Dead Fish aos 18 anos
por Daniel Lopes – Para nós da imensa minoria de brasileiros fãs de hardcore/punk rock, o ano definitivamente começou pra valer antes mesmo do Carnaval. Pois durante o feriadão já estávamos devidamente com o novo disco do Dead Fish passeando pela cabeça.
Um novo disco dessa banda capixaba, a melhor do gênero no país, é sempre um grande acontecimento. Agora, mais ainda, porque Contra todos (DeckDisc) marca definitivamente a volta pra cima da banda depois dos relativamente fracos Zero e um (DD, 2004) e Um homem só (DD, 2006). Relativamente porque, comparados com Sonho médio (Terceiro Mundo, 1999) e Afasia (TM, 2001), foram sem dúvida uma descida em tanto. Mas, como estes dois últimos citados são dos melhores produtos do rock nacional de todos os tempos, isso significa dizer que os dois discos “fracos” são, no mínimo, bons.
O que ocorre é que quando uma banda já acumula alguns consideráveis anos de carreira, é natural que busque se reinventar – sempre com o cuidado, no entanto, de não perder a identidade. Bad Religion (EUA) e Millencolin (Suécia) são exemplos de bandas bem sucedidas neste intento – para ficar no mesmo estilo musical. O Dead Fish provavelmente tentou variar nos dois últimos discos, mas para os fãs de primeira hora, entre os quais este escriba se inclui, ficou claro que melhor teria sido se nem tivesse tentado.
Contra todos não só lembra Sonho médio, como na verdade lhe é superior. Para dizer claro o que estou pensando, Contra todos é o melhor trabalho do DF. As letras voltaram a ficar inspiradas, o som voltou a ter energia de sobra. Até o Rodrigo parece que voltou a cantar com mais alegria. A conquista torna-se ainda mais significativa porque apenas recentemente o grupo perdeu o baterista Nô, que estava com os outros desde a formação inicial e resolveu sair por motivos pessoais. Marcos, que lhe substituiu e também comanda a bateria do Ação Direta, não precisa provar nada a ninguém.
A lamentar apenas o fato da banda ter agora apenas um guitarrista (Philippe). Isso na gravação de um CD se resolve, mas e num show? A conferir.
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Esse Cd tá juntinho com o Sonho Médio…
sinceramente me deu arrepios ao ouvir um disco do dead fish tão bom quanto antes.
O maior expoente de um ritmo fraco como o nosso… realmente não há motivo de se comemorar.
Disco Lindo, Lindo Lindo…
Autonomia, Venceremos, Contra Todos, Descatavéis e tupamaru…
Só hino…
é não posso falar que é o melhor trabalho da banda por que os outros cds tambem são otimos.
mais é um dos meus preferidos.
Definitivamente uma banda classica do hardcore brasileiro, mas o maior expoente??? dai forçou hein!?!? rss…
qto a como ira ficar ao vivo… amanha vou tirar essa minha duvida no hangar \o/