Coisas que nem todos sabem sobre Joseph Campbell
por Luiz Biajoni – Joseph Campbell era um cara bonito, maratonista, jogava futebol e hóquei, tocava jazz e estudava Letras. Com 24 anos ganha uma bolsa para estudar na Europa, onde se interessa por filologia, literatura medieval e francês arcaico. Quase dois anos depois retorna para os EUA para ser escritor. Cheio de idéias, depara-se com o crash da bolsa de valores, em 1929.
Sem ter o que fazer, sem emprego como a maioria dos americanos na ocasião, ele toma uma decisão: entra em uma livraria e pede vários livros emprestados. “O país está em crise e ninguém vai querer comprar livros”, diz ao gerente. “Eu levo os livros e te pago quando puder”. O homem topa. E ele vai para uma casinha, em meio à floresta de Woodstock, para ler sistemática e alucinadamente, tanto quanto fosse possível.
Afastado do mundo por dois anos, lê Joyce, Mann, Shakespeare, Spengler, Freud e Jung, a Bíblia, Frobenius, Hemingway, Goethe…
Em 1934 ingressa como professor no Sarah Lawrence College, colégio de moças. Paga os livros e diz que aprendeu mais nesses dois anos lendo do que jamais poderia aprender em uma faculdade. Inicia então sua pesquisa de “cruzamento de mitos” que deu origem ao livro O herói de mil faces, lançado em 1949, quando Campbell tinha 45 anos.
É o livro que foi base para o Guerra nas Estrelas de George Lucas e que vem mudando conceitos até hoje ao provar o inconsciente coletivo como algo dinâmico e real e não como invenção da psicanálise.
Segundo Campbell, você tem que ser o herói da sua vida. E é melhor ser um herói morto que um cínico vivo.
Será?
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“Segundo Campbell, você tem que ser o herói da sua vida. E é melhor ser um herói morto que um cínico vivo. ”
Será?
Ah, para né. Que história é esta de melhor ser heroi morto? Qual o alcance da palavra cínico aí? Quero conversar com o Campbell. Ele tem blog?
Gostei do post. Bom saber!
Sue
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Hum… Bom mesmo é estar vivo sem ser cínico ou herói. Mas, num caso extremo, se for pra fazer a escolha proposta pelo Campbell… é melhor estar vivo…
Legal, e no meio disso tudo ele ainda teve tempo de disputar uma mulher com John Steinbeck, um autor ainda estigmatizado e, de certa forma, menosprezado.
Abraço,
Daniel
São coisas distintas, bem distintas: inconsciente coletivo (psicologia analítica, Jung) e psicanálise (Freud).
certíssimo, guilherme, texto antigo, ato falho, mas não desculpa.
troque psicanálise por psicologia.
:>)