Venezuela: Há um caminho

O sucesso das primárias da oposição chancelou a estratégia de engajamento político-eleitoral.

- Partidários de Henrique Capriles comemoram a vitória nas primárias -

Alguns anos atrás a oposição venezuelana se encontrava dividida e atomizada, enredada em debates absurdos e irrelevantes, pensando constantemente em atalhos para chegar ao poder e perdida no labirinto da abstenção eleitoral. Muitos oposicionistas do presidente estavam envergonhados da liderança oposicionista, e o consenso fora do país era que a oposição estava muito longe de apresentar-se como uma alternativa séria a Hugo Chávez. Desde então, o cenário mudou radicalmente. A partir de 2006, a oposição decidiu colocar a casa em ordem e aderir a uma estratégia mais inteligente e pragmática, que lhe rendeu claros lucros políticos e eleitorais. Sem dúvida alguma, as primárias realizadas no domingo, 12, excedendo em mais de um milhão de votos as previsões mais otimistas, são um marco importantíssimo neste processo gradual de correção.

Mas não se deve perder muito tempo comemorando; o desafio que aguarda agora a alternativa democrática é enorme. Para começar, o governo decidiu subordinar a economia nacional às eleições presidenciais de outubro, uma estratégia irresponsável e suicida a longo prazo, mas que lhe renderá votos. Esta fórmula eleitoral já é conhecida: aproveitar os altos ganhos com petróleo para expandir o gasto público e incentivar o consumo, gerando uma sensação de bonança que coloque o presidente em posição vantajosa frente a seu adversário. Já em janeiro deste ano os gastos dispararam a quase o dobro em relação a janeiro do ano passado, e a projeção do aumento em 2012 é de 20 por cento.

Este gasto, claro, tem todo tipo de implicações eleitorais. O favorecimento, este ano, chegará a extremos nunca antes alcançados. Uma das dimensões é o montante extra-orçamentário ligado a fundos nebulosos e quase-oficiais para onde o governo ilegalmente desviou bilhões de dólares, os quais gasta em segredo. Outra é o próprio orçamento. Os programas sociais, por exemplo, são utilizados sistematicamente como telas de projeção de propaganda política e eleitoral. A estes programas já se destinou na Lei Orçamentária de 2012 27 bilhões de bolívares (25 por cento a mais que em 2011), uma quantia exorbitante de dinheiro, que compete com a soma dos orçamentos de todos os governos estaduais. Boa parte dos orçamentos de alguns ministérios, como o da Comunicação e o da Cultura, pode ser classificado tranquilamente como gasto eleitoral.

Por outro lado, o governo tem feito o possível para asfixiar as potenciais fontes de financiamento da oposição. Devido às ameaças de expropriação, ao uso do principal órgão tributário como ferramenta de retaliação política e tantos outros mecanismos de intimidação e compra de aliados, muitos empresários não querem correr o risco de doar dinheiro à alternativa democrática. Mais do que isso: muitos estão dispostos a financiar o governo em troca de favores, como nos casos de Walid Makled e Antonini Wilson. Em tese, as prefeituras e governadorias poderiam fazer o mesmo que Chávez e utilizar recursos públicos para a campanha presidencial. Mas esta opção tem fortes limitações, porque o governo ceifou seus orçamentos. O caso do Distrito Metropolitano de Caracas é ilustrativo. De 2008, quando Antonio Ledezma tomou posse como prefeito, até hoje seu orçamento foi reduzido em mais da metade.

Diante deste cenário é fácil desestimular e concluir que tudo está perdido: o Davi opositor não pode almejar competir com o Golias do oficialismo. Mas não se deve cair nesta armadilha, porque a alternativa democrática também possui poderosas correntes a seu favor. A primeira é a incompetência do governo. A economia da Venezuela sofre de graves problemas, com uma escassez que não se vê em nenhum outro país do hemisfério, e com uma inflação que é a maior do mundo depois da Etiópia, ambos problemas que os gastos massivos deste ano não ajudarão a resolver e que diminuem o impacto dos programas sociais. Os apagões se tornaram comuns em diversas regiões do país, devido à séria deterioração da rede elétrica nacional. As estruturas hospitalar e penitenciária estão em ruína. E a crise de insegurança também possui a lamentável distinção de ser uma das piores do planeta. Nos treze anos de Chávez no poder, os homicídios triplicaram, superando os 15 mil em 2011. Em todos os países europeus somados, não há tantas mortes violentas por ano.

A isto se deve somar outro fator, evidente, no domingo das eleições primárias, no otimismo, emoção e espírito aguerrido com que cerca de três milhões de venezuelanos foram às urnas. A oposição nunca esteve melhor e o governo nunca esteve pior. Os progressos e radical transformação da alternativa democrática nos últimos anos têm sido extraordinários sob qualquer ponto de vista.

A primeira grande conquista foi a derrota da abstenção e a adoção de uma estratégia de participação eleitoral e luta por espaços institucionais. Muitos se opuseram de boa fé à adoção desta estratégia, argumentando com alguma razão que as armadilhas e favorecimento do governo desnivelavam o terreno eleitoral a ponto de transformar qualquer eleição em uma farsa cujo único valor seria legitimar o governo. Mas a estratégia, que reconhece o favorecimento e a armadilha, mas assume que, entretanto, segue havendo aberturas para a reconquista de espaços nas estruturas de poder, que permitem à oposição aumentar as possibilidades de encurralar o presidente e obrigá-lo a aceitar uma transição pacífica de poder, foi justificada pela história. Hoje restam poucas dúvidas de que, sem as governadorias, prefeituras e cadeiras parlamentares que a oposição manteve ou reconquistou nas eleições de 2008 e 2010, as possibilidades de sucesso em outubro do vencedor das primárias, Henrique Capriles Radonski, seriam muito menores. Além disso, segue sendo um fato que os que se opõem a esta estratégia não oferecem uma melhor alternativa pacífica.

A segunda grande conquista da oposição foi a construção da Mesa da Unidade Democrática, uma plataforma que agrupa e coordena os esforços de dezenas de grupos e partidos que se opõem a Hugo Chávez. Os benefícios de se forjar uma unidade opositora vão além da seleção de candidatos de consenso que evitem a fragmentação do voto antichavista. Nas palavras do colunista Alonso Moleiro, a Mesa conseguiu em apenas dois anos “ter um comando político; consolidar uma dinâmica unitária funcional; criar instâncias organizacionais com divisões técnicas; alinhar instâncias administrativas unitárias estaduais e regionais; estabelecer regras uniformes respeitadas por todos; acomodar no calendário decisões importantes … e traçar acordos programáticos de amplo espectro.”

Deve-se enfatizar este último ponto. Alguns comentaristas lançaram críticas ásperas ao programa de governo da MUD, algumas bastante válidas. Mas não se pode perder a perspectiva. Este programa é o resultado de esforço descomunal de coordenação e organização, em que se criou 25 equipes especializadas e se convocou centenas de especialistas reconhecidos em todo o país. E a MUD, além disso, não espera que Capriles se prenda cem por cento aos pontos do programa, se ganhar as eleições de outubro.

O que se espera de toda a liderança opositora é que siga fortemente comprometida com a unidade e a inclusão. No final das contas, foi o esforço de coordenação de todos os partidos da MUD o principal responsável pela festa democrática que colocou Capriles na honrosa posição que agora ocupa, de líder opositor unitário com chances de chefiar uma transição pela qual, durante anos, têm trabalhado ativamente mais de uma dezena de partidos políticos e dezenas de milhares de venezuelanos batalhadores, de diversos signos e cores. Em seu discurso de vitória, Capriles tocou nos pontos certos, reconhecendo com grandeza de espírito o trabalho, o valor e o talento de seus adversários nas primárias, enfatizando que a força está na união oposicionista. Se “há um caminho” para derrotar Hugo Chávez e na sequência navegar pelas agitadas águas da transição, creio que seja esse.

18 comentários | Dê sua opinião

  1. Raphael Taavkko 20/02/2012 em 3:09 pm

    Engraçado…

    Nenhuma palavra sobre o Capriles ter sido uma das peças chave do golpe -sim, do GOLPE- contra Chaves em 2002? Nada sobre a veia golpista do “democrata” Capriles?

    Torço fortemente para que sua derrota seja fragorosa, humilhante para que aprenda a nao posar de democrata quando nao se é mais aue escoria golpista.

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    • daniel 20/02/2012 em 3:30 pm

      Não se vá torcer contra o rapaz apenas por isso. Um golpista (1992; e que sequer faz questão de posar de democrata) já foi eleito presidente, então outro pode ser também :-]

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      • Raphael Tsavkko 21/02/2012 em 3:31 pm

        Chávez NUNCA negou ter tentado participar de um golpe em 92. Aliás, um golpe que, querendo ou não, tinha apoio popular e era um golpe interno, com forças venezuelanas duelando. Capriles usou dinheiro e apoio da Espanha e EUA para tentar transformar a Venezuela no bordel dos EUa, como era antes.

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        • Rodrigo 22/02/2012 em 12:04 am

          Raphael, Venezuela e Cuba são bons modelos do fracasso do socialismo, e argumentos não faltam, basta ver os vídeos do Dâniel Fraga sobre esses países, os noticiarios e as organizações de direitos e as suas opiniões sobre os governos de Chávez e de Raúl Castro no quesito direitos humanos.

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          • Raphael Tsavkko 22/02/2012 em 8:50 pm

            Cara, eu sei que você tem um tesão secreto pelo Daniel Fraga, ams dá um tempo! Que tal pensar pela sua própria cabeça? Ou ao menos se pautar por alguém relevante?

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            • Rodrigo 22/02/2012 em 10:20 pm

              Quem você considera relevante e que provas você tem para dizer que as acusações da mídia sobre esses países são falsas e levando em conta uma série de grupos de defesa dos direitos humanos que afirmam que nesses países não há democracia plena e respeito as liberdades individuais.

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            • Pablo Vilarnovo 22/02/2012 em 11:09 pm

              Tipo Chomnsky, Michael Moore… esses sim são relevantes.

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        • Pablo Vilarnovo 22/02/2012 em 11:06 pm

          Apoio popular??? Se há algo que SEMPRE podemos contar é com o duplipensar da esquerda… isso não falha nunca!

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  2. André Mattana 20/02/2012 em 4:58 pm

    A oposição venezuelana tem que conviver com seu passado. São os mesmos grupos que realizaram o golpe de estado em 2002 e que governaram o país durante décadas antes da ascensão de Chávez.
    A posição atual da oposição ao golpe fica implícita no primeiro parágrafo desse artigo. O autor fala das mudanças de estratégia da oposição em sua busca pela volta ao poder, de um primeiro período fracassado e um segundo, mais recente, no qual a oposição teria se acertado.
    “pensando constantemente em atalhos para chegar ao poder ” é o eufemismo que o autor usa para o golpe e as demais ações e intenções golpistas no primeiro período. A ação é rejeitada não por princípios democráticos, mas pelo seu fracasso. Aderir às regras democráticas de eleição é assim questão estratégica, como única opção viável restante.
    O segundo fantasma do passado é o seu anterior domínio da política venezuelana. Eles precisam pensar no que foi o processo que levou Chávez à vitória nas urnas pela primeira vez. E porque Chávez assumiu com uma proposta de refundação nacional, coroada com uma nova constituição.
    A questão de fundo é a desigualdade. A Venezuela era um país que enriqueceu muito rápido com a indústria de petróleo, controlada pelo estado. Mas quando a ascenção se desfez em crise com a queda dos preços e as limitações da produção, la nos idos anos 80, o estado mostrou sua verdadeira face, protegendo as rendas de uma minoria e deixando a miséria e o desemprego grassar. A revolta popular resultante, culminando no Caracazo de 1989 foi respondida violentamente. O estado de caos e de guerra social era tamanho que os governos anunciavam infrutíferas reformas sucessivas, e em um mesmo ano (1992) aconteceram dois golpes de estado. A desigualdade venezuelana seguiu aumentando durante a década de 1990 até a eleição de Chávez.
    O que a atual oposição tem a dizer sobre esse processo? Critica o uso das rendas do petróleo (a principal fonte de receitas do governo)no que chama de “políticas assistencialistas” e reclama que esse uso trás dividendos eleitorais.

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    • Pablo Vilarnovo 22/02/2012 em 11:12 pm

      E a desigualdade diminuiu??? A boliburguesia de Chávez está mais rica que nunca. Enquanto o povo sofre para comprar comida a filha de Chávez posa com um leque de dólares, seus familiáres fazem passeios nos EUA (horror!!), seus sócios e comparsas estão milonários. Só mudou os nomes. E até parece que o estado de guerra diminui. Chávez armou diversas milícias. A Venezuela tomou o lugar da Colômbia de Uribe (horror!!) como o país mais violento da América.

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      • André Mattana 23/02/2012 em 12:21 pm

        Olha, Pablo. A desigualdade diminuiu. A Venezuela hoje é o país menos desigual da América Latina Mas a América latina é a região mais desigual do mundo, mesmo a Venezuela continua extremamente desigual. E, como você falou, há sérias dúvidas quanto ao caráter socialista da Venezuela chavista, visto que ela produziu sua própria “elite bolivariana”.
        Os distúrbios da economia venezuelana, como a falta de produtos e a inflação, são corretamente atacados pela oposição. E uma das origens do problema é a incapacidade do governo atual (ou os que o precederam) de diminuir a dependência no setor petroleiro. Agora, para resolver esse problema eles (a oposição retornada ao poder) fariam o quê? Seguindo a receita liberal e os exemplos de outros países, me parece uma combinação de contenção do consumo com a liberalização do comércio exterior. Isso é, uma política recessiva que aumenta a especialização da economia nacional (novamente o petróleo) e reduz o apoio do estado aos setores mais vulneráveis. O resultado é a armadilha que a Venezuela já se encontrava antes, uma economia pouco diversificada em produtos e parceiros, que necessariamente sofre mais com as oscilações da economia global, ou seja um menor crescimento per capita no longo prazo. Soma-se a isso a incapacidade de gerar empregos para uma população crescente, ou seja miséria e favelas crescentes a despeito de crescimentos na economia. E uma elite pouco interessada na nação e dependente das rendas obtidas pelo controle do estado.
        O Chávez foi capaz de mudar isso tudo? Só em parte, e ao custo da polarização política que tanta violência trouxe ao país. Não sou chavista nem nada, só muito cético de que a alternativa que está aí possa trazer grande bem para o povo venezuelano.

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        • Pablo Vilarnovo 23/02/2012 em 4:57 pm

          Há um equivoco na sua análise. Existem vários países dependentes de uma fonte de renda no mundo. Poucos deles sofrem crises de desabastecimento. O problema (nesse caso e concordo com suas críticas a Chávez e aos outros antes dele) foi o famigerado tabelamento de preços praticados por Chávez. Nós no Brasil já vimos esse filme acontecer. Todos que acompanham a economia Venezuelana sabiam no que iria dar. Antes dos tabalemantos havia produtos, depois não. Compare o caso Venezuelano (petróleo) com o Chileno (cobre), veja as medidas utilizadas por ambos os países.
          A atuação de Chávez não é diferente de todo caudilho marxista do mundo: eu lhes ofereço o básico do básico do básico (o que qualquer governo deveria oferecer) e em troca tenho minha proto-ditadura com a minha elite nadando em dinheiro. O que aconteceu na Venezuela, nada diferente de todo país socialista, foi a transferência de renda e dinheiro da população para uma pequena parcela de burocratas corruptos salvaguardados pela estrutura criada a partir da decição idiota da oposição em abdicar do embate político, como os golpes na justiça (até Chomsky pediu que Chávez libertasse a juíza presa há mais de dois anos sem acusação) e no legislativo que abdicou de seu papel em troca dos benefícios do poder corrupto socialista.
          Chávez teve tempo, e dinheiro, de sobra para melhorar a vida dos Venezuelanos. E principalmente sua educação. A única coisa que fez foi criar um sistema educacional, nada diferente do cubano, para consolidar seu bolivarianismo. Tentou realizar uma lavagem cerebral entre os venezuelanos. Como podemos ver nas reações dos alunos das universidades que eram constantemente atacados pelas milícias armadas por Chávez, não deu certo.
          A violência política foi canalizada, armada e incentivada por Chávez. Há anos digo que se Chávez perder a eleição há grandes chances da Venezuela cair em uma guerra civíl. Não porque ele quer, mas sim porque os grupos armados por eles, muitos dos quais grupos criminosos que já existiam antes dele, não irão querer perder seus benefícios. Hoje há partes de Caracas simplesmente sitiadas por esses grupos, essas milícias armadas. Por enquanto fazem o trabalho sujo de Chávez com atentados, assassinatos em troca de um poder local, mas e se Chávez cair? Quem irá controlar essas milícias?

          “E, como você falou, há sérias dúvidas quanto ao caráter socialista da Venezuela chavista, visto que ela produziu sua própria “elite bolivariana”.”

          Meu caro, esse é um dos pontos certos em qualquer regime socialista (é só pegar um livro se história). Como já disse Bakunin, quem não compreende isso, não entende a natureza humana. E é por isso que a alternância de poder é tão fundamental a qualquer democracia. E é por isso que os socialistas se referem à democracia com tanta pouca parcimônia (coisa de burgês).

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  3. joao couvert 21/02/2012 em 4:21 am

    Alternância de poder é essencial em qualquer país, pois sem isto, fatalmente, o dirigente se torna com o tempo em um mero ditador, e era isto que a Venezuela se tornou, um regime ditatorial, quem contesta isto, é por que também é gosta de regimes ditatoriais dos irmãos Castro.
    Em 1992, quando Chavez tentou sem sucesso dar um golpe de estado, a Venezuela era um país que não havia sofrido dos mesmos golpes militares que sofreram os outros países da america latina, dentre os quais o Brasil, era apesar de tudo um país, cujo presidente havia sido eleito em eleições normais.
    Chavez ficou preso apenas dois anos pelo ato, quando o sucessor do presidente de então lhe concedeu anistia, tornando possível pelo uso dos instrumentos normais de uma democracia, sem a necessidade de se valer de ilicitudes, se tornar presidente, coisa que agora ele quer negar as novas gerações que estão chegando.

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  4. Bosco 21/02/2012 em 4:56 pm

    Amalgama! Direeeita! Vooolveeeer.

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    • Pablo Vilarnovo 22/02/2012 em 11:14 pm

      Pois é, que absurdo não é mesmo? Não pode haver textos de direita. É proibido. Bom mesmo só de esquerda.

      Responder
      • Bosco 23/02/2012 em 6:21 pm

        Vou esperar um de esquerda para avaliar.

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  5. Vinícius de Melo Justo 22/02/2012 em 6:14 pm

    Deixa eu ver se eu entendi o raivoso Tsavkko: um golpista que queria fazer da Venezuela bordel dos EUA é pior do que o golpista que chegou lá nos braços do povo e o bordelizou para si mesmo? E apenas porque nunca negou ser golpista (ahn?)?

    Eu não tenho ilusões: nenhum dos dois parece ser uma boa para a Venezuela. Como não voto lá, não faço campanha. Mas de onde vem tanta paixão pró-Chavez? Não é possível que seja só por ele ser de esquerda…

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  6. Eneraldo Carneiro 25/02/2012 em 12:15 am

    pensando constantemente em atalhos para chegar ao poder

    Golpe agora virou “atalho para chegar ao poder”? Ganharia prêmio de eufemismo se houvesse algum.

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