O papa não está acima da lei
Christopher Hitchens, na Slate / 29 de março
Uma por uma, como eu previ, as patéticas desculpas dos defensores de Joseph Ratzinger evaporam diante de nossos olhos. Era dito até recentemente que quando o reverendo Peter Hullermann foi descoberto como um pederasta viciado em 1980, o homem que hoje é papa não teve envolvimento pessoal na sua subsequente transferência para sua própria diocese ou em sua futura e desempedida carreira como estuprador e molestador. Mas agora descobrimos que o psiquiatra que a igreja procurou para “terapia” foi inflexível em que Hullermann nunca mais deveria ser permitido se aproximar de crianças. Também descobrimos que Ratzinger foi um daqueles a quem o relatório sobre a transferência de Hullermann realmente se destinava. Todas as tentativas para colocar a culpa em um leal subordinado, o vigário-geral de Ratzinger, reverendo Gerhard Gruber, previsivelmente falharam. De acordo com uma recente reportagem, “a transferência do padre Hullermann de Essen não teria sido uma questão rotineira, dizem especialistas.” Ou isso – o que já é bastante condenatório – ou talvez teria sido uma questão rotineira, o que é ainda pior. Certamente o padrão – de encontrar uma outra paróquia com crianças frescas para o padre violentar – se tornou horrível “rotina” desde então, e se tornou prática padrão quando Ratzinger virou cardeal e ficou encarregado da resposta global da igreja à pederastia clerical.
Então agora uma nova defesa teve que ser apressadamente improvisada. É dito que, durante seu período como arcebispo de Munique e Freising, Alemanha, Ratzinger estava mais preocupado com questões doutrinais do que com meras questões disciplinares. Claro, claro: O futuro papa tinha seus olhos fixos em questões etéreas e divinas e não poderíamos esperar que se preocupasse com atrocidades de nível paroquial. Essa desculpa tosca na verdade compensa um pouquinho de exame. Quais exatamente eram essas questões doutrinais? Bem, fora punir um padre que celebrou uma missa num protesto anti-guerra – o que incidentalmente parece falar a favor de uma abordagem “prática” em relação a clérigos –, a principal preocupação de Ratzinger parece ter sido com primeira comunhão e primeira confissão. Na década anterior, havia se tornado habitual na Baviera submeter crianças à primeira comunhão com pouca idade, mas esperar um ano até que fizessem a primeira confissão. Era uma questão de se elas eram velhas o bastante para entender o processo. Basta desse liberalismo, disse Ratzinger, a primeira confissão deveria ocorrer no mesmo ano da primeira comunhão. Um padre, reverendo Wilfried Sussbauer, informa que escreveu a Ratzinger expressando receios acerca dessa medida e recebeu “uma carta extremamente cáustica” em resposta.
Então parece que 1)Ratzinger estava bastante disposto a acertar as contas com padres que lhe dessem qualquer problema e 2)ele era bastante firme a respeito de um ponto crucial da doutrina: Pegue as crianças ainda novas. Diga a elas durante a infância que elas é que são as pecadoras. Incuta nelas o sentimento de culpa necessário. Isso não é de todo irrelevante para o nojento escândalo no qual o papa agora irremediavelmente mergulhou a igreja que lidera. Quase todo episódio desse show de horror envolveu crianças pequenas sendo seduzidas e molestadas em confessionários. A se tomar os mais lacerantes casos que emergiram recentemente, a saber, o tormento de crianças surdas em escolas administradas pela igreja em Wisconsin e Verona, Itália, é impossível deixar passar a maneira calculada com que os predadores usaram a autoridade do confessionário para praticarem seus atos. E mais uma vez o padrão idêntico se repete: Compaixão deve ser mostrada apenas em relação aos criminosos. O próprio congênere de Raztiner em Wisconsin escreveu-lhe urgentemente – nessa época ele era cardeal em Roma, supervisionando o acobertamento global católico de estupro e tortura –, suplicando para que removesse o reverendo Lawrence C. Murphy, que havia arruinado as vidas de 200 crianças que não podiam comunicar sua situação exceto em linguagem de sinais. E nenhuma resposta estava a caminho, até que o padre Murphy apelou ao perdão de Ratzinger – que lhe foi concedido.
Para Ratzinger, o único teste para bom padre é esse: Ele é obediente, discreto e leal à ala tradicionalista da igreja? Testemunhamos isso em outras ações suas como papa, notavelmente na suspensão da excomunhão de quatro arcebispos que eram membros da auto-proclamada Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, aquele grupo de cismáticos de extrema-direita fundado pelo padre Marcel Lefebvre, e que incluiu o negador do Holocausto Richard Williamson. Testemunhamos isso quando ele era cardeal, defendendo a idólatra e medonha Legião de Cristo, cujo líder fanático conseguiu se tornar pai de algumas crianças, bem como proteger a violação de muitas mais. E testemunhamos hoje, quando incontáveis estupradores e pederastas estão sendo desmascarados. Um dos acusados na escola de surdos em Verona é o arcebispo da cidade, Giuseppe Carraro. Na sequência, se nossas cortes encontrarem tempo, estará o reverendo Donald McGuire, um ofensor serial contra garotos que também foi confessor e “diretor espiritual” de Madre Teresa. (Ele, também, achou o confessionário um lugar agradável e privado, do qual fez grande uso.)
É isso o que torna o escândalo institucional, e não uma questão de delinquência aqui e acolá. A igreja precisa e quer o controle de crianças muito novas, e pede aos pais para confiarem seus filhos a certos “confessores”, que até recentemente gozavam de enorme prestígio e imunidade. Ela não pode se permitir a admissão de que muitos desses confessores, e seus superiores, são sádicos calcificados que mal podem acreditar na própria sorte. E nem pode se permitir a admissão de que regularmente abandonou as crianças e fez seu melhor para proteger e às vezes mesmo promover seus atormentadores. Então, ao invés, ela está chorosa e falsamente declarando que todas as acusações contra o papa – nenhuma delas vindo à tona a não ser de dentro da própria comunidade católica – são parte de um plano para embaraçá-lo.
Isso não foi verdade até aqui, mas é necessário que seja verdade de agora em diante. Esse terrível homenzinho não está acima ou fora da lei. Ele é o cabeça titular de um pequeno estado. Sabemos cada vez mais dos nomes das crianças que foram vítimas e dos pederastas que foram seus carrascos. Isso é um crime sob qualquer lei (bem como um pecado), e crimes não demandam doentias cerimônias privadas de “arrependimento” ou falsas compensações por meio de pagamentos financiados pela igreja, mas sim justiça e punição. As autoridades seculares têm sido fracas por muito tempo, mas agora alguns advogados e procuradores estão começando a se movimentar. Sei de alguns sérios homens da lei que estão discutindo o que fazer se Bento tentar levar a cabo sua intencionada viagem à Grã-Bretanha no outono. Basta! Um acerto de contas deve ser feito, e deve começar agora.
Tradução: Daniel Lopes. O artigo original, aqui.
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![- No domingo, manifestantes tomaram a Paulista em protesto contra a ação da PM em Pinheirinho [foto: Pádua Fernandes] -](http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/protesto-pinheirinho.jpg)








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Em quem o sr° gostaria que nossos filhos se espelhassem, no michael jackson, ou que dessem continuidade ao movimento holocaustico de hitler? existem más pessoas em todo lugar seja na rua, nas escolas, nas igrejas nos foruns e etc, mas ha um lugar onde podemos evitar o mal e instruir nossos filhos a optarem pelo bem, onde? em nossos lares no seio da familia que e celula da socieda
de. e dai que saiem homens para edidficarem ou destruirem o mundo e as pessoas que o rodearem. todo a humanidade precisa acreditar em algo, ter fe e esperança pois os que nao teem nao sabem viver e acabam fazendo tudo errado. o que pode ter acontecido na vida deste homem que se dizia de DEUS a fazer tais mediocridades com crianças inocentes ou porque sera que o caso foi “acobertado”? nao cabe a nos responder estas perguntas, mas buscar viver com dignidade e fazendo sempre o bem a todos que estao ao nosso alcance pois se cada um de nos vivermos a serviço do proximo amando, respeitando desfrutaremos a delicia que e viver…
o papa bento e um representante universal do catolicismo a sua obrigaçao edefender os seus “filhos” em qulaquer hipotese, nao estou dizendo que defende o erro, o crime abusivo com as aquelas crianças, mas quem de nos nao dariamos ate mesmo a vida em favor dos nossos filhos? nao dfendemos os seus erros mas lutamos por eles com unhas e dentes como los ferozes. a posiçao do papa bento nao e de forma alguma um crime como estao acusando, tais acusaçoes na verdade e somente para atingir a igreja catolica apostolica romana mas parece briga politica do que outra coisa. precisamos de formadores ainda novos, crianças e nao ha melhores que os religiosos sejam quais foreem: catolicos, budistas, espiritas, islamicos etc. toda religiao prega e vivem aciduamente a etica. e todo cidadao etico faz do mundo um palco um cada um se sente e faz com que o outro seja protagonista de sua historia. nao adinta ver a vida passar e nao se sentir capaz de fazer nada para mudar seu destino sua historia sua existencia.
pensadores, cientistas nunca teriam tido exito em suas experiencias se nao acreditassem nas mesmas e em si proprios e isso so se da quando somos intruidos a ouvir uma voz que nos fala misticamente dentro de cada um, podemos ouvir coisas orriveis e ouvimos e a seguimos muitas vezes como foi o caso deste sacerdote que violentavam as crianças, mas nao vem do interior do ser humano pois ele foi criado somente para o bem e pelo bem temos que viver e lutar sem armas, sem odio, sem ofensas injustas, mas compreensivelmente e com amor . deixemos de agredir verbalmente ao papa bento e a igreja catolica e vivamos para o amor a todos independente dos seus feitos, pois se o HOMEM chamdo JESUS foi capaz de morrer por cada um de nos que somos tao miseraveis porque nao tentamos mudar essa realidade infeliz e dura a qual nos mesmos somos responsaveis.
a voce(s) responsavel(s)por esta reportagem busquem o bem que ha dentro de voce(s) e seja fiel a ele e perceberas que o mundo ira melhorar consideravelmente se usarem este dom de ARGUMETAR para o bem e nao para destruirem a imagem de pessoas que so querem contribuir para a edificaçao da humanidade. nao adianta tentar mudar o fato de o mundo ter um representante religioso isso foi decretado por um ser incapaz de voltar atras com algo que ACREDITOU ser a maneira mais singela e eficaz para permanecer no meio do povo que ELE MESMO os chama de “filhos”. o HOMEM chamado JESUS continua a governar o universo atraves de PEDRO, PIO I,II, X, PAPA BENTO VXI e etc. e ELE NUNCA IRA DESITIR tenha certeza disso, aprendam a conviver com essa ideia e pasem a creditar no e a VIVER NO AMOR, por AMOR e pelo AMOR. vamos transformar o mundo se tivermos a coragem de amar uns aos outros assim como a nos mesmos. pense nisso e acredite na força do BEM que a dentro de voce.
respeitosamnete,
vanessa teixeira, vitoria da conquista-ba, BR
Teria que se espelhar em vc e no pai dele. E vcs teriam que educá-lo e respeitá-lo como todos os pais devem fazer. E também tomar a responsabilidade inata materna sobre o seu próprio filho em suas mão e garantir o futuro dele educando-o, cuidando de sua saúde e segurança até que ele seja adulto o bastante para fazer isso por si próprio. Pare de passar essa responsabilidade para a escola ou governo ou religião. Ninguém realmente fará algo de significativo para o seu filho, essa responsabilidade é inteiramente sua.
sim e verdade, mas isso eu deixei claro no comentario que a educaçao começa no lar. voce sabe mto bem que as pessoas da sociedade comuns ja sao influencias para nos imagine entao os que estao nos representando mundialmente quer queiramos ou nao as escolhas, opinioes e decisoes sao tomadas e realizadas de acordo com o que a maioria deseja. nao e uma pessoa que escolhe um presidente, mas uma naçao, nao e o governo de um pais que decide determinada lei ou fazer tal obra, mas o parlamento e assim por diante. eles sao sim resposanveis pela continuidade da formaçao das crinaças e de todos como pessoas. se tirarmos esta tarefa das maos deles para que votarmos ou para que irem as escolas ja que la nao havera alguem que o fara evoluir, fazer descobertas novas, aprender a ser um proficional etico um ser humano com essencia com respeito ao outro ate um coleguinha do seu filho e um formador de carater ainda que involuntariamente. assumindo isso nao quer dizer que nao tens responsabilidades com seu pequeno mas que voce acredita que o ser humano e bom e capaz de viver harmoniosamente entre si desde que aja amor entre eles.
Novamente, você põe a responsabilidade sobre a criação dos seus filhos no presidente, na naçao, no governo. Eles não devem ser a continuidade da educação dos seus filhos. Seus filhos, sim, é que devem ser capazes, a partir da formação que vc dá a eles, de se educar sozinhos e ter as próprias opiniões e visão crítica. A vida não se baseia em promessas ou fé cega e vc não deve, jamais, deixar que governo, papas, sociedades ou outras pessoas darem opiniões mastigadas a ele, pra que ele não seja manipulado, usado ou explorado, o que certamente acontecerá se vc não o educar.
Qualquer mudança significativa na sociedade será o espelho de uma mudança na unidade das sociedades humanas – a família. O que acontecer ao microcosmo também acontererá ao macrocosmo.
“Seja a mudança que vc quer ver no mundo”
Felicidades
Vanessa
Vamos por partes.
São essas as opções? E como alternativa você está sugerindo que nossos filhos devem se espelhar em quem exatamente? Em homens que usam sua “autoridade” para estuprar crianças? Em homens que protegem a acobertam os crimes desses homens? São essas as suas referências de superioridade moral?
Deprimente.
Olha, tem tanta coisa errada e absurda neste parágrafo, que eu não sei por onde começar, mas vou tentar.
Então vejamos, “mediocridades”? “MEDIOCRIDADES”?? Quer dizer que agora não são mais ‘abusos’, são ‘mediocridades? Quer dizer que estuprar crianças em série agora virou uma simples ‘mediocridade’? Uma coisinha assim à toa….certamente nada que merecesse tanto alarido, ora, ora…afinal, o que é um estuprozinho aqui e ali, não é?
Bem (na verdade mal à beça), o mínimo que se pode dizer Vanessa, é que essa foi uma extraordináriamente infeliz escolha de palavras, tão infeliz que certamente mereceria os adjetivos que me vem à mente, dos quais vou poupa-la contudo, não por que você mereça ser poupada deles, mas apenas porque isso te daria uma desculpa para evadir o problema. E o problema aqui Vanessa, como se você não o soubesse, é o de homens que cometem crimes, sob a proteção ativa de outros homens, que vem, uns e outros a ser os representantes de uma Instituição particular. E para você aparentemente, “não nos cabe” julgar e punir tais crimes, justamente pelo fato desses homens pertencerem a essa Instituição particular…Ou você é a favor que diante de qualquer crime, ou, nas suas palavras, ‘mediocridade’, cometido por qualquer pessoa também devemos nos eximir de julgamento? Certamente, essa tese agradaria muitíssimo a todos os advogados de defesa, e seus clientes! – Veja Meritíssimo, Sr.s Jurados,o que pode ter levado meu cliente a [escolha o crime]? Não nos cabe responder a tal pergunta mas buscar viver com dignidade, fazer o bem, etc. etc..Puxa! Porque será que o advogado dos Nardoni não pensou nisso?
Falando sério Vanessa, a menos que você realmente pense isso, que “não nos cabe” julgar, e punir, qualquer crime, devo dizer que sua posição é de uma hipocrisia extraordinária.
Mas, infelizmente tem mais.
Fui criado no catolicismo, fiz 1ª Comunhão, etc., mas não sou católico,, então posso estar enganado, mas não me recordo de qualquer ensinamento em que os religiosos, padres, freiras, membros da hierarquia da ICAR, enfim, fossem tidos como mais “filhos” da Igreja, do que todos os outros fiéis. Mas, a levar a sério o que você diz, e eu não duvido do fervor do seu catolicismo, os membors da hierarquia da Igreja são mais “filhos” desta do que os outros fiéis. De modo que, na sua opinião, o chefe da Igreja, o Papa, tem dever para com esses filhos, mas não para com os outros? Ele deve proteger os padres criminosos da justiça, mas não deve proteção às vítimas daqueles?
Bem, se esse é um aspecto, digamos, da doutrina católica, devo declarar que fico ainda mais feliz de não ser católico, mas passo a compreender melhor bizarrices como a sua, e também porque você fieis chamam a si mesmos de “rebanho”. Embora não lhe tenha (à bizarrice) qualquer simpatia, pelo contrário. Tenho repugnância.
Bom, se você acha que estupro com agravantes, é apenas uma “mediocridade”, certamente não há problema em acoberta-las (muito embora seja estranho ter que “acobertar” “mediocridades”), e que o Papa tem dever de proteger seus “pastores, mas não o “rebanho”, então é compreensível que para você isso tudo seja uma “briga política” apenas. É incrivelmente obtuso, mas compreensível. E estou sendo muito generoso classificando-a como obtusa, pois a alternativa são o cinismo e a hipocrisia. Dou-lhe o benefício da dúvida, o que já não posso, nem me disponho a fazer com seus superiores.
Não posso no entanto, me escusar de perguntar-lhe novamente, Vanessa, se você acha razoável usar esse critério com outros homens e instituições, ou somente os religiosos devem ter passe livre, ficar acima da Lei? Pelo que é certamente uma coincidência, essa é a alegação padrão de todos os políticos e homens no poder quando apanhados com a mão na cumbuca, como se dizia: “briga política”. Engraçado não?
Infelizmente devo não apenas discordar de você mais uma vez, Vanessa, mas apontar o fato óbvio de que essa alegação está em total desacordo com as evidências disponíveis, do contrário nem estaríamos aqui tendo esta conversa. Quer você seja capaz de reconhece-lo ou não, religiosos não são melhores que ninguém, nem moralmente, nem em nada mais, pelo fato de serem religiosos. E devo a crescentar que acho essa sua opinião muito ofensiva, apesar da sua forma aparentemente suave, e casual, de dizê-lo.
Primeiro, no seu egocentrismo talvez você não tenha reparado que para 2/3 da humanidade, nos quais me incluo, isso não faz qualquer sentido.
É exatamente isso que estamos tentando fazer, apesar dos esforços do seu Papa. Levar criminosos à Justiça é parte indispensável do trabalho de “mudar essa realidade infeliz e dura”
Respeitosamente
EC
Que haja alguém que tenha coragem de entregar seus filhos aos padres, para que esses os conduzam espiritualmente como bem entendam, não duvido. Agora fico pasmo quando alguém, além disso, vem a público defender que um sujeito que violentou mais de duzentas crianças não merece ser julgado, pois se deve julgar sua “essência” e não seus “erros”. Quando um estuprador o será em essência, na sua concepção? Talvez quando estrapolar as setenta vezes sete vezes que o devemos perdoar?
Vanessa,
não acredito que o está sendo discutido aqui seja a ação da Igreja, mas sim a ação de homens, que são seus representantes, diante dos também homens. Compreender que ali estão pessoas comuns, que não foram escolhidas por Deus, ou por Jesus, diretamente. Me lembro que, quando o Papa João Paulo II faleceu, homens, que se dizem acima do bem e do mal, é que escolheram o atual Papa. Eles já sabiam dos escandâlos, mas não se importaram com isso. Se fosse escolha de Deus, determinação divina, com certeza, ele não teria sido escolhido, afinal, Deus é onisciente das nossas ações. Nessa situação da escolha do Papa, o que vemos é política, misturar as coisas de Deus com as coisas dos homens.
De tudo o que li, percebe-se claramente que nossos colegas leitores, assim como eu, o tradutor e o Christopher, só querem que a justiça dos homens seja aplicada aos homens. Deus nos deu inteligência para criar leis, aplicá-las, e dar a punição devida aqueles que a merecem. Quando esses homens que praticaram “atos pecaminosos” encontrarem com Deus, responderam a Ele pelos seus” pecados”. É dar a César, o que é de César, como disse o próprio Jesus, quando aqui esteve.
A nós , pessoas comuns, não cabe julgar, mas mostrar indignação e lutar pela justiça. Aqueles de direito, cabe aplicar as leis. A nossas autoridades religiosas, cabe o dever de preservar a moral, a ética, os bons costumes, através de exemplos de conduta, não apenas em sua fala.
Não se pode afirmar que toda a alta cúpula da Igreja Católica seja “pecadora”, mas aqueles que comprovadamente, como é o caso dos representantes em questão, sejam declarados como tal e julgados.
Reflita melhor: eu tenho três filhos, se alguém, de qualquer denominação religiosa, ou sem denominação, praticasse qualquer ato contra qualquer um deles, eu exigiria a punição dele, que a justiça fosse feita. E você, se fosse com um filho seu, o que gostaria que acontecesse?
Respeitosamente,
Sandra.
quer conhecer um homem? dê poder a ele. papas, cardeais, bispos e padres, sao todos homens, que fraquejam e cometem crimes. nem por isso devem ficar impunes. ratzinger teve a oportunidade de resolver estes problemas no passado, mas preferiu encobri-los. agora nao tem mais credibilidade.
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Fiquei indignado com o comentário da Vanessa! Me recuso a acreditar que alguém tenha escrito algo tao cretino, mas tambem tenho consciencia de que existem pessoas que realmente pensam assim…
Gostaria muito de ouvir ela explicando aos pais de uma crianca molestada que nao devem julgar os maniacos responsaveis por estas atrocidades. Acho que eles nao teriam uma resposta muito, digamos, crista…
sr° paulo h, sera mesmo que tens consciencia? educaçao ja e perceptivel que nao. interessante seria se tivesse ao menos para fazer comentarios adequados a alguem que nao o atingiu diretamente usando um vocabulario menos grotesto e mais gentil. se for capaz de entender o escrevi no comentario sem paradigmas, sem preconceito com religiao ou pessoas entendera que diria o mesmo a qualquer que seja pois costumo avaliar as pessoas pelo que sao na sua essencia e nao pelos erros que cometem. saiba que nao estou escrevendo para defender ou querendo ignorar a situaçao em que tais pessoas se envolveram, mas para que todos que leem o artigo aprendam a ver as pessoas como seres errantes, porem com direito nao a uma ou duas chances para concertar o erro mas sempre. se voce esta fechado para o bem nao adianta tentar entender as minhas razoes nao ira conseguir jamais pois acredito sempre que pessoas que sao compreendidas, perdoadas se tornam seres incriveis capazes de transformar o mundo com um amor incondicional apenas por ter dito a chance de recomeçar.
Olá Sra. Vanessa, não entenda que tentei ofendê-la com meu comentário, apenas fiquei furioso com seu COMENTÁRIO, que pra não repetir o termo cretino, digamos que foi extremamente infeliz. Não a conheço o suficiente para lhe faltar com o respeito, além de que cretino nem é tão grotesco assim… A Sra. não acha que é mais grotesco ainda o fato da maioria dos cristãos acusarem os ateus de imorais e dizer que estes merecem tudo de ruim que possa acontecer em vida, além do castigo eterno em morte? Pense nisto…
A Sra. disse que costuma avaliar as pessoas em sua essência, não pelos seus erros. Ora, mas quem é a senhora para conhecer a essência das pessoas? Por acaso vc lê pensamentos? Ou deus te revela como elas são? A única maneira de se SONDAR de quê uma pessoa é feita é justamente observando seus atos, inclusive seus erros. Eu não estou defendendo pena de morte para os padres pedófilos, estou afirmando que nem eles, nem ninguém, estão acima da lei e devem sim responder pelos seus atos.
Seu argumento de perdão incondicional não corresponde à realidade em que vivemos. A Sra. realmente acredita que devamos soltar todos os pedófilos das cadeias para lhes dar uma nova chance? A Sra. deixaria um filho (ou neto, não conheço sua idade) fazer catequese com um padre desses?
Não sou nenhum especialista, mas acredito que pedofilia seja uma doença, que merece tratamento. Partindo pela sua linha de raciocínio, o mínimo que a igreja deveria ter feito era: ter acobertado os casos de abuso e recolhido os padres para tratamento psicológico, e em casos de reincidência, deveria ter proibido o contato dos padres com crianças. Isto, apesar de ainda errado, seria o mínimo que alguém preocupado com a saúde mental destas crianças faria.
No entanto, o que a Igreja resolveu fazer? Abafavam os casos, ameaçando as crianças, e depois de algum tempo, quando havia casos demais para poderem esconder, simplesmente mudavam os padres de paróquia, mesmo sendo óbvio que eles continuariam com os abusos! Acredito que até mesmo alguns assassinos nas cadeias teriam agido de forma mais humana, já que estupro e pedofilia constituem o mais repugnante crime, até mesmo para estes.
Se for provado que o Papa teve participação direta em esconder os abusos, ele deverá sim ser preso como cúmplice. Estaremos ajudando bastante a salvar sua alma, já que ele terá bastante tempo para pensar melhor sobre isso e se arrepender, NA CADEIA.
A Sra. faz idéia do quão prejudicial é para uma CRIANÇA ser MOLESTADA SEXUALMENTE por alguém que deveria CUIDAR dela? Alguém em que ela depositava sua ABSOLUTA CONFIANÇA (justamente o motivo da Igreja querer crianças cada vez mais jovens). Os envolvidos nesses casos são MONSTROS, e a Sra. afirma mesmo que eles merecem mais compaixão do que crianças que ainda PODERÃO vir a ser molestadas por eles? Não seria maior compaixão os colocarmos em cadeias para que não repitam os erros e obtenham um castigo ainda maior após suas mortes?
Como diz o ditado: “De boas intenções o Inferno está cheio.” Não tenho dúvidas de que se existir mesmo um Inferno, o Papa irá se lamentar eternamente pelas mentiras que vem dizendo.
salve, daniel,
se fazem isso com crianças indefesas , imaginem o que fazem nas sacristias após o crepúsculo.
tal incidente com o reverendíssimo bento xvi me fez lembrar as orgias da “república de saló” do mestre pasolini,kkkkkk!!!!!!!
em tempo: todas essas religões monoteístas, quer sejam judaica, católica ou muçulmana padecem do mesmo mal. sob a capa do amor exarcebado por seu deus, sublimam-no, na maioria das vezes, nas crianças desprotegidas. são uns hipócratas.
abçs
vc me parece que e ateu ne? bom isso pouco me interessa, mas peço a voce que que pense ao menos como um ser que avalia um outro, em 1° lugar vem a questao dos direitos de cada um: onde o meu direito termina quando começa o do outro, ou seja, carecemos de respeito e e um dever respeitar o outro. o que estao fazendo e falando sobre a igreja e o papa e uma covardia pois nao estao dando direito a resposta, porque as mesmas ja sao impostas em suas verdades sifradas. isso na e preconceito e dispeito tambem pois sabe-se que a igreja catolica tem uma incomesnuravel contribuiçao na educaçao e evoluçao do mundo sendo a religiao em que ha o maior nº de seguidores.
Basta! Você não entende porque não quer! A lorpesa com a qual defende que a sociedade se cale diante de um crime contra milhares de criança no mundo todo! Crime que continua a ser praticado, alguem duvida que não? É cumpliciar! Falta-lhe um mínimo de compaixão com as vítimas, e senso de justiça, coisa que a sua religião vive a pregar da boca para fora.
Rir para não chorar;
No filme poder e luxúria, o Papa dividia a filha com um dos filhos e o marido dela.
Tinhamos então a “papofilinha familiares”.
Hoje querem as crianças (dos outros). Mudou para pior:
De “papofilinha familiares” para padrofilia infantilis.
Ninguem deu féde nada, Niguem tomou providências, aí eles arregaçaram as saias e partiram para o infanti-genocu-cídio sacristialis.
Ass. Vadalco Bento.
Vejam: padrofilia na sacranagem.
http://tvuol.uol.com.br/#view/id=buemba-pedofilia-na-igreja-e-sacranagem-04021B3870C8C18326/user=1575mnadmj5c/date=2010-04-05&&list/type=tags/tags=16304/edFilter=editorial/time=month/
A humanidade ainda precisa levar muito mais golpes terríveis como esse até se darem conta da responsabilidade individual.
É muito mais fácil deixar tudo nas mãos de instituições (religiosas ou não) do que tomar para si a responsabilidade pelas próprias convicções e atos. É mais fácil negligenciar a educação dos filhos, dando crédito demasiado a essas instituições, tomando-as como referência de moral, mesmo sem conhecer a fundo seu funcionamento.
Educação é pra ser dada em casa e, a partir daí, para o mundo. Sabem por que?
Porque em casa é que estão as pessoas que mais querem o seu bem, que te amam incondicionalmente, que não lhe pedem qualquer contrapartida.
Ao contrário disso, qualquer instituição quer, no mínimo, que você seja um seguidor, ativista ou consumidor. Pra isso, não se importam em mentir ou omitir informação. Isso não se chama educação, se chama doutrinação. Faz com que as pessoas, desde cedo, tenham uma visão parcial e linear do mundo.
O grande problema é: como alguém que já tenha uma visão assim pode desejar que seus filhos tenham uma visão mais abrangente e melhor?
Quem não consegue se libertar desse paradigma tem que passar a existência inteira se lamentando pelas suas derrotas nesse quesito. Derrota que sempre acaba abrangendo outras pessoas, via de regra as mais queridas.
Este papa é um nazista estúpido, e mais estúpido é quem defende este criminoso. Cadeia nele!
Fico inconformado como pessoas ainda defendem o papa e a igreja dizendo que há uma, digamos, conspiração política que visa afetar tal instituição e tal pessoa. Não se trata aqui dele ser ou não o papa. Até por que, quando ele omitiu tais crimes que vieram a tona, ele sequer era papa. Ora, se eu esconder um fugitivo em minha casa ou omitir um testemunho de assassinato, estou sendo tão criminoso quanto quem cometeu e posso ser preso por isso. Certamente serei ao menos processado. O papa deve explicações à sociedade sim. Sra Vanessa, sua afrimação de que o papa está defendendo os seus filhos é no mínimo cega. E os filhos dos outros? Se o papa se acha no direito de defender os seus filhos também os pais dos abusados sexualmente por aqueles montros de saia devem ter o direito de defender os seus e querer a justiça civil para tais criminosos. Não foi a sra mesma quem disse que o direito de um termina quando o do outro começa? Portanto, pare de defender o indefenssível e veja que tanto os padres quanto o papa erraram, e erraram feio. Eles tem todo o direito de errar e de serem perdoados, assim como eu e você. Mas a sociedade tem todo o direito de cobrar uma punição, seja para padres, prefeitos, bispos, vereadores, empresários, o que for. Ninguém está acima da lei civil. E perdoar não significa deixar de punir, principalmente crimes como estes. A união Estado-Igreja acabou já faz um bom tempo, e aqui se faz, aqui se paga. Não existe mais essa de deixar nas mãos de deus, ou do diabo, seja lá em que acredite. Aqui não está em questão a igreja católica em si, até porque a igreja é feita de Homens, está em questão o poder que certas pessoas influentes de tais instituições tem e que se acham no direito de fazerem o que bem entendem pois se acham os escolhidos de deus. E não é porque o cristianismo tem o maior nº de adeptos que os seus seguidores estão isentos de qualquer crime. É a religião que tem mais adeptos, entretanto, não é a maioria das pessoas do mundo que são cristãs. Se somarmos todos os outros seguimentos religiosos é um percentual maior que o de cristãos. Apesar de isso não ter nada a ver com a discussão, pontuei isto para observar a afirmação da sra vanessa, que tenta em vão, usando até o argumento tendencioso e falacioso da maioria. E se realmente desejamos uma educação sã para nossas crianças, a melhor opção é afastá-las de qualquer segmento religioso. Afinal, não é em casa o melhor berço moral? E sem essa de que a igreja contribuiu enormemente para o que somos hoje. Lembram-se da conhecida “idade das trevas” no período medieval em que a igreja tudo controlava? O epíteto não é a toa. A igreja impediu grandes avanços assassinando qualquer gênio que colocasse alguma afirmação ou tese contrariasse os preceitos e dogmas da igreja. Mas isso que dá! O povo prefere acreditar no que é dito no catecismo do que ir à escola, aprender algo sem a imposição da verdade absoluta.
Pingback: Gabriel Meissner
Claro que o site conhece Olavo de Carvalho e deve achar absurdo citá-lo. Mas eis aí a melhor resposta para a questão. Não houve nenhum julgamento por parte da Justiça ao tal padre de Essen. Como pode ser o Papa julgado por acobertar um padre que não teve julgamento pela Justiça comum? Leiam o artigo e ñ temam…Abraço
http://www.olavodecarvalho.org/semana/100322dc.html
Luiz
Se alguém, por exemplo, enfiar uma bala na cabeça do Olavo de Carvalho, e sumir com o corpo, não deixando qualquer pista, então o assassino escapará livre impune, pois, sem corpo, sem crime. Logo, o acobertamento de um crime é parte indissociável deste, e por isso é, o acobertamento em si, tratado e tipificado no Código Penal como um crime próprio. No mínimo é obstrução da Justiça.
Então essa “melhor resposta” de que não houve acobertamento, porque não houve condenação, logo não houve crime, é de uma tibieza e de um farisaismo quase inacreditáveis, não fosse o autor da tese o inefável Vilósofo da Virgínia.
Aliás o texto inteiro do Olavo é farisaismo puro. Ele começa criticando o “estilo” do Hitchens, logo quem, campeão dos ad hominen. E no mais, é apenas repetição da tática de defesa do Vaticano. Nenhuma novidade.
Caro Gato Precambriano, realmente não sou da área judiciária mas o ponto central do texto e da parte da qual concordo é justamente o que o senhor repete em seu comentário: “o acobertamento de um crime é parte indissociável deste”. Ou seja, é acobertamento desde que o crime exista, seja comprovado. Estamos concordando naquilo que é lógico.
Luiz:
Acobertamento de crime é crime. Abuso sexual de menor é crime. O papa acobertou esse crime. Cometeu, portanto, um crime.
Alguma outra dúvida?
Ah, e esse texto do Olavo simplesmente ignora a separação entre Igreja e Estado, colocando ambos em situação de igualdade, quando não sugere uma certa superioridade da Igreja sobre o Estado, ao defender que a Igreja analise antes eventuais crimes antes de publicizá-los, em uma espécie de subversão do princípio do direito administrativo de que crimes cometidos por funcionários púbicos passem por uma investigação administrativa antes de chegar à justiça. Só que a Igreja não é parte do Estado!
É como dizer que um crime deve ser investigado dentro de uma empresa antes de este ser denunciado. Isso não deixa de ser a privatização da justiça. Ridículo…
Crime comprovado deve sempre ser punido. Suspeitas não são punidas, não na Justiça Comum. Sob suspeita, o padre de Essen foi transferido para Munique, trabalhando num posto administrativo e com acompanhamento psiquiátrico. O vigário-geral de Munique o retransferiu a funções pastorais. Se o crime for confirmado e o conhecimento anterior do crime pelo Papa ou por qualquer outra pessoa também, aí sim existe outro crime. Uma sugestão, mude os nomes do Papa, de pastores para Zé, João ou outro qualquer. Verá que a lógica, juridicamente, é simples.
Luiz
Receio que não. O que você parece se esquecer meu caro, é que crime algum se resolve espontâneamente, exceto nos casos em que o criminoso se apresenta espontâneamente e confessa o crime, o que é muito raro. Normalmente o que ocorre é uma denúncia, formando-se uma suspeita. E para que suspeitas deixam de sê-lo confirmadas ou não, é necessário uma coisa chamada investigação, a qual vai recolher evidências, de várias formas, recorrendo a diversos métodos para chegar à verdade dos fatos.
O que justamente se critica na sua Igreja, enquanto instituição, nesses casos de estupro, é o bloqueio deliberado e sistemático das investigações. É a preocupação primordial com a preservação da instituição em detrimento das vítimas.
O texto de Carvalho além de se situar num recorte pré-Iluminista, como bem apontou o fred k., apenas faz diversionismo, chegando a ser cínico. E hipócrita, o que não surprende, já que conhecendo outras “pérolas” do Vilósofo da Virgínia, bem sabemos que ele não usa esse mesmo critério com relação aos “pecados” de outras pessoas e instituições. Dois pesos duas medidas.
É exatamente porque a lógica jurídica no caso é simples que eu usei a fórmula mais lá pra cima, sem nenhum nome.
Não cabe,de qualquer forma, à Igreja definir quem está ou não sob suspeita de ter cometido um crime. Qualquer suspeita deve ser encaminhada ao devido processo legal, que é o único capaz de, afinal, julgar ou não se houve crime e qual a penalidade aplicável.
A Igreja, nesse caso, agiu claramente como uma espécie de poder paralelo, paraestatal, uma posição que ela não tem desde que houve a separação entre Igreja e Estado.
A argumentação do Olavo é tacanha pois afirma que o papa não pode ter cometido o crime de acobertamento exatamente porque não se sabia do crime acobertado e que não foi, portanto, punido. Percebe a argumentação ilógica do cara? Não se pode julgar o papa por ter acobertado um crime, pois o pretenso crime não foi publicizado e não foi julgado, mas não o foi apenas porque foi acobertado, e não porque não seja um crime, pois crime é.
É claro que não se pode condenar o papa sem primeiro verificar-se aquele primeiro crime, e deve-se sim tratar o papa como SUSPEITO de um crime. Tratemo-lo portanto asism: suspeito de crime. Isso já me basta.
Ah, aos desavisados, Hitchens e Richard Dawkins vão apresentar denúncia contra o papa tanto na justiça britânica quanto no tribunal penal internacional.
Leitura por leitura, recomendo o artigo de Geoffrey Robertson no The Guardian: “Put the pope in the dock – Legal immunity cannot hold. The Vatican should feel the full weight of international law” – http://www.guardian.co.uk/commentisfree/libertycentral/2010/apr/02/pope-legal-immunity-international-law
Ok, o Guardian não é lá um olavodecarvalho.org, mas paciência.
Abs.
Nem só do The Guardian, NY Times, FOlha, Carta Capital, Veja, Contigo e Amálgama vive o homem… em tempos de internet ainda ?!?!
Por favor leia o o artigo de Massimo Introvigne, que tenho o link só num site católico (não tenham medo!!!): http://www.deuslovult.org/2010/03/29/padres-pedofilos-um-panico-moral-por-massimo-introvigne/
Crime é crime. Todos estamos de acordo. Esta é uma discussão sobre imprensa e capacidade de análise.
um trecho do texto:
“No mesmo período em que uma centena de sacerdotes americanos era condenada por abuso sexual de menores, o número de professores de educação física e técnicos de equipes esportivas juvenis – também esses em sua maioria casados – julgados culpados do mesmo delito pelos tribunais americanos atingia os seis mil. Os exemplos poderiam continuar, não só nos EUA.”
Pura propaganda de distração da organização criminosa italiana. Claro que pedófilos não existem apenas na ICAR (oooh!). A questão é: que outras organizações se arrogam a pregar moral e a representante de Deus na Terra e, ao mesmo tempo, acoberta crimes contra menores? Que outras organizações contam com membros tão facilmente, hum…, maleáveis? O partido comunista da Coréia do Norte, talvez.
Associações de professores geralmente têm que prestar contas dos atos de seus membros e não evitam que as garras da justiça comum alcancem professores bandidos.
Você pode acreditar que o papa nunca acobertou crimes, você pode acreditar que um zumbi judeu subiu aos céus, etc. Mas o tempo que você está gastando aqui, deveria estar gastando enviando e-mails aos Vaticano, se dizendo envergonhado. Mas tudo bem, vá lá, aqui alguém te escuta. Diga aí, “Também existem policiais pedófilos…”
Luiz
Você continua evadindo a questão. A questão não é alguma espécie de campeonato de pedofilia. Aliás, me causa profundo espanto essa linha de defesa, pois para uma instituição que se arroga o posto de Farol Moral, o simples fato de colocar as coisas nesses termos “quem estupra mais?”, já é um atestado de falência moral.
Escrevo novamente parte de meu comentário: “Crime é crime. Todos estamos de acordo. Esta é uma discussão sobre imprensa e capacidade de análise.”
Pedofilia, infelizmente, é um crime que se repete na humanidade e a repetição na Imprensa sobre os casos de padres mostra o Pânico Moral, ao qual Massimo Introvigni se refere. Façam as contas, leiam mais sobre a Igreja e sobre qualquer outro assunto (será super saudável) além do que sai na Folha, The Guardian etc. A Instituição não apresenta falência, mas sempre houve e haverão erros por parte de alguns de seus membros, coisa que a própria Igreja não nega.
Quem usou a triste expressão “campeonato de pedofilia foi apenas o senhor Gato Precambriano.
No momento em que alguém apresenta como defesa da Igreja algo como: -ah, mas a incidência de pedofilia em A e B é maior do que na Igreja…ou, seja algo como, nós temos mas os outros também tem….bem, se isso não é estabelecer um “campeonato de pedofilia”, então eu não sei o que é.
Além do que é insistentemente fugir do problema. O problema não é que há “maçãs podres”, como as há em qualquer lugar, o problema é A Instituição acobertar o quanto pode as tais “maçãs”, não apenas portegendo-as da ação da Justiça, como também permitindo que elas continuem a exercer suas “podres” atividades.
Isso é uma deslavada, e descarada mentira, pois justamente o que estamos discutindo aqui é o esforço deliberado, contínuo e permanente da sua |Igreja de acobertar os erros “de alguns de seus membros”, fazendo-se portanto cúmplice deles. Quanto à falência, esta-se falando, evidentemente em sentido figurado, metafórico. Sua Igreja já sobreviveu a escândalos piores, certamente sobreviverá a mais este. O que não quer dizer que sairá incólume, ao contrário, soma-se mais um ponto à sua decadência.
O problema não é só alguns membros da igreja abusarem sexualmente de crianças. Assim também o fazem alguns professores, como bem apontou o tetxo por vc postado e assim reiterado pelo daniel.
A questão principal é a igreja, enquanto instituição acobertar os crimes como forma de uma pretensa auto-preservação da imagem dela mesma, assumindo, assim, uma postura paraestatal completamente defasada em relação ao estado laico moderno. Me explique essa questão…
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