Coleção Folha Grandes Óperas: É barato porque é ruim

-- Primeiros números da coleção Folha Grandes Óperas --

por André Egg

Um dos grandes negócios da editora do Grupo Folha tem sido as coleções vendidas em banca. Estas coleções têm um importante papel de difusão cultural, por chegarem aos quatro cantos do país, e por preço mais acessível. Por outro lado, ajudaram muito a Folha a vender jornal, e agora sustentam uma editora que complementa a lucratividade em queda do jornal impresso (enquanto ainda não é substancial a lucratividade do jornal na internet).

Um nova coleção começou a sair esta semana – a de “grandes óperas“. É muito barato: por R$ 15,90 você compra um livro com o texto da ópera (original e traduzido para o português) mais os CD’s (geralmente 2) com a gravação integral. O primeiro número, que acaba de sair, é o da Carmen de Bizet.

Eu comprei, coloquei para tocar, e descobri por que é barato. A gravação é muito ruim. É de 1954 – Sinfônica de Viena (veja bem, não é a Filarmônica de Viena), regida por Karajan, e Giulietta Simionato no papel principal.

Esse é um bom jeito de economizar nos direitos autorais. Eu imagino os executivos da Publifolha chegando no escritório de uma gravadora européia e perguntando: “Tem uma pechincha aí?”. Os caras respondem: “Tem uma bosta duma gravação ruim de 1954, que não conseguimos remasterizar direito. Estamos liqüidando.” Aí os caras da Folha compram, e saem vendendo milhões de cópias nas bancas. Foi mais ou menos o que eles já fizeram com a coleção de jazz, e não têm vergonha de fazer de novo.

Pra começo de conversa, o Karajan não é o regente certo para Carmen. Ele é bom mesmo para uma coisa assim:

Coisa de música militar alemã. Para tocar os franceses, para começo de conversa, as orquestras de Viena nem têm os instrumentos adequados. Especialmente os sopros, há diferenças muito significativas na técnica de construção alemã e francesa – caso do fagote, do clarinete e das trompas. Desde pelo menos Berlioz, passando por Bizet, Massenet e chegando em Debussy, os franceses têm especial gosto pela escrita orquestral e seu virtuosismo timbrístico. Os alemães sempre acharam que isso é frescura, e tenderam a valorizar acima de tudo a relação harmônica entre as notas musicais, como se o timbre e o colorido instrumental não importassem (é preciso que se diga que o maior orquestrador alemão, Richard Wagner, aprendeu o ofício em Paris).

Colocar o Karajan com uma orquestra B de Viena para tocar Bizet é tão ruim quanto seria pedir-lhe um Villa-Lobos, ou um Guranieri, ou um Tom Jobim. Eles, regente e orquestra germânicos, são incapazes do molejo necessário.

Alias, eu tenho em casa um DVD (não CD), com a mesma ópera, numa gravação primorosa, com Zubin Mehta e o Royal Opera House de Londres que comprei por R$ 11,90 em banca, tempos atrás. Os caras da Publifolha podiam aprendem com essa coleção de DVD Ópera. E vejam, essa gravação, com Maria Ewing fazendo Carmen, é certamente a melhor, como você pode conferir aqui:

O que acontece quando o sujeito compra uma coleção como essa da Folha na banca?

Digamos que eu sou um cara que não conheço nada de ópera. Aí passo na banca, vejo a coleção da Folha e penso: “Deve ser importante. Vou comprar, para tentar aumentar minha cultura, entender um pouco de música clássica”. Aí eu nem leio as letras miúdas. Ponho o CD para tocar e fico pensando que ópera é horrível. Quem vai me explicar que a gravação é ruim, muito antiga, mal captada, mal re-masterizada, regente e orquestra errados, assassinando a música, tocando Bizet como se fosse marchinha de Strauss.

Além da primeira ópera da série ser uma gravação horrível, o que é culpa dos executivos que foram negociar a compra dos direitos na Europa, a coleção toda é um festival de ignorância e preguiça dos curadores, que escolheram as óperas que iam lançar.

Carmen de Bizet (1875), Fidelio de Beethoven (1805), Barbeiro de Rossini (1816), Traviata de Verdi (1853), Flauta Mágica de Mozart (1791), La Bohème de Puccini (1896)… já me cansei. As primeiras seis obras da coleção de 25 dão uma boa ideia da noção que a Folha tem de valor cultural: obras tão manjadas que já em 1928 Mário de Andrade criticava violentamente nos jornais sua programação na temporada de ópera da cidade de São Paulo. Que a elite cultural paulista não tenha se atualizado nada desde então não me surpreende muito.

As maiores ousadias que a coleção se permite são uma Pelleas e Melisande de Debussy (1902) e uma Salomé de Strauss – o Richard, não o Josef da marcha do Karajan (1905). Suspeito ainda que a melhor gravação da série deve ser a do Guarany de Carlos Gomes, com regência de John Neschling – essa eles não desencavaram uma gravação ruim como fizeram com a Carmen. Mas até chegar neste número 7, o sujeito já desistiu da coleção.

Faltam, escandalosamente, óperas do século XX. Não precisava ser nada muito chocante. Podia ser um Malazarte de Camargo Guarnieri, um Contratador de Diamantes de Francisco Mignone, uma Menina das nuvens de Villa-Lobos (que foi encenada em Belo Horizonte ano passado, com regência de Fabio Mecheti). É absolutamente indesculpável não ter um Wozzeck de Alban Berg. Podia ter um Peter Grimes de Britten, um Rake’s Progress de Stravinsky, um Telefone de Menotti. Não precisava nem ser uma Sarapalha de Harry Crowl, nem uma Erwartung de Schoenberg.

Para não dizer que é total e absolutamente irrelevante, a coleção tem o Guarani que eu já mencionei, com bom regente, difícil de achar em gravação comercial. O Debussy e o Strauss, para não dizer que a música acabou antes de 1900. E três tesouros desenterrados do período pré-clássico pela musicologia: Orfeo de Monteverdi (1607) – que deve ser considerada a primeira ópera que deu certo – Tito Manlio de Vivaldi e Rinaldo de Haendel.

No mais, a Folha ainda está longe de saber como se faz uma coleção de música.


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79 comentários | Dê sua opinião

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  2. Cláudia Vasconcellos 20/02/2011 em 4:39 pm

    Está de Parabéns, André!
    Ao ouvir a gravação me perguntei se se tratava realmente de Bizet e de Carmen.
    Realmente, para quem não conhece a obra, a primeira impressão é horrível. A segunda e a terceira também o serão.
    Bem lembrado por você a coleção de DVD Ópera.
    Está de parabéns pelo Blog!

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  3. Cris Lemos- Arte educador (Google) 24/02/2011 em 4:04 pm

    Olá André!
    Sim…téns razão sobre à qualidade etc..mas de qualquer maneira,indiretamente os “Caras” de Pau,Rs! estão difundindo esta Arte tão pouco conhecida,digo em um país primitivo como..enfim,possuo algumas coleções e sinceramente,vejo que o perfil,público alvo dos “caras” seja exatamente personas como eu,possuo pouco conhecimento no quesito “Clássico” toco apenas Violão..
    Por favor,não veja como uma crítica! Téns propriedade par tal…Agora,autorizando ou não enviarei este texto à Ilustre Folha,pois creio que somente assim teremos uma coleção de excelência n futuro próximo!!!

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    • André Egg 25/02/2011 em 8:23 am

      Eu acho que a Folha está justamente explorando essa visão mesquinha de “país primitivo”. Lançar qualquer coisa que os “ignorantes brasileiros” vão aplaudir. Aí os “ignorantes” acham ruim (e estão cobertos de razão nisso), e os esnobes fingem que gostam para dizerem que são mais cultos. E nem percebem que estão passando vergonha e sendo enganados por um produto sem valor.

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    • Santa Verdade 25/02/2011 em 8:46 pm

      Gostei do autorizando ou não. Percebe-se que tem muita educação também… Arte educador?

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  4. micodemos 24/02/2011 em 11:27 pm

    Olha só ! Como voce tem visão meu caro. Num pais onde a maioria da população não conhece Mozart , vem vc me questionando a qualidade do cd . Amplie sua visão, veja a excelente iniciativa da Folha em mostrar essa arte tão rara hoje em dia !!! A única coisa ruim é esse seu texto , que nada mais é do que sua forma de mostrar que sabe alguma coisa . Você sabe , meu caro , e daí ? Pense nos que estão se informando e correndo atraz , dos que gostam realmente da arte de maneira geral . E por isso quer ve-la em todo lugar. Sinto lhe informar amigão que seu ponto de vista é errado , mesquinho e inútil . É com grande prazer que depois de um comentário desses agradeço sinceramente à Folha por uma incrível iniciativa !
    Abra sua mente . Se não conseguiu isso até agora , será dificil , professor .

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    • André Egg 25/02/2011 em 8:21 am

      Mico,

      lançar uma gravação ruim como a da Carmen que saiu por esta coleção é um desrespeito por quem está “correndo atraz”. E as coleções são ótimas divulgações, mas totalmente insuficientes – se as pessoas não tiverem o direito a aulas de música na escola, e as cidades não tiverem teatro de ópera para as coisas serem vistas ao vivo.

      E mais, não faz muito sentido ficar só repisando músicas gastas, e não dar acesso a obras brasileiras e mais contemporâneas. A Folha não está fazendo nenhum favor a ninguém, nem mostrando “arte tão rara”. Está apenas tentando ganhar dinheiro fácil às custas de ignorantes como você.

      Responder
    • Santa Verdade 25/02/2011 em 8:48 pm

      Mico, já ouviu falar em “SOFISMA”???? É como podemos classificar o seu raciocínio…

      @santaverdade

      Responder
    • bernardo baethgen 15/04/2011 em 10:15 am

      a questao que que a carmen que foi tao criticada e ainda a ediçao feita por ernest giraud que tentou salvar a opera – e a viuva de bizet – do fracasso da estreia ( realmente inexplicavel); essa ediçao, conhecida na frança com ediçao choudens e na alemanha como giraud foi interpretada ate meados dos anos 60, quando fritz oezer publicou uma ediçao critica, restabelecendo os dialogos e a feiçao original da obra. abbado tem uma gravaçao espetacular com berganza e domingo, dessa ediçao. mas nao acho que a carmen de simionatto à la bezanzoni seja um lixo! quanto as operas modernas mencionadas, acho um pouco pedante porque sao muito chatas e como voce disse, num pais que sequer conhece mozart, uma coleçao que tenha the rakes progress de stravinsky e no minimo estranho..concordo com voce. a folha esta de parabens! o eugene oneguin e otimo e a walkürie, tristan und isolde, com furtwängler, verdadeiros testamentos fonograficos! sem falar na la boheme com de los angeles e björling, uma verdadeira joia. sobre o fidelio com jurinak, vickers e a batuta de klemperer, palavras de birgit nilsson: quando maazel me convidou para gravar leonore com a wiener philharmoniker, pensei se seria capaz de fazer algo semelhante ao que foi feito por jurinak. caro micodemus, parabens pelo seu artigo. todo mundo acha que mario de andrade e a medida de cultura e ponto final. particularmente, prefiro monteiro lobato. nao gosto do academicismo laboratorial de andrade nao.

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    • Mari 03/12/2011 em 9:11 pm

      Excelente comentário. Parabéns pela forma direta e objetiva com que o fez.

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  5. ArthurHonorato 25/02/2011 em 10:26 am

    Parabéns pela coragem, André Egg, e expor a verdade: a qualidade da gravação é ruim. Comprei a primeira entrega e ouvi uma parte de Carmen. Confesso que estou com medo de colocar Fidélio para tocar. O livreto é até bem feito, mas a gravação medonha. Não concordo com o MICOdemos. Se o objetivo era divulgar a primeira “sétima arte”, certamente não será atingido assim. A “maioria da população” desconhece ópera, mas quem a conhecer pela Folha a vai odiar.
    Merecia divulgação a linha moderna de montagens que valorizam a música e o texto. A velha escola que a Folha está divulgando da “mocinha obesa e galã idoso” contribuiu muito para aquele pensamento irônico de um certo diplomata brasileiro já falecido: “a ópera é um conjunto piorado: música de terceira, poesia de quarta e teatro de quinta”.

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  6. Alex Finardi 25/02/2011 em 11:43 am

    Professor André: Se você falasse para um cara que só andava de ônibus, que o Fiestinha 99 que ele comprou é uma porcaria perto do seu Mercedez Zero km, como você acha que ele se sentiria? Eu nunca tive o interesse por ópera. Não ligo muito para música. Não sou intelectual e nem quero ser. Mas também não sou consumidor do lixo cultural que despejam pela mídia. Comprei os primeiros volumes e desde então não parei mais de ouvir o meu “Fiestinha 99″. Tenho certeza que tudo o que você escreveu tem fundamento e que eu nunca vou ter o mesmo entendimento musical e nem quero ter, pois minhas prioridades são outras. Eu só acho que você pegou muito pesado nas críticas sem ver o lado bom. Para sua reflexão, tomei conhecimento do seu texto através do e-mail de um colega com o título: “Comentários infelizes de um infeliz”. Eu jamais compraria um CD ou DVD de ópera, ainda mais se ele custasse mais que R$ 15,90. Comprei, gostei, vou colecionar e quem sabe um dia eu faça um upgrade no meu “Fiestinha 99″…

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    • André Egg 27/02/2011 em 9:16 am

      Eu não tenho Mercedes. Tenho Uno. E ando de ônibus. E eu não acho que a gravação da Carmen seja “Fiestinha 99″ – tá mais pra “Corcel II 81″. Coisa que já foi xique um dia, mas hoje é muito ultrapassado.

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  8. Adam 25/02/2011 em 3:54 pm

    André, agradeço por sua denúncia! Estava interessado na coleção, fui buscar no google e vi seu post.

    Apesar disto, e entendendo toda a sua indignação, ainda acho a coleção muito interessante e cogito comprá-la. Deve ser algo absurdo para você, mas eu sequer tenho aparelho de qualidade para ouvir a maior parte dos detalhes e meu ouvido ainda é mal treinado. Imagino que, para quem já tem prática de ouvir, a coleção não preste, mas para quem começa a conhecer pode ser boa. Estou analisando ainda.

    De resto, fui tentar fazer uma comparação de preços com o que a Deutsch Grammophon fornece (eles são para mim, na minha ignorância, referência de qualidade) e de fato dá para comprar Carmen deles por uns R$ 5 a mais, mas sem encarte e tudo o mais http://www.deutschegrammophon.com/cat/single?sort=newest_rec&PRODUCT_NR=4775908&SearchString=carmen+bizet&UNBUYABLE=1&per_page=50&flow_per_page=50&presentation=flow Sei lá, isso pode significar algo :)

    Até!

    Responder
    • André Egg 27/02/2011 em 9:11 am

      Eu te digo para não perder o Guarani com o Neschling que isso vai ser bom com certeza.

      Responder
  9. Star 25/02/2011 em 4:43 pm

    Algumas críticas do André Egg são fundadas, outras não, aparenta revolta e incompreensão. Faltam muitas óperas, quem sabe a coleção continua. Creio que é aceitável a escolha das opéras e elenco dentro do contexto da proposta. Por exemplo, se alguém me perguntasse qual “Norma” ouvir, eu diria, ache Callas da década de 50, que deu uma dramaticidade impar e revigorou o bel canto em sua época. Mas se a Folha escolhe M. Caballé eu compreendo pela beleza da arte de cantar, o virtuosismo, ou seja, é bonito e não é tão dramático. Não existe algo totalmente perfeito, você sempre ganha em alguma coisa e perde em outra, o resto é papo furado. Sobretudo de quem exige óperas relativamente pouco conhecidas blasfemando que estão publicando óperas “manjadas”. Isso parte de quem não está nem aí com o povo, gosta de sentar em poltrona de ouro com luva branca e se mostrar para essa “alta sociedade” a que pertence. Se a Folha fosse atingir essa “elite” a qual pertence algumas pessoas, poderia pelo menos aumentar o preço para R$ 200,00 cada ópera. Povo, ouça Beethoven um milhão de vezes, e profanem o valor cultural exigido pelo adorável “crítico”. Como é que é? … “Carmen de Bizet (1875), Fidelio de Beethoven (1805), Barbeiro de Rossini (1816), Traviata de Verdi (1853), Flauta Mágica de Mozart (1791), La Bohème de Puccini (1896)… já me cansei. As primeiras seis obras da coleção de 25 dão uma boa ideia da noção que a Folha tem de valor cultural (…)” hahahaha

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    • André Egg 27/02/2011 em 9:13 am

      Meu amigo, já ouviu falar em século XX? Pois é – estamos no XXI. Sabia que o Brasil tem compositores de ópera também? Pois é, só que nem no Brasil eles são tocados. Já pensou nisso?

      Não tem nada a ver com elite e povo. Está pressupondo que o povo é conservador e retrógrado por definição – além de não dar valor à sua própria cultura. Isso é totalmente falso e esnobe.

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      • Star 27/02/2011 em 6:59 pm

        Caro André Egg, é certo que a música se relaciona com determinada cultura e época, porém, não menos certo que é algo mais universal,que a própria língua, daí o brasileiro poder amar música da américa do norte sem compreender uma única palavra. O povo não é conservador, você que associa obras de artes que tocam a alma com conservadorismo. Podemos muito bem valorizar compositores brasileiros e estrangeiros. Aliás, é discútivel os limites da identidade cultural brasileira, sobretudo, porque somos fruto da Europa, América do Norte e Africa. Escutar música italiana, por exemplo, é beber em uma de nossas origens, Só achei sua crítica feroz e discriminatória. Se você quer um tema atual, crie uma “ópera funk” blz.

        Responder
  10. Samanta 27/02/2011 em 12:44 pm

    Que ótimo que vc comentou e esclareceu os problemas desse produto, assim eu nem me arrisco a comprar. Obrigada.

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  11. Victor Palmiéri 27/02/2011 em 3:37 pm

    É extremamente positivo que existam pessoas críticas, sempre buscando o melhor. Mas é certo que as críticas são unicamente derivadas de uma análise individual (nossas opiniões tem seus prós e contras, pois). Não creio que concorde com sua posição, caríssimo, e posso assegurar que a presente gravação de “Carmen” está entre o que há de melhor na discografia operística (e as demais gravações são sublimes!); mas não me leve a mal, é apenas o que eu pude julgar.

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    • Star 27/02/2011 em 7:01 pm

      Realmente há muito material antigo, que é muito bom, mas naturalmente há essa dificuldade da qualidade do som. O Sr. Egg deve achar verdadeiros lixos as gravações de Caruso. Pois é.

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  12. micodemos 28/02/2011 em 2:37 am

    Muito obrigado pelo ignorante , concordo com voce , amigão , sou um ignorante , alias , estou sempre aprendendo o que me torna um eterno ignorante . Até quando for professor de História e digamos “músico” ainda serei um ignorante . Achei muito criativo o trocadilho com meu nome , realmente me fez rir . Como me fez rir suas idealizações e sonhos em relação à educação , o que me faz lembrar o comentario da Santa Verdade , o que é sofisma ?! O que é , professor ? Ensine-nos ! Vi um filme esses dias chamado Amadeus , vi Salieri e lembrei de voce !
    Vou pegar minha gravação da Carmen , colocar pra tocar no meu som stereo de alta qualidade e prestar atenção no meu ego gritando de raiva . Enquanto isso um músico interessado e apaixonado pela música irá colocar a gravação no seu som portátil , irá escutar , irá ler e irá aprender . E isso meu caro , não seria uma boa idéia ? Se ainda não está satisfeito , posso desenhar , talvez seja melhor com desenhos ! Vamos abrir a mente , professor . O que tem em seus pés ?

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  13. Thomaz 28/02/2011 em 11:04 am

    André, a sua visão é extremamente equivocada. No caso de Carmen, o Karajan pode não ser o melhor regente, mas você há de convir que ele é conhecido por ter regido esta ópera. São várias as gravações. E você, aliás, pode comprá-las no Amazon por, no mínimo, 15 dólares. Ou, se preferir, pode comprar a mesma que a Folha vende, com Simionato e Gedda nos papéis principais por, 30 dólares, que você pode traduzir em mais de 60 reais, porque tem frete. (http://www.amazon.com/Bizet-Carmen-Simionato-Gedda-Karajan/dp/B0002HMUVS/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1298898809&sr=1-2). O jornal impresso enfrenta dificuldades, mas, que dados você tem pra dizer que a Folha faz coleções mesquinhas para vender jornal? É prepotência sua. Faz parte de achismo. Talvez você me convença se tiver números para provar.

    Outro ponto: você acha que pessoas que compram coleção de ópera ou de livros importantes da história são diferentes das pessoas que compram jornal? Se tivesse tanto apelo comercial assim, venderiam sertanejo. Quanto à escolha das obras, acho que você não prestou atenção no nome da coleção: Grandes Óperas. O raciocínio é bem lógico: as Grandes Óperas, são, obviamente, as que tocaram mais, as que as pessoas mais conhecem, as mais “batidas”. Tirando esse aspecto, você nunca vai encontrar uma coleção que te satisfaça em todos os títulos e conteúdos. É utopia. Não estou, jamais, divinizando a coleção. Longe disso. Mas me agrada, principalmente, a qualidade do trabalho gráfico e do material. Até agora, não me incomodei com nenhuma das gravações no quesito qualidade, no que diz respeito a som. Não esperava que fosse comprar o áudio da última montagem no Metropolitan. Além do mais, não se conhece uma ópera ouvindo apenas uma de suas gravações. De modo que, a coleção serve para difusão, os interessados vão procurar ouvir outras versões com outros regentes, assistir a vídeos de montagens no Youtube, pagar 60 reais para ir assistir alguma transmissão ao vivo no cinema. Você não captou o sentido da coleção: dinfundir. Ou, se ainda não compreendeu a mensagem, pode comprar O Barbeiro do Rossini por 32 dólares no Amazon: http://www.amazon.com/Rossini-Barbiere-Siviglia-Seville-Angeles/dp/B00000G40A/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=music&qid=1298901132&sr=1-1-spell, Fidélio por http://www.amazon.com/Beethoven-Fidelio-Victor-Godfrey/dp/B0000X81X0/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=music&qid=1298901787&sr=1-1. Não esqueça de dominar completamente alemão, italiano… ou inglês na melhor das hipóteses. Coisa que os 180 milhões de brasileiros, naturalmente, fazem.

    Responder
    • André Egg 04/03/2011 em 7:49 am

      O preço é uma coisa boa, os libretos também são uma ótima iniciativa.

      Quanto ao Karajan, é claro que ele é um regente considerado entre os melhores do mundo. Me reservo o direito de odiá-lo por tudo que ele representa como músico e como pessoa. A Carmen dele é ruim mesmo, como eram ruins todas as Carmens de orquestras alemãs de 60 anos atrás. Assim como ele também seria péssimo para reger qualquer coisa de Bach.

      Eu não reclamo da qualidade de som da gravação – reclamo das escolhas interpretativas mesmo, do jeito como a orquestra é ruim e pesada.

      Responder
      • bernardo baethgen 29/06/2011 em 7:59 pm

        caro andre, boa noite. eu nao concordei com tudo que voce disse sobre a coleçao da folha. mas se voce e os participes do espaço quiserem ouvir uma carmen realmente supreendente, ouçam-na com berganza, domingo, sob a regencia de abbado, na revisao de fritz oeser. e barbaro!! uma pergunta: voce pode me dizer se o il guarany da folha traz o bailado do 3º ato? a minha gravaçao da sony nao traz.
        grato, aguardo
        bernardo

        Responder
    • Daniel 15/09/2011 em 11:31 pm

      Gostei, Thomaz. O único comentário consciente por aqui…

      Responder
  14. Aline 28/02/2011 em 11:30 am

    Fiquei felicissima da vida, quando saiu esta coleção para compra, sempre tive a curiosidade e vontade de entender como é a ópera, a trama.
    Tive uma educação simples mas sempre incentivada a buscar cultura.
    Para quem esta descobrindo acredito que sera de bom valor, cabe a cada um buscar mais sobre as peças, novas regências, enfim, adicionar mais conhecimento sobre o assunto de que mais gostou.
    Começei a estudar itraliano a um ano, para que eu pudesse um dia escutar ópera com pompa e circunstância, e acredito que levarei décadas até que venha ter uma condição apropriada sobre o assunto.
    Além do mais, seja com boa regência, orquestra e afim, é sempre melhor uma boa música mal tocada do que um sertanejo, funk, pagode bem argumentado!
    No fim o seu post foi de valia, pude anotar as suas sujestões positivas!!

    Responder
  15. José Carlos 02/03/2011 em 5:32 pm

    Quanto mau humor.. A coleção traz gravações antológicas. A Simionato pode não ser a melhor intérprete, mas o Gedda tem um francês impecável. O Fidélio é a gravação atualmente tida como “referência”, com Sena Jurinac mais sutil feminina que Christa Ludwig, na gravação em estúdio do Klemperer, e Vickers, memorável. E o Barbieri di Seviglia, com Victoria de los Angeles brilhante nos agudos e o protagonista, um dos intérpretes mais destacados do papel. Adorei a Traviata, pela primeira vez divulgando está antiga gravação da Callas em condições sonoras menos estridentes do que o normal…. Muito bom! Parabéns Folha!!! Acho que iniciativas como essa fazem um excelente contraponto às banalidades que estão abarrotando os setores de música clássica no Brasil, como André Rieu e outros astros do “croos-over”, que fingem interpretar o clássico para ouvintes que fingem apreciar o gênero.

    Responder
  16. André Rodrigo Guedes Fernandes 04/03/2011 em 12:28 am

    Amigão, vc saiu dando rajadas de metralhadora, sem ao menos se informar direito. O Grupo Folha só comprou os direitos de distribuir uma obra que foi lançada nas bancas há dois anos atrás pelo selo Altea (do Grupo Santillana da Espanha, que comprou a editora Moderna). A coleção lançada há dois anos tinha a capa mais encorpada e a qualidade gráfica era melhor. São 25 obras, mas houve poucas alterações (a inserção de O Guarani e exclusão de outras). Vc tem o direito de reclamar da qualidade da gravação, mas escreveu um monte de besteiras sobre o Grupo Folha. E sua opinião é seu ponto de vista, e não reflete a importância histórica que teve as apresentações. Para que vc saiba, a ópera “Tristão e Isolda” de Wagner, foi lançada como volume 03 pela Altea e pela Folha sairá no volume 21, e trata-se de uma gravação histórica de Wilhelm Furtwangler de 1952. Mesmo que a qualidade da gravação atual seja melhor, existem registros históricos que permanecem em catálogo até hoje, para colecionadores, como Arturo Toscanini regendo a Orchestra RCA Victor na década de 50. Ora, logicamente que as gravadoras, como Deutsche Grammophon, repassam registros mais antigos para serem comercializados ao público em geral, como esses títulos que saem nas bancas. Obviamente que se você quiser algo mais recente, com a qualidade de gravação melhor, deve recorrer às lojas. A coleção que está sendo relançada pelo Grupo Folha teve seu lançamento inicial na Espanha, com o apoio do Teatro Real, Gran Teatro del Liceu, Fundação Internacional Josep Carreras (per la lluita contra la leucemia). Então, conclua, é outro contexto. As orchestras, regentes e gravadoras louvam essa iniciativa, com o objetivo de despertar o interesse de mais público, para que o gênero não morra. Existem grandes orchestras sinfônicas além das que você está acostumado a ouvir.

    Responder
    • André Egg 04/03/2011 em 7:54 am

      Eu não me informei direito mesmo não. Comprei o fascículo, ouvi, e saí dando rajadas de metralhadora. Um produto comercial é assim mesmo – não tem a segunda chance de causar uma primeira boa impressão.

      E de fato, não acho que a Folha deva contar com condescendência de ninguém. É uma coisa que eles também não praticam com os outros.

      É só você voltar ao trecho em que eu imagino os executivos da Folha negociando, e substituir por executivos da Santillana. Depois acrescenta um outro trecho fictício com os executivos da Folha decidindo se usavam as mesmas porcarias que compraram da Satillana ou se mudavam alguma coisa – o que seria um pouco mais complicado pra eles.

      Responder
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  18. Fabiano 09/03/2011 em 3:29 pm

    Li o post e os comentários com atenção e gostaria de fazer uma pergunta àqueles que entendem de ópera (e especialmente aos que não recomendam a coleção da Folha, a exemplo do autor do post):

    O que vocês recomendariam a alguém que, como eu, não conhece ópera e que atualmente não mora em uma cidade que ofereça a oportunidade de ver o espetáculo ao vivo.

    Faço a pergunta porque, por mais que possa achar razoáveis os argumentos do autor, tenho a opinião de que a Folha explora um vazio de mercado, oferecendo ao tal povo ignorante mencionado acima de ter contato com esse tipo de obra.

    à queles que se dignarem a responder, peço a gentileza de evitar respostas que envolvam grandes investimentos do poder público, priorizando alternativas alternativas individuais, tão independentes quanto possível da localização e, principalmente, de baixo custo (pois, além de ignorantes, deve-se reconhecer que também somos um pobres, a despeito dos arroubos de grandeza que recentemente acomentaram alguns governantes).

    Responder
    • Thomaz 10/03/2011 em 1:44 am

      Fabiano, não tem muito segredo não. Apenas comece a escutar sem pretensões, sem esteriótipos. Vá fuçando compositores, faça donwload de algumas obras, leia as sinopses, veja vídeos pela internet. Aos poucos você vai se acostumando à ideia. Quando houver possibilidade, leia o libreto, acompanhe a história. Um dos costumes do povo é achar que toda ópera é igual, quando não improvisam algum vocalise satirizando. Eu posso te garantir que ópera é muito mais que isso. Você sempre deve considerar o período a que pertence, a nacionalidade do compositor, as intenções dele. Provavelmente você não vai gostar de todas as óperas que ouvir e vai acabar se identificando com certo período e compositor. Não acho certo eu te indicar alguma obra específica… ópera é muito mais que uma obra ou uma gravação. Dessa forma, busque você mesmo, pelo título que te chamar mais atenção, pela história que você achar mais interessante e vá descobrindo, ouvindo, vendo… aproveite a internet e sua facilidade de difundir conteúdo.

      Responder
    • André Egg 11/03/2011 em 5:22 pm

      A iniciativa de fazer coleções em banca é sempre muito bem vinda. E é sim o melhor meio de difusão barata. Discordo de algumas escolhas da coleção, acho outras boas, como escrevi.

      Quando chamei alguém de ignorante não foi por ele não conhecer ópera, foi por ele achar que isso é alguma vantagem, que esta é uma “arte rara” que deve “ser dada ao povo”. Eu não acho isso não. O tipo de ópera que a coleção divulga é uma cultura antiquada, esnobe e dispensável.

      Ver o espetáculo ao vivo seria sempre a primeira opção, mas isso é muito difícil no Brasil. A segunda opção seria ver em vídeo – não é difícil comprar DVD pela internet. CD é a última opção, afinal sem a cena a ópera perde 80% da graça. É mais importante até do que ter o texto à mão.

      Uma coleção de ópera em CD seria mais útil para quem já conhece as óperas, e quer uma nova gravação. Neste caso, gravações ruins, como algumas dessa coleção, não atraem.

      Responder
  19. luis carlos 10/03/2011 em 11:28 am

    Discordo com o Sr. Egg, não propriamente quanto à sua crítica musical, pode estar correta quanto à qualidade das gravações, regência, interpretes, etc., etc. No entanto, ele não leva em conta o aspecto mais importante que é o fato de existir uma coleção das principais óperas disponíveis em bancas de jornais a um preço acessível pelo menos à grande maioria das pessoas que compram jornais. Mais importante que as gravações (que ele julga ruins) estão os libretos que fazem com que uma pessoa comum tenha acesso ao que está sendo interpretado, bem como a história de como a ópera evoluiu. Essa polêmica me lembra – muito – a questão daqueles que são especialistas em vinhos, estes ao tomar uma taça, avaliam cor, luz, safra, aromas furtivos e amaderados com toques de amêndoas, e outros coisas mais que pouco dizem ao cidadão comum, podem gastar centanas de dolares nisso; já a grande maioria, quanto tomam vinhos, na maior parte das vezes querem apenas estar junto de amigos, pouco se importando se o vinho tem toques amaderados ou não. Essa coleção é isso: divertimento. Quem dera outras iniciativas como essa existissem. Ademais, alguém já ouvi falar de grandes vinhos comercializados na esquina de casa a exemplo dessas óperas nas bancas de jornais?

    Responder
    • André Egg 11/03/2011 em 5:31 pm

      O supermercados vendem vinhos muito bons a preço próximo dos CD’s desta coleção. A principal diferença é que o vinho acaba rápido – uma gravação pode ficar até para a próxima geração e ser fruída por várias pessoas.

      Mas acho que a comparação entre óperas e vinhos é boa – ambas tem um certo ar aristocrático que serve para o conhecedor se achar melhor que os outros.

      Responder
  20. Juliana 10/03/2011 em 7:42 pm

    Olá
    Não entendo nada de opera, mas acho lindo e meus ouvidos apreciam. Quando ouvi Carmen na propaganda da folha no Telecine, fui atras para saber melhor sobre essa coleção, estava interessada em comprar, mas depois de ler todas essas criticas desisti na hora rs.
    Achei interessante a coleção da folha e as operas que tem nela e gostaria de comprar, mas não faço ideia de onde acho algo de primeira, e som de qualidade.
    E queria perguntar, alguém aqui se lembra da coleção Tenores da Caras (com josé carreras, plácido domingo e luciano pavarotti e convidados), meu pai tem, coloquei pra ouvir e a gravação/ audio é simplesmente horrível, acredito que opera realmente não é assim. E fiquei muito interessada na Carmen do vídeo postado pelo André, onde acho essa opera para comprar, de boa qualidade claro??
    beijos

    Responder
    • André Egg 11/03/2011 em 5:13 pm

      O vídeo é de uma coleção que saiu em banca também, chamada DVD ópera. Capaz de achar em sebo.

      Responder
  21. Pingback: Últimas | Um drible nas certezas

  22. Lúcia Martins 13/03/2011 em 12:15 am

    André
    Você é conhecedor de ópera, de regentes de orquestra, mas a maioria das pessoas não é. No meu caso, selecionei algumas que gostaria de comprar, porque venho tentando obte-las (em especial óperas de Mozart, como a Flauta Mágica e as Bodas de Fígaro,e as de Wagner), mas já havia desistido, por serem muito caras. Então, para os apreciadores de música clássica e que desejam conhece-la mais, essa coleção da Folha, está sendo uma ótima oportunidade. Comecei comprando a Flauta Mágica, achei as vozes maravilhosas..e estou procurando seguí-la na língua original, aravés do livreto.
    Desculpe, mas acho que é uma grande oportunidade para muitos de apurar seus ouvidos e conhecer esse gênero maravilhoso de música, tão distante do público.
    Depois, quem sabe, estaremos em condições de comparar, criticar e exigir mais e mais…Por enquanto, estou achando uma ótima idéia e estou curtindo.

    Responder
  23. Lúcia Martins 13/03/2011 em 8:33 am

    Não considero a ópera como cultura indispensável, mas não podemos dizer que é ultrapassada, por pertencer a uma determinada época. A meu ver, a ópera reune elementos que permanecem no tempo, superando todos os modismos.É resultado de um trabalho de grandes compositores que levavam sua genialidade ao público, através das dramatizações que a tornavam acessível à maioria das pessoas.
    No meu caso, desde criança via meu avô comprando LPS dos grandes compositores para ouvi-las e ele está longe de ser uma pessoa esnobe. Apenas amava as belas vozes e as grandes óperas e nos contava seus enredos.
    Há vários referenciais que levam uma pessoa a gostar de óperas, não só o fato de ser mais divulgada ou estar com um preço mais em conta :-)

    Responder
    • André Egg 18/03/2011 em 8:56 am

      Concordo com você. Ouvir óperas não é esnobe. Gostar de óperas também não. Esnobe é achar que todos têm que fazer isso. Também acho que as coleções são boas, são uma divulgação, tornam acessível etc. E você está fazendo o que deve ser feito com essa coleção da Folha – escolhando e comprando o que interessa a você. A qualidade das gravações é desigual, não acho que a coleção toda valha a pena, nem acho que deva ser toda jogada no lixo.

      Só acho que a Folha precisa melhorar alguns aspectos.

      Responder
  24. Raquel 16/03/2011 em 5:50 pm

    Respeito muito à opinão dos mais entendidos em ópera e música erudita, mas lamento muito ao ler esses comentários todos, pois percebo que muitos estão apenas preocupados com a qualidade das gravaçoes ou com as intenções comerciais da Folha. Mas não vejo ninguém considerar que ouvir Maria Callas, seja na qualidade de gravação que for, não deixa de ser Maria callas. Qualidades técnicas à parte, gostaria de ouvir alguém escrever que SENTIU a ópera, que se ARREPIOU num determinado trecho, enfim, a coleção é uma ótima oportunidade para alguém fechar os olhos e prestar a atenção na MÚSIca e na INTERPRETAÇÃO. Mas, pelo visto, a coleção está sendo comprada apenas por técnicos. Paciência!

    Responder
  25. micaela 18/03/2011 em 2:43 pm

    pois é, na tv tava bem bom o som, quando passei pro computador ficou ruim tudo meio xiado sei la.
    mas essa história de interpretação germanica x francesa… ai já nem tenho conhecimento em ópera pra opinar. E tambem tem outra coisa cada um interpreta com o tipo de sua cultura…coisa que vc como historiador deveria saber.
    “coisa de musica militar alemã” ham…

    muita técnica atrapalha o desfrutar das artes as vezes…
    Para ouvi-la é muito bom ser ignorante!

    Responder
  26. micaela 18/03/2011 em 2:52 pm

    nossa eu nao tinha lido essa parte: “Para não dizer que é total e absolutamente irrelevante, a coleção tem o Guarani que eu já mencionei, com bom regente, difícil de achar em gravação comercial. O Debussy e o Strauss, para não dizer que a música acabou antes de 1900.”

    e li de novo: “…para não dizer que a música acabou antes de 1900.”
    Agora percebo q nem adianta discutir, vc é o típico cara chato q gosta de ópera!
    como pode dizer isso??!

    Responder
  27. Thomaz 19/03/2011 em 5:12 pm

    Raquel, eu concordo com você. A voz da Maria Callas, a musicalidade de Verdi, as árias de Mozart, são coisas que, para mim, não tem preço. As sinto profundamente, assim como me toca o lirismo de Vinícius de Moraes e a profundidade poética de Carlos Nejar. Contudo, trata-se de um interesse subjetivo que, enfim, quando tratamos a coleção de modo geral, não serve como justificativa. Tem gente que vai a um estádio de futebol, fecha os olhos e sente-se bem, sente a torcida, a gritaria e todo o auê, mas mesmo que me digam isso, a forma como o estádio vai ser sentida por mim é uma antítese de maior grau. Dessa forma, para mim, a coleção vale muito mais que o sentimento subjetivo.

    Alguns caros acima demonstram seu apreço pela difusão cultural, aspecto que também considero o mais relevante. Essa mesma coleção, quando lançada pela primeira vez, dois anos antes, custava R$ 34,90 cada fascículo. É mais que o dobro. Não se trata de análise técnica, mas de pensar que a coleção é muito mais do que ela significa subjetivamente pra alguém. Eu não gosto de todas as óperas da coleção, de todos os regentes, sopranos, contra-tenores, mas não é isso que me faz comprar ou não.

    Quanto ao comentário do André Egg: “O tipo de ópera que a coleção divulga é uma cultura antiquada, esnobe e dispensável”, eu lhe retorno dizendo que o comentário é o mesmo. É extremamente preconceituoso. Não há, ao menos para mim, cultura, vertente cultural que seja dispensável. Não existe cultura boa ou ruim, mas cada um tem o direito de optar pelo que lhe interessa. Cultura é muito mais do que “de elite” ou “do povo”, do que “relevante” ou “antiquada”. Você até havia citado Mario de Andrade acima, mas não achei cabível. Mario de Andrade criticava as óperas numa época de apogeu na sociedade paulistana. Ópera hoje em dia está esquecida no Brasil. É bom resgatar de vez em quando o que já foi muito batido um dia. Faz parte do ciclo.

    Responder
    • bernardo baethgen 15/04/2011 em 10:27 am

      andre, voce pode, se quiser, comprar a coleçao de cds da folha, porque ela nao e esse horror que foi pintado nao. claro que gravaçoes antigas e algumas ao vivo, tem uma qualidade menor, porem a interpretaçao e o espirito estao ali intactos. a la boheme com jussi björling, victoria de los angeles e robert merril, sob a batuta de sir thomas beecham e um verdadeiro tesouro! tenho a la boheme com karajan, pavarotti e freni e essa da coleçao. ambas sao maravilhosas! o eugene oneguin e barbaro, realmente russo 100% e o barbiere e uma curiosidade: de los angeles como rosina pela primeira vez. o primeiro ato esta praticamente na integra – incluindo o personagem abroggio, frequentemente omitido ( inclusive na grande gravaçao da opera com callas, alva e gobbi). quanto ao tristan und isolde…nao e mais musica como diria bruno walter, mas uma experiencia espiritual.

      Responder
    • bernardo baethgen 15/04/2011 em 10:27 am

      concordo absolutamente!

      Responder
  28. madalena ribeiro 20/03/2011 em 11:24 am

    Prezado Prof. André,

    Concordo com seus comentários.
    A coleçáo de óperas da Folha de S.Paulo é ridícula !
    “Carmen” é para se jogar no lixo !

    Já teve a oportunidade de verificar outro lançamento “estranho” que está sendo jogado no mercado?
    Trata-se de uma coleçáo da Deutsche Grammophon.
    Sáo DVDs com gravaçóes muito antigas.
    O primeiro DVD (Madama Butterfly) com Plácido Domingoé um horror…

    Responder
  29. André 20/03/2011 em 3:57 pm

    Eu gostaria de começar uma coleção de óperas, mas prefiro DVDs pela qualidade do áudio 5.1. Vocês têm alguma indicação? Até achei alguma coisa na net, mas o preço é acima do que costumo pagar, porque a maioria dos títulos são importados…

    Responder
    • Thomaz 22/03/2011 em 10:02 pm

      Olha, dificilmente você vai achar CDs ou DVDs de óperas (ainda mais 5.1, Dolby Digital, DTS) por um preço razoável. A Livraria Cultura tem um acervo magnífico de títulos, mas o mínimo que se cobra por um DVD de ópera com as características que você gostaria é R$ 60,00. Muitos chegam a R$ 120,00. Já tive a decepção de estar à procura de títulos na livraria e, na hora de ver os preços, ficaram todos. Mesmo lá fora não se custa pouco, então comprar pelo eBay normalmente não dá muita diferença (diferente de música popular internacional, que importar pelo eBay/Amazon barateia bastante).

      Responder
  30. Paulo Oliveira 21/03/2011 em 7:34 pm

    boa noite Andre Egg
    E qual a sua opinião sobre a coleção Grandes compositores da Abril?

    Responder
  31. Francisco Nery 22/03/2011 em 12:16 pm

    Prezados Senhores da Folha:
    Parabéns por esta brilhante iniciativa, até porque a música clássica não tem fronteiras.
    Seria muito importante a Folha de São Paulo também colocar à disposição do grande público as obras do grande compositor Heitor Villa-Lobos. Entre as suas inúmeras composições está a ópera “Yerma”, inspirada no livro do grande escritor espanhol Garcia Lorca. Se não há gravação em CD e DVD desta ópera, seria muito importante fazê-la para que mais esta obra de Villa-Lobos chegasse ao grande público.
    Conhecer os grandes compositores da música universal deveria fazer parte do currículo escolar desde a infância. A grande música deve estar ao alcance de todos, haja vista as iniciativas de criar orquestras em comunidades carentes. Parabéns aos grandes músicos como o Maestro e Pianista João Carlos Martins que levam às crianças e adolescentes de baixa renda a música clássica.
    A Escola de Samba “VAI-VAI” de São Paulo ganhou o carnaval homenageando João Carlos Martins. Isto vem provar que a música clássica “dá samba” e que o povo só não gosta porque não conhece.
    Muito Obrigado, Folha de São Paulo!!!
    Francisco Nery

    Responder
  32. bernardo baethgen 22/03/2011 em 6:54 pm

    desculpe, mas nao concordo. quanto a qualidade do som? claro! essa gravaçao ainda segue um old mood que hoje nao e muito apreciado. outra coisa. a ediçao da carmen de karajan e ainda a ediçao choudens, de ernest giraud, amigo de bizet que praticamente re-escreveu a opera para tentar salva-la do fracasso. a ediçao critica de fritz oezer do final dos anos 60 recupera a feiçao original, o que bizet realmente escreveu. uma gravaçao excelente e a com berganza e domingo sob a batuta de abbado, de 1977.
    mas a coleçao e um meio de tornar um filao da arte mais conhecido, acessivel ao publico. ha verdadeiros tesouros fonograficos. la traviata com a callas, a propria flauta magica, fidelio e la boheme com de los angeles sao ainda verdadeiros mitos de estudio. basta ouvi-las para ver o requinte com que foram preparadas e gravadas. o tristan und isolde com furtwängler e uma gloria do genero! a die walkürie com martha mödl e leonie rysanek, tambem com furtwängler ate hoje e dificil de ser superada.
    outra coisa. imagino que voce nao conheça o pelleas de karajan com von stade e richard stiwell. ali voce pode imaginar como a filarmonica de berlin toca “mal” debussy.
    o il guarany e muito bom. pena que a ediçao utilizada omite o ballabille do terceiro ato. john neschling rege muito bem, mas prefiro a regencia de santiago guerra, um maestro espanhol radicado no brasil que realizou uma grande gravaçao de il guarany no inicio dos anos 70. ela pega fogo.

    Responder
  33. Alexandre Ray 23/03/2011 em 2:20 pm

    Parabéns pela crítica. Concordo que a coleção engrandece o conhecimento cultural musical da população. Atualmente este anda péssimo, seja pela difusão maciça de lixo musical composto pelas piores amostras de funk carioca, pagode, sertanejo, aché babá e techno internacional ou pela falta de educação musical. Porém, a gravação é péssima, repleta de ruído de fundo, baixa dinâmica, soundstage limitado com imagem sonora frontal com ruim distinção de instrumentos, parece até mono! Não dá prá escutar.

    Responder
  34. Pereira 11/04/2011 em 9:54 pm

    Dois homens olham pela janela. Um vê a lama. Outro as ESTRELAS.

    Responder
  35. Macaco do Absurdo 26/04/2011 em 11:04 pm

    Eu gostei e eu não gostei…simples e complexo…nada de mais…e tudo de menos.quanta briga……..quanta nobreza e pobreza…(saco plástico voando…solto no ar).bem…(eu gostei). fim…

    Responder
  36. Danilo del Monte 01/05/2011 em 11:20 pm

    Olá.
    Também me decepcionei com as gravações e a qualidade do material da Folha, estou deixando de comprar a coleção e concordo com grande parte do seu raciocínio. Mas, dizer que os primeiros seis volumes são manjados, peraí, amigo.. Ainda mais pela Flauta Mágica. Não se questiona Mozart jamais. Faltou muita coisa, sim, mas esses seis primeiros volumes tinham que entrar de qualquer maneira. A crítica a se fazer não é essa.

    Responder
  37. Andrea Fu 04/05/2011 em 8:20 pm

    Senti o mesmo André. Não li todos os comentários, mas o fato do povo primitivo brasileiro ser carente de cultura erudita nos faz ter como colaborador cultural este lixo que é feito para a venda e não para a apreciação.

    Que infelicidade isto.

    Mas, em uma coisa devo ir contra ao seu pensamento: O fato de termos obras “clichês” – entre aspas porque eu não usaria esta palavra, apesar de não ter outra no momento – não significa que não deveríamos ouvi-las. Como estudante e profissional de sonoplastia, acredito que estas obras são importantes, tanto para nós profissionais da área como uma referência, como para todos os outros habitantes do mundo como conhecimento musical (e aceito o mesmo raciocínio para livros, história política, social, etc).

    Gosto da idéia de disseminar de forma barata. É ruim, eles lucram com isto, sim, verdade, mas muita gente que não conhecia, pode conhecer. Conheço quem nunca tinha ouvido até esta coleção surgir. Infelizmente não dá para ouvir com uma ótima percepção de sons e timbres, mas, como dizem alguns amigos: melhor ouvir isto, deste jeito, do que ouvir funk carioca.

    Resumindo, é ruim, mas é melhor que nada, principalmente para o nosso povo, carente de vontades culturais.

    Responder
  38. Leandro 12/06/2011 em 8:07 pm

    Uma filarmônica é sempre melhor que uma sinfônica? Não deveria ser o contrário, já que a sinfônica é “governamental” ?

    Responder
  39. Jadson Buarque 16/06/2011 em 11:56 am

    Gosto de Música e fiquei muito interssado na coleção da folha. Infelizmente qui em Alagoas não temos muito acesso a esse tipo de cd. A coleção da folha me apreceu uma ótima oportunidade paara ter esses títulos. Infelizmente, por aqui a coleção parou de circular no nº 8, e mesmo assim era venida por quase o dobro do preço anunciado. Comprei até o nº 15 pela internet po rum preço acessível, mas quando fui comprar o terceiro lote (a partir do 16) tive a surpresa de que o frete havia subido para um preço que quase dobra o valor do livro. Parece que não vai ser dessa vez que terei acesso às outras óperas.

    Responder
  40. Adaill 21/06/2011 em 7:35 pm

    Esse cara não está com nada e está prosa. O pior é isso, ele está prosa. A única coisa que posso fazer é rir de sua petulância e de sua pobreza de espírito. Esse cara é só alguém que tenta não ser nada, a não ser simples toques digitais, mascarados e impensados; produzidos numa sala climatizada e irrelevante no seu mundo inútil e descartável.

    Responder
  41. Tânia 26/06/2011 em 10:41 pm

    Amei a colecao Folha!! Principalmente por ter traducao, hehe. Agora eu sei o que se canta. O lado teatral da opera me atrai muito. Acabei de chegar de Madri e lá assisti um musical baseado na Opera Carmen.
    E como já tinha conhecido Carmen atraves da colecao Folha, pude apreciar e me deliciar com o show.

    Responder
  42. Eduardo 28/06/2011 em 5:20 pm

    Realmente, é muita ignorância sua André dizer isto. Esta coleção da folha é fantástica, porque não só nos dá gravações históricas, como a oportunidade de ler os librettos de cada uma das óperas e entender seus enredos! Desculpe, mas eu tive que escutar 123 gravações de Jeux d’Eau para interpretá-lo com melhor acurácia possível. A única gravação que realmente representa a peça em sua completude seria uma de 1936, que nem stereo é! É uma gravação história, de excelente valor musical. O que vale aqui, nesta coleção, não seriam as qualidades que fazem de você um tecnólogo ilusório, mas sim das extremas qualidades musicais existentes nas gravações, e nas oportunidades de entendimento evidenciadas por esta coleção da Folha.

    Responder
  43. Fabio 04/07/2011 em 6:37 pm

    Não concordo … Em um país em que uma gravação de ópera ultrapassa muitas vezes os R$ 100,00 , a iniciativa da Folha é primorosa …
    Existem números ruins , é claro … mas outros que estão realmente de parabéns …

    Ademais , se quer realmente ser crítico de arte , cuidado com o palavreado

    Responder
  44. Gomes 04/07/2011 em 10:40 pm

    Veja bem, nem todos os volumes estão com a má qualidade do primeiro e alguns outros volumes. Sua observação pode até estar correta, mas acredito que a Folha faz um ótimo trabalho em publicar obras tão sublimes da ópera. Acredito que quando há uma publicação que seja tão importante quanto à boa música, não temos nada a criticar, independente se ela é ruim ou não, pois do jeito que está à música hoje em dia, temos que agradecer ao máximo, aqueles que oferecem trabalhos como estes.

    Responder
  45. felipe 27/07/2011 em 3:56 pm

    ANDRÉ EGG,
    sou completamente excluido do mundo da opera, mas tenho interesse em conhece-lo.Quando me deparei com a coleção achei bastante interessante, ainda mais por trazer a tradução e a letra original, até agora, quando li o depoimento de quem entende do assunto.Você disse que nem todas estão ruins, quais volumes você recomendaria que eu, um completo ignorante nessa area, comprasse para conhecer e aprender um pouco?Alem disso, vc tem alguma outra coleção desse estilo para indicar?
    abraço.

    Responder
  46. Ricardo 02/08/2011 em 12:28 am

    Bem, estamos no nº 23 da coleção e posso dizer que algumas gravações estão muito boas, como o Tito Manlio, de Vivaldi (nº 12). Como tenho todas as óperas dessa coleção em gravações digitais modernas, para mim, o melhor é conhecer gravações históricas com regentes e cantores consagrados. Por exemplo, Victoria de Los Angeles eu só conhecia através do Youtube. Iniciantes no mundo da ópera poderão se decepcionar com algumas gravações mono, que somente irão deleitar os já aficionados. Ainda que fosse apenas o libreto original e sua tradução, a coleção valeria a pena.

    Responder
  47. Gisele 01/09/2011 em 3:22 pm

    Acredito que todas as opiniões aqui são válidas,tenho para mim que a intenção da FOLHA era das melhores quando colocou essa coleção na bancas,é claro que pelo preço não poderiamos esperar nada muito melhor,e essa é a realidade dura e crua,sem dinheiro não da para comprar bons livros,aliás sem dinheiro você não vai nem até a biblioteca pública da sua cidade,porque não terá dinheiro para pagar a passagem de ônibus,quando eu for rica irei pessaolmente ao melhores teatros do Brasil e de São Paulo,e ai poderei dizer se concordo com o André a respeito da qualidade das obras,mas enquanto esse dia não chega vou ouvindo meu CD de AIDA no meu dvd player(véinho) mesmo.

    Responder
  48. Beto Brandão 15/09/2011 em 9:11 am

    Eu comprei a coleção completa do Folha Clássicos do Jazz pra entender esse estilo.. e apesar de NÃO SER BARATO, fiquei meio decepcionado com um monte de gravações ao vivo… preferia ter as originais de estúdio. Sei lá.. eu não entendo nada de Jazz, mas acho q quem entende iria perceber que as escolha de repertório também não foram as melhores… parece q eles pegam os entulhos dos catálogos das gravadoras e compilam.

    Responder
  49. antonio carlos motta 19/09/2011 em 4:24 pm

    eu duvido que o sr.tenha ouvido wozzeck,com todo conhecimento de serialismo que se faz necessario.citar nomes,e falar.é facil.
    como na terra que so se escuta jobim( achando que ele seja um genio,ou heitor villa-lobos,como se fosse revolucionario) é absurdo.O guarani é muito ruim.e nossa musica popular ou “erudita” é muito fraca.

    nao vou discutir a qualidade de gravacoes,para quem nao conhece nem outras importantes de mozart a fundo.que tal o quarteto de cordas kv 428 ou kv 465 para quem ouvw luan santana.

    eu penso que o tom jobim é melhor que se colocar para ouvir nas radios,e muito inferior do que se imagina

    Responder
  50. Linhares 30/09/2011 em 11:23 am

    Após ler eesa crítica do André Egg, fiquei chocado.

    – Ele “imagina” como seria uma negociação dos executivos da Folha com gravadoras europeias… Coitado.

    – Ele diz que Karajan só serve para reger marchinhas militares alemãs e que os alemães “não ligam” para os timbres, só os franceses seriam bons orquestradores. Pobrezinho, ele deve achar que Richard Strauss (austríaco) não era um bom orquestrador… Essas opiniões preconceituosas, simplistas e ostensivamente estúpidas, por si só, já tornariam a sua crítica mais nociva e desinformativa ao público em geral do que a suposta má qualidade da coleção.

    – Ele acha um absurdo que uma coleção intitulada “Grandes Óperas” só traga as óperas “manjadas”. Essa opinião, além de arrogante, também é bem estúpida. O nome da coleção é “Grandes Óperas”, e não “As Óperas Preferidas de André Egg”. Alguém, por favor, diga a esse pobre rapaz que as obras brasileiras que ele citou NÃO são “grandes óperas”. Particularmente a Menina das Nuvens, de Villa-Lobos, é uma porcaria.

    – Ele mostra uma preocupação com aquele ouvinte desavisado que, ao comprar gravações ruins, perderia o interesse por óperas. Na verdade, eu não acho que essa preocupação seja sincera. É bem evidente que o Sr. Egg quis escrever essa crítica apenas para se gabar de seu conhecimento de obras brasileiras e modernas. Não que ele precise conhecer algo de fato, sabendo citar vários nomes ele já fez bonito. É chique citar várias óperas nacionais e outras de vanguarda, o rapaz posa de inteligente, descolado e patriota. E ainda afeta indignação pelo fato de essas óperas não estarem na coleção da Folha… Dai-me paciência.

    Uma pessoa que compra uma ópera na banca e não lê as “letras miúdas” (que nem tão miúdas são), não merece mesmo gostar da coisa. É óbvio que a proposta da coleção é apresentar gravações históricas, basta um mínimo de atenção para perceber isso. E as gravações são, tecnicamente, melhores do que eu esperava. Gostei particularmente da Eugene Onegin com a magnífica soprano russa Galina Vishnevskaya, e da La Traviata com a lendária Maria Callas. A gravação de Tristão e Isolda, com Furtwängler, é uma referência.

    Quem sabe? André Egg poderia lançar a sua própria coleção, mas dessa vez “fazendo direito”, melhor que a Folha! Basta negociar duro com as gravadoras, lançar umas 25 óperas do século XX em gravações modernas de alta definição com artistas consagrados, por menos de 15 reais cada. Tenho certeza de que será um sucesso!

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    • Jota 07/10/2011 em 5:18 am

      Linhares, ele lançaria uma coleção de BlueRay

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  51. Marinilson Claudio 15/10/2011 em 1:25 am

    Estimado André.
    Paz e Bem!!!
    Reconheço que deve ser muito difícil ser perfeito, como voce é.
    Como Músico, historiador, professor de ensino superior e crítico musical voce chega bem perto à perfeição.
    Contudo, como escreveu o poeta, dar e receber são necessidades mútuas.
    Eu fui Menino-Cantor no Coral conhecido como Canarinhos de Petrópolis.
    Amo música como amo estar vivo.
    Realmente quando ouvi o primeiro CD, percebi que a qualidade sonora não era das melhores.
    Contudo, ao ler ser artigo, quase fiquei envergonhado de ter comprado a coleção.
    Eu estudei com os maiores nomes da música deste mundo.
    Infelizmente não tive condições de nascer à época em que voce está a lecionar.
    Aprenderia muito contigo.
    De todo meu tempo como cantor, regente e Maestro, possuo apenas 20 discos e alguns CD’s.
    Resolvi comprar a coleção para dar de presente aos meus alunos.
    Trabalhei muito na Baixada Fluminense, com coros comunitários e orquestras criadas pela própria comunidade ( jamais aceitei trabalhos em projetos políticos).
    Montei inúmeras árias destas grandes óperas com pessoas que o único palco que elas conhecem são os altares das igrejas, as quais elas pertencem.
    Ainda assim, vi faxineiras cantarem La Seguidilla, que fariam Maria Ewing se emocionarem tamanha perfeição. Açougueiros e até mesmo colegas teus de profissão cantarem árias magníficas, como se fossem Caruso e Gigli, encarnados. Mas sei que voce reprovaria…
    André, um colega nosso, contemporâneo, escreveu que a arte deve nos apontar uma resposta, mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar. Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
    Eu penso que voce possui a melhor das intenções em nos proteger dos ” executivos da Publifolha”.
    Contudo, achei que voce “pegou pesado” demais, generalizando a todos como ignorantes.
    Como na canção de nosso outro contemporâneo, Chico: … E na gente deu o hábito
    De caminhar pelas trevas, De murmurar entre as pregas, De tirar leite das pedras, De ver o tempo correr…
    Muito mais do que achar que fui enganado por um Empresa, é perceber que voce não se importa com aqueles, que não possuem outra forma de estudar e apreciar esta arte, pela maneira ainda cara demais para muitos deles, acredite!!!
    Sempre quando estou a ensaiá-los, digo que eles devem cantar em seus toscos ambientes de apresentação, da mesma maneira como se estivessem a cantar no Royal Opera House de Londres e estivessem sendo regidos por Karajan.
    Fico a imaginar suas críticas após assistí-los em uma apresentação na comunidade…
    Que bom, que Músicos, historiadores, professores de ensino superior e críticos musicais como voce, não se envolve com gente, que “passa vergonha e são enganados por um produto sem valor”.
    Ah!!! Já ia me esquecendo… Zubin Mehta classificou os mesmos “ignorantes”, a quem eu presenteei com a coleção, de magníficos e disse mais ainda, que qualquer iniciativa que faça chegar música de qualidade para todos, é a melhor maneira de não deixar a música morrer.
    Aceite meu fraterno abraço.

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  52. Marly Duarte 19/10/2011 em 10:07 pm

    Grande Zubin Mehta!
    Mas… André Egg, prepotencia não leva a lugar algum. Acho sim, a qualidade mais ou menos (por ser antiga), porém, se a boa música está sendo divulgada, em lugar dos “lixos musicais” que temos por aí, é sim, muito válido.

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  53. Rubens 28/01/2012 em 2:37 pm

    Que absurdo de matéria! Essa coleção da Folha é de uma qualidade invulgar. Comecemos com os librettos de excelente qualidade que auxiliam muito a ouvir a ópera.

    As gravações em sua maioria são magistrais, destaco: Fidelio, La Bohéme, La Traviata, Barbeiro de Sevilha, O Guarani, Eugene Oneguin, Lucia Di Lammermoor, João e Maria, La Gioconda, O Elixir do Amor, Tristão e Isolda, Pelléas e Melisande, Rinaldo, Fausto e Manon.

    Os únicos embustes são: Norma e Carmen, a primeira porque é um dia ruim da Caballé e a segunda pela orquestra, ainda que os interpretes sejam de qualidade.

    A coleção é muito boa, e a critica do André Egg é completamente infundada dado a qualidade das gravações.

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  54. Michelle 28/01/2012 em 8:47 pm

    olha eu tenho 12anos e eu adoro opera eu ate sei cantar um pouco eu nasci em torino e sei fala e canta em italiano entao estou a procura de uma escola de canto se voces souberem me avisem ;)

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  55. Érica de Paula Santos Carvalho 26/04/2012 em 7:22 pm

    Ola! Andre li o sua critica sobre a coleção da folha fiquei feliz e desapontada, feliz por saber que a coleção era uma bosta, triste porque sempre quiz saber mais sobre óperas mas é muito dificil achar algum material tanto para ouvir quanto para ler.
    Se não fosse te encomodar você poderia me indicar onde eu encontro muito obrigada.

    Responder

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