo, arte é modinha sem futuro. Arte é apenas mostrar para os outros no “mundo concreto”, o que se passa na cabeça de uma pessoa, ou a tentativa de imitar a realidade. Nos dois casos é apenas egoista, ou imitação sem valor.

    • ananda

      uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
      amigo

  • Solano Souza

    Não existe definição para as ARTES.
    Há os que sabem apreciar o que é bonito…outros são apreciadores dos horrores !
    Solano Souza
    Pintor Expressionista

  • Onei

    A Arte é subjetiva, porém há espaços para artistas acadêmicos ou amadores onde podemos encontrar algumas pérolas e outros espaços para artistas consagrados e para esses pagamos ingressos e normalmente não nos deparamos com surpresas óbvias.
    Imagine as seguintes obras de arte abaixo:
    – um quadro escrito à lápis comparável à um desenho de uma criança de 3 anos de idade e está em uma exposição somente porque o artista começou a tentar desenhar com a mão que ele não tinha prática – no caso do artista ser famoso é mais fetiche e fato curioso do que arte…ou então classificamos como arte à nível de pré-escolar.
    – uma moça coloca uma réplica de uma bomba em algum lugar de uma exposição de arte e depois que todos saem alvoroçados e chega a polícia, ela explica que fez aquilo (arte?) para ver a reação das pessoas – parece mais experimento científico, brincadeira de mal gosto e com certeza uma atitude infeliz. Arte? Com certeza, mas prefiro os sustos de família que tomo em casa. Existe muito mais arte!!!

    Porém, defendo essas manifestações artísticas como defendo que toda criança ou adolescente faça sua arte para desenvolvimento próprio. Porém, artistas bons devem ter seu espaço longe dos que tem o dom da arte de enganar ou se camuflar. Posso pagar até meia passagem de ônibus ou dar um quilo de alimento para uma arte de baixo nível, porém muitas não pagam o ingresso.

    No fim, imagino que temos uma capacidade mínima para distinguir boa arte de tentativas (erros e acertos) e enganação.

  • Renato

    Quero agradecer aos que aqui demonstram suas opiniões e virtudes. Sem diálogo não teíramos evolução, sem o não saber não haveria o saber.

    A exposição dos fatos po si demosntra o interesse em saber em questionar, em instigar.

    Nenhum artista jamais demosntra o coletivo intencionalmente, ele traduz sim a materialização do bolo gastrico das suas próprias impreções tão egocêntricas que tornam-se públicas, tão belas e grotescas que refletem o humano e por isso se chama arte.

  • Tintanaveia

    Sabe eu estou no quarto ano de artes visuais, mas ainda me questiono muito a respeito.
    Bom de uma olhada no link que leva para uma tirinha que ue fiz a respeito deste tema.

    http://bp3.blogger.com/_byuRy8WoBXw/RrHSkSpLz-I/AAAAAAAAABk/ffBjYwGW-QM/s1600-h/t10.bmp

  • Fabrício Belmiro

    Puta que pariu!
    Querer resumir a história da arte moderna em uns 5 parágrafos e analisá-la de uma forma tão superficial me dá tristeza e preguiça.
    Duchamp quebrou todo o paradigma da arte clássica. Nos faz pensar até hoje sobre o processo de industrialização e globalização.
    O problema não é arte em si mas seus espectadores ignorantes que não sabem analisá-la. Temos que ter uma educação de qualidade e não fazer com que os artistas tenham um discurso mais pobre. Não vamos inverter o processo.
    Arte nos faz pensar, tem que estar relacionada com nossa realidade. Caso contrário vá ouvir o bonde do tigrão (isso me dá náusea).

  • Aderbal Aráujo

    Para entender a arte não basta olhar a obra. É preciso saber qual a visão do artista, quais foram suas inspirações, referências, o que ele quis dizer com aquilo. Não é à toa que em toda exposição de arte sempre há algumas informações sobre a vida do artista.

    Pq a sua opinião, o seu ponto de vista, será sempre sua interpretação pessoal baseada nas suas referências, no seu conhecimento e repertório visual.

    Para entender as diversas formas de arte é preciso entender as diferentes maneiras que as pessoas pensam e se expressam. Daí vc vai poder ver a arte além do que você imaginava ser arte. Pq cada um manifesta seu olhar, sua opinião de uma forma e cada um interpreta de outras formas. Aí que está o valor da arte.

  • jotarai

    Em Duchamp, com a roda de bicicleta, há um objeto criado a partir de dois outros de uso cotidiano, provenientes de uma cultura de consumo industrial, retirados de seus contextos de uso originais, agora selecionados e expostos em espaços institucionalizados como validadores das obras de arte (museus, galerias…). Novamente, está em xeque a validação dos objetos artísticos e o sistema institucional que a alimenta, pois ao transformar tais objetos em arte, o que valida uma obra de arte como sendo arte?

    Essa era a discussão de Duchamp quando expunha objetos triviais e de uso cotidiano (ready mades) nos espaços sacralizados da arte de então. Estava em questão o que torna algo uma obra de arte.

  • CRISTIAN JARDIM

    Quando os críticos de arte fizeram pouco da arte de Monet ,estranhando o seu estilo impressionista e depois tiveram que voltar atrás e admitir que ele era um gênio . A crítica nunca mais foi a mesma e hoje tem receio de dar bomba num mictório e falar que isso é arte , faça-me o favor! eu gosto de assistir as explicações exdruxulas de alguns pseudo artistas dão de suas obras. coragem críticos de arte.

  • http://renowanderley.com Reno Wanderley

    Arte… Isto que está acontecendo aqui é arte, a arte do pensar e dividir o pensamento entre aqueles que apreciam a arte do pensar. Mas mesmo assim e ainda, eu continuo me perguntando o que é “arte”, e a única resposta a que eu consigo chegar é num pós mergulho a mais remota existência humana, e isto me faz sentir e perceber sua manifestação desde sempre. E, “para mim”, arte é toda e qualquer revelação de sentimento e pensamento, a questão da arte está muita mais ligada à essência de quem a pratica, que compreensão de quem a vê; porque todos nós carregamos em nossa essência a arte, o que difere este daquele é apenas seu aparecimento físico, é a coragem de expor o seu belo ou o seu horrendo. O artista que tem coragem de materializar seu sentimento está fadado a ridicularização ou não, mas a arte não pode ser medida pelo resultado da manifestação do ser enquanto expectador, mas a sua simples reação já conota para o artista o alcance do seu pensar, e isto não se mede pela aceitação, pois a própria rejeição é uma manifestação resultante da atenção dada a obra, e é isto que importa na arte, a atenção que ela recebe, o resto se manifesta fora dela, e é assim que ela se estabelece como arte, muito mais como objeto de aguçamento de pensamento que de admiração. A arte não pode ser apenas um simples objeto de enfeite, tem que mexer e mixar e confundir e esclarecer. Creio eu que, a arte não pode parar no tempo, e assim, o que antes se manifestava pela capacidade de retratação do visível, vem hoje retomar o conceito da importância do pensamento já quase esquecido em sua maioria, pois, pensar com palavras é de uma compreensão mais acessível, porém é necessário compreender que a precisamos resgatar o pensamento, e não se resgata pensamento sem este instigar, mesmo que ele seja para alguns, horrendo e ridículo. Assim podemos explicar ou não explicar a arte, por ser ela uma parte revelada e outro tanto velada, pensá-la com certeza mudará o conceito do horrendo para o belo, do incompreensível ao compreensível, e toda ela será compreendida tanto para aquele que a pratica como para aquele que a aprecia.

  • Marla

    Oi Taís
    Valeu.! Não importa se voce entende ou não de Arte. Só essa discussão sobre o tema já foi importante. Que riqueza de discordâncias. Pessoas trazendo seu conhecimento, partilhando suas idéias.. Isso que é válido. Graças a Deus existe, em nosso país, a liberdade de expressão. Discordar faz parte do discurso.

  • Bárbara

    Ô assuntinho polemico!
    É simples vc olha, aprecia o trabalho de pinceladas cores bem escolhidas , formas bem feitas, é claro falando de pintura e escultura que estamos falando, … é Arte.
    Esse blábláblá de arte conceitual é no mínimo ridículo. Tijolo é p/ construção , palitos p/ acerder o fogo, copo p/ beber, cada coisa tem sua função , não se deve criar polêmica dizendo : O que é arte? Todo mundo sabe o é arte, e má fé é se aproveitar da ignorância dos outros. Uma vez fui a uma exposição tinha uma espécie bolha de espuma toda preta por dentro e por fora a gente entrava na bolha de espuma e sentava em frente a tv de14″ p/ assistir ao video de uma endoscopia , por favor, isso não é negociável, endoscopia NÃO È ARTE! Nem os montinhos de terra que tinham ao lado da bolha.

  • http://crisskoester.artelista.com/ CrisSKoester

    – Desde que o homem é homem ele deixas as suas marcas, representando seu tempo, seja o homem das cavernas ao homem atual e estas marcas é Arte.
    -Hoje, com maquinas fotograficas em celulares, filmadores etc… marcar, ou representar, ou mostrar o momento presente, despertando sentimentos e contando a nossa historia é mais facil e esta é funçao do artista por tempos e tempos.
    – Um copo sobre a mesa no museu é arte, assim como a casa feita de pets cheia de pedacinhos de papeis feita pelo morador de rua em uma esquina qualquer , são marcas no tempo contado sua historia que despertam sentimentos assim como uma musica seja uma obra de Bach ou aquela do jornal que agente logo pensa “lá vem tragedia”… Sua importancia na historia é outra coisa…. Sua representativida… seu valor ou beleza… é outra discussão…que ainda bem, vai variar de PESSOA para PESSOA e da sua visão de mundo e seu interior.
    -Arte grotesca de hoje, para muitos sem sentido representa o real que vivemos, que por seculos ficou escondida… e o copo sobre a mesa ou o mictorio? … estamos nóis, discutindo sobre eles … nos fazendo pensar …com uma serie de sentimentos, então? é ARTE.
    -“Faz-se necessário outros olhares, os inusitados olhares artísticos.
    Queiram ou não, essa arte é o nosso espelho, mesmo que não gostemos do que vemos nele!”diz Fátima Freire lá em cima…. perfeito, concordo …
    -e parabens Tais Luso pela coragem desta discussão … errada ou certa, mais é ARTE!! :)

  • http://renowanderley.com Reno Wanderley

    Oi Bárbara, tá vendo isto é arte, eu não aprecio estas instalações, mas é apenas o gostar ou não, mas dizer que isto não é arte, veja, sem que eu tivesse entrado nesta bolha, assistido esta TV, visto este montículos de terra, posso ao menos sentir o conceito de que a instalou, a bolha, ventre, a tv, uma viagem que todos nos fazemos qdo nele, os montículos de terra, no sentido religioso e quimico de onde viemos e para onde tornaremos, e todos sabemos que nossa matéria tem todos os componentes químicos que a terra tem, e ai, não é a arte de representar o pensamento, que aguça mais que o escrito?
    Deixa de ser arte por não ser uma pintura ou uma escultura? Não creio.
    O que me causa apreensão é o fato de que elas estão recebendo mais atenção por parte daqueles que a permitem em detrimento da pintura e da escultura, ai sim, mas dizer por isso que não é arte, é um tanto preconceituoso, discutí-las, ainda as torna mais importante, talvez sejam arte num sentido mais filosófico, mas o são, isso é inegável.
    Pensar o contráriio não é pecado, mas é se ater aos dogmas da arte, e dogmas não nos conduzem a nada, apenas a vontade humana de transformar seu pensamento em absoluto, coisa que nenhum de nós o é.

  • http://taisluso.blogspot.com Tais Luso

    DIREITO DE RESPOSTA DE TAIS LUSO

    Diante de tantos comentários, positivos e negativos, darei minha resposta dentro da boa educação. Aos que usaram de palavras ofensivas, agradeço também, porém não serei grosseira ou ofensiva, pois não é de meu feitio. Acho que podemos discutir arte, política, religião, aborto etc, dentro de uma certa cordialidade. Sei o que digo, não me intimido com os que têm uma opinião contrária. A minha é esta que postei. Cresci rodeada de artistas plásticos: Pedro Escosteguy (meu tio, com quem conviví desde criança) que, por sua vez, se reunia com Antonio Dias, Rubem Gerchman e outros, em sua casa, em Copacabana, Rio de Janeiro. Citarei alguns trechos que acho necessário para dar embasamento ao que penso:

    “Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Porque se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto”. ( ALBERT EINSTEIN, Como Vejo o Mundo – p 29. ed Nova Fronteira.

    Arte: “hábito intelectual que nos proporciona a reta noção do que exige a correta execução de uma obra”. ( R. Jolivet, ed Agir, 1975 pg 25)

    “Artes: que tem por objeto sobretudo, a produção de uma coisa bela.”
    (R. Jolivet, p. 25)

    “Há muito mais vivacidade que gosto entre os homens; ou melhor dizendo, poucos são os homens cuja inteligência é acompanhada de um gosto seguro e de uma crítica judiciosa”

    “O prazer da crítica rouba o de nos sentirmos vivamente tocados pelas belas coisas”
    (LA BRUYÈRE, ed Cultrix p. 34, 35)

    “…Portanto o ensino deve ser puro, desvinculado de qualquer objetivo prático, e aprodução desinteressada, desligada de qualquer intenção utilitária.” ( FRIEDRICH NIETZSCHE, Scarlett Marton ed Brasiliensep 23)

    ARTE: “ La verrsión alemana de este término (Kunst) se deriva de ‘Können’, ‘ser capaz de’ e significa ‘habilidad, perícia, sabiduria’; denota, por lo tanto, no um ‘ser capaz’ ordinário, sino eminente. También la raiz Del latino ‘ ars’ entrana el sentido de ‘imaginar, inventar, trazar’, además Del de acomodar, adaptar’. Arte y oficio manual coinciden em que ambos producen uma obra SENSORIAL PERCEPTIBEL. ( Diccionário de Filosofia, Walter Brugger. Barcelona: Editora Herder: 1958, p.63.).

    Sobre meu perfil em meu blog, digo a André e outros que não pouparam indelicadezas, que “sou o que escrevo e não o que pinto” uma vez que fica difícil transmitir em minhas crônicas o que transmito na Arte-Sacra: ternura, beleza e compaixão. Essa arte pede apenas isso. E escrevo, naturalmente, movida por outros sentimentos, inclusive ‘pena’.

    Muito obrigada a todos.
    Tais Luso

  • Mr. Pink

    Tais, seu texto é tão kitsch que me admira o terem publicado…

  • Tito

    De fato, como já apontaram, não dá pra levar em consideração uma pessoa que troca X por CH…
    Além de indelicado é burro! Ou melhor, é o tal do burro arrogante, que se reveste de um discurso acadêmico (tedioso, por sinal) e acha que tá arrasando.
    Só cai nessa quem é mais burro que ele e que não percebe a fragilidade do discurso.
    Invandir orkut? Porra, quantos anos ele tem? 16?
    Eu, heim? Tá cheio de louco por aí. Cuide-se.
    Francamente…

  • Fabrício Belmiro

    Acho que Mr. Pink encerrou a discussão! Parabéns, estou contigo!

    • ananda

      dleeeeeeeeeeeeeeee

  • http://taisluso.blogspot.com Tais Luso

    Oi, Fabricio, eu gostaria de encerrar, mas não com Mr. Pink, que empregou uma expressão estrangeira (ofensiva) em lugar de nossa língua, já que todos foram muito claros. Embora alguns, com um vasto e tedioso discurso – segundo Tito – escrito num português que fica a desejar (eu notei e não me manifestei quanto a isso), diria que escrever também é uma arte. Mas pelo menos estes comentários serviram para se falar em arte.
    Boa noite
    Tais Luso

  • http://www.overboestar.blogspot.com Gerusa

    Não tive como ler todos os comentários(estou impossibilitada no momento), então se por acaso falar algo repetido aqui, por favor me desculpem. Mas concordo com o Daniel Lopes (o outro) que se torna muito chato quando uma “obra de arte” necessita de muita explicação.
    Me irrita profundamente as visitas guiadas em museusou exposições.
    Concordo plenamente com os que falam que arte é algo que causa emoção, que mexe com teus sentimentos. E esta semana fui a uma exposição de arte contemporanea voltada ao público infantil…Foi a primeira vez ,confesso, que achei arte contemporanea legal. Tinha lá uns trabalhos da Yoko Ono, que eram verdadeiramente tocantes, mas o melhor foi que eu não precisei ler as plaquinhas pra entender o que ela queria passar, pois se tratavam de coisas universais como sonho, esperança, imaginação amor e paz. Daí posso até me arriscar a dizer que toda boa arte é aquela que sabe retratar de maneira clara todos os sentimentos que nos são comuns.

  • http://joaogrando.wordpress.com João Grando

    Taís, tudo bem você não gostar de arte contemporânea ou pós-moderna, até porque você se justificou no texto mesmo quanto a isso e em última instância cada um faz o que quer e gosta do que quer. Mas, como já disse no meu comentário anterior, acho que o mal entendido que lhe rendeu tantas críticas (até mesmo a você e não ao texto) é quanto à não aceitação dessa arte como arte. Claro que isso pode ser uma expressão para dizer que você não a aprecia, mas a impressão que deu foi de que você a nega como tal. E isso sinceramente você não pode fazer. Você pode dizer que não gosta, que não se sensibiliza, mas a negar é o mesmo que dizer que Rachmaninov não é música, é ir contra uma área visual e filosoficamente importantíssima da linguagem (e há uma vasta literatura muito estimulante para contrapor alguns das citações que você usou, que ainda assim podem estar fora de contexto e não necessariamente embasar criticamente sua opinião). É certo que o experimentalismo e liberdade dessa linguagem podem render bons e maus rebentos e claro que pode gerar também engodos vítimas de um sistema de seleção estabelecido, mas não devemos julgar pelos maus exemplos. Digo isso tudo porque acho bonito quem se relaciona com a arte com emoção e eu (e tantas outras pessoas) me emociono também com muitas coisas da arte pós-moderna. Como disse, há excelentes livros sobre o assunto, acho que seria bom para uma pessoa que gosta tanto de arte que nem você tentar conhecer melhor, ampliar sua lista de artistas. Após ler seu texto e ver toda essa polêmica, acabei me empolgando para publicar um texto que já tinha mais ou menos pronto sobre isso tudo, sobre a possibilidade de se gostar dos “palitos em profusão”. Caso tenha interesse, eis o link http://joaogrando.wordpress.com/2008/08/28/a-arte-da-nos-nervos/
    (até para não ocupar mais tanto espaço aqui).

  • http://renowanderley.com Reno Wanderley

    Oi Tais

    Não posso deixar de comentar sobre esta frase que você usou, e me perdoe, não farei como um repúdio a sua idéia, mas um meu pensamento que em se tratando do pensar, creio eu, que antes de tudo temos que nos utilizarmos de nós mesmos.
    Se concordamos que a arte é apenas o belo, que diriamos do “GRITO – Edvard Munch” NÃO SERIA ARTE PELO HORROR REPRESENTADO?
    Eis ai o comentário do catálogo do Museu Munch na Noruega…

    “Nada nesta paisagem conduz ao senso de horror revelado por Munch. Apesar do sol desmaiado, não é o fim do mundo, nem o advento do holocausto, nem o início de uma guerra desastrosa. Ou será tudo isso ao mesmo tempo?”

    Como já citei anteriormente, e creio que toda e qualquer discussão sem indelicadezas é claro, é sádio ao ser enquanto necessidade de busca de conhecimento e elaboração do pensamento próprio.
    Por isso creio que a arte é uma manifestação da alma (psiquê); histórias guardadas e num dado momento expostas, um retrato não mecânico, uma forma de descarregar os nossos sentimentos e pensamentos, a arte não é apenas o belo, assim como a vida não é apenas o bem, como o tempo não é apenas dia, e como os dias não o são um único dia, e como eu não sou você e você não é eu.
    A arte é a manifestação das nossas sensações, arte não é a técnica, mas embora a técnica seja uma arte, as sensações podem evoluir para um processo de conhecimento, mas o contrário é impossível, a técnica não evolui pra o sentimento.
    Por isso parabenizo você pela iniciativa no processo de discussão de algo tão complexo e ao mesmo tempo tão simples, pois podemos ser um e outro, e isso é apenas uma questão do pensar, mas não posso concordar com a frase citada que tomei a liberdade de colar aqui, e pra uma melhor compreensão podemos imaginar um infeliz comentário do grande Vinicius “QUE ME PERDOE AS FEIAS, MAS BELEZA É FUNDAMENTAL”. Será mesmo?
    Se nos atermos a beleza que os olhos procuram, nos perderemos da beleza que a alma encontra antes dos olhos.

    “Artes: que tem por objeto sobretudo, a produção de uma coisa bela.”
    (R. Jolivet, p. 25)

    Arte: que tem sobretudo, a produção dos sentimentos e sensações do ser, algo não inerente ao belo ou ao horrendo, mas ao real e surreal do ser.

    Grande abraço
    Reno Wanderley

  • http://taisluso.blogspot.com Tais Luso

    Caro João:

    Não; não disse nunca que não gostava da arte moderna ou pós-moderna! Acho que as pessoas passam por um texto muito rápido. Disse, sim, que não gostava de coisas específicas, como tijolos empilhados, mictório (como arte, porque não é), coisas enferrujadas… enfim, o mau gosto. E João, não preciso ler a ‘História da Filosofia da Arte’ para aprimorar meu gosto, como muitos disseram. Porém alegro-me com os que pensaram como eu. Lerei seu texto, sim, com muito prazer. No entanto, continuarei com a mesma opinião: tem Arte… E empulhação. Mictório não é arte: é um utensílio para urinar. Mas agradeço sua participação.

  • http://taisluso.blogspot.com Tais Luso

    Reno:

    Não acho que arte tem de ser só o belo, não; porém temos de ter um bom senso em tudo; ou não? As obras de Iberê Camargo refletem não só o belo, mas um estado de alma; suas angústias, e por todos os momentos que passou: são obras de arte! E como.

    Arte é cinema, literatura, teatro, poesia, é pintura, escultura… E pergunto: Não temos literatura ruim? Não criticamos filmes, teatro, poesia dos fulanos… Por que não podemos fazer isso com a arte em si? Criticar um monte de gravetos num salão de museu, ou um ‘mictório’ exposto? Só porque é arte contemporânea? No meu texto, que alguns passaram de fórmula 1, disse que gostava de todas as fases e escolas da pintura. Parece que ninguém leu isso. Reno: mictório é arte? Não consigo ser mais clara do que fui…

    Não existem péssimos atores e que são quase execrados? Existe muito de ruim e muito de bom. Não vejo o porquê de tanta polêmica. Mas, enfim, isto também existe.

    Abraço, também
    Tais Luso

  • http://mchartune.blogspot.com Marilia Chartune Teixeira

    Cara Taís,
    Li o texto e achei espetacular o resultado! Conseguiu criar uma polêmica e gerar uma discussão acirrada sobre esse assunto. A arte gera polêmica desde os primórdios da humanidade, seria uma forma de aproximação, comunicação, e linguagem, mas foi evoluindo e se deformando pela academia.

    Convenhamos, opinião é livre, você deu a sua, Charles Watson, diz que Arte é a única atividade humana que desprende uma enorme quantidade de energia e não serve para nada! Cada um tem uma forma de definir a arte e na minha opinião é uma linguagem usada para explicar a própria linguagem!

    Enfim, Taís, conseguiu estar onde queria, no cerne da discussão! E quantas opiniôes, que sucesso!
    Abraços e continue se expressando!
    Marilia

  • Olivio

    Cara Taís,

    É vero que discutir o conceito de arte gera muita polêmica. Eu me lembro de um tio já falecido que costumava dizer sobre alguns políticos: “Mas esse cara é um artista!”. E o pior é que esses artistas estão por aí até hoje, dando show. Parabéns pelo texto e principalmente pela escolha do tema, que se mostrou certeira! E siga em frente!

  • Maria Lúcia Flores do Espírito Santo Meireles

    Tais, gostei pra caramba! É isso aí, Taís, você é DEZ.

    Arte é isso, é ter CORAGEM para expôr um pensamento e ainda ficar a mercê de comentários e comentários. Isso é que é arte!!!

    Penso assim: se for um artista já consagrado, pode fazer um emaranhado de arame farpado que é LINDO, é uma ARTE, mas se é um artista sem nome, é um lixo, ele é louco. É assim que funciona. O ser humano, infelizmente tende a valorizar o que já é consagrado. Muitos desses artistas de renome, no início foram cruelmente criticados. Isso é normal no ser humano.
    Um abraço,
    Lúcia.

  • http://www.ox.ac.uk Diego

    Para começo de conversa nunca existiram “fases” no que chamamos de arte, e sim movimentos. Fases encontramos em coisas como video-games e a Lua, em liguagem popular até mesmo o ser humano possui “fases”. Arte não. Artista talvez.
    Arte não se restringe ao bem fazer, e sim é um conjunto de fatores que, pelo que pude notar, não possues conhecimento.
    Leia, estude – MUITO – e depois, quem sabe, tente escrever.
    Não ache que o simples fato de “poder escrever” tê dá o direito de criticar um tema no qual és totalmente ignorante.

  • http://www.rejob.blogspot.com Renata

    Arte não é APENAS questão de gosto. Arte não é APENAS o “belo”. Arte não é o que te faz sentir bem, o que te emociona. A arte, assim como a humanidade (coincidentemente, seu produto), pode ser repulsiva, questionadora, ampla, reducionista, boa ou ruim, apenas para citar algumas possibilidades. E o artista não é um “pai de santo”(sem nenhum preconceito com nenhuma religião), que “recebe” um dom Divino, ou a “inspiração”, vinda sabe-se lá de onde. Isso é desrespeitar o artista. Artista trabalha sabia? Artista pensa, esboça, pesquisa, estuda. Arte, além de seu gosto pessoal, é objeto de estudo e pesquisa, é linguagem, é comunicação, é questionamento. É muito mais que um “bem fazer”, que uma capacidade técnica.

    PS: Cabe ressaltar o extremo mau-gosto da imagem escolhida para “ilustrar” seu posicionamento. Não é um copo sobre uma mesa, nem um monte de palitos de fósforos, e, ainda assim, “não me emociona”, a não ser por repulsão a uma produção tão fora de seu próprio contexto.

    Para encerrar: escrita ou literatura, pode ser arte sim, mas a tua está bem longe ainda…

  • http://taisluso.blogspot.com Tais Luso

    Quero dizer algo ao acadêmico de plantão – Diego: dei minha opinião e se não lhe agradou, sinto imensamente. Também lhe indico um bom livro: Dicionário Oxford de Arte, 584 páginas, ed. Martins Fontes. Leia que o senhor encontrará as ‘fases’ que tanto lhe incomodam. E aprenda a não atacar a pessoa, mas discutir o assunto em si, apenas. Fica feio, caro Diego, afinal estamos conversando sobre algo nobre como a arte, não? Seja mais cordial, acho que vai lhe fazer bem.

    E para a menininha Renata, siga discutindo arte e não ataque uma artista – ótima – que pelo que estou vendo nunca ouvir falar. Eu não fiz isso, não dei nome aos bois! Quanto a mim, não se gaste muito; não perca seu tempo com ofensas. Vai lhe aliviar.
    Abraços
    Tais

  • http://www.rejob.blogspot.com Renata

    Bom, se o menininha for carinhoso fico à vontade pra continuar… por que não deu nome aos bois? Não é antiético criticar um artista, como tu mesmo colocou alguns posts acima…Não começou o teu texto falando da questão do gosto? O teu é o gosto supremo por acaso? Acho que não foi isso que pretendesse ao escrever esse texto, encerrar a questão, mas também vejo que não consegues passar disso… da questão do gosto… e aí, independente da repercursão (que imagino que nem tu esperavas) que esse texto tenha, ele sempre estará limitado às questões que tu te propões a discutir… eu coloquei ali algumas, e apenas algumas, questões que pra mim perpassam a arte. Não tenho a arrogância de tentar defini-la como algo fechado…
    Mais uma coisa apenas: quando tu colocas “Será que tenho de achar tudo isso magnífico e inovador?”… mas é claro que não! Existe arte boa e ruim em qualquer período, e o que chega a nós do passado já passou pelo filtro do tempo, e não necessariamente quem representa hoje determinada época era o mais laureado, quando reconhecido, em seu tempo… Mas, se tentar aplicar padrões de julgamento assíncronos, para “apreciar” a arte produzida hoje fica realmente bem mais difícil de conseguir entender… As várias sugestões de filosofia da arte não são mera coincidência, e para quem diz ter se esforçado para entender a arte produzida hoje parece estranha essa resistência em lê-los…

  • http://www.rejob.blogspot.com Renata

    Sou gaúcha sim, e quando digito, vou pulando do você para o tu, porque a linguagem coloquial fica estranha quando digitada ou escrita… não vejo maiores problemas nisso…

  • http://taisluso.blogspot.com Tais Luso

    Renata:

    Sinto muito, este site não é meu, sou apenas uma das colunistas e não vou ‘bater boca’ contigo pela web. Fique à vontade! Mas não bote em minha boca coisas que não disse. Um texto não pode gerar estresse e ofensas quando não é nada pessoal.
    Entenda o texto e fique calminha. Deu.

    Saudações.

  • http://www.rejob.blogspot.com Renata

    Ok, não sou eu quem parece estar estressada, é apenas um ponto de vista que diverge do teu… E discordar é diferente de não entender. Acredito que a crítica faz parte do processo de quem se dispõe a criar e tornar público algo, seja um texto um uma produção artística. Veja pelo lado bom, tua opinião rendeu um debate, que em muitos sentidos foi produtivo…
    Fique a vontade para discordar de absolutamente tudo que foi colocado por mim e muitos outros, essa é a graça de compartilhar idéias, e, afinal, esse espaço é teu. Só não esqueça do
    “Dê sua opinião
    [comentários ofensivos, anônimos ou com e-mail inválido serão deletados sem a menor cerimônia. respeitadas essas regras básicas, qualquer discordância é bem vinda.]” ; )

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  • http://www.veramartinsitajai.blogspot.com Vera Martins Itajaí

    Tais,
    Você tem razão!
    Mas entendo também que a arte não seja só o belo.

    A maioria dos trabalhos ditos de arte para mim são ‘novos conceitos’ ?! que o artista quer passar, como experiência do seu universo particular, ou não, mas infelismente, na maioria das vezes, não nos agrada esteticamente ( respeito o trabalho, não a intenção do artista, querendo ‘revirar’ nosso olhar ou estômago?).

    Ao mesmo tempo, fico até indignada… porque conseguem verba de Lei de Incentivo a Cultura…e muitas vezes não vejo cultura…vejo….
    bjs
    Vera

  • Isaac

    Pois é, querida, concordo com você.

    Dia desses perguntei a uma artista plástica o porque dessa celeuma toda em torno do que seria e o que não seria arte e ela me explicou que essa categoria mais diferente de manifestação, que está surgindo aos montes (como seus palitos de fósforo, por exemplo) seria a tal arte conceitual, onde o conceito, a idéia, é mais interessante do que o objeto. O que vale é a intenção, o que se quis passar.

    Eu acho que arte é muito mais e o objeto é uma chave importante desse processo que se realiza conosco diante de uma manifestação dita artística.

  • Oscar Wilde

    Arte conceitual é um álibi para alguém com crise existencial. É a versão moderna para o conto de Hans Christian Andersen “a roupa nova do rei” onde o “arteiro” finge tecer fios invisíveis, que todas as pessoas alegam ver, para não parecerem estúpidas.
    Arte não deveria separar as pessoas (não é religião tão pouco futebol), ou confundí-las, aliená-las com retórica e sofismo (já que não é política nem “panis et circus”).
    Definitivamente arte não deveria estar infectada pela estética coprofágica e conceitos escatológicos onde instalações como mictórios ou vasos sanitários são experimentos para satisfazer às necessidades desses “arteiros”. Isto contamina a faculdade que nos distingue dos animais.

  • Jack Sparrow

    O oscar vai para…
    sério agora. valeu teu ponto de vista oscar. to ate emocionado. mas q q é estetica copofagica meu camarada?eu não entendo de arte mais sei quando alguen começa a fala fala e não é nada daquilo q to vendo. nen sei se alguen compra essas coisas…deve compra né, pra incentiva.

  • Pingback: Arte Contemporânea: a arte que não é Arte « Caducando, lendo e assistindo.()

  • marcelo de moraes

    eu acho sobre a artes que é uma pintura de uma imaginaçaõ social que é apresentada pela emocão sentimento.

  • http://www.celeirodeescritores.org/gilvaniacavalcante.br Gilvânia Maria Cavalcante

    Arte é a evolução espiritual da natureza humana.
    O que me faz pensar ,ser ou melhor criar!

  • Vera Borda

    Pois eu vi, certa vez, numa exposição, uma instalação do artista alemão Joseph Beuyes (1921-1986), em que havia, dentro de uma sala, justamente um copo, delicadíssimo, transparente, vazio, equilibrado da maneira mais improvável na quina de uma mesa, a qual se equilibrava de modo impossível sobre três pernas, a quarta suspensa do chão. Tudo quase impossível, como que pronto a desabar e a quebrar-se se naquele instante entrasse pela janela uma rajada de vento. Se o espectador conhecesse a história da vida de Beuyes – quase morto numa acidente de avião e salvo por um acaso do destino – entenderia no ato o significado da fragilidade da vida, que podia acabar num segundo devido a uma rajada de vento. Lindíssimo. Emocionante sim.

  • joao

    Apagaram meu comentário.

    (…)

    ———
    João, eu que apaguei (Daniel), a pedido da Taís. Tentei te explicar as razões por e-mail, mas como a mensagem voltou e um dos critérios aqui é comentar com e-mail válido, estou apagando o seu comentário agora também. Se quiser entrar em contato para receber a mensagem, o endereço é editor.amalgama@gmail.com

  • http://todamerdaagoraarte fabio di ojuara

    olá minha querida Amalgama,

    mito obrigado pela sua grande colaboraçao conceitual com o TODA MERDA AGORA É ARTE, para mim nao é nada de mais; é apenas um bordao popular que estava preso na garganta de muita gente, por isso eu nao tenho o dominio
    desse projeto nem quero explica-lo, ate por que astar muito explicito; TODA MERDA AGORA É ARTE.
    Só que, com isso eu sacrifiquei a minha produçao artistica em detrimento desses excrementos que se passa pelo mundo das artes, mas, de uma coisa eu tenho certesa: eu fiz a minha parte, cumpri com o meu papel.
    Foi essa onda de GLOBALIZAÇAO que prostituio as artes.
    Esse ano estarei fazendo a curadoria de uma grande exposiçao em Klgenfurt na Austria, sob o tema: NOW, EVERY SHIT IS ART ( toda merda agora é arte)
    é um preojeto dentro do mail-art onde o artista envia suas obras pelos correios,
    envieme qualquer coisa dentro desse tema, tamanho maximo A4 até o mes de setembro desse ano, para o endereço: Fábio di Ojuara Rua Rodolfo Garcia, 1016 centro CEP 59 570 000 Ceara-Mirim RN Brasil.
    esse convite vale para quem quiser participar.
    todos receberao catalago de participaçao.
    thanks very much.

  • synara

    olá gente
    arte e tudo aquilo que eu e você achamos que é arte

    olhe ao seu redor e vejá q a arte em toda parte

  • Elza

    A vida é uma Arte.

  • maria de belem da silva sauro

    a arte para mim e saber dar cor a vida e o seu ritmo

  • lucinéa

    pra mim arte é diferença ,do saber definir cor,na mistura exata.

  • MAIHARA

    Ola, gente na minha opnião artes é uma coisa que nos fazemos e que depende de uma porção de coisas pois não é so os artista que fazem artes nos também podedemos fazer uma artes vou só uma opnião que nos fazemos e vira uma arte:
    Um desenho nosso = arte
    A arte ela é pura e verdadeira pois somos que podemos fazer-la …
    bjos!!!!
    Maihara

  • jeje {aguas}

    oi galerinha! a arte pra mim é a vida e tudo q nos rodeia {arte e o mundo}

    bjooosss…….

  • Fabí

    Comecei a ler, e…só…
    Críticas sem propriedade no conhecimento são vergonhosas né?!
    A arte está além da beleza há muito tempo.

  • mosca na sopa

    Arte. Depende: Se vc faz e é lindo(afinal, vc é o máximo), se o outro faz nem tanto. Se vc acerta é genial, se o outro acerta é cagada e quando erra é normal. Se vc erra, foi uma experimentação. Se vc vende é pq vc é o cara! Se vc não vende é em virtude da falta de cultura de nossa sociedade entupida de tanta gente fazendo arte, vendendo arte, criticando arte, mesmo sem saber ao certo o que é arte.
    Se vc critica é presunçoso, se é criticado, é melhor ficar calado. Se tem dom, será massacrado pelos desvalidos. Se for mediocre, sonhará em ser um mestre da arte, que um dia fará parte de um grande museu, mas viverá, com sorte, uma vida frustante dando aula de arte exibindo o diploma que vc pagou.

    Isto ocorre pela atmosfera de faz-de-contas da arte: Faz de conta que sou artista, faz de conta que vc entede de arte, faz de conta que aquele borrão tem todo o significado carnavalesco que o “surtado” quer dar.

    Façamos de conta que temos cultura, pois é mais complicado termos.

    Se buscar a arte como fonte de renda, perderá dinheiro.
    Se buscar a arte como distração, perderá seu tempo.
    Se buscar a arte como contato social, fará inimigos.
    A sinceridade é a chave para a arte.
    Se a busca for sincera a Arte o encontrará.
    Sinceridade é a voz interior tocando nossa sensibilidade e despertando a criatividade.

  • Barbara Brosch

    Um engodo qdo. se faz a pergunta: Um macaco ñ. faria melhor? Pois é Augusto q. bom q. vc. me deu esta dica. Lembro de uma das minhas aulas de arte contemporânea, qdo. foi exibido uma imagem de um quadro q. retratava ‘uma lata de cola caída sobre a grama, e a cola amarelada ,reluzente e transparente escorrendo” Procurei achar aquilo ‘belo’, e tudo o q. o artista poderia estar querendo transmitir…e me pareceu pouco.
    Depois fui à 27.ª Exposição e lá encontrei, o tipo de arte moderna q. a Tais se refere, guarda-chuvas pretos abertos, enfileirados indo até o teto, pás de pedreiro encapadas c/ papel metálico de vária cores, uma sessão proibida p/ menores de 18 anos, com pôsters de pessoas gravemente acidentadas no local de trabalho, uma cidade feita de acúcar semi-destruida e empoeirada, agora estou achando q. tudo isso era arte. pq. um macao não conseguiria fazer estas montagens e como disse o Jonas Viotto, talvez eu precise ‘estudar’ mais a respeito, afinar mais os sentidos… E falando em sentidos, aconselho a vc. Jonas q. seja mais delicado c/ a Taís, pq. sinceramente, o q. ela escreveu tem muito valor, tanto q. olha só qta. gente veio comentar, até vc. deu sua colaboração. Ela, portanto nos prestou ‘um grande ajuda’ e vc. se mostrou intolerante e realmente se prestou de uma preguiça de interpretação do texto p/ justificar seu comentário.
    Concordo c/ o Leudo, a arte está na verdade naquilo q. está escondido…’as mãos de alguém’ há um ser racional e sensível q. está desejando se expressar, cabe a quem aprecia ter a dita sensibilidade p/ perceber, e aí entra o argumento do Jonas, estudar ajuda.(mas ser malcriado estraga).
    Mas como mudar o gosto pessoal? Posso entender e até ver alguma graça e arte no cubismo, mas não gostar! Pq. Picasso começou a desconstruir o q. construia? Ele q. pintava uma pessoa extremamente bem e até a si mesmo, deu a ‘louca’ de transformar tudo em cubos, e ângulos, cores forte e agressivas, até as ‘mademoiselles de avignon, angulosas e desfiguradas c/ máscaras africanas… pq.? Depois da morte de seu amigo, entra na sua famosa ‘fase azul’ tudo se tornou melancólico e triste… Q. diremos de Guérnica? A Guerra Espanhola, a cidade destruída… Ele próprio devia ser infeliz no amor, qtas. mulheres… nenhuma foi capaz de fazê-lo feliz? Nas suas telas e esculturas a expressão de tantas ‘coisas’…
    Palitinhos colados no ‘eucatex’, isto lembra a trabalho infantil, mas… o fósforo e o eucatex foram invenções magníficas do gênio humano! A arte está no homem, q. é a “Obra Prima ” da Criação!
    Zézinho q. falta de humildade! O q. Deleuze diria a vc.? Diria: Não quero corroborar com a sua ‘burrice’ e faz o favor de ir conhecer a história dos personagens deste blog! Seu vaidoso! E se vc. gosta de História da Arte vai estudar na faculdadede Filosofia de S. Bento.SP. c/ o reitor e artista plástico D. Eduardo Uchôa, q. te complentará seus ‘estudos’ sobre Deleuze e tudinho sobre a história.
    Ednardy, gostei do ‘Pink e o Cérebro’ e a tela c/ tinta jogada ao acaso, ainda bem q. foi por uma ‘boa causa’, mas, reflita… ‘tinta jogada aoa acaso…’ q. lindo! Há toda uma infinidade de artigos sobre o ‘acaso…’
    Putz….Rodrigo, q. revolta… conheço um intelectual q. usou e ainda usa seus conhecimentos literários p/ promover seus negócios e vomita suas obras de ‘ficção e pornografia’ sobre a dita ‘sociedade fútil e egoísta’ Me diz quem é mais fútil e egoísta?
    Outra coisa, Rodrigo, qta. referência ao ‘xixi e ao cocô’ vc. deve se muito criança, seu caso deve ser direcionado aos ‘quadrinhos’ , ‘Batmam’, e no citado ‘Pink e o Cérebro’. Mas, vc. Rodrigo tem razão em concordar q. nem tudo é arte mas q. até no ‘grotesco’ pode haver o ‘belo’ no sentido de nos acrescentar algo mais e melhor a nossa vida. Por tudo isto como vc. no comentário seguinte sai com essa de: “Arte não existe”. Se afirma q. aquilo q. nos inebria, seduz e encanta é arte. E depois diz q. arte é ‘modinha’ sei q. vc. é encantado por Picasso, por acaso vc. é do começo do século XX? Q. é vc. está fazendo no XXI? Escrevendo livros eróticos, à la mode dionisíaca, inebriando os sentidos nos banquetes de Baco ou na versão moderna, nos saraus literários regados à ‘loira gelada’.
    Como disse o Welington Luz, sobre a “Pedra’, qta. beleza há numa ‘rocha’! Há uma beleza inexplicável q. dela emana.
    Pq. todos os comentaristas não são como o Reno Wanderley, q. em vez de expor suas raivas, vaidades intelectuais e etc. se propõe a explicar com calma e até didáticamente tópicos e sutilezas do que é do que não é arte?
    Valeu Taís, gostei imenso do seu texto.
    beijos .
    .

  • mosca na sopa

    O texto acima ilustra bem o que eu escrevi anteriormente:

    Se for mediocre, sonhará em ser um mestre da arte, que um dia fará parte de um grande museu, mas viverá, com sorte, uma vida frustante dando aula de arte exibindo o diploma que vc pagou.

    Isto ocorre pela atmosfera de faz-de-contas da arte: Faz de conta que sou artista, faz de conta que vc entede de arte, faz de conta que aquele borrão tem todo o significado carnavalesco que o “surtado” quer dar.

    Você foi bárbara.

  • Barbara Brosch

    Oi Mosca a ‘carapuça’ te serviu bem, q. bom q. vc. leu meu recadinho…era mesmo prá vc. (aliás, tu).
    Mosquinha, quero te dizer q. apesar de tudo…vc.(tu) always morará no meu coração. beijo., always, always and always.

  • http://www.elianatine.com.br Eliana Tiné

    Uau! Agitou e muito.
    Dentro de cada um de nós tem um universo da arte, e os olhos selecionaram de acordo com atual realidade interna e externa.
    Amo o academico, estudo arte abstrata e pesquiso a arte conceitual.
    Crescemos todos juntos, quando há gentileza.
    Viva a Arte!

  • Chrys

    Valeu,me ajudou a fazer o meu trabalho..

  • Pingback: Michael Jackson morreu()

  • http://vagabundofreelancer.blogspot.com Lucas

    É exatamente o que eu penso sobre arte.
    Arte não é o esforço para entender.
    É o esforço para sentir.
    Se você não sente nada. Para você aquilo não arte.

    Parabéns.
    Não me aguento. Vou assinar.
    Grande abraço.

  • http://algodao.algumlugar.net Flavia

    Este é de longe o texto mais popular, mais visitado, mais longevo que conheço num blog (o comentario acima é, como o meu, de 30 de junho de 2009, e o post foi escrito em 27 de agosto de 2008 – mal posso esperar para festejar um ano de polêmica).

    Dá pra pensar em muitas coisas a partir não só dos textos, como dos comentários – sejam eles rudes, educados, a favor ou contra o texto. Evidente que o texto demonstra muitas das facetas da arte como politica, da politica da arte, do questionamento político e a-político da obra de arte, evidencia-se até a questão do político como um artista.

    A colaboração (por vezes dissonante, por vezes contraditória, por outras até beligerante) dos espaços de comentários é algo que me fascina. Essa colaboração é capaz de fazer surgir um super-texto (um texto multidimensional) a partir do texto linear de um autor só e faz de todos comentadores autores, e do conjunto de autores um mega-multi-autor, que como a esfinge, nos fascina e nos devora.

    Pelos conceitos apresentados de arte como mudança de ponto de vista, arte como critica, arte como discurso, arte como fascinio, arte como polêmica, posso concluir que este multi-texto de muitos autores já é por si só uma obra de arte.

  • Barbara Brosch.

    A arte sob vários pontos de vista, este multi-texto de muitos autores se tornou realmente uma obra de arte futurista, pelo que sei ainda não se publicou um livro-blog, ía ser no mínimo interessante. Outro dia li sobre o dono deste, q. o bom é ficar só assistindo a festa, algo mais ou menos assim. Festa de opiniões.Nunca este mundo vai ficar enjoativo, qdo. menos se espera surge algo novo do homem velho. Tb. gosto de ficar lendo os comentários, é lindo, como as pessoas são, cada uma de um jeito, assim como vc. comentou Flávia, uns mal-educados, rudes, outros contidos, outros amáveis e educados, alguns tão simples em contraste com os eruditos e cultos. Mas, todos sem excessão, maravilhosos. bjs.

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    massa 00:) ameii

  • Josefina Augusta de Bragança

    De certa forma, concordo com as idéias que foram expressas no texto. Mas o que acontece que nem as “academias” de arte sabem mais o que é arte. Se é que algum dia souberam… as vezes penso que o artista, antes do ego, que é aquela vontade de obter reconhecimento, elogios a respeito de suas produções artísticas, deveriam ser mais egoístas em seu processo criador. Que se danem os outros e as academias. Melhor fazer para si e não par o outro. Porque o outro, mesmo sendo tão igual é também tão distinto. Vejo que a maioria de notáveis artistas que marcaram a história deram ‘banana’ para os críticos de arte, mesmo que por isso tenham morrido as mínguas… Fizeram o que passava pela suas cabeças e pronto…Entretanto, a humana e medíocre coletividade acabou julgando e acatando o que de fato se revelou como grande e registrou na história…

  • vicente

    A indústria do consenso cultural
    Carlos Henrique Machado Freitas 8 outubro 2009 (cultura e Mercado)

    O apelo do consenso é construção ideológica de aparência histórica, quanto a isso não há duvidas. O que cabe a nós agora, é nos interarmos dos seus propósitos. A interpretação artificial favorece sempre o andar de cima. “Especialistas” são convocados de acordo com o tema, mas no internacionalismo cultural, essa negação automática às nossas realidades, é um clichê que pauta qualquer observação com um enorme “campo interpretativo”.

    Nesses debates, o inequívoco, os enfoques sobre o que se passou e ainda se passa com a cultura brasileira, trazem uma versão de efeitos fantasiosos e ganhos políticos a pesados grupos econômicos. Sempre! “Questões acadêmicas” são transformadas em bruxarias perfumadas, em contorcionismos retóricos e, assim, o confronto é esvaziado, a partir daí, tudo se torna uma brutalizada análise vertical, e as distintas visões vão cedendo espaço ao irracionalismo fardado de alguma dita academia nos meios dominantes de comunicação.

    A tentativa de banalizar a produção artística do povo brasileiro, a sabedoria vivida e o sentimento natural são práticas primeiras, e então as instituições privadas de cultura se transformam em gente grande e “legitimam” a conquista de espaços passando assim a exercer o monólogo do poder.

    O homem brasileiro é colocado de lado e a indiferença moral lhe é aplicada pelos “condecorados”, neutralizando qualquer tentativa de se estabelecer um debate franco. Imediatamente o cinismo é convocado. O truque da argumentação é suficiente documento de evidência, as plataformas obscurantistas vão se desenhando numa distorcida trajetória de movimento, e se instala o ideólogo da “extrema-cultura”.

    O fundamento “oficial” do universo privado e convicto dos fantasmas europeus do passado expõe o estereótipo clássico do “pesquisador”.

    A quase extinção da boa lógica extrema as credenciais e se apresenta como admirador e discípulo de algum nome imortal estrangeiro e se defende como pode das publicações independentes focadas na realidade brasileira.

    A grande questão, ou melhor, o grande perigo é que isso pode acabar num eixo de estratégia de expansão e de dominação dos espaços e debates institucionais, fazendo parecer que a representação é responsável pela publicação da carta constitucional. É esse o grande perigo da fábrica ou da indústria do consenso cultural. Instituições são erguidas e postulam um assento em momentos de catarses políticas e impõem suas opiniões.

    Essa mentalidade contemporânea de executivos tem certezas indestrutíveis, mesmo que a vulgaridade lhes conceba status de patrimônios da sabedoria e dignidade. Porque agrupados em campos institucionais privados, favorecem-se da prerrogativa totalitária de vida intelectual produtiva, mesmo que tal instituição só apresente ciladas como portifólio.

    Os “organismos internacionais” colocados na mesa como aliados, nestes casos, forjam uma ressonância. Conglomerados universais são convocados para avalizar os mastodontes do capitalismo nacional, impondo a ditadura consensual e inibindo as contramarchas para, assim, afortunadamente produzirem um estado de exceção no ambiente cultural brasileiro. Isso posto em avançado espaço, a palavra única ganha vigor, a informação e opinião passam a ser construídas com o extermínio dos representantes naturais e, a galope, a concentração se impõe como uma doutrina seqüestrando a liberdade de comunicação através das técnicas de supressão às manifestações espontâneas.

    Não é à toa que a política e a arte andam divorciadas. O avanço da arte dos tecnocratas vem blindando esse ambiente e tirando dele a paixão, substituindo assim por módulos conceituais. A idéia de progresso transforma-se em tirania e superstição, o conhecimento crítico é induzido pela filosofia do preconceito e a marcha para o hegemonismo é atributo de conhecimento.

    “A verticalidade exacerba essa ideia do pensamento calculante nacional”

    Hoje, a “natureza” cada vez mais se retira este desencantamento do mundo, que a globalização acelerou, criando cada vez mais diversidades baseadas no artifício de que as cidades são exemplo e permitindo uma fluidez fundada em pontos do planeta devidamente equipados e produzindo relações verticais”. (Milton Santos).

    O que exatamente nos interessa é saber qual o papel estratégico dessas instituições privadas de cultura que se destacam tanto na mídia. Inaugurar uma agenda capaz de permitir a integração num processo mais horizontalizado e, aí sim, mostrarem-se democráticas e produtivas ou continuarão onde estão enfeitando as principais avenidas com a imponência e a arrogância de quem quer se mostrar maior do que a sociedade. Sim, esta deve ser a pergunta: quais são os objetivos dessas grandes instituições? Eu ainda não sei. Vejo muita gente roncar grosso e apresentar em suas elaborações planos para subestimar a mais importante instituição de cultura do Brasil, o MinC, este tem sim seus problemas que devem ser corrigidos com debates públicos e, acima de tudo fundamentado nas normas constitucionais.

    Corrigir os erros do MinC através de debates, é corrigir as nossas próprias formas de lidar com a questão cultural no Brasil. Portanto, não serão as instituições privadas absolutamente herméticas, obtusas em seus interesses, alheias à sociedade que proporcionarão a ela efetivos ganhos, porque nessas instituições as portas estão fechadas e vigiadas 24horas pela guarda patrimonial, e as chaves, como todos nós sabemos, estão nos cofres dos bancos.
    Sobre “Carlos Henrique Machado Freitas ” http://www.myspace.com/carloshenriquemachado

    Bandolinista, compositor e pesquisador. mais

  • http://www.heliojesuino.wordpress.com helio jesuíno

    Vão aí mais uns palpites sobre o assunto. é um post do meu blog : http://www.heliojesuino.wordpress.com

    apareçam …

    ARTE DA HORA

    A obra de arte é indissociável do contexto em que foi produzida. Da concepção à realização ela incorpora as marcas e idiossincrasias de seu tempo, mantendo vínculos umbilicais com a sociedade, as condições e os valores sob os quais foi gerada. Não há como nem porquê evitá-lo.

    Muitas obras criadas no passado e que admiramos até hoje, abordaram temas e adotaram maneirismos que, na época em que foram produzidas, sintonizavam-nas com o que era então considerado a quinta-essência do moderno.

    Hoje, esses mesmos elementos que lhe conferiram aquela efêmera contemporaneidade — ainda que não lhe retirem a permanência e a qualidade intrínsecas— não são mais que resíduos sem função. Não é a eles que essas obras devem sua longevidade , mas a valores de outra ordem que, resistindo à passagem do tempo, determinaram sua sobrevida. Pois bem, o que se vê hoje em dia é aquele mosto residual transformar-se no fulcro da obra, sua finalidade última e precípua.

    Aí estão os espaços institucionais tomados pelos modismos e estéticas de ocasião ditadas pelas novas academias. Cada época tem as suas, com os respectivos cânones, arrogâncias e circunstanciais influências. Umas duram mais , outras menos, mas acabam todas por desaparecer e, com elas, suas palavras de ordem — e hoje, a ordem-do-dia é a contemporaneidade no que ela tem de mais fugaz , entronizada em seu aspecto mais volátil e perecível.

    Plugados numa sociedade que venera o descartável, os artistas da hora exaltam sem qualquer conteúdo crítico essa volubilidade fashion, obcecados pela novidade, refratários a qualquer busca de permanência. Só confete, ‘conceitos’ e purpurina…

    E tome de lixo up-to-date escoltado pelos textos dos curadores que dão nó em pingo d’água para justificar num palavrório tão vazio quanto pedante a fragilidade das obras que promovem.

    Quem é do ramo sabe que o problema não é mais uma das mazelas genuinamente nacionais. Nada mais o é, nem mesmo as mazelas. O vírus, como tantos outros males, é globalizado. A diferença está no fato de que, lá fora, outras vertentes artísticas têm forças e meios para impor sua visibilidade, e o público, menos ingênuo e desinformado, adquiriu anti-corpos e discernimento para exigir do mercado e das instituições públicas uma pluralidade de ofertas inexistente entre nós.

    Um clique na internete coloca-nos em contacto com galerias do mundo inteiro revelando uma saudável diversidade aqui bloqueada por uma mídia alinhada aos valores desta anacrônica contemporaneidade.

    Faço a minha parte abrindo espaço nesta pequena janela para, além de meus trabalhos, dar visibilidade à produção de outros artistas que admiro.

  • thalie

    Para compreender a arte, temos que nos referir ao comportamento humano (e animal) diante de certas situações; podemos chamar de reação instintiva. Ele é a expressão de nossas emoções e sentimentos. No ser humano, as reações expressivas de nosso estado de espírito transformam-se em linguagem. Somos capazes de vivenciar situações pelo poder de sugestão da linguagem humana e do uso que dela fazemos. O prazer transmitido por esse comportamento gera emoções. A partir daí surge o que podemos chamar de arte. Muitos cientistas estudaram a origem da arte em mitos, lendas, folclores, conhecimento de cada grupo. Suas contribuições revelam que “ a expressão artística não deve ser estudada como um tema que diz respeito a um grupo pequeno de pessoas – os artistas”. Para Cristina, a arte está relacionada a historia da humanidade e à suas conquistas, à natureza humana, ao simbolismo, à herança cultural. Enfim, a nossa maneira de ver o mundo, de vivê-lo e compartilhá-lo.

    Inúmeros estudiosos buscam compreender a relação da arte com a sociedade; primeiramente, procuram entender a relação entre o poder das instituições políticas e religiosas com as formas das cúpulas dos templos e castelos, em que expressavam a disputa de poder material e cultural da humanidade. Outro ponto é o retrato da mulher em sociedade na trajetória da historia do Brasil; desde a colônia até os dias de hoje. A sociologia da arte se propõe a entender o papel da arte na sociedade, a função social do artista, a linguagem, a intenção artística, a nossa compreensão, o sentido das manifestações estéticas, a diferença de estilos. “Compreender arte é descobrir a intencionalidade artística da ação humana e os princípios formais através dos quais ela se torna comunicável”. O prazer que a arte desperta em nós, vem das impressões agradáveis e cheias de significados, dos sons, das cores, do nosso estado de espírito, etc. É a nossa percepção artística de beleza provocada pela nossa sensibilidade estética já desenvolvida. A forma de apreciar depende tanto do artista em expressar a ideia quanto da nossa sensibilidade, que por sua vez depende de fatores como idade, cultura, sexo, lugar, época, gostos individuais. A beleza vem da sensação de conseguirmos ver o mundo, da maneira que pensamos ter sido a intenção do artista. O belo é a emoção despertada em correspondência com a ideia transmitida. O gosto é de natureza particular. Logo, o que é belo para mim, ao outro não é. Critérios estéticos variam de acordo com o tempo, o lugar, espaço. A dinâmica da arte depende das transformações históricas assim como a revolução tecnológica influenciou o Modernismo.

  • Eliane

    Cara Thais, você precisa realmente estudar um pouco sobre o que é arte, os conceitos, estetica, história etc. realmente é uma área que todos acham que sabem e podem opinar com conhecimento, talvez você pudesse ter começado seu texto com mais humildade. O que é arte?
    O conhecimento dessa area como outra requer leitura e embasamento para uma resposta tão tosca.

    • http://taislc.blogspot.com Tais Luso

      Cara Eliana:

      Você conseguiu escrever e não dizer nada. Isso que você falou é muito trivial. Mas não me cabe julgar seu gosto pelas artes, seu gosto literário, musical… mesmo porque não sei nada de você e nem você de mim.

      Arte, música, literatura, cinema, etc. existem. Existem coisas excelentes e verdadeiros lixos em todas as áreas, a não ser que você desconheça. Nem tudo é maravilhoso. Por que toda a arte tem de ser aceita e aplaudida? Ô, amiga!!

      Não me faltou humildade, não, apenas fui sincera com minhas convicções. É um direito de qualquer cidadão.

      Não ficou legal, pra você, cara Eliana (?), deixar um comentário tão arrogante e anônimo. Os grandes de espírito se manifestam de maneira diferente.

      Os artistas têm a liberdade de criação: o público tem a liberdade de julgamento. É simples, amiga: dê liberdade às opiniões. E olhe… adoro arte. E a divulgo.

      Deixo um texto pra você ver que há opiniões e… opiniões.
      http://taislc.blogspot.com/2009/01/um-urinol-faz-90-anos.html~

      (Não costumo responder aqui, mas abri uma exceção)

      • Eliana

        Assinei, dexei meu e-mail e lhe afirmo falta-lhe leitura, humildade e sua resposta realmente foi tosca, mas como você estou aprendendo todos os dias, pergunto, leio, estudo, sou graduada em arte, especialista em arte e faço mestrado em arte mas dela sei muito pouco mas com certeza vou sugar dos seus conhecimentos.

        Com afeto e respeito nas suas e nas minhas opiniões

  • Cesar

    Sou sociólogo da arte e de instituições e há aqui algo bastante interessante, que gostaria de consultar com os colegas conhecedores e estudiosos do tema acerca do comportamento, crenças e valores dos mesmos:
    1. Segundo a opinião corrente para apreciar arte é preciso estudar e ler muito, é isso? A arte é inacessível para quem não conhece, então?

    2. Dentro de uma escala, onde em uma ponta está “conhecimento” em outra “gosto”, você colocaria arte mais próximo de qual dos dois extremos?

    3. Em outra escala há “obrigação” e “prazer”, onde você localizaria arte?

    muito obrigado, de antemão

    • Eliane

      César, respondendo por mim. Tenho muito o que aprender sobre arte e tudo mais, mas voltando ao assunto e tentando responder o que você me enviou lhe dou uma simples reposta, para apreciar arte ou qualquer outra atividade estética não é necessário entender, estudar, ler sobre ela, eu gosto de ler e isso não faz de mim uma conhecedora da arte de escrever, simpatizo com filosofia, sociologia e também trabalho numa universidade federal e isso não faz de mim uma profissional dessas áreas, mas quando tenho que embasar algum conhecimento que não tenho base para isso passo o chapéu, acho que não temos obrigação de saber tudo.

      2 – Uma opinião pessoal, não criticaria o trabalho de um profissional quando meu único conhecimento é o prazer de olhar, imagino que ler o que você escreve pode me dar prazer, mas avaliar o que você escreve preciso de conhecimento. responde sua segunda questão?

      A arte é um trabalho que pode dar bastante prazer para que a pratica , seja o prazer de escrever, de dançar, de representar, de fazer plástico etc…, mas nem de longe é só prazer, a arte exigi pratica, pesquisa, leitura, e as vezes sofrimento. sem isso é artesanato que com certeza tem o seu valor dentro do contexto da repetição, responde a terceira questão.

      Mas é estranho nunca tinha entrado nesses sites, agora como estou pesquisando sobre o assunto resolvi ver o que se fala sobre arte na internet e cá estão vocês.

      Tenha um bom dia e por favor me mande dizer o que você acha sobre o que é arte e o que não é arte gostaria de ouvir isso de um sociólogo da arte.

      Obrigada.

      • http://taislc.blogspot.com Tais Luso

        Caríssimos: podemos e até devemos conversar a respeito de tudo que conhecemos um pouco. Porém sempre o faço num terreno onde não entre agressividade, tenho aversão a agressões gratuitas.

        Eliane, o que deveria eu fazer, após visitar exposições do Mercosul, inclusive, onde vi um monte de areia de praia jogados em vários cantos, com uma bandeirinha, como se estivesse presenciando uma construção de um edifício? O que deveria fazer ao ver camisetas dependuradas em cabides, rasgadas num canto da exposição, com um emblema que nem lembro? O que deveria eu achar de um banco jogado entre entulhos? Ah, minha querida, desculpe por eu não relevar tais manifestações de arte. Leio sobre arte desde meus 15 anos, e olha, já faz um bom tempo… De adolescente não tenho nada, sou bastante madura. Respeito os artistas que manifestam seus anseios desta forma, porém a arte tem de obedecer a um certo critério, ou não?

        Sabe, tem gente que tem vergonha de não entender, de criticar e de dizer: disso eu não gosto! Isso eu não me permito. Adoro arte, leio arte, visito galerias, museus… Amiga, não quero lhe convencer a nada, mas seja mais humilde um pouco. Nas entrelinhas, você não está falando o que pensa.

        Acho extremamente importante criticarmos qualquer profissional, seja ele das artes, médico, advogado, político… Todos erram, Eliane, só assim poderemos prestar algum serviço a todos os equivocados. E cadê, amiga, a liberdade de expressão? Teremos de dizer Amém a tudo? Porque esse servilismo de concordar com que você não gosta?

        Só não concordo que o artista possa ter toda a liberdade do mundo e sua arte não deve ser criticada porque leva o rótulo de arte.

        Abraços, Cesar e Eliane.

    • http://taislc.blogspot.com Tais Luso

      César, desculpe, acho que respondi primeiro à Eliane. Mas sendo bem direta na sua pergunta: Não critico o ‘artista’ em manifestar o que vem de sua alma, seus anseios, suas reflexões, seus medos, enfim. Só defendo o lado de alguém – que entenda ou não de arte, que goste ou desgoste – de manifestar seu ponto de vista. De poder dizer: isso como arte não me convence! É só isso, César. Respeitar as opiniões contrárias. Será que tudo dá para considerar arte? Penso que não. Porém, sei que arte, jamais será um consenso.

      Respondi a você no outro espaço, também. Misturei os dois, rsrs.

      tais

  • Eliane

    A arte tem esse poder de acordar, de revirar estomago, de encantar, de ser feia e bonita, ela não é estatica ela se movimenta, independe da minha, da nossa ou da sua vontade, seja ela expressa numa camiseta velha rasgada, nun monte de areia, nun banco jogado no canto de uma sala, ela diz, fala, anda e diz o que sente porque senão porque estariamos aqui sem nos conhecer debatendo, sabendo ou não sabendo o que ela significa, então vejamos todos nós ela tem a funçaõ de mexer também com o teu olhar, com os teus sentimentos, com a nossa vida chata diante de uma tv tão arruamdinha com uma telinha de um azul tão lindo, com mulheres e homens tão lindos e apaixonados, quando que na vida real tudo é tão diferente, estou feliz que mesmo a arte não sendo nada como dizem alguns, não entendendo como falam, outros criticando como todos nós, estejamos aqui falando, não é nada mais vou dar minha opinião.
    Um bom dia e muita arte para todos nós, nas ruas, nos parques, nos museus, nas nossas casas e nas nossas discussões.

    • http://taislc.blogspot.com Tais Luso

      Bem, Eliane, uma discussão sobre arte jamais chegará a um ponto convergente. E eu aceito isso, é assim. Porém, quando dizes que arte não é algo estático, que não é uma telinha azul, tudo certinho, bonitinho, que pode ser um entulho jogado num canto; que pode ser camisetas rasgadas, que pode ser um sofá colocado noutro canto, que deve ser o que nosso olhar puder enxergar e achar algo de interessante e bater uma emoção.

      Mas nosso olhar vê tantas coisas, amiga! Se eu for seguir esse raciocínio, acharei que uma cama de hospital colocada num canto de uma galeria é arte, só porque o cara teve uma idéia genial e esdrúxula. (E olha, se algo que mexe comigo, com meus sentimentos de dor, é uma cama de hospital). Se colocarem um tubo de oxigênio sobre uma mesa do século XII, será arte ? Saiu algo dolorido de sua alma e o artista manifestou seu sentimento!

      Portanto, Eliane, não nos entendemos muito no quesito ‘arte’. Nem tudo que mexe com nossos sentimentos é arte. Mas essa é a minha opinião: um grão de arroz no Universo. Mas tenho o direito de defendê-la.

      Um abraço para você.
      tais

  • Eliane

    Tais a arte tem muitas funções, não só a de emocionar, ela está tendo nesse blog a função do debate de nos tirar da emsmice.

    Acabo de fechar essa história, boa sorte

    • http://taislc.blogspot.com Tais Luso

      Eliane, a arte não é só emoção; eu nunca disse isso. Ela conta e registra as várias fases de nossa história, desde que o mundo é mundo: fatos, costumes, guerras, amores… Eu quis dizer que arte é uma coisa, ‘empulhar’ é outra.
      Fico por aqui, boa sorte pra você, também.

      Abraço.

  • Eliane

    Reabrindo a história, escrevi trocando as letras eu quero dizer MESMICE

    • Eliane

      Thais boa sorte, isso deixou de ser uma discursão sobre arte para ser uma conversa de comadre. Parei aqui, ando ocupada para esse tipo de discursão.

      até mais ver.

  • http://www.pensamentobrasilmelhor.blogspot.com Blog de Um Brasileiro

    Brilhante o artigo e veio em excelente hora. Ser enganado NÃO!!! Além de tudo temos que desenvolver um grande senso crítico com relação à imprensa que divulga a arte. Termos o cuidado de não experienciarmos aquilo que nos dizem que é para experienciar.
    Abraços

  • Hoppier Night

    realmente, arte é uma coisa muito relativa, existem pessoas que conseguem colocar picasso como artista… Desde que vi algumas poucas obras dele, desisti de tentar entender o que é arte, tantas pessoas que buscam sempre aperfeiçoar seus traços, tentando chegar à perfeição da realidade, mas não conseguem ser chamados de artistas, enquanto essas obras completamente mal-feitas e infantis conseguem os melhores lugares nas paredes de museus e seus preços são surpreendemente altos… Eu por exemplo, quando pequena desenhava coisas muito parecidas com as obras de picasso… Hoje já melhorei bastante, mas ainda tento melhorar e superar aqueles que realmente admiro… Mas me recuso a classificar artista aqueles que são famosos porque a mídia impôs isso, se colocarmos suas obras nas mãos de um anônimo, sem assinatura, elas não valerão nada, porque o importante hoje, não é a obra em si, mas a assinatura, seu autor… É assim, ninguém valoriza os trabalhos que realmente foram feitos com o esforço do cidadão… Voltando a falar de mim, se eu quero fazer algo realmente bonito e que me deixe, nem que um pouco, mais próxima de artistas que gosto de verdade, demoraria muito tempo arrumando cada detalhe da imagem… Logo, a definição de “arte”, hoje é muito relativa, depende do seu gosto… As pessoas tendem a nos jogar ideias de definições… Mas apenas nós poderiamos decidir se aquilo é realmente válido de ser chamado de arte…

  • Gerson

    as opiniões divergem e isto torna-se interessante, mas o gostar de arte ja esta no olhar, relacionando o ser humano com a arte, para nos , achamos certos semelhantes feios, ou em um tom jocoso, horrivel, mas vemos adiante o semelhante que nao gostamos, com outro semelhante que ja achou beleza e simpatia, no que para nos foi excluido, da mesma forma nos somos selecionados por quem nos ve, uns disfarçam e nao diz nada, outros muitas vezes ate nos tratam mal, creio que a arte esta neste parâmetro, ainda li um livro que ao visitarem uma aldeia indigina, o indio desejou o relogio do visitante, em troca para o advgado o indio lhe deu um arco e flecha, o que o indio colocou o relogio de pulso pendurado em sua oca, e que iria fazer o advogado com um arco e flecha, nao tinha utilidade para ele assim como o indio nao viu utilidade no relogio pendurando-o de enfeite, logicamente o olhar do indio viu alguma beleza no objeto,,embora sem necessidade de utiliza-lo, isto é arte, o que vimos embora gostamos ou nao, quando dizemos que nao gostamos de arte, mas quando vamos as compras, ficamos escolhendo modelos e cores, pra que isso entao, basta arranjar um saco de quanquer coisa e fazemos alguns buracos e estamos vestidos, mas a arte do nosso olhar instiga-nos a procurar o belo e nem sempre o belo é o belo pode ser o feio.

  • eliane

    se você soubesse o que é arte não escreveria o que escreveu.
    Entenderia que muitas vezes o que vale é a pesquisa e o processo de criação que contam também e que nem todos os artistas foram reconhecidos em sua época, nem considerados belos. Arte não é o belo, o decorativo, mas sim uma forma de expressão, é muito mais alem de uma simples decoração para a sua sala de estar.

    • Eliane

      Você que me respondeu deve ter problemas para entender e um pequeno texro sobre o assunto, ainda mas é prepotente, nunca falei isso, falei exatamente o que você diz que eu nego.
      Não escreva tão rápido, leia bem quando pensar em responder, pelo que observei na sua resposta, você entende como um poste atravessado numa passagem: So atrapalha.

  • http://verbeatblogs.com/sergioleo sleo

    Tais, haverá leitores que detestam James Joyce por desejarem a narrativa lineara que estavam acostumados.Seja mais generosa consigo mesma, tente buscar nessas coisas em que você só vê grotesco as intenções do autor.Encontrará, às vezes, o sublime.

    Estudar a histórtia da arte seria um bom começo, uma forma de se aproximar do território hoje percorrido pelos artistas contemporânbeos que despertam tanta perplexidade. A mistura de coisas não começou com a Pop Art e Wahrol, vem de bem antes, pode ser traçada no Dadá e em Duchamp, nas primeira décadas do século. Eles também despertaram horror, e abriram portas para alguns “horrores” de hoje.,

  • matheus viana campos

    Na minha opinião arte é tudo ,é vida ,é surrealismo são coisas malucas ,doidas ,engraçadas ,fora do sério coisas séria ,coisas misturadas arte pra mim tem dois significados arte de pinta desenha e a outra é tudo que vemos ex: um copo em cima do outro, computadores enfileirados, etc… a arte não é para qualquer um não é para pessoas que tem mente livre ,sem preuculpação é isso que eu entendo de artes.

  • http://kaiqueoliveira26@hotmail.com kaique

    eu li! e gostei muito do texto falando sobre a arte! e a arte romanica.

  • http://kaiqueoliveira26@hotmail.com kaique

    “eu li e gostei bastante do tex e qwero qwe os outros leiam e goste tambem”
    eu acho que arte e tudo qwe e surrealismo.
    pinturas e diversas cores misturadas
    e que fosse surrealista!!!.

  • bugre

    um artista muito famoso e bastante conhecido, revoltado com o caminho que a arte vinha tomando, resolveu em forma de protesto demonstrar o quanto a arte pode ser um embuste, contando com a fama que lhe era proporcionada, e sabendo que tudo que fazia era ovacionado, pegou tres latas de refrigerante, defecou dentro delas e pintou as latas com um motivo que o proprio achava uma verdadeira aberação, e colocou as tres latinhas em destaque em sua exposição, loga os mesmas foram ovacionadas pela critica, ganharam fotos em livros, materia de televisao, como se fossem o supra sumo da criatividade, o artista do alto de seu pedestal observava toda aquela presepada, e comentou ” a arte tem o valor do nome que vem na frente, nao e a arte, que pode ate ser merda enlatada, se a critica fez o artista, ganhou seus corações ate merda tem valor… kkkk isso parece ridiculo mas realmente aconteceu, … mas minha opiniao sobre arte, e bem propria, arte é o que emociona, o que nos faz sonhar, o que nos faz ter a nossa propria interpretação, nao considero artistas, aqueles que tem que explicar suas obras, arte é na verdade inexplicavel beijo grande a todos voces

  • Diogo Arestides Santos

    Na minha opinião arte é tudo , é surreal são coisas bizarras ,engraçadas ,fora do sério, coisas inacreditavél ,coisas misturadas. Arte pra mim tem um significado de expressões de sentimentos. Arte é tudo que vemos e é para todas as pessoas que expressão seus sentimentos na pintura, na música; e em outras formas.Pra mim isso é arte!!!!!!!!

  • taiza

    arte pra mim é desenho e imaginação

  • http://rubensvenanciofilho.blogspot.com Rubens Venâncio

    Na vida são fundamentais a arte do amor e o amor à arte. O amor leva ao encontro do outro. A arte traz ao encontro de si mesmo. Em uma obra de arte que me toca, eu me encontro a mim mesmo, na medida que foi criada por um quase igual. Diferente no dom da arte, igual em qualquer outra parte.

  • LINE

    PARA MIM ARTE E CONHECER MAIS SOBRE TUDO

  • Arismário Matos Barboza

    A arte é tudo aquilo se faz com inteligência em virtude da imaginação Independentemente do conhecimento, onde que o autor é capaz de ignorar a sua própria origem, atribuindo a Deus pela sua inteligência, sem saber muito explicar da obra, mas do tema, achando simples e natural pelo que faz, e que para o outro é impossível e genial, mesmo sem entender do que aprecia. Porque, está em outra dimensão da realidade da vida, como referencial do que imagina. Por isso, o autor é o principal admirador da sua própria arte e, expõe com satisfação em virtude da sua felicidade, e ser compreendido pela sua mensagem e dimensão. Portanto, nem mesmo o autor sabe o quanto a arte os realiza e, os faz felizes os que admiram a arte de quem faz com amor para sobreviver da arte e, obter o prazer como realização de vida, por retratar do que imagina, ou descrever do intimo do seu universo.
    Ary Barboza

  • http://www.gpstesouro.com Mario Câmara

    É interessante como os que se dizem entendidos de arte querem torná-la algo intimidante, pretensioso e com uma complexidade que representa um desafio para a maioria das pessoas.
    Euzinho que procuro na arte prazer, sentimentos e alguma mensagem, fico horrorizado (o que já é algum resultado) com a pobreza criativa de alguns amontoados de tijolos, pedras, ferros ou fios retorcidos que são apresentados. Mas, fazer o que? Tem gosto pra tudo e é chique fazer cara de feliz, diante destas aberrações que andam chamando de arte.
    Tais, tivemos a mesma percepção ao nos depararmos com certas “obras” na Bienais.

  • http://www.google.com.br ana pillar

    odieiiii essa postagem ai sinceramente eu precisndo pesquisar o que é arte e vcs brincando com o meu tempo

  • http://www.msn.com.br jennifer

    que legal adorei
    a arte é que estou procurando é essa o brigado

    beijos
    jennifer

    • ananda

      eu tb

  • http://www.toutube.com.br marciele

    A arte vem de dentro de voce e vc tem que se expressar muito . Estar cercada de inspirasoes

  • raissa

    obrigado essa postagem esta mt ligal gostei ai do que o arismario mt interessante msm

  • http://www.fernandol.com.br/gratiscomty anonimo

    utilizei suas informa soes para fazer um trabalho de escola obrigado pela dica falo até mas ver

  • Pingback: Não sobre o que é arte, afinal? « Caducando, lendo e assistindo.()

  • suna

    arte é a expreção do artista para definir o seu pensamento

  • kall

    A bienal nao existe me admiro como alguem perde tempo para ver aquelas coisas horendas,onde vamos colocar tanto lixo e tanto dinheiro envolvido para ver tijolos arrames vaso sanitario ,eu nao tenho tempo?

  • lana maiara

    olá à todos!!! preciso da ajuda de vocês sou acadêmica da UNIFAP- UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ- pois ontem criei um blog em pretendo discutir sobre os assuntos que estudos em sala de aula, faço o curso de ARTES VISUAIS, então desde sempre eu busco por sites e blog que comentem sou o assunto, pois já que estou no segundo semestre e não entendo muito sobre Artes se puderem me ajudar, eu agradeço!

  • Ary Barboza

    A arte pode ser: material, intelectual e visual
    Exemplo:
    Material, arte plástica, pinturas, objetos etc.
    Visual: quanto à fotografia ou filmagens, em virtude das paisagens etc.
    Intelectual: poesia, fazer música. Arte de escrever etc.
    O tema arte é muito abrangente, apenas estou focando o principal.
    Portanto:
    A arte é tudo aquilo se faz com inteligência em virtude da imaginação, Independentemente do conhecimento, onde que o autor é capaz de ignorar a sua própria origem, atribuindo a Deus pela sua inteligência, sem saber muito explicar da obra, mas do tema, achando simples e natural pelo que faz, e que para o outro é impossível e genial, mesmo sem entender do que aprecia. Por está em outra dimensão da realidade da vida como referencial do que imagina. Por isso, o autor é o principal admirador da sua própria arte, e expõe com satisfação em virtude da sua felicidade, e ser compreendido pela sua mensagem e dimensão. Portanto, nem mesmo o autor sabe o quanto a arte os realiza, e os faz felizes os que admiram a arte de quem faz com amor para sobreviver da arte, e obter o prazer como realização de vida, por retratar do que imagina, ou descrever do intimo do seu universo.

    Arismário M. Barboza (Ary Barboza)
    Cantor e compositor
    Juazeiro/Bahia
    Em São Paulo desde 1979

  • Rosangela Ferreira

    Sra. Luso, não sei qual é o seu vínculo com o mundo das artes, mas vale aqui ressaltar que a sra. está como os artista da corte do Brasil colonia. Quando troxeram a escola de arte pra cá, aquele aluno que tivesse outra linha do fazer artístico que fugisse dos moldes europeus eram desconsiderados, excluido do meio artístico. Desta forma quero aqui salientar que arte tabém é a forma dos individuos se expressarem, dei uma olhada no seu blog, achei tudo bonitinho, lindo, maravilhoso. Arte vai além do belo, o que muitos acham feio também é arte. Como por exemplo: o sanitario de Duchamp, o toco envolto com arrame farpado de sei lá quem, o banco quebrado, as camisas rasgadas no canto da galeria tambem é arte, e chama-se arte conceitual, pesquise um pouco sobre o assunto e serás melhor esclarecida. Não basta visitar galerias, museus para ser um critico em arte é preciso estudar muito. O seu blog é ótimo mas para leigos, no quesito conhecimento, alias, você diz que ler muito,desde a adolescencia conforme faz questão de destacar, mas até hoje nunca leu nada sobre arte conceitual? Ler também é um exercicio!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Ary Barboza

    A arte é tudo aquilo se faz com inteligência em virtude da imaginação, Independentemente do conhecimento, e que o autor é capaz de ignorar a sua própria origem, atribuindo a Deus pela sua inteligência, sem saber muito explicar da obra, mas do tema, achando simples e natural pelo que faz, e que para o outro é genial, mesmo sem entender do que aprecia. Por está em outra dimensão da realidade da vida, como referencial do que imagina. Por isso, o autor é o principal admirador da sua própria arte, e expõe com satisfação em virtude da sua felicidade, e ser compreendido pela sua mensagem. Portanto, nem mesmo o autor sabe o quanto a arte os realiza, e os faz felizes os que admiram a arte de quem faz com amor para sobreviver da arte, e obter o prazer como realização de vida, por retratar do que imagina, ou descrever do intimo do seu universo.
    Ary Barboza

  • Moiciruam

    O que é arte? Simples, de maneira ideal e absoluta,se explica o que
    é arte(pensamento criativo),pelo que é o seu oposto(pensamento normativo). Concluindo,ARTE É:sensibilidade,expressividade,criatividade etc… A NÃO ARTE é, leis,normas,regras e regulamentos.A sociedade e as coisas(cinema,pintura,dança,escultura etc…)se constroem no contraditório desses fluxos.
    Moiciruam

    • linda

      OBG, vc com seu comentário mim ajudou a fazer um trabalho.

  • ananda

    Gostar de arte é algo subjetivo, depende de uma porção de coisas. Tenho o meu conceito, mas não quer dizer que seja o certo. É o certo para mim. Alguém pode não gostar da fase do Barroco, Romantismo, Cubismo, Realismo, Surrealismo ou Pop Arte… Mas penso em arte quando ela é pura e verdadeira – não empulhação. Penso no artista quando ele é dotado de dom, de excelente técnica, de bom gosto e de espírito crítico.

    Partindo deste princípio, algo de bom estará a caminho. Jamais virá, deste artista, um horror. Por certo ele terá algumas de suas obras mais apreciadas do que outras. Normal.

    Horror, pra mim, é o que vejo em certas Bienais:

    Vejo uma porção de tijolos empilhados: é arte.

    Vejo tocos de madeira cercados de arame farpado: é arte.

    Vejo um maluco que resolveu fazer, de um assento de vaso sanitário, uma moldura para espelho: é arte.

    Vejo uma montanha de pneus acompanhados de uma placa qualquer: é arte.

    Vejo paralelepípedos em seqüência: é arte.

    Vejo uma porção de palitos de fósforo colados numa tela de Eucatex: é arte.

    Vejo um copo sobre uma mesa: é arte.

    Será que tenho de achar tudo isso magnífico e inovador? Chego à conclusão que estou fora do contexto. Não consigo entender de arte. E olha que tentei… Fiz uma força incrível para achar tudo isso uma maravilha. Mas deu errado; algo não funcionou em minha percepção.

    Leio e vejo arte em vários museus, galerias, residências, oficinas e igrejas. Vejo obras de Rembrandt, Michelangelo, Da Vinci, Renoir, Cézanne, Salvador Dali, Juarez Machado, Di Cavalcante, Manoel Santiago, H. Perea, Portinari, Manabu Mabe e por aí afora… E depois dou de cara com essas monstruosidades e minha sensibilidade tem de se amoldar rapidamente? Não dá. Sou meio vagarosa. Lerda.

    Gosto da Pop Art, embora tenha começado nesta fase a mistura de objetos. Surgiram artistas como Andy Warhol – representante máximo desta arte popular nos Estados Unidos, com sua conhecida Marilyn, entre outras pinturas. Não posso achar ruim Allen Jones, Richard Hanilton,Roy Lichtenstein ou Wesselmann, grandes artistas. Muitos de seus trabalhos são populares e alegres: bonitos e técnicos.

    Há artistas espetaculares em todas as fases e em todas as épocas. São muitos. Eu só não gosto de ser enganada. Não quero ninguém tentando me convencer que uma tripa de ferro velho é um avião, e que as asas ficam para minha imaginação… Não quero imaginar.

    Arte, para mim, é quando ela tem a capacidade de me emocionar, de me fazer sonhar, quando me dá prazer em olhar e descobrir detalhes, técnica, perfeição e beleza. Enfim, ver uma obra inteligente. E isso existe na pintura clássica, moderna, em todas as escolas e períodos. Arte é o contrário do grotesco, do repetitivo. É imaginação e delicadeza, pois vai ao encontro de nossos sentimentos.

    Mas fico a pensar o quanto não seria emocionante ter vários palitos colados em Eucatex e um troço desses dependurado na parede de minha sala… Substituiria qualquer ‘Aldo Locatelli’.

    Além de sonhar com essa palitada toda, ainda chamaria essa obra de ‘Palitos em Profusão!’

    ____________________________________________________________________

    Universos paralelosA questão militarPsssiu… PSOL! – Aqui vou eu…Gostar de arte é algo subjetivo, depende de uma porção de coisas. Tenho o meu conceito, mas não quer dizer que seja o certo. É o certo para mim. Alguém pode não gostar da fase do Barroco, Romantismo, Cubismo, Realismo, Surrealismo ou Pop Arte… Mas penso em arte quando ela é pura e verdadeira – não empulhação. Penso no artista quando ele é dotado de dom, de excelente técnica, de bom gosto e de espírito crítico.

    Partindo deste princípio, algo de bom estará a caminho. Jamais virá, deste artista, um horror. Por certo ele terá algumas de suas obras mais apreciadas do que outras. Normal.

    Horror, pra mim, é o que vejo em certas Bienais:

    Vejo uma porção de tijolos empilhados: é arte.

    Vejo tocos de madeira cercados de arame farpado: é arte.

    Vejo um maluco que resolveu fazer, de um assento de vaso sanitário, uma moldura para espelho: é arte.

    Vejo uma montanha de pneus acompanhados de uma placa qualquer: é arte.

    Vejo paralelepípedos em seqüência: é arte.

    Vejo uma porção de palitos de fósforo colados numa tela de Eucatex: é arte.

    Vejo um copo sobre uma mesa: é arte.

    Será que tenho de achar tudo isso magnífico e inovador? Chego à conclusão que estou fora do contexto. Não consigo entender de arte. E olha que tentei… Fiz uma força incrível para achar tudo isso uma maravilha. Mas deu errado; algo não funcionou em minha percepção.

    Leio e vejo arte em vários museus, galerias, residências, oficinas e igrejas. Vejo obras de Rembrandt, Michelangelo, Da Vinci, Renoir, Cézanne, Salvador Dali, Juarez Machado, Di Cavalcante, Manoel Santiago, H. Perea, Portinari, Manabu Mabe e por aí afora… E depois dou de cara com essas monstruosidades e minha sensibilidade tem de se amoldar rapidamente? Não dá. Sou meio vagarosa. Lerda.

    Gosto da Pop Art, embora tenha começado nesta fase a mistura de objetos. Surgiram artistas como Andy Warhol – representante máximo desta arte popular nos Estados Unidos, com sua conhecida Marilyn, entre outras pinturas. Não posso achar ruim Allen Jones, Richard Hanilton,Roy Lichtenstein ou Wesselmann, grandes artistas. Muitos de seus trabalhos são populares e alegres: bonitos e técnicos.

    Há artistas espetaculares em todas as fases e em todas as épocas. São muitos. Eu só não gosto de ser enganada. Não quero ninguém tentando me convencer que uma tripa de ferro velho é um avião, e que as asas ficam para minha imaginação… Não quero imaginar.

    Arte, para mim, é quando ela tem a capacidade de me emocionar, de me fazer sonhar, quando me dá prazer em olhar e descobrir detalhes, técnica, perfeição e beleza. Enfim, ver uma obra inteligente. E isso existe na pintura clássica, moderna, em todas as escolas e períodos. Arte é o contrário do grotesco, do repetitivo. É imaginação e delicadeza, pois vai ao encontro de nossos sentimentos.

    Mas fico a pensar o quanto não seria emocionante ter vários palitos colados em Eucatex e um troço desses dependurado na parede de minha sala… Substituiria qualquer ‘Aldo Locatelli’.

    Além de sonhar com essa palitada toda, ainda chamaria essa obra de ‘Palitos em Profusão!’

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    Universos paralelosA questão militarPsssiu… PSOL! – Aqui vou eu…Gostar de arte é algo subjetivo, depende de uma porção de coisas. Tenho o meu conceito, mas não quer dizer que seja o certo. É o certo para mim. Alguém pode não gostar da fase do Barroco, Romantismo, Cubismo, Realismo, Surrealismo ou Pop Arte… Mas penso em arte quando ela é pura e verdadeira – não empulhação. Penso no artista quando ele é dotado de dom, de excelente técnica, de bom gosto e de espírito crítico.

    Partindo deste princípio, algo de bom estará a caminho. Jamais virá, deste artista, um horror. Por certo ele terá algumas de suas obras mais apreciadas do que outras. Normal.

    Horror, pra mim, é o que vejo em certas Bienais:

    Vejo uma porção de tijolos empilhados: é arte.

    Vejo tocos de madeira cercados de arame farpado: é arte.

    Vejo um maluco que resolveu fazer, de um assento de vaso sanitário, uma moldura para espelho: é arte.

    Vejo uma montanha de pneus acompanhados de uma placa qualquer: é arte.

    Vejo paralelepípedos em seqüência: é arte.

    Vejo uma porção de palitos de fósforo colados numa tela de Eucatex: é arte.

    Vejo um copo sobre uma mesa: é arte.

    Será que tenho de achar tudo isso magnífico e inovador? Chego à conclusão que estou fora do contexto. Não consigo entender de arte. E olha que tentei… Fiz uma força incrível para achar tudo isso uma maravilha. Mas deu errado; algo não funcionou em minha percepção.

    Leio e vejo arte em vários museus, galerias, residências, oficinas e igrejas. Vejo obras de Rembrandt, Michelangelo, Da Vinci, Renoir, Cézanne, Salvador Dali, Juarez Machado, Di Cavalcante, Manoel Santiago, H. Perea, Portinari, Manabu Mabe e por aí afora… E depois dou de cara com essas monstruosidades e minha sensibilidade tem de se amoldar rapidamente? Não dá. Sou meio vagarosa. Lerda.

    Gosto da Pop Art, embora tenha começado nesta fase a mistura de objetos. Surgiram artistas como Andy Warhol – representante máximo desta arte popular nos Estados Unidos, com sua conhecida Marilyn, entre outras pinturas. Não posso achar ruim Allen Jones, Richard Hanilton,Roy Lichtenstein ou Wesselmann, grandes artistas. Muitos de seus trabalhos são populares e alegres: bonitos e técnicos.

    Há artistas espetaculares em todas as fases e em todas as épocas. São muitos. Eu só não gosto de ser enganada. Não quero ninguém tentando me convencer que uma tripa de ferro velho é um avião, e que as asas ficam para minha imaginação… Não quero imaginar.

    Arte, para mim, é quando ela tem a capacidade de me emocionar, de me fazer sonhar, quando me dá prazer em olhar e descobrir detalhes, técnica, perfeição e beleza. Enfim, ver uma obra inteligente. E isso existe na pintura clássica, moderna, em todas as escolas e períodos. Arte é o contrário do grotesco, do repetitivo. É imaginação e delicadeza, pois vai ao encontro de nossos sentimentos.

    Mas fico a pensar o quanto não seria emocionante ter vários palitos colados em Eucatex e um troço desses dependurado na parede de minha sala… Substituiria qualquer ‘Aldo Locatelli’.

    Além de sonhar com essa palitada toda, ainda chamaria essa obra de ‘Palitos em Profusão!’

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    Universos paralelosA questão militarPsssiu… PSOL! – Aqui vou eu…Gostar de arte é algo subjetivo, depende de uma porção de coisas. Tenho o meu conceito, mas não quer dizer que seja o certo. É o certo para mim. Alguém pode não gostar da fase do Barroco, Romantismo, Cubismo, Realismo, Surrealismo ou Pop Arte… Mas penso em arte quando ela é pura e verdadeira – não empulhação. Penso no artista quando ele é dotado de dom, de excelente técnica, de bom gosto e de espírito crítico.

    Partindo deste princípio, algo de bom estará a caminho. Jamais virá, deste artista, um horror. Por certo ele terá algumas de suas obras mais apreciadas do que outras. Normal.

    Horror, pra mim, é o que vejo em certas Bienais:

    Vejo uma porção de tijolos empilhados: é arte.

    Vejo tocos de madeira cercados de arame farpado: é arte.

    Vejo um maluco que resolveu fazer, de um assento de vaso sanitário, uma moldura para espelho: é arte.

    Vejo uma montanha de pneus acompanhados de uma placa qualquer: é arte.

    Vejo paralelepípedos em seqüência: é arte.

    Vejo uma porção de palitos de fósforo colados numa tela de Eucatex: é arte.

    Vejo um copo sobre uma mesa: é arte.

    Será que tenho de achar tudo isso magnífico e inovador? Chego à conclusão que estou fora do contexto. Não consigo entender de arte. E olha que tentei… Fiz uma força incrível para achar tudo isso uma maravilha. Mas deu errado; algo não funcionou em minha percepção.

    Leio e vejo arte em vários museus, galerias, residências, oficinas e igrejas. Vejo obras de Rembrandt, Michelangelo, Da Vinci, Renoir, Cézanne, Salvador Dali, Juarez Machado, Di Cavalcante, Manoel Santiago, H. Perea, Portinari, Manabu Mabe e por aí afora… E depois dou de cara com essas monstruosidades e minha sensibilidade tem de se amoldar rapidamente? Não dá. Sou meio vagarosa. Lerda.

    Gosto da Pop Art, embora tenha começado nesta fase a mistura de objetos. Surgiram artistas como Andy Warhol – representante máximo desta arte popular nos Estados Unidos, com sua conhecida Marilyn, entre outras pinturas. Não posso achar ruim Allen Jones, Richard Hanilton,Roy Lichtenstein ou Wesselmann, grandes artistas. Muitos de seus trabalhos são populares e alegres: bonitos e técnicos.

    Há artistas espetaculares em todas as fases e em todas as épocas. São muitos. Eu só não gosto de ser enganada. Não quero ninguém tentando me convencer que uma tripa de ferro velho é um avião, e que as asas ficam para minha imaginação… Não quero imaginar.

    Arte, para mim, é quando ela tem a capacidade de me emocionar, de me fazer sonhar, quando me dá prazer em olhar e descobrir detalhes, técnica, perfeição e beleza. Enfim, ver uma obra inteligente. E isso existe na pintura clássica, moderna, em todas as escolas e períodos. Arte é o contrário do grotesco, do repetitivo. É imaginação e delicadeza, pois vai ao encontro de nossos sentimentos.

    Mas fico a pensar o quanto não seria emocionante ter vários palitos colados em Eucatex e um troço desses dependurado na parede de minha sala… Substituiria qualquer ‘Aldo Locatelli’.

    Além de sonhar com essa palitada toda, ainda chamaria essa obra de ‘Palitos em Profusão!’

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    Universos paralelosA questão militarPsssiu… PSOL! – Aqui vou eu…Gostar de arte é algo subjetivo, depende de uma porção de coisas. Tenho o meu conceito, mas não quer dizer que seja o certo. É o certo para mim. Alguém pode não gostar da fase do Barroco, Romantismo, Cubismo, Realismo, Surrealismo ou Pop Arte… Mas penso em arte quando ela é pura e verdadeira – não empulhação. Penso no artista quando ele é dotado de dom, de excelente técnica, de bom gosto e de espírito crítico.

    Partindo deste princípio, algo de bom estará a caminho. Jamais virá, deste artista, um horror. Por certo ele terá algumas de suas obras mais apreciadas do que outras. Normal.

    Horror, pra mim, é o que vejo em certas Bienais:

    Vejo uma porção de tijolos empilhados: é arte.

    Vejo tocos de madeira cercados de arame farpado: é arte.

    Vejo um maluco que resolveu fazer, de um assento de vaso sanitário, uma moldura para espelho: é arte.

    Vejo uma montanha de pneus acompanhados de uma placa qualquer: é arte.

    Vejo paralelepípedos em seqüência: é arte.

    Vejo uma porção de palitos de fósforo colados numa tela de Eucatex: é arte.

    Vejo um copo sobre uma mesa: é arte.

    Será que tenho de achar tudo isso magnífico e inovador? Chego à conclusão que estou fora do contexto. Não consigo entender de arte. E olha que tentei… Fiz uma força incrível para achar tudo isso uma maravilha. Mas deu errado; algo não funcionou em minha percepção.

    Leio e vejo arte em vários museus, galerias, residências, oficinas e igrejas. Vejo obras de Rembrandt, Michelangelo, Da Vinci, Renoir, Cézanne, Salvador Dali, Juarez Machado, Di Cavalcante, Manoel Santiago, H. Perea, Portinari, Manabu Mabe e por aí afora… E depois dou de cara com essas monstruosidades e minha sensibilidade tem de se amoldar rapidamente? Não dá. Sou meio vagarosa. Lerda.

    Gosto da Pop Art, embora tenha começado nesta fase a mistura de objetos. Surgiram artistas como Andy Warhol – representante máximo desta arte popular nos Estados Unidos, com sua conhecida Marilyn, entre outras pinturas. Não posso achar ruim Allen Jones, Richard Hanilton,Roy Lichtenstein ou Wesselmann, grandes artistas. Muitos de seus trabalhos são populares e alegres: bonitos e técnicos.

    Há artistas espetaculares em todas as fases e em todas as épocas. São muitos. Eu só não gosto de ser enganada. Não quero ninguém tentando me convencer que uma tripa de ferro velho é um avião, e que as asas ficam para minha imaginação… Não quero imaginar.

    Arte, para mim, é quando ela tem a capacidade de me emocionar, de me fazer sonhar, quando me dá prazer em olhar e descobrir detalhes, técnica, perfeição e beleza. Enfim, ver uma obra inteligente. E isso existe na pintura clássica, moderna, em todas as escolas e períodos. Arte é o contrário do grotesco, do repetitivo. É imaginação e delicadeza, pois vai ao encontro de nossos sentimentos.

    Mas fico a pensar o quanto não seria emocionante ter vários palitos colados em Eucatex e um troço desses dependurado na parede de minha sala… Substituiria qualquer ‘Aldo Locatelli’.

    Além de sonhar com essa palitada toda, ainda chamaria essa obra de ‘Palitos em Profusão!’

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    Universos paralelosA questão militarPsssiu… PSOL! – Aqui vou eu…

    • ananda

      verdade a arte é muito linda