De como você provocou a crise

por Diego Viana — Cuidado ao criticar Wall Street. A crise financeira mundial pode ser culpa sua. Pode ter começado, certo dia, quando um amigo, desses que trabalham no governo ou no setor financeiro, vem lhe contar de um pequeno país caribenho, uma ilha parcamente habitada, que acaba de anunciar o projeto de construir um aeroporto ultra-moderno. Com isso, a ilhota, até agora de destaque apenas na produção de conchinhas ornamentais, é garantidamente a próxima coqueluche do turismo internacional.

Barbada, você pensa. Os terrenos ainda se compram a preço de banana, os grandes resorts ainda não tomaram suas decisões de investimento, a hora é agora. Impossível perder dinheiro. Quem investir vai virar milionário. Com os olhos brilhando, vocês juntam um grupo de dez camaradas dispostos a investir, no total, um milhão redondinho de dólares em terrenos na ilha. Colocando em termos cartográficos, dá metade da superfície do país. Quando os hotéis e mansões resolverem correr atrás da carniça, vão ter de desembolsar o dobro. E quem vai ganhar nessa são vocês, investidores atentos. Brilhante!

Seu problema passa a ser, naturalmente, como arrumar cem mil dólares. Um bom dinheiro, que você, é claro, não tem. Pelo menos não assim, disponível. Felizmente, você se lembra então de um personagem que nunca o deixou na mão, tendo inclusive lhe adiantado mil pratas no ano passado, quando o guri quebrou o braço num acidente de patinete. Viva o sogrão!

No almoço do próximo domingo, você expõe seu projeto ao sogrão, carregando nas emoções. Sogrão ouve atento e lhe responde que cem mil não é trocado, é muito mais difícil de emprestar que mil, não dá para abrir mão desse dinheiro todo de uma vez só. Mas você já sabia que o empréstimo não sairia de mão beijada. Já preparou uma proposta que lhe parece bastante boa para ambas as partes. Promete pagar, ao final de dois anos, cento e dez mil dólares. Por gratidão. Traduzindo para a linguagem racional das contas financeiras, são cinco por cento ao ano. Nada mal, pelo menos para uma economia estável.

Mas ainda existe um risco nesse negócio. Sogrão quer algum tipo de garantia, ele precisa de segurança, esse é um prejuízo que ele não tem musculatura financeira para engolir. Você tem algum bem que valha cem mil dólares? Claro! Sua casa, pequena e suburbana, mas agradável e sua, está avaliada mais ou menos por esse valor. Verdade seja dita, você ainda não conseguiu se livrar da hipoteca. Mas a casa lhe pertence, é lá que estão seus objetos queridos, é lá que vive sua família amada. Além do mais, com os lucros da ilha, você paga o sogrão, a hipoteca, a dívida do pôquer e a faculdade do guri.

Para sua felicidade quase incontrolável, o sogrão aceita, contanto que tudo seja posto no papel. Problema nenhum, é assim mesmo que tem de ser. Ele lhe pede uma semana para fazer a transferência. É claro que ninguém deixa esse dinheiro todo dormindo na conta corrente.

No dia seguinte, seu sogrão vai ao banco com uma proposta para o gerente. Considerando a trajetória do mercado imobiliário nos últimos anos, a casa que você lhe prometeu em garantia deverá valer cento e oito mil dólares daqui a dois anos. O sogrão se compromete a entregar daqui a dois anos um bem que vale cento e oito, recebendo agora cem. Nada muito diferente do negócio que você fez com o mesmo sogrão, mas com uma perspectiva um pouco diferente. Afinal, o banco pode projetar um aquecimento maior do mercado imobiliário para os próximos dois anos, o que faria o tal bem, que seu sogrão vai entregar por cento e oito, valer cento e doze.

Mais importante ainda, vale mais a pena para o banco contar com uma promessa de pagamento de cento e oito do que com líquidos cem na mão, porque, ao contabilizar os cento e oito no balanço, é possível liberar uma porção maior dos depósitos dos correntistas para comprar as ações de uma determinada empreiteira no mercado futuro. E essa empreiteira, qual seria, senão a que foi contratada para tirar do papel o aeroporto na pequena ilha? Indiretamente, sem saber, você ajuda seu próprio sonho a se tornar realidade quando pede o empréstimo ao sogrão. Afinal, com seus múltiplos projetos ao redor do globo, a empreiteira não tem caixa para fazer a obra. Mas tem uma estrutura sólida e um excelente valor de mercado. Por meio de uma oferta pública de ações, não deve ter problemas para se financiar. Nunca teve. Com garantias como a sua casa, bancos como o do sogrão fornecem o dinheiro de que a empresa precisa. Felizmente!, porque o governo insular conta justamente, veja só, com a venda de seus terrenos valorizados para pagar pela obra, ao final de sua execução.

Tudo está bem, tudo está em equilíbrio. Nenhum dinheiro de verdade entrou em jogo porque ele simplesmente não é necessário. Basta a expectativa de algum valor ser gerado para colocar em movimento uma grande ciranda de operações econômicas. A essa expectativa corresponde um dinheiro imaginado, suposto, para não dizer fictício, o que seria maldade.

É claro que muita coisa pode dar errado, mas todos os envolvidos estão cientes. Um furacão pode varrer a ilha. Uma revolução. A descoberta de uma doença misteriosa. Um sócio que foge com o dinheiro de vocês. Mas para todos esses casos, a princípio, há solução. Um seguro contra eventos naturais e políticos. Um outro empréstimo, para cobrir a perda iminente da casa. A venda de um ativo da empreiteira. A emissão de títulos, pelo banco, e moeda, no caso do governo da ilha. Não há por que ter medo. Passado o susto, você negocia com o sogrão, que negocia com o banco, que negocia com a empreiteira, que negocia com os mandatários da ilha. Tudo muito civilizado, para que as obras possam finalmente ter lugar.

A não ser, é claro, que todo mundo tenha esticado demais a corda. Se a ilha estiver considerando que vai vender todos os terrenos disponíveis a preços satisfatórios. Se o fluxo esperado de turistas estiver mal calculado. Se a empreiteira apertar o orçamento e esperar um preço irracionalmente alto para suas ações. Se o banco não tiver em reserva o suficiente para cobrir os saques dos clientes. Se o sogrão avaliar com benevolência demais o valor da casa. Se você tiver confiança excessiva em sua capacidade de quitar a hipoteca.

Basta que o mercado desconfie das projeções de construção de hotéis na ilha, digamos. O governo, ao se ver incapaz de pagar pelo aeroporto, emite moeda e causa inflação. Os acionistas fogem da empreiteira. As ações caem. O banco perde liquidez, quer resgatar seus empréstimos, mesmo com taxas menores. A empreiteira precisa do dinheiro, corre atrás de empréstimos, a oferta escasseou, os juros sobem como um foguete. Juros altos, o mercado imobiliário esfria. As casas perdem valor. As hipotecas se tornam mais caras. O sogrão tem de pagar o banco, mas sua garantia de cem mil caiu para setenta. Você acaba tendo de lhe ceder também seu carro, mas continua endividado ainda assim. O sogrão também, por sinal, apesar do novo bólido. O banco não consegue cobrir os saques, tenta vender ações, elas estão em baixa. A empreiteira não consegue empréstimo, pede concordata. A ilha fica sem aeroporto, sem turistas, mas cheia de dívidas, inflação e terrenos baldios, além das conchinhas multicoloridas. Mas ninguém mais quer os terrenos. Aquele milhão de vocês vale agora menos de seiscentos mil dólares. Eis o desastre. Sem contar com os trabalhadores da ilha que já planejavam comprar eletrodomésticos, pagar dívidas, expandir casas…

O sistema financeiro funciona, em grande medida, dessa maneira. Uma cadeia interminável de projeções, expectativas, apostas, dívidas, equilibrando-se umas nas outras. Uma série de regras tentam obrigar as grandes corporações a manter alguma reserva, um certo resguardo. Mas em situações calmas, sobretudo quando esse tipo de garantia existe, um volume financeiro mantido imóvel soa como um atentado ao bom senso. Um pouco mais de risco permitiria investimentos que gerariam riqueza ao redor do planeta. E o planeta precisa de riqueza. Com uma concorrência tão cruel, quem fizer provisões para tempo de tormenta acaba ficando no meio do caminho.

O fato de supor um dinheiro que não existe soa assustador, claro. Mas não há outra maneira. Existe um efeito multiplicador da moeda que faz com que cada dólar impresso se transforme em dezenas na dita ciranda financeira. Deveríamos dizer, talvez, castelo de cartas financeiro. Uma que saia do lugar derruba o edifício inteiro. Isso não deveria ser tão alarmante quanto provavelmente fez parecer a forma em que foi expresso. O capitalismo sempre avançou aos trancos. São os ditos ciclos de crescimento, que culminam em crises, e assim por diante. Se não houvesse um sujeito como o sogrão, que especula entre o banco e você, não haveria esse dinheiro, o fictício, então não haveria crises. Mas tampouco haveria ciclos de crescimento, esses em que o emprego aparece com facilidade, em que você sai para viajar, em que você compra casas e põe os filhos em escolas melhores, em que portos, estradas e linhas de metrô são construídos.

O problema parece ser o dinheiro “fictício”. Mas o dinheiro, seja ele qual for, é uma espécie de encarnação do valor, qualquer valor que se possa comercializar. E valor, em geral, nada mais é senão algo que atribuímos a um objeto, idéia ou pessoa quando sentimos desejo ou necessidade por ele. Sendo assim, projeções esperançosas e ambiciosas para o futuro contêm uma carga enorme de valor, sobretudo porque determinam como os objetos do engenho humano estarão dispostos nos tempos vindouros.

Essas expectativas lidam com a incerteza, é claro, e só podem ser transformadas em valor do ponto de vista econômico através dessa figura mágica que é o dinheiro “fictício”. Essa suposição quanto ao valor futuro, essa incerteza inevitável, está na base do conceito de juro, assim como está na base do mercado de futuros. Juros e negociações futuras são estratagemas para internalizar a incerteza e o risco. Eles perdem, desta feita, todo seu mistério e toda sua temeridade, pelo menos em aparência. A incerteza começa a aparecer, dissimulada que é, sob a forma de uma moeda, um valor negociável. Pois é justamente com essa incerteza velada que negociaram você, o sogrão, o banco, a empreiteira e o governo da ilha.

Imagine agora um certo número de grandes jogadores do mercado agindo como você e seu sogrão, mas concorrendo como cães selvagens por um naco de carne, obrigados a se submeter a todos os riscos possíveis para não serem atirados fora pelos investidores. Muito bem, daí saem as crises.


leia mais
Vargas Llosa e o Nobel
WikiLeaks no vazio moral
Praça Tahrir, quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

24 comentários | Dê sua opinião

  1. romério rômulo 19/05/2009 em 10:43 am

    diego:
    ótima explicação da crise econômica.ciranda.
    romério

    Responder
  2. Felippe Monteiro - JF - MG 19/05/2009 em 7:32 pm

    Excelente texto!!! Parabéns!!!

    Responder
  3. Rosemberg Argolo 19/05/2009 em 7:44 pm

    Ótima colocação!

    Responder
  4. GUSTAVÃO 19/05/2009 em 8:32 pm

    SIMPLIFICANDO

    DERIVATIVO EM CIMA DE DERIVATIVO FICA TUDO INATIVO

    E VIVA O MUNDO DA FANTASIA!!

    Responder
  5. Mário Sérgio Cardoso 19/05/2009 em 8:42 pm

    O ser humano ainda nao percebeu que o materialismo desenvolvido pelos “grandes” Americanos,que agora estão sofrendo a perda da alto estima, é a sua própria decadência.Tudo tem o seu tempo para conquistas e realizações e a tentativa de encurtá-lo,pode acarretar em um efeito oposto.Para finalizar um amigo e paciente meu que,talvez ,inconscientemente trabalhava a favor dessa especulação idiota, padeceu com um tumor no cérebro que por iluminação divina teve uma reabilitação ótima.
    obrigado
    Por um mundo mais justo e melhor

    Mário

    Responder
  6. Gilberto André Borges 19/05/2009 em 9:06 pm

    Ridículo!!!

    O capitalismo vive de crise! E junto acom a crise traz a fome, a miséria e a morte! Culpar o cidadão pela crise é ridículo!!! Esta crise não tem outra origem senão a ganância desenfreada, a naturalização da dominação do homem pelo homem. É natural alguns terem muito e outros nao terem nada! Este é o problema do capitalismo!!! Acúmulo de capital é doença. Estes porcos capitalistas deveriam se tratar. Sua doença é a desgraça alheia.

    Não! O capitalismo não é a maneira natural de se organizar a sociedade. O ser humano não é mesquinho, seus dirigentes, sim. Uma economia baseada na troca, no compartilhamento é possível e necessária e acontecerá, quer queira o mofo das gravatas ou não! Não há saída para o capitalismo a não ser capitular à tendência humana de compartilhamento!

    Enfie a crise em um saco (para ser modesto), pois a esmagadora maioria da humanidade sobrevive sem carrões de luxo, sem ter fetiches com foguetes ou tudo que for fálico! Alguns doentes mentais não podem definir a humanidade. Quem precisa deles? As pessoas estão se dando conta de que não precisam de senhores. Movimentos sociais ecoam pelo planeta, embora a grande mídia faça de conta que eles não existem. Estão de olho, esperando o momento de derrubar este sistema por não acreditarem nele. A minha geração não acredita no capitalismo. Não queremos ser dirigentes nem engravatados. meus amigos explodirão seu sistema pelo meio, pois cada vez mais ele é desnecessário e obsoleto.

    Responder
  7. Samyr 19/05/2009 em 9:54 pm

    Excelente explicação. De fácil entendimento para um garoto como eu, de 16 anos, que pouco ou nada sabe sobre esse ciclo chamado Economia. Ou poderíamos nos referir à ela como uma bola de neve?

    Responder
  8. Paulo Antonio dos Santos 19/05/2009 em 10:03 pm

    Adorei o texto! Parabéns!

    Responder
  9. Marta 19/05/2009 em 11:56 pm

    Adorei o comentário de Gilberto André Borges!

    Responder
  10. Nando 20/05/2009 em 12:06 am

    Realmente esse texto é RIDÍCULO.

    Era só o que faltava, culpar os TRABALHADORES e cidadãos pela crise econômica mundial. Mas um mito que o capital e seus seguidores, tentam naturalizar na sociedade…

    Essa não era para agora! Você foi RIDÍCULO!

    Responder
  11. Daniel 20/05/2009 em 1:36 am

    Meus caros Gilberto e Nando,

    Vocês se preocupam tanto com o capitalismo que esqueceram de prestar atenção ao texto. O exemplo hipotético que o autor dá, do sujeito que quer investir numa ilha pensando em alto retorno, serve para ilustrar toda uma cadeira de toma-lá-dá-cá sem muito pé na realidade. O que está implícito no texto é a crítica do sistema de “bolhança”. Não é questão de eximir os patrões e figurões, mas de lembrar que eles raramente fazem qualquer estrago sem contar com toda uma cadeia de peixes pequenos.

    E vale lembrar que o Diego Viana escreve no Le Monde Diplomatique Brasil [http://diplo.uol.com.br/_Diego-Viana_], um veículo que não é assim tão fã do George Soros.

    Pensem nisso.

    Responder
  12. Roberto Tonela 20/05/2009 em 4:44 am

    Belíssimo comentária, parabens para seu autor que conseguiu explicar com clareza e uma linguagem simples que qualquer leigo em economia facilmente entende.

    Maputo- Moçambique

    Responder
  13. Gilda 20/05/2009 em 5:30 am

    Concordo com o Sr. Daniel.

    Realmente, um texto de grande relevância para despertar a atenção de todos sobre aquela que teria sido verdadeiramente a origem da crise. Afinal, difícil é pôr a mão na consciencia e reflectir melhor sobre seus próprios actos para perceber o quanto pode ter, de facto, contribuído para que tal erro acontecesse, procurando apenas satisfazer os seus interesses. Concretamente os gananciosos que não medem as consequências.

    Força para os autores!

    Responder
  14. Ruy Mário 20/05/2009 em 7:57 am

    Concordo com a opinião de Daniel quanto ao pedido de que Gilberto e Nando releiam e pensem melhor sobre o texto. Não haveriam “porcos capitalistas” se o chamado “cidadão, trabalhador” não pactuasse com suas ganâncias e os alimentasse. Vale ainda ressaltar que a omissão é tão nociva quanto a ação negativa.

    O texto é realmente ótimo.

    Basta refletir.

    Responder
  15. Jose claudio 20/05/2009 em 8:04 am

    magistralmente expresso modo como a ideologia capitalista relaciona-se com o desejo e a necessidade de projetar o futuro do homem contemporaneo.O principio que justifica tal cadeia,é, vamos dizer assim ,da natureza humana, mas o modo como é vivenciada na parabola da ilha é historica,e claro, tem seu tempo de crescimento e declinio.
    Obrigada pelo texto esclarecedor,tomara circule nas escolas, nos grupos de reflexão ,onde se pretende refletir de modo claro,e simples, na busca do sentido da realidade que vivemos.

    Responder
  16. Marina 20/05/2009 em 8:39 am

    Bom, muito boa a explicação. Mas sinceramente, eu nao participei desta crise, simplesmente porque eu nao tinha entrando em nenhum projeto, com nenhum emprestimo. Entao, eu me descarto do meio de pessoas que contribuiram com a crise. Mas tem um lado positivo nisso. Uma crise, cai a produção e consumo, isso significa menos poluiçao do planeta. t+

    Responder
  17. Edjii 20/05/2009 em 9:04 am

    Resumidamente, é em epoca de crise que todas as informações vindas do mercado e principalemnte de economistas tem mostrado que TODOS os economistas do mundo não sabem o que falam!

    São todos “chutadores” , são como a mãe Dina ( ou “mãe dinada”).

    A melhor saida é trabalhar! O suor é vale a pena!

    O sucesso vem antes do trabalho somente no dicionario.

    Responder
  18. senatolites 20/05/2009 em 10:18 am

    Concordo com o texto. Entretanto vejo este tipo de problema de uma forma um pouco mais fundamental. O problema “CRISE FINANCEIRA” na minha opinião é o efeito de uma cultura de consumo, na qual a qualidade de vida está diretamente relacionada aos hábitos de consumo e desta forma não há como evitar casos como o mensionado no texto. Devido a isso, cada cidadão é, sim, responsável pelos trancos e barrancos que vivemos. Na minha opinião, as instituições deveriam existir para servir as pessoas e não o contrário, como ocorre no mundo em que vivemos, no qual uma pessoa “perde o direito” de viver com sua família para evitar a estagnação no crescimento da empresa em que trabalha (seria a empreiteira citada). Atualmente é lançado um produto e depois sua necessidade, gerando lixo, acabando com o meio ambiente e principalmente com a qualidade de vida das pessoas. Para que crescer se com o simples coonhecimento de ciência básica pode-se concluir que esse crescimento etérno que buscamos é impossível. Deveriamos estar pensando em como equalizar as distribuições dos bens materiais que já estão disponíveis, em tornar mais eficientes os processo ao invés de inventar novos. Gerar trabalho ao invés de fabricar maquinas. Se cada pessoa tivesse que tratar seus próprios rejeitos, ou viveriamos em um lugar melhor ou a mortalidade seria maior que na idade média.
    Pensem nisso.

    Responder
  19. Narciso Silvestre de Freitas 20/05/2009 em 10:24 am

    Achei tudo excelente e fácil para qualquer leigo em Economia de um modo geral, até na Doméstica. Claros e concisos todos os comentários, mesmo se tratando de ficção. Parabéns.

    Responder
  20. Diego Viana 20/05/2009 em 2:01 pm

    Hehehee ri à beça com o comentário do nando. Fiquei encucado, tentando entender qual dos personagens do texto é trabalhador… Se é o rapaz que acha que é esperto investindo num ativo que não existe, se o sogro que especula com a casa do genro, se é o banqueiro que multiplica créditos podres ou se é o governo da ilha, que contrata obras com base em vento…

    Me divirto muito com gente esquentadinha, mas semi-analfabeta…

    Responder
  21. Renato de Aguiar 20/05/2009 em 5:07 pm

    Concordo plenamente com sua explicação….
    E gostaria de acrescentar que Marx explicita que é um dos unicos meios da implosão do captalismo, a ruina interna em suas próprias instituições detentoras do capital!
    21 de dezembro de 2012 tá aí segundo os Maias…
    rerererererere

    Vivemos uma faze marcante na história da humanidade!

    Renato de Aguiar

    Responder
  22. Pingback: Carolina Maia

  23. Barbara Brosch 28/05/2009 em 4:45 pm

    Minha atividade no mundo dos negócios começou cedo, naturalmente economizava, até nos doces, só algumas mordidinhas, depois meu pai fazia questão de me levar no pregão da Bolsa de Valores c/ apenas 11 anos, ahhh…eu amava aquilo tudo…Fechado..fechado! Q. alvoroço, q. gritaria…dinheiro…dinheiro…ações q. sobem ..vende! ações q. descem…compra! E os ricos! Anota e anote…qtos. telefones e congêneres…E nós fazíamos muitas compras e vendas e depois íamos comer um lanche… Chegávamos em casa, a mesa lotada de jornais… lógico na seção financeira, marca aqui, marca ali…Olha filha hj. lucramos tanto… amanhã vamos outra vez?
    Hj. só quero uma estrela com meu nome, a Lua não dá pq. já tem dono com bandeirinha e tudo e o Sol é de todos e é de graça., e já está meio velhinho.
    O q. Marx esqueceu foi o de levar ‘muuuito em consideração’ o problema da ‘Natureza Humana’…sempre e sempre o homem desejará mais e mais.
    Ah…meu pai morreu vitimado por um ataque do coração, por causa q. o Caixa Eletrônico ‘engoliu’ seu cartão e não dava p/ ver o extrato e tirar o ‘tutuzinho’ necessário… Me pergunto hj. Pode uma ‘coisa’ dessa?! Ele q. gostava de ‘emoções fortes’ e era o homem do “Vamos processar!” Pensei em fazer isto, mas … ‘isto’ não o traria de volta. Em todo caso, não se deixe de olhar todos ‘os peixes’. Como dizia o Balú, “Necessário, sómente o necessário e nada mais”… Bem americano…

    Responder
  24. trainsppotting 28/05/2009 em 11:04 pm

    “Essas expectativas lidam com a incerteza, é claro, e só podem ser transformadas em valor do ponto de vista econômico através dessa figura mágica que é o dinheiro “fictício”. Essa suposição quanto ao valor futuro, essa incerteza inevitável, está na base do conceito de juro, assim como está na base do mercado de futuros. Juros e negociações futuras são estratagemas para internalizar a incerteza e o risco. Eles perdem, desta feita, todo seu mistério e toda sua temeridade, pelo menos em aparência. A incerteza começa a aparecer, dissimulada que é, sob a forma de uma moeda, um valor negociável. Pois é justamente com essa incerteza velada que negociaram você, o sogrão, o banco, a empreiteira e o governo da ilha.”

    Interessante.
    Expectativa, incerteza, risco, fictício, temeridade, futuras, conceito.
    Num pequeno trecho do texto vemos bastante termos inererente ao ser humano, quantico por natureza e que faz escolhas e:
    Viver é fazer escolhas sabendo que se pode fazer escolhas.
    Nossa natureza quantica acaba sendo tratada conduzida por alguns mecanismos newtonianos e incompatíveis por natureza.
    Me referi ao termo quantico apenas para disiguir o fato de que nossos desejos/escolhas extrapolam o mecanismo newtoniano, mesmo assim nossa sociedade esta ainda amarrada a este paradigama que se aplica muito bem a muitas necessidades ,mas em economia e suas interações não.

    Tecnologia da Informação, só para citar um caso:

    Lei de Moore e a Economia Mundial

    Vou me apoiar nos ombros de alguns blogueiros gigantes para explicar, na prática, como se desdobrou a crise por outro ângulo, possibilidade/realidade/escolha/observador, sabendo que o observador pode imprimir mudanças no evento, apenas por observa-lo.

    Alguém disse: “Nada resiste a uma análise”.
    Considero o fato de nem mesmo a própria análise que faço resiste, tendo em vista que uma análises é temporal e o tempo é elástico:

    Segundo o Prêmio Nobel de Economia, a Guerra do Iraque custou trilhões de dólares ao mundo e foi o chute no saco e o tiro no pé dos EUA. Dos EUA..Não do pessoal do Bush que sairam com os bolsos mais recheados, neste caso, nem poderíamos estar mencionando o fato Crise.
    Partindo desta premissa, crise é um fator dependente de lado:
    Qual lado você está?
    Qual lado você escolheu?
    Não faz muito tempo estourou a bolha de tecnologia e novamente, agora, tecnologia é a atriz coadjuvante na recente Grande M, talvez maior que a Grande Depressão do começo do século pela velocidade da percepção e impactos.

    Pessoalmente, penso que ela nunca teve importância. A Avenida Paulista, Ibirapuera, Centro fechados pelo “PCC” foi muito mais perceptivel e incomoda para mim e muitos internautas que esta crise em pauta, se é que ela ainda existe.

    Segundo os analistas, passado o frenesi high tech, a bola da vez eram os imóveis com custos irreais, sustentado por um emaranhado de complexos algoritmos e derivativos matémáticos que mantinham os preços dos imóveis próximos de zero dentro de algum video-game rodando nos data-centers mundo à fora.

    Os trilhões retirados da economia mundial (na forma de captações norte-americano) e injetados na Guerra do Iraque fez disparar os preços do petróleo, alimentos e todo tipo de comodities.

    Até ai nenhum problema…. Que diferença faz o barril do petróleo custar 10 ou custar 100 dólares? No máximo, o Hugo Chaves vai falar mais, ou menos mau dos EUA, mesmo sendo esse seu principal cliente/parceiro de negócios com petróleo.

    A princípio é só mudar uma célula numa planilha eletrônica, um campo numa tabela sql no oracle, mysql ou db2 com os novos valores das variáveis em um servidor blade ou mainframe, que a poupança bamerindus continua numa boooooaaaa….

    Até 1965 não havia nenhuma previsão real sobre o futuro do hardware, quando o então presidente da Intel, Gordon E. Moore fez sua profecia, na qual o poder de processamento dos chips teria um aumento de 100% a cada período de 18 meses. Essa profecia tornou-se realidade e acabou ganhando o nome de Lei de Moore. Esta serve de parâmetro para uma elevada gama de dispositivos digitais alem dos CPUs, na verdade, qualquer chip está ligado a lei de Moore, até mesmo CCD de câmeras fotográficas digitais. Aparentemente, ela vem se mantendo valida até os dias atuais, mas a grande pergunta é “por quanto tempo perdurará a lei de Moore?”. Segundo o próprio Mr. Moore, numa palestra em setembro de 2007, exatamente um ano antes so setembro branco, no IDF ( Intel Developer Forum ), em quinze anos a “lei” perderá sua validade. E, pelo visto, desta vez é sério. Acontece que o processo litográfico, usado na confecção de dispositivos semicondutores, tem uma limitação física.

    Em breve, será impossível alinhar os átomos de silício de forma que seja possível controlar o fluxo eletrônico. O quê acontecerá, então? Há alternativas, mas nenhuma delas passa pelo “transistor”, como o conhecemos hoje. Nanotubos de carbono, computação quântica e chips biológicos são boas apostas mas você não vai encontrar em nenhuma casas bahia.

    Mas, e até lá? Esperamos as possibilidade ou fazemos novas escolhas.

    O primeiro a tratar a então profecia de Moore por Lei de Moore foi Caver Mead, então professor da Caltech, e pioneiro da VLSI Technology, no ano de 1970. Em 1975, Moore revisou a sua previsão para, a cada dois anos, um aumento de 100% na capacidade de processamento dos chips. Porém um colega de Moore previu que um chip tenderia a dobrar o seu desempenho a cada 18 meses, mantendo é claro o custo.

    Mas que custo?

    Dobra-se a capacidade de transistores do processador a cada dois anos. Ok. Dobra-se o desempenho a cada dois anos, corrigido para 18 meses. OK.
    Mantem-se o mesmo custo. OK.
    Lindo, mas qual custo?
    O custo de Produção. OK.
    Tah, mas e o custo para fazer o servidor/mainframe funcionar?

    Ah, depende do custo do pretróleo… Hummm. Malditos ou benditos aliados…

    Calma, calma. Não é só o Bush…Tem mais…Só culpar o cara é sacanagem não é a melhor ou única escolha…

    Como estão as coisas lá no Data-center que processa as informações que dão sustentação a bolha imobiliária e que agora terá que processar também a complexidade dos aumentos de custos das comodities mundo afora, a dificuldade em levantar fundos para tocar os malas norte-americanos, décadas com a conta pindurada no buteco e…..

    “Ai meu Deus. Alguém pagou a conta de luz do data-center?”

    Conta de luz?

    Eh. O Moore não te falou que a dissipação de calor dobra a cada dois anos e que dobra tb a conta de luz a cada 18 meses por causa da refrigeração necessária para o chip não fundir?

    Por conta desta surpresinha, os custos para manter os computadores funcionando será maior que o custo do próprio computador entre 2004 e 2015 e mais rápido nos setores com uso intenso de TI.

    Dammmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!

    “Gartner Says 50 Percent of Data Centers Will Have Insufficient Power and Cooling Capacity by 2008 Gartner Analysts Examine Data Center Power and Cooling Challenges During Gartner’s 25th Annual Data Center Conference, November 28 – December 1, 2006, in Las Vegas.”

    No bom portugues:

    50% dos datacenters no mundo terão insuficiencia de refrigeração e energia em 2008. Porque 2008? Porque esta previsão já estava pronta quando surgiu os processadores. É da sua natureza.

    Sem novidades. Já tivemos apagões nos EUA, no Canadá e no Brasil….
    Não pega nada. Os computadores que sustetam a economia, ou ao gerenciamento das escolhas de seres quanticos funcionam com a força do pensamento……

    E a corda começou estourarando onde eram maiores a complexidade de processamento de algoritmos e derivativos que regem o mundo moderno, entre eles, o setor imobiliário dos EUA.

    Precisamos escolher mecanismos quanticos para continuarmos fazendo e gerenciando escolhas quanticas, sabendo que, se sofremos com crises, estas foram uma escolha, como diz o título do belo posting.

    Responder

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

----- Consulte os arquivos do Amálgama ||| Publique ||| Contato ||| Para reproduzir nossos textos -----