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	<title>Comentários sobre: Divulgação científica brasileira: dogmatismo no Campo dos Sonhos</title>
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	<description>Revista digital de atualidade e cultura</description>
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		<title>Por: Ciência musicada! &#171; Caducando, lendo e assistindo.</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/06/2009/divulgacao-cientifica-brasileira/comment-page-1/#comment-9646</link>
		<dc:creator>Ciência musicada! &#171; Caducando, lendo e assistindo.</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 01:19:08 +0000</pubDate>
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		<description>[...] um tanto diferentes daquelas do divulgador científico comum. Escrevi um bocado sobre pro Amálgama, relatando experiências que tive trabalhando em [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] um tanto diferentes daquelas do divulgador científico comum. Escrevi um bocado sobre pro Amálgama, relatando experiências que tive trabalhando em [...]</p>
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		<title>Por: Prof. Paulo Lagos</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/06/2009/divulgacao-cientifica-brasileira/comment-page-1/#comment-6570</link>
		<dc:creator>Prof. Paulo Lagos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 23:55:48 +0000</pubDate>
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		<description>Sou um professor principiante de Planetário (2,8 anos), e tenho a grata satisfação de trabalhar com um dos ícones da Astronomia Profissional nos últimos 50 anos deste País com contribuições relevante e colaborador do Projeto Apolo11, duas expedições na Antártida e com certeza uma autoridade em sessões de Planetários (ZKP - 1I). Creio que sua abordagem é muito importante, mas deve ser levada em consideração o público alvo para que a sessão tenha o cunho pedagógico e que se cumpra a função primeira de formação de senso comum com delineamento científico norteando e construibuindo para que cidadãos possam ser seletivos e criteriosos nos temas que os meios de comunicação nos disponibilizam. Aqui em Curitiba temos sessões para pré -escola passando por todos níveis de escolaridade, tendo em vista que é Curricular para ensino fundamental e médio no CEP ( Colégio Estadual do Paraná). Acho muito oportuno essa discussão entorno da Ciência como um todo, pois infelizmente não temos um plano educacional de médio longo prazo que não sucumba com as mudanças políticas como vem ocorrendo nos últimos 40anos pelo menos. Temos que avaliar com muito cuidado os danos que a televisão causou na geração da década de 70 e agora esses mesmos problemas com a geração do século XXI que não sabe usar a gama de informações disponíveis na internet e que estão sofrendo de inanição de criatividade e totalmente refém da tecnologia que usa para sub-trabalhos (Ctrl-c ; Ctrl-v; mp355, aipode...). Será que isso é o caminho dos Planetários? Gostaria de ver disponível à toda comunidade muito mais salas de Planetários com baixo custo ou mesmo gratuitas. Temos um caminho grande à trilhar para mostrar e incentivar essa juventude os Mistérios do Universo dando-lhes de maneira clara a necessidade de conhecer muito bem nosso quintal (Sistema Solar ), para avaliarmos as possibilidades que o futuro nos prepara. Eta Carina que nos diga. Agradeço a oportunidade que esse blog porporciona para que possamos expressar, contribuir, informar e criticar assuntos de grande relevância.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou um professor principiante de Planetário (2,8 anos), e tenho a grata satisfação de trabalhar com um dos ícones da Astronomia Profissional nos últimos 50 anos deste País com contribuições relevante e colaborador do Projeto Apolo11, duas expedições na Antártida e com certeza uma autoridade em sessões de Planetários (ZKP &#8211; 1I). Creio que sua abordagem é muito importante, mas deve ser levada em consideração o público alvo para que a sessão tenha o cunho pedagógico e que se cumpra a função primeira de formação de senso comum com delineamento científico norteando e construibuindo para que cidadãos possam ser seletivos e criteriosos nos temas que os meios de comunicação nos disponibilizam. Aqui em Curitiba temos sessões para pré -escola passando por todos níveis de escolaridade, tendo em vista que é Curricular para ensino fundamental e médio no CEP ( Colégio Estadual do Paraná). Acho muito oportuno essa discussão entorno da Ciência como um todo, pois infelizmente não temos um plano educacional de médio longo prazo que não sucumba com as mudanças políticas como vem ocorrendo nos últimos 40anos pelo menos. Temos que avaliar com muito cuidado os danos que a televisão causou na geração da década de 70 e agora esses mesmos problemas com a geração do século XXI que não sabe usar a gama de informações disponíveis na internet e que estão sofrendo de inanição de criatividade e totalmente refém da tecnologia que usa para sub-trabalhos (Ctrl-c ; Ctrl-v; mp355, aipode&#8230;). Será que isso é o caminho dos Planetários? Gostaria de ver disponível à toda comunidade muito mais salas de Planetários com baixo custo ou mesmo gratuitas. Temos um caminho grande à trilhar para mostrar e incentivar essa juventude os Mistérios do Universo dando-lhes de maneira clara a necessidade de conhecer muito bem nosso quintal (Sistema Solar ), para avaliarmos as possibilidades que o futuro nos prepara. Eta Carina que nos diga. Agradeço a oportunidade que esse blog porporciona para que possamos expressar, contribuir, informar e criticar assuntos de grande relevância.</p>
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		<title>Por: Flavia</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/06/2009/divulgacao-cientifica-brasileira/comment-page-1/#comment-5660</link>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 21:38:05 +0000</pubDate>
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		<description>É preciso lembrar que se o espectador de ficção científica tivesse sempre a sua expectativa respondida tal qual, estariamos hoje a ver o mesmo tipo de sci-fi dos anos 50: cientista bonzinho, quer o bem, mas sem querer cria monstro, este destrói cidades. Cientista vê o que fez, dá um jeito de destruir o monstro, mas acaba morrendo junto. Mocinho e mocinha (provavelmente jornalista e namorada), escapam incólumes à destruição do monstro. Beijo pós-apocalíptico, fim. Seria o roteiro que estaríamos assistindo ainda hoje no cinema. Ou melhor, cansado de ver variações do mesmo, o público teria abandonado os cinemas.

Não será mais ou menos o  que ocorre com o planetário? Eu fui a uma apresentação pós-maluf e abandonei. Nem mandei o ingresso pra ele, pois ele ganhou: troca-se seis por meia dúzia e dá no mesmo: com ou sem. O vídeo linkado demonstra o quanto o planetário é espaço subutilizado. Vai ser preciso ver muitos vídeos como este para que passemos a demandar um planetário cultural, moderno, experimentador e inter-disciplinar?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso lembrar que se o espectador de ficção científica tivesse sempre a sua expectativa respondida tal qual, estariamos hoje a ver o mesmo tipo de sci-fi dos anos 50: cientista bonzinho, quer o bem, mas sem querer cria monstro, este destrói cidades. Cientista vê o que fez, dá um jeito de destruir o monstro, mas acaba morrendo junto. Mocinho e mocinha (provavelmente jornalista e namorada), escapam incólumes à destruição do monstro. Beijo pós-apocalíptico, fim. Seria o roteiro que estaríamos assistindo ainda hoje no cinema. Ou melhor, cansado de ver variações do mesmo, o público teria abandonado os cinemas.</p>
<p>Não será mais ou menos o  que ocorre com o planetário? Eu fui a uma apresentação pós-maluf e abandonei. Nem mandei o ingresso pra ele, pois ele ganhou: troca-se seis por meia dúzia e dá no mesmo: com ou sem. O vídeo linkado demonstra o quanto o planetário é espaço subutilizado. Vai ser preciso ver muitos vídeos como este para que passemos a demandar um planetário cultural, moderno, experimentador e inter-disciplinar?</p>
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		<title>Por: Flavia</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/06/2009/divulgacao-cientifica-brasileira/comment-page-1/#comment-5659</link>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 21:18:41 +0000</pubDate>
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		<description>Querido Otávio,

Concordo com você em gênero, número e grau. 

Pra iniciar, estou super-feliz que alguém tenha trazido o assunto à baila, e sinceramente, acho que deve ser trazido mesmo, pois o planetário é espaço público de divulgação científica, e não creio estar cumprindo essa tarefa, talvez a divulgação científica do planetário tenha parado em copérnico, e creio haver muito mais o que divulgar.

Depois de anos fechado, pela administração Maluf, descubro que o planetário volta a funcionar. Pego amigos, vamos, compramos os ingressos, que guardamos para enviar a Maluf, e saímos sem vontade de fazê-lo, bola murchíssima, pois o que vimos foi mitologia grega, mitologia chinesa, um pouco do filminho do cèu movendo-se, que é sempre legal, pela sensação, a escolha musical philip glass eu curti muito, mas nada de novo. Nada que justificasse mandar os ingressos pro maluf dizendo &quot;apesar de você...&quot; 

Fiquei com uma imensa pulga atrás da orelha: decerto as escolhas do planetário estão sendo feitas segundo o que alguém crê ser mais marqueteável, os desenhinhos no céu - constelações - mais palatável ao público que os avanços da cosmologia. Alguém que pensa da seguinte maneira &quot;não adianta levar cultura a esse povo, por que esse povo é inculto&quot; ou seja, alguém que decerto pensa a partir de tautologias: pois se (fosse certo que) o público é inculto, então um órgão público de divulgação (que levasse a sério o seu papel) deveria levar conhecimentos aos (supostos) incultos.

Qual o problema de discutir o efeito keppler, música e o universo, noções de entropia e expansão do universo, as diversas teorias de expansão e retração do universo (que já são velharias), o ruído captado pelos melhores &quot;ovidos&quot; que temos - certos observatórios - que deram na chamada teoria do big bang (que também é tão velharia que seja a ser peça de musseu). Qual o problema em falar da ciência pós-copernicana? Por que razão pensa-se que para ter público seja necessário insistir em mitologias ao invés de divulgação de ciência já antiga?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Querido Otávio,</p>
<p>Concordo com você em gênero, número e grau. </p>
<p>Pra iniciar, estou super-feliz que alguém tenha trazido o assunto à baila, e sinceramente, acho que deve ser trazido mesmo, pois o planetário é espaço público de divulgação científica, e não creio estar cumprindo essa tarefa, talvez a divulgação científica do planetário tenha parado em copérnico, e creio haver muito mais o que divulgar.</p>
<p>Depois de anos fechado, pela administração Maluf, descubro que o planetário volta a funcionar. Pego amigos, vamos, compramos os ingressos, que guardamos para enviar a Maluf, e saímos sem vontade de fazê-lo, bola murchíssima, pois o que vimos foi mitologia grega, mitologia chinesa, um pouco do filminho do cèu movendo-se, que é sempre legal, pela sensação, a escolha musical philip glass eu curti muito, mas nada de novo. Nada que justificasse mandar os ingressos pro maluf dizendo &#8220;apesar de você&#8230;&#8221; </p>
<p>Fiquei com uma imensa pulga atrás da orelha: decerto as escolhas do planetário estão sendo feitas segundo o que alguém crê ser mais marqueteável, os desenhinhos no céu &#8211; constelações &#8211; mais palatável ao público que os avanços da cosmologia. Alguém que pensa da seguinte maneira &#8220;não adianta levar cultura a esse povo, por que esse povo é inculto&#8221; ou seja, alguém que decerto pensa a partir de tautologias: pois se (fosse certo que) o público é inculto, então um órgão público de divulgação (que levasse a sério o seu papel) deveria levar conhecimentos aos (supostos) incultos.</p>
<p>Qual o problema de discutir o efeito keppler, música e o universo, noções de entropia e expansão do universo, as diversas teorias de expansão e retração do universo (que já são velharias), o ruído captado pelos melhores &#8220;ovidos&#8221; que temos &#8211; certos observatórios &#8211; que deram na chamada teoria do big bang (que também é tão velharia que seja a ser peça de musseu). Qual o problema em falar da ciência pós-copernicana? Por que razão pensa-se que para ter público seja necessário insistir em mitologias ao invés de divulgação de ciência já antiga?</p>
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		<title>Por: Paulo Cunha</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/06/2009/divulgacao-cientifica-brasileira/comment-page-1/#comment-5655</link>
		<dc:creator>Paulo Cunha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 19:27:38 +0000</pubDate>
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		<description>Cá para mim, o ponto é que mostrar o dinamismo e as mudanças de paradigma da ciência implica em desnudá-la perante ao público e abrir mão de usá-la como argumento de autoridade. 

Para algumas pessoas seria muito complicado viver em um mundo no qual não se pode reprender com &quot;isso é uma lei científica, provada pela ciência, o que se está pensando?&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cá para mim, o ponto é que mostrar o dinamismo e as mudanças de paradigma da ciência implica em desnudá-la perante ao público e abrir mão de usá-la como argumento de autoridade. </p>
<p>Para algumas pessoas seria muito complicado viver em um mundo no qual não se pode reprender com &#8220;isso é uma lei científica, provada pela ciência, o que se está pensando?&#8221;</p>
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	<item>
		<title>Por: McFly</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/06/2009/divulgacao-cientifica-brasileira/comment-page-1/#comment-5483</link>
		<dc:creator>McFly</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 18:25:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.amalgama.blog.br/?p=388#comment-5483</guid>
		<description>Verdade, Isis. A questão é que quem faz divulgação científica está, hoje, desvinculado do que acontece no mundo, como um jornalista que só quer saber de usar máquina de escrever e só escreve sobre o passado. 

O dogmatismo está aí: na valorização de um passado - o que por si só é uma coisa boa - em detrimento do presente: nada de novos conteúdos ou métodos.

Além disso, os especialistas de diversas áreas deveriam mostrar o caminho pro futuro. Sem achismos, com método.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Verdade, Isis. A questão é que quem faz divulgação científica está, hoje, desvinculado do que acontece no mundo, como um jornalista que só quer saber de usar máquina de escrever e só escreve sobre o passado. </p>
<p>O dogmatismo está aí: na valorização de um passado &#8211; o que por si só é uma coisa boa &#8211; em detrimento do presente: nada de novos conteúdos ou métodos.</p>
<p>Além disso, os especialistas de diversas áreas deveriam mostrar o caminho pro futuro. Sem achismos, com método.</p>
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	<item>
		<title>Por: Isis</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/06/2009/divulgacao-cientifica-brasileira/comment-page-1/#comment-5478</link>
		<dc:creator>Isis</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 12:41:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.amalgama.blog.br/?p=388#comment-5478</guid>
		<description>Ótimo texto.
Os planetários são fantásticos.
Acredito, ao menos no Brasil, que a divulgação científica é restrita devido ao modo que a ciência é vista pela população e pelos próprios atores dela. As pessoas não conseguem se desvincular daquele estigma formal. Ao mesmo tempo, vejo que, aos poucos, isso está mudando. Ao menos lá sobre o blog, sempre recebo e-mails de pessoas cada vez mais interessadas nos novos meios e jeitos de se disseminar a ciência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo texto.<br />
Os planetários são fantásticos.<br />
Acredito, ao menos no Brasil, que a divulgação científica é restrita devido ao modo que a ciência é vista pela população e pelos próprios atores dela. As pessoas não conseguem se desvincular daquele estigma formal. Ao mesmo tempo, vejo que, aos poucos, isso está mudando. Ao menos lá sobre o blog, sempre recebo e-mails de pessoas cada vez mais interessadas nos novos meios e jeitos de se disseminar a ciência.</p>
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