Cinema não é apenas belas imagens, ou De como James Cameron foi refilmar Dança com Lobos lá em Pandora
por Juliana Dacoregio – E então fui assistir o onipresente Avatar. Numa sala grande, em 3D, para que a experiência fosse completa. A expectativa era grande, já que no dia do lançamento e nas semanas subseqüentes não se falava sobre outra coisa no Twitter, na TV e em sites especializados. Alguns espectadores chegaram a dividir suas vidas em pré e pós-Avatar, muitos desembolsaram o valor do ingresso mais de uma vez para rever o longa e, como o filme não foi lançado em minha cidade simultaneamente à estréia nacional, uma galera se deslocou quilômetros para não ter de esperar. Críticos e jornalistas exaltaram a tecnologia utilizada no filme e a capacidade do roteirista e diretor James Cameron de criar todo um novo mundo e uma nova linguagem. Ecologistas levantaram a bandeira do filme por sua postura ecologicamente correta e a estilista Glória Coelho chegou a afirmar em entrevista ao canal GNT que depois de assistir Avatar mudou o visual e make das modelos que desfilaram a coleção de outono/inverno.
O longa retrata a trajetória de Jake Sully, um veterano de guerra paraplégico que, por conta da semelhança genética, é escolhido para dar continuidade ao trabalho de seu irmão cientista. Jake é levado a um planeta de fauna e flora exuberantes chamado Pandora, onde vivem também os Na’Vi, uma raça parecida com os humanos. Lá, Jake vê sua vida ser transformada pelo convívio com esses seres e precisa lutar contra os militares e homens de negócios inescrupulosos que querem apenas explorar as riquezas naturais de Pandora.
Não que eu esperasse sair do cinema fisgada pela histeria coletiva que ronda o longa de Cameron. Mas a expectativa de ver algo inovador existia sim. Quinze minutos de projeção bastaram para dissipar a esperança de me tornar mais uma defensora de Avatar. Não pela bela fotografia, não pela explosão de cores ou pelos elementos que saltavam da tela por conta dos óculos 3D. Mas pelo roteiro mesmo. Simplório, requentado, cheio de diálogos pouco inspirados, ou melhor, diálogos para agradar em cheio os consumidores de blockbusters e nada mais.
Tudo bem, a história se passa em uma outra galáxia, um planeta com algumas semelhanças com o nosso, mas com uma vegetação mais viva, animais extravagantes e hominídeos azuis, primitivos em alguns aspectos, porém mais evoluídos que os homens em sua conexão com o ecossistema. Isso é relativamente inovador, mas a Pandora de Cameron não possui a originalidade da Terra média de Tolkien e, em se tratando de criar um novo mundo, não há nada de tão novo assim em Avatar. A tribo dos Na’Vi não passa de uma tribo primitiva africana com algumas diferenças fisiológicas e de aparência. A luta deles contra o “homem branco mau que só se importa em explorar os recursos naturais à exaustão” é nada mais, nada menos que a antiga luta indígena a fim de defender suas terras e seu modo de vida.
Se fosse só isso, talvez o prato requentado fosse mais digerível. Aliás, histórias requentadas existem aos montes no cinema e muitas delas são tão bem contadas que não percebemos ou não nos importamos. Talvez Cameron ficou tão fascinado pela própria criação que esqueceu que cinema não é feito apenas de belas imagens. Sim, suas imagens são magníficas, mas os personagens que trafegam por elas são rasos psicologicamente e quando abrem suas bocas é para cuspir clichês e piadas que provocam risinhos apenas naqueles que já foram ao cinema dispostos a venerarem Avatar como a nova revolução cinematográfica.
O roteiro poderia passar bem melhor sem o romance água-com-açúcar que acaba sendo o mote principal de toda a história. O casal de mocinhos de Avatar não me despertou nenhuma simpatia e o restante dos personagens passa diante de nossos olhos sem chegar a nos cativar. A não ser que você seja um militante do Greenpeace, ficará indiferente à luta dos Na’Vi e seus defensores, justamente pela pouca profundidade emocional e intelectual que os caracteriza. É fácil torcer pelos índios em Dança com Lobos (aliás, pode-se dizer que Avatar é um Dança com Lobos alienígena), mas em Avatar é mais fácil torcer para que o filme acabe logo.


O roteiro é “mais batido, impossivel”, e a comparação com Dança com Lobos é inevitável, mas concordo completamente com a crítica da Ana Al Izdihar, aqui mesmo no Amálgama, em relação à ‘pegada’ do Cameron. Eu fui ao cinema com a certeza de que não iria gostar e quiçá não chegaria ao final do filme, mas saí de lá com a mesma impressão que tiveram os primeiros caras que foram ao cinema, aqueles que saíam correndo toda vez que aparecia um trem em movimento na tela – deslumbrada. Cinema não é apenas belas imagens, mas é também inovação. Os primeiros filmes não tinham roteiro nem imagens bonitas, mas não podem ter sua importância descartada. Os primeiros filmes de terror não são nada aterrorizantes, mas também não podem ser menosprezados. A única coisa que não mudou substancialmente em cem anos de cinema foram os tais romancezinhos água-com-açúcar, na maioria das vezes, intragáveis. Nesses casos, nem tecnologia, nem bom roteiro, nem boa direção resolvem.
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Ju Dacoregio:
July 22nd, 2010 at 7:13 pm
Os primeiros filmes de terror não são aterrorizantes hoje, mas na época eram. Alguns filmes envelhecem bem, outros não. Não sei, talvez eu valorize mesmo mais os roteiros do que as imagens, porque não saí deslumbrada do cinema após ver Avatar. Saí muito irritada na verdade, pois esperava que um filme com tanto investimento em inovação tecnológica não fosse se valer de um roteiro e argumento tão pobres.
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Fui ver Avatar esperando exatamente o que recebi. Um filmo revolucionário do ponto de vista visual e com um enredo fraco. A impressão que tive do filme conversando com os que o assistiram antes de mim foi essa mesmo. As pessoas reaente saíram impactadas do cinema, não pela historia mas sim pelo visual. E isso não desmerece em nada o filme em minha opinião. Não me pareceu que o diretor tenha tido pretensões de ganhar de melhor roteiro original. A historia do homem branco em conflito com o povo indigena inocente vem sen reprsada no cinema há muito tempo, muto antes de Dança com Lobos. Mas nada disso muda o fato de que Avatar é um marco e que mudará a forma de se fazer cinema. Cinema não e só imagem mas é também imagem. A tecnologia apresentada é o futuro da sétima arte. Certamente veremos em pouco tempo filmes como Fita Branca, Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembraças usando as técnicas de Avatar. Na minha opinião Avatar é um filme perfeito para o que se propõe que é ser uma diversão escapistade primeira que nos brinda com uma nova tecnoloia espetacuar. Isto não o faz o melhor filme do ano, mas certamente lhe garante um lugar entre os filmes que são o marco inicinal de uma nova era do cinema.
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Concordo com a resenha. Já havia ouvido muitos falarem que o filme é visualmente bonito e…. só. Dá pra se encantar um pouquinho com a história, mas acabou sendo fraco demais para eu sair de lá com outro pensamento além da baita dor de cabeça que o filme me deu. E que, pelo que ele apresentou, poderia ter sido muito mais curto.
Só valeu pela experiência 3D mesmo.
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Ju Dacoregio:
February 18th, 2010 at 8:36 am
Taize, por mim também só valeu pela experiência em 3D e pelas imagens saltando da tela. Mas o óculos me deu um pouco de dor de cabeça. Espero que o 3D não vire uma constante no cinema.
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Como uma frase do próprio filme eu digo “é difícil encher um copo que está cheio”. Falo como leiga no assunto, mas sai do filme deslumbrada sim, não com as imagens, como a maioria, mas sobre o assunto tratado, a conexão com a natureza que não sabemos aproveitar. E foi essa a mensagem que me fez deslumbrar, realmente imagens lindas, romance mamão com açúcar, mas a ligação com a natureza foi o que me fez parar para pensar. É acho que devo me inscrever no Greenpeace.
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Ju Dacoregio:
February 18th, 2010 at 8:42 am
Meire, talvez eu seja mesmo uma pessoa muito pouco ecológica. Mas também gostei da ligação que existia entre todos os seres vivos de Pandora e até acredito que ela exista de certa forma em nosso planeta também. Nós é que não estamos prontos para compreendê-la.
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Toni e Meire, engraçado como quando estamos dispostos a adorar um filme perdoamos todos os seus pecados e encontramos justificativas para seus furos.
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Toni:
February 17th, 2010 at 9:51 pm
Juli, deve ser engraçado isso mesmo. Quando acontecer comigo posso te dizer. Eu poderia lhe dizer o mesmo. Engraçado quando queremos detonar um filme aumentamos seus defeitos. Mas na verdade não creio que tenha sido esse o seu caso. Vc simplesmente não gostou do filme. E eu gostei. Só, nada além disso. Muito longe de adorar o filme como voce disse. Julgo apenas que ele será um marco pela tecnologia apresentada, essa sim sensacional. Na corrida do Oscar de melhor filme por exemplo, até agora Avatar está em último na minha torcida. Po enquanto estou na torcida pelo Bastaros Inglorios, Guerra ao Terror e Distrito 9.
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Ju Dacoregio:
February 18th, 2010 at 8:34 am
Concordamos em alguma coisa, então. Bastardos Inglórios é bem mais merecedor de um Oscar de melhor filme do que Avatar. Infelizmente, todas as evidências e previsões apontam que vencerá o hype da vez. Quanto a aumentar os defeitos do filme é algo que não fiz em nenhum momento. A história é ruim por si só e (respondendo ao comentário anterior) eu não critico o fato de ser um roteiro requentado, mas um roteiro mal requentado. Que nos contem milhares de vezes a história do civilizado X primitivo, mas de uma forma que não subestime nossa inteligência.
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Como James Cameron foi refilmar Dança com Lobos lá em Pandora: http://bit.ly/bTx7Ud. Post no @AmalgamaBlog.
Avatar é uma bosta: http://bit.ly/bVswu5
A questão não é julgar um filme pelo que se esperava dele. Não estou aqui para dizer, “eu já esperava pouco, então diante disso não tenho do que reclamar”. Estamos falando de um filme prestigiadíssimo pela mídia e exaltado por muitos com uma revolução tecnológica. Pode ser uma revolução. Só o tempo dirá.
Mas o cinema precisa desse tipo de revolução? Desse tipo de revolução que nos dá imagens mirabolantes, cores lisérgicas e nos faz sair da sala de projeção sem nada para elaborar em nossas mentes?
Cinema é também belas imagens, mas todas as vezes em que ele for só isso, não vai satisfazer àqueles que amam boas histórias, enredos bem amarrados e diálogos tocantes. Principalmente quando essas belas imagens são geradas em computador. Como vamos apreciar uma boa iluminação quando tudo que vemos é um grande jogo de vídeo-game se passando por cinema?
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Toni:
February 18th, 2010 at 12:14 pm
É isso aí Ju. Todos queremos boa histórias, enredos bem amarraos e diálogos tocantes. Pode reparar qu nunca defendi o roteiro do fime, e sim sua revouçõ tcnoloica. Só que na minha opinião podemos ter tudo isso junto com a nova tecnologia 3D. Gostemos ou não ela veio par ficar, haja vista o grande numero de produções no novo formato, a adoção dessa mesma tecnologia nos novos televisores etc… Foi assim na transição do cinema mudo para o om som, do preto e branco para o colorido e assim por diante. Sempre houve o temor que a nova tecnologia tirasse o foco do enredo, e esse temor sempre se provou infundado. Vamos ver se o Alice no Pais das Mravilhas do Tim Burton seja um exemplo da união do 3D com uma bela história. No mais e ir ao cinema e aguardar. E torcer para o Tarantino no Oscar.
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Recomendo a leitura de “Avatar é só para Crianças”, de Marcelo Janot, no Cult Blog do Telecine. A primeira coisa que falei ao sair do cinema foi “esse filme é pra crianças!” E Marcelo expressou muito bem essa minha perspectiva. Segue um trecho:
“Tudo o que se refere à trama do filme é banal e elementar. As nobres mensagens ecológicas e antibelicistas estão lá mastigadinhas para que não restem dúvidas de que a história, que se passa num futuro próximo, deve ser remetida ao presente e ao passado dos confrontos colonizador opressor X nativo oprimido, capítulos tristes na história das nossas civilizações. Para facilitar ainda mais a tarefa, muitos personagens se comportam como caricaturas exageradas, que beiram o ridículo. É o caso do capitalista yuppie inescrupuloso interpretado por Giovanni Ribisi e do coronel vivido por Stephen Lang. Caricaturas podem render grandes personagens e atuações magistrais (caso do coronel nazista de Christoph Waltz em “Bastardos Inglórios”), desde que se assumam como tal. No caso de “Avatar”, James Cameron pretende que eles sejam levados a sério, aí fica difícil de engolir.”
Quem quiser ler mais é só acessar: blog.telecine.globo.com/cultblog
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Madame Fécula:
March 26th, 2010 at 4:10 pm
Eheh, ainda não vi o filme, mas me lembro que quando vi o trailer só me veio à cabeça : “esse filme é pra crianças, logo vai virar tema de brinde do Mc Donald’s”, e ainda: “já nasceu com cara de sessão da tarde”. Achei mesmo que ia ser um daqueles que iam cair no esquecimento em semanas!… E achei os bichinhos azuis tão medonhos que quase fechava os olhos no meio do trailer. Mas falaram-me tanto e tão bem da tecnologia do filme, que fiquei com vontade de ver, em 3D, é claro. Tarde demais…
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Ju Dacoregio:
March 28th, 2010 at 3:46 pm
Realmente, uns bonequinhos Na’ Vi de brinde no Mc Lanche Feliz ou no Bob’s seria uma boa.
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Certa vez, assistindo um filme bobo com um amigo, ao me ouvir reclamar da superficialidade ele disse mais ou menos isso: “Tiago, esquece a realidade e o mundo lá fora, esquece os outros filmes, senão perde a graça mesmo. Nos somos pessoas comuns tendo um momento de distração. Ficar tenso o tempo todo julgando e avaliando (como faço na minha vida) não cabe dentro do momento de distração.”
Aprendi a concordar com ele em várias áreas, mas principalmente sobre o cinema. É fantasia, é invenção, deixa o cara copiar o que ele quiser e colocar quantos desenhos malucos lhe derem na telha.
A maioria, minha querida Ju, sempre vai consumir tudo e adorar o que a maioria achar que se deve adorar. Seguir a mídia e ser manipulados pelo sensacionalismo. Não são coisas que nos pertencem pois seremos juízes críticos e infelizes a vida inteira por vivermos num mundo dominado pela mediocridade.
Ser um pouco comum e medíocre para deixar a tensão de lado por alguns instantes, nem que seja no escuro do cinema, não é tão ridículo assim.
Avatar é legal, Avatar é chato. Não sou ecochato, nem filiado as ONGs X Y e Z, mas repensei a tal conexão com a natureza e não defendo o lado humano nem na minha vida cotidiana.
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Ju Dacoregio:
February 18th, 2010 at 12:15 pm
Claro que eu deixo o cara copiar o que ele quiser e colar quantos desenhos malucos ele tiver vontade de colar na tela. Ele é o diretor e se eu estivesse no lugar dele estaria fazendo as maluquices que me desse na telha também. Mas eu tenho uma função aqui: falar bem dos filmes, falar mal dos filmes, resenhar, indicar o que eu acho legal e criticar o que eu não curti.
Também concordo que cinema pode ser apenas uma diversão boba e despretensiosa. Nossa, sempre que eu tiver oportunidade vou assistir “As Patricinhas de Beverlly Hills”, por exemplo. Não sou uma juíza crítica e infeliz porque meto o pau naquilo que acho que não tem valor cultural algum, sou apenas uma crítica cumprindo o meu papel. E, contrariando o senso-comum que diz que críticos de cinema só sabem falar mal já teci elogios a muitos outros filmes por aqui no Amálgama, portanto, quando eu faço uma crítica negativa é porque acredito que realmente tenho embasamento para tal e que ela precisa ser feita. A mídia e as massas são dominadas pela mediocridade, como você mesmo falou, mas é preciso que hajam “as vozes que clamam no deserto”, lembrando que o cinema pode sim ser divertido, sem ser chato e vazio.
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Desde pequeno eu assisto filmes, estudo o cinema e procuro sempre saber mais sobre as coisas. Atingi um ponto na minha vida que feliz ou infelizmente, consigo prever muitas vezes a trama ou o sucesso de um filme antes mesmo dele estourar nos cinemas. Quando vi as chamadas de AVATAR e procurei ler tudo sobre ele, pensei na cachola: “Mais batido, impossivel!”
James Cameron deve estar achando que eh o Terence Mallick, apenas no intervalo de uma producao para a outra. Ele pode ser revolucionario, mestre dos efeitos especiais e o cambau, mas levar anos para fazer um filme e inflar uma promessa que resulta num amontoado de cliches, eh algo complicado.
AVATAR nao eh o primeiro trabalho ruim de Cameron. Revolucao pra mim, ele causou com seus primeiros filmes, ate “O Segredo do Abismo”. TITANIC continua sendo uma bela porcaria que nao faz feio perto dos filmes-catastrofe de Irwin Allen nos anos 70 e louvavel apenas por seus efeitos. E Cameron nao podera ser o fodao dos efeitos para sempre, pois todo santo dia o cinema nao cansa de impressionar o publico com efeitos, pirotecnias e novidades.
Ou seja, mesmo sem ter assistido AVATAR e sem a minima vontade para tal, eu creio que se ele fara parte da “Historia do Cinema”, isso acontecera apenas por uma pifia crenca de que Cameron eh um mestre das artes digitais.
E ca pra nos, ele nao eh o unico.
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Ju Dacoregio:
February 18th, 2010 at 12:21 pm
Exatamente, Vinny. Se Avatar tivesse surgido sem esse estardalhaço todo, talvez não estaríamos aqui discutindo isso. Como você falou, em se tratando de revoluções digitais, ele não é o primeiro, nem será o último. E já que Cameron ficou 10 anos preparando um filme tão belo visualmente, por que não dar uma boa lapidada nos personagens, roteiro e diálogos? Custava?
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… e sexta eu assisti “Os Falsários” ,
sábado eu assisti “Um ato de Liberdade”
domingo assisti pela 2a vez “O Melhor Jogo da História” com os extras, claro, e vi uma escola de samba passar no baln. arroio do silva, a noite.
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… e segunda vi “A Outra História Americana”… e terça carreguei um forno de padaria com meu pai, meu cunhado e + seis ajudantes (e era pesado!) e dei uma volta na praia do rincón.
e ontem assisti “Ben Hur”, de 1959. eu tinha que assistir. todos já assistiram, menos eu.
fiquei surpreso, mereceu suas 11 estatuetas. para 1959?
mereceu.
e esse foi meu carnaval.
e… daí?
bjspratorcida
@_ovendedor
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Ju Dacoregio:
July 22nd, 2010 at 7:15 pm
Oi?
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messias fernandes:
July 22nd, 2010 at 10:50 pm
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kkkkkkkkkk
OI oi,
calma calma foi só um delirio para sinalizar que avatar é algo quase que insignificante …
fica tranquila que não me droguei
rsrsrs
bj loura.
bjs pra torcida!
@messiasrp / @_ovendedor
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Sem contar que apelaram para o clichê mais desgastante de todos, na minha opinião, a velha história do Rei Arthur: “ai, eu sou o escolhido pelos deuses pra montar no dragão fodão e liderar o nosso povo na luta contra os humanos do mal. Os antigos profetizaram a minha vinda, e, por maior que tenha sido a resistência inicial, todo mundo me venera”. Deplorável.
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Ju Dacoregio:
July 22nd, 2010 at 7:16 pm
Totally!
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E a discussão 'enredo fraco X imagens estonteantes' continua: http://migre.me/knFD #avatar
RT @JuDacoregio: E a discussão 'enredo fraco X imagens estonteantes' continua: http://migre.me/knFD #avatar
Eu pagaria para ver Avatar em 3 D. Não pagaria para vê-lo num cinema comum.
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Fiquei por entender o comentário de @_ovendedor no meu post no @amalgamablog http://migre.me/kP4S
@lmegale é aí que eu digo: http://migre.me/kP4S
Juro, agora paro de falar nisso. Mas antes, RT @JuDacoregio @lmegale é aí que eu digo: http://migre.me/kP4S
@vitorburigo bom, na minha opinião (@judacoregio) não tá perdendo mta coisa, além de belas imagens. Dá uma olhada: http://migre.me/lMNm
@bmazzeo Avatar é uma bosta: http://bit.ly/bTx7Ud
Avatar é um sinal dos tempos, resume-se ao “gosto/não gosto” e pronto, toda a arte está nesse estado.
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Avatar custou milhares de dólares e rendeu além do esperado, bateu o Titanic que é uma história de amor fenomenal porque tem atores fenomenais.
Avatar é o Segredo do Abismo reconfigurado com Tudo e muito mais que Cameron aprecia dirigir.
Roteiro? Para quê se o importante é o Visual!
Ele merece o Oscar em Todas as categoria que foi indicado inclusive o de melhor Diretor porque um filme deste porte tinha 100% de chance de fracassar ou custar mais do que poderia render.
James Cameron é um Diretor interessado em Tecnologia e cada vez menos em interpretações e só tende á ir mais além em suas necessidades estéticas.
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Já q é dia d Oscar,já leram crítica do @biajoni sobre Bastardos Inglórios http://migre.me/mtkb e minha sobre Avatar http://migre.me/mtkE ?
Não vi, em todos os muitos sites que li sobre o filme, qualquer menção à visão da ‘Arte Cinema’ de Evaldo Coutinho.
Ainda bem. Visto que, para retóricas mais vazias, essa seria uma defesa “embasada”.
O 3D catapultado por Avatar, em seu passo “heróico” de repor o público no cinema, pode nos direcionar para a burocracia irritante da produção divulgação e exibição pelos grandes estúdios (que depois de tanto tempo começávamos a nos ver livres) e para uma crise ainda maior do Cinema —no futuro recente quando os televisores possuírem tecnologia similar.
Aí eu quero ver quantos Avatares aguentaremos, vazios ou ‘cheios’. Com um cinema para um público que o freqüenta por distração e pipoca, quando podem ver “do conforto do lar”. Viveremos de passado, na tela dos computadores? Haverá um cinema ainda mais “alternativo” a este? Sabe lá/
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[...] Luiz Biajoni – Muito se falou sobre o batido e previsível roteiro de Avatar. Tanto quanto se falou sobre as inovadoras técnicas de filmagem e pós-produção desenvolvidas [...]
Venho aqui deixar a minha opinião como amante de cinema, mas, ainda acima disso, amante de valores sociais!
Ainda que o final do filme Avatar seja de todo incrédulo, não é essa a questão que vai ser fulcral. Trata-se de uma lição não só do ponto de vista ambiental, mas também social… Não importa o romance das personagens, não importa de que forma a luta final se procede. O foco remate, sim, para o “nosso” comportamento enquanto cidadãos e da forma como “atropelamos” valores importantes apenas para alcançar objectivos económicos e políticos.
A transformação da personagem Jack ao longo de todo a história faz-nos acreditar que realmente tudo pode mudar, mensagem para aqueles que acham que o filme é única e exclusivamente espectáculo 3D, sendo que na minha opinião, todo este espectáculo de imagens é mesmo para aqueles capitalistas sem valores morais e sociais. Assim, até para esses o filme vende. Assim sendo, acho que se trata dum filme rico e inteligente, atingindo qualquer público, com ou sem valores!
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