O mais anticristão dos agnósticos
por Daniel Lopes – Se você não conhece Bertrand Russell (1872-1970), é capaz de achar que o lançamento de Por que não sou cristão (L&PM, 2008) não passa de mais uma gota no mar de traduções recentes que apresentaram ao público brasileiro pensadores ateus relevantes, como Cristopher Hitchens, e banais, como Sam Harris, pra não falar da ressurreição de Nietzsche. O que não é verdade.
A começar pelo posicionamento do autor – agnóstico, e não ateu – e pela concepção do livro. Publicado originalmente em 1957, não é uma obra homogênea pensada para atacar a religião. Trata-se da reunião de textos e discursos de Russell publicados e proferidos ao longo de vários anos, e que abordam tanto a fé cristã (especificamente, a católica) quanto temas mais “amenos” – como a liberdade de expressão – e outros nem tanto, mas que ainda assim não se apresentam como um ataque direto à crença em Deus – como os direitos sexuais, inclusive dos jovens.
Neste último aspecto, sou tentado a comparar as idéias de Russell com as de seu contemporâneo Wilhelm Reich, famoso psiquiatra alemão que publicou A função do orgasmo (1927) e A revolução sexual (1936), entre outros. Em um texto de Por que não sou cristão, “Será que a religião fez contribuições úteis para a civilização?”, de 1930, o prêmio Nobel inglês defende que “não existe embasamento racional algum para manter uma criança ignorante a respeito de qualquer coisa que ela deseje saber, seja sobre sexo ou qualquer outro assunto”. Outro artigo, “Nossa ética sexual”, data de 1936.
Para além da educação sexual na infância e na juventude, Russell também se antecipou à sua época ao analisar os benefícios de políticas públicas que visassem a propagação de métodos anticoncepcionais. Quanto às jovens, “é indesejável, tanto psicológica quanto educacionalmente, que as mulheres tenham filhos antes dos vinte anos. Nossa ética deve, portanto, ser tal que torne rara essa ocorrência”; já em relação aos jovens, “não é nem provável que eles vão permanecer castos no período dos vinte aos trinta anos, nem psicologicamente desejável que o façam”.
Ao defender uma vida sexual ativa para ambos os sexos, Russell mirava a prostituição, que considerava abominável, e o casamento como um negócio, onde a mulher troca seu dote físico por uma confortável vida financeira ao lado do marido. Contra essa pervertida moral puritana, o filósofo tinha uma frase lapidar: “o sexo, mesmo quando abençoado pela Igreja, não deveria ser uma profissão”.
Como seria quase impossível de não acontecer, alguns textos de Por que não sou cristão caem na armadilha da qual, em um momento ou outro, poucos propagandistas do secularismo escapam, a saber, o cientificismo, ou a ciência como panacéia. Assim, a pouco menos de uma década do início da carnificina que seria a Segunda Guerra, encontramos Russell escrevendo que “os preceitos religiosos datam de uma época em que os homens eram mais cruéis do que são e, portanto, têm a tendência de perpetuar atrocidades que a consciência moral desta época, de outro modo, superaria”; ou que “com a técnica industrial que temos hoje, poderemos, se assim desejarmos, fornecer subsistência tolerável para todos”.
É bem verdade que esse “se assim desejarmos” salva o autor da infelicidade total, mas de qualquer forma é impressionante que alguém com tanto espírito e visão tivesse caído na conversa da tecnologia como garantia para uma moral mais avançada que a das gerações anteriores. Raciocínio que subestima a capacidade que líderes e cientistas nacionalistas ou racistas têm de convencerem autoridades e hordas religiosas da importância de uma expansão territorial ou uma limpeza étnica.
Sim, mas… e o cristianismo, onde entra?
Calma. Você que pensa em comprar o livro porque se interessou pelo título também não vai sair de mãos abanando desta resenha.
A ironia, meus amigos e minhas amigas, é uma coisa muito útil, não é verdade? A ironia, a graciosidade, a leveza, a objetividade do texto. Sisudez por sisudez, por que alguém preferiria um inimigo da religião a um religioso ortodoxo? Então, eu provavelmente não estaria desperdiçando meu tempo (nem o de vocês) se o livro do senhor Russell não tivesse lá, junto com a gama de indignação e seriedade, alguma graça.
Exemplificaremos bem o tipo de ataque à fé cristã por parte de Russell se citarmos que ele considera o próprio Cristo um sujeito com momentos dignos (principalmente quando pregava), mas longe de ser um modelo de comportamento (principalmente quando agia). Ou seja, toda a Igreja Católica (e por extensão a fé cristã) teria sido erguida em nome de um homem dito santo, mas, na verdade, nem pior nem melhor que a média do resto dos humanos.
Estou me segurando pra não soltar o lugar-comum mais surrado que baú velho que diz ser direito de cada um acreditar que Cristo foi um homem santo – ou não. Mas que tal atentar para algumas passagens das Escrituras, como aquela em que Jesus se dirige à mãe secamente com um “mulher, que tenho eu contigo?” (João, 2:4). E a neurose que fazia esse pregador oriental (a exemplo de muitos outros) se sentir o centro do mundo? Em nome dessa megalomania, o Filho chegou mesmo a atentar contra a instituição família: “(…) vim separar o filho do seu pai, e a filha da sua mãe, e a nora da sua sogra. (…) O que ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10:35-37). E olha que aqueles que relatam essas e outras pérolas, os discípulos, o fazem de uma perspectiva benevolente.
Ou seja, Russell não é cristão, antes de tudo, porque se trata de uma crença baseada numa fraude, num homem-fraude, muito inferior a Buda ou a Sócrates – este último fazia a besteira de ouvir com respeito aqueles que discordavam de suas idéias, ao passo em que Jesus bradava aos que não eram muito fãs de suas pregações: “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação ao inferno?”
Começando mal, a Igreja ao longo do tempo foi se tornando pior ainda (pelo menos até tempos recentes, quando foi obrigada a se ajustar ao ambiente de bom senso trazido por alguns protestantes e secularistas). Para comprovar, basta ver o tipo de gente que ela sempre elege para santo. Escreve Russell, bem a seu estilo:
A Igreja nunca consideraria um homem santo por ter reformado as finanças, ou as leis criminais, ou o judiciário. Tais contribuições simples ao bem-estar humano eram consideradas sem importância. Não acredito que haja em todo o calendário um único santo cuja santidade esteja relacionada à utilidade pública.
É digno de nota, ainda, o apêndice de Por que não sou cristão, que lembra em detalhes repulsivos como foi o processo que, no início da década de 40, proibiu Russell de lecionar na Faculdade Municipal de Nova York. A acusação foi, basicamente, de que o despudorado inglês corrompia a juventude.
[Por que não sou cristão, de Betrand Russell
(trad. Ana Ban) ::: compre a edição pocket (2011)]
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Ou somos todos Santos, ou somos todos demasiadamente humanos, inclusive nossos Deuses.
Oi Daniel. Li um trecho que “Por que não sou cristão?” quando eu ainda freqüentava a igreja evangélica e esse livro me ajudou muito a abrir os olhos e me fez perceber coisas que eu também pensava, mas que não tinha coragem de admitir.
Mas não concordo que Sam Harris seja um pensador ateu banal. Ele apenas tem uma linguagem mais acessível e critica a religião de um ponto de vista menos científico e mais filosófico. Além disso, como eu já fui evangélica, gostei do Carta a uma Nação Cristã, de Sam Harris, porque ele toca em pontos que só quem já foi um evangélico fanático ou quem conhece o modo de pensar dessas pessoas, consegue entender e se identificar.
Abraço.
Ju, eu acho que a postura fanática do Harris – em relação ao islamismo, por exemplo – põe a perder seus bons momentos. Eu falei de raspão dele lá no Digestivo: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2572
Daniel. Adorei ler seus comentários, inteligentes e bem embasados. isso que ainda não li o livro do Russel. Parabéns. Creio que leituras como essa e comentários como os seus podem diminuir a raiva “passiva” que grande parte de comunidades critãs sente ao nos ouvir comentar ,suavemente, que não o somos e,com isso, gerar a paz.
Acho que se ouvisse Cristo falar desse jeito eu morreria de medo também!! Um dia desses vi um programa desses pastores loucos, dá medo, cara! E como eles fazem milagres. Quem não enxerga, vê, quem é paralítico anda, e tudo em questão de minutos!! Ah! E quanta gente é possuída pelo diabo!! Como usam essas palavras de Cristo para colocar medo em seus fiés!! Nossa! Que loucura essa coisa toda!!
Daniel, respeito a liberdade de escolha das pessoas, mas nao consigo aceitar comentários infundados baseados em textos fora de contexto, que na minha opiniao, é mero pretexto. Quando você diz que Russell nao é cristao por se tratar de uma crença numa fraude, afirmando Jesus ser um homem-fraude, vejo que você nao captou a mensagem dele (de Jesus). O fato de Jesus ter falado daquela forma “raça de víboras etc…” mostra o desapontamento dele diante de uma elite religiosa, seguidora da lei de Moisés, mas que, no entanto, nao conhecia nada de Deus por nao conseguir a simples coisa: amar. Afirmar também que ele era inferior à Buda, Sócrates ou seja lá quem for, me parece simplista demais, pois nao encontrei paralelo na história da humanidade. Ele conseguiu a proeza que nenhum outro ser humano consegue. Amar até os inimigos e os próprios torturadores. Quem é que nós amamos? A quem daríamos a nossa vida?
Renata, obrigado por expressar sua opinião.
Obviamente, você e eu temos crenças diferentes, e portanto é mais que natural darmos nomes diferentes à mesma coisa. São discordâncias que fazem parte da vida.
Não importa se elite ou ralé, Jesus chamou de “raça de víboras” aqueles que não concordavam com suas pregações. E ponto final. Se ele fez isso para salvar a humanidade, é você quem diz. É você quem diz que ele não tem paralelo com Sócrates. Mas há controvérsias, nos dois casos.
E não sei como alguém pode pregar “amor” ao mesmo tempo que joga praga nos que discordam de sua palavra. Vai ver a maior função de Jesus Cristo na Terra foi mesmo provar aquele ditado: amar a humanidade é fácil, quero ver você amar o seu vizinho.
Abraço e volte sempre.
Deus não existe!
Deus não existe. Ele é Ele mesmo pra além de toda essência e existência. Portanto, argüir acerca da existência de Deus é o mesmo que negá-Lo. Deus não existe. Ele é. Eu existo. Pois existir não é algo que seja pertinente ao que É. Existir é o que se deriva do que sendo, É de si e por si mesmo.
Deus não existe. O que existe tem começo. Deus nunca começou. Deus nunca surgiu. Nunca houve algo dentro do que Deus tenha aparecido.
Deus não existe. Se Deus existisse, Ele não seria Deus, mas apenas um ser na existência.
Se Deus existisse, Ele teria que ter aparecido dentro de algo, de alguma coisa, e, portanto, essa coisa dentro da qual Deus teria surgido, seria a Coisa-Deus de deus.
Existem apenas as coisas que antes não existiam. Existir surge da não existência. Deus, porém, nunca existiu, pois Ele é.
Sim, dizer que Deus existe no sentido de que Ele é alguém a ser afirmado como existente, é a própria negação de Deus. Pois, se alguém diz que Deus existe, por tal afirmação, afirma Deus, e, por tal razão, o nega; posto que Deus não tem que ser afirmado, mas apenas crido.
Deus É, e, portanto, não existe. Existe o Cosmos. Existem as galáxias. Existem todos os entes energéticos. Existem anjos. Existem animais e toda sorte de vida e anima vivente. Existem vegetais, peixes, e organismos de toda sorte. Existem as partículas atômicas e as subatômicas. Existe o homem. Etc. Mas Deus não existe. Posto que se Deus existisse dentro da Existência, Ele seria parte dela, e não o Seu Criador.
Um Criador que existisse em Algo, seria apenas um engenheiro Universal e um mestre de obras cósmico. Nada, além disso. Com muito poder. Porém, nada além de um Zeus Maior.
Assim, quando se diz que Deus está morto, não se diz blasfêmia quando se o diz com a consciência acima expressa por mim; pois, nesse caso, quem morreu não foi Deus, mas o “Deus existente” criado pelos homens. Tal Deus morreu como conceito. Entretanto, tal Deus nunca morreu De Fato, pois, como fato, nunca existiu — exceto na mente de seus criadores.
Assim, o exercício teológico, seja ele qual for, quando tenta estudar Deus e explicar Deus, tratando-o como existente, o nega; posto que diz que Deus existe, fazendo Dele um algo, um ente, uma criatura de nada e nem ninguém, mas que também veio a existir dentro de Algo que pré-existia a Ele, e, portanto, trata-se de Algo – Deus sobre o tal Deus que existe.
A Escritura não oferece argumentos acerca da existência de Deus. Jesus tampouco tentou qualquer coisa do gênero. Tanto Jesus quanto a Escritura apenas afirmam a fé em Deus, e tal afirmação é do homem e para o homem — não para Deus —; pois se fosse para Deus, o homem seria o Deus de Deus, posto a existência de Deus dependeria da afirmação e do reconhecimento humano. Tal Deus nem é e nem existe; exceto na mente de seus criadores.
Deus não existe. O que existe pertence ao mundo das coisas que existem OU não existem. Deus, porém, não pertence a nada, e, em relação a Ele, nada é relação.
Defender a existência de Deus é ridículo. Sim, tal defesa apenas põe Deus entre os objetos de estudo. Por isto, dizer: “Deus existe e eu provo” — é não só estupidez e burrice; mas é, sem que se o queira, parte da profissão de fé que nega Deus; pois se tal Deus existe, e alguém prova isto, aquele que apresenta a prova, faz a si mesmo alguém de quem Deus depende pra existir… e ou ser.
O que “existe”, pertence à categoria das que coisas que são porque estão. Deus, porém, não está; posto que Ele É.
Ser e estar não são a mesma coisa, como o são na língua inglesa. O que existe pertence ao que é apenas porque está. Deus, entretanto, não está porque Ele É.
“E quem direi que me enviou?” — perguntou Moisés. “Dize-lhes: Eu sou me enviou a vós outros!” — disse Ele.
Desse modo, Deus não diz “Eu Estou”, mas sim “Eu Sou”. Ora, um Deus que está, não é, mas passou a ser. Porém o Deus que É, mas não está; não pertence ao mundo das coisas verificáveis; posto que Aquele que É, não está; pois se estivesse, seria —, mas não Seria Aquele de Quem procedem todas as existências, sendo Ele apenas um ele, e não Ele; e, por tal razão, fazendo parte das coisas que existem — mas sem poder dizer Eu Sou!
Jesus também falou da sutileza do ser em relação ao estar. Quando indagado acerca da ressurreição pelos saduceus (que não criam em nada que não fosse tangível), Ele respondeu: “Não lestes o que está escrito? Eu sou o Deus de Abraão, eu sou o Deus de Isaque, eu sou o Deus de Jacó. Portanto, Ele é Deus de vivos, e não de mortos; pois para Ele todos vivem”. Assim, os que vivem para sempre são os que são em Deus, e não os que estão existindo. A vida eterna não é existir pra sempre, mas ser em Deus.
Assim, para viver eternamente eu tenho que entrar na dissolvência da existência, a fim de poder mergulhar naquilo que está pra além do que existe; posto que É.
A morte pertence à existência. A vida, porém, se vincula ao que não existe, pois, de fato É.
O que existe carrega vida, mas não é vida. A vida, paradoxalmente, não pertence ao que é existente, mas sim ao que É.
Quando falo de vida, refiro-me não às cadeias de natureza biológica que constituem a vida dentro da existência. Mas, ao contrario, ao falar em vida, refiro-me ao que é para além da existência constatável.
Portanto, Paul Tillich tem razão quando diz: “God does not exist. He is being itself beyond essence and existence. Therefore to argue that God exists is to deny him”.
Ora, usando uma gíria de hoje, eu diria: Tillich tem razão quando diz: “Deus não existe!” — pois é isto que hoje se diz quando algo está pra além da existência: “Meu Deus! Esse cara não existe!”. Assim é com Deus: Não existe! Pois é de-mais!
Nele, que não existe, pois É
Prezados: “Deus é indefinível”
Se Deus chegasse a ser explicado, identificado e definido ele deixaria de ser Deus. Ainda não nasceu e não nascerá aquele com capacidade de solucionar esse mistério criado por nos mesmos. Nos, humanos repletos de defeitos, especiamente mentais, somos prepotentes ao extremo quando nos intitulamos sua imagem e semelhança. Eu, com convicção, aceito bem mais a crença dos povos antigos e dos indígenas cultuadores do sol, da lua, da chuva, do vento, do trovão, da água do ár e demais elementos da natureza, como verdadeiros Deuses. Isso é bem mais racional e palpável, diferentemente das ficções criadas por mentes defeituosas, fanatizadas, doentias ou, mais provável, espertissimas, com o intúito de dominar e subjulgar os incautos, desavisados e demeroso e incapacitados em duvidar desses ensinamentos fantasiosos, por puro temor aos prováveis castigos que lhes serão imputados. A ameaça de grandes sofrimentos em vida e, principalmente, pós morte é de deixar os cegos de mente totalmente desesperados. Esses religiosos que proliferaram o mundo todo, sob a égide de cristo e calçados na bíblia – geralmente debaixo do braço – ao longo desses dois mil e poucos anos conseguiram dominar as classes dominantes: governos, reinos e, por fim, o povão. Vejo, nos dias atuais, uma gigante corrida em busca do bem estar material pregada e repregada por “pastores ” exautivamente treinados e capacitados para o comércio religioso. Esses grupos, através de dógmas apelativos das igrajas (católica, evangélica, e outra tantas mais) tatuam mentes fracas e carentes, como sempre, de algo: amor, saúde, emprego, fama, riqueza, sucesso, etc…, tornando esses crentes verdadeiros imbecis e abobalhados, cativos psicologicamente e financeiramente desses malditos inescrupulosos que, em nome de Deus e de Cristo, acumulam riquezas e, o que é pior, livres de fiscalização e do pagamento de impostos, além de outras benesses. É lamentável que, em nome da liberdade de culto e de religião, convivamos com farsantes e aproveitadores da fé do povo. Certa ocasião, ouvi de um religioso a seguinte frase: “o sofrimento é o maior alimento da fé”. E, por falar em fé, estou perplexo frente a essa onda de fé que vem tomando conta da população globalizada. Aí eu me pergunto: Fé em que? Não é possivel que, com todos esses avanços e evoluções tecnológicos ocorridos nos últimos séculos, hoje, ainda se acredite em adão e eva, arca de noé, ressuscitamentos, povo de Deus. São ficções, lendas, fábulas todas, sem excessão, criadas por homens simplórios e de ínfimos conhecimentos que, segundo relatos historicos, viveram há 5.000, 3.000, 2.000, 1.000 anos.
Esse texto do Christophe de Goes me fez perceber o quanto eu e tantos outros somos superficiais ao afirmarmos que Deus existe, sendo que Ele é.
a palavra do Senhor é loucura para os que perecem
Dizem os nécios: Não hã Deus!
mas na verdade o proncipe deste seculo, segou os olhos dos incredulos, para que a luz do evangelho não esplandeça sobre eles.
E o engraçado é que os cristãos querem fazer de Jesus um homem santo…
Se ele existiu de fato – e não há provas contundentes para isso – na minha opinião ele foi apenas um mentiroso ou um maluco que queria ser mais do que era – um homem.
Apesar de reconhecer uma mensagem de amor e paz deixados por Jesus, também reconheço a sua megalomania e seus defeitos – como a impaciência com que ele agia com quem discordasse dele.
uahuahuahauhaua…
Isso sem falar da farsa e mentiras escandalosas da vida de Jesus – como o nascimento mágico, a virgindade de sua mãezinha, a multiplicação de pães, os seus poderes de Power Ranger, a sua ressureição e a subida aos céus…
rsrs
Acho que apelaram em muita coisa…
Gente, vocês conseguem falar mal até de Jesus, incrível!
E transformar água em vinho (!), isto é milagre que se apresente?
E multiplicar pães (!), é mágica?
Vai de encontro à economia de mercado.
E caminhar sobre as águas (?), puro exibicionismo?
E estress no templo, ‘passando’ a vara de marmelo no povão, que Jesus estressado!
Gente, vocês conseguem falar mal até de Jesus, incrível!
Christophe de Góes, amiguinho, não existem anjos não.Nunca existiram. Jamais.
Fique triste não, amiguinho, a Cegonha também não existe. Nem Papai Noel, tenha certeza.
Jesus Cristo, só existe para os cristãos que não entenderam nada, na aula de biologia, sobre reprodução humana. Agora sobre Deus, eu nada sei.
Um abraço.