Confissões de um evangélico progressista
por André Tadeu de Oliveira * – Nasci em um lar religiosamente misto. Meu pai, um típico católico-romano brasileiro, cuja religiosidade não passava de uma confissão meramente teórica, nunca se importou com assuntos relativos à espiritualidade. Mamãe, já falecida, era completamente o oposto. Metodista fervorosa, sempre me atraiu com sua fé e compromisso para com o próximo. Ao contrário de várias pessoas religiosas, não era moralista ou repressora, sempre exibindo um sincero e cativante sorriso.
Guiado por sua influência, optei pelo cristianismo protestante como expressão de fé. Lembro-me como se fosse hoje a suprema alegria que tomava conta de meu ser ao se aproximar o dia de domingo. A celebração litúrgica daquela igreja metodista tradicional, meus amiguinhos de escola dominical, a garota bonita que se sentava a meu lado durante os cultos, tudo isso me enlevava.
Sei que é complicado escrever este tipo de depoimento em um blog freqüentado, majoritariamente, por pessoas céticas. Mas, além deste fator social, sentia uma forte presença de Deus em minha vida. Comecei a devorar as páginas da Bíblia Sagrada e de livros teológicos das mais variadas matizes, dos mais conservadores aos mais liberais e iconoclastas.
Por problemas de relacionamento, eu e mamãe mudamos para a Igreja Presbiteriana do mesmo bairro. Sua liturgia era bastante semelhante a nossa antiga congregação metodista. Sentimo-nos em casa. Não posso me queixar da influência benéfica que esta comunidade presbiteriana exerceu sobre minha vida. Sempre gostei de ler, e fazer parte de uma denominação oriunda diretamente da Reforma Religiosa do século XVI foi o fator primordial para que me apaixonasse pela história. Já tinha um bom conhecimento relativo à história eclesiástica desde meus tempos de metodista, mas como calvinista, debrucei-me sobre artigos, livros e tudo que se referisse a vultos como Lutero, Bucer, Zuinglio, Calvino e outros. Independentemente de minhas convicções religiosas, este foi um período de grande crescimento cultural.
No entanto, influenciado pelo crescente fundamentalismo que tomou conta do movimento evangélico brasileiro no início dos anos 90, tornei-me absolutamente dogmático. Aquele antigo adolescente que cultivava uma comunhão íntima com a divindade foi abrindo espaço para uma pessoa moralista, puritana e repressora. A primazia da doutrina sobre a vida ditou minha nova visão de cristianismo. Qualquer pessoa dentro de meu núcleo religioso que pensasse de forma diferente da minha, era estigmatizada, rotulada como herege ou “liberal”. Não culpo o presbiterianismo por esta minha guinada ao conservadorismo. Estávamos vivendo uma época bastante reacionária no contexto secular e religioso. A queda do muro de Berlim, destruindo a ideia de um socialismo imposto de cima para baixo, a eleição de Fernando Collor de Melo para a presidência, o auge das reformas neoliberais em vários países, foram fatores que demonstraram, de forma clara, esta guinada ao espectro da direita. No mundo religioso, a Igreja Católica Romana, sob a liderança do carismático João Paulo II, experimentava um fechamento teológico e ideológico muito grande, haja vista a grande perseguição movida contra os teólogos da libertação. No protestantismo, a direita religiosa estadunidense, representada, politicamente, pela tristemente famosa “Maioria Moral”, fazia discípulos por todo o mundo. A famigerada igreja eletrônica, com seus missionários bem nutridos invadia as bandas do continente sul-americano.
Enfim, quase me tornei um fundamentalista, com direito a defender o chamado criacionismo cientifico e tudo mais. Só não poderia ser classificado completamente como tal porque, a despeito de meu forte conservadorismo e dogmatismo em várias áreas, politicamente tinha ideias próximas à esquerda, fazendo campanha nas eleições de 89 para o candidato Luis Inácio Lula da Silva. Ao mesmo tempo em que nutria asco por homossexuais e defensores do aborto, também condenava de forma veemente a elevada desigualdade social em nosso país. Seria um paradoxo defender ao mesmo tempo duas posturas antagônicas? Agora, creio que sim. Mas, assumo, eu era uma pessoa absolutamente paradoxal.
Mas como religiosidade é algo bem superior a meras formulações doutrinárias, recitação de catecismos e confissões de fé, aquela fé, anteriormente viva, agora presa dentro de estreitas doutrinas, foi gradativamente morrendo, até chegar ao ponto de não passar de uma mera ideologia de grupo.
Neste período, entrei para o curso de jornalismo. O contato direto com pensadores como Marx, Sartre, Camus, Foucault, dentre outros(as), levou-me, de forma sutil, a um agnosticismo natural. Tal ceticismo “light” foi solidificado por dois fatores primordiais: a morte de minha mãe, vitimada pelo câncer, e a sensação de liberdade que estava vivendo. Agora, não me preocupava mais com o medo de estar pecando a todo momento. A despeito de meu desprezo para com a religião estabelecida, não consegui trilhar o caminho do completo ateísmo. Sentia que, independentemente das atrocidades cometidas pela e em nome da religião, havia algo maior.
Ao contrário de boa parte dos crentes, não me envergonho de meus anos de incredulidade. Digo mais, este período foi fundamental para formar minha nova forma de ver e praticar meu atual cristianismo. Como bem dizia a filósofa francesa Simone Weil, há uma espécie de ateísmo libertador, que destrói a concepção errônea que nos foi imputada a respeito de Deus, abrindo caminho para que o mesmo se encontre conosco da forma como ele é: puro amor! Juan Luis Segundo, teólogo católico uruguaio e grande expoente da teologia da libertação latino-americana, afirmava: “O pecado não reside em não crer em Deus, mas em ter uma ideia errônea sobre o mesmo”. Posso dizer que o puritanismo moldou em minha mente uma ideia equivocada de Deus, impedindo, portanto, que retomasse aquela antiga comunhão com o totalmente Outro. Dessa forma, o agnosticismo foi essencial para que minha fé se tornasse viva.

-- Pastor reformado discursa em Genebra, nas comemorações dos 500 anos de nascimento de João Calvino (2009) --
Após este período, tive uma experiência mística. Novamente, peço que me perdoem. Podem até rir, mas, agora, falo como crente: esta experiência foi o ápice daquele processo iniciado nos tempos de árduos debates filosóficos e existenciais. Acabei retornando à fé cristã.
Mas, como continuar vivendo esta nova fé em uma estrutura eclesiástica absolutamente repressora, majoritariamente avessa às novas ideias por mim defendidas e vivenciadas? Após exaustiva procura, tornei-me membro de outra Igreja Presbiteriana; na verdade, outra denominação integrante da imensa família de igrejas reformadas. A despeito de algumas divergências, pelo menos minha forma de pensar tornou-se respeitada. Não serei excomungado por defender uma doutrina considerada pouco ortodoxa.
Agora, estou concluindo meu curso de Teologia em uma prestigiosa universidade paulistana. Além do pastorado, pretendo dedicar-me à vida acadêmica. Acredito que, mesmo com minhas claras limitações, tenho com o que contribuir nesta multifacetada Igreja Evangélica Brasileira. Dentre algumas contribuições, tenho como meta o combate a qualquer tipo de fundamentalismo, moralismo e exclusivismo, verdadeiras pragas que desvirtuam a real função da igreja cristã, que consiste em servir a Deus e ao próximo.
Abaixo, gostaria de me ater, brevemente, em um item que considero fundamental para uma igreja não neurótica, espiritualmente saudável, socialmente libertária e relevante.
Uma ética cristã solidária e não repressiva
Para parcela significativa das pessoas, o cristianismo é caracterizado como sendo uma religião legalista e repressora. No Brasil, o mundo evangélico, especificamente, é conhecido como o universo onde quase nada é permitido. Trata-se da religião do “ é proibido”. Não bastando, devido à forte influência do pensamento burguês dentro do cristianismo institucionalizado, esta ética é marcantemente individualista, exercendo pouca influência nos movimentos em prol da justiça, liberdade e igualdade.
As características acima descritas provam o quanto a religião cristã se distanciou da ética estabelecida por Jesus Cristo e os escritos apostólicos. Na Epístola de São Tiago, encontramos a seguinte citação: “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer de dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só é morta” (Tiago: 2-14 a 17 Almeida Atualizada). Vemos nesse texto o aspecto primordial da verdadeira ética cristã, a solidariedade que se converte em atos.
É um erro crasso fazer da Bíblia um manual com regras rígidas a serem seguidas. A época e o contexto social eram completamente estranhos aos dias atuais. Querer aplicar leis e mandamentos direcionados explicitamente ao povo do antigo Israel, como as várias recomendações contidas no livro de Levítico, é um grande disparate. Karl Barth, grande teólogo reformado do século passado, com notória sabedoria, afirmou: “A Sagrada Escritura recusa-se a ser transformada em código de regras; e é errado usá-la como tal”. Assim sendo, qual seria o papel da Bíblia na formulação de uma ética solidária e não repressiva? Digo que total, pois o cerne do cristianismo reside no fato de se viver para Deus e para o próximo. Desta forma, não são várias prescrições legais que devam ser aplicadas, mas sim o conceito fundamental de amor ao próximo.
Para uma melhor compreensão do tema, permitam-me citar a opinião de Michael Keeling, deão da Faculdade de Teologia e professor de ética cristã da Universidade de St. Andrews, Edimburgo, Escócia, a respeito de um delicado ponto na história do pensamento cristão, a sexualidade:
Hoje, uma das exigências quanto á sexualidade é a reafirmação do pacto de amor que ela implica, é a revalorização da fidelidade e da ternura. Visto que nossa civilização estabelece distinção entre sexo e procriação, o pacto de amor exige renúncia a todo o tipo de exploração do outro no relacionamento sexual, e plena humanidade do parceiro sexual. A qualidade do relacionamento humano no encontro sexual é muito mais importante do que qualquer observância legal a respeito; e isto significa redescobrir a sexualidade como possibilidade de mútuo crescimento relacional. Ao lado disso, há questões mais particulares concernentes à sexualidade, como divórcio, mães solteiras, homossexualidade, etc. Vistas do ângulo da ética cristã, elas devem ser tratadas com seriedade pastoral e não com atos de juízo e coerção, em nome de leis morais.
Finalizando esta pequena interpretação do que venha a ser realmente uma ética cristã, recorro ao mesmo Keeling:
Numa palavra, ética cristã é a prática de uma disciplina que visa transformar o eu e o mundo, na perspectiva do Reino. É bem verdade que o cristianismo não tem e não pode ser reduzido a uma teoria social (embora seja inequivocamente a favor da solidariedade humana e contra toda forma de opressão e discriminação). Mas pode-se afirmar sem hesitação que a fé cristã tem conseqüência social, não só em virtude da visão do Reino, mas também pela sua incompatibilidade visceral com qualquer barreira divisória na família humana, como encontramos em Efésios 2,13-14.
* André Tadeu de Oliveira, São Paulo-SP, é jornalista e estudante de Teologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Durante 2010, publicará ainda outros artigos no Amálgama, sobre os evangélicos e a política. [no início do post: cerveja comemorativa aos 500 anos de nascimento de Calvino]
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[...] jornalista e estudante de teologia André Tadeu de Oliveira publica hoje no Amálgama suas “Confissões de um evangélico progressista“. Chegue lá e deixe sua [...]
André, amei seu texto! E vc confirma o que a história me ensinou: em todos os tempos e em todos os segmentos sociais – religiosos, políticos, dentre outros – podemos encontrar pessoas que têm visões ampliadas do mundo social. E que bom saber que irei ler outros textos seus! Abs.
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André Tadeu:
February 17th, 2010 at 12:14 pm
Cara Enoisa Veras.
Muito obrigado por suas palavras. Espero continuar compartilhando minhas idéias com todos vcs.
Abraços
André
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“Ao lado disso, há questões mais particulares concernentes à sexualidade, como divórcio, mães solteiras, homossexualidade, etc. Vistas do ângulo da ética cristã, elas devem ser tratadas com seriedade pastoral e não com atos de juízo e coerção, em nome de leis morais”.
O que é seriedade pastoral?
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carlos anselmo:
February 19th, 2010 at 1:12 pm
pois é, bosco,
todo vez que leio esses textos místicos-religiosos, invariavelmente, me vem a imagem da cobra engolindo o próprio rabo.
essa tal de “seriedade pastoral” tá no mesmo rumo da circularidade.
que coisa, hein?
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Xará,
fiquei muito feliz de ver este texto, pois tenho, em vários aspectos uma trajetória parecida com a tua.
Se você quiser, use meu endereço de e-mail do cadastro, e vamos começar uma conversa, que julgo que só pode ser proveitosa.
E seja muito bem vindo como colunista, pretendo acompanhar sempre os textos.
Mais uma questão para refletir sobre o tema:
Você comenta sobre a fragmentação da ética evangélica no Brasil, creditando a questão à experiência burguesa. Acho que o Brasil tem um complicador maior em relação a Europa ou EUA. Temos um déficit muito grande de senso de comunidade, de pertencimento, de tradição. Nossa experiência de vida social é muito mais fragmentária, em todos os aspectos – religião inclusive.
Grande abraço,
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André Tadeu:
February 17th, 2010 at 12:18 pm
Caro André.
Acabei de entrar em seu site. Realmente nossas histórias são muito parecidas! Veja que coisa, sou membro da denominação onde você foi criado, a Igreja Presbiteriana Independente. E, mesmo com as limitações normais existentes em qualquer instituição humana, principalmente religiosa, sinto nesta organização eclesiástica um clima de relativa liberdade de pensamento.
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Parabens ao Almagama pela iniciativa de abrir espaço para que haja a possibilidade de uma discussaõ clara sobre o papel e o valor da religião na vida dos homens e da sociedade.
Com isso o Amalgama dá um passo bem a frente de muitos meio de comunicação que acreditam que fazem algo bacana sobre o assunto , mas, ao contrário,no final, só propagam fundamentalismo religioso ou fundementalismo ateista.
abs a todos os colaboradores desse sitio
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Que tal um poste de Dom José Policarpo, Edí Macedo, Dom José Cardoso Sobrinho, pastor Jabes de Alencar?
Como disse o léo:
“abrir espaço para que haja a possibilidade de uma discussão clara sobre o papel e o valor da religião na vida dos homens e da sociedade”.
Poderíam postar algo sobre o papel do “cabeça de cúia” na preservação da fé cristã da população ribeirinha do Rio Potí?
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Salve André!
Temos trajetórias de vida muito semelhantes. Já fui fundamentalista (estudei na Liberty University!) e hoje me considero um cristão progressivo. Não sou mais evangélico. Sou liberal tillichiano e bultmaniano mesmo. Compartilho contigo uma fase de ceticismo, (embora em meu caso eu nunca tenha deixado de ser cristão ou de freqüentar a igreja), assim como essa profunda ojeriza pela intolerância religiosa. Também mudei de denominação, partindo da batista e finalmente me situando na Episcopal Anglicana. Parabéns pelo blog!
Abração,
Alex Altorfer
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André Tadeu:
February 17th, 2010 at 7:05 pm
Alex, boa noite.
Obrigado pelas palavras. Praticamente seguimos, atualmente, uma linha teológica bastante próxima. Tillich e Bultmann são fundamentais para uma boa pesquisa teológica. Inclusive, a sua IEAB possui uma das maiores autoridades em Paul Tillich no Brasil, Carlos Calvani.
Porém, no momento, estou um pouco mais ” conservador ” que você (rs), voltando ao velho Barth e sorvendo a visão escatológica de Moltmann.
Abraços
André
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Grande amigo André,
parabéns pelo texto!
É importante mostrar a crentes e não crentes que ser cristão evangélico não é necessariamente sinônimo de fundamentalismo bíblico, obscurantismo dogmático e direitismo político.
Grande abraço.
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[...] o André Tadeu, da Igreja Presbiteriana Independente. E que começa com uma bela confissão de uma fé não-fundamentalista, não-restritiva, [...]
Olá André!
Dentro de sua narrativa de história religiosa vi mais um compromisso com a política clerical do que com a Bíblia. Penso que não houve mudança, apenas mudança de marcos. A história religiosa de um cristão não deve orientar sua fé, antes deve seguir ao contrário. Histórias religiosas são repletas de emoções, influencias, erros e acertos. O Cristianismo deve basear-se em algo mais do que histórias pessoais, diria até: não deve justificar-se a partir delas, pois é Deus quem nos justifica.
Deus o abençoe!
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Grande texto André. Parabéns.
.
O combate ao fundamentalismo é algo fundamental
Mais uma voz clamando do deserto.
Estamos juntos nessa.
Abração.
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Eu comecei assim a muitos anos atrás, até que comecei a perceber que esse Deus cristão, ao qual fui apresentado na minha infância, não passa de uma grande invenção da humanidade. Quanto mais eu o conhecia menor era a minha fé. Quantas vezes confuso, eu, em oração, lhe pedia que aumentasse a minha fé. Até que num belo dia me tonei um ateu. Acabou a confusão.
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Imprimi o texto e vou dá-lo a um amigo evangélico “ultra-neo-pentecostal”.
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André,
gostei do teu texto.
Tenho vivido um pouco dessa “incredulidade”. Como você mesmo disse talvez isso não seja o fim, mas o reinício.
Parece que o “afastamento” ideológico e o “tempo” para a observância de quem já sentiu Deus (digo da forma MENOS religiosa possível) é como se fosse um espaço para Deus agir livremente, livre de ideologias, de mãos humanas e etc. – mesmo que da nossa parte seja inconscientemente -, parece que esperamos uma intervenção daquele Deus Livre a todo momento, mesmo que esse realizar seja contrário ao que nós queremos. Penso que é uma forma de termos bases sociais arraigadas na verdade de Cristo. Já tive experiências com Deus que não me permitiria abrir mão de esperar por um novo tempo baseando-me no cristianismo. Mas no momento a espera e os pensamentos circulam por instituições, verdades, enfim, ações.
Também sou formada em comunicação. Um grande abraço e parabéns pelo texto. Te entendo bem.
Kalyne
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Excelente texto, devo até me arriscar em dizer que o primeiro texto de um evangélico em que prima pelo bom senso. Espero que faça escola.
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Há muito tempo não vejo uma explanação sobre tema religioso tão equilibrada e elucidativa. Senti orgulho de ter um brasileiro com tal capacidade de explicar a sua fé.
Me impressionei tanto que gostaria de pedir ao autor e aos editores deste site a devida autorização para reprodução deste texto em meu blog, com a devida referência a este site.
Obrigado André
Blog de Um Brasileiro
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André Tadeu:
March 13th, 2010 at 9:38 pm
Amigo, boa noite.
Muito obrigado pelos comentários. Fico feliz. Está devidamente autorizado.
Abraços
André
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