O futebol é o criacionismo dos esportes
por Luiz Biajoni – Eu não entendo o futebol. Eu não entendo várias coisas, mas de todas as coisas que eu não entendo, a que eu menos entendo é O Futebol. Não que eu não entenda as regras, as motivações que levam o sujeito a praticar o esporte. Isso eu entendo um pouco. Entendo que pessoas queiram jogar futebol para se manterem em forma, sadias, como pessoas que nadam, ou caminham no final da tarde, ou jogam porrinha. Entendo também que alguns pais incentivem seus filhos a praticar o esporte desde cedo, já que o bom desempenho pode significar altas cifras, ou cifras menores caso o pimpolho acabe no time do Matsubara. A sorte não sorri para todos, embora sorria para jogadores de dentes desalinhados, como o Ronaldinho Gaúcho.
Um dia MV Bill me disse: “Meus pais gostavam mais quando eu chegava com uns trocados em casa do que quando tirava notas azuis no colégio. Ganhar dinheiro fácil, sem estudar, é só jogando bola”. Entre ser músico de orquestra ou jornalista e jogador de futebol, ora, muito melhor ser jogador de futebol, já que aí é que a gente aparece em Caras! Aparece em Caras, casa com loiras peitudas, corre pelas ruas com potentes carros importados, atropelando criancinhas sem futuro.
Isso, eu entendo.
O que não entendo são as pessoas que torcem, adotam times, choram e sofrem por escudos, idolatram jogadores, endeusam dirigentes, tratam d’O Futebol como se houvesse uma hierarquia divina, como se O Time fosse uma entidade não-corpórea que ouvisse e considerasse as súplicas individuais e coletivas dos torcedores, como um Deus criacionista onipresente, onipotente, onisciente, onitorcente.
Aliás, tem coisa mais ridícula que O Torcer?
Torcer é como rezar. O camarada fica lá diante da TV ou no estádio (ah, tudo bem, no estádio existe a identificação coletiva, o espírito de grupo, a catarse de massa), gritando (como se os jogadores pudessem ouvir, ou como se O Time, essa entidade, pudesse entender as súplicas e alterar alguma realidade qualquer), esperneando, se descabelando, se enervando pela… vitória. O similar é o crente em vigília, na corrente pela libertação da Universal, pedindo pro câncer cerebral sumir. É só ter fé, irmão!
A Vitória, num jogo de futebol, é como uma benção concedida, um milagre materializado para um devoto. E é interessante que O Torcedor muitas vezes ache que tem parte no resultado. Especialmente quando O Resultado é A Vitória.
Quando O Time perde, a culpa é de interferências negativas, entidades demoníacas, chamadas O Técnico, O Goleiro ou O Dirigente. A culpa nunca é d’O Torcedor, quando o time perde. Será que ele não torceu pouco? Será que não faltou torcida? Assim como falta fé & oração quando o milagre não acontece?
Me assusta quando vejo tanta gente inteligente discutindo futebol. Um conhecido meu, razoavelmente inteligente, evangélico, disse que eu não sabia o que era “ter um brasão no peito”. Não sei mesmo. Nem roupa que tem marca no peito eu gosto de usar, fico me sentido outdoor ambulante. Acho errado colocarem marcas de roupa do lado de fora da roupa, como se o nosso nome, escrito na tarja, fosse “Levi´s”. “Prazer, Levi´s Biajoni” Me imagine andar por aí com Palmeiras ou Corinthians ou São Paulo ou Santos no peito – seria extremamente constrangedor para mim.
Aí vejo gente inteligente dizendo que torce para esse time (“ah, me causa tanta infelicidade”, diz o masoquista) ou aquele (“ah, só me traz alegria!”, diz o animadinho), se empolgando com “a jogada que deu a taça para o Itumbiara em 53″ ou “o bicampeonato da Copa Guanabara em 66″ ou ainda “a péssima atuação do juiz que impediu que o Nhandeara subisse para a séria B2 em 81″ – pfui! –, como se falassem de grandes passagens bíblicas, como Moisés abrindo o mar vermelho ou Noé atravessando o Egito com os fiéis.
Ah, não foi Noé que atravessou o Egito? Que diferença faz?
Na plêiade divina d’O Futebol, tal qual Jesus, encabeça O Rei Pelé que, mesmo escroque como pessoa, é endeusado como Jogador – mas temos que separar as coisas, lembremos que Céline era nazista, Borges era racista e Guevara comia criancinhas: temos que olhar para A Obra dos sujeitos. Tudo bem, Jesus não era Um Santo, mas esse Pelé, argh!
Só não me dá mais engulhos do que falar de Automobilismo & Airton Senna. Sim, tem gente que acha que Senna foi uma espécie de super-homem. Ele só dirigia um carro rápido, meu Deus! E dirigia mal, tanto que bateu!
Se o futebol é o criacionismo dos esportes, o automobilismo é a cientologia.
E tenho dito!
* Este post foi publicado inicialmente em dezembro de 2007 no blog do autor.
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Eu fiz um texto uma vez sobre essa, digamos, “afinidade” entre devotos e torcedores… a quem interessar possa: http://umasoutras.blogspot.com/2008/06/paralelas-convergentes.html
Eu também não entendo o futebol. Nunquinha…
Se não entende de um assunto, porque você acha que tem direito de criticá-lo?
Ainda mais com argumentos embasados numa opinião muito duvidosa:
“Entre ser músico de orquestra ou jornalista e jogador de futebol, ora, muito melhor ser jogador de futebol, já que aí é que a gente aparece em Caras! ”
Nem se Caras tivesse 5.000 páginas ela seria capaz de cobrir a vida de celebridade de todos os jogadores de todas as divisões dos diversos campeonatos existentes nos 27 estados da federação.
Em resumo: Vida de jogador não é tão fácil assim como você diz. Assim como não é fácil a do músico ou a do jornalista.
E vida da maioria dos torcedores é menos fácil ainda! O cabra passa a semana inteira trabalhando, ganhando um salário de merda, pra sustentar a família e pagar o aluguel. Fico assutado com sua facilidade em criticar o lazer daquele que não vive a mesma realidade que você.
Sua opinião não passa de um grande preconceito e esse sentimento é digno de pena.
Acredito que aquela velha máxima, que nossos avós nos ensinam quando somos crianças, ainda tenha grande validade, especialmente para um post como esse:
“Não sabe o que falar? Fica calado!”
Se não sai essas tranqueiras aí mesmo….
Lamentável..
caro biajoni,
que coisa boa, os cronistas estão voltando.
ei, ei, tem gente que não entende e não sabem o que estão perdendo.
parabéns!
ps: adoro futebol e não tolero o trancendental.
O futebol é divertido de se jogar, assim como é divertido de se torcer. O problema são os exageros, que são tratados normalmente pela sociedade. O sujeito dizer “aquele foi o dia mais feliz da minha vida”, ao falar de um título do seu time ou “nunca tive tamanha tristeza”, referindo-se a um rebaixamento, por exemplo, são coisas aceitas, apoiadas e incentivadas pela mídia em geral.
A partir daí, há de se conviver também com a violência (pasmem) que o torcedores convictos dispensam para com os “rivais”. Fica parecendo que o fato de eles insultarem ou agredirem os torcedores adversários vai trazer algum resultado prático para o seu “clube do coração”.
Pra mim, essas e outras coisas estão todas relacionadas com fé, que quase nada acrescenta de bom para a sociedade.
olha só o que você falou do ayrton senna!
grandes esportistas, assim como grandes músicos (chico buarque, vinicius de moraes, toquinho entre outros) são aglutinadores. conseguem trazer o povo para perto, dar direções, influenciar, etc.
eu me orgulho do ayrton senna, do ronaldinho gaúcho e do tom jobim da mesma forma pelo que colocaram a cara do brasil pelo mundo a fora. estreitaram a relação do mundo consoco, apaixonados pelo nosso país.
um abraço!
Embora concorde com você em termos racionais, posso afirmar, que como torcedora do Galo, não há nada mais catártico e delirante do que ficar no meio da torcida alvinegra, gritando como louca pelo time, xingando o juiz e o time adversário. Cada jogo representa mais ou menos uns dois anos de análise. Tem razão quando diz que o futebol é criacionista. Mas quando a emoção bate direto no coração é como um orgasmo gritar gol pelo seu time. Bom artigo, Biajoni.
Matheus Colen,
Você é fanático por futebol?
” ‘Não sabe o que falar? Fica calado!’
Se não sai essas tranqueiras aí mesmo….”
Isso tá é valendo e muito para o que você disse. Leia o texto (com atenção) antes de “se defender”.
Ele tá falando do fanatismo dos torcedores.
“O que não entendo são as pessoas que torcem, adotam times, choram e sofrem por escudos, idolatram jogadores, endeusam dirigentes, tratam d’O Futebol como se houvesse uma hierarquia divina, como se O Time fosse uma entidade não-corpórea que ouvisse e considerasse as súplicas individuais e coletivas dos torcedores, como um Deus criacionista onipresente, onipotente, onisciente, onitorcente.”
Se você tem uma vida péssima é porque você não deu prioridade à sua educação. O mesmo vale para os jogadores de futebol.
Como MV Bill disse no texto: “Ganhar dinheiro fácil, sem estudar é só jogando bola”.
Só falta você dizer também que defende também o direito dos torcedores matarem rivais em nome do “lazer dos outros”.
Vieira.
Não. Não sou fanático por futebol. Sou um são paulino que só sabe que o time ganhou quando alguém comenta comigo. Não sei a escalação, não vou aos jogos, mas gosto de assistir pela TV quando tenho tempo.
Eu entendi que ele está falando sobre o fanatismo dos torcedores. O problema é que ele foi generalista além de muito preconceituoso!.
“tem coisa mais ridícula que O Torcer?”
Não há nada que justifique uma frase dessas. É preconceito. Baseado em que ele diz isso? Comparar torcida de futebol com fanatismo religioso é um argumento simplista, para não dizer medíocre. São duas coisas muito diferentes. O gol não é como uma benção!
Concordo que tudo em exagero é errado. Ser fanático por determinada religião é tão ruim quanto ser torcedor fanático de qualquer time. Nesse ponto eu concordo e sobre isso não há muito o que discutir. Qualquer ato de violência física ou moral em função disso (religião ou futebol) é errado e em momento algum eu levantei essa bandeira!
O problema é tomar o ‘ato de torcer’ como a razão do problema e ainda taxar essa atitude de ‘ridícula’.
Muitas pessoas possuem a vida péssima pelo simlpes fato de que A SOCIEDADE NÃO DEU AS OPORTUNIDADES PARA ELAS SE EDUCAREM. O cara não deixou de estudar porque é ‘preguiçoso’ ou coisa do tipo. Isso é outro preconceito muito feio Vieira.
Sei que fui agressivo no meu primeiro comentário e estou sendo novamente agora. E isso se deve ao fato de que eu não tolero preconceito.
E a frase do MV Bill também não justifica muita coisa.
Converse com qualquer jogador da segunda ou terceira divisão e pergunte para ele se é fácil viver de futebol. Muitos deles conciliam o horários dos treinos com suas vidas profissionais para terem o sustento da família.
Generalismos e preconceitos são a causa de muitas controvérsias. Qualquer atitude nesse sentido vai ofender alguém. E me desculpe Biajoni, seu post conseguiu reunir as duas coisas!
Errei em generalizar, mas há aqueles que largam o colégio, não só para seguir carreira de futebol, mas de músico, etc, etc…
Eu falei: “Se você tem uma vida péssima é porque você não deu prioridade à sua educação.”
Em resposta ao seu: “O cabra passa a semana inteira trabalhando, ganhando um salário de merda, pra sustentar a família e pagar o aluguel.”
Justifico minha resposta com: Como alguém vai arranjar familia sem ter nem como se sustentar direito? Porque ao invés de reclamar que “A SOCIEDADE NÃO DEU AS OPORTUNIDADES PARA ELAS SE EDUCAREM.” eles não correm atrás? Ao contrário, não falta casos de caras que se casam muito cedo, engravidam a moça, mas não tem nem condições de dar uma vida decente a esposa e filhos.
Matheus Colen, errei em generalizar, mas quem quer corre atrás, e não são todos que não tem oportunidades.
Infelizmente aqui no Brasil e em outros países o “Ganhar dinheiro fácil, sem estudar, é só jogando bola” é a melhor saída dessas pessoas que “A SOCIEDADE NÃO DEU AS OPORTUNIDADES PARA ELAS SE EDUCAREM.”
Não tenho aversão a quem joga futebol seja por que quis ou por falta de opção. O que de fato é triste são torcedores fanáticos.
Não sou contra torcer para time, mas fazer disso quase “uma religião” não é nada legal. Principalmente para quem não tem nada haver com isso mais tem aguentar coisas como violência de torcidas. Ou você gostaria de ter um parente morto porque estava passando na rua com a camisa do seu time predileto, e os assassinos o mataram porque eram de um time rival?
Matheus Colen,
“Muitas pessoas possuem a vida péssima pelo simlpes fato de que A SOCIEDADE NÃO DEU AS OPORTUNIDADES PARA ELAS SE EDUCAREM. O cara não deixou de estudar porque é ‘preguiçoso’ ou coisa do tipo. Isso é outro preconceito muito feio Vieira.”
Eu não disse que jogadores ou que for largam o estudo por preguiça ou “coisa do tipo”. Acredito que o fazem por achar outros caminhos mais fáceis, ver que talvez estudando não consiga nada (falta de incentivo), ou pela dificuldade imposta pela “SOCIEDADE” para conseguir chegar a ter uma formação. A falta de estrutura em alguns lugares do Brasil e do mundo levam a isso.
Colocar palavra na boca dos outros é muito feio também, Matheus.
Eu errei em parte em dizer com a mesma raiva do seu primeiro comentário:
“Se você tem uma vida péssima é porque você não deu prioridade à sua educação. O mesmo vale para os jogadores de futebol.”
Como eu havia dito antes, acabei por generalizar. Mas em nenhum momento afirmei que essa falta de prioridade se deu pela preguiça. Repito o que disse acima:
Eu não disse que jogadores ou que for largam o estudo por preguiça ou “coisa do tipo”. Acredito que o fazem por achar outros caminhos mais fáceis, ver que talvez estudando não consiga nada (falta de incentivo), ou pela dificuldade imposta pela “SOCIEDADE” para conseguir chegar a ter uma formação. A falta de estrutura em alguns lugares do Brasil e do mundo levam a isso.
que ninguém queira me CRUCIFICAR por essa crônica, valha-me DEUS!
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Texto curioso. Se você soubesse sobre que está escrevendo ficaria bom.
Pronto. Chegou um sabe-tudo. Poderia ao menos fundamentar melhor sua opinião.
Não sou sabe-tudo não, mas o que ele falou é um monte de baboseiras sobre uma coisa que ele ao menos entende. Futebol é passional pois, dentre outros motivos, é arte pura e símples. Você compraria uma roupa com o nome do seu artista plástico ou escritor favorito? É aí que está a falta de conhecimento ou, pelo menos, de sensibilidade artistica do nosso caro Biajoni. Falar que o Senna foi um cara que dirigiu mal é no mínimo atestar ignorância completa no assunto. O esporte resume a luta constante do atleta contra ele mesmo. Dia após dia. O que é isso senão a mesma luta do artista? Reflitam, por favor.
Bom, então o cara que comete crime passional, como o tal que sequestrou e matou a ex-namorada, é um artista. Um criminoso, mas ainda um artista.
McFly,
Desculpe, mas da onde vc tirou isso? Qual a obra de arte que ele produziu? Vc está confundindo. Falei que é passional pq é arte e não é arte pq é passional. Releia, reveja e repense.
Exatamente. E eu disse que o crime passional tem, de acordo com seu argumento, origem na arte. Se o futebol é arte porque é passional, o crime passional é arte porque é… passional.
Ou, melhor ainda, invertendo o jogo e falando como você: o futebol é passional porque é arte. Então o crime é passional porque…?
Tudo que é passional tem origem na arte? Defina arte.
“Se o futebol é arte porque é passional”
???????
Meu amigo, vc tá todo confuso. Não vou responder, ok? Paremos por aqui.
Você quem sabe, eu inverti o argumento e o problema lógico continua.
Em suas palavras,
“Futebol é passional pois, dentre outros motivos, é arte pura…”
Troque futebol por Crime e terá meu ponto muito claro.
A propósito: não sou seu amigo.
Bom, vou responder pra depois vc não me chamar de arrogante. Vc não inverteu o argumento, vc mudou o sentido da frase. Se trocarmos O Futebol por O Crime a frase torna-se falsa. Ou você tá querendo dizer que todos os criminosos do mundo gostam de praticar atos ilícitos? Fazem por prazer? Por paixão? Enfim…
Att,
não amigo…
Futebol é passional porque nos é incutido desde que aprendemos a ser gente. No final, é como a religião, ou a cerveja, ou o funk. Portanto, sem essa de que é arte, é sim divertido.
Vai lá nos EUA e pergunta o que acham dessa arte. Arte é universal, o resto é propaganda.
Entenda, adoro jogar futebol e até torcer, mas só até acabar o jogo. Paixões exacerbadas por causa disso (que é o teor do texto) é aceitar calado o que te empurram desde sempre.
E outra, tem esportistas muito mais dedicados do que jogadores de futebol, mas quase ninguém vê.
E “Futebol é passional pois, dentre outros motivos, é arte pura” é uma sentença verdadeira por que você quer? A jihad é, entre outras coisas, passional; qual a arte na jihad?
Por que futebol é arte? Quando você diz que futebol é passional e diz que é passional porque é arte, então você disse que futebol é arte. Não?
Seria como dizer que um corpo massivo cai em direção à Terra entre outras coisas por que o corpo e a Terra têm massa; outra pessoa qualquer pode dizer, “bem, se eles se atraem por causa da massa, concluo que os corpos são massivos”.
Então, novamente, a pergunta: por que o crime passional ou a jihad não são arte, mas o futebol sim?
E não se preocupe quanto à arrogância. Parece que você estabeleceu isso no segundo comentário.
obrigado, matheus.
não falei no texto da vida dos milhares de jogadores que sonham em ser ronaldinhos, deixam de estudar pra ficar jogando bola e quase sempre se fodem na vida por não terem escolhido uma profissão decente. falo apenas daqueles com SORTE.
e… como é que eu me ESPECIALIZO para poder falar de futebol?
tem algum curso?
quem escreve sobre futebol é curioso – como eu.
marcelo, que pena que esportistas tenham o mesmo poder aglutinador que compositores e poetas do calibre de um chico buarque, não?
enquanto o chico tava compondo CÁLICE o pelé tava batendo um bolão?
batendo um bolão e fazendo filha que depois não reconheceria.
então tá.
mas que é mais difícil estudar que jogar bola, ah, isso é!
ufs, luta constante do atleta contra ele mesmo?
essa foi legal.
meio como um crente que luta contra a imoralidade de seus desejos?
algo assim?
…
futebol arte, né? tá.
…
e… caralhom onde é que eu tenho que me credenciar para falar de futebol? ou religião?
daqui a pouco vão querer que eu tenha câncer para falar da doença.
Não acredito nisso pois sou amante do esporte como um todo. E tenho admiração por muitos esportístas de muitas modalidade. Queria ser o Zico, depois o Jordan, depois o Agassi. O esporte como um todo é uma arte pois se confundo com propriedades de várias delas. Todo esse texto foi generalista com relação a uma das principais ferramentas de educação já utilizados no mundo. O esporte é arte do espetáculo. Agora, claro que essa selvageria não é esporte. É o retrato de uma série de erros na administração pública em todos os níveis de poder. E, especificamente, se você olhar o exemplo da Inglaterra você pode ver que dá pra resolver grande parte do problema. Mas aí, num país em que nas escolas não existem nem quadras esportivas, nem merendas as pessoas ficam abismadas com a violência.
Biajoni, você já foi profissonal de futebol para saber se é mais fácil ou difícil?
Pô, Matheus, o Obina deve ganhar uns 20 mil por mês e há 300 anos não bota uma bola na trave. Vai tentar ganhar 20 mil por mês sendo professor :-p
Perceba como você tem preconceitos no seu discurso, cara.
“se fodem na vida por não terem escolhido uma profissão decente. ”
Quem é você (ou quem sou eu) para dizer qual profissão é mais decente do que outra? Com todo respeito, tenta ler o seu texto sem olhos de autor, faz esse exercício. Outro exemplo:
‘Aliás, tem coisa mais ridícula que O Torcer?”
Você pode torcer para uma série de coisas. Todos nós torcemos pelos nossos sonhos, pela realização dos nossos desejos, pela cura da enfermidade de um ente querido. Torcer está longe de ser ridículo! Você generalizou e errou!
“como é que eu me ESPECIALIZO para poder falar de futebol?”
Não precisa ser especialista pra falar de um assunto. Basta deixar claro que você não é autoridade no tema e apresentar argumentos que comprovem o que você quer dizer. Assim saberemos o quanto podemos confiar na sua opinião. Você fez isso da pior maneira possível no começo do texto. Logo de cara você deixa claro que não entende nada do asunto sobre o qual quer falar.
“Eu não entendo o futebol. Eu não entendo várias coisas, mas de todas as coisas que eu não entendo, a que eu menos entendo é O Futebol”
Eu não entendo nada de economia. Portanto eu nunca vou emitir uma opinião coerente sobre o assunto. Quem é economista vai dar risada da minha cara! ´Você não entende de futebol, não conheçe o assunto, portanto não tem o direito de emitir opiniões a respeito. Não gostar é um direito seu. Expressar o seu gosto é outro direito, mas você deve deixar isso claro no texto, o que de fato não aconteceu.
Não sei se foi proposital, mas você ridicularizou quem gosta de futebol.
A única coisa que consegui extrair do seu texto foi preconceito contra quem gosta de ir ao estádio e contra as pessoas que sonham em ser jogadores.
Me desculpa cara.. não to pegando no teu pé de graça.. e não to levando isso pro lado pessoal. Adorei um outro post seu sobre o Joseph Campbell.. mas esse me entristeceu.
Sem ironias.. critiquei o seu texto porque ele foi generalista e você não deu bases sólidas para seus argumentos. Só isso.
Não quero criar conflitos.
Tudo bem Daniel.
Mas todas as profissões tem seus níveis de salário. Você tem liberdade para escolher a que quiser. Se quer ganhar 20 pila por mês… vá jogar bola!! rs
Eu, assistindo um jogo de futebol:
- aquele ali recebeu a bola.
- ah, ele vai chutar a bola agora, né?
- ele chutou a bola! Que surpresa! Quanta diversão!
E hoje em dia qualquer coisa vira arte mesmo, né.
Futebol é entretenimento. Como um filme, ou uma novela, ou um romance. Só que ao vivo. Você não sabe o que vai acontecer e torce. Assim como torce por algum personagem de filme ou livro (eu sempre torci pelo Jason Voorhees). Está bem claro que o autor do texto se referia de forma exagerada aos também exagerados fanáticos. Gosto de futebol como ‘espetáculo’, para usar um jargão bem clichê, e não me senti ofendido pelo texto. Hoje minha relação com o futebol é semelhante com a do Matheus Colen. É uma pequena diversão. Também está claro que o Biajoni não gosta de futebol. Mas isso não significa que ele não possa escrever sobre. Inclusive para explicar porque não gosta. Para isso ele utilizou de humor e sarcasmo. Eu gostei. Mesmo sendo um torcedor (comedido). Não vi preconceito no texto. Vi conceito, opinião. Matheus, li seu blog e achei ótimo. Sugiro que você escreva porque o Biajoni está errado. Pois seu primeiro comentário foi no sentido de ‘proibi-lo’ de falar sobre futebol. Para finalizar, toda essa polêmica sobre o texto só reforça a opinião do autor: ‘não se meta com minha crença, é uma questão de fé!’
PS.: Apesar de não gostar do Senna (ele teve sorte de morrer, livrou-se de passar vergonha ao competir com Schumacher da Ferrari), quero lembrar que o acidente foi causado pela quebra da barra de direção. (Hoje a Curva Tamborello é chamada Reta do Senna.)
O futebol movimenta massas como a religião tambem o faz. Não são incompativeis, de forma alguma! Estão até ligados em certas ocasiões. Acima de tudo há que haver respeito por tudo aquilo que, por algum motivo não nos desperta o interesse.
Felicidades ao blog.
Meu herói!!!!
Esse é o texto definitivo sobre futebol. É tudo que estava entalado na minha garganta desde tempos remotos e não sabia como sair. Que bom foi escrito por um homem, porque se fosse uma mulher a dizer tudo isso já sabe né… A chuva de críticas, insultos e desdém seria estrambolicamente maior.
Pingback: Juliana Dacoregio
Oh, my God! Acabo de ter um insight e sou obrigada a admitir que minha concordância com esse texto foi tão apaixonada e irracional quanto as reações de torcedores ao verem seus times em campo. Assistindo o segundo tempo de Brasil X Equador acabei automaticamente torcendo, comemorando o gol do Brasil e fazendo força para que o Júlio César defendesse o chute a gol do Equador. Não que isso nunca tivesse acontecido. Eu já tinha dado minhas torcidinhas uma vez ou outra. Sabe como é mulher que não entende futebol torcendo, né? “Vai, vai, vai! Peeeeega essa bolaaaa!!! Joga pra lá!!!”.
Mas o que ocorreu de diferente agora foi que pensei o seguinte: e se o texto do Biajoni falasse sobre os fãs dos Beatles? E se falasse sobre os aficcionados por Poderoso Chefão? E se falasse sobre os leitores de George Orwell? E se (o horror, o horror) falasse sobre blogs e sobre não entender como tanta gente gosta de manter e ler blogs? E aí?! Claro, todas essas coisas são para mim muito mais preciosas que o futebol. Mas para milhares de pessoas nenhum desses meus interesses chega aos pés do futebol! Da mesma forma que vibrei no show do Beatles Cover, que me emocionei no Fantasma da Ópera ou que fiquei fascinada no Museu da Língua Portuguesa, muitas pessoas sentem todas essas emoções ao assistir jogos de futebol! É a manifestação artística que as faz delirar, sonhar e desejar o impossível. Quando eu assisto Kill Bill eu acho a Beatrix Kiddo muito fodona e tenho vontade de viver num mundo paralelo onde eu pudesse por alguns instantes ser tão poderosa, controlada, auto-centrada e forte quanto ela. Não é muito diferente do que acontece com milhões de caras por aí ao acompanharem uma partida de futebol: eles sabem que nunca serão O jogador, poderoso, autor dos dribles e passes sensacionais. Mas, naquele momento, na hora que a bola está em jogo e o cara tá sentado no sofá, vidrado, gritando, xingando e torcendo, não importa que ele saiba que ele é um perna de pau. O que importa é que pelo simples fato de amar aquele esporte, ele se considera parte do time! Assim como eu, por amar Kill Bill, me considero um pouco Beatrix Kiddo.
Realmente Juliana, se fosse uma mulher escrevendo o alvoroço era muito maior.
Eu confesso que gosto de futebol, e acho tudo muito interessante porque torcer é uma coisa que agrega as pessoas, principalmente os homens.
Essa história de que mulher é comedida, não torce, é tudo balela. Aprendi a gostar de futebol sozinha (meu pai gosta de assistir, e não de torcer) e tenho amigas que são fanaticas (uma particularmente é palmeirense doente).
Gosto de assistir os jogos com o meu pai, por ser um momento proveitoso de nós dois, ali sentados na ansiedade, ou então com os meus amigos nos bares, particurlamente os São paulinos( quem tem uma torcida aqui em São Luis bem organizada que sempre assiste os jogos junta nos momentos decisivos). E nessa conversa o tricolor paulista acabou ganhando o meu coração.
Concordo muito com o texto do Biajoni, e como torcedora (comedida e curiosa) não me senti ofendida em nenhum momento. Torcer é algo totalmente irracional, mas quem o faz não tá nem ligando, pois aquele momento de alegria que um gol te dá é sensacional, te dando bons motivos pra comemorar depois (coisa que o brasileiro não dispensa).
Agora esss história de que tem que entender de futebol pra falar é muita pretenção de quem disse né?! Quem entende de futebol nesse recinto? E quem entende de futebol no Brasil? Galvão Bueno? Milton Neves? tenha dó meu povo.
Futebol é uma coisa que todo mundo e ninguem entende.
Será que alguém ainda vai escrever sobre a arte do cricket? Ou do pólo aquático?
Não posso acreditar que perdi minutos preciosos lendo comentários como os teus, cheios de rodeios e que não disseram coisa alguma.
Tu és um chato!
Um verdadeiro chato e inconveniente. Um dos que pensa: “Puxa, não tenho absolutamente o que dizer… Vou criar um blog!”
Foda-se!
WTF??
Hoje comecei a tentar escrever razões pelas quais eu não gosto de futebol, mas após ler seu texto, percebo que eu não preciso mais escrever nada, você o fez por mim, e te digo que também não entendo muitas coisas, uma delas seria:
“Uma vez vi na televisão uma mulher de meia idade no estádio, chorando como uma criança porque diante de seus olhos estava a derrota de seu time; perguntei-me porque de fato alguém se dedica tanto, idolatra e ama de maneira tão intensa algo que nós nada podemos fazer, a não ser torcer?”
Parabéns!
Beijos!
Você deveria esperimentar o futebol. Essa história de não provei e não gostei é puro preconceito. Conhecí uma senhora que chamava a cerveja de lama fedorenta e espumante. Aos setenta e seis anos ela tomou o primeiro copo! Precisa dizer que ela adorou? Ela passa agora o resto de sua vida tomando todos os dias dois copos de cerveja bem geladinho, e diz que se tem algo na vida que ela se arrepende é de não ter bebido o primeiro copo na adolecência. O futebol é a maior diversão do mundo cara, Tu éis americano? Tens algum defeito no pé? Até os gay, lésbicas e as mulheres já jogam futebol. No Recife já tem o FUTEGAY. É um campeonato exclusivo. Elas arrasam bicho! É a única coisa que aquelas bichinhas americanas que jogam com as mãozinhas não conseguiram destruir. Agora os jogadores da canarinha estão utilizando o futebol para fazer proselitismo de seitas religiosas. Veja aqui ó: http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/esporte/
Enfim alguém que conjuga a mesma opinião que eu a respeito dos “Deuses” Pelé e Airton. Sou apaixonado por futebol como sou pela arte. Entro no maracanâ como se estivesse entrando no LOUVRE, mas entendo que isso tudo é irracional e eu me permito isso. Só não acho que Pelé seja Deus ele pode até ser um profeta. Pensando bem ele pode ser deus sim, daqueles do Olimpo que zombavam e tripudiavam dos reles mortais ostentando sua imortalidade.
Airton, eleitor de Maluf, sem comentários.
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“Aliás, tem coisa mais ridícula que O Torcer?’
Tem sim Luís, a Mediocridade daqueles que consideram este “esporte” inato e característico do brasileiro e quem não concorda “tem problemas”.
O Sonho deste povo é uma Teocracia como a do Irã, mas lá, querer Torcer é punido com a Morte.
Esse texto é uma tentativa mal-feita de provocação. Analogias pobres, argumentos (quando existem) idem. Mexe de propósito com ícones esportivos, parece, esperando a enxurrada de comentários agressivos, que depois serão devidamente desprezados como trolls, irracionais, inferiores, exemplares dessa massa ignorante que adora o futebol e personifica o atraso desse nosso país, não é mesmo? Zoar com a cara do Senna, esse pequeno deus nacional, é a coisa mais manjada do mundo. Que tal alguma novidade? Que tal usar o estranhamento para tentar dizer alguma coisa que não sabemos? Mas não: traveste-se este procedimento literário tão interessante de preconceitos e arrogância. E o que temos, então, é uma enxurrada de juízos de valor, uma pseudo-crítica, pseudo-inteligente.
danilo albergaia, o blogueiro-sol? (sic)
;>)
vc conseguiu ver que o texto é uma “tentativa de provocação”?
ei, vc está evoluindo!
:>)
pela quantidade de comentários e links pra cá – sem contar plágios e apropriações – acho que a tentativa… deu resultado, não?
acho que vc está ouvindo muito jean michel jarre e torcendo muito para a ponte preta. pô, ponte preta, danilo? é mais ou menos como acreditar em fadas.
:>/
veja, muita gente concordou comigo aqui, não teve muitos trolls babões, torcedores fanáticos metidos a entendedor, esse pessoal que torce e é darwinista, manja?
acho que os habituais leitores desse site são bem inteligentes.
quando escrevi esse texto, ainda não era tão manjado zoar com o senna, acho até que contribui pra esse clichê.
…
usar o estranhamento para tentar dizer algo que não sabemos? na verdade, o assombro está em dizermos o óbvio que ninguém percebe.
na próxima vez que vc TORCER para a ponte preta vc vai pensar nesse texto. vai pensar em mim. e vai se sentir ridículo.
cada vez que nos sentimos ridículo, evoluimos.
tente.
;>)
Biajoni,
Provocações babacas e ad hominen não dá, né, mané? Foi até o meu (ex-)blog para saber o que é que você poderia aproveitar para fazer provocações? Que ridículo. Não sei quem você é, não preciso saber nada sobre você pra criticar o que você disse. Não se esconda sob o cinismo.
Zoar o Senna começou a ser manjado a partir do momento em que o cara morreu, quiçá antes. É o melhor gancho pega-nacionalista que existe! Não finja que não sabia. (Ou vai me dizer que realmente não sabia?)
Sobre o estranhamento, obrigado por trazer à baila a definição técnica. Mas, pois é, então, onde é que está o assombro de desvelar o óbvio não visto, aí no seu texto?
Agora, você há de convir que, ridículo, mesmo, é o seu argumento auto-laureatório sobre a quantidade de gente concordando com você na internet, a quantidade de plágio do seu texto na internet, etc… Isso realmente mede o mérito do seu texto? Justamente num lugar onde tem gente plagiando opiniões sobre campeonato de bambolê e aprovando críticas da nova música da Shakira. (Que continue tão aberto assim! – Aliás, nada contra esse respeitável lugar em que estou comentando, entendam bem).
Ilusões, quimeras e tudo quanto é tipo de irracionalismo, isso todo mundo alimenta. Escolho as que eu achar melhor, e não há critério no mundo capaz de dizer que ser torcedor de futebol, de qual time for, seja uma futilidade menor do que assistir a um filme, ouvir uma música. Não há critério absoluto que lhe autorize a dizer que jogar ou torcer por futebol seja uma fuga da realidade inferior a escrever um livro, compor uma sinfonia. Fúteis, crentes, tontos, uma hora ou outra, todos nos tornamos, meu caro. Humano, demasiadamente… Ninguém sobe, de fato, ao Olimpo da racionalidade. E não é por alimentar essa auto-ilusão que você estará a salvo de cumprir o mesmo papel patético que um crente num culto da Igreja Universal ou um torcedor enfurecido ou extasiado na arquibancada. Como você cumpre seu papel patético, só você sabe. Mas eu desconfio que seja acreditando tanto em si mesmo.
Aliás, parabéns por colocar uma foto do Radiohead no topo do seu blog, Biajoni. Isso merece aplausos.
ah, as paixões.
:>)
e acho que não é BAMBOLÊ é BILBOQUÊ.
;>)
Pois é, Viajoni, nem tudo é concordância e flores pro seu texto lá no blog do Alex: http://www.interney.net/blogs/lll/2010/07/11/o_futebol_e_o_criacionismo_dos_esportes/#comments
bom, é um texto provocativo, não?
digladiem-se.
:>)
Ah, cara, desce do pedestal…