Titãs – Sacos plásticos
por Jean Garnier – Das bandas que explodiram com o chamado “BRock” (Rock Brasileiro) nos anos 1980 e ainda estão na ativa, o Titãs é a que mais passeou pelos diversos ritmos: foi pop, ska, punk, new wave, grunge e acústico. Depois de quase três décadas de atividades, esse quinteto paulistano lança o seu 13º disco de estúdio produzido por Rick Bonadio (NXZero, CPM 22, Rouge e Manonas Assassinas). Chamado Sacos plásticos (Universal, 2009), nele a banda tenta reencontrar a força e a inspiração, que vem em declínio desde a saída de Arnaldo Antunes, em 1993.
Há a lembrança das raízes nervosas em “Amor por dinheiro”, um rock que faz crítica sobre a ganância e seus males. “Deixa eu sangrar” e “Porque eu sei que é amor” são aquelas baladas prontas para bombar nas Fms, mas que nada acrescentam à carreira e só preenchem espaço. O primeiro single, “Antes de você”, chama atenção pela ironia de fazer parte da trilha sonora da novela “Caras e bocas”, logo eles que um dia cantaram versos como “é que a televisão me deixou burro, muito burro demais…” – mesmo levando-se em consideração que as músicas do grupo sempre fizeram parte dos folhetins globais.
A música que dá nome ao disco tem em seus versos algo que ilustra a atual fase do grupo: “Eu quero ser um desses sacos plásticos… me deixa ser seu lixo/ sem utilidade/ que você vai levar/ pela eternidade”. Há batidas eletrônicas em “Agora eu vou sonhar”, pena que eles não seguiram a risca a sua letra (“Sem me repetir/ Sem deixar de comover/ Agora eu vou prosseguir”).
Vendo a carreira dos ex-integrantes Antunes (que assina a faixa “Problema”) e Nando Reis, a sensação que se tem é que esses saíram ganhando por não ter o nome gravado nesses últimos trabalhos titãnicos. Sacos não empolga simplesmente pelo excesso de teclados imposto pelo seu produtor, e por ser mais do mesmo, sem nenhuma novidade. Nada aqui já não tinha sido tentado antes (a exceção fica pela companhia de Bonadio, mas isso um dia será esquecido e superado). Pode ter certeza que no dia que a história do grupo for revisada, ninguém terá muita empolgação em mencionar esse álbum. No máximo, informarão seu título e o ano de lançamento. Mas fique tranquilo: não é o pior da banda. Neste quesito, a dianteira ainda é do insuperável cd de covers As dez mais.
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Ai, eita, Jean. Tadinho deles! Vou comprar o CD só pra colaborar com os moços aí e voltar aqui quando tiver o que dizer sobre sua crítica.
bjks
Sue,
Sem sacanagem. não é justo comparar álbum por álbum, mas acho que difícilmente sairá algo relevante dali!!!
Mas aguardo lógico a sua visão!!!
Beijos
Cada um com a sua opinião, devemos respeitar!!!! As críticas sempre vem, de uma forma ou de outra!!!! P/ mim os titãs é sim uma das melhores bandas dos anos 80…Gostei sim do cd, gosto mais dos discos anteriores!!!! Achei muito legal, e é claro eles ñ precisam dá piedade de quem ñ gostou do novo disco!!! Critica deve ser feita por quem sabe fazer!!!!
Oi Tamy,
Não, numa entrevista que li dos Titãs (acho que numa Bizz do início da década de 1990), quando chegou na pergunta “O que vocês acham das críticas?”, eles responderam basicamente o que eu sempre pensei: “Desde que sejam construtivas, são válidas”.
A minha crítica em momento algum é maldosa. Veja se eu escrevi algo como “fulano é um péssimo guitarrista” ou “cicrano serve para compor bula de remédio”. Essa é a minha visão do disco, se eu não gostei, não é por isso que eu vou alisar! O tesão do Amálgama é isso…
Ao me criticar, TAMY, infelizmente você não usou dos mesmos critérios que eu utilizo para fazer as resenhas. Se vc é capaz de fazer uma crítica melhor que a minha, fique a vontade.
vc é um infeliz, não sabe o que fala , o disco é ótimo. quem é vc, o que vc fez de bom até agora afinal. Eu vou lavar meu rosto , melhor lavar o seu….
sou um mega fan de titãs tenho todos os albuns posso dizer que esse deixou a desejar “amor por dinheiro” é uma boa faixa, não é porque tem som eletronico q o album é ruim por inteiro, mas deixar charles Gavin “de fora” do cd é mancada, a faixa problema me agradou bem no estilo Arnaldo Antunes, e como carimbo da fase supercomercial da banda a boa “por que eu sei que e amor”, sou muito mais cabeça dinossauro mas baladinhas como epitáfio me agradam assim como todos os estilos que a banda tocou. Enfim, esse album não é nada titanico
o farinha ta certo algumas músicas servem para o ouvido porém falta a atitude titânica, deixa qualquer fã decepicionado.
a crítica é válida, mas será que não encontramos uma antítese e chegamos a uma síntese ?? o que eu sei é que , hoje aos 38 anos, os titãs fizeram minha adolesçência possuir mais sentido e mais catarse, e é com este espírito afetivo que tenho escutado “sacos plásticos” … é claro que nenhuma banda veterana vai repetir o seu auge e os próprios titãs, como o Deep Purple ou o Metallica, sabem que seu “auge’ já passou … agora, o lance do cd novo, puxa, melhor ou não que o anterior ou o próximo, o lance de voltar aos palcos, isto tá no sangue e no psiquismo dos caras, é o que eles sabem fazer e , paciência, eles tem história e ainda querem expressar suas coisas .. eu AGRADEÇO AOS tITÃS POR SIGNIFICAR EM MINHA POBRE E OBSCURA VIDA … um ABRAÇO a todos e aos TITÃS !!
Antonio machado df agradeco essa banda por ter existido eles sao nota dez curto voce deste o inicio de sua carreira sentir a perda do fromer a saida do arnaldo charles e nando nao tinha motivo para nenhum dos tres ter largado os titas mas estar de boa e a banda continua e cada dia mais cheia de novidade e energia positiva para distribuir para seus fas. Um abraco ao britto, miklos,bellotto, ao branco e ao novo bateta.