Divulgação científica brasileira: dogmatismo no Campo dos Sonhos

por Otávio Dias * – Alguém, acho que José Saramago, disse que toda língua escrita é uma língua morta. Bem verdade, todas as línguas mudaram com o tempo, a norma culta raramente é usada. Mesmo que fosse, há particularidades, escolhas e, eventualmente, regionalismos: “esta palavra é mais apropriada que aquela outra, decerto”. Que seja; o fato, indiscutível, é que as línguas se transformam (a contragosto de Schopenhauer).

Fenômeno parecido acontece com as teorias científicas, ideia muito diferente do conceito de verdade dogmática: novas descobertas e indícios têm o poder de criar dúvidas sobre teorias há muito estabelecidas. O caso Trofim Lysenko ilustra bem os danos que dogmas podem causar à ciência. A ciência não pode ser dogmática (mesmo quando o critério que a define não é científico, como esse); o mesmo vale para a divulgação científica.

Como assim, divulgação científica dogmática?!
Sequer precisamos entrar no mérito da divulgação científica: os professores das escolas ainda não estão preparados pra ensinar aos alunos a trabalhar com o fluxo de informações existente no mundo moderno (ou pós-moderno); continua valendo a regra da decoreba, do texto copiado à mão pro pimpolho ao menos ter tido o mínimo trabalho de ler o assunto que rendeu um trabalho de 10 páginas. E esse parágrafo foi só pra esquentar.

Nossa divulgação científica é carregada de dogmas. Em primeiríssimo lugar, existe uma cultura muito bem disseminada, cultivada nas escolas e pelos pais (que desconhecem opções – o que não os inocenta, em absoluto), de que informação boa é informação impressa: “Se não saiu em Caras, não presta”. E dane-se o mundo de informações eletrônicas que temos por aí, pros diabos com a conversa no bar em que são indicadas referências acessíveis, esqueçam o museu e nunca, nunca, pense na experiência. Seja quadrado.

Quando ainda jovem, no colégio, eu usava a enciclopédia. Tinha duas e elas me bastavam; ou não, às vezes precisava de alguma leitura diferente, pros trabalhinhos: revistas, Almanaque Abril, Manchete pras fotos, dependia da hora. Mas a informação ia sempre do impresso pro almaço (que pouca gente hoje deve conhecer). E desde minha mais tenra infância, poucas foram as transformações pelas quais a mídia impressa passou; diria, assim de cara, que as diferenças residem na qualidade das técnicas de impressão – resolução e cores – e do próprio papel. É, foi-se o tempo.

Tudo é muito mais dinâmico, hoje. Os jornais correm o risco de falência porque não encontram jeito de disputar com a velocidade e acessibilidade permitidas pelo advento da internet, quer seja em sites oficiais quer seja em blogs pessoais antenados a uma realidade mais ou menos imediata; a audiência das TVs também vem diminuindo, por motivos ainda não muito bem mapeados.

Os planetários brasileiros
O caso dos planetários brasileiros sintetiza bem a relação entre o cidadão e o espaço de cultura. Pra começo de conversa, os planetários são espaços praticamente monotemáticos, apresentando sessões (sua atividade mais freqüente) que tratam de astronomia de posição, um tema que comumente associamos à mitologia grega, e do sistema solar. Me diz você: serão estes os únicos anseios que o cidadão tem ou, ainda, a única informação que vale o trabalho de divulgar nestes espaços? Por que agir como se ninguém tivesse acesso a softwares de simulação do céu como o Stellarium ou pudesse descobrir por si só os mitos gregos? Você já foi a algum planetário? Voltaria todo ano pra ver a mesma exposição?

E quanto a toda ficção científica que leva milhões aos cinemas ou pras páginas de livros diversos: hiperespaço, dobra espacial, viagem no tempo, buracos negros, buracos de minhoca, vida extra-terrestre; outros assuntos simplesmente não valem a pena?

O dogmatismo vai ainda mais longe: recordo-me claramente de ouvir um senhor, diretor de planetário, declarar em reunião da ABP (Associação Brasileira de Planetários) o quanto ele não gostava de abordar as jornadas do homem à Lua; dizia ele que levar este assunto à discussão pública é inútil, especialmente após o advento da internet e dos sites conspiratórios que hoje existem e tentam desqualificar este feito da humanidade. Em outro momento o mesmo senhor diretor reclamava do fato de que eram permitidas reuniões de astrólogos em área pública próximo ao planetário e que os membros de tais encontros contaminavam atividades de observação com perguntas e comentários. Que pode ser mais dogmático que essa aversão a temas sensíveis ao público, o mesmo público com quem o divulgador deveria dialogar?

A grande maioria dos planetários brasileiros são instituições públicas, operados por servidores públicos e, portanto, deveriam ser sensíveis às mudanças do, como dizer, público. O planetarista, muitas vezes um universitário ou professor, deveria levar sua experiência de vida a esse ambiente; algo de muito errado, entretanto, acontece, e como resultado os mesmos temas são abordados há mais de 50 anos. Pois que a corrente de eventos é mais ou menos essa: o cidadão eleito (A) coloca um secretário (B) pra cuidar de planetários e outros pedaços da sua comunidade e esta pessoa, por sua vez, procura alguém (C) que deveria lhe dizer o que é interessante e relevante pra esses espaços.

Qualquer mercador mequetrefe sabe que precisa conhecer as tendências do mercado (ou criar novas). As indústrias cinematográfica e musical têm isso pendurado em todas as paredes. Claro, alguém há de dizer “mas há muito filme ruim por aí! Cinema é coisa de fritar miolo! As bandinhas que aparecem hoje não poderiam ser piores! Você já ouviu Jonas Brothers? Em Star Wars a gente ouve sons no espaço! No-es-pa-ço!”

E daí?

É a única resposta que posso dar a estes argumentos. O planetarista, que dificilmente não terá jamais ouvido falar no método científico, conhece a importância da pesquisa, da discussão; entretanto, faz tudo baseado em informações concedidas por umas poucas pessoas, usando um espaço amostral que não é significativo. Por isso somente são discutidos nos planetários temas que os planetaristas denominaram clássicos, em apresentações que têm, todas, a mesma estrutura (clássica também, por si só). Será que somente o que é clássico é ótimo? Picasso, Van Gogh, Galileu, Newton, Einstein… são alguns poucos exemplos de pessoas que certa vez estiveram na vanguarda.

Ainda segundo a fórmula clássica, pretende-se tratar o público como se este fosse o Homer Simpson, “porque se o planeta não for projetado com a coloração correta, eles não saberão que se trata de Marte”.

Incrível. Como se a maior parte dos planetaristas, físicos, não estudasse a estrutura do átomo sem vê-lo, ou tivesse feito experiências com raios X ou ainda acelerado corpos a velocidades próximas à da luz. De fato, a Terra somente deixou de ser chata no século XX, quando foi fotografada do espaço; porque discutir isso antes seria bobagem, afinal, “o homem não é capaz de imaginar.”

Enquanto isso, lá fora…
Enquanto isso, no exterior, existe toda uma indústria que gira em torno de planetários. Não se trata apenas de ganhar dinheiro: estou falando em universidades, carreiras, desenvolvimento de conhecimento, divulgação científica.

Visitei Albuquerque, Novo México, participando de um festival internacional de animação e arte para ambientes que usam tecnologia fulldome, o Domefest: uma coletânea de quebra de paradigmas pra qualquer planetarista brasileiro; o fulldome diz respeito à apresentação de vídeos em ambientes de imersão, como planetários, em oposição a ambientes onde a tela fica apenas ali, diretamente à frente do espectador, como nas salas de cinema.

A primeira quebra de paradigma está logo na descrição do Domefest, porque necessariamente envolve arte e não se fala em astronomia ou astrofísica. É a discussão sobre uma nova categoria de ambientes que engloba os planetários; propõe-se que estes espaços sejam multidisciplinares, com apresentações que abordem química, biologia, história, geografia, música, artes. Nossos puristas ainda encrencam quando temas diversos, apresentados fora dos padrões consagrados, são abordados numa sessão de planetário porque, afinal, “um planetário é um ambiente de educação e projeção das estrelas e dos planetas, veja a palavra: pla-ne-tá-rio… não tem isso de apresentação de música aqui, não, e esse papo de discutir meio ambiente, discutir a cidade, não tem lugar num espaço voltado à educação de astronomia”.

Verdade (?), mas o computador computa (veja a palavra: com-pu-ta-dor) tendo sido criado pra realizar cálculos específicos, colaborando com a pesquisa (originalmente, censo) e desenvolvimento científico, não pra ouvirmos MP3 ou, ironia, acessarmos informação do mundo todo ou usarmos programas de simulação do céu. O automóvel deixou de mover-se a si mesmo há muito e hoje transporta pessoas, cargas, é usado em corridas, como sinal de status, como estação de trabalho e até moradia. Prender-se às definições sem usar o senso crítico é coisa dos românticos.

Outra quebra de paradigma é a existência de centros como o ARTS Lab (acrônimo em inglês pra Laboratório de arte, pesquisa, tecnologia e ciência), um centro interdisciplinar voltado ao desenvolvimento de relações criativas entre arte, ciências, negócios e tecnologia. Seu objetivo é claro: ser um catalisador nas áreas de educação e pesquisa e, por tabela, colaborar para o sustento e melhoria da comunidade de que faz parte. Mas, claro, planetários públicos não deveriam pensar a respeito. Não há motivo pra preocupar-se que apenas 10 milhões de pessoas tenham visitado planetários nos últimos 50 anos ou que tantas pessoas que o visitaram achavam que veriam, numa sessão, o céu através de um telescópio – oras, até repórter de TV visita planetários pensando isso!

Realidade diferente da encontrada no inovador laboratório ligado à Universidade do Novo México, que incentiva uma cultura de colaboração, como pode ser visto neste chamamento; ou na divulgação de eventos diversos, levando o cidadão pra participar de exibições como as do Domefest; desnecessário citar o tipo de pesquisa que o ARTS Lab (e sua rede de colaboradores) desenvolve para planetários: criação de roteiros, animações, estruturação de conteúdo, etc. etc.. Método científico lá, dogmatismo cá.

Não existe um modelo final de planetário, felizmente. No mundo inteiro, eles estão mudando pra se adaptarem a diferentes realidades. A função de um planetário somente se realiza quando este tem audiência, visitantes. Para tanto, diferentes idéias vêm surgindo. O planetário de Hamburgo, por exemplo, não relutou em abrir diálogo acerca de Charles Darwin, sendo este 2009 o Ano Internacional da Astronomia e, também, do proponente da teoria da evolução. Em São Francisco, no planetário Morrison, a sessão Fragile Planet leva os visitantes às fronteiras do universo (e não do sistema solar). No Hayden, em Nova York, uma apresentação musical deixa o público perplexo, provocando-o; em São Paulo, uma experiência parecida aconteceu quando o músico francês I:Cube e os artistas visuais do Jutojo se apresentaram, enchendo o planetário com um público improvável, durante a Virada Cultural de 2008 (ei, houve alguma atividade na virada cultural deste ano?). Difícil acreditar que uma apresentação como C-the Speed of Light” não é relevante e não merece um final de semana de exibições em qualquer de nossos espaços (veja o vídeo no Youtube).

É, provavelmente não; afinal, como tanto ouvi: “Isso não é astronomia”. Nada de correr riscos, de se arriscar como o pessoal de Harvard (que sabem eles?), que abriu os trabalhos da conferência Crossroads com a apresentação de um filme de ficção científica. De norte a sul, nossos planetários pretendem ser o campo dos sonhos e, se não o forem, dão pinta de que só querem atingir os interessados, numa filosofia vocacional que só atende quem, de fato, não precisa visitar aquele espaço. Nossos planetários são donos de verdades pequenas.

—–
[ATUALIZAÇÃO]
A Isis escreveu sobre o Festival Mundial de Ciências, que aconteceu em Nova York. Eventos como esse, de ampla divulgação e extremamente atraentes – que despertam curiosidade, pra dizer o mínimo – só deixam mais evidentes o quão dogmáticos são nossos ilustríssimos divulgadores de ciência…

* Otávio Dias é o novo colaborador fixo do Amálgama. Escreve de São Paulo. Bacharel em física e mestre em física teórica pela Unesp, parou o doutorado pra experimentar a divulgação científica nos Planetários de São Paulo, onde chefiou a equipe de Operação e Programação e colaborou na criação e produção. Mais sobre ele e link para o blog pessoal, na nossa página de colaboradores.


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7 comentários | Dê sua opinião

  1. Isis 18/06/2009 em 9:41 am

    Ótimo texto.
    Os planetários são fantásticos.
    Acredito, ao menos no Brasil, que a divulgação científica é restrita devido ao modo que a ciência é vista pela população e pelos próprios atores dela. As pessoas não conseguem se desvincular daquele estigma formal. Ao mesmo tempo, vejo que, aos poucos, isso está mudando. Ao menos lá sobre o blog, sempre recebo e-mails de pessoas cada vez mais interessadas nos novos meios e jeitos de se disseminar a ciência.

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  2. McFly 18/06/2009 em 3:25 pm

    Verdade, Isis. A questão é que quem faz divulgação científica está, hoje, desvinculado do que acontece no mundo, como um jornalista que só quer saber de usar máquina de escrever e só escreve sobre o passado.

    O dogmatismo está aí: na valorização de um passado – o que por si só é uma coisa boa – em detrimento do presente: nada de novos conteúdos ou métodos.

    Além disso, os especialistas de diversas áreas deveriam mostrar o caminho pro futuro. Sem achismos, com método.

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  3. Paulo Cunha 29/06/2009 em 4:27 pm

    Cá para mim, o ponto é que mostrar o dinamismo e as mudanças de paradigma da ciência implica em desnudá-la perante ao público e abrir mão de usá-la como argumento de autoridade.

    Para algumas pessoas seria muito complicado viver em um mundo no qual não se pode reprender com “isso é uma lei científica, provada pela ciência, o que se está pensando?”

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  4. Flavia 29/06/2009 em 6:18 pm

    Querido Otávio,

    Concordo com você em gênero, número e grau.

    Pra iniciar, estou super-feliz que alguém tenha trazido o assunto à baila, e sinceramente, acho que deve ser trazido mesmo, pois o planetário é espaço público de divulgação científica, e não creio estar cumprindo essa tarefa, talvez a divulgação científica do planetário tenha parado em copérnico, e creio haver muito mais o que divulgar.

    Depois de anos fechado, pela administração Maluf, descubro que o planetário volta a funcionar. Pego amigos, vamos, compramos os ingressos, que guardamos para enviar a Maluf, e saímos sem vontade de fazê-lo, bola murchíssima, pois o que vimos foi mitologia grega, mitologia chinesa, um pouco do filminho do cèu movendo-se, que é sempre legal, pela sensação, a escolha musical philip glass eu curti muito, mas nada de novo. Nada que justificasse mandar os ingressos pro maluf dizendo “apesar de você…”

    Fiquei com uma imensa pulga atrás da orelha: decerto as escolhas do planetário estão sendo feitas segundo o que alguém crê ser mais marqueteável, os desenhinhos no céu – constelações – mais palatável ao público que os avanços da cosmologia. Alguém que pensa da seguinte maneira “não adianta levar cultura a esse povo, por que esse povo é inculto” ou seja, alguém que decerto pensa a partir de tautologias: pois se (fosse certo que) o público é inculto, então um órgão público de divulgação (que levasse a sério o seu papel) deveria levar conhecimentos aos (supostos) incultos.

    Qual o problema de discutir o efeito keppler, música e o universo, noções de entropia e expansão do universo, as diversas teorias de expansão e retração do universo (que já são velharias), o ruído captado pelos melhores “ovidos” que temos – certos observatórios – que deram na chamada teoria do big bang (que também é tão velharia que seja a ser peça de musseu). Qual o problema em falar da ciência pós-copernicana? Por que razão pensa-se que para ter público seja necessário insistir em mitologias ao invés de divulgação de ciência já antiga?

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  5. Flavia 29/06/2009 em 6:38 pm

    É preciso lembrar que se o espectador de ficção científica tivesse sempre a sua expectativa respondida tal qual, estariamos hoje a ver o mesmo tipo de sci-fi dos anos 50: cientista bonzinho, quer o bem, mas sem querer cria monstro, este destrói cidades. Cientista vê o que fez, dá um jeito de destruir o monstro, mas acaba morrendo junto. Mocinho e mocinha (provavelmente jornalista e namorada), escapam incólumes à destruição do monstro. Beijo pós-apocalíptico, fim. Seria o roteiro que estaríamos assistindo ainda hoje no cinema. Ou melhor, cansado de ver variações do mesmo, o público teria abandonado os cinemas.

    Não será mais ou menos o que ocorre com o planetário? Eu fui a uma apresentação pós-maluf e abandonei. Nem mandei o ingresso pra ele, pois ele ganhou: troca-se seis por meia dúzia e dá no mesmo: com ou sem. O vídeo linkado demonstra o quanto o planetário é espaço subutilizado. Vai ser preciso ver muitos vídeos como este para que passemos a demandar um planetário cultural, moderno, experimentador e inter-disciplinar?

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  6. Prof. Paulo Lagos 19/08/2009 em 11:55 pm

    Sou um professor principiante de Planetário (2,8 anos), e tenho a grata satisfação de trabalhar com um dos ícones da Astronomia Profissional nos últimos 50 anos deste País com contribuições relevante e colaborador do Projeto Apolo11, duas expedições na Antártida e com certeza uma autoridade em sessões de Planetários (ZKP – 1I). Creio que sua abordagem é muito importante, mas deve ser levada em consideração o público alvo para que a sessão tenha o cunho pedagógico e que se cumpra a função primeira de formação de senso comum com delineamento científico norteando e construibuindo para que cidadãos possam ser seletivos e criteriosos nos temas que os meios de comunicação nos disponibilizam. Aqui em Curitiba temos sessões para pré -escola passando por todos níveis de escolaridade, tendo em vista que é Curricular para ensino fundamental e médio no CEP ( Colégio Estadual do Paraná). Acho muito oportuno essa discussão entorno da Ciência como um todo, pois infelizmente não temos um plano educacional de médio longo prazo que não sucumba com as mudanças políticas como vem ocorrendo nos últimos 40anos pelo menos. Temos que avaliar com muito cuidado os danos que a televisão causou na geração da década de 70 e agora esses mesmos problemas com a geração do século XXI que não sabe usar a gama de informações disponíveis na internet e que estão sofrendo de inanição de criatividade e totalmente refém da tecnologia que usa para sub-trabalhos (Ctrl-c ; Ctrl-v; mp355, aipode…). Será que isso é o caminho dos Planetários? Gostaria de ver disponível à toda comunidade muito mais salas de Planetários com baixo custo ou mesmo gratuitas. Temos um caminho grande à trilhar para mostrar e incentivar essa juventude os Mistérios do Universo dando-lhes de maneira clara a necessidade de conhecer muito bem nosso quintal (Sistema Solar ), para avaliarmos as possibilidades que o futuro nos prepara. Eta Carina que nos diga. Agradeço a oportunidade que esse blog porporciona para que possamos expressar, contribuir, informar e criticar assuntos de grande relevância.

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