Não é apenas o Preço Justo. São os impostos, o lucro e a má vontade governamental

Muito da mercadoria que vem sendo barrada na alfândega não é e nem tem a intenção de ser produzida no Brasil.

Há algum tempo que tenho o costume de comprar muita coisa fora do país, pela internet. Roupas, livros, LP’s e alguns itens de tecnologia. Praticamente nenhum desses produtos encontra similares nacionais, mas dentre os que encontram – roupas – é grotesca a diferença de preço entre o produto nacional e o feito lá fora (mesmo com a taxa de envio e em dólares).

Vejamos um exemplo. Uma camisa na loja online Chico Rei (especializada em camisas com frases engraçadas, imagens pop, etc.) não sai por menos de 49 reais. Sem contar com a taxa de envio. Já uma camisa na loja americana Threadless sai por aproximadamente 10 dólares (20 reais, em promoção, ou 20 dólares normalmente, 40 reais) com mais 9 reais de taxa de correios (18 reais), totalizando 38 reais. Outras lojas brasileiras chegam a cobrar quase 70 reais por uma camisa do mesmo estilo, e estou falando apenas de lojas online, onde, em tese, os produtos deveriam ser mais baratos, pois não há qualquer custo com a manutenção de uma loja física. Este princípio vale para livros, onde por vezes estes são mais baratos nas lojas virtuais da Saraiva, Cultura e companhia que em suas lojas físicas.

E, no fim das contas, nem se trata apenas do preço, mas também do meu direito de escolher o que e onde quero comprar. Não importa a justificativa. Se são impostos (que o governo de fato cobra de forma abusiva), burocracia ou simplesmente margens de lucro grandes demais. O fato é que, calculando custo-benefício, prefiro esperar um pouco mais para receber o produto vindo dos EUA (ou de qualquer parte do mundo) do que gastar quase o dobro (ou mais que o dobro em alguns casos) por um produto igual ou similar feito no Brasil.

Box de séries e filmes clássicos lançados nos EUA, em geral, são infinitamente superiores aos lançados no Brasil, onde há total desleixo e despreocupação com qualidade, mas eu não posso comprá-los pois terei de pagar o triplo no Brasil? De quem foi essa ideia? HD’s não são fabricados no Brasil, mas ainda assim eu tenho que pagar praticamente 100% de seu valor em impostos caso compre lá fora? O curioso é que, por experiência própria, há alguns anos comprei um HD externo na Inglaterra que, mesmo com quase 100% de impostos, saiu mais barato que o similar comprado no Brasil (mas não fabricado no Brasil).

Também compro muitos livros na Amazon e em lojas da Espanha, pois a maior parte dos livros do meu mestrado estão em espanhol ou inglês. E também leio muita literatura espanhola e em língua inglesa e não tenho paciência pra esperar décadas para alguma editora ter a boa vontade traduzir o livro que quero – e ainda me cobrar um valor absurdo, porque 40-50 reais por um livro de 300 páginas é um roubo. Leio alguns autores que publicam anualmente, e as editoras não apenas mudam a cronologia dos lançamentos (alterando o foco da história), como demoram 2, 3 anos para lançar algum título novo. Logo, é problema único e exclusivo meu se quiser comprar um livro fora do país, pagar o frete e esperar um tempo minimamente aceitável para recebê-lo, ao invés de passar meses sendo tapeado com meu produto mofando na receita e sendo sobretaxado. Um livro em espanhol não é o mesmo que um livro de mesmo título/autor em português, logo, não pode ser considerado concorrencial. Tudo bem que livros ainda não são taxados pelo Brasil na importação, mas não duvido que logo comece e, de qualquer forma, suas entregas estão demorando mais que o normal graças ao serviço de porco da alfândega e das iniciativas de Dilma de limitar importações. E o mesmo vale para itens de tecnologia (a maioria sem fabricação nacional), LPs e afins.

Enfim, chegamos ao problema: há uma política oficial de se atrasar o desembaraço de mercadorias importadas na alfândega brasileira. Em parte o problema é a operação chamada Maré Vermelha, e em parte a ineficiência crônica da Receita Federal, que se já não tem capacidade para verificar tudo que chega com rapidez – com a sobrecarga de trabalho atual, a coisa piora. Espero há 3 meses por alguns itens que comprei e, pesquisando pela rede, vi que não sou o único. Isto quando o produto não chega depois de vários meses, danificado, porque a receita não tem, por exemplo, áreas de armazenamento suficientes em Campinas, por onde chegam muitos produtos importados.

Não se trata “apenas” de querer barrar importações ilegais, pois é muito fácil verificar que aquela caixa onde está escrito conter um livro de fato contém um livro e não há sentido em demorar 3 meses para liberá-lo. É uma política deliberada e continuada de Dilma que faz ecos à ditadura, quando tínhamos a famigerada política de substituição de importações. A diferença é que muito do que vem sendo barrado não é e nem tem a intenção de ser produzido no Brasil. Querendo ou não, existe um Direito do Consumidor que, em tese, tem validade nacional, mas como fazemos para processar o governo por sua ineficiência em um área que alguns vão considerar desimportante frente, por exemplo, ao caos na saúde, educação…? É pirraça pura. Além do que, a política da ditadura foi um fracasso, atrasando em décadas o avanço da indústria nacional que, até hoje, tem seu bastião na fabricação de carros – setor onde mais Dilma investe, em detrimento de diversificação da indústria e do transporte público.

Não sou capitalista, obviamente, mas se vivemos no capitalismo e Dilma e o PT parecem ter abraçado com prazer e gosto este modelo, então que, ao menos, se jogue o jogo de forma honesta. Políticas torpes de protecionismo de itens de necessidade ou consumo de pessoas físicas cujo valor lá fora é muito inferior ao nacional não fazem sentido. Ao invés de incentivar a indústria, apenas incentivamos o endividamento de alguns, a produção de bens de qualidade duvidosa e a acomodação da indústria. É interessante como capitalistas adoram chorar pedindo ajuda ao governo quando não têm capacidade de competir, mas assim que formam seus monopólios são os primeiros a dar uma banana ao governo e ao povo. Recentemente Dilma elevou o IPI sobre motos, microondas e ar-condicionado, mesmo dos fabricados no Brasil – exceto na Zona Franca de Manaus, o que desmascara o interesse do governo de única e exclusivamente aumentar seu lucro com impostos ou, ao menos, reparar as perdas pelas benesses a outros setores. Os prejudicados? Nem precisa responder.

Faz total sentido a proteção de setores estratégicos, mas faz ainda mais sentido forçar que outros setores sejam ao menos competitivos. Subsídios governamentais também são uma saída em alguns momentos e setores, mas no fim sabemos que sempre a corda rompe do lado mais fraco: o nosso. Trata-se de um direito básico de escolha sobre o que, como e onde eu quero comprar aquilo que me interessa. E é engraçado que um governo cuja base programática inteira seja o consumo e a elevação do padrão de consumo da população – ainda que os dados se mostrem manipulados e até falsos – imponha tantas barreiras exatamente ao consumo. Mas, apesar de engraçado, não é contraditório, pois a intenção é apenas concentrar o consumo dentro do país, engordando os bolsos de capitalistas que mamam nas tetas do governo, mas estão sempre dispostos a reclamar que o Estado se mete demais em seus assuntos. Estes capitalistas ora felizes, ora irritados, são os que financiam campanhas e que fazem a festa da corrupção e do “engordamento” de contas de parlamentares e aliados.

Se Dilma está preocupada com a balança de pagamentos, que invista na indústria brasileira, em sua diversificação e não apenas em “agroindústria” e exportação de produtos primários (como reza a cartilha de sua aliada Kátia Abreu) e na indústria de carros que, aliás, são muito mais caros aqui do que lá fora, dada a quantidade absurda de impostos e, claro, das margens de lucro criminosas dos empresários que tiram do Brasil uma parte significativa de seus lucros globais.

Mas faço um alerta tardio. Não confundam meu questionamento com o “Preço Justo” de Felipe Neto:

No vídeo que virou a campanha #Precojusto ele corretamente protesta contra os impostos abusivos que pagamos por basicamente tudo, sem recebermos absolutamente nada em troca. Nossa saúde é uma lástima, nossa educação pública é uma piada, segurança é risível (e segurança é encarada como “bater em pobre” apenas)…. Concordo com ele na crítica à imbecil campanha contra a pirataria promovida pelo governo. Mas não só pelo preço dos produtos devido aos impostos, mas como crítica à indústria em si.

Tudo correto. Revolta correta – ele ainda, no começo, comenta que a única coisa que “fazemos” é protestar no Twitter. Bingo! Realmente, o estilo classe-média de protesto é achar que sentar no sofá e xingar nas redes sociais muda o mundo.

O grande problema do vídeo, porém, é a ampla generalização dos políticos, colocados todos no mesmo grupo: corruptos e canalhas. E, claro, o de se basear na noção divina do “direito ao consumo”, sem qualquer tipo de crítica.

Os protestos classe-medianos têm, todos, uma configuração muito semelhante, não importam as intenções: Colocam a política institucional num limbo completo. Não presta, não serve.

Há, entre a juventude, a ideia firme de que partidos políticos são o mal para o país, são o problema único. Na verdade, boa parte do problema é que este distanciamento acaba por abrir exatamente o espaço que estes partidos precisam para fazer das suas. É exatamente essa ojeriza por grande parte da juventude, os afastando da política institucional, que facilita aos partidos com elementos corruptos roubar descaradamente.

E, ao mesmo tempo, cria-se a aura de que política e política institucional são a mesma coisa. Trata-se de uma juventude classe-mediana facilmente manipulável e óbvia.

Não acreditam na política institucional e, como consequência, se afastam de toda e qualquer política, tornando-se presas fáceis para manipuladores experientes.

Não se trata apenas de um problema criado pelo governo, mas compartilhado por este, por quem nele vota e pela indústria, por empresários interessados unicamente em maximizar lucros às nossas custas.

  • Arce

    Eu gostaria de lhe fazer duas perguntas, Primeiro: Qual é a sua ideia de resolver o problema da carga tributária no Brasil? e Por Quê você critica o #PreçoJusto se ele atingiu uma de suas metas, que foi a redução de impostos nos Tablets?

  • carmen

    nota-se o individualismo do povo brasileiro ao dizer que diminui o preço dos tablets. Parece que o problema se resume a isso. É uma política ditatorial de Dilma dificultar importações, mas reclamar on line de nada serve. O país está paralizado e somos meros fatoches.

  • Luiz Octávio

    É isso aí! Vamos apressar esse pessoal da alfândega porque o Tsvakko quer consumir logo e não aguenta mais pagar esses impostos abusivos! Afinal, ele tem “o direito de escolher o que e onde ele quer comprar”. Cuidado que ele pode acabar indo defender sua dissertação de mestrado em Miami. Classe média sofre nesse país!

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Pois é, a taxação de produtos eletrônicos, mesmo de peças improtadas – e não produzidas no país – não são nem um problema pradiversas indústrias… A burocracia alfandegária nem atrapalha e encarece obras cujo maquinário é importado, não encarece produtos EM GERAL pela demora e pela alta taxação… O comércio não é prejudicado por isso…

      Lamentável…

  • Daniel

    “Tudo bem que livros ainda não são taxados pelo Brasil na importação, mas não duvido que logo comece”

    Pois passe a duvidar, já que livros têm imunidade tributária garantida pela Constituição.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Você duvida uma negociação de Dilma com sua simpática base pra mudar as regras do jogo, via PEC, em troca de favores aos krents, ruralistas e cia? Não esqueça que Dilma acbou de privatizar a previdência dos funcionários públicos, logo, ela é capaz de qualqeur absurdo.

      • Arce

        O que a Dilma fez não foi a privatização da previdência dos funcionários públicos e sim a criação de um fundo que regulamenta essa àrea e além do mais, está na hora de uma reforma na previdência.

        • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

          Quando você limita a aposentadoria e cria um fundo PRIVADO para quem qusier se aposentar com dignidade você está basicamente privatizando. O projeto, aliás, é de FHC e o PT, enquanto oposição, passou anos lutando contra. Além de tudo, uma traçião.

          • Rodrigo

            A questão não é somente sobre o fundo e sim, sobre a necessidade de uma reforma geral na previdência.

          • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

            Pô Raphael. Eles têm mais é que agradecer a criação desse fundo. Se ficassem com o INSS como os mortais do setor privado estariam fritos. Vide o poder que a Previ, o Petrus e outros fundos de empresas estatais ou de economia mista possuem.

            • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

              Previ, PEtros e cia tem gestão diferente. Tem ligação direta com os trabalhadores e tem ampla participação do governo e “n” garantias. A Funpresp é integralmente privada e ñ há nenhuma garantir aos trabalhadores caso, por exemplo, quebre. Foi o que aconteceu, aliás, nos EUA, onde os fundos de previdência quebraram e tem milhões sem aposentadoria.

              Temos de pensar em reforma completa da previdência para ELEVAR o teto e as aposentadorias dos privados e não rebaixar e privatizar a dos públicos.

              • Rodrigo

                O correto seria aumentar a idade miníma de aposentadoria, cortar gastos no governo e regulamenta-la e não fazer como o Hollande fez na França que reduziu e isso é uma política altamente incorreta em tempos de crise.

                • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

                  Errado é salvar os responsáveis pelas crise, os bancos. Fazer o povo trabalahr até mais de 60 anos é ridículo. Vai trabalhar numa fábrica ate´essa idade pra ver como é gostoso…

              • Dawran Numida

                Quem garante as “n” garantias dos fundos de pensão estatais em relação às garantias dos fundos privados?

                Isso de estatizar tudo, como sinônimo de eficiência e/ou eficácia, não convence.

                Só neste governo, cerca de nove ministros foram demitidos por problemas de gestão. Fora funcionários de escalões inferiores, em menos de um ano. Isso não é eficácia gerencial em lugar algum.

                Tais fundos privados existem hoje. E quais os problemas que deram ou dão em relação ao sistema do INSS, totalmente público, por exemplo?

                Outra coisa. A garantia do fundo estatal seria garantia do Tesouro, em caso de problemas? Quer dizer que uma parcela receberia benesses advindas de recursos de todos os cidadãos? Oras, os recursos do Tesouro advém de impostos sobre consumo e Imposto de Renda PJ e PF.
                Além do que, partidos da base governista, fariam o possível para colocar dirigentes ligados a eles em postos chaves dos fundos públicos.
                E o critério não seria tanto a capacidade técnica, certo?
                Esse modelo não bate. Fundo privado é melhor.

          • Dawran Numida

            É mais moderno ter fundos de previdência complementar privados, sob controle regulatório, do que ter um sistema puro de previdência estatal que deixa os valores serem deteriorados ao longo do tempo.
            Além do que, os recursos recolhidos, são aplicados onde? E se forem utilizados para compor o caixa do governo, sem preocupar-se com manutenção do valor da aposentadoria ao longo do tempo?
            Ao menos a parte privada, não estará no cofre do governo e nem sob sua administração. É um progresso.

            Já o que o partido pregava antes e o que faz hoje, está coerente. A diferença é que isso está às claras, agora. A mistificação encobria muita coisa.

          • Dawran Numida

            Aliás, no período de 1995/2002:
            – a inflação foi debelada, caindo de mais de 2000% ao ano, em 1993, para menos de 20% ao ano em 1994, sendo que antes 20% era a inflação mensal;
            – as contas públicas da União, foram acertadas;
            – as dívidas estaduais, foram equacionadas com a LRF,aprovada em 2000, pondo fim ao processo das AROs;
            – bancos estaduais falidos sofreram intervenção e foram vendidos;
            – as contas dos municípios em relação aos Estados e com a União foram também equacionadas;
            – a estabilização baseou-se em metas de inflação, câmbio flutuante e superávit fiscal.

            Em suma, a economia brasileira passou por forte processo de estabilização.
            Ficou possível saber, de cada unidade de valor, o que era correção monetária e o que era juro, por exemplo.

            Agora, nos últimos cerca de 9 anos, tudo isso está sendo perdido.
            A economia está sem rumo claro e há desequilíbrios surgindo.

      • Dawran Numida

        Mas, o objetivo da previdência é garantir, ao menos em parte, o salário do aposentado. Se o regime é capitalista e os olhos do governo tenta, tenta praticá-lo, não importa que administre o fundo de previdência.
        Por que o Estado administraria melhor do que um fundo privado?
        O Estado administra o INSS e o que acontece? O sistema é de repartição e não de capitalização.
        Por isso, também, os valores iniciais deterioram-se ao longo do tempo.
        A previdência complementar trabalha para repor uma parte desses ganhos, o que é justo e o administrador tem de ser competente. E o governo não é, para tanto.

        Quanto às negociações políticas, com a base de sustentação, isso não é contrário ao que sempre pretendeu o governo: aprovar tudo o que quer.
        Pouco importando o que seja, em termos qualitativos.
        Tanto que embora criticasse, antes do poder, as MPs, utiliza o instrumento, quase sempre questionados, por não terem caráter de emergência e urgência, preceituados na CF.

  • Gabriel

    Ah, Luiz Otavio, faz o favor de se nao se fingir de imbecil ou asno. o texto é totalmente pertinente sob vários pontos de vistas relacioandos a um verdadeiro desenvolvimento nacional, tecnológico, industrial, econômico. precisa desenhar? se tu for da mílicia virtual nazi-petista, aí sei que precisará mesmo. pois é o típico comentário cínico desses vendilhões cada vez mais sem argumentos pra defender seu governinho burguês.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Algumas pessoas tem dificuldade em compreender o todo, a totalidade da argumentação, quando se parte de uma visão pessoal ou de exemplos de cunho mais pessoal… Pra miliciano petista tem ue mastigar pra que entendam – e ainda assim ficam de pirraça porque a “direção” mandou.

  • Gabriel

    A riqueza argumentativa também é característica desse petismo moderno…

  • jose roberto g rocha

    Bom, vamos pensar no cara que compra uma câmara digital e um flash Speedlight, não eu que sou um diletante, mas o cara que faz disso profissão. Comprar no Brasil de todos, com impostos e tudo mais? Por R$ 8 mil? Se passar sem impostos vai sair por US$ 1 mil. Se comprar no contrabando fica por R$ 2 mil. E é o leite das crianças que o cara está defendendo.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Pois é. Conheço fotógrafo que tem 8-10 mil em equipamento que usa diariamente. Se comprado com um preço decente e não com os lucros imensos e impsotos absurdos não chegaria nem à metade disso.

  • Gustavo

    Não se trata apenas de consumir, é muito mais que isso. Sustemos um governo que é um fardo para qualquer atividade industrial e comercial, sedento por impostos e que para completar o desastre é ineficiente. Não é necessário muito mais que acessar qualquer portal de notícias para notar que nosso dinheiro é jogado fora todos os dias. Ainda que fosse pouco – e não é! – não há retorno qualquer para o que se paga. É esse o maior dos problemas. Mas não é único. Quanto ao direito de escolher o que quer e onde quer comprar, eu não sei porque você considera isso errado. Claro que temos inúmeros problemas, mas qualquer um deles não torna o outro menor. Temos um país com economia estagnada (cresceu 0.2% no primeiro trimestre) enquanto a Índia, que também teve desaceleração cresceu 5.3%. Se você realmente acha que não devemos nos preocupar com o direito de escolher o que e onde comprar, lamentavelmente estamos no caminho certo.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Não se trata só do governo, o empresariado também abusa, e muito. Indústrias como a de carro praticam uma margem de lucro absurda, assim como muitos setores do comércio. O que temos é um círculo vicioso. Não há nenhum santo nessa história.

      • Gustavo

        Não discordo que não há santos. Bancos por exemplo batem recordes de lucratividade ano após ano. Porém seu exemplo foi infeliz. A indústria de carros é a que mais se beneficia da incapacidade do governo. Sempre que se dá sinais de estagnação da economia ela é sempre a que mais é ajudada pelas ações protecionistas. Mas qualquer pessoa que conhece São Paulo ou qualquer outra cidade de médio a grande porte sabe que o que menos se precisa é de mais carros nas ruas.

        • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

          Não foi infeliz, pois mostra a relação q há entre péssimas políticas governamentais e empresários ávidos por lucros.

  • Luiz Octávio

    Se a ausência de tributação de produtos de consumo supérfluos importados implicassem em qualquer benefício social, o Paraguai seria primeiro mundo há muito tempo.

    • Pablo Vilarnovo

      “Produtos supérfluos”. Esse é um dos maiores engodos do Brasil. Quem define o que supérfluo? Com que direito uma pessoa pode dizer que o que eu quero comprar é supérfluo? O que dá a essa pessoa o direito de dizer isso? Isso é um conceito extremamente relativo. O que supérfluo para uma pessoa pode não ser para outra.
      E no final das contas o dinheiro é meu, oriundo do meu esforço, do meu trabalho. Não deveria ser da conta de ninguém como eu gasto o meu dinheiro.

      • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

        Engraçado, peças e produtos tecnológicos são supérfluos? Maquinário pesado para obras cuja produção não existe no Brasil é supérfluo? Ou, mesmo que fosse produzido aqui, compensa o preço altíssimo?

        como no meu texto, já comprei coisas que mesmo com 100% de imposto saíram mais baratas que no BRasil – isso levando em conta q o produto ñ era fabricado aqui, mas também importado.

        Vestir é supérfluo? Entretenimento e cultura são supérfluos? Temos de comer e dormir e o resto é resto?

        • Marco Abramo

          Se depender do governo, qualquer coisa além de feijão, arroz, açúcar e frango seriam considerados supérfulos.

          Na verdade nos EUA até mesmos os produtos citados acima são MENOS taxados que no Brasil! Um americano paga bem menos que um brasileiro para comprar 1kg de açucar, pois o governo dos EUA entende que esses produtos são essenciais e não devem ser taxados (imposto zero)

          Outra coisa: Nos EUA é obrigatório colocar % e valor dos impostos bem claro nas notas de venda. A população consegue saber quanto está pagando de produto e quanto é imposto

  • Rivail

    A revolta das elites desamparadas pela Dilma…isso é pura inveja e preconceito porque suas faxineiras já tem celular e TV LCD….olhem os indices de desemprego …nossa economia e o reconhecimento mundial de nossa politica e crescimento….
    Até parece que os queixosos , nos governos anterires , traziam cameras..livros..eqipamentos camisetas da moda e outros artigos de modo mais agil e facil que o atual…
    Deixem de olhar para o proprio umbigo e procure saber como os menos favorecidos estao achando deste problema…OBS….A aposentadoria dos servidores era totalmente suportada pelos cofres publico e com a criacao do Fundo de Pensao eles deverao contribuir mensalmente para fazerem jus a aposentadoria…..isso é inovaçao e economia de recursos publicos…..nao pode ser privatizacao de algo que nunca existiu…..

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Que elite? Segundo os índices dilmistas quemganha 291 reais é classe média, ou seja, tá lá na “elite” tradicional… Virou festa!

      Entenda, meu querido, que lucros absurdos da indústria e taxas altíssimas de importação – além de outras dificuldades – afetam a todos, pois elevam custos e gastos – e consequentemente preo final – de todos os setores. Desde a indústria de construção até a de vestuário e tecnologia.

      Abandone esse discursinho capacho do governo e abra os olhos.

      No mais, o projeto que Dilma aprovou sobre privatização da prevdência é de FHC. Parabéns, vocês agora são tucanos.

  • Luiz

    O “PreçoJusto” como um slogan encerrado em si mesmo e aquele “manifesto” do felipe neto são ridículos e vão bem na linha do que o Luiz Octávio (e o seu alerta entre aspas também!) diz: revolta rasa e vazia, retrato de uma classe média jovem ignorante e acrítica…

    mas… o ponto que o seu texto toca é perfeito. não é só uma questão de bens de consumo supérfluos. o buraco é bem mais embaixo…

    nós contribuintes temos que entender o lado do governo, ok, mas p**ra, o governo tem que “entender” o nosso também.

    e olha, uma reforma tributária bem feita seria bom pra todo mundo; pra gente, pro governo, pra economia, pra tudo… mas vai ver é exigir demais dessa galera… é bem mais comodo deixar as coisas como estão, heheh

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Por isso fiz questão de deixar claras as diferenças minhas com o “Preço Justo” que era, sim, apenas revolta classe-mediana revoltada com a vida e sem causa. Resgatei um post meu antigo para mostrar minha posição. Mas o que falo toca todos os setores da sociedade, ao passo que as políticas de Dilma se assemelham à ditadura e podem causar enorme prejuízo para o país, privilegiando indústrias ineficientes e encarecendo o resto.

      O problema de reforma tributária – que é mesmo necessária – é quem vai fazê-la. Governo via lobby de empresas ineficientes interessadas? Complicado.

  • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

    Raphael – Temos várias diferenças, mas seu texto me pareceu bem correto. No Brasil há um grande erro começando pela divisão dos recursos estatais. A maior parte deles vai para a União quando deveria ir para Municípios e Estados. Isso, de cara, se torna um problema político pois vira o famoso “balcão de negócios” onde deputados abrem mão de sua função para conseguir a esmola do governo federal.
    Depois inventaram um termo pejorativo para algo que deveria acontecer que é a tão famosa “guerra fiscal”. O fim da “guerra” fiscal só beneficiou estados mais desenvolvidos, principalmente São Paulo em detrimento a outros estados, principalmente do nordeste, na atração de indústrias. Pense bem: se você fosse investir em algum lugar que não possui o mínimo de infraestrutura, de condições de escoar a produção, com falta de mão de obra qualificada você iria querer algum benefício fiscal. Acabando com isso a única opção é investir onde isso já existe que são os estados da região sudeste e sul.
    É mentira afirmar que dar incentivos fiscais a uma empresa retira dinheiro do governo. Isso acontece porque os iluminados preferem cobrar 80% de um real do que 10% de mil ou um milhão.
    No mais é só ver o orçamento da cidade de Camaçari na Bahia que consegui a fábrica da Ford porque o Tarso Genro não quis dar incentivos fiscais. Seu orçamento foi multiplicado várias vezes pelo aumento da atividade econômica no município.
    Passando isso temos a noção ridícula que o Estado deve ser o indutor da economia (“gasto corrente é vida”) e a mentira que um investimento público tem efeito multiplicador. Isso é balela, mentira pura. Até porque o Estado não produz e de um real que ele retira da economia cerca de 20% são efetivamente investidos. O resto se perde na burocracia e na corrupção em seus vários níveis.
    Outro ponto é o moral. Cobrar imposto é um mal. Porém é um mal necessário. Agora cobrar 60% de imposto sob qualquer ponto de vista é roubo, é confisco, é imoral, é criminoso.
    A Inconfidência Mineira aconteceu por conta do quinto. Ou seja um imposto de 20%. Hoje se cobra 60% de imposto com a maior naturalidade.
    Depois tem a reserva de mercado que você comentou. O lucro dos empresários (que tirando alguns setores não é tão grande assim) nunca foi o problema. O problema é o lucro sem competição.
    Pratico um esporte que praticamente 100% do equipamento é importado. Nada é produzido no Brasil. Algumas empresas importam com um spread de 1000% dos preços de fora. Porque fazem isso? Pela burocracia imposta à importação por pessoas físicas.
    Entre os economistas há uma piada: “se um setor econômico no Brasil anda bem, o governo taxa. Se continua a andar bem, o governo regula. Quando o setor está asfixiado, o governo subsidia”.
    Com isso o governo mantém o controle POLÍTICO dos meios de produção. O BNDES é o que hoje? O organismo que elege os vencedores, sendo algumas empreiteiras, a JBS, a Oi e outros empresários amigos que depois voltam com seus recursos empresariais para pagar as contas das eleições.
    O que falta para o Brasil é mais capitalismo, mais competição.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Competição é uma ilusão, que o dia o setor das telecomunicações. Veja o preço (e o lucro) das teles com celulares, telefone fixo (onde ainda existe assinaturas caríssimas e você não tem opção) e internet. Não há competição alguma pois as empresas estãoconfortáveis com o cartel e o governo não tá nem aí. Não há competição sem pressão e regulação governamental. Nosso problema é que o governo é vendido e fraco. Com financiamento público de campanha as coisas podem melhorar.

      • Rodrigo

        Tsavkko, o problema das privatizações é que não houve livre concorrência e o financiamento deveria ser feito por cada candidato, pois público é uma forma de roubo.

        • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

          O problema das privatizações é q são feitas pq o Estado propositadamente presta um serviço ruim para, com o lucro das privatizações, engordar os bolsos de amigos e, feita toda a sacanagem, deixam que a empresas façam o que bem entendam, sem nenhuma fiscalização séria. E financiamento público evita grande corrupção, cada candidato correndo atrás só permite que os ricos ou os mais canalhas consigam dinheiro enquanto os demais ficam à mingua, teremos um parlamento ainda mais viciado.

          • Rodrigo

            Se as privatizações deram errado, então como podemos explicar os casos da Vale e Embraer? e outra coisa, Não seria melhor uma reforma eleitoral que acabasse com o voto obrigatório e que cada candidato tivesse segundo grau completo para ser candidato?

            • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

              Vale e Embraer foram vendidas a preço de banana, tivemos enorme prejuízo e perdemos emrpesas importantíssimas pro país.

              Aliás, sobre a Vale, dê uma olahd,a por exemplo, no que o Instituto Ethos e a Repórter Brasil denunciam sobre as péssiams condições de trabalho em algumas áreas, sobre problemas em sua cadeia de produção e sobre a destruição do ambiente onde ela atua.

              • Rodrigo

                É óbvio que ocorreram problemas nas privatizações da Vale e da Embraer, mas elas se tornaram empresas mais competitivas e eficientes.

              • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

                Desculpa Rodrigo, mas não. Não foram não.

              • Dawran Numida

                As condições trabalho ruins ocorriam também na época em que era estatal. Hoje tais aspectos tendem a melhorar.
                Mas, por exemplo, recentemente, obras do PAC, menina dos olhos do governo, sofreram com problemas de greve por melhores condições de trabalho etc. O que fazia o governo como regulador ao contratar as empresas executoras dos projetos?

                E não foram, as estatais, “vendidas a preço de banana”. Nas teles, por exemplo, a União não detinha a maioria do capital. Detinha a maioria do capital votante. O restante era pulverizado em ações inclusive para aplicadores no exterior.
                O que foi vendido foi a parte da União e foram vendidas com ágio, ou seja, acima do valor de mercado na época.

                O mesmo com a Vale do Rio Doce, onde a União detém “golden shares”, que lhes dá aspectos diferenciados na composição da administração e estratégia da empresa.

                Essa história de “preço de banana”, não passa de mistificação e falta de verdade.
                Como está a Vale, hoje, depois da intervenção do governo para tirar o presidente?
                Por exemplo, a Vale tem uma frota de supernavios, produzidos na China, não no Brasil e que são impedidos, carregados de minério, de ancorar em portos chineses, certo?

                O que o Brasil ganhou com a intervenção do governo na Vale? Apenas viu o Brasil ficar mais dependente de exportações de commodities minerais para a China.
                Enquanto a China, exporta, ao Brasil, bens manufaturados, de alta tecnologia e bens de capital.

          • Dawran Numida

            Financiamento público coloca o partido e a coligação do e no governo, em em vantagem em relação à oposição.
            As verbas iriam com mais facilidade para quem? Para as oposições? Oras, isso é brincadeira, não é?
            Vide a distribuição do Fundo Partidário, por exemplo.
            Além do FPE (para Estados) e FPM (para Municípios), para se ter uma ideia do que poderia acontecer com financiamento público e exclusivo de campanhas eleitorais.

            Se o partido do governo, hoje, perder as eleições, é de duvidar-se que advogue o financiamento público e exclusivo de campanhas.

            Parlamentarismo com voto distrital. E se tiver voto em lista, que seja em lista aberta.
            Financiamento privado de campanhas, com forte regulação.
            Isso seria o que melhoraria o sistema político-eleitoral no Brasil.

      • Dawran Numida

        O governo que assumiu em 2003, diminuiu o poder regulador das agências, da Anatel, inclusive.
        Em setores oligopolizados, a boa gestão implica em fortalecer agências reguladoras, co liberdade de atuação.
        Tal como faz o BC em relação ao sistema financeiro. O BC tem autonomia operacional, ou seja, as decisões que ele toma, não será desacreditada pelo Executivo.
        As agência reguladoras foram criadas com princípios semelhantes.
        A partir de 2003, os critérios de escolha dos funcionários superiores das agências passaram a ser por critérios políticos e não por capacidade técnica e entendimento do assunto.
        E há recurso do governo, dos cidadãos, aplicados na fusão de empresas do setor de telefonia.

  • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

    Ah, dois meses é pouco. Tive uma encomenda comprada em janeiro que só chegou em maio.

  • Bosco

    Porque tem que ser o segundo grau completo Rodrigo? O que o faz pensar que o segundo grau pode ser a solução para resolver todos os problemas relacionado aos políticos no país? Segundo grau feito muita das vezes nessas arapucas particulares que você finge que paga e ela finge que te ensina.

    • Rodrigo

      Quando eu falei em segundo grau, eu quis dizer que aquela pessoa que quisesse ser candidato,ela deveria ter o minimo de escolariedade que no caso seria o segundo grau completo, para ser candidato a algum cargo politico.

      • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

        Não vejo necessariamente relação entre escolaridade e boa atuação parlamentar, aliás, que me conste 90% dos ladrões do congresso – ou mais – são graduados. Claro que educação pressupõe na maioria dass vezes maior capacidade para lidar com o cargo e com a vida, mas isso seria igual a privar uma parcela imensa da população de representação e possibilidades.

        • Rodrigo

          Mas o grande problema da população brasileira é que boa parte da nossa população não sabe votar direito e junte a isso com o fato de que a nossas legislações eleitoral e juridica serem falhas e teremos o resultado que é: povo despolitizado e políticos parasitas e o voto obrigatório vai ajudar a resolver esse problema.

          • Dawran Numida

            A saída é clara: investir em Educação, universalizada e de qualidade.
            Sem invencionices do tipo kits sobre assuntos de sexo e gênero, ou raça, ou cotas etc.

      • Dawran Numida

        Pode ser.
        Porém, seria discriminação, não é?
        Logicamente, há as manipulações, caso o candidato não seja sequer alfabetizado, ou um analfabeto funcional. Se der votos, investem neles e criam coligações.
        Dessa forma, o puxador de votos elege a si e mais dois no minimo, da mesma coligação.
        Ai mora um dos problemas do sistema eleitoral.
        E o financiamento público de campanhas não vai resolver isso.
        O financiamento deveria ser privado, com forte regulação e os doadores apresentados em eventos públicos com tais. E não com o suplentes, por exemplo.

  • Dawran Numida

    “(…) Faz total sentido a proteção de setores estratégicos, mas faz ainda mais sentido forçar que outros setores sejam ao menos competitivos (…)”

    Pelo andar das coisas na economia, o Brasil, para crescer de forma mais robusta e com perspectiva de longo prazo, deveria aplicar em Educação e em inovação.
    A Educação, da pré-escola até o segundo grau, está inadequada. Recente pesquisa, Inaf 2011, aponta analfabetismo funcional elevado.
    No caso da inovação, os bancos de fomento deveriam apoiar e investir em termos de fronteiras tecnológicas.
    Não em atividades corriqueiras, favorecendo a oligopolização em vários setores da economia.
    Se não iniciar agora, terá perdido mais uma grande oportunidade.

  • Marco Abramo

    Eu não me importaria de pagar trocentos impostos se tivéssemos educação, saúde, segurança pública e infra-estrutura dignas. Um sueco paga 50% de imposto de renda, mas não creio que reclamem muito.

    O texto está corretíssimo. A justificativa “proteger a indústria nacional” é uma FALÁCIA, mentira pura, cantiga para acalentar bovinos. Assim como os radares são pra evitar acidentes (o que até concordo, mas estradas de alto fluxo com pista simples, buracos e escoamento ruim também os causam, porque investir somente em radares???)

    Enfim: Proteger o que se temos trocentos produtos que não são fabricados aqui? Quem são os protegidos em uma indústria inexistente?

    Simples galhofa para encobrir o fato de que nossa indústria não consegue competir nem com paisecos como Coréia do Sul, Taiwan, Malásia e Tailândia, o que também encobre o fato de que o investimento em pesquisa e tecnologia nacional é ridículo e que por sua vez encobre o outro fato da nossa educação ser um lixo em todos os níveis com poucas e honrosas exceções.

    Todas essas coisas estão interligadas: Educação de alto nível leva a pesquisa e desenvolvimento de alto nível que por sua vez fomenta uma indústria nacional de alto nível.

    Ora, simplesmente não temos nada disso, e nenhum PLANO NACIONAL para isso. Aí o governo defende que a solução para “nos proteger” é aumentar impostos.

    Finalizando: A Coréia do Sul era mais pobre e atrasada que o Brasil até os anos 60. De lá pra cá, nos superou absurdamente em praticamente TUDO, e hoje é um dos países mais desenvolvidos do mundo. E garanto que não foi por causa de políticas de tributação “protecionistas”.

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