O mistério do catolicismo não-praticante
6–02–2009 --- Envie para um amigo
por Camila Pavanelli – Tem uma coisa que realmente me intriga nos católicos, e não se trata da fé: não, isso não me espanta em nada. Todo mundo precisa de seu próprio sistema de explicações ilógicas para dar conta da existência, e se o seu calhar de incluir o nascimento de um cara há milhares de anos sem que seus pais tenham tido uma relação sexual para isso, OK.
Meu sistema particular, por outro lado, tem como alicerce fundamental a idéia de que um dia terei um lindo par de caixas de som audiófilas na sala da minha casa – e assim tais crenças e idéias nos impulsionam a sair da cama de manhã, trabalhar etc. A idéia da imaculada concepção me assusta bastante, na verdade (já pensou acordar grávida um dia sem nem ter tido o gostinho do sexo? O horror, o horror) – assim, prefiro realmente não acreditar; já a idéia de possuir um par de objetos bastante dispendiosos é um excelente estímulo para passar o dia fazendo outras coisas que não escrevendo bob/post-agens num blog.
Sigamos.
A questão da crença, portanto, sou capaz de entender. Mas a afiliação ao clube, isso eu definitivamente não entendo.
Porque assumir-se católico implica portar uma carteirinha de sócio do Clube do Vaticano. Significa que você apóia e faz parte desta instituição; que se sente representado por ela; que aceita o discurso do seu líder como se fosse (aliás, para os católicos mesmo, não é “como se”: é) a manifestação do próprio pensamento de Deus.
Não vou nem entrar nos méritos históricos da instituição. Vamos deixar pra lá que se trata de um clubinho que ao longo dos séculos queimou livros, bruxas e índios indiscriminadamente, além de ter calado sobre a queima de judeus. Afinal, ninguém é obrigado a conhecer história, não é mesmo? Vamos deixar pra lá também que o clube não reconhece a existência do vírus da AIDS nem os direitos civis de homossexuais – afinal, você não é aidético nem viado, certo? E tudo isso, ademais, já é notícia velha; são águas passadas e só alguém muito cricri para se incomodar com esses detalhezinhos sem importância.
Então, você, feliz católico, acorda em pleno 2009 e descobre que dois cidadãos foram elevados ao posto de altos funcionários do seu clube – aquele mesmo do qual você é sócio.
Um acha que o Holocausto não existiu e o outro que o Katrina foi um castigo divino para uma cidade depravada.
O que você faz:
a) grita emocionado “até que enfim! agora é que o mundo vai pra frente!” – no que minha pergunta passa a ser: o que você faz… neste blog?!
b) balança a cabeça para os lados, resmunga tsc tsc e comenta para si mesmo que o Benedito endoidou de vez, coitadinho, mas você não tem nada a ver com isso e continua o católico que sempre foi.
c) acha o absurdo tão desproporcional que c1) pendura as chuteiras e abre mão da afiliação ao clube; c2) cria (ou entra para) uma comissão interna que questiona as insanidades do presidente – isto é, você vira um católico militante e engajado.
Naturalmente, a atitude b é a mais comum de todas, e justamente por isso a mais perniciosa: um milhão de apoios tácitos tipo b costuma falar bem mais alto que um maluco isolado tipo a ou um combativo e bem intencionado tipo c2. Natural também é a constatação de que passamos boa parte da vida optando por b em quase tudo, numas de “é triste mas não é comigo”. Finalmente, vale lembrar que o problema dos outros é sempre muito fácil de resolver: “desencana da sua religião e pronto” só pode ser dito tranquilamente para outrem quando você mesmo não tem uma religião.
*
Tendo tudo isso em vista, esclareço que este texto não visa apontar dedos para ninguém, mas apenas aproveitar a distância em que me encontro das instituições religiosas em geral para falar (e zoar, claro) um pouco do curioso e brasileiríssimo fenômeno do catolicismo não-praticante.
A bem da verdade, o catolicismo não-praticante é a melhor religião do mundo, e por um motivo principal: como se trata da religião majoritária, seus adeptos não ficam tentando lhe arrastar para o rebanho a todo custo, diferentemente dos membros das demais religiões que não tiveram a mesma sorte. Só isso, convenhamos, já facilita a convivência deveras. Além disso, o deus deles permite praticamente tudo: tirando o básico do não matarás e não roubarás, todo o resto está liberado, incluídas aí todas as práticas sexuais – o que também facilita enormemente a convivência com os católicos não-praticantes por cujas sendas você está querendo se enveredar.
Mas, a despeito das reconhecidas vantagens dessa religião, resta a dúvida: o que leva um católico não-praticante, que não vai à missa e acha que Salve Rainha é nome de escola de samba, a continuar proferindo-se católico mesmo depois de entrar em contato com notícias como as anteriormente citadas?
Eu tenho algumas hipóteses.
O medo do inferno
É fato que a maioria das pessoas trabalha não por amor à causa, mas pelo medo do açoite. Então vai ver, no fundo, é isso: muita gente, na dúvida, continua católica só para se garantir: e se, depois que toda a minha vida passar pelos meus olhos num segundo como num filminho, o inferno existir mesmo? Melhor eu me prevenir e continuar engrossando as estatísticas do catolicismo no Brasil, que Deus haverá de me perdoar.
O desejo do casamento
É fato também que a maioria das mulheres heterossexuais sonham em casar-se numa igreja. Por que raios uma igreja, dentre todos os estabelecimentos comerciais que existem, é vista como o lugar mais adequado para celebrar uma relação de amor entre duas pessoas, é algo que me escapa – mas deixemos minhas idiossincrasias de lado. Os homens geralmente não estão nem aí para o véu e grinalda, mas sabiamente casam-se na igreja para não arrumar encrenca com a mulher – não é novidade para ninguém que homem algum jamais teve voz ativa no planejamento do próprio casamento.
Inércia
Por fim, o fato mais supremo de todos é que as pessoas, honesta e sinceramente, cagam.
Isso foi o que pude pensar, mas sei que a resposta deve ser bem mais complexa e estar em outra parte – e ninguém melhor do que os católicos não-praticantes para me dizer. Com vocês, portanto, a palavra.
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27 comentários:




Meu, muito foda esse post. Entrou nos meus favoritos do Google Reader. Eu fui criado em família cristã, e tomei uma postura mais laica pelos meus 15 anos, quando não quis fazer crisma. Acho que quando a lógica começa a dominar a cabeça, nenhuma religião tem fundamento.
Descartes (e Nietzsche) mataram deus.
http://formigueirocomunista.com/
Forte Abraço!
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Camila, entendo perfeitamente a estranheza que as religiões causam nas pessoas, quando não acreditamos nas mesmas, mas vc confunde algumas coisas com relação a questão de Williamson. Ele não foi promovido a nada, apenas teve sua excomunhão cancelada (agora o Vaticano voltou atrás), pelo fato de ter sido ordenado bispo sem a autorização do papa, há mais de 20 anos, e o papa quis reverter essa cisão que a excomunhão criou. Excomungar alguém só acontece quando se trata de questões de fé e doutrina, não é punição para pensamentos e déias de ninguém, por mais erradas e absurdas que sejam, ou seja, negar o holcausto, achar que mulheres não devem estudar ( sim, esse cidadão também pensa mais essa “preciosidade”), ser a favor do aborto, do divórcio, nada disso leva à excomunhão de uma pessoa, porque esse não é o propósito da mesma. Além disso, eles não foram ‘promovidos’ a nada, pois não são bispos (o fato de terem se submetido a ordenação episcopal sem a nomeação do papa é que os levou à excomunhão), e Bento XVI não reconheceu, com o perdão da pena, sua condição de bispos (continuam sendo padres).
Quando alguém escohe ser católico, o faz por causa de Cristo, não dos homens da igreja. A própria igreja católica se define como “santa e pecadora”. Seus membros, no decorrer de 20 séculos cometeram barbáridades (que vc lembrou bem no seu post e ainda dava para acrescentar outras tantas mais), mas quanta coisa boa não foi feita também? Repito: quem é católico crê que Jesus fundou essa igreja, e toda merda que seus membros possam fazer ou falar não invalida o evangelho e aquilo que Jesus disse e fez. A hierarquia pode dizer uma coisa e fazer outra, mas existem mais de 4000 bispos e 400.000 padres no mundo, vc acha que todos eles são fanáticos, sectários e doentes preconceituosos como esses dois “bispos” lunáticos? Nomes como D. Paulo Evaristo Arns e D. Helder Câmara não te dizem nada?
A igreja católica é algo por demais complexa para ser comparada a um clube, minha querida. O papa pode acordar amanhã e dizer: “resolvi virar ateu, acho isso tudo de fé uma bobagem”. Direito dele, mas afora o escândalo, ninguém deixaria de ser católico por isso, porque um católico o é por causa de Cristo, e não do clero.
Vc pode até dizer: viu, esses são o tipo ‘b’ que eu comentei, fingem que nada é com eles e portanto dão apoio a esse tipo de coisa. Me desculpe, mas isso é tautologia pura não é porque UM diz bobagem, que 1 blihão e pouco concordam. Igreja não é clube, nem partido político, é igreja. Portanto, c1 e c2 funcionan nos dois primeiros casos, não no segundo. Procure ler textos de Santo Agostinho, santo Ambrósio, Santa Catarina de Sena, Hans Kung, Ratzinger, Leonardo Boff, para ter uma idéia do que é a Igreja. Vc vai continuar a ser ateia (maldita reforma ortográfica), mas vai entender melhor aquilo que vc critica, e assim, vai poder fazer uma crítica muito melhor, acredite-me.
Vc diz que a igreja não reconhece a existência do vírus da aids…. onde vc leu algum documento da igreja dizendo isso? Vc confunde a posição da igreja sobre a camisinha, com uma eventual negação da existência do hiv, nada mais fora da realidade. Veja, não estou dizendo que vc não deva achar um absurdo a posição da igreja com relação a esse ou qualquer outro assunto. Pode e deve discordar no que achar necessário, mas pra discordar vc precisa conhecer. Acho ótimo quem tem a capacidade de fazer graça das coisas, mas, quando fazemos graça de algo e não sabemos (o papa NÃO É a manifestação do pensamento de Deus), bate aquele constrangimento, aquela ‘vergonha alheia’, sabe?
Quanto a questão dos não-praticantes, vc está certíssima: dizem que são por conveniência social, para não serem importunados (sei como ateus ainda são brindados com expressões de certo espanto e desaprovação quando revelam sua opção por não crer, como se o fato de ser ateu torne alguém amoral), pra poderem casar, pra não criar atrito com os pais… ih, a lista é longa…
Grande abraço
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Também sou ex-nuncapraticante…
Que texto du caraca!
bj
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Camila,
Estou estreiando meus aplausos a vc neste blog. Vamos lá: clpa clap clap. Tipo, muito muito bom. Um dos melhores textos que vc ja escreveu.
No colegial, a gente teve que fazer uma espécie de monografia pra sociologia, com entrevistas, pesquisa, etc. E meu grupo escolheu estudar a fé dos adolescentes. Na pergunta: Vc tem religião? Se sim, por que a escolheu ? a MAIORIA escrevia que era católico não praticante. A melhor resposta nessa linha foi uma garota de 16 que escreveu assim: Sou católica, mas sei lá….
Foi uma das coisas mais legais que eu fiz na escola.
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A questão do Catolicismo-não-praticavel é, na minha opinião, uma questão de busca da aceitação alheia.
Não sei nos outros países, mas aqui no Brasil (apesar dos pesares que todos nós estamos carecas de saber) a Igreja Catolica traz consigo trabalhos voltados a comunidade que vão muito além da homilia (A pastoral da Criança é um exemplo de projeto bem sucedido e comandado pela Igreja Catolica, assim como a CPT – Comissão Pastoral da Terra, que está em defesa dos trabalhadores rurais em muitos conflitos agrarios por esse Brasil afora), e que mostram que, em certos aspectos, pode haver uma progressão que fuja dos designios do Vaticano (a famosa Teologia da Libertação é um grande exemplo). Mas, por discordancias maiores que se tenham, e correntes inumeras de pensamento sobre como conduzir a fé em Cristo, no fim todos na missa dizem que, além do Espirito Santo claro, Creem na Igreja Catolica, e no Papa Ratzinger. E isso, repito, na minha opinião, é aceitar, ou ser conivente com o que o Vaticano diz .
E acredite que, os que não aceitam, e tão pouco são coniventes, não duram muito dentro do catolicismo (exemplos estão ai aos montes). E não estou falando que viram ateus, ou vão ser evangelicos ,e coisa e tal. Falo que simplesmente saem da religião.
E esses são altamente rechaçados, pois ninguem entende…
-Você virou evangelico?
-Não, só deixei de ser catolico…
-Ah, então você é ateu?!
-Não, só deixei de ser catolico…
-Mas se você não é catolico, e nem evangelico… Então é ateu!
Esse é o problema meus caros! Pois muitos não entendem que crer em Deus não significa, necessariamente, ter uma religião. E muitos, pra que não lhe encham um saco, ficam nessa de catolicos não praticantes.
O que é uma pena… Quando deixei a Igreja Catolica (por uma serie de motivos…) ficaram me azucrinando um tempão, dizendo que eu era ateia, e isso me incomodava. Mas quando parei de ligar, e enxerguei que a minha fé só dizeia respeito a mim, e a ninguem mais, me senti muito melhor.
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Considerando que a ICAR persegue e condena, com dedicação inquisitorial, teólogos divergentes, ao mesmo tempo em que acoberta estupradores, e genocidas (estou falando de Ruanda), até que esse caso dos rapazes da Soc. Pio X é café pequeno.
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Henrique
Me parece que a Camila fez uma abordagem mais para o irônico, sarcastico, de forma despretenciosa. Não é um ensaio dentro de parâmetros de rigor acadêmico. O que não invalida as suas observações.
De fato a igreja “reconhece a existência do virus do HIV” e faz lobby, pressiona e trabalha ativamente no sentido de bloquear, e impedir a adoção de políticas públicas (dirigidas portanto a todos, católicos ou não) reconhecidamente eficazes para a contenção e prevenção dessa doença que tanto sofrimento tem causado. Tudo por uma concepção de moral. Moral que a Igreja não se contenta em pregar apenas para o seu “rebanho”, mas que deseja impôr a todos os demais. Moral que em nenhum momento parece preocupada com o sofrimento, com o alívio do sofrimento.
De fato Henrique, as religiões causam muita “estranheza…..nas pessoas, quando não acreditamos nas mesmas…”
Também é verdade que a ICAR é uma instituição complexa, heterogênea, assim como de resto outros grupos, organizações, instituições, nações, etc. Dentre os mais 5 bilhões de nós não há 2 subjetividades iguais, então, como diz um adágio conhecido: junte 2 …(à escolha: judeus, teólogos, trotskistas, whatever) e terá um grupo, junte 3 e tens uma dissidência. Enfim, normal. Aliás foi para lidar de forma mais civilizada com isso que se inventou a democracia.
Só que a ICAR, longe de ser uma democracia, é uma instituição fortemente hierarquizada, verticalizada e centralizada. O Papa é um lider religioso mas também é sobretudo um chefe político. Um teocrata, enfim. Que seu poder político tenha sido esvaziado e reduzido (à revelia da sua vontade) a uma sombra do que já foi não muda o fundamental. Então a ICAR tem uma posição oficial, a qual certamente não é inimputável.
O longo pontificado de João Paulo II, e agora o de Bento XVI, veio justamente aumentar o centralismo, e o verticalismo da instituição, perseguindo de forma implacável, teólogos e pensadores como Leonardo Boff, boicotando e restringindo a ação de grupos ligados ou inspirados na Teologia da Libertação. Então chega a ser um pouco cínico, no mínimo, num momento em que a ICAR é alvo de críticas a nível mundial, apontar Leonardo Boff (que foi levado ao ponto de se afastar do sacerdócio) como um exemplo positivo da diversidade da Igreja. Ou D. Paulo Evaristo Arns, que teve seu poder reduzido a certa altura, ou D. H. Cãmara, relegado ao ostracismo. Só se for uma piada de gosto duvidoso.
Por fim, acho que talvez a questão levantada por Camilla esteja mal colocada. Talvez a questão mais importante, interessante, não seja porque católicos não-praticantes continuam católicos. Talvez a questão mais prolífica seja porque as pessoas deixam de praticar a fé que escolhem/aprenderam? Já que esse fenômeno não é exclusivo do catolicismo, ele só é mais visível no catolicismo aqui, por que a ICAR sempre foi majoritária.
Meu palpite é que a medida que as sociedades se desenvolvem, econômicamente, políticamente, juridicamente, socialmente. Se urbanizam, organizam, complexificam, e, por que não dizer, se sofisticam. Fica cada vez mais dificil para as pessoas, acreditar, por exemplo, que o Deus todo-poderoso-criador não tem mais o que fazer, do que regular o que as pessoas fazem quando estão peladas.
Mas isso é só um palpite.
[]’s
E.
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Oi Camila,
gostei muito de sua análise, profundidade e bom humor, mas, infelizmente, não professo o seu otimismo com relação aos católicos não praticantes. O ambiente de desleixo com relação aos ritos e crenças a que te referes é uma anotação constante dos brasilianistas estrangeiros no século XIX. Bocejos e mexericos durante o sermão, então… Contudo, as piadas, a tolerância e a não coerção existem somente na vida privada dos católicos não praticantes. Quando instados a opinar e votar nos fóruns públicos, eles se alinham sem restrições ao discurso oficial e se comportam de acordo. Prova é a super-representação da bancada ecumênica no congresso – católicos, evangélicos, penteconstais, etc. Católicos não praticantes de alto escalão assinam os documentos oficiais sem prestar atenção na doutrina, mas em conformidade com ela, o que é muito pior, convenhamos, do que praticantes moderados.
[Responder]
Oi Eneraldo,
É claro que eu entendi que o texto da Camila tem uma vertente que tende para o irônico e o sarcástico (como na parte da Virgem grávida), só achei que na parte da existência do vírus, esse não era o tom do texto, sendo assim. qualquer “graça” perde razão, pois para fazer galhofa, precisamos atingir a crua verdade, e a partir dela, fazermos nossa crítica com o humor (é como imitarmos alguém, e não copiarmos seus trejeitos e modo de falar- uma imitação dessas tem graça?) Ironia baseada em conceitos errôneos, para mim, é passar embaraço, mas isso nem é o mais importante…
Eu também não gosto do modo como a Igreja Católica tenta interferir nas políticas de saúde do governo, mas acho legítimo o lobbie, pois vivemos numa democracia, e tanto as igrejas quanto todos os outros setores da sociedade têm o direito de fazê-lo. Particularmente não acho que a posição da Igreja Católica em relação ao uso dos preservativos tenha algum impacto estatísticamente significante no número de pessoas que não fazem uso do mesmo. Alguém que segue os preceitos católicos, aliás, nem transaria. Os motivos para o não-uso são os mais variados, e enquanto acharmos que a pregação da Igreja é o maior obstáculo, estaremos desviando a atenção de fatores mais importantes. Falar da postura da Igreja causa polêmica, desperta a atenção da mídia, mas, concretamente, não vejo o governo se mexer para mudar o quadro atual. Trabalho com o universo de pessoas contaminadas pelo vírus HIV, e posso garantir que ninguém que contraiu o vírus por via sexual, deixou de usar preservativo poque a Igreja é contra. As pessoas só aceitam os preceitos da Igreja Católica (majoritária por aqui como vc bem lembrou) quando elas se identificam com eles. União civil homossexual e aborto, por exemplo, não são aprovados no Brasil basicamente porque a populçao é contra, não pelo lobby religioso no Congresso. No dia que a posição da maioria mudar com relação ao assunto, essas leis serão aprovadas. Vc acha que se Igreja Católica resolvesse tentar reverter a lei do divórcio ela obteria sucesso? Por maior que fosse a pressão, isso nunca vai acontecer, pois vai contra a opinião da maioria da população.
Quanto a citação de Boff, Arns e D.Helder, em que momento do meu comentário, eu disse ou dei a entender que eles são “um exemplo positivo da diversidade da Igreja”?? Leia de novo o meu comentário, vc não vai encontrar isso lá. O que eu quis dizer, é que na Igreja existem vertentes que pendem tanto à direita quanto à esquerda, e dentro do episcopado, encontramos gente que estão em campos diametralmente opostos, e que nem por isso “a” ou “b” representem o pensamento da Igreja, e que Roma, sempre busca uma posição de equilíbrio, tendendo ao centro, e para isso, busca isolar aqueles considerados por ela como “um ponto fora da curva”. Eles sofreram punições e manobras por parte do Vaticano? Claro que sim, D.Helder emOlinda/Recife não estava em nenhuma SP ou RJ, mas também não estava numa diocese no interior da Amazônia, D.Paulo continuou à frente da maior arquidiocese do mundo até sua aposentadoria, aos 77anos (a idade de aposentadoria compulsória é de 75 anos), e Boff deixou o sacerdócio, pois não aceitou se submeter ao “silêncio obsequioso” de um ano que a Santa Sé lhe impôs. Nenhum deles chegou à excomunhão, como o grupo de ultra-direita da S. Pio X, que sob esse prisma, recebeu um tratamento muito mais severo por parte do governo da Igreja. Era essa a ideia implícita no meu comentário, mas acho que vc não entendeu. O “cinismo” está na sua cabeça, não no meu comentário, e a insunuação de “piada de mau gosto”, portanto, fica por sua conta também, pois essa não era, em absoluto, minha intenção.
Enfim, concordo com vc quando diz que a sociedade, à medida que evolui, sente cada vez menos identificação com as religiões e mesmo com o conceito de Deus, pelo menos o Deus que exige certas normas de conduta que obrigam algum sacrifício no nosso modo hodierno de vida. Se isso é um fato positivo, só o tempo dirá.
Abraços
[Responder]
Eu concordo com o post e a colocação da Gerusa, quando deixei de ser catolico eu fui muito discriminado na minha comunidade, todos apontavam o dedo pra mim e questionavam “como é possivel, uma pessoa não acreditar na Arca de Noé em Adão e Eva, e no Céu e Inferno, menino se não acreditar em Jesus voce vai para o inferno”, mas com o tempo superei isso, me tornei agnóstico e hoje acredito no que me provarem ser real, sem mitos ou conto de fadas.
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Caro Henrique
É óbvio que niguém está pondo em questão o direito da ICAR, ou de qualquer outro grupo, em fazer prozelitismo, lobby, etc. Aí trata-se do direito de livre expressão, uma conquista das democracias contemporãneas. Feita, é bom que se diga, CONTRA a vontade da própria ICAR e de outras religiões.
O que se critica são as posições em si, seu fundamento.
O caso dos preservativos e da prevenção da AIDS, é especialmente dramático e paradigmático, na medida em que a ICAR chega a divulgar informações FALSAS. São notorias as declarações públicas do falecido Cardeal Alfonso López Trujillo, então (2003) Presidente do Pontifício Conselho para a Família, alegando que os preservativos masculinos são inseguros e ineficases na prevenção à AIDS.
Aqui estamos, ao meu ver, bem além do direito de livre expressão. É desinformação pura e simples, sabotagem, moralmente comparavel a atitude das Cias de cigarro, que alegaram durante décadas não haver correlação entre o fumo e o cãncer. E trata-se de uma posição OFICIAL da igreja, não a de alguma obscura, excêntrica e marginal ordem monastica. Pode até ser que a pregação da igreja nesse ponto, não tenha um impacto significativo, o que eu duvido. Não me parece que você tenha acesso a uma amostragem tão representativa, que permita afirmar esse ponto. Certamente o impacto da ação da igreja nesse aspecto é mínimo em certas regiões, e descomunal em outras. Mas a questão não é essa. A questão é que a posição da igreja (não só dela, diga-se) nessa questão é absurdamente equivocada. E equivocada inclusive do ponto de vista moral. E a hipótese de que as posições da igreja tem pouca influência não as faz menos erradas.
Que a redução da influência das religiões é um fato positivo, ainda que com idas e vindas, avanços e recuos, é algo que o tempo já está dizendo. Afinal na época em que os sacerdotes dominavam a Terra as coisas eram bem piores, em quase todos os aspectos. E a então onipresença das religiões não as faziam melhores, pelo contrário.
[]’s
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Oi Camila,
Não sou católico mas sou religioso. Com todo carinho, não tente fazer xacota sobre o que não conhece a fundo, acaba não sendo um humor muito inteligente. Pessoas que concordam contigo também não tem conhecimento bíblico para entrar nesse mérito.
Leia a blíblia, siga a Jesus Cristo, O HOMEM QUE DIVIDIU A HISTÓRIA DA HUMANIDADE e aprenda o que realmente é ser feliz!
“Assim que, se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” 2 Coríntios. 5.17
>>RECOMENDO: http://www.americanas.com.br/AcomProd/1472/373262
Isso é viver “sem” preocupação!
“Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve. Mateus 11:28-30″
REFLITA =]
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“Leia a blíblia, siga a Jesus Cristo”… e parar de escrever coisas legais? Olha, nao recomendo nao…
como voce, nao entendo a necessidade das pessoas de entrarem em clubes e agregaçoes, sejam religiosas ou de qualquer outra coisa… tudo isso limita a nossa jah limitada inteligencia.
otimo post, parabens!
[Responder]
Texto, além de reflexivo, divertido! Costumo declarar em alto e bom som meu ateísmo militante. No entanto batizaram-me, fui catequizado e crismado sem a minha permissão. Fazer o que! Era eu apenas uma criança. Não tive escolha! Mas quero somente deixar registrado aqui minha total repulsa ao perdão dado pelo Papa Hatzinger (sic) aos bispos ultra-conservadores que defendem as referidas barbaridades…
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Caríssima Sra ou Srta Camila Pavanelli
A Paz,
Ao inciiar a leitura, pensei que você estivesse se referindo a um grupo de pessoas, mas percebi que generalizou todos os Católicos não praticantes, colocando-os no “mesmo saco”, e aproveitou a brecha para também colocar seus equivocados “conhecimentos” à respeito da igreja Católica, mas com toda sinceridade, mas você é extremamente ignorante sobre essa questão (Cristianismo/igreja Católica), procure primeiramente estudar um pouco sobre a Bíblia, Teologia, Doutrina Católica, Patrística, antes de comentar algo. Seus argumentos são tão ridículos, que de minha parte só carecem de um enorme sentimento de pena por vossa pessoa. Leia, estude, aprenda! Não dê opiniões sobre determinado assunto que não tem capacidade para fazê-lo.
Talvez a srta ou sra seja apenas mais uma que acredita também no conto de carochinha chamado Teoria de Darwin, onde o próprio nome já diz tudo, é simplesmente uma TEORIA, nada mais que isso! Deve também acreditar em Papai Noel e coelhinho da Páscoa. rs
Caríssima, estude primeiro antes de falar do vírus HIV e a doença AIDS, em relação a igreja Católica, em qual documento oficial da igreja você leu isso que a igreja não reconhece o vírus? Quanta mentira! Prove suas falácias, pode me enviar por e-mail.
Vá estudar do porque a igreja é desfavorável ao uso de preservativos, e homossexualismo te garanto que tem fundamentação científica e bíblica respectivamente. Só mesmo uma completa ignorante no assunto para descrever algo tão grotesco, seu texto, pelo menos me fez dar muitas e boas risadas.
Depois sugiro que estude também qual foi a igreja que fundou o sistema universitário, esteve e sempre estará presente nas descobertas científicas (DNA/Genoma), Recebeu o maior prêmio já pago pela ciência moderna, etc, etc…
O mais interessante é você comentar sobre os Católicos não praticantes (generalizando), de forma conhecer todos eles, por acaso a sra ou srta é onisciente? rs
Uma das partes mais interessantes, foi sobre a queima de livros, matanças e toda essa balela que nós Católicos Praticantes e conhecedores da VERDADEIRA história sabemos. Estranho que nunca li ou encontrei em nenhum livro de História sobre a Inquisição Protestante, porque será? rs
Procure ler o livro: Uma história que não é contada – Prof. Felipe Aquino
Pra finalizar, já que não tive muita pena de refutar toda sua falácia rs.
“Além disso, o deus deles permite praticamente tudo: tirando o básico do não matarás e não roubarás, todo o resto está liberado, incluídas aí todas as práticas sexuais – o que também facilita enormemente a convivência com os católicos não-praticantes por cujas sendas você está querendo se enveredar.”
Já que tens tanto domínio das Escrituras Sagradas, Doutrina Católica, e pelo seu modo de escrever se julga onisciente eu te pergunto:
Como podes afirmar com tanta certeza de que todo Católico não praticante desconhece os mandamentos Bíblicos? Como podes afirmar que todo Católico não praticante pensa e age da forma equivocada que pela srta ou sra foi relatada?
Não me interessa saber se és Cristã ou não, mas cabe bem um versículo nessa situação:
“Quem falar contra um irmão ou julgar seu irmão fala contra a lei e julga a lei. Ora, se tu julgas a lei, não és cumpridor da lei, mas juiz. Há um que é legislador e juiz, aquele que é capaz de salvar e de destruir. Mas tu, quem és tu para julgares o teu próximo?” (Tiago 4:11, 12.)
Que é você Sra ou Srta Camila para julgar alguém ou a igreja?
Como diz o velho ditado “Quem fala o que quer ouve o que não quer.”
Pax et Bonum
[Responder]
Cris,
Talvez você devesse ler isso: http://www.amalgama.blog.br/02/2009/o-que-a-biblia-realmente-diz-sobre-a-homossexualidade/
Ainda bem que nem todos os católicos são como você, sem espírito :-p
[Responder]
Sra ou Srta Cristiane
“Talvez a srta ou sra seja apenas mais uma que acredita também no conto de carochinha chamado Teoria de Darwin, onde o próprio nome já diz tudo, é simplesmente uma TEORIA, nada mais que isso! …”
Devolvendo o conselho que você deu à Camila sugiro que você se informe apropriadamente sobre Ciência, História da Ciência, Epistemologia, Biologia, etc. antes de escrever tamanha bobagem, pois está evidente que você é totalmente ignorante nesses assuntos.
Aliás, você é mesmo católica? Porque ao que eu saiba a Sua igreja não é mais contra a Teoria da Evolução de Darwin, assim como não é mais contra o heliocentrismo, ou a existência de átomos (atomismo). Eppur si mueve.
“Deve também acreditar em Papai Noel..”
Ué! Você não acredita em Santa Claus? Ó que ainda vais ser escomungada hein! Te cuida!
“em qual documento oficial da igreja você leu isso que a igreja não reconhece o vírus?….”
“..a igreja é desfavorável ao uso de preservativos, e homossexualismo te garanto que tem fundamentação científica…”
São notórias as declarações públicas do falecido Cardeal Alfonso López Trujillo, então (2003) Presidente do Pontifício Conselho para a Família, alegando que os preservativos masculinos são inseguros e ineficases na prevenção à AIDS. O que contraria toda a evidência cientifica, e jamais foi retratado pelo Vaticano. Vê-se que você não faz a menor idéia sobre o que está falando, se ainda pensa que o HIV/AIDS é uma doença exclusiva de homossexuais. Você é extraordináriamente desinformada.
“Depois sugiro que estude também qual foi a igreja que fundou o sistema universitário, esteve e sempre estará presente nas descobertas científicas (DNA/Genoma), Recebeu o maior prêmio já pago pela ciência moderna, etc, etc…”
Houve um tempo em que não havia separação entre Religião e Estado você sabia? E que nesse tempo a Igreja tinha o monopólio da Educação (dos ricos)?
O que quer dizer “estar presente” nas descobertas científicas? QUE “maior prêmio já pago pela ciência moderna” A Igreja Católica recebeu? Que cascata!
“Uma das partes mais interessantes, foi sobre a queima de livros, matanças e toda essa balela que nós Católicos Praticantes e conhecedores da VERDADEIRA história sabemos.”
O que você quer dizer com “balela”? Nunca houve perseguições, fogueiras, INDEX, Inquisição? Começo a achar que você não é profundamente ignorante como parece, você fala é de má fé mesmo!
” Estranho que nunca li ou encontrei em nenhum livro de História sobre a Inquisição Protestante, porque será?”
Bom, como você deve(ria) saber, não há, nem nunca houve, UMA Igreja Protestante, daí nunca houve uma Inquisição Protestante como você insinua. Contudo a intolerância religiosa, pogrons, caça às buxas etc. feitas por cristãos protestantes, está sim bastante bem documentada. Mas, mesmo que não estivesse, so what? Uma barbaridade justifica a outra? Uau, é uma das defesas mais vergonhosas que eu já vi.
Será que vocês não são realmente capazes de reconhecer os erros da sua Igreja? Triste.
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Mudando um pouco de assunto, com a permissão do Daniel, o que é que os católicos, e demais religiosos aqui pela área acham da posição do Arcebispo de Recife e Olinda, que escomungou todos os adultos que autorizaram e realizaram um aborto de gêmeos (via Hermenauta), em uma menina de 9 anos estuprada pelo padastro e que corria risco de vida com a continuação da gestação? Ah sim, além da excomunhão o Arcebispo também ordenou a abertura de uma ação criminal contra a mãe.
[]’s
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Acho até que isso está dentro do contexto do post da Camila, Eneraldo. Os católicos “liberais”, não-praticantes, em sua maioria diriam (dizem) amém ao Arcebispo, porque no final das contas o que importa é a unidade da “Igreja de Cristo”.
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Leituras recomendadas…
Da Excomunhão, em Jusqu’ici tout va bien.
Violência viral, em Uma Malla Pelo Mundo.
O mistério do catolicismo não-praticante, em Amálgama.
Ditatômetro Savoir-Faire 0.1 beta, em Savoir-Faire
De como amei cada uma de vocês, em A Funky…
Eu gostaria de esclarecer, primeiramente, que não sou católico. Aliás, sou contra todo tipo de denominação que só separam ao invés de ajuntar. Dito isto, eu prossigo com o meu discurso.
Suponhamos que você seja um roqueiro. Portanto, você gosta de todo tipo de rock? Não posso afirmar categoricamente que todos os roqueiros gostam de todo e qualquer tipo de rock, mas isso não faz de você um não roqueiro. Semelhantemente, quando nos filiamos à uma religião ou instituição isso não significa que concordamos com todos os seus preceitos e ensinamentos.
Com todo respeito, quando flar de Deus, por mais que não concorde, você deveria usar de uma linguagem mais sóbria totalmente contrária a usada carregada de sarcasmos e ironias.
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achei muito interessante . A igreja incute medos e culpas. è uma hipocrisia danada. Além de tudo isso que foi citado até agora, parece que o pior não foi dito. A tal da pedofilia que hoje já se sabe é ato “comum” e sempre foi. Então, queridos, qual é a verdadeira face dessa igreja? Parece mais pregação do”coisa ruim”, com todo respeito.
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Camila, não tive paciência pra ler pela segunda vez seu post, mas fico feliz que escreva, esteja ativa, ainda que tendo forças pra levantar só pelos motivos que menciona. Realmente fico impressionado com sua “atitude”, pra usar este substantivo que fazem questão de adjetivar. No post de seu colega sobre o livro de Goswami, coloquei um link para entrevista com John Lennox, que coloco aqui também: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090426/not_imp360645,0.php
Se quiser mantemos contato pra dar outras fontes de leitura pra você, pra que seus posts de religião, pelo menos, sejam de fato profundos além de bem humorados. Estou dizendo isso com a maior franqueza mesmo. Com todo desejo de mantermos o diálogo, um abraço.
Guto Brinholi
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“A idéia da imaculada concepção me assusta bastante, na verdade (já pensou acordar grávida um dia sem nem ter tido o gostinho do sexo? O horror, o horror)”
A Imaculada Concepção não tem qualquer relação com o ato sexual de qualquer pessoa. Refere-se a CONCEPÇÃO DE MARIA sem a mancha do pecado original.
http://www.agencia.ecclesia.pt/catolicopedia/artigo.asp?id_entrada=951
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Religião cada um tem a sua, a minha é católica e sou bastante feliz pela opção. – Acredito que o mútuo respeito é sinal de crescimento religioso. – Amigos respeitemo-nos e sejamos felizes.
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Concordo plenamente Luis, falou pouco, mas disse tudo, seja feliz.
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se seis bilhões de pessoas acreditam em alguma besteira….isso nao se torna menos besteira por isso…
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