Se tudo acaba, o que fica?

por Viviane Moreira

Certa vez, em um programa de tevê, disse um médium, com entusiasmo: “Morrer não é vantagem!” Fiquei pensando na seriedade da fala bem-humorada desse homem… Ocorreu-me que muitas vezes a morte é aceita como alívio, bênção e até como o acontecimento de toda uma vida. Raro quem dê conta da morte simplesmente; da morte enquanto morte; mor-te.

Quantas são as histórias em que alguém conhecido e estimado é acometido por uma doença grave e falece, depois de muito sofrer? Então, aceitamos sua morte – por solidariedade, aliviados. E quando se trata da partida inesperada de alguém que muito amamos, chegamos ao absurdo de perdoar a morte, como se ela fosse uma bênção… Repetimos pra gente mesma que talvez a pessoa amada tenha sido poupada de um longo sofrimento, ao partir quando ainda havia esperança de cura, mesmo que remota. Fazemos esse jogo de cena com a morte pra suavizar a perda. Pra suportar nossa impotência diante dela, da morte.

Curioso, no entanto, quando encaramos a morte como um grande acontecimento. É o caso daquele sujeito que vive uma vida pacata, não é um cidadão notável, e a morte o leva ao zênite absoluto ou à celebridade. Esse sujeito – que está em extinção na era das redes sociais – pode ser um vizinho com quem topamos, diariamente, no elevador, no hall, na garagem do prédio, sem percebê-lo, porque não há nada demais nele. Nada extraordinário na vida dele; aliás, ele é um cara totalmente na dele. Tudo nele é tão normal, tão comum e habitual demais até que… ele morre em um desastre espetacular, virando herói ou simplesmente ficando famoso. A morte torna-se o grande acontecimento da vida dele. Então, ouvimos o espanto daqueles que relatam o episódio: “É, pra morrer, basta estar vivo!”

Inspiramos. Expiramos. Soltamos o ar, lívidos, com a presença da morte. Por alguns dias, e brevemente, pensamos nela, quando sentimos sua proximidade por obra do acaso – na vida dos outros. E mesmo sabendo que a morte é uma presença indesejada, mas há muito confirmada na festa da vida, insistimos em tapeá-la, como se ela não fosse chegar nunca, ou tão cedo, ou somente no momento certo. Assim, vamos levando nossa vidinha, acreditando, por vezes, que não vamos morrer. Os outros, tudo bem.

E ela chega, às vezes sem dar qualquer sinal. Sorrateiramente. Chega de uma vez, sem dar tempo pra um acordo. Sem dar tempo ao próprio tempo. Intratável. Avarenta. E sacana. Só mesmo Woody Allen pra enrolar a morte propondo-lhe uma biribinha, na qual ela foi vencida e posta pra correr – no conto “A morte bate à porta”, em Cuca Fundida (tradução de Ruy Castro).

A morte chega com muitas perguntas sem respostas. O que de nós permanece? A última palavra? O último olhar? O último gesto? O último suspiro? Filhos dão um conforto, em termos de continuidade. Amigos saberão nos deixar bem vivos na lembrança do que lhes demos fortuitamente; algo nosso, sem sabermos o quê. Aqueles que nos amam irão se lembrar de nós espontaneamente, com um sorriso secreto gostoso. Seremos refeitos por quem nos ama; reavivados no afeto depois da dor do luto. Mas o que fica da gente passa a ser do outro, que se apossa da nossa história. Deixamos pra quem amamos os bordados da nossa vida que não conheceremos… Renascemos na imaginação do outro? Talvez. Entretanto, a narrativa também não é mais nossa.

No filme Hanami – Cerejeiras em flor, o marido, após a morte súbita da mulher, busca encontrar dentro dele a mulher que ele não conheceu. Ele usa as roupas da mulher para que “ela” conheça a cidade de Tóquio e o Monte Fuji que, por anos, emolduraram sua fantasia. O marido deseja encontrar essa mulher, que ele não conseguiu conhecer, vestindo a fantasia dela, à qual ele foi indiferente – o casamento deles foi pleno de amor, mas muito fechado para a fantasia. Ele conta com a ajuda de uma desconhecida que se torna sua amiga e o leva ao encontro grandioso com a mulher, que ele não conheceu… E enquanto ele descobre o amor sublime que passa pela fantasia, seus filhos não ultrapassam as fronteiras do próprio imaginário em relação ao pai. Quando este morre, os filhos narram a história de um homem sobre quem eles supostamente tudo sabiam. Mesmo surpreendidos pela morte estranha do pai, eles não conseguem sequer pensar em um homem que se reinventou, com o renascimento da mulher na sua imaginação, na sua vida, nele mesmo. O homem que se tornou herdeiro de uma fantasia. E, por ela, foi salvo.

Ah, as palavras que gostaríamos de ouvir em nossos últimos instantes de vida? São as que não hesitaríamos em dizer a quem amamos nos seus últimos segundos de vida. A morte chega mesmo, mas não precisamos dela pra dizer eu te amo. Tampouco, pra nos despertar para a fantasia. Para a vida.


leia mais
A vida só é suportável porque acaba
A morte é o vigor da vida

36 comentários | Dê sua opinião

  1. Ana Karla - Misturação Misturão 22/06/2011 em 3:29 pm

    Cada vez que leio um texto por Viviane, fico extasiada, a pensar no mesmo momento em que as palavras vão entrando apressadamente em minha mente.
    Um tema desse nos faz pensar por muito tempo.
    Deixemos a fantasia real nos faça parte dessa vida.
    Parabéns Viviane!
    Xeros

    Responder
    • Viviane 22/06/2011 em 6:28 pm

      Ah, Xeros!
      Nossa, querida, grata pelo carinho.
      Vamos abrir as portas, as janelas, as frestas todas para a fantasia!
      A vida passa pela fantasia – não podemos esquecer disso, não é mesmo?
      Bjo.

      Responder
  2. celia cunha mello 22/06/2011 em 3:49 pm

    Fiquei emocionada com a filosofia empregada nesta brilhante análise da Viviane Moreira. A morte é assunto que evitamos, mas o nosso ‘jeito’ de viver é que faz as marcas nas pessoas que vão nos reinventar. Adorei esse raciocínio. Acho mesmo que acredito que somos reinventados na imaginação do outro. Dificil, mesmo, é admitir que a morte transfere também ao outro a narrativa.
    Parabéns Viviane pelo texto.

    Responder
    • Viviane 22/06/2011 em 6:23 pm

      Célia, eu que fico emocionada com seu comentário!
      Sim, é difícil, sim. São os bordados da nossa vida que não conheceremos, não é?
      Grata, querida Célia, pelo seu comentário, por sua participação no texto, como leitora que leva o texto pra casa! (rs) E grata pelo carinho.
      Bjos.

      Responder
  3. Clarissa 22/06/2011 em 3:52 pm

    Éh… basicamente isso… e eu ainda não lido bem com a morte…

    Responder
    • Viviane 22/06/2011 em 6:21 pm

      Oh, Claris, e quem lida bem com a morte, querida? Bjo.

      Responder
  4. Ma Ferreira 22/06/2011 em 9:47 pm

    Querida Vivi..é a primeira crônica sua que leio.
    Ao invés de ficar triste..vou ficar feliz. Antes tarde do que nunca.
    Adorei sua cronica. Não apenas pelo tema que você abordou sem preconceitos, mais pela narrativa tão bem escrita por você.
    Duas coisas eu tenho a dizer..
    Eu.. Falando de mim..
    AS vezes me questiono quando coloco minhas frases na primeira pessoa. Mas só posso falar com certezas de minhas experiencias..portanto..
    Duas coisas a dizer.. Pra mim..não existe a morte. Existe a falencia deste corpo o qual minha alma habita.
    Não sou corpo. Sou alma. E sendo alma, sou eterna. É minha filosofia.
    Acredito em nascimentos e renascimentos. Acredito que estamos na terra para evoluir e aprender a lição inacabada de outras vidas.
    Eu..e todos. Porque todos somos irmãos. O Mais importante do que saber que sou uma alma, é saber que meu irmão também é.
    ..
    No meu caso..um dia eu li um comentario de um seguidor que me deixou muito feliz.
    Ele me chamou a atenção pela minha arte.
    Quando eu me for deste plano, quando minha alma se for..mesmo assim eu ficarei.
    Minha arte me manterá viva.
    E voce tb..e todos os nossos irmãos, porque somos o que plantamos.

    Não sei se ficou confuso o meu pensar..espero que não..não muito..rs

    Um beijo querida..parabéns!!
    Ma Ferreira

    Responder
    • Viviane 22/06/2011 em 10:08 pm

      Ma Ferreira, grata pelo seu comentário e partilha!

      Não ficou confuso – eu entendi o que vc disse.
      Muito legal acreditar que temos alma!
      As pessoas que trabalham com arte têm mesmo esse privilégio – que seu seguidor lhe disse.
      E o que vc disse sobre renascimento é bem legal pq “morremos” várias vezes nesta vida, não é? E a ARTE, acho, que nos salva. Pode ser tbm como alguém disse “uma forma de vingança”. Pode ser… Talvez seja mesmo “uma forma de vingar” da morte pela criação.

      Obrigada pelo seu comentário e carinho, querida Ma!
      Bjo.

      Responder
  5. Roberto de Azevedo 23/06/2011 em 8:35 am

    Quando se fala em vida e morte e esse blá-blá-blá travestido de sabedoria, fala-se muito na NOSSA morte, como se ela ela fosse para o universo o mais importante. Morreremos nós, o planeta, o sistema solar, a galáxia e o universo, inexoravelmente, tudo um dia, pela lei da física morrerá. Achar que a raça humana, ou uma parte seleta, da qual esperamos fazer parte, sobreviverá a tudo isso é puro ego travestido de humildade.
    abs.

    Responder
    • Maria Ivonilda 23/06/2011 em 10:03 pm

      Roberto,

      eu entendo o seu repúdio a todo tipo de discurso que envolve esse tipo de questão – o que você chama de blá-blá-blá travestido de sabedoria. Tanto entendo o seu comentário que ele até me fez lembrar de um filósofo romeno que aprecio muito, o Cioran. Lembrei de dois de seus aforismos, que resolvi compartilhar com você: 1) “Basta que eu escute alguém falar sinceramente de ideal, futuro, de filosofia, escutá-lo dizer “nós” com uma inflexão de segurança, convocar os “outros” e sentir-se seu intérprete, para que o considere meu inimigo.” 2) “Alguém emprega continuamente a palavra “vida”? Saiba que é um doente.”

      Pois bem, apesar disso, concordo apenas parcialmente com o teu comentário. O que penso é que infelizmente não basta não pensar que não somos seres especiais, que nós, enquanto raça humana, somos uma parte seleta, etc. Ainda as pessoas não se vejam como especiais, a questão continua a existir, simplesmente porque somos dotados de razão, sentimento, imaginação, etc.

      O que eu quero dizer que o questionamento sobre a vida e a morte é muito mais que uma questão de “ego”. Arrisco até dizer que esse tipo de questionamento é ineliminável na história do pensamento humano.

      Responder
  6. Viviane 23/06/2011 em 2:27 pm

    Oi, Roberto.
    Tudo bem, mas não há como saber…
    Talvez falemos mais da nossa impotência diante da perda de alguém que muito amamos. Pode ser tbm… Quem sabe?
    Grata pelo seu comentário.
    Um abraço.

    Responder
  7. Viviane 23/06/2011 em 2:35 pm

    Talvez tbm, Roberto, a gente fala da morte pra falar da vida. No caso do texto, a vida é a personagem principal, por assim dizer, e não a morte. A vida, a fantasia, sobretudo a vida que passa pela fantasia e muitas vezes não a percebemos ou não damos a menor bola. Mais ocupados que estamos com outras questões… A morte é só um pretexto pra falar da vida. Uma vida que exige mais da gente, talvez. Quem sabe?
    Um abraço e um ótimo feriadão!!!

    Responder
  8. Maria Ivonilda 23/06/2011 em 3:18 pm

    Cara Viviane,

    é pelo menos a terceira vez que estou tentando formular um comentário a essa bela crônica com a qual você nos presentou. Sabe que ultimamente eu tenho pensado menos ainda nessas questões, como posso dizer… “definitivas”. Estou vivendo um momento em que deixando um pouco de lado o julgar sobre as coisas para viver essas mesmas coisas – isto é, estou deixando o julgamento crítico para o segundo plano.

    Mas essa sua crônica “serviu” (já peço desculpas pelo uso do termo) para eu lembrar que questões como essa surgem justamente quando estamos menos preocupados com o seu significado, com a sua importância. Quero dizer, surgem justamente para nos arrebatar, para que saibamos pela via da demonstração o valor que elas exercem na nossa existência – talvez quando não estamos extraindo o máximo de sentido em tudo que experienciamos, ou simplesmente quando deixamos de criar sentido, “fantasiar” como você bem afirma. Enfim, não dá para imaginar esses conceitos de vida e de morte dissociados, não é? E como correspondem também ao que há de concreto no mundo, é mais difícil ainda tratá-los apenas como “conceitos”.

    Bem, é isso. Obrigada pela crônica, por nos apontar aquilo que todos vemos, mas que às vezes esquecemos de “enxergar”, seja porque banalizamos a morte, seja porque banalizamos a vida…

    Abraço pra você! :-)

    Responder
  9. Maria Ivonilda 23/06/2011 em 4:10 pm

    Viviane,

    aproveito e deixo aqui o link para outro texto muito bom, de um blogueiro que eu sempre leio, o Eduardo Castro. Inclusive, acredito que o teu texto e o dele se complementam. A começar pelo título que ele deu ao texto: “O que fica é a vida”. Até divulguei os dois textos juntos, afinal, para mim foram dois grandes achados hoje. Eis o link: http://eduacastro.wordpress.com/2011/06/22/o-que-fica-e-a-vida/

    Responder
  10. Viviane 23/06/2011 em 9:20 pm

    Maria Ivonilda, sou sua leitora e fico muito honrada com seu comentário.
    Grata pelas suas belas palavras!
    Grata por sua partilha. E acho, se me permite um comentário tbm, que vc está no caminho “certo” e em um ÓTIMO momento!
    Grata pelo link. Legal o título “O que fica é a vida”. Vou seguir sua indicação…
    Um belo fim de semana pra vc!
    Um abraço.

    Responder
  11. neuzimar nogueira 23/06/2011 em 9:57 pm

    Numa noite como a de hoje, onde particularmente estou triste, me vejo procurando algo. E quando escrevo no google quando tudo acaba, me deparo com esse texto lindo, profundo, leve e encantador. E percebo que a morte pode estar presente em seu dia-a-dia. Na indiferença , no desrespeito, na falta do brilho do olhar, enfim, tudo isso é literalmente a morte. É o fim de um encontro, de um encanto… Sei lá. Adorei o seu texto. Parabéns. Sinto como se a conhecesse e um sentimento bom me envolve nessa hora.
    Bom feriado pra vc. Bjs.

    Responder
    • Viviane 24/06/2011 em 10:28 am

      Neuzimar, grata pelo seu comentário e tbm pela partilha.

      Tocante o que vc disse. E concordo c vc: essas coisas todas podem ser chamadas de morte – por que não? São mesmo o avesso do que significa VIDA!
      Ah, sim, “o fim de um encontro, de um encanto” deixam-nos com um gosto estranho na boca que alguns chamam de gosto de morte. Mas há os recomeços e os renascimentos associados à vida, não é?
      Grata por aceitar a crônica como companhia na sua noite.
      Grata por tudo o que vc disse.
      Tbm acho que nos conhecemos…

      Bjocas.

      Responder
  12. Fernanda 23/06/2011 em 10:55 pm

    aí essa é a felicidade, poder ser reiventada…que bom foi insigth…gratifica ser …desejar ser…fazer o movimento vezque para ser reiventada é preciso ser inventada…legitimada…
    beijos Vi,tem me feito pensar e muito te agradeço!

    Responder
    • Viviane 24/06/2011 em 10:33 am

      Oi, Fernanda!

      É, pois é!
      Melhor acreditar e seguir rumo à felicidade que pode ser reinventada – como vc disse – não é?
      Grata pelo seu comentário e reflexão.
      Grata pelas reticências (…) que vc acrescentou ao texto.

      Bjos, querida.

      Responder
  13. ieda de fatima campos gomide 24/06/2011 em 7:02 pm

    vidinha…vc me surpreende sempre q “te vejo”!!! maravilhosa suas hipoteses,suas deduçoes e questionamentos. sobre a tal da morte,que nos pega,na maioria da vezes,”totalmente” desprevinidas…é assim pra mim,pois ja deve ter visto aquela maxima”enquanto ha vida ha espererança”…e com isso a gente por vontade ou conveniencia optamos em crer nisso. ai a gente sofre pelo fato q “ñ houve jeito”…so que o detalhe desse dia e dessa hora,com certeza pertence aos misterios do Mestre. tanto pq viemos,o pq do tempo q passamos aqui,sobre a bagagem a ser esmiussada nesse decorrer,e o pq da partida e pra onde….icognita,mesmo!!!
    vc é maravilhosa com esse seu interior. parabens e bjao

    Responder
  14. ieda de fatima campos gomide 24/06/2011 em 7:07 pm

    ah!!!esqueci de um detalhe: a morte é triste e muito dolorida pra quem fica, sera? ou nao?…( outro misterio)…por isso vale a pena sempre viver um dia de cada vez e sem medo de viver…ou de morrer… Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii………..bjs

    Responder
  15. Viviane 24/06/2011 em 8:01 pm

    Ieda, pois é… Que ótima vc, né?
    Grata, querida, pelo comentário, carinho e pela partilha.
    Bjo.

    Responder
  16. lu campos 25/06/2011 em 3:05 am

    A morte chega e tentamos sempre dar uma explicação tentando nos confortar, principalmente quando ela chega para pessoas que fazem parte do nosso corpo, ( é um pedaço da gente que vai embora )de nossa alma.Na realidade, é a única certeza na festa da vida, como diz vc; é um segundo parto que acontece, embora muito doloroso,( para os que ficam) pois quem parte, parte para uma vida eterna que, creio eu, seja bem superior a esta pela qual estamos ainda passando.
    Um texto muito bem escrito que nos ensina a viver, fantasiar, tirar da vida toda a seiva que ela nos permitir;viver um dia de cada vez. Parabéns pela crônica, Vide!

    Responder
  17. Paulo Cesar 30/06/2011 em 4:44 pm

    É só um substantivo. Todo o resto é produzid na nossa mente. Pensa em desapêgo e pratique . Pode te ajudar a compreender o que ninguém explica.

    Responder
  18. Viviane 02/07/2011 em 8:53 pm

    Oi, Paulo César.
    Um substantivo, sim…(rs) mas o “só” é todo seu, tá? (rs)
    Grata pelo toque. Vou praticar…
    E vamos à vida! À VIDA! Um outro substantivo…
    Abração.
    Viviane.

    Responder
  19. Malvine 05/07/2011 em 4:33 pm

    Querida Vivi,
    Obrigada por compartilhar conosco idéias a respeito de fatos com que nos deparamos na vida sobre os quais voce lança um olhar tão sensível e poético, além de altamente estimulante e inovador.
    Beijo,
    Malvine

    Responder
  20. Viviane 06/07/2011 em 11:32 am

    Malvine, querida, grata pelo seu comentário generoso.
    Fico honradíssima. Eu que sou sua leitora e admiradora da sua obra e, ainda, ouvinte de suas palestras, conferências…
    Obrigada pelo carinho.
    Beijo.
    Vivi.

    Responder
  21. Wanderly Araujo 12/07/2011 em 6:11 pm

    Falar sobre a morte não é fácil em algumas circunstâncias, porém é sempre relevante porque não há quem nela deixe de pensar…só me intriga imaginar a essência de quem perde alguém a quem muito ame e o que vai por dentro de quem nunca perdeu alguém realmente importante.Encare-se a morte como inevitável e aceite-se conforme se apresente para este ou aquele ser mais ou menos próximo.Em se tratando de nós mesmos resta-nos apenas imaginar o que acontece depois…aqui ou lá!
    Gostei do texto, mas acho que o tema está bem ao longe em sua própria vivência.

    Responder
  22. Viviane 12/07/2011 em 7:45 pm

    Oi, Wanderly!
    Grata pelo seu comentário e reflexões…
    Um abraço.
    Viviane.

    Responder
  23. Herrivan Miranda 26/07/2011 em 8:29 am

    A questão da morte é na realidade, o medo. As pessoas não tem medo da morte, mas sim, de como morrer.
    Quantas pessoas não escutamos dizer: “a melhor morte é aquela em que você vai dormir a noite, e não acorda mais” ?
    A meu ver, é claro que esse é um pensamento egoísta em que se pensa na morte apenas como um fim sereno e tranquilo. No entanto… e as pessoas que ficaram?

    Um abraço.

    Responder
  24. Viviane 26/07/2011 em 1:25 pm

    Herrivan, grata pelo seu comentário.
    Pois é! As pessoas que ficam, no entanto…
    Um abraço.

    Responder
  25. Ma Ferreira 19/09/2011 em 10:41 am

    Vivi..

    Primeiro quero parabeniza-la pelo seu lindo texto.
    Sublime!!!

    Em relação ao tema.

    Andei divagando sobre este assunto estes dias.

    Veja que escrevi este assunto..onde deveria ter escrito MORTE!

    Pq?

    Porque é um assunto que não gostamos. Eu particularmente fujo dele.
    Morte pra mim lembra dor. Não dor física. Esta é facil de sanar. Tomamos um análgésico.
    Digo aquela dor da perda.. Aquela que dói a Alma.
    Eu nunca perdi um ente muito próximo e só de pensar me dá calafrio.

    Mas ai vem as crenças. A espiritualidade.

    A espiritualidade nos traz certo conforno. Ai vai da crença de cada um.

    Um beijo…

    Ma

    Responder
  26. Viviane 24/09/2011 em 11:38 am

    Ma, vc tem razão, é um assunto que incomoda. A perda causa dor. E esta integra o luto. Mas há o afeto depois do luto, um afeto “novo”, por assim dizer. O conto do Woody Allen, de certa forma, nos faz rir da morte – digamos que seja uma vingança…
    Grata, querida, pelo seu comentário.
    Beijo.

    Responder
  27. antônio charles 15/11/2011 em 9:58 am

    bom dia!!! os comentários que tenho lido são muitos interessantes, pois, é de suma importância o assunto para ser discultido e debatido atialmente, como uma forma de enfrentar o que causa tanto medo nas pesoas, a respeito da morte, é algo estremamente natural, a morte não existem, ela só passa a existir quendo nós já não existimos mais. o filosofo Heidegger, diz que “o homem é um ser para morte” é “o ser aí”, jogado em meio a tantas possibilidades; por isso, o que nos resta é viver a cada instante com muitas responssabilidades, porque só o homem tem conciência de sua existencia e que vai morrer.

    Responder
  28. Viviane 24/11/2011 em 4:00 pm

    Olá, Antônio!

    Muito bacana seu comentário. Me fez pensar na “morte que passa a existir quando nós já não estamos mais aqui” (…)

    Concordo que “só nos resta viver” e, se possível, “morrendo” e “nascendo” de novo ao longo da vida… Em outro texto, tive a oportunidade de citar Hannah Arendt, que tanto defendeu o (re)nascimento como (re)começo.

    Vc tem razão: não devíamos temer tanto a morte, pelo menos a nossa. Mas a morte de quem amamos… tememos, sim. Talvez por temermos a dor da perda.

    Um abraço.

    Responder

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