Charles Darwin: evoluir ou morrer

por Isis Nóbile Diniz * – Definitivamente, 2009 é um ano para comemorar a ciência. Na área de biológicas, cerca de 40 países realizarão eventos para festejar os 200 anos do nascimento de Charles Robert Darwin e os 150 anos da publicação do seu A origem das espécies.

Aquariano – como eu! –, o inglês visionário nasceu no dia 12 de fevereiro de 1809. Certa vez, em 1835, resolveu visitar um arquipélago chamado Galápagos, pertencente ao atual Equador. Por cerca de um mês, coletou plantas e observou a vida animal. De volta ao frio londrino, utilizou suas observações e anotações para, em 1859, publicar o revolucionário livro, que teve sua primeira edição esgotada em um dia.

Atualmente, falar que os seres evoluem de ancestrais comuns não é novidade – graças ao Darwin. Mas imagine na época. Na Europa, a Igreja Católica ainda era forte, ditava as regras e até pensamentos da sociedade.

Aliás, ainda hoje existem pessoas que acreditam no criacionismo, ou seja, que Deus criou num toque de mágica todas as espécies. Recentemente, a então candidata americana Sarah Palin afirmou o criacionismo publicamente. O que revoltou cientistas do mundo todo.

Enfim, 150 anos se passaram de bafafá. De fósseis e mais fósseis provando que o inglês estava certo. De DNA confirmando a mesma história. De possíveis mutações em mosquinhas dizendo que nos adaptamos ou morremos.

Até que, no ano passado… A mesma Igreja Católica voltou atrás. Disse em alto e bom tom: a Teoria da Evolução é compatível com a Bíblia! Juro! Leia mais aqui. Ué, a Bíblia é interpretada. Agora, os católicos podem observar Adão e Eva como uma evolução de outros primatas. Taí a importância de Charles Darwin, que faleceu doente, em meio a tanto estresse em torno da sua obra, aos 73 anos.

Darwin está para a biologia como Galileu Galilei para a física. Este, sim, teve que negar sua teoria para não morrer nos mãos da Igreja. Mas, antes do último suspiro, soltou: “Eppur si muove”.

Para saber mais sobre o Ano de Darwin, clique aqui.

*

Curiosidades:

- Robert Darwin, pai do Darwin, queria que o filho tivesse uma carreira eclesiástica;
- A viagem a bordo do HMS Beagle durou cerca de três anos e passou por toda a América do Sul;
- O capitão do navio, FitzRoy, quase não aceitou Darwin devido à forma do seu nariz;
- O naturalista era chamado pelos colegas marinheiros de “Philos”;
- Em 1832, Darwin esteve no Brasil e considerou a escravidão ofensiva;
- No final da vida, todo dia intercalava caminhadas com longas horas de estudo;
- Darwin está enterrado na Abadia de Westminster, perto de Isaac Newton;
- Em 2006, morreu aos 175 anos, a tartaruga Harriet que, dizem, foi adotada por Darwin como animal de estimação.

 
* Isis Nóbile Diniz é escritora e jornalista com especialização em divulgação científica. No blog Xis-Xis, escreve sobre ciência, comportamento e meio ambiente.


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300 comentários | Dê sua opinião

  1. Diego 10/02/2009 em 10:58 am

    Matéria de conteúdo totalmente parcial. Busca induzir as pessoas a acreditarem no que lhe é peculiar.
    Contudo, não haveria a perfeição em todo ciclo da natureza, se não fosse por meio do único Deus vivo, Criador sim, dos céus, da terra e de tudo que neles há!
    Para aqueles que dizem ter “fé”. A fé não se trata de ver para crer, mas sim, de crer para ver. “… bem aventurados os que não viram e creram”

    Responder
  2. Gerson Marques Firmo 10/02/2009 em 11:43 am

    Com certeza eu não evolui de nenhum macaco, como vc pode ver hoje, existem macacos e existem homens, não existe um meio homem e meio macaco.
    porque os macacos não evoluem mais?
    pq o homem não evolui?
    e ninguem pode culpar a Deus pelas loucuras da Igreja ou de qualquer outra religiaão, com certeza o deus que eles pregam não é o verdadeiro DEUS da criação.
    O que eu acho um absurdo é o cientistas falarem de bilhões de anos atraz.
    e quanto a igreja, ela esta longe de Deus, e é culpada por esta desordem toda.
    Bom, isso é o que eu acho, nem a igreja, nem os evolucionistas estão certos.
    Obrigado.

    Gerson

    Responder
    • bruna vargas 30/07/2011 em 12:24 pm

      não sei se já te contaram ou ao menos você á leu…mas o homem no evouiu do macaco…ele apenas tem um ancestral comum ..que seria o homo sapiens…seria bom ler um pouco sobre a ciência antes de vir escrever bobagem e mostra que não tem o minimo de estudo!

      Responder
  3. Fernando 10/02/2009 em 11:51 am

    Realmente darwin foi um homem que descobriu varias outras coisas alem da evolução, inteligentíssimo que com uma sensibilidade não muito típica da época, uma pena ter morrido por complicações devido ao estress em volta de sua teoria, mas o cristianismo Católico irracional da época infelizmente deve ter tido um papel muito importante para esta consequencia em sua vida!
    Acho que a questão religiosa na época se denominava como sendo os detentores da verdade, mas a verdade não está na igreja mas sim em Cristo aquele mesmo que dividiu a história e ainda assim os cientistas trabalham árduamente para provar a sua impotência, mas fazer o que? a história ja esta dividida nele. Hoje após muito tempo, nós podemos pensar (coisa que Deus nos estimula a fazer) e entender que não somos detentores da verdade mas sim eternos aprendizes, é o mais legal é que Deus nos deixa conhece-lo e tudo o que ele fez e faz, por nós, tanto por nós, que antes de criar o peixe, ele criou a agua pro peixe viver, antes de criar o homem, aqui estavam os nutrientes e o alimento para que o homem primata ou não pudesse sobreviver, isso é apenas um pó na demonstração de um amor, um grande amor, que está acima da ciência, por que se pudesse se explicar, se poderia copiar, e nunca o homem poderá copiar o que Deus fez a quinquilhões de anos e o que faz hoje.
    Nós somos meros aprendizes de uma sabedoria que está muita acima de nossa capaciadade humana.
    Tente refletir e imaginar eternidade e não o tempo, quando você conseguir dimensionar a eternidade, voce poderá imaginar algo maior do que você!
    Justiça, paz e alegria a todos, pois só a paz onde há justiça e só a alegria onde há paz. (pode ser dentro de você)

    fernando.william84@gmail.com

    Responder
  4. Henrique 10/02/2009 em 5:18 pm

    Oi Isis,
    Sem querer ser chatinho (mas já sendo), a Igreja Católica nunca condenou a Darwin, nem proibiu seu livro “A Origem das Espécies”, então, não tem como ela ter voltado atrás na questão. Achei essa notícia aqui, no site do jornal zero hora ( http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2185749.xml&template=3898.dwt&edition=10707&section=1014), onde um membro da Santa Sé diz que a Igreja não deve pedir desculpas a Darwin pois nunca o censurou. A briga de Darwin se deu com a Igreja Anglicana, mais especificamente com o bispo Samuel Wilberforce (http://en.wikipedia.org/wiki/Samuel_Wilberforce), que era apoiado por outros cientistas da época, que não aceitavam a teoria proposta por Darwin. Essa posição, contaminou não só a Igreja Anglicana da Inglaterra, mas também várias de suas ramificações/divisões (como a Igreja Episcopal e a Igreja Batista, nos EUA). Por isso, os índices de pessoas que acreditam no criacionismo é bem mais alto em países de maioria protestante tradicional, como os EUA e a Inglaterra, que em países de maioria católica como o Brasil. Pode reparar que aqui isso nunca causou grandes debates.
    Inclusive li o link que vc deu, e lá tinha um outro link, para uma página do site oficial do Vaticano, onde diz que haverá em Roma, de 3 a 7 de março de 2009, uma conferência internacional para comemorar os 150 anos da teoria da evolução e do livro “A Origem das Espécies”, patrocinada pela Pontifícia Universidade Gregoriana (propriedade da igreja católica) e a Universidade de Notre Dame de Indiana, EUA.
    Desculpa se tá parecendo que quero achar pelo em ovo, mas achei que seria interessante levantar esses dados.
    Abraço

    Responder
  5. Renato Martins 11/02/2009 em 12:42 am

    Gerson eu respeito sua opinião, mas somos tão primatas como micos, chipamzés ou orangotangos, será que é necessário descrever as semelhanças, não somos criaturas divinas, somos animais, há tempos atrás não conseguiamos nem se comunicar, a evolução leva milhões de anos, tantos anos que nós nem conseguimos ter idéia de quanto tempo é, Darwin é um dos heróis da ciência pela sua coragem e genialidade, quanto a ligação Deus-Igreja, eu não consigo imaginar que exista uma força que controle todo o universo que conhecemos pela sua imensidão, a vida é algo extraordinário, mas ela anda de mãos dadas com a morte, essa visão de que há alguem que nos observa de um Deus pai todo poderoso foi passada pela Igreja, vivemos em um tempo de “revoluções” na forma de pensar, por isso eu admiro Darwin, essa história de Adão e Eva não cola mais, e arca de Noé então é um mito ridículo, a questão é crer ou mostrar provas ou argumentos.

    Responder
    • patricial uz 13/02/2010 em 6:34 pm

      não é porque nós não vemos deus que ele ñ exista.
      se evoluimos do macaco porque os que estão no mundo afora ñ se evoluen
      deus criou o seu e a terra se vcs tivessem um pouco mais de fé veriam cada maravilha que ele fez e faz todos os dias de nossas vidas.
      se algum dia vc for a uma igreja quando pissar lá dentro
      sentira a presença de deus no mesmo instante.
      Tenho certeza que se vc ter fé ele vai mudar seu jeito de pensar e de ser.

      Responder
  6. Eneraldo Carneiro 11/02/2009 em 9:06 am

    Creio que é instrutivo observar, que o comentário do Gerson Marques traduz uma concepção vulgar e comum de evolução, que associa, e mesmo confunde Evolução com Progresso. Embora esta seja uma acepção aceitável no dia a dia, onde podemos falar algo como: “fulano evoluiu na carreira, foi promovido a vice-pres. executivo…”, p. ex. , ela não faz qualquer sentido em Biologia. Então quando se fala que os “macacos não evoluem”, ou “o homem não evolui”, as pessoas estão falando em evolução no sentido de progresso, pensando talvez naquela famosa figura tipo escada, que vai do macaquinho até o homem moderno.
    Não é assim que funciona. Uma forma de vida não é melhor, ou superior a outra. Nós, humanos não somos superiores, nem melhores que as bactérias, por exemplo. Em Biologia, esta concepção não tem sentido, porque o que interessa, o que importa para qualquer ser vivo, do ponto de vista biológico, é a capacidade de sobreviver e se reproduzir (muito embora a reprodução seja na verdade uma forma de sobrevivência genética).
    O que chamamos de Evolução em Biologia não é uma escada progressiva em direção ao alto. Parece-se mais com uma árvore, com raízes e incontáveis ramificações.
    Nós, de fato, não descendemos dos chipanzés ou dos orangotangos, nem de nenhum primata MODERNO, contemporaneo. Nós humanos, e todos os primatas contemporaneos, dos gorilas aos micos-leões, descendemos de um remoto ancestral comum. Isto é, todos os primatas, somos diferentes ramos, saídos de um galho, que por sua vez é um dos ramos de um galho, e assim por diante, até ao tronco e finalmente a raíz da árvore da vida.
    Se você pensar bem, para quem se choca com a idéia de sermos descendentes de “macacos” (o que é incorreto se pensamos nos macacos atuais), a coisa toda, na verdade, é pior e mais assustadora. Pois todos os VERTEBRADOS hoje existentes, dos camundongos até nós, passando pelos tubarões, possivelmente (embora não seja certo) descendem de uma pequena criatura parecida com um verme, o qual chamamos de Pikaia Gracilens, que existiu há Ccerca de 500 milhões de anos no período conhecido como Cambriano. Pikaia é o mais antigo fóssil de cordado (filo que inclui os vertebrados) conhecido. Para mais detalhes pesquisar no Google sobre “BURGESS SHALE”, “FOLHETO BURGESS”, pikaia”, “cambriano”.
    Sem falar é claro que todas as formas de vida complexa, multicelular que há hoje, descendem de ancestrais unicelulares ainda muito mais antigos pra caramba à beça de montão ás pampas…
    Diante DISSO, acredite, descender de gorilas até que não soa tão mal!

    Responder
  7. Daniel 11/02/2009 em 12:47 pm

    Aproveitando o comentário do Eneraldo, indico aos interessados em ciência um livro do Stephen Jay Gould (que tenho quase certeza que embasou o Eneraldo): “Lance de dados: a idéia da evolução de Platão a Darwin” (Record, 2001). Excelente é apelido.

    Responder
  8. Eneraldo Carneiro 11/02/2009 em 2:19 pm

    Daniel

    Embasou sim, mas indiretamente via C. Hitchens em “Deus não é grande”, que cita Gould e foi onde tomei conhecimento do Folheto Burgess e de Pikaia Gracilens.

    Responder
  9. Bragança (MG) 12/02/2009 em 10:50 am

    E o pior é que em pleno ano 2009 ainda existem pessoas, mal informadas diga-se de passagem, que acreditam nesta teoria da evolução.
    Se Darvwin estivesse vivo já teria se retratado e estaria morrendo de vergonha de fazer aquelas afirmações.
    A ciência evoluiu muito e já se sabe que, biologicamente, a teoria da evolução é impossível. Todos os maiores cientistas de hoje reprovam a teoria da evolução, sendo eles cristãos ou não.
    Já existem outras teorias muito mais avançadas, mas é comum ao ser humano ter heróis, e elegeram Darwin como um deles. Infelizmente falta estudo e conhecimento às pessoas.
    Quem se interessar procure no Google por Darwing was wrong e verá um sem número de sites.

    Responder
    • FJ Souza 21/02/2010 em 3:23 am

      Bragança,

      já fui evolucionista. Mas depois que tomei conhecimento das várias fraudes
      históricas nas “evidências” da evolução comecei a duvidar da evolução.
      O problema é que livros de biologia até hoje ensinam erradamente várias
      “evidências” como se fossem verdadeiras.
      Digite no google “a sobreviencia do mais falso”, por exemplo.
      Quanto aos dinossauros, veja Smithsonian Magazine May, 2006.
      Fóssil de dinossauro encontrado com tecido orgânico “fresco”!
      Onde estão os 65 milhôes de anos alegados de sua extinção?
      A mídia já vive martelando a cabeça de todos para fixar nelas a idéia de
      que a evolução é verdadeira, mas não é!
      Ver plessiosauro pescado por japoneses em 1977!
      Os métodos de datação são todos furados! Estude isto e você vai se supreender.
      Há vários “cronômetros físicos e químicos” que contrariam uma idade tão grande para a Terra. Aí a evolução cairia de vez por terra.

      Nem tudo o que reluz é ouro.

      Responder
      • Gato Precambriano 21/02/2010 em 6:40 pm

        Souza

        O problema é que livros de biologia até hoje ensinam erradamente várias
        “evidências” como se fossem verdadeiras.
        /

        Éééééé? Que tal ser um pouquinho específico, tipo assim quais livros, que edições que editoras, etc?

        Fóssil de dinossauro encontrado com tecido orgânico “fresco”!

        História antiga há muito desmentida.

        A mídia já vive martelando a cabeça de todos para fixar nelas a idéia de que a evolução é verdadeira, mas não é!</

        A mídia, e todos os biólogos do Mundo, sem falar do Richard Dawkins. Uma verdadeira Conspiração Global!

        Ver plessiosauro pescado por japoneses em 1977!/

        .
        Não, não foi, mas mesmo que fosse, e daí?

        Há vários “cronômetros físicos e químicos” que contrariam uma idade tão grande para a Terra. Aí a evolução cairia de vez por terra.

        Ocorre exatamente o contrário. TODOS os métodos de datação conhecidos e reconhecidos pela comunidade científica, apontam de forma independente para uma idade antiga para o planeta Terra e o Sistema Solar, assim como o Universo.

        Responder
        • FJ Souza 22/02/2010 em 8:59 pm

          G Precambriano,

          Você acha que eu não conheço esses métodos abaixo citados?

          Rb-Sr: 48,8 bilhões de anos
          K-Ar: 1,25 bilhão de anos
          Sm-Nd: 106,0 bilhões de anos
          Lu-Hf: 35,9 bilhões de anos
          Re-Os: 43,0 bilhões de anos
          Th-Pb: 14,0 bilhões de anos
          U-Pb: 4,47 bilhões de anos

          Todos eles sofrem de um mesmo mal. Só tolo não vê!
          Há que haver uma suposição da quantidade inicial do elemento radioativo.
          Por exemplo:
          Caso do urânio/chumbo (U-Pb: 4,47 bilhões de anos)
          Supõe-se que inicialmente a rocha só tinha urânio e, com o tempo , parte dele se transforma em chumbo. Mede-se a razão entre U/Pb e calcula-se a “pretensa” idade da rocha. É patético, mas são coisas semelhantes que a “ciência” usa, ou seja parte da comunidade científica que tem a “chancela”
          sei lá de quem com o direito de opnar e sair publicado.

          Também, não se leva em conta, processos dinâmicos que possam ter ocorrido ao longo do tempo, como a lixiviação ocorrida, que pode carrear material mais pesado para baixo, como contaminação das camadas mais interiores por chuva e penetração de material mais pesado (chumbo) , por gravidade nas camadas inferiores, etc.

          Na verdade para datar corretamente a idade de uma rocha teriamos que saber com precisão a razão U/Pb inicial da rocha. Além disso, há uma outra suposição: a velocidade de decaimento deve ser constante. Quem garante isto?

          O que é estudar?
          É ler e engolir tudo o que se escreve e que se publica por aí.
          Você não sabe que para uma publicação ser aceita num periódico ela passa por uma espécie de “censura”? E só o que o corpo editorial, do periódico ou meio de comunicação acha “correto” é que sai publicado?

          Agora dizer que:
          “TODOS os métodos de datação conhecidos e reconhecidos pela comunidade científica, apontam de forma independente para uma idade antiga para o planeta Terra e o Sistema Solar, assim como o Universo.”

          Só se trocar a Terra por Marte! ou trocar o TODOS por POUCOS.

          Você não sabe que a comunidade científica manipula e é manipulada?
          Quem decide quais grupos vão receber verba para um determinado projeto de pesquisa? Se vc conhecer de mais perto esse meio científico vc saberá a resposta.

          Olha o exemplo da cosmologia. Só tem verba de pesquisa garantida quem pesquisa o BIG-BANG. Teoria inventada por um padre belga. Vc sabia?
          Pois é, ela sofre de um mal terrível, está capenga desde 1998 aproximadamente.
          Quando descobriram que as galáxias estão se afastando de forma acelerada para fora. Daí para manter a difunta teoria viva, os físicos da área que recebem para isto tiveram que inventar uma série de “entidades sobrenaturais” , nunca observadas, como a matéria escura, energia escura e a inflação.
          Recheiam complicadas equações com estas “entidades do além” para que os pobres mortais não ousem contradize-los e ” voilá”, a teoria do BIG-BANG “continua” viva e “garantindo” que o universo tem pretensos 13,5 Bilhões de anos.

          Agora, vai tentar buscar financiamento para uma outra teoria alternativa sobre o universo, como a do universo sempre existente, que não é nada criacionista, diga-se de passagem, e nenhuma verba é liberada.

          Aqui no Brasil, ainda temos um agravante, como a verba para pesquisa é escassa, temos mais um critério: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”.

          É p-a-t-é-t-i-c-o.

          Quanto à afirmação – O problema é que livros de biologia até hoje ensinam erradamente várias “evidências” como se fossem verdadeiras.

          Leia o artigo de Jonathan Wells (Biólogo PhD de Harvard) :
          A sobrevivência do mais falso.
          Originalmente publicado em The American Spectator – Dezembro 2000 / Janeiro 2001.

          Não basta só estudar, tem que ter senso crítico q-u-e-r-i-d-o.

          Responder
  10. Cecilia 12/02/2009 em 10:51 am

    Ciência e Fé podem e devem sempre andar em harmonia. Não entendo o porquê de uma teoria causar tanta polêmica pois tanto a teoria evolucionista (colocada pela ciência) de Darwin quanto o criacionismo (onde o Homem foi criado por Deus) podem existir juntos. Sugiro o livro “Fé e Ciência em Harmonia” do Prof. Felipe Aquino.

    Responder
  11. Maria 12/02/2009 em 10:58 am

    Se a evoluçao levou milhoes de anos para chegar onde chegou, acho que nao vamos ter muito mais tempo para evoluir por culpa da degradaçao do planeta…..
    Quanto tempo de vida deram para floresta amazonica?
    Nunca vamos saber si dentro de milhoes de anos vamos ser carecas com olhos grandes como un extra terrestre (afinal os pelos e cabelo sao restos da evoluçao que ficou e servem para nada nao?)…
    É verdade que estamos mesmo evoluindo?

    Responder
  12. Estrafargos Meríades 12/02/2009 em 10:58 am

    Às vezes, sorrir não é o bastante. Basta chorar as vidas alheias em um arquipélogo central!

    Responder
  13. Egivaldo 12/02/2009 em 11:01 am

    Naum sei o porque a Biologia e a Ciencia precisa comemorar alguma coisa, digo, torcer pelo descaso catolico, essa tida como matriz religiosa, que naum pasou de uma responsavel por muitas decadas pelo descaso biblico. Nao creio na Evolucao de Epecimes, mas reconheco a importancia da exitencia do Sr. Darwin para a biologia, essa sim evoluiu e com certeza a mente dos cinetistas…naum temos mais macacos ops, digo, darwin’s a frente de pesquisas e o que naum e tendecioso aqui e meu pensamento. O homem pra fungir de si mesmo e de seus fantasmas, sempre buscou algo ou alguem em que por a culpa.

    Responder
  14. Ana Carolina 12/02/2009 em 11:05 am

    Eu acredito no Criacionismo, eu acredito que foi Deus quem criou todo o Universo, os céus, a Terra e cada uma das galáxias; acredito que Ele criou cada animal, desde os menores até os gigantes; eu acredito que Ele criou o homem e a mulher e ordenou que eles se multiplicassem e enchessem a Terra; eu acredito que Ele criou tudo o que fosse ser necessário para a minha sobrevivência; eu acredito que é Ele quem me matém viva dia após dia, e acredito também que morrerei quando Ele achar que é a minha hora! E NUNCA vou acreditar no Evolucionismo.
    Mas, apesar disso, eu jamais desrespeitei ou desrespeitarei qualquer indivíduo que acredite no Evolucionismo. Acredito que cada um pensa como quer, e é por isso que respeito, mas exijo esse mesmo respeito de volta!
    O Criacionismo é uma questão de fé, bem como tantas coisas que aprendemos por aí, e se existe uma coisa nesse mundo que não deve ser vulgarizada ou ignorada é a fé do próximo. E pensem o que quiserem, mas, eu defendo a minha fé!
    ;o)

    Responder
    • joca 20/02/2010 em 11:17 pm

      A evolucão não é uma questão de acreditar ou não, ela é um fato.
      Vai estudar minha querida.

      Responder
  15. daiana 12/02/2009 em 11:07 am

    É muito fácil achar explicações obvias para o que não conhecemos…
    Principalmente estas… “foi Deus” ou “foi o diabo”
    Não sou estudiosa no assunto, mas realmente creio que estes tipos de explicações são infantis, pois é certo quando se pergunta para uma criança o porquê da chuva ela dizer “foi deus que quis”. Logo, todas essas teorias básicas cristãs caem por terra diante da ciência, lógico que não devemos discartar tudo, pois em muitos casos pode-se associar ciência e religião, mas convenhamos… Charles Darwin esteve bem a frente de toda visão que já se tinha tido à época… e ainda hoje ter gente que pensa como antigamente, ignorando todo um caminho revolucionário da ciência… não consigo entender.

    Responder
  16. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 11:30 am

    Cecília

    Você acharia possível o convívio entre a teoria que afirma que a Terra é plana e que o Sol gira em torno dela, com outra que afirma que a Terra é redonda e gira em torno do Sol?
    Você gostaria que na escola, na aula de Ciências, as duas fossem ensinadas aos seus filhos como sendo verdadeiras?
    Me perdoe a franqueza, mas porque ao invés de simplesmente “vender” o livro que você citou, você não nos apresenta os argumentos que fundamentam sua opinião?
    O que você conhece dos argumentos criacionistas, de que a Bíblia provê uma descrição acurada da criação do Universo e da Vida, e da Teoria da Evolução e todo o conhecimento que já acumulamos em biologia, geologia, etc, que te fazem afirmar que ambas podem conviver?
    Veja, quando falo em convivência das duas, não falo em convivencia mental, na possibilidade de alguem, como você suponho, imaginar dentro da sua cabeça (a criatividade da mente humana é inesgotavel) que as duas são compatíveis. Falo em convivência e compatibilidade, como explicações atuais e úteis para compreender determinados fenomenos da natureza, a ponto de serem ensinadas nas escolas.

    Responder
  17. Lili New 12/02/2009 em 12:10 pm

    Aos evolucionistas: pq a “evolução” só ocorreu há zilhões de anos atrás e hj não se vê um simples sinal de “evolução”? Peço que me deem um exemplo de “evolução” recente (aceito últimos 100 anos). Não estou sendo irônica.
    Sugiro que os evolucionistas e seguidores continuem se informando sobre teorias científicas, bem como novas descobertas, visto que muitos cientistas já acreditam na Criação e outros já provaram a existência de diversos fatos bíblicos, como ex. a arca de Noé (sim, existiu, comprovada cientificamente).
    Não entendo como pessoas que acreditam em algo de 150 anos e se dizem modernas, não se atualizam sobre novas descobertas científicas e ainda chamam de ultrapassados aqueles que acreditam nos fatos bíblicos que, volto a dizer, cientistas já comprovaram.

    Responder
    • joca 20/02/2010 em 11:19 pm

      uma bacteria que se alimenta de nailon é prova suficiente?
      o nailon não existia 40 anos atrás, ou seja, ela evoluiu.

      http://en.wikipedia.org/wiki/Nylon-eating_bacteria

      Responder
      • FJ Souza 21/02/2010 em 3:37 am

        Joca,

        isto é uma falácia.
        Raciocínio falso a partir de argumento verdadeiro.
        Outra coisa teoria é teoria, fato é fato!
        Acredite você está sendo manipulado pela mídia e pela mídia científica.
        Veja no google: A sobrevivência do mais falso.
        Quanto aos dinossauros, veja Smithsonian Magazine May, 2006.
        Fóssil de dinossauro encontrado com tecido orgânico “fresco”!
        Onde estão os 65 milhôes de anos alegados de sua extinção?

        A mídia já vive martelando a cabeça de todos para fixar nelas a idéia de
        que a evolução é verdadeira, mas não é!
        Ver plessiosauro pescado por japoneses em 1977!

        A meia vida do Carbono 14 é só de 5700 anos. Não dá para datar fósseis de pretensos 100 milhões de anos. Data-se, neste caso, a rochas em que foram encontrados. E aí começa a viagem na maionese das datações furadas.

        Vai estudar meu querido.

        Responder
        • McFly 21/02/2010 em 6:16 pm

          Joca, pode por favor dizer o que é uma teoria?

          Responder
        • Gato Precambriano 22/02/2010 em 9:54 am

          FJ Souza

          C-14 só é usado para datar material orgânico e de idade relativamente recente, isto é, de menos de 50 mil anos. Serve para provar, por exemplo, que o Sudário de Turim é uma falsificação do século XII, ou para datar múmias.
          Para datar rochas há outros métodos usando radioisótopos com meias-vidas muito, mas muito, muito mais longas:
          Rb-Sr: 48,8 bilhões de anos
          K-Ar: 1,25 bilhão de anos
          Sm-Nd: 106,0 bilhões de anos
          Lu-Hf: 35,9 bilhões de anos
          Re-Os: 43,0 bilhões de anos
          Th-Pb: 14,0 bilhões de anos
          U-Pb: 4,47 bilhões de anos

          Como pode ser visto aqui com mais detalhe (em inglês) existe um extraordinário acordo entre os diferentes métodos de datação, usando diferentes amostras. Portanto não há razão plausível para se duvidar da confiabilidade desses métodos, nem da data estimada de 4,5 bilhões de anos para a idade do planeta. Nessa altura do campeonato seria mais ou menos como duvidar que a Terra é redonda. Ou seja, uma idiotice de tirar o fôlego!
          Quanto a Evolução acontecendo diante dos nossos olhos, e ainda só no nível das bactérias, ver o Experimento de Longo Prazo sobre a Evolução do E. Coli (inglês), que já dura 20 anos. Esse experimento detona de uma tacada tanto as alegações criacionistas tradicionais quanto sua versão muderna o design inteligente.
          Quem tem que estudar é VOCÊ, q-u-e-r-i-d-o.

          Responder
        • Daniel 23/02/2010 em 1:15 pm

          “A evolução é um fato amplamente demonstrado pelo histórico fóssil e pela biologia molecular contemporânea. A seleção natural é uma teoria bem sucedida elaborada para explicar o fato da evolução”, Carl Sagan.

          Responder
        • FJ Souza 23/02/2010 em 10:30 pm

          Daniel,

          ninguém aqui é dono da verdade.

          Por isso, dizer que:
          ” “A evolução é um fato amplamente demonstrado pelo histórico fóssil e pela biologia molecular contemporânea. A seleção natural é uma teoria bem sucedida elaborada para explicar o fato da evolução”, Carl Sagan. ”

          Não passa de uma opinião, baseada em sua crença na evolução, como a de tantos outros.

          O registro fóssil não demostra a evolução! Não há nenhum “elo perdido” nele.
          Apenas os falsificados para tal.
          Os Neo-evolucionistas sabem disto e criaram a teoria auxiliar da evolução chamada de “Teoria do Equilíbrio Pontuado”. A tal, sem fundamento algum, apenas usando de conjecturas, como é habitual neste “campo da ciência”,
          sustenta que a evolução ocorre em períodos curtos de tempo, e por isso não se acham os “elos perdidos”. Fora isto, o que se diz dos fósseis encontrados não passa de interpretações tendenciosas e apaixonadas dos amantes da evolução.

          A seleção natural existe, mais não gera novas espécies, apenas seleciona os indivíduos mais aptos dentre os de uma mesma espécie como os mais prováveis genitores das gerações seguintes.

          Responder
  18. Claudemir 12/02/2009 em 12:37 pm

    Caracas!

    Não entendo como uma TEORIA pode causar tanta impacto sobre as pessoas, a ponto de elas a tomarem como realidade. Nem mesmo Darwin acreditava totalmente no que estava dizendo.

    “De fósseis e mais fósseis provando que o inglês estava certo. De DNA confirmando a mesma história. De possíveis mutações em mosquinhas dizendo que nos adaptamos ou morremos.”

    Esqueceu de mencionar os fósseis e fósseis provando que o inglês não estava certo, também. Não faltam lacunas na teoria de Darwin, lacunas estas que invalidam todo o restante. Outro ponto interessante a comentar sobre a frase acima é de que o criacionismo não nega nem nunca negou a evolução dos seres vivos em diversos aspectos. Afinal, esta matéria estaria no ar há 200 atrás? Obviamente não, pois o ser humano evoluiu em muitas áreas até chegar ao nível tecnológico atual.
    Agora, afirmar que um processo evolutivo, por si só, é capaz de transformar uma ameba (ou o que quer que fosse) em um ser humano, ou em milhares de espécies diferentes com o passar do tempo, é a mais impressionante fábula já vista.
    Provar que um amontoado de energia e matéria podem se transformar em um conjunto celular ordenado é uma coisa. Outra coisa é provar que esses conjuntos celulares se organizem de forma que seja possível a existência da VIDA, é outra coisa completamente diferente. E não adianta, não vai ser possível provar, porque tal coisa é impossível. Até o desenvolvimento de um robô bastante “pensante” como temo hoje, exige a presença de um Criador.

    Além disso, tomar a Igreja Católica como a porta-voz da razão a respeito da Bíblia é outro erro primário e grosseiro. Basta olhar pros tempos da idade-média. A verdade está longe dela há muito tempo.

    Entretanto, a indagação que mais me assombra é a seguinte: Como uma postagem desse nível por parar na capa do Yahoo?

    Responder
  19. Daniel 12/02/2009 em 12:56 pm

    É, vendo alguns comentários aqui você é realmente levado a duvidar que as espécies evoluem…

    Ao senhor Bragança: sim, digitando-se “Darwin was wrong no Google”, retornam 45 mil comentários. Mas, “Darwin was right” retorna 108 mil. Quero dizer, se o Google for a sua baliza, melhor teria sido não comentar.

    A senhorita Lili, por sua vez, quer ver a evolução em processo dentro de um laboratório, numa caixa de vidro. Ou então ver um animal evoluindo enquanto ela senta num banco de praça.

    Até parece que esse pessoal só acredita no que vê…

    Bah!

    Responder
  20. Lili New 12/02/2009 em 1:41 pm

    Tanto faz sr. Daniel.
    De acordo com a teoria da evolução, vc terá q me fornecer um exemplo de “um animal evoluindo enquanto ela senta num banco de praça”, visto que, de acordo com a referida teoria, as espécies evoluíram sozinhas, sem “intervenção”.
    Se vc me fornecer um exemplo de “evolução em processo dentro de um laboratório, numa caixa de vidro”, precisarei de um bom embasamento que justifique o fato da intervenção “de um ser” nessa “evolução”, a ponto de fazer jus a teoria de Darwin.

    Responder
  21. Carolina 12/02/2009 em 1:41 pm

    Com todo o respeito a tudo o que foi comentado até agora (criacionista ou evolucionista, embasado ou não), não creio que Darwin desmentiu o criacionismo.
    Como não sou bióloga, nem uma profunda estudiosa do assunto e tampouco quero convencer alguém de alguma coisa, coloco alguns questionamentos.
    Se todos viemos de um único ancestral comum, por que não acreditar na interferência de um único Deus criador?
    Se lermos o primeiro capítulo de Gênesis (acreditando ou não) veremos que no quarto dia os répteis foram criados, em seguida as aves e depois as baleias (que todos concordamos serem mamíferos, certo?)
    Se o que eu aprendi na escola estiver correto, a linha evolutiva dos animais se dá na seguinte ordem: peixes, répteis, anfíbios e aves e por último os mamíferos. Qual a contradição com o texto bíblico?
    Imaginem os senhores um hebreu criado no Egito escrevendo há uns 5 mil anos que as espécies animais são resultantes de uma série de combinações genéticas. Impensável, né?!
    Gostei muito do comentário do Renato, mas sou obrigada a discordar dele quando ele diz que “a questão é crer ou mostrar provas ou argumentos.” Para crer é preciso pensar e questionar.
    Na verdade, eu até consigo conceber o universo como resultante de uma série de reações físico-químicas. Mas não que elas tenham se dado ao acaso.

    Responder
    • amanciosiqueira 03/05/2010 em 10:00 pm

      A bíblia diz também que os céuas e a terra foram criados antes da luz, que depois da terra deus criou o sol e a lua para iluminarem a terra et cetera. Sério que você crê nisso?

      Responder
  22. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 1:54 pm

    Ana Carolina

    Seu comentário deixa claro a diferença entre Ciência e Fé religiosa.
    A ciência trabalha com dados, evidências, fatos. Se novos fatos, dados e evidências surgem os cientistas aperfeiçoam, modificam ou mesmo abandonam teorias CONFORME os fatos, em consonancia com os dados.
    Já você deixa claro que sua Fé permanecerá inalterada independente de qualquer fato, dado ou evidência.

    Responder
  23. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 2:01 pm

    Bragança

    É mesmo? Então nos ilumine e cite quais os “maiores cientistas”? Que trabalhos realizaram? Quais publicações cientificas publicaram seus estudos? Quais são essas “outras teorias muito mais avançadas”? Em que se fundamentam?
    Você tem algum link para indicar? Mas tem que ser de alguma instituição científica, não de algum instituto biblico, ok?
    O que eu acho engraçado é que algumas pessoas acham que mencionar o Google, dar o título de algum livro obscuro, sejam argumentos.

    Responder
  24. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 2:05 pm

    Bragança

    Ah, sim.. de quais afirmações Darwin estaria morrendo de vergonha se fosse vivo? Pergunto porque acho que o Sr. não tem a mais remota idéia sobre o que está falando.

    Responder
  25. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 2:15 pm

    Lili

    Seres vivos estão evoluindo o tempo inteiro bem debaixo do seu nariz. Você não parece entender realmente do que se trata, então se me permite vou explicar algumas coisas básicas para você entender.
    Primeiro, a evolução não ocorre a nível individual, ela ocorre a nível de populações. Se você colocar uma barata numa caixa, ela não vai “evoluir”, se é isso o que você está pensando. Contudo, se você pegar uma população de baratas, e aplicar nelas um inseticida, muitas, provavelmente a maioria irão morrer. Mas umas poucas irão sobreviver. Estas não sobrevivem porque o “Deus das Baratas” que as fez à sua imagem e semelhança, as livrou da morte. Elas sobrevivem porque possuem uma resistência natural, fruto de mutação genética, ao inseticida. Tendo sobrevivido, elas óbviamente passam a se reproduzir, de modo que a próxima geração de baratas, será formada majoritáriamente por indivíduos naturalmente resistentes ao tal inseticida. O que obrigará os fabricantes a criarem novos e mais poderosos inseticidas, e assim por diante.

    Responder
  26. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 2:29 pm

    Carolina

    Carolina, para você ter uma idéia, segundo a datação da Bíblia, o mundo teria sido criado há uns 6 mil anos, no máximo. O que significa que o mundo “foi criado” depois da domesticação do cachorro….
    De acordo com os dados disponíveis, o Planeta Terra data de 4.500.000.000 de anos. As evidências de vida mais antigas datam de 3.500.000.000 de anos. Os dinossauros foram extintos há 65.000.000 de anos. Então eu não sei como você encaixa, se encaixa, a datação bíblica nesses dados. Sou todo ouvidos.

    Responder
  27. Lili New 12/02/2009 em 2:44 pm

    Eneraldo
    Na explicação que me deste sobre evolução, houve “determinada” intervenção. Como disse a Carolina, mudanças ao acaso não ocorrem. É impossível que a tal evolução tenha ocorrido por tão exatas e excelentes coincidências casuais. Não existe coincidências, tudo q ocorre, ocorre por algum motivo. O exemplo mais singelo da evolução não é a girafa e seu pescoço? Q tipo de intervenção casual ela sofreu para ter aquele pescoço? Nenhuma, ela só precisava se alimentar! Gostaria muito de obter um ex. sem intervenções.
    Sobre seu comment para a Carolina, afirmo que cientistas tb já comprovaram que testes feitos com carbono 14 n são seguros. Ora, se as datações feitas pelos cientistas são feitas utilizando-se carbono 14, elas tb n são seguras.

    Responder
  28. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 3:07 pm

    Claudemir

    “Esqueceu de mencionar os fósseis e fósseis provando que o inglês não estava certo, também. ”
    Não é que ela esqueceu, é que esses fosseis de que você fala NUNCA foram encontrados. Você ou está muito mal informado, ou mente mal e descaradamente.

    “Não faltam lacunas na teoria de Darwin, lacunas estas que invalidam todo o restante. ”

    Primeiro não sei se entendi o que você quer dizer com “lacunas”. Seriam falhas na teoria, ou seriam lacunas no conhecimento?
    No segundo caso, sempre as há, e é para isso que serve a Ciência, buscar respostas para as indagações. É para isso que os cientistas trabalham, ir preenchendo as lacunas, o que cria novas lacunas, e assim vai. Então os cientistas adoram as lacuna, pois preenche-las os mantem ocupados. Ja as religiões, de certa forma também adoram as lacunas por outras razões. É porque querem que as lacunas, os mistérios, os inexplicáveis, permaneçam assim: inexpliucáveis e desconhecidos.
    Já quando você fala em “lacunas…que invalidam todo o restante”, parece que você está querendo dizer que há falhas, ou questões que a teoria não dá conta. Ocorre que em Ciência, teorias são submetidas a inúmeros testes e verificações, e para que uma teoria seja inteiramente descartada, é necessário não algumas “lacunas”, mas uma incapacidade real de responder aos problemas a que ela se propõe, ou a NOVOS problemas que surjam E aí tem de haver alguma outra teoria que preencha esses requisitos, ser capaz de dar conta dos problemas, e responder as questões, e iinclusive ter poder de predição e abrir novos caminhos de investigação.
    Veja você que aqui estou usando, todo o tempo, uma acepção da palavra TEORIA, muito diferente da sua. Em Ciência uma TEORIA não é um palpite, um chute, uma especulação. Em Ciência TEORIA é um conjunto concatenado de explicações para fenômenos conhecidos. E para que faça juz ao termo, qualquer TEORIA deve passar no teste da realidade, não só conformando-se aos fatos, o que é básico, mas abrindo caminhos de investigação que venham a descobir NOVOS fatos, antes desconhecidos.
    Muito ao contrário do que suas afirmações, carentes de argumentação e fundamento, sugerem, poucas teorias científicas foram tão testadas quanto a de Darwin. Poucas tem mostrado ser tão resistentes, porque válidas. Ao contrário do que você afirma sem demonstrar, não existem hoje sequer uma hipótese, que dirá Teorias capazes de ao menos fazer uma sombra que seja às descobertas de Darwin.
    O que não quer dizer que Darwin não seja superado no futuro. Mas quando o for, certamente não o será pela reafirmação da fé cega em textos primitivos de bárbaros da Idade do Bronze. Mas pelo continuado trabalho de livre investigação e acúmulo de fatos e conhecimentos.

    Responder
  29. Daniel 12/02/2009 em 3:37 pm

    Lili,

    Obviamente a evolução ocorre sempre com intervenção: a intervenção do meio, a mais poderosa de todas. Mas suspeito que não é essa a “intervenção” dos seus sonhos. Então me diga qual outra. Já que você está tão preocupada com provas, apresente alguma que explique por A mais B como existimos hoje senão como resultado de um longo processo evolutivo. Estou ouvindo.

    Responder
  30. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 4:22 pm

    Lili

    Como adiantou o Daniel, acho que precisamos definir um pouco melhor os conceitos utilizados. Não sei, por exemplo, o que você quer dizer com “interrvenção”, ou “acaso”.
    Eu dei o exemplo das baratas, porque como todos os insetos, as baratas se reproduzem com relativa rapidez, e em quantidade. Mamíferos como as girafas e nós temos um ciclo muito mais lento.
    Eu não chamaria a ação do inseticida de “intervenção”. Esqueça o inseticida e pense em qualquer outro fator natural, como por exemplo o clima, ou a escassez de alimentos, ou qualquer outra coisa.
    Entenda que o principio fundamental sobre o qual Darwin fundamentou sua teoria é o da Seleção Natural. E a seleção natural não é um processo aleatório ditado pelo acaso. Indivíduos de uma população vão sobreviver e se reproduzir, na medida e proporção em que forem adaptados ao ambiente. Ou se é adaptado ou não se é. Num caso se sobrevive, no outro não. Não tem acaso, sorte. Talvez só no nível individual. Um indivívuo teve a sorte de ser mais resistente ao frio, num período glacial, p.ex.. Esses indivíduos terão mais facilidade para sobreviver, outors terão mais dificuldade, serão acometidos de doenças em maior proporção, tenderão a ser mais frágeis, se reproduzirão em menor quantidade, até que só restem na população os mais resistentes.
    Isso é seleção natural. Não tem “intervenção”, não tem “acaso”.
    Quando você fala das girafas me parece que você remete a Lamark, que advogava uma teoria concorrente da seleção natural, e que preconisava ele sim uma evolução a nível individual. Segundo ele as girafas teriam, individualmente, gradativamente, esticado seus pescoços, o que jamais foi observado. A explicação de Darwin é a de que aquelas girafas, ou melhor a ancestral das girafas modernas, que tinham os pescoços maiores, tinham mais facilidade para se alimentar do que as de pescoços menores, logo tinham mais facilidade para sobreviver. Ter o pescoço grande era uma vantagem. Com o tempo, os indivíduos de pescoço maior prosperaram cada vez mais, sobre os de pescoço menor, até que só restaram os de pescoço menor. Você pode se perguntar porque as girafas não se alimentavam do chão como todo o munod hora? E a resposta é que o alimento rasteiro já era, e é, muito disputado, havendo muita competição. OS ancestrais das girafas modernas então encontraram uma alternativa, onde a competição era muito menor. Além do fato de que quanto mais afastado do chão mais amplo é o campo de visão, e mais fácil para detectar a aproximação de predadores.
    Tem outra coisa ainda que você precisa entender sobre Darwin, e a Ciência em geral. Ele não postulou que não há, nem tenha havido, alguma “intervenção” o que quer que você queira dizer com isso. Ele apenas não partiu do PRINCÌPIO de que exista, ou tenha existido alguma “intervenção”, ele conseguiu explicar bem as coisas sem esse pressuposto (pressuposto que aliás não explica nada).

    Responder
  31. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 4:26 pm

    ERRATA

    No meu último comentário onde se lê: “…só restaram os de pescoço menor” por favor leiam “…só restaram os de pescoço MAIOR”.

    Responder
  32. Claudemir 12/02/2009 em 4:30 pm

    Eneraldo Carneiro

    Primeiramente, preciso admitir: foi um erro comentar nesse tópico. Primeiro, porque, aparentemente, ao contrário de você, eu nao tenho acesso a nenhum fóssil, nem tenho estudo específico o suficiente pra tirar minhas próprias conclusões sobre o assunto. Segundo, porque se eu me calasse agora, você poderia pensar que estava com a razão.

    Quando eu mencionei os fósseis que provam que Darwin estava errado, você bem retrucou que eles nunca foram encontrados. Bom, na realidade eu não sei, não tenho tanto tempo sobrando pra ir pesquisar no google. Mas eu sei de alguma coisa que nunca foi encontrada, e são os organismos intermediários que deveriam ligar as cadeias evolutivas. O que se tem são pedaços de esqueletos espalhados por aí em cima do diagrama de supostos bilhões de anos, todos eles supostamente tendo alguma relação um com o outro. Afinal, se do leite se faz o queijo, deve ser mais ou menos assim entre um crânio bem antigo e os nossos antepassados.

    Preciso mencionar também que tudo o que os cientistas provam, se relaciona à fragmentos de processos bastante divergentes entre si, que por si só não provam nada da cadeia evolutiva.
    Me lembro da minha professora de ciências explicando como o experimento de um certo camarada há algum tempo demonstrou como energia somada a matéria qualquer, mais um pouco de água poderia dar origem algum tipo de…coisa. Bem, eu na minha inocência colegial, fiquei surpreso quando ela disse que a vida tinha surgido dessa forma.

    Tipo, mostrar que um conjunto celular pode ser formando por uma combinação bizarra de forças e matéria, tá incrivelmente longe de provar que isso de fato aconteceu e originou a vida há bilhões de anos! Que que é isso, minha nossa, até eu passo vergonha com a minha fé diante da quantidade absurda de fé necessária pra crer nisso!

    Quando você diz que “poucas teorias científicas foram tão testadas quanto a de Darwin”, você está certo. Foram bastante TESTADAS, muitos fragmentos dela foram TEORIZADOS e PROVADOS, mas a teoria como um todo NUNCA foi provada! É disso que muita gente não consegue se desvenciliar. Estão loucos pra fugir da idéia de um Deus, por isso se afiliam a um grupo de TEORIZADORES que pensam estar à altura de provar alguma coisa que está bem além da capacidade deles. Como o Darwin.

    Se bem que Darwin ainda disse:
    “Se pudesse ser demonstrado que existiu algum órgão complexo, que não poderia ter sido formado por pequenas modificações, numerosas e sucessivas, a minha teoria seria totalmente invalidada.”

    Bom, se depender de TEORIAS científicas provadas, como você disse, já era. Basta ler sobre Michael Behe e a sua teoria, por exemplo. Mas, claro, quando se trata dessa teoria, ela não é suficiente pra substituir a de Darwin. Por que? Simplesmente pq isso não é bom pra Ciência. Afinal, depois de tanto tempo, voltar atrás é doloroso. Por isso se CRIAM mais e mais TEORIAS e TEORIAS pra contornar o triste fato de que não existe uma teoria que consiga provar a origem da vida e a tal evolução das espécies a partir de um ancestral comum.

    No fim das contas, você pode ficar com a sua FÉ nas teorias de Darwin (porque não adianta o tamanho dos esforços que se façam, ela ainda é uma teoria, não um fato), e eu fico com a minha FÉ em Deus, que me parece ser beeem mais inteligente que vocês.


    P.S.: Só tem uma coisa que me deixa mais consternado que o fato dessa matéria aparecer na capa do Yahoo, e do que o Darwin. É dar audiência pra esse blog e suas idéias. Então, se eu tiver sucesso em resistir às nossas maravilhosas conversas diante do seu próximo post, essa é minha ultima aparição por aqui.

    Responder
  33. Carolina 12/02/2009 em 4:48 pm

    Oi, Eneraldo

    A Bíblia (para a minha profunda ignorância) não deixa clara a datação da criação.
    A cada etapa da criação o texto encerra com a seguinte frase:
    “E foi a tarde e a manhã, o dia X.”
    Em Gênesis 2:1 está escrito:
    “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.”
    Estes 7 dias, como você mesmo já aceitou não são dias de 24 horas como os nossos.
    No Salmo 90:14 o salmista diz:
    “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou.”
    Talvez tenha vindo daí a sua conta dos 6 mil anos, mas eu creio que o salmista está usando de uma metáfora para expressar o quanto o nosso tempo é diferente do de Deus. Dada a sua magnitude, por que os 6 dias não poderiam corresponder a 4.500.000.000 dos nossos anos?

    Responder
  34. Carolina 12/02/2009 em 4:54 pm

    Correção: Salmos 90:4
    Desculpem!

    Responder
  35. Daniel 12/02/2009 em 5:23 pm

    Então, Claudemir, você não tem nenhum fóssil em casa, logo não dá crédito ao evolucionismo?

    Nesse caso, não sei como você consegue tomar rémedio. Deve ser porque tem um laboratório químico no quintal, onde faz mil experiências por dia para ver se as informações das bulas estão corretas.

    O que você propõe como mais crível que a cadeia evolutiva? O que você propõe como mais crível que complexas evoluções orgânicas que ocorreram durante milhões de anos? “Que haja luz etc.”?

    Você iguala no final do seu comentário a fé em Darwin à fé em Deus. Bem… já é um progresso. Se é que me entende.

    Acredite, se houvesse alguma teoria melhor para a vida na Terra do que a da evolução, a Igreja e os protestantes sérios a adotariam hoje em dia. Por que você acha que o Vaticano agendou para este ano discussões sobre Darwin? Não vai ser para negá-lo, te adianto. É para buscar “compatibilizá-lo com Deus”.

    Mas, ah!, esqueci que você não vai mais perder seu tempo no Amálgama.

    Obrigado pela audiência ainda assim.

    Responder
  36. McFly 12/02/2009 em 6:34 pm

    clap clap, Daniel.
    Eu diria que um artigo sobre o que é o método científico se faz necessário, mas acho que nunca alcançaria todos que precisam tomar contato com ele.

    Uma pena.

    Responder
  37. Lili New 12/02/2009 em 7:08 pm

    Meus caros!

    Qnd citei “intervenção” quis dizer algo proposital, como ocorre com plantas geneticamente modificadas. Que o meio interfere, seja com clima ou sei lá o q, n há dúvidas.
    Infelizmente não vai adiantar eu continuar aqui, defendendo minhas idéias criacionistas e vcs do outro lado com idéias evolucionistas. Será um cabo de guerra quase sem fim; pq terá fim qnd alguém ofender ou se sentir ofendido, como já está acontecendo. Respeito o fato de vcs acreditarem na teoria da evolução, mas como disse o Claudemir, ainda é uma teoria.
    Parabéns ao blog e comentaristas pela discussão interessante, mas me despeço por aqui.

    Responder
  38. Daniel 12/02/2009 em 7:23 pm

    Você é sempre bem vinda, Lili. Aqui a gente discute, se engalfinha, mas no fundo a gente se ama :-p

    Abs.

    Responder
  39. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 10:20 pm

    Lili

    Nós não “acreditamos” na Teoria da Evolução porque ela é mais bonitinha ou a mais simpatica. Mas porque esta teoria é ainda hoje, 150 anos depois, a que melhor explica e se adequa às evidências de que dispomos.
    Ao contrário do que dizem apologistas do criacionismo, este não é sequer uma teoria, pois não fornece qualquer explicação para os dados observados, já não fornecia no tempo de Darwin, por isso ele iniciou sua pesquisa, para começo de conversa. Tudo o que faz, e os “argumentos” apresentados aqui são típicos, é reclamar de “lacunas” e pedir “provas”.
    Para começar “prova” é uma palavra desprovida de sentido em Ciência. À rigor não é possível provar NADA, nem a nossa própria existência (quem garante que tudo isso não é uma alucinação?). Então esse conceito de “prova” é inútil.
    O que existem são evidências, dados, fatos. Mas para que essas evidências, dados e fatos sejam reconhecidos como tais, é preciso haver um acordo prévio sobre o que são “evidências”, “dados” e “fatos”. E a partir daí essas evidências, dados e fatos devem ser analisados com honestidade pelo que eles são, não pelo que gostaríamos que fossem. Em Ciências as Teorias se adequam aos fatos, não o contrário. Se não se aceitar esse princípio de honestidade intelectual, aí sim qualquer discussão, e não só científica, fica prejudicada. Deixa de ser um debate digno dese nome, e passa a ser um duelo de dogmas. E a História tem mostrado que quando dogmas duelam, o único jeito de resolver é pelo apelo à violência.
    Eu penso que apresentei a você de forma razoavelmente didática um bom exemplo da seleção natural em ação. Você, no entanto, não foi capaz, ou não pôde reconhece-lo enquanto tal. E tão pouco foi capaz de fornecer explicações alternativas além da idéia de uma “intervenção” “superior” ad hoc, que, aliás, não explica nada, por que serve para “explicar” tudo. Partindo desse principio não haveria Ciência, e ainda estariamos caçando bruxas para combater a epidemias de varíola, ou dengue, e fazendo exorcismo para “curar” epilepsia e Mal de Parkinson.

    Responder
  40. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 11:06 pm

    Claudemir

    É muito interessante e reveladora essa sua confissão!
    Você admite (o que nem precisava por óbvio) não ter “acesso a nenhum fóssil” nem “estudo específico o suficiente para tirar …. conclusões sobre o assunto”. E, contudo, parece que você JÁ tirou suas “próprias conclusões sobre o assunto”. Conclusões definitivas, opiniões consolidadas. De fato é uma confissão reveladora e exemplar.
    Em outras palavras, você não conhece os dados, nem a documentação existentes, nunca estudou a matéria. Ou seja, primeiro, você NÃO SABE do que esta falando. Mas isso nem é o mais importante. É ainda pior.
    Você nunca examinou os dados nem estudou o assunto, mas tem suas “próprias conclusões”, as quais, óbviamente, você não formou através do exame e estudo desses dados, portanto sua opinião não se fundamenta nisso mas em alguma outra coisa que não as evidências. As evidências foram e são irrelevantes para a formação da sua opinião sobre o assunto. Então, se você não levou as evidências em conta para chegar às “suas” conclusões, se elas são irrelevantes, isso significa que elas tão pouco o farão mudar de idéia. Isto é, nenhum dado, fato ou evidência, bem como nenhum exame, análise de dados, fatos e evidências será suficiente para fazê-lo chegar a “conclusões” diferentes.
    E no entanto você Claudemir, tem o desplante, a sem-vergonhice, a cara-de-pau, o descaramento, de ficar gritando histéricamente por “provas” (para porque esse termo não tem sentido ver comentário anterior para a Lili), sabendo desde o princípio que elas não farão qualquer diferença. Podemos (e o fazemos) mostrar, exibir, desenhar, todos os dados, fornecer toneladas de bilbiografia, artigos científicos, enfim, todas as “provas”, como você chama equivocadamente. Nada disso fará diferença. Nunca existirão “provas” o suficiente, mas não porque não haja “provas”, mas porque “provas” ,de fato não importam para você em absoluto.
    Essa sua atitude é exemplar da arrogância e da desonestidade intelectual comum aos apologistas do criacionismo.
    Você admite não saber do que está falando, mas fala assim mesmo. Cobra o preenchimento das “lacunas” da teoria, mas tem uma desculpa na ponta da língua para as SUAS lacunas, para a sua ignorância….ah, é que você é um homem muito atarefado, não tem tempo de pesquisar no Google, que você parece pensar que é uma espécie de Biblioteca de Alexandria moderna.
    Mas eu não o culpo. Estudar e pesquisar Biologia, e Ciências em geral é um trabalho duro, difícil. Ficar decorando passagens da Bíblia é tão mais fácil.
    Felizmente temos homens e mulheres trabalhadores, dedicados, empenhados em fazer avançar nossos conhecimentos, explorando as fronteiras do desconhecido, tornando-o familiar. Felizmente, pois se dependêssemos de pessoas como você e Michael Behe, ainda estaríamos caçando bruxas para deter epidemias, ou torturando pessoas com problemas mentais para expulsar demônios.
    Quanto a sua “profissão de fé” eu faço votos que você não leve esse seu desdém pela Ciência ao pé da letra. Se ou quando você ou um dos seus tiver alguma doença grave, mas grave mesmo, não fique só com sua “fé”. Procure um médico. Não hesite em recorrer a todo o avançado arsenal médico, desenvolvido pelas Ciências nas últimas décadas.
    Não se deixe cegar a esse ponto.
    Por fim Claudemir, eu não falo pelo Daniel, mas preciso dizer que achei de uma tremenda deselegância, você vir aqui, sem ser especificamente convidado, ter todo o espaço para fazer o seu proselitismozinho barato, de 5ª categoria, e no final ainda se achar no direito de desancar o blog. Olha, nessa você realmente passou dos limites.
    É o fim da picada!

    Responder
  41. léo e só 12/02/2009 em 11:16 pm

    Pois eu acredito me Adão e Eva e tbm em Darwim.

    è tudo muito simples, vejam bem:

    1º O senhor criou o homem e amulher e lálálá, mas é claro que depois da maça e da banana divina, expulsos do paraíso, viram suas belas formas, a imagem do divino, se transformarem em rostinhos primatas, macaquinhos.

    Dai pra evolução foi um pulinho.

    Ora, ta´tudo explicadinho nas entrelinhas.

    abs gente. ;D

    Responder
  42. Eneraldo Carneiro 12/02/2009 em 11:50 pm

    Carolina

    “Estes 7 dias, como você mesmo já aceitou não são dias de 24 horas como os nossos.”
    Linda, eu nunca fiz essa afirmação. Nada do que eu disse pode ser interpretado dessa forma.
    A datação de 6 mil anos, é uma “conclusão” clássica, tradicional dos apologistas do criacionismo à partir da Bíblia. Há um sub-ramo dos criacionistas que defende a chamada teoria ou hipótese da Terra Jovem. Esse é considerado um ponto chave para esses grupos porque a Teoria da Evolução é incompatível com uma Terra bem mais jovem (do que ela é), pois os efeitos da seleção natural precisam de tempo para se manifestar. Mais tempo quanto maior a complexidade dos organismos.
    Certamente é possível, e há aqueles que o fazem (não EU), uma leitura não literal da Bíblia. E tratam certos (senão todos) relatos, como o Gênese, como metáforas. Daí 7 dias “divinos” tem a duração da idade que atribuímos ao Universo, em bilhões de anos “humanos”.
    Devo observar de novo, que não sou EU que faço essas leituras. Eu NÃO considero que a Bíblia seja um relato acurado, nem de longe, seja da Origem do Universo e da Vida, seja da História humana, segundo as evidências e dados de que dispomos de uns e de outros. Mas aqui esbarramos em OUTRA discussão que foge um pouco (bastante) do tema da Evolução da Vida.
    O ponto que considero importante aqui é que você pode, se quiser, interpretar (na verdade eu diria torturar, mas tudo bem…) os textos bíblicos, de forma a compatibilizá-los com os dados e as evidências disponíveis. Ou pelo menos evitar que se choquem frontalmente. Ou (ou ‘e’, já que não são proposições incompativeis) ainda desenvolver uma concepção da fé (o que quer que seja) que não precise brigar com os fatos para se afirmar, logo não precise ficar lendo e re-lendo a Bíblia, por que seriam coisas diferentes e separadas, operando em planos paralelos, digamos. Acho que é o que o catolicismo, p.ex., faz.
    Seja como for, o importante é que as evidências, os fatos, são incontestáveis, soberanos, e se houver “conflito” entre a interpretação do texto bíblico e os fatos, dev-se rever a interpretação bíblica.
    Outros que se manifestaram aqui defendendo o criacionismo, veem diferente. Apesar de aparentarem preocupação e zelo extremo com as “provas”, que exigem a todo o momento, na verdade para eles a ordem é inversa. Entre sua interpretação da Bíblia e os fatos, eles jogam os fatos no lixo sem a menor cerimônia. Toda a gritaria sobre “provas” é ignorância, na melhor hipótese, e desonestidade intelectual na pior.
    De minha parte não tenho esse dilema, pois não considero a Bíblia como mais do que um literário retrato antropológico da mentalidade de homens (homens mesmo, gênero masculino, não como sinônimo de humanos) bárbaros da Idade do Bronze. Então não preciso ficar buscando sentidos no texto que se coadunem com os dados.
    Ficou claro?

    Responder
  43. Carolina 13/02/2009 em 10:01 am

    Eneraldo.

    De fato você não disse que os 7 dias teriam duração de 24 horas, como eu afirmei que vc teria feito. Peço desculpas pelo equívoco.
    Eu não pretendo interpretar (muito menos torturar como vc sugeriu) qualquer texto bíblico para compatibilizá-lo com qualquer teoria científica. Não preciso disso. Apenas coloquei uma questão.
    Mas como toda teoria em ciência não pode dar conta da realidade por inteiro, a teoria darwinista ou qualquer outra não pode ser a única explicação para a velha pergunta “de onde viemos?”
    Para mim a questão fundamental não é se Darwin estava certo ou errado. Independente disso, a Bíblia está correta.
    Como concordamos que “as evidências, os fatos, são incontestáveis”, podemos verificar evidências que comprovem a veracidade da Bíblia.
    Só para citar um exemplo. A Bíblia diz que os animais foram criados a partir da terra. “E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.” (Gênesis 1: 24). E o homem também. “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gênesis 2: 7).
    Pois bem, aminoácidos e DNA, são dois componentes básicos na formação da vida, e fosfato, outro ingrediente essencial, se prendem à superfície de partículas do barro nas poças vulcânicas. Experimentos mostram que os componentes orgânicos ficaram tão grudados às partículas de barro que não poderiam fazer parte de qualquer reação química. Daí eu volto a dizer que não acredito em reações aleatórias gerando vida.
    Supondo que o autor estivesse criando uma fábula, ele deveria ter muita imaginação criativa ou, no mínimo, ter um conhecimento científico muitíssimo avançado para saber que estes componentes estariam no barro e também nos animais.
    Se houver “conflito” entre a interpretação do texto bíblico e os fatos, pode ser que as provas ou a metodologia com as quais elas foram obtidas também devam ser revistas. Afinal de contas, é assim que se faz ciência, certo?
    Ah! Por favor, não desqualifique os homens que escreveram a Bíblia como “bárbaros da Idade do Bronze”. Até porque a Idade do Bronze teve seu fim antes de Cristo, e a Bíblia (por motivos óbvios) só terminou de ser escrita bem depois. Além de soar preconceituoso, revela um profundo desconhecimento pela diversidade dos perfis destes homens e também um desprezo anacrônico pelos seus conhecimentos. De simples pastores a reis, passando por médicos e acadêmicos, de diferentes lugares e épocas, escreveram livros que no seu conjunto tem uma unidade no mínimo impressionante.

    Responder
  44. Bragança 13/02/2009 em 12:54 pm

    Boa tarde Eneraldo
    Pelo que ví o Sr. continua defendendo arduamente seu ídolo mor Darwin.
    Ja que pretende discutir num ambiente mais cultural, posso começar a te explicar algumas coisas, descobertas e erros de Darvwin. Porém se a discussão for neste sentido gostaria que, antes de mais nada, o senhor nunca mais usasse a expressão “a nivel de”, o que por sí só demonstra a mais absoluta falta de cultura.

    Segue um texto publicado a pouco. Se quiser me responder pessoalmente basta enviar para wisuall@yahoo.com.br

    No editorial “Darwin, 200” (Folha de S. Paulo, 10/02/2009), Darwin foi mencionado como sendo o único dentre os pensadores mais influentes dos séculos 19 e 20, como sendo o único que sobreviveu incólume ao teste do tempo. Nada mais falso. Marx e Freud já foram para a lata do lixo da História. Darwin não se sente muito bem, e só sobrevive porque é blindado de quaisquer críticas pela Nomenklatura científica e a Grande Mídia Internacional e Tupiniquim.

    Ao contrário do afirmado no editorial, os 200 anos de seu nascimento comemorados nesta semana encontram sua reputação em excelente forma somente nos arraiais darwinistas onde Darwin apenas será louvado. O editorial da FSP denuncia seu lado folhetim ao aceitar sem nenhum ceticismo (condição sine qua non para se fazer ciência) que nunca foi tão válido o mantra surrado de Theodosius Dobzhansky (1900-1975): “Nada em biologia faz sentido a não ser sob a luz da evolução.” Contrariando Dobzhansky e o editorial da FSP: “Nada em biologia faz sentido a não ser sob a luz das evidências.”

    O editorial afirmou que a teoria darwiniana sofreu aperfeiçoamentos, mas que a seleção natural, seu cerne principal permanece intacto. Ninguém discute o fato de a teoria darwiniana ter sofrido aperfeiçoamentos e nem que o mecanismo foi exposto em obra clássica, Origem das Espécies (150 anos em novembro) como sendo a diversidade observável nos organismos fruto da acumulação de incontáveis e discretas características hereditárias que tenham contribuído para a sobrevivência e a reprodução de seus portadores. O que se discute, e a Nomenklatura científica, a FSP e a Grande Mídia se recusam discutir publicamente, é a robustez da seleção natural como mecanismo evolutivo em explicar a diversidade e a complexidade dos objetos bióticos. A seleção natural de Darwin, como mecanismo evolutivo, está em baixa entre os cientistas desde 1859.

    Eu não sei quem orientou o editorial da FSP nas questões científicas (Marcelo Leite? Cláudio Ângelo?), mas afirmar que o outro pilar da teoria darwiniana da ancestralidade comum (os milhões de espécies de plantas, animais e micro-organismos que vivem e já viveram sobre a Terra descendem todos de um ancestral comum, que surgiu há mais de 3 bilhões de anos) e que durante um século e meio reuniram-se inúmeras comprovações empíricas desses princípios, é ser encontrado em flagrante descompasso com a verdade científica dessas “inúmeras comprovações empíricas”. A hipótese do LUCA já foi por água baixo em Down há muito tempo. A Árvore da Vida está mais para gramado do que outra coisa.

    Não se discute a universalidade do DNA como sendo a substância presente no núcleo das células portadora de hereditariedade, mas Darwin esta nu até hoje porque não sabemos a origem do DNA, código digital de informação par excellence que não é apenas um, mas vários. O editorial da FSP revela ignorância primária nessas questões científicas.

    A afirmação de que a teoria da evolução é “uma ideia poderosa, em sua simplicidade” é retórica vazia. Em ciência o que vale é uma teoria ser corroborada em um contexto de justificação teórica. O mais novo aperfeiçoamento da teoria da evolução de Darwin – a Síntese Evolutiva Ampliada (2010) – dará um papel inferior à seleção natural. Daniel Dennett, retoricamente afirmou que essa foi a maior ideia que toda a humanidade já teve. É, parece que está mais para pífia do que poderosa ideia.

    O editorial da FSP revela onisciência ao afirmar que “os organismos não são como são em obediência a um desígnio superior” e que “sua diversificação resulta do entrechoque de eventos inteiramente naturais – sobretudo mutações genéticas e modificações no ambiente – ao longo de um tempo muito profundo”.

    Engraçado, a teoria da evolução é uma teoria de longo alcance histórico, e o editorial da FSP sequer menciona as dificuldades epistêmicas de teorias assim. Será que ninguém na Folha de S. Paulo sabe a respeito do “Dilema de Haldane”? Em quantas gerações essas mutações genéticas aleatórias se instalariam nas populações? Umas 300.000? E a relação custo-benefício dessa pressão seletiva “ao longo de um tempo muito profundo” nessas populações? Nada disso a FSP discute em suas páginas sobre ciência.

    O editorial da FSP destaca que esse modo de encarar a biosfera torne problemáticas outras explicações para a miríade de formas que povoam o mundo, como as inspiradas na literalidade de textos religiosos, mas, e aí vem o Cavalo de Tróia para cooptar os de concepções religiosas: “é possível conciliar o mecanismo da seleção natural com a noção de um Deus que o tenha criado.”

    Parem o mundo da Lógica que eu quero descer! Os crentes de subjetividades religiosas afirmam: Deus criou ex-nihilo. Os crentes de subjetividade naturalista afirmam: “Se eu precisar de alguma ajuda externa, a minha teoria seria ‘bulshit’ (Darwin). Ora, a seleção natural é um processo cego e aleatório, que nem Deus pode guiá-lo. Como que agora, em pleno declínio heurístico da seleção natural explicar a evolução, Deus entra em cena e pode guiar o processo? Evolução guiada (Argh, isso é como cometer um assassinato!) é heresia para Darwin e seus atuais discípulos.

    O editorial da FSP acerta sobre “Darwin, ateu ou agnóstico, jamais fez de sua teoria uma arma antirreligião”, mas erra ao afirmar que é uma caricatura dele construída nos últimos 150 anos: St. George Jackson Mivart, protegido de Thomas Huxley, do círculo de Darwin, foi expulso e perseguido academicamente por Huxley e Hooker com o aval de Darwin (existem cartas sobre este affair, mas elas ainda não estão disponibilizadas online) por ter criticado a seleção natural no seu livro Genesis of Species (1872).

    O editorial da FSP pede aos crentes de subjetividade religiosa que digam amém para Darwin e que aceitem a insignificância do ser humano: “Deixar-se arrastar por ela não faz jus à grandiosidade de sua visão da vida, que está na raiz do enorme avanço da biologia nas últimas décadas e que tanto fez para dissipar ilusões sobre o lugar da espécie humana no universo.”

    O editorial da FSP não diz quem promove e a quem interessa essa “Kulturkampf”, mas isso fica bem nítido nos artigos de jornalistas da FSP e nas entrevistas de cientistas que defendem um naturalismo filosófico como se fosse ciência e os de concepções religiosas são atacados em suas crenças. Quanto às ilusões sobre o lugar da espécie humana no universo, aqueles crentes não precisam de Darwin, pois um texto sagrado oriental milenar, se não me engano, afirma: “pulvis es et in pulverem reverteris”.

    Fui, nem sei por que, pensando: a Folha de S. Paulo não é mais aquele jornal em que se possa confiar intelectualmente.

    Em tempo, se quiser se aprofundar na matéria leia “A Caixa Preta de Darwin” do Dr. Michael Behe, ou ainda “Darwin no banco dos réus” de Philip Johnson.

    E se quiser debater mais profundamente ainda tente fazer contato com Dr. Marcos Eberlin (diretor do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas, na Unicamp), Dr. Ruy Vieira (presidente da Sociedade Criacionista Brasileira) ou o Dr. Nahor Neves de Souza Jr. (professor do Unasp e diretor da filial brasileira do Geoscience Research Institute). Qualquer um deles daria o contraponto necessário à festa que vem sendo feita em louvor a Darwin.

    Cordialmente,

    Responder
  45. Eneraldo Carneiro 13/02/2009 em 2:23 pm

    Carolina

    Não vou entrar na discussão sobre a veracidade da Bíblia, nesse momento porque foge ao ponto. Em PVT, ou em outro espaço, ocasião, na boa.
    Só disse que você pode interpretar a Bíblia como quiser. TODO mundo faz isso. Há interpretações para todos os gostos, todas e cada uma delas alegando serem mais verdadeiras que as outras, ou as únicas verdadeiras, etc. Sem que ninguém esclareça afinal qual o critério que permite separar o joio do trigo, enfim.
    Mas isso não é problema meu. Eu só quis deixar clara a minha posição.
    A origem da vida na Terrra é um problema diferente do problema da Evolução da Vida e da origem das diferentes espécies. Você está misturando 2 problemas diferentes. O problema da origem da vida ainda não foi solucionado conclusivamente pelas Ciências, e postular um criador não resolve o problema do ponto de vista científico.
    Já a evolução e diferenciação, que começa a ocorrer DEPOIS que a vida teve início, é um terreno bem mapeado e sólido. Com uma impressionante quantidade de evidências. A evolução é um fato aceito pela Ciências. Nenhum cientista serio em atividade questiona SE houve ou há evolução. Esse é um debate superado na CIência. A contestação vem de fora do campo, e tem motivação religiosa.

    Responder
  46. Carolina 13/02/2009 em 3:22 pm

    Eneraldo,

    Chegamos a um ponto em comum. Não questionamos “SE houve ou há evolução.”
    Em momento algum contestei isso. O que eu estava tentando dizer desde o início é que eu não penso que a teoria de Darwin seja o “xeque-mate” no criacionismo. Entende?

    P.S. Desculpe a ignorância, mas o que é PVT?

    Responder
  47. Eneraldo Carneiro 13/02/2009 em 7:14 pm

    Bragança

    Grato pela correção. De fato onde escrevi (no comentario dirigido à Lili em 12–02–2009 2:15 pm ) “a evolução não ocorre a nível individual, ela ocorre a nível de populações” deveria ter escrito “a evolução não ocorre a nível individual, ela ocorre EM populações”.
    Só não entendi o que você quis dizer com “discutir em um ambiente mais cultural”…
    Já o restante da sua missiva é profundamente decepcionante, embora não surpreendente. O usual da retórica criacionista: nenhuma evidência, muita opinião, muitos adjetivos, alguma fofoca, uma pitada de teoria conspiratória e vitimização, claro, não poderia faltar, a mais absoluta desonestidade intelectual. Você entende um pouco de português Bragança, mas pelo visto não aprendeu o significado de “argumentação”. Aparentemente você acha opiniões são argumentos. Não são. Ou que basta fazer declarações como “Darwin não se sente muito bem”, “Darwin está nu…”, ou “A Árvore da Vida está mais para gramado…” e PUF! acabou-se Darwin. Ah se fosse tão fácil.
    Você afirma, sem exibir a mais pálida sombra de evidência, que “a seleção natural …..está em baixa entre os cientistas desde 1898..”. O que isso quer dizer? De quantos cientistas estamos falando? De quantos trabalhos publicados? Se a seleção natural está em baixa, porque tanta choradeira sobre “Nomenklatura”, “Kulturkampf”? Bragança você não consegue nem ser coerente.
    Eu ia perguntar quais cientistas, mas você já deu uma lista né? UAU! Quantos! Realmente Darwin está “em baixa”.
    Mas….esses caras são CIENTISTAS? Digo, eles TRABALHAM com pesquisa científica em Biologia? Tem papers, artigos publicados, fizeram descobertas? Quem são eles?
    Michael Behe tem formação científica, mas nunca trabalhou com pesquisa. Desde sempre tem se dedicado a fazer propaganda religiosa, digo, criacionista. E servindo como testemunha “expert” pró-criacionismo em julgamentos nos EUA, onde alguns pleiteiam o ensino do criacionismo nas aulas de Ciências. Como no famoso caso Kitzmiller v. Dover Area School District em 2005, cujas transcrições podem ser lidas (em inglês) aqui. E abaixo traduzo uma amostra das considerações do Juiz Jones sobre o Sr. Behe:
    ” De fato, na acareação, Prof. Behe foi questionado acerca de sua afirmação de 1996 de que a ciência nunca encontrou uma explicação evolucionária para o sistema imunológico. Ele foi apresentado a cinquenta e oito publicações revisadas por pares (i.e. cientificas), nove livros e diversos capitulos de livros texto de imunologia sobre sua evolução, econtudo, ele simplesmente insistiu que aquilo ainda não era evidencia suficiente”
    Para nós isto demonstra que o argumento do Design Inteligente é dependente da colocação de um ônus da prova irrazoável cientificamente sobre a teoria da evolução”.
    Em resumo, Behe esculachou a si mesmo.
    Philip Johnson é um cientista? Não! É um ADVOGADO aposentado que se tornou “advogado” do criacionismo depois de virar um cristão renascido.
    Agora os nacionais. Nossa, são tantos que nem sei por onde começar!
    O Dr. Marcos Eberlin é químico,e faz pesquisa sim, mas com Espectrometria de Massa. NADA a ver com Biologia ou Evolução. Aqui o Curriculo Lates do homem.
    O Dr. Ruy Vieira também não é cientista, é engenheiro, nunca estudou ou trabalhou com Biologia. Como Johnson acima tornou-se criacionista, coincidentemente, como decorrencia de ser Adventista.
    Finalmente Nahor Neves. Ah, esse faz pesquisa, mas não em Biologia, ou Evolução. Ele é GEOLOGO, e trabalha com vulcanologia nas horas vagas, quando não está pontificando sobre o criacionismo. Dá aulas no Instituto Adventista de Ensino.
    Será que vejo um padrão?
    Enfim Bragança eu te peço para me apontar os cientistas que estejam trabalhando com pesquisa à partir do criacionismo e é isso que você tem a oferecer? Sâo ESSES os tais “cientistas” para quem Darwin não anda bem, e a seleção natural está em baixa? Que piada!
    Quer dizerr que “Em ciência o que vale é uma teoria ser corroborada em um contexto de justificação teórica” E eu que pensei que a única área onde teorias só precisam ser confirmadas teoricamente é a Matemática, por que no resto, tem que haver lastro no mundo real, nos dados. Teorias científicas, a Ciência, existem para fornecer explicações do mundo REAL, Bragança. Elas tem que se conformar aos fatos e explica-los, dar-lhes previsibilidade. Cara, sua ignorãncia só não é mais assustadora do que sua pretensão.
    E só piora, você fala numa suposta teoria a ser lançada em 2010 para acabar de vez com a Teoria da Evolução. E que com certeza vai endossar as teses que você defende. A nova teoria nem existe ainda, mas você já SABE, que ela vai derrubar Darwin definitivamente depois de 150 anos de hegemonia. Bacana, quer dizer que as CiÊncias continuam avançando, desenvolvendo novas idéias, buscando respostas para novas questões. Que venha!
    Agora, só para eu entender, por acaso você está falando de um workshop que reuniu 16 biólogos em Altenberg, Austria, em junho do ano passado? Porque se for, o que você está fazendo é propagando a maior CASCATA da paróquia. Mistificação pura e simples. Vocês criacionistas pegam uma reunião de trabalho, que ocorre regularmente, cerca de 2 vezes por ano, promovido pelo Konrad Lorenz Institute, e que já ocorre há anos. E pintam um quadro conspiratório: 16 cientistas vão se reunir em Altenberg, os 16 de Altenberg, vão questionar a evolução, discutir os “problemas” da Teoria da Evolução, blá-blá-blá. Bicho, isso é o QUE os cientistas FAZEM. Eles se reunem em pequenos grupos para discutir problemas cientificos. É O TRABALHO DELES! Você talvez não saiba disso, porque os caras que você pensa que são cientistas, não fazem isso, mas É assim.
    Para entender o que esses 16 cientistas foram realmente fazer lá e porque, e ver, por tabela, que eles não tem nada a ver com o criacionismo e o DI, vejam (infelizmente em inglês) no blog de um dos organizadores do evento. E aqui as conclusões.
    Então, aqui estamos com o Bragança atolado na mais absoluta desonestidade intelectual, fazendo uma reunião de trabalho de cientistas que NÃO advogam o criacionismo, parecer uma Cúpula Criacionista. É de tirar o folego!
    E mais as confusões habituais entre evolução e origem da vida, que são dois problemas diferentes, Darwin não tratou da origemda vida, Menciona, um Dilema de Haldane, sem explicar o que é, e sem dizer que trata-se, essa sim, de uma HIPÓTESE não comprovada. Enfim é baboseira a dar com o pau.
    E de se notar que você, bem como os outros criacionistas, nunca mostra quais são e onde estão as evidências para o que afirma. Exige infinitas evidências da Evolução, mas nunca exibe as suas, apenas fala, fala, fala, como se enunciar uma opinião fosse algum tipo de evidência em si. Se a qualidade da suas evidências for do mesmo quilate da dos seus “cientistas”, é facil entender poreque é assim.
    Ah, e já que você falou em Kulturkampf e pergunta “quem a promove e a quem interessa”, insinuando ares de conspiração, passa a ser legítimo dirigir a mesma pergunta a você: quem promove e a quem interessa a propaganda (já que não há qualquer pesquisa cientifica baseada nele) do criacionismo? Quem financia seus grupos, suas campanhas, seus advogados (no sentido lato e no estrito)? Por acaso não são os mesmos que financiam o Partido Republicano dos EUA? Não são os mesmos que querem acabar com a liberdade de pensamento e expressão, e por extensão a de culto? Que querm o fim da separação entre igreja e Estado? Que querem que os seus dogmas religiosos particulares governem as vidas de TODOS, inclusive os de outros credos e os sem-credo?
    Qual é a sua agenda Bragança? Qual é o Seu negócio? Qual o nome do seu sócio? Mostra a tua cara!

    Responder
  48. McFly 14/02/2009 em 3:14 am

    Bragança,

    o jornal não é a ciência. Simples assim.

    Responder
  49. Daniel 15/02/2009 em 5:26 pm

    Depois do Eneraldo crucificar com requintes de crueldade os “argumentos” do Bragança — que, para quem não ia perder tempo com o Amálgama, até que já gastou alguns bites –, não me resta mais nada a fazer por aqui. Exceto, talvez, perguntar ao supracitado Bragança se ele pelo menos acredita na Era Glacial… Não que eu tenha esperanças dele voltar, mas seria interessante ver citações de “cientistas” do calibre de um Behe. Seria diversão garantida até o fim do Carnaval…

    Abraço a todos.

    Responder
  50. Bragança 16/02/2009 em 3:08 pm

    Para o tal Eneraldo.

    Fica um tanto quanto complicado fazer este tipo de discussão no ambiente www.
    Muito mais difícil ainda quando alguém que escrece “a nível de…” quer se prepor à defender uma teoria científica, a aqui citada da Evolução.
    Há muito renunciei a vã tentativa de dialogar com quem diz “a nível de”. Não há cultura maior que a de um piolho em que escreve ou diz isto. Desculpe-me mas, assim escrevo usando o mesmo tipo de argumentação de vossa senhoria, sabendo que em outro nível seria imcompreendido pelo seu intelecto.
    Mesmo com tanta asneira, usando vosso linguajar, ainda me dispus a ler todo o longo blá, blá, blá. O que sempre me intrigou é o fato de os evolucionistas alegarem que os criacionistas se baseiam apenas na fé. A pergunta é: existe algo com mais fé do que um evolucionista?
    Meu caro, o que comprova ou deixa de, uma teoria científica é a prova EMPÍRICA, sem a qual ela continuará a ser sempre uma TEORIA.
    O fato concreto é que após todos estes anos ela jamais mudou de TEORIA da evolução para A EVOLUÇÃO DA VIDA. Somente o fato de até hoje ela ser uma teoria deveria ser suficiente para qualquer defensor da mesma se propusesse a pensar. Quando um cientista a levará de teoria à afirmação concreta? O senhor poderia me responder?

    Faço aqui algumas explicações, que não precisaria diga-se de passagem, se o senhor fosse um debatente embasado e sério.
    Em primeiro lugar, os criacionistas aceitam a evolução! Ooooohhh! Isto mesmo meu caro. Aceitamos perfeitamente a evolução. Não esta que vocês, pela fé unicamente aceitam. Mas a microevolução, esta comprovada empiricamente.

    Em segundo lugar, seria preciso escrever um livro com todas as questões que contestam a Teoria da Evolução, só no ramo da biologia. Depois volto ao assunto.
    Em outro campo, insisto para que o senhor estude ou pelo menos tente, o dispositivo do campo magnético da Terra. Este estudo propõe que, pela atual medida do campo gravitacional da Terra, ela não poderia ter mais do que 10mil anos. Vou tentar explicar à altura do vosso conhecimento.
    A cerca de 150 anos a força gravitacional do nosso planeta começou a ser medido. Com o passar dos anos observou-se a sua diminuição gradativa. e o que levou a estes cáculos foi proposto por cientistas evolucionistas. Ou seja, a ciência tentando explicar a ciência. Resumindo, ao se retorceder cerca de 10 mil anos, a gravidade da Terra era tamanha que não seria possível a vida na forma como a conhecemos. Pesquise e quem sabe seus olhos se abrirão.

    Voltando à biologia, gostaria muito que o senhor, ou qualquer outro evolucionista, de preferência alguém com conhecimento no âmbito científico, me explicasse a evolução no Flagelo Bacteriano. E nem precisa ter medo de se esbarrar na Complexidade Irredutível. Pode usar o argumento que quiser sem temores.

    Ademais gostaria de citar o próprio coitado do Darwin: “Se se pudesse demonstrar a existência de algum órgão complexo que não pudesse de maneira alguma ser formado através de modificações ligeiras, sucessivas e numerosas, minha teoria ruiria inteiramente por terra. Só que jamais consegui encontrar esse órgão” (A Origem das Espécies, Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 161).
    Após esta declaração, eu pediria ao Charles para dar uma olhada nos trabalhos de Keiichi Namba (deve ser um maluquinho criacionista qualquer) e sua equipe de pesquisadores, mas infelizmente ele não pode mais. Quem sabe então o senhor não o possa fazê-lo?
    Nesse desafio epistêmico, Darwin perdeu para Behe no contexto de justificação teórica. No dia que a Nomenklatura científica, a galera dos meninos e meninas de Darwin apresentarem a montagem do flagelo bacteriano por processos simplesmente estocásticos, a turma do Design Inteligente se retira de cena. (…)

    Ainda neste campo, como os evolucionistas explicam a presença de trechos de DNA de cobra no genoma de gado? Sendo um mamífero e outro réptil. Mamíferos e répteis, descendentes de um mesmo ancestral anfíbio [sic], trilharam caminhos separados há 250 milhões de anos [sic]. Outros estudos revelaram anomalias parecidas em plantas, insetos e peixes. Havia algo de podre no reino evolutivo.” Você não se esmerou em explicar-me isto.

    Como se pode ver meu caro, nobre e culto evolucionista, ainda há um longuíssimo caminho a ser percorrido para que alguém possa tirar o “A origem das espécies” do campo de teoria.

    Responder
    • amanciosiqueira 04/05/2010 em 12:49 am

      Cara, agora demonstrar que em todas as espécies há traços genéticos de um ancestral comum é prova do criacionismo!

      Responder
  51. McFly 16/02/2009 em 7:27 pm

    No comentário de cima, o Bragança escreveu:
    “O fato concreto é que após todos estes anos ela jamais mudou de TEORIA da evolução para A EVOLUÇÃO DA VIDA. Somente o fato de até hoje ela ser uma teoria deveria ser suficiente para qualquer defensor da mesma se propusesse a pensar. Quando um cientista a levará de teoria à afirmação concreta? O senhor poderia me responder?”

    Vê, Daniel, como é importante aquele artigo sobre o método científico?

    Responder
  52. Daniel 16/02/2009 em 7:35 pm

    Mais que necessário, McFly.

    O problema é, com o devido respeito ao senhor aí acima, como fazer o artigo de modo a ser compreendido por gente que ainda está na pré-alfabetização. Infelizmente eu não tenho a paciência de uma pedagoga.

    Acho que por enquanto seria suficiente passar um link da Wikipédia, que é onde os meninos pesquisam pros trabalhos escolares — http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria

    Abs.

    Responder
  53. Eneraldo Carneiro 16/02/2009 em 9:27 pm

    Caríssimo Bragança O Tal

    Para quem, com o seu calibre, inteligência, fineza e classe, não se digna a debater com um ser reles como eu, até que você é bem prolixo. Imagino o que não farias se me achasse digno de atenção. Tuas laudas rivalizariam com a Bíblia em volume!

    “….. o que comprova ou deixa de, uma teoria científica é a prova EMPÍRICA, sem a qual ela continuará a ser sempre uma TEORIA.”

    Ué! No seu post anterior você afirmou que em “ciência o que vale é é uma teoria ser corroborada em um contexto de justificação teórica”, agora reconhece que teorias precisam ser confirmadas empíricamente. Bom, não deixa de ser um avanço!
    Contudo você ainda precisa afinar um pouco mais os conceitos e categorias que usa. Em ciência não se usa a palavra TEORIA na acepção que você está usando, que é a de “conjectura, hipótese”, ou ainda “especulação”. Na acepção que você está usando, cientistas usam a palavra HIPÓTESE. Uma HIPÓTESE é é uma teoria provável mas não demonstrada, uma suposição admissível. Surge no pensamento científico após a recolha de dados observados e na consequência da necessidade de explicação dos fenómenos associados a esses dados. É normalmente seguida de experimentação, que pode levar à verificação ou refutação da hipótese. Assim que comprovada, a hipótese passa a se chamar teoria, lei ou postulado. Então uma TEORIA é mais ou menos o contrário do que você pensa que é. Entendeu? Quer que eu desenhe?
    Uma TEORIA científica (em Ciências naturais, pelos menos) é uma síntese aceita de um vasto campo de conhecimento, consistindo de hipóteses que foram devidamente testadas, através de leis e fatos científicos que descrevem os fenômenos naturais (mas refutável). É uma idéia que tenta prever com a maior exatidão possível os fenômenos da natureza.
    Portanto, se a Evolução é “apenas uma teoria”, também o são: a Teoria da Relatividade, a Teoria da Gravitação Universal, a Teoria Quântica, etc. (aparentemente é justamente este o caso, na sua douta opinião, como veremos adiante).
    E é nesse sentido que não existe uma “teoria da criação” ou uma “teoria do design inteligente”, por exemplo.

    “O fato concreto é que após todos estes anos ela jamais mudou de TEORIA da evolução para A EVOLUÇÃO DA VIDA. Somente o fato de até hoje ela ser uma teoria deveria ser suficiente para qualquer defensor da mesma se propusesse a pensar. Quando um cientista a levará de teoria à afirmação concreta? O senhor poderia me responder?”

    Diante da minha explicação acima, fica calro que este seu parágrafo não tem o menor sentido. Nonsense puro. Além da pretensão arrogante de se achar melhor e mais qualificado que alguns milhares de cientistas. Ora, como é que pode esses cientistas ainda não terem se tocado que a Evolução é “apenas uma teoria”? Aliás quando é que os Físicos vão parar de trabalhar com meras teorias: Teoria da Relatividade, Teoria Quântica, Gravitação? Quando vão leva-las de teorias à “afirmações concretas”? Assim não é possível! Onde nós estamos? Aonde é que isso vai parar? Ninguém vai tomar alguma providência?

    “Em primeiro lugar, os criacionistas aceitam a evolução! Ooooohhh! Isto mesmo meu caro. Aceitamos perfeitamente a evolução. Não esta que vocês, pela fé unicamente aceitam. Mas a microevolução, esta comprovada empiricamente.”

    E nós devemos nos recolher à nossa humilde insignificância diante desta declaração extemporânea? Devemos ficar estatelados, como se isso fizesse algum sentido? Vocês não aceitam “esta” Evolução, mas uma “outra”, que deve estar claramente enunciada em algum lugar, inacessível para nós. Puxa! Verdadeiramente estonteante.

    “Em segundo lugar, seria preciso escrever um livro com todas as questões que contestam a Teoria da Evolução, só no ramo da biologia. Depois volto ao assunto.”

    Ué. Inda num tem não? Depois de 150 anos? Cadê o crescente número de cientistas para quem a Teoria da Evolução está em baixa? Ninguém nunca escreveu nada? Nenhum paper? Nenhum artigo? Cadê a Arca de Noé? Alguem já achou? Não??

    “Em outro campo, insisto para que o senhor estude ou pelo menos tente, o dispositivo do campo magnético da Terra..”

    É realmente complicado! Você está falando de que afinal? Do campo magnético da Terra, ou do campo gravitacional? Sabe, são coisas diferentes.

    “… Este estudo propõe que, pela atual medida do campo gravitacional da Terra, ela não poderia ter mais do que 10mil anos. …”

    QUE “estudo” QUAL “estudo”? Feito por QUEM? ONDE? Em QUAL instituição de pesquisa? Cara, eu estou sendo camarada com você, fazendo o máximo esforço para levar à sério o que você diz. Só que você insiste em fazer afirmações sem fornecer QUALQUER referência que seja.
    E daí? So f*ing what?
    NÓS temos que levar em conta “um estudo” (o que diabos você quer dizer com um estudo?) feito sabe-se lá por quem, ou onde, com que métodos, e VOCÊ pode descartar TODAS as evidências e conhecimento acumulado no último século, pela Astrofísica, pela Geologia, pela Paleontologia, pela Geofísica, pela Cosmologia, e pela Biologia?
    Aí pessoal novas regras, dagora em diante só se levam em conta dados e fatos que agradarem ao Bragança, todo o resto deve ser desconsiderado.
    É esse o seu “método científico”?

    “A cerca de 150 anos a força gravitacional do nosso planeta começou a ser medido. Com o passar dos anos observou-se a sua diminuição gradativa. e o que levou a estes cáculos foi proposto por cientistas evolucionistas. Ou seja, a ciência tentando explicar a ciência. Resumindo, ao se retorceder cerca de 10 mil anos, a gravidade da Terra era tamanha que não seria possível a vida na forma como a conhecemos. Pesquise e quem sabe seus olhos se abrirão.”

    “Pesquise…”? É VOCÊ quem está AFIRMANDO que há “um estudo” segundo o qual há “cerca de 10 mil anos…a gravidade da Terra era tamanha que não seria possível a vida na forma como a conhecemos…”
    É VOCÊ quem tem que fornecer as evidências, primeiro, de que existe tal “estudo”, e segundo, de que ele tem alguma relevância.
    O ÕNUS DA PROVA é SEU camaradinha.

    “No dia que a Nomenklatura científica, a galera dos meninos e meninas de Darwin apresentarem a montagem do flagelo bacteriano por processos simplesmente estocásticos, a turma do Design Inteligente se retira de cena”

    É? Só isso? Promete? Mesmo?
    Então tá. Serve esse? The Flagellum Unspun-The Collapse of “Irreducible Complexity” (Miller, Kenneth R. Brown University), infelizmente em inglês (that’s not a problem for you isn’t, Bragança?). Mas mesma explicação em português pode ser encontrada, com menos detalhe, em “Deus: um delírio” (Dawkins, Richard, Cia das Letras), pág. 99, jé que ele está citando o próprio Miller no fim das contas. Aliás, o Dr. Kenneth Miller, que por acaso, é cristão devoto, tem uma resenha do livro (Darwin’s Black Box) do heroi do Bragança, o Behe: “Behe’s Empty Box” (A caixa vazia de Behe).
    Tchau Bragança! Vai pela sombra!

    “Ainda neste campo, como os evolucionistas explicam a presença de trechos de DNA de cobra no genoma de gado? Sendo um mamífero e outro réptil. Mamíferos e répteis, descendentes de um mesmo ancestral anfíbio [sic], trilharam caminhos separados há 250 milhões de anos [sic]. Outros estudos revelaram anomalias parecidas em plantas, insetos e peixes. Havia algo de podre no reino evolutivo.” Você não se esmerou em explicar-me isto.”

    Uai! Cê inda tá aí minino?
    I’m beg you pardon pal, but…what f*ing anomalia filho? Você já ouviu falar em Projeto Genoma? Sabia que nós COMPARTILHAMOS genes com TODOS os seres vivos? Com ratos? Com moscas? Isso só é uma “anomalia” para quem acredita, como você, numa “criação” diferenciada, especial, única, exclusiva dos humanos. Para os demais, isto é apenas mais uma evidência (“prova” no seu jargão impreciso”) da ancestralidade comum de todos os seres vivos. E da genialidade da intuição original de Darwin, que não sabia nada de genética então.

    Agora se você quiser mesmo entrar para a História, e ACABAR com a teoria da Evolução, não deixando pedra sobre pedra, é simples. Basta seguir o conselho de J. B. S. Haldane e encontrar “fósseis de coelho no Pré-Cambriano”. Faça isso e toda a turma do evolucionismo “sai de cena”. Mesmo.

    []‘s

    Responder
  54. Daniel 16/02/2009 em 11:07 pm

    Pô, Eneraldo, deixa um poquin pra mim :-p

    Responder
  55. Lili New 17/02/2009 em 8:25 am

    Olá, meninos!
    Credo, vcs tão q tão, hein!!!
    Bom, sempre aprendi q, numa discussão, qnd vc altera a voz, perde a razão. Ok, sejamos um pouco realistas, perder a razão? N sei, mas q fica difícil “dar ouvidos” perante tantas ofensas, fica. Ou ainda, fica difícil levar a sério pessoas que tentam “vencer” na base do “grito”.
    Sobre a insistente questão da Arca de Noé, já vi documentário a respeito, mas como n é minha área, n lembrarei nomes de pesquisadores, nem instuições, ou o q quer q seja, tanto exigido por aqui. Mas dei aquela pesquisada básica: Monte Ararat – Wikipedia .
    PS: a discussão seria muito melhor se n houvesse ironias e ofensas!

    Responder
  56. Eneraldo Carneiro 18/02/2009 em 12:21 pm

    Oi Lili

    Que bom que você continua por aqui.
    Concordo inteiramente com você. Discussões não deverm ser “ganhas” por quem “grita” mais ou fala mais alto, mas por quem tem os melhores argumentos, por quem tem a razão a seu lado. Porque é assim que, pelo menos as minhas, opiniões são formadas. E é só assim que elas, as opiniões, podem mudar, por argumentação e discussão racional.
    Então você também há de concordar, que para que qualquer debate tenha sentido, para que não fique apenas um jogo de opiniões, eu acho isso fulano acha aquilo, o mínimo que se pode pedir, é que as pessoas fundamentem aquilo que afirmam. Ainda mais quando o assunto envolve algo como a Ciência. é verdade?
    Veja, há uma razão para termos e recorrermos a especialistas. Se um de nós algum dia tiver, por exemplo, um problema cardíaco que demande uma cirurgia, me parece razoável supor que todos e cada um de nós, vamos querer o melhor, o mais qualificado e experiente cirurgião que pudermos encontrar. Se tivermos dúvidas, consultaremos outros especialistas, mas jamais passaria pela nossa cabeça pedir a opinião do carteiro, do padeiro, ou do pastor. Jamais, em sã consciência, iríamos invadir a cirurgia a dar palpites e questionar os métodos, ferramentas e instrumentos do cirurgião.
    E no entanto, algumas se acham capazes, e competentes para questionar biólogos, astrofíficos, físicos, geofísicos, geólogos, paleontólogos, etc.
    Veja bem, não estou falando de alguem ter dúvidas, curiosidade, desconhecimento, e daí querer, conhecer, aprender e entender as coisas. Isso é perfeitamente legítimo, não é desse tipo de questionamento que estou falando. Por exemplo, uma pessoa pode não saber o que são átomos, daí desconhecer o que sejam isótopos, e logo não entender como funciona a datação por Carbono-14, bem como os outros métodos de datação radiometrica. Isso é uma coisa. Outra é a pessoa por em questão a eficiência, e confiabilidade das métodos de datação amplamente aceitos pela comunidade científica, e não oferecer nem métodos, nem resultados que sejam mais confiáveis,
    Então, você acha que pedir que as pessoas deem argumentos, fundamentem suas afirmações, apresentem referências, fatos, nesse caso é uma “exigência” descabida, irrazoavel?
    Quanto à ironia, eu acho que é um recurso de retórica, que torna as coisas mais divertidas, e não é condenável em si, mas só se essa ironia não vier acompanhada de argumentação e fatos.
    Quanto ás ofensas, bem, as dirigidas à mim também me divertem, já que não as levo pro lado pessoal. Pois são um sinal seguro de “lacuna” argumentativa. Me divirto especialmente quando alguém que não sabe que expressões como: “há tantos anos”, se escrevem assim com ‘há’ do verbo haver, e não com o ‘a’ artigo, me chamam a atenção pelo meu “mau” uso do idioma. That’s pretty funny!
    A propósito se você tiver interesse, tempo e algum domínio do inglês, o sítio The TalkOrigins Archive é um manancial de informações que desmontam todas e cada uma das falácias criacionistas, e ensinam muita coisa:
    -em The Age of the Earth há referências e explicações detalhadas, mas acessíveis, acerca da questão da idade do Planeta Terra, e de como os cientistas a determinaram.
    -Aqui, por exemplo, se questiona um alegado decaimento do campo magnético da Terra, feito por Thomas G. Barnes, num livro de 1973, definitivamente refutado.
    -Irreducible Complexity contém links para vários artigos que desmontam as alegações de Michael Behe, sobre a “Complexidade Irredutível”.
    -Uma Lista de alegações criacionistas

    Enfim, divirta-se

    []‘s

    Responder
  57. ga ga 26/02/2009 em 3:49 pm

    charles o natura lista

    Responder
  58. murihel 04/03/2009 em 1:31 am

    A única coisa que parece não ter limites é a ignorancia de algumas pessoas …parabéns eneraldo pela clreza das idéias e argumentos , e quanto a vc Bragança não perca mais seu tempo tentando discutir o que não sabe ,.
    quer um conselho ? vire pastor e convença as pessoas no grito, lá vai ser mais facil do que aqui …

    Responder
  59. Bragança 04/03/2009 em 8:44 am

    Até hoje esse tal de murihel está perdendo tempo com esta baboseira?
    Tenho mais o que fazer. Aliás com coisas muito mais sérias do que os delírios do sr Darwin, que deve se revirar no túmulo toda vez quem um leigo tenta falar alguma besteira sobre sua TEORIA (e 150 anos depois continua sendo uma TEORIA).

    Responder
    • googala 24/02/2010 em 11:35 am

      vai saber o que significa teoria, duque

      Responder
  60. Eneraldo Carneiro 04/03/2009 em 9:40 am

    Bragança “Tenho mais o que fazer…”

    Nada que o impeça de continuar vindo aqui para falar bobagem pelo visto, e insistir no “argumento”, mais imbecil que já apareceu.
    E já que passou por aqui, porque não nos ilumina com seus conhecimentos e nos mostra também as “falhas” e o “fracasso” da RELATIVIDADE, que afinal de contas também continua sendo uma TEORIA, exatos 104 anos, depois no caso da Relatividade Restrita, e 94 anos no caso da Relatividade Geral

    Responder
  61. Eneraldo Carneiro 04/03/2009 em 9:42 am

    À propósito Bragança, já achou algum fóssil de coelho no pré-cambiano? Aguardamos ansiosos o anúncio da decoberta.

    Responder
  62. Bragança 04/03/2009 em 10:49 am

    Olá comentaristas letrados e cultos.
    Por mais incrível que pareça hoje sobrou-me um tempinho para passar por aqui e ler um pouco mais dos delírios aqui colocados.
    E como tenho uns… 20 minutos, e depois só na próxima semana, brindo-os com alguns comentários.

    Obs: Quase nada me deixa mais relaxado do que ler os vossos comentários. Depois de um estafante dia de estudos científicos, passar por aqui e ler os coments é relaxante, faz-me rir. Pena não poder comentar mais.

    Vou postar um artigo do Dr. Urias Echterhoff Takatohi, que pode trazer um pouco mais de luz a vocês, interessados em saber e não em mostrar que acham que sabem.

    A atração dos seres humanos para números “redondos” grandes tornou 2009 o ano de Charles Darwin e, por tabela, o ano da Teoria da Evolução. Há 200 anos, em 12 de fevereiro, nasceu a pessoa que teve sua obra principal publicada há 150 anos, em 22 de novembro de 1859, sob o título On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life. Há quem diga que essa obra é o marco inicial da Biologia. O título de um ensaio do biólogo ucraniano Theodosius Dobzhansky para a revista The American Biology Teacher, em 1973, diz: “Nada em Biolobia faz sentido exceto à luz da evolução”.[1] Alguns têm interpretado esse título como a afirmação de que a teoria da evolução é essencial para o desenvolvimento da Biologia.

    Que parte do conteúdo de A Origem das Espécies é relevante ainda hoje? Qual o tema central da Biologia? Essas perguntas deviam ser respondidas por um grande conhecedor da Biologia em vez de por um professor de Física. A Física, com mais de três séculos de história, trata dos fundamentos de tudo que é fenômeno natural. Na vastidão de conhecimento desenvolvido nesse tempo, qual é a nota dominante? Seguindo a tradição do livro que pode ser considerado o ponto de partida da ciência moderna, o Philosophiae Naturalis Principia Mathemática, de Isaac Newton (ou Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), publicado em julho de 1687, a nota dominante da Física é construir uma teoria com estrutura matemática que explique o maior número possível de fenômenos. Na realidade, alguns sonham com uma teoria do todo. O fato de Albert Einstein ter esse sonho e ter publicado três trabalhos importantes em 1905, tornou 2005 o ano Internacional da Física.

    Herdando essa tendência vinda da Física, o tema central da Biologia deve ser construir uma teoria que explique todo o funcionamento do maquinário dos seres vivos e sua interação com o ambiente. Dentro dessa busca, um tema que sempre deve ter intrigado as pessoas foi: Como as características dos ancestrais são passadas para sua descendência? Um resumo da saga dessa busca foi publicado como quadro de um artigo na edição especial da revista Scientific American Brasil de fevereiro de 2009, dedicada ao tema “A evolução da evolução”, em comemoração aos 200 anos de Darwin. Adaptado do artigo de David M. Kinsgsley, “Átomos e caracteres”,[2] temos essa saga em quatro etapas.

    1. Nove anos depois da publicação de A Origem das Espécies, Darwin apresentou sua teoria de como a variação de um caracter pode passar de um indivíduo para sua descendência e então para uma população. Partículas muito pequenas, que ele chamou de “gêmulas”, secretadas pelas células levariam a essência das partes do corpo onde se originaram até os órgãos reprodutores, onde seriam absorvidas pelas células germinativas.

    2. Os experimentos de Gregor Mendel com ervilhas levaram-no a postular a existência de fatores distintos que carregam a informação dos caracteres. Cada indivíduo devia carregar duas cópias de um dado fator, um de cada progenitor. Embora as duas cópias estivessem presentes em todos os indivíduos, apenas um fator seria dominante produzindo a característica visível nos organismos. As ideias de Mendel publicadas em 1865 só foram redescobertas no início do século 20.

    3. Várias pesquisas levaram ao reconhecimento de que o ácido desoxirribonucleico (DNA) era o veículo de informação de caracteres. Outras pesquisas culminaram com o desenvolvimento, em 1953, do modelo da molécula de DNA como dupla hélice ligada por pares de bases complementares de quatro tipos. A sequência de bases agrupadas de três em três constituiria um alfabeto de 64 caracteres para codificar a mensagem genética. Toda vez que uma célula se divide, as moléculas de DNA que constituem os cromossomos da célula são copiadas. Erros de cópia podem introduzir variações nessa informação.

    4. Os fatores de Mendel, agora chamados de genes, passaram a ser definidos como trechos de DNA que codificam proteínas. Nas últimas décadas, começaram a ser investigados os trechos de DNA que não codificam proteínas mas podem ser importantes para regular quando e onde um gene é ativado. O aumento de conhecimento nesses processos de regulação com certeza será importantíssimo para a compreensão de como as características externas dos organismos são expressas e como seu funcionamento é controlado.

    Dentro desse quadro, qual a real importância do tão celebrado Darwin? Seu mérito talvez seja apenas de inspirar os biólogos a reconhecerem que além das regularidades observadas nos seres vivos, pode-se também considerar sua dimensão histórica. A proposta de Darwin no seu livro famoso é que as linhagens de seres vivos têm suas características mudadas ao longo de gerações e o ambiente pode selecionar as características mais adequadas para um determinado ambiente. Isso explicaria a existência de organismos adaptados para praticamente todos os tipos de ambiente da Terra.

    A hipótese de que todos os seres vivos são produto de uma sequência evolutiva a partir de um único ancestral simples ainda não pode ser considerada como comprovada. Ela pode ser compatível com várias observações de similaridades de estruturas corporais e de processos bioquímicos entre os seres vivos, mas a fonte da riqueza de informação contida no material genético de cada ser vivo é mais compatível com um planejamento inteligente inicial do que a obra de mudanças graduais durante os processos de cópia dessa informação e da seleção natural.

    Boa semana a todos!

    Responder
  63. Bragança 04/03/2009 em 11:00 am

    Quase que me esqueço. Lí um artigo recente de um evolucionista e não poderia deixar de publicá-lo aqui:

    “Sexo surgiu com peixe pré-hitórico”
    O estudo do fóssil de um peixe que viveu há cerca de 365 milhões de anos [sic] sugeriu que a fertilização de óvulos dentro do corpo da fêmea evoluiu mais cedo do que se acreditava anteriormente. O peixe, conhecido como placodermo, pode ter sido o primeiro vertebrado a se reproduzir através da fertilização de óvulos dentro da fêmea [note o uso dos verbos “sugeriu” e “pode” em contraste com o verbo “surgiu”, no título desta matéria; quase sempre afirmam para depois dizer que “não é bem assim”]. Pesquisadores do Museu de História Natural de Londres (NHM, na sigla em inglês) disseram que foi encontrado um embrião de cerca de cinco centímetros de comprimento no fóssil de placodermo. “Este peixe fornece uma das evidências mais antigas de reprodução interna”, disse Zerina Johanson, curadora de fósseis de peixes do museu.

    “Nós esperávamos que estes primeiros peixes tivessem um tipo mais primitivo de reprodução, onde espermatozoide e óvulo se combinam na água e os embriões se desenvolvem fora do peixe. Copulação parece ter sido a principal forma como animais pré-históricos primitivos se reproduziam, demonstrando que o ‘sexo’ começou muito mais cedo do que nós pensávamos”, afirmou Johanson.

    O fóssil foi encontrado originalmente no oeste da Austrália e estava no acervo do museu desde a década de 80. Inicialmente os pesquisadores acreditavam que o fragmento no interior do fóssil fosse apenas um vestígio de um peixe que ele havia comido pouco antes de morrer.

    O fóssil mostra uma modificação na nadadeira pélvica na barriga do peixe. Os autores do estudo, publicado na revista Nature, acreditam que essa estrutura, chamada clásper, teria sido usada pelo macho para se prender à fêmea durante a copulação – um órgão semelhante ao dos tubarões modernos. “O clásper é um órgão ereto de maneira intermitente que é inserido dentro da fêmea para transferir o sêmen”, disse o co-autor do estudo, o paleontólogo John Long do Museu Victoria, na Austrália.

    Em um tipo de placodermo esse órgão é diferente. “Este novo grupo tem clásperes mais flexíveis. No artigo na Nature, nós sugerimos que esse é o começo da fertilização erétil masculina, porque parte daquele órgão foi tomado por cartilagem mole”, explicou Long.

    O processo de fertilização interna e nascimento diferencia alguns peixes e mamíferos de outros animais tais como répteis e anfíbios. Johanson acredita que esse era o principal método reprodutivo dos primeiros peixe, como os placodermos e pode ter evoluído também em outros grupos de peixes.

    Agora, caro blogstas eu comento: é fácil conjecturar a respeito de modificações anatômicas; difícil é explicar como os primeiros animais sexuados “se deram conta” (por favor, as aspas indicam que estou falando figurativamente) de que a reprodução sexuada era evolutivamente vantajosa. Como podem ter ocorrido dois tipos de mutações em organismos diferentes e que possibilitaram aos seres resultantes delas – macho e fêmea – terem sistemas reprodutores tão diferenciados, mas plenamente compatíveis? Quando foi que espermatozóides e óvulos surgiram e como explicar sua compatibilidade desde o início? Se a fecundação do óvulo ocorria fora do corpo da fêmea, por que passou a ser interna e como explicar que a primeira “grávida” já possuía todos os requisitos necessários para o suporte da vida do embrião?Será que ela já sabia que ficaria grávida? Mesmo sem respostas darwinistas convincentes para essas perguntas, um detalhe na matéria parece que vem se repetindo em descobertas recentes: a evolução de sistemas complexos é “jogada” cada vez mais para o passado, por que será? Daqui a pouco, não haverá mais tempo para a macroevolução ter ocorrido.

    Não fiquem bravos comigo, atenham-se a explicar o que vocês crêem. Se ficar difícil mandem estas perguntas a seus “mestres”

    Responder
    • googala 24/02/2010 em 11:37 am

      Vc tá treinando bem o ctrl-C / ctrl-D. Parabéns! Estás evoluindo bem.

      Responder
  64. McFly 04/03/2009 em 11:11 am

    É, não é todo mundo que quer entender algum conceito de ciência. Eu tentei delinear algum parâmetro pra isso, no meu blog, mas é um assunto pra lá de complicado: o problema da demarcação continua aberto.

    Responder
  65. Daniel 04/03/2009 em 1:42 pm

    Se nós temos uma crença, o que o Bragança tem é, no máximo uma contra-crença, já que, enquanto ele pode nos exigir provas, da contra-crença dele não podemos exigir sequer uma evidência. A única “prova” dos criacionistas são as lacunas do evolucionismo.

    O início do sexo na história da vida é realmente muito complicado. É difícil você entender a “passagem” do modo assexuado para o sexuado (as aspas vão porque a passagem se deu apenas em pouquíssimas espécies, e as bactérias, os seres que desde sempre dominam a vida na Terra, ainda “não se deram conta” de tal coisa) se se pensa nas coisas ocorrendo em, digamos, seis dias (porque há que haver um para o descanso, que os peixes também são gente).

    Qual é a “explicação” para o surgimento da vida sexuada que a contra-crença criacionista propõe? Deve ser algo superior à merreca evolucionista, caso contrário o Bragança não teria voltado aqui para perder um pouco de seu precioso tempo.

    Enquanto não consulto meus mestres, Bragança e demais, vejam que ótimo livro acabou de ser lançado nos EUA: Your Inner Fish: A Journey into the 3.5-Billion-Year History of the Human Body (sic!), do paleontologista iletrado Neil Shubin. Se o Shubin estiver errado em 80% de suas contas, a contra-crença do criacionismo ainda não encontra terreno firme. Que miséria!

    Responder
  66. murihel 04/03/2009 em 2:19 pm

    engraçado ainda a pouco o phd Bragança nos falava que o mundo só tinha dez mil anos … quanta coerência..

    Responder
  67. Marok 04/03/2009 em 2:24 pm

    Esse tal de Bragança ficou até tonto, agora. Como pode alguém do nível intelectual dele escrever “toda vez quem um leigo tenta…”?
    Fora os outros erros básicos de gramática e ortografia apresentado neste e nos outros posts. Eu, como leigo em língua portuguesa, estou estupefato. Achei que um especialista no assunto não cometesse tais gafes.
    No mais, parabéns ao Eneraldo pela paciência e dedicação. Com certeza, suas explicações não adiantaram muito como aprendizado ao destinatário, mas serviram grandiosamente a muitos aqui, inclusive a mim.

    Responder
  68. murihel 04/03/2009 em 2:26 pm

    me dá medo este tipo de pessoa … me parece que a idade das trevas esta voltando… daqui a pouco vamos ter de começar a apedrejar as mulheres adúlteras….e ja te dei um conselho Bragança,, ta perdendo dinheiro vira pastor que vc se dá bem…

    Responder
  69. Eneraldo Carneiro 04/03/2009 em 7:12 pm

    Marok

    Grato pelo cumprimento. De fato, o que anima a contribuir com essas “discussões” é menos a riqueza do debate, que é nenhuma, dada a inépcia e ignorância dos interlocutores, mas muito mais a esperança de fornecer algum subsídio e referencias a quem está acompanhando, e que as vezes tem que escutar calado certos absurdos, por não saber como rebater. É bom saber que a discussão tem contribuido neste sentido.

    Responder
  70. Eneraldo Carneiro 04/03/2009 em 8:50 pm

    Ah o Bragança….. Demorou hein? Muito ocupado pesquisando bobagens ditas por outros, já que as próprias , se é que já teve alguma, se esgotaram. E daí é recortar e colar. Trabalho duro.
    Você continua com dificuldade para encontrar algum biólogo, que faça pesquisa, e seja contra o a Teoria da Evolução, né?

    Quem você arrumou dessa vez Braga?

    Hhhhmmm…..Dr. Urias, que é…..professor…..de……(suspense)…..fí-si-ca! Física? O que é que um prof. de Física do Centro Universitário Adventista (OUTRO adventista Braga?) de São Paulo, pode ter a dizer sobre Biologia, que nós tenhamos interesse em ouvir? É como pedir a um mecãnico de automóveis, sua opinião abalizada acerca de um tratamento de canal.

    Como ele próprio admite:

    “Que parte do conteúdo de A Origem das Espécies é relevante ainda hoje? Qual o tema central da Biologia? Essas perguntas deviam ser respondidas por um grande conhecedor da Biologia em vez de por um professor de Física(grifo meu)…

    ‘ignorante em Biologia como eu’, faltou dizer.

    E já podia encerrar por aí que é idiotice de sobra. Que mais o sujeito pode dizer? Nada. Pode? Ele, como o nosso Braga aqui, que esgotado depois de “um estafante dia de estudos científicos” dedica-se ao recorta e cola, achou por bem reproduzir partes de um artigo de divulgação científica, que NÃO É contra a Evolução, como se deveria supor, para no fim concluir com a sua (dele) OPINIÃO de “expechialichta”. A qual não encontra nenhum amparo no referido artigo, e para a qual ele não apresenta qualquer fundamento, ou evidência. Ele simplesmente a saca do bolso do colete e a DECRETA como suposta “conclusão” da “resenha” do artigo, na esperança de fazer alguém acreditar que o artigo dá alguma base ao que ele alega. É um engana-trouxa dos mais patéticos. Picaretagem pura. Só o nosso Bragança para levar essa tolice a sério.

    Inspirado pelo seu mestre ignorante em Biologia, nosso heroico bragança tenta ele mesmo imitar sua fonte de inspiração, e reproduz o artigo de “um evolucionista”.

    Só que ele não nos diz quem é o “evolucionista’”e nem nomeia a fonte. Provavelmente porque ele não faz idéia, ele deve ter recortado o texto inteiro, com o comentário, de algum dos blogues criacionistas, ou apologéticos que abundam por aí, que por sua vez deve ter copiado de outro que copiou de outro…. E como o real autor do comentário deve ser tão ignorante como ele, não sabe, por exemplo, distinguir um artigo escrito por um cientista, de uma reportagem de divulgação científica, que é o que realmente parece ser o tal “artigo de um evolucionista”. Eu não ficaria surpreso se fosse na verdade um texto da Superinteressante ou algo do gênero.

    Daí ele não entende que o reporter/editor tenha usado no título da matéria uma afirmação: “Sexo surgiu….”, que é uma linguagem típica de jornalistas querendo chamar a atenção dos leitores. Muito diferente da linguagem cautelosa típica de cientístas sérios, que nunca usam termos tão categóricos, preferindo sempre algo como “pode”, “sugeriu”, “as evidências indicam/sugerem/apontam”. Ele inclusive não entende que essa é uma característica positiva da Ciência e do empreendimento científico. Para o Bragança e seus congêneres, acostumados ás certezas vociferadas dos púlpitos, essa cautela nos atos e na linguagem é uma falha, um sinal de fraqueza da Ciência, não um mérito.

    Por fim, como o seu muso inspirador, o Bragança nos brinda com o seu(?) pitaco conclusivo. Que nada mais é que a reiteração do adorado “deus da lacunas”.

    Ele faz um monte de perguntas, algumas até legítimas em princípio, mas em meio as quais sempre tem uma “Como é possível…?”, ou “Como é que pode…?”, ou ainda “não consigo imaginar como…patati-patatá”. Daí, de novo, sem apresentar qualquer base, ou fundamento, do alto da sua abismal ignorancia na matéria, ele simplesmente decreta que não há “respostas darwinistas convincentes (para ele) para essas perguntas”.

    Como não faz a menor idéia, e nem tem interesse em saber, do que sejam e de como as Ciências funcionam, para o Bragança, a natural existência de lacunas no conhecimento, de áreas nas quais temos mais perguntas do que respostas, é, de novo, um sinal de fracasso. Porque o “conhecimento” dele é ‘total”, pronto e acabado. E a explicação, ‘óbvia’, para a “complexidade irredutível” da Natureza, é uma coisa ainda mais irredutivelmente complexa.

    Desnecessário dizer que se o Bragança, e outros como ele, tivessem interesse real em saber as respostas para as perguntas que levantam, o que deveriam fazer era ESTUDAR. Biologia: graduação, mestrado, doutorado. E se engajar nos inúmeros projetos de pesquisa que buscam justamente compreender, por exemplo, como o sexo evoluiu, já que as evidências indicam que não existia reprodução sexuada até há cerca de 500 milhões de anos. Dos 3,5 bilhões de existência de vida na Terra. Que aparentemente é uma escala temporal que escapa inteiramente á capacidade do Bragança entender, pois ele acha que todo o Universo, a Vida, Nós, etc., surgiram num passe de mágica há menos de 10 mil anos, que é mais ou menos a mesma coisa que achar que a distãncia entre Rio e Tóquio (18553 km) é de pouco mais de 9 metros. O que acaba sendo também uma medida bem precisa do conhecimento e da inteligência do Bragança e seus colegas.

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  71. Bragança 27/03/2009 em 1:56 am

    Que saudades Eneraldo!
    Estranho, fiz um post aqui a alguns dias mas ele foi deletado. Por que será?

    Bem, coloco mais um que tenho a algum tempo. Me lembrei dele por sua causa já que gosta de citar grandes cientistas evolucionistas.

    O relato a seguir foi feito por Nair Elias dos Santos Ebling, professora da Faculdade de Ciências do Unasp

    “Estava no último ano de meu curso na faculdade. Minha inclinação havia sido sempre por Genética e eu era monitora do Departamento de Citologia e Genética.

    “O professor responsável pelo departamento realizava pesquisas com a Drosófila – essas pequenas moscas da fruta – e eu trabalhava com ele. Esse professor havia realizado estudos a respeito dos escritos do Dr. Theodosius Dobzhansky, nos Estados Unidos. Mais tarde, o Dr. Dobzhansky veio ao Brasil e foi então que tive a oportunidade de conversar com ele.

    “A expectativa pela visita desse grande cientista era muito grande para todos os alunos da área de Biologia, porque seus livros e trabalhos científicos eram muito citados e contribuíam para formar nossa cosmovisão.

    “Eu mesma estava no auge de minha crise existencial. Como adventista do sétimo dia, era criacionista. Porém, a Universidade, toda estruturada na teoria da evolução estava comprometendo os fundamentos de minha crença. Portanto, ao ter a oportunidade de conhecer pessoalmente o ‘papa’ do evolucionismo em genética era ao mesmo tempo excitante e atemorizador.

    “No dia de sua chegada, fui convidada a almoçar com ele. Eu tive muito medo, mas ele era um velhinho simpático e falava bem o português. De repente, minha primeira surpresa: ofereceram-lhe suco de abacaxi e lhe perguntaram se ele queria natural ou com menta. Em um tom de voz que todos podiam ouvir, respondeu:

    – Eu sempre prefiro as frutas com o sabor que o Criador colocou nelas!

    “Todos riram, mas eu olhava atentamente a fim de descobrir se ele falava com certa ironia ou se falava sério. Em outras ocasiões também fez referências similares ao ‘Criador’ e, quando os outros riam, ele mostrava certa surpresa.

    “Finalmente, em um passeio que fizemos para caçar moscas Drosófilas nas margens de um rio onde estávamos realizando uma pesquisa científica, tive a oportunidade de ter uma longa conversa com ele. Essa conversa ficaria marcada em minha vida e me firmaria no criacionismo.

    “Detivemo-nos para almoçar em um restaurante típico ao lado do caminho junto ao rio. Servia-se uma variedade de frutas, verduras e legumes. Dobzhansky começou a servir-se. Nisso, aproximei-me. Gentilmente ofereceu-se a servir-me, enquanto dizia:

    – O Criador não foi nada mesquinho com a variedade!

    “Aproveitei a oportunidade para perguntar o que ele queria dizer quando se referia ao ‘Criador’. Ele colocou o dedo em frente aos lábios em sinal de ‘silêncio’ e me perguntou se eu gostaria de caminhar. Respondi afirmativamente e ele me fez um convite:

    – Depois do almoço vamos fazer, então, uma caminhada.

    “Terminei rapidamente meu almoço e ele fez o mesmo.

    “A trilha por onde caminhamos apresentava grande variedade de flores silvestres. Arrancou uma delas e perguntou o que eu via através da flor. Disse-lhe que podia ver muitas coisas através dela: além da harmonia externa, podia reconhecer a estrutura interna; podia olhá-la pelo microscópio e ver muito mais, etc. Mas disse-lhe que, sem dúvida, ele podia ver muito mais que eu.

    “Aqui é onde ele me fez a pergunta crucial:

    – Tu crês realmente que tudo isso pode haver sido resultado do acaso? – ao que eu respondi:

    – Não, eu não creio nisso; porém, professor, através de seus artigos e livros você tem conseguido me deixar confusa.

    “Ele continuou me mostrando várias coisas da natureza e falando delas, desacreditando o acaso e o tempo como responsáveis por tudo.

    “Minha surpresa diante de tudo isso era grande, e comecei a fazer-lhe uma série de perguntas: ‘Que é que o senhor busca? Aonde está querendo chegar? O senhor, que tem feito gerações de jovens crer na evolução e no acaso como os agentes de tudo através de milhões de anos, agora está dizendo o oposto?’

    – Tu és criacionista – disse-me ele – continua sendo. Não mudes pelo que eu tenho dito ou escrito.

    – Mas, professor – continuei – que farás com toda a influência que já tiveste e continuarás tendo?

    “Aqui ele encerrou o assunto com uma declaração impressionante:

    – Tu não necessitas transitar pelo caminho que segui. És muito jovem. Continua sendo criacionista. Eu já tenho ido demasiado longe e não tenho tempo para voltar atrás.”

    Responder
  72. Bragança 27/03/2009 em 1:57 am

    E para aproveitar a passagem por aqui, vai outra:

    “encontrado tecido cerebral em peixe fóssil”
    Cientistas dos Estados Unidos e da França anunciaram a descoberta de um tecido cerebral de 300 milhões de anos [sic] – o mais antigo exemplar do tipo já encontrado. O tecido foi recuperado de uma bolha dentro da caixa craniana do fóssil de um precursor extinto das quimeras, conhecido como iniopterygian, e foi achado no Estado americano do Kansas. Em artigo na revista Proceedings of the National Academy of Science, os pesquisadores afirmaram que a descoberta abre um novo caminho para o estudo da evolução dos peixes e do desenvolvimento do cérebro em animais vertebrados.

    “Até agora, os paleontologistas estudavam os formatos da cavidade craniana de fósseis para pesquisar a morfologia cerebral, pois nunca haviam encontrado ‘tecido mole’”, explicou Alan Pradel, do Museu Nacional de História Natural de Paris, e um dos autores do artigo.

    Com a ajuda de técnicas de tomografia, cientistas do European Synchrotron Radiation Facility, em Grenoble, na França, criaram um modelo em 3D do que seria o cérebro do iniopterygian encontrado.

    Segundo os cientistas, o órgão era simétrico e tinha dimensões milimétricas. Como ocorre em muitos vertebrados pouco desenvolvidos, o cérebro desse peixe parava de crescer, enquanto a caixa craniana continuava se expandindo.

    Além disso, o cérebro também apresentava um grande lóbulo relacionado à visão e uma pequena secção destinada à audição. A presença de canais de audição em um plano horizontal também permitiu aos cientistas entender que o animal podia detectar movimentos laterais, mas não verticais.

    O iniopterygian é um precursor das atuais quimeras, que por sua vez, são “parentes” [sic] dos tubarões e das arraias.

    No início da era paleozoica, o peixe já apresentava características bastante peculiares, como o crânio gigante, dentes dispostos em fileiras, uma cauda “armada” com uma clava, e enormes nadadeiras peitorais dotadas de espinhos ou ganchos em suas pontas. A maioria tinha em média 15 cm de comprimento.

    “Até hoje, não conhecíamos nada disso, e se trata de um animal realmente bizarro”, afirmou John Maisey, curador de paleontologia do Museu Americano de História Natural, em Nova York, e também autor do artigo.

    “Mas agora sabemos que podemos procurar por mais cérebros em fósseis muito antigos e começar a entender melhor sobre eles”, disse Maisey. “A evolução cerebral é crucial na história dos vertebrados.”

    Se eu fosse macro evolucionista eu mandava convocar uma reunião de todos os cientistas para por ordem na casa. A cada momento eles se contradizem.
    Vejam bem o que diz a reportagem: “No início da era paleozoica, o peixe já apresentava características bastante peculiares.” Segundo o Eneraldo e os outros evolucionistas letrados aqui, o início da era paleozoica compreende os períodos cambriano, ordoviciano, siluriano, etc., ou seja, é o “princípio” da vida multicelular. Como pode ter havido tempo para evolução de algo tão complexo quanto o cérebro (com suas sinapses, neurônios, glândulas, etc.), mesmo que de um animal como iniopterygian? Das duas uma: ou a calculadora evolucionista está com defeito ou vocês não sabem mais fazer conta.

    Responder
  73. Vieira 27/03/2009 em 1:57 am

    Bragança,

    Provavelmente você está bagunçando as coisas.

    “Vejam bem o que diz a reportagem: “No início da era paleozoica, o peixe já apresentava características bastante peculiares.” Segundo o Eneraldo e os outros evolucionistas letrados aqui, o início da era paleozoica compreende os períodos cambriano, ordoviciano, siluriano, etc., ou seja, é o “princípio” da vida multicelular. Como pode ter havido tempo para evolução de algo tão complexo quanto o cérebro (com suas sinapses, neurônios, glândulas, etc.), mesmo que de um animal como iniopterygian?”

    Meu caro, nada do que é “afirmado” pela ciência é definitivo ou o correto/ a verdade. Se você está procurando algo “definitivo” e “inquestionável”, continue com o seu maldito criacionismo ou designer inteligente e seus amigos imaginários!

    Já deveria saber que a ciência não é infalível e está sempre procurando uma resposta melhor para as coisas. A ciência é feita por muitas pessoas, é claro que pode sair na mídia coisas absurdas.

    “Aqui ele encerrou o assunto com uma declaração impressionante: “Tu não necessitas transitar pelo caminho que segui. És muito jovem. Continua sendo criacionista. Eu já tenho ido demasiado longe e não tenho tempo para voltar atrás.”

    E que saco são essas historinhas com moral cristã. Se aconteceu, e daí?

    Dan Baker era um pastor evangélico, hoje é ateu escreve livros à la Dawkins e Harris.

    E o próprio diz que a religião foi inventada pelo homem para lidar com suas fraquezas, medo do desconhecido, da morte, problemas existenciais. É o que se ganha quando se tem um cérebro mais desenvolvido para o raciocínio.

    Eu diria que esse professor não é um bom exemplo. Mas enfim, é um ser humano, já é de sua natureza se render à sua fraqueza e ceder aquilo que lhe dá conforto: deus.

    Ciência nada mais é que uma ferramenta falível e progressiva para procurar respostas.

    Deus é uma resposta, que nada responde. Apenas preenche lacunas.

    Responder
  74. Eneraldo Carneiro 27/03/2009 em 1:58 am

    Bragança

    Quando você aprender a raciocinar por conta própria, ao invés de ficar recortando e colando historinhas apócrifas e mentirosas dos seus coleguinhas adventistas, aí talvez eu volte a te dar alguma atenção.

    bjs

    Responder
  75. Eneraldo Carneiro 27/03/2009 em 1:58 am

    Algumas das 50 razões porque o Bragança rejeita a Evolução (livremente traduzidas do inglês):
    …..
    2) Porque sou muito estupido e/ou preguiçoso para abrir a p* de um livro ou ligar no Discovery Channel;

    3) Porque se eu não entender imediatamente como algo funciona, então deve ser alguma besteira..

    ……

    20) Porque minha mãe me derrubou de cabeça no chão quando eu era bebê;

    21) Várias vezes;

    22) De propósito;

    ….

    via Answer in Genesis BUSTED (Resposta no Genesis Detonada)

    Responder
  76. Eneraldo Carneiro 27/03/2009 em 1:07 pm

    “Não há criacionistas nos Hospitais”

    Agora com legendas:

    Médico (pensando enquanto observa um Raio X): Oh-Oh…Espero que ele seja apenas um criacionista de Domingo.
    Paciente- Tuberculose?
    M- Receio que sim. Mas nós o pegamos no início.
    P- Então meu prognóstico é bom?
    M- Depende. Você é criacionista?
    P- Sim, sim, eu sou, porque pergunta?
    M- Porque eu preciso saber se você prefere que eu trate o bacilo como ele era antes do antibióticos…
    …ou como a variedade extremamente-resistente-a-múltiplas-drogas na qual ele evoluiu desde então.
    P- Evoluiu?
    M- A escolha é sua. Se você for com a versão Arca de Noé, eu prescreverei apenas Estreptomicina.
    P- Hmm….er…e como são essas novas drogas?
    M- Elas são projetadas inteligentemente.

    Responder
  77. Eneraldo Carneiro 27/03/2009 em 1:07 pm

    “Eu diria que esse professor não é um bom exemplo. Mas enfim, é um ser humano, já é de sua natureza se render à sua fraqueza e ceder aquilo que lhe dá conforto: deus.”

    Eu tinha começado a escrever: “Isso se a história for verdadeira, o que eu não acredito. Tem toda a cara da famosa história, igualmente falsa, da “coversão” de Darwin no leito de morte”
    Daí me ocorreu de pesquisar sobre o Dr. Theodosius Dobzhansky, no TalkOrigins, onde descobri que Dobzhansky era assumidamente religioso (Cristão Ortodoxo) E evolucionista. Como é possível ler no seu famoso artigo: “Nothing in Biology Makes Sense Except in the Light of Evolution” (Nada faz sentido em Biologia exceto à luz da Evolução”), onde se pode ler: “…I am a creationist and an evolutionist. Evolution is God’s, or Nature’s method of creation. Creation is not an event that happened in 4004 BC; it is a process that began some 10 billion years ago and is still under way…” (Sou um criacionista e um evolucionista. A Evolução é o método de criação de Deus, ou da Natureza. A Criação não é um evento que ocorreu em 4004 AC; é um processo que começou há 10 bilhões de anos e continua em curso…)
    O que faz da historinha do Bragança, que pinta Dobzhansky como um sujeito melífluo, que fingia ser o que não era, uma fabricação. Exatamente como eu suspeitava. O que nos dá, além de tudo o mais, uma noção exata do senso moral de certas confissões religiosas.
    Atenção. Não estou subscrevendo a opinião de Dobzhansky, mas apenas demonstrando, de novo, as falácias e falsidades de certos crentes.

    Responder
  78. Bragança 27/03/2009 em 1:08 pm

    Boa tarde caríssimo Eneraldo! (se minha me desse um nome desse…)

    Muito obrigado pela deferência. Mas segundo o que você falou eu estou merecendo posts demais, não acha? Você ameaça responder somente quando eu me tornar um evolucionista e logo em seguida postas mais 3,4 vezes. Que bom que você não é inflexível, como a sua ciência.

    Pena que após tanto blá,blá, blá não me responde às indagações aqui colocadas.

    Ah, e vejo que começou a fazer uso do dicionário (melífluo). Pena que ainda não aprendeu a usar o lexema. Mas o caminho é este.

    Mas você deve antes, decidir se ataca ou defende Dobzhansky. Num post você o pinta de débil, para no seguinte dizer que ele apenas tem fraquezas. Ficou em dúvida se ele realmente era ovacionado? Se pesquisar mais verá que ele ainda é o “papa” em sua área.

    Uma coisa que me deixou insidioso foi o fato de você ter alardeado aqui várias vezes que fulano (citado por mim) ou cicrano não eram ninguém no mundo da ciência para merecer comentários.
    Mas agora você me vem com Dan Baker. Quem foi Dan Baker? Formado em teologia em qual universidade? Pastoreou quais congregações? Que artigos científicos publicou. E com que artigos teológicos brindou a humanidade?
    Meu caro, esta pedra não parece ter a mesma medida do que a que uxaste comigo. Assim você perde o respeito de seus fãs como o Daniel e um outro com nome mais estranho que o seu.

    Mas já que não quer me responder às questões realmente importantes, que são as relativas aos enganos evolucionistas, vamos continuar o joguinho.
    Eu posto constestações científicas e você responde com suas pilhérias. Vamos ver até quando você consegue manter seu séquito.

    Mas, vamos lá:

    “As festividades bilionárias em comemoração aos duzentos anos de nascimento de Charles Darwin tornam momentaneamente invisíveis alguns fatos essenciais da vida e da obra desse homem de ciência. Desde logo, Darwin não inventou a teoria da evolução: encontrou-a pronta, sob a forma de doutrina esotérica, na obra do seu próprio avô, Erasmus Darwin, e como hipótese científica em menções inumeráveis espalhadas nos livros de Aristóteles, Sto. Agostinho, Sto. Tomás de Aquino e Goethe, entre outros.

    Tudo o que ele fez foi arriscar uma nova explicação para essa teoria – e a explicação estava errada. Ninguém mais, entre os autoproclamados discípulos de Darwin, acredita em “seleção natural”. A teoria da moda, o chamado “neodarwinismo”, proclama que, em vez de uma seleção misteriosamente orientada ao melhoramento das espécies, tudo o que houve foram mudanças aleatórias. Que eu saiba, o mero acaso é precisamente o contrário de uma regularidade fundada em lei natural, racionalmente expressável. O darwinismo é uma ideia escorregadia e proteiforme, com a qual não se pode discutir seriamente: tão logo espremido contra a parede por uma nova objeção, ele não se defende – muda de identidade e sai cantando vitória. Muitas teorias idolatradas pelos modernos fazem isso, mas o darwinismo é a única que teve a cara de pau de transformar-se na sua contrária e continuar proclamando que ainda é a mesma.
    Todos os celebrantes do ritual darwiniano, neodarwinistas inclusos, rejeitam como pseudocientífica a teoria do “design inteligente”. Mas quem inventou essa teoria foi o próprio Charles Darwin. Isso fica muito claro nos parágrafos finais de A Origem das Espécies, que na minha remota adolescência li de cabo a rabo com um enorme encantamento e que fez de mim um darwinista, fanático ao ponto de colocar o retrato do autor na parede do meu quarto, rodeado de dinossauros (só agora compreendo que ele é um deles). Agora, graças à amabilidade de um leitor, tomei conhecimento dos estudos desenvolvidos por John Angus Campbell sobre a “retórica das ciências”. Ele estuda os livros científicos sob o ponto de vista da sua estratégia de persuasão. Num vídeo fascinante que vocês podem ver aqui, ele demonstra que o “design inteligente” não é apenas um complemento final da teoria darwinista, mas a sua premissa fundamental, espalhada discretamente por todo edifício argumentativo de A Origem das Espécies. O “design inteligente” é, portanto, a única parcela da teoria darwiniana que ainda tem defensores: e estes são os piores inimigos do darwinismo.
    É certamente um paradoxo que o inventor de uma explicação falsa para uma teoria preexistente seja celebrado como criador dessa teoria, porém um paradoxo ainda maior é que a premissa fundante da argumentação darwiniana seja repelida como a negação mesma do darwinismo.

    Puramente farsesco, no entanto, é o esforço geral para camuflar a ideologia genocida que está embutida na própria lógica interna da teoria da evolução. Quando os apologistas do cientista britânico admitem a contragosto que a evolução “foi usada” para legitimar o racismo e os assassinatos em massa, eles o fazem com monstruosa hipocrisia. O darwinismo é genocida em si mesmo, desde a sua própria raiz. Ele não teve de ser deformado por discípulos infieis para tornar-se algo que não era. Leiam estes parágrafos de Charles Darwin e digam com honestidade se o racismo e a apologia do genocídio tiveram de ser enxertados a posteriori numa teoria inocente:

    “Em algum período futuro, não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem vão certamente exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos… serão sem dúvida exterminados. A distância entre o homem e seus parceiros inferiores será maior, pois mediará entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o caucasiano, e algum macaco tão baixo quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorila.”

    E agora a parte mais complicada, Eneraldo e fãs:

    “Entre os selvagens, os fracos de corpo ou mente são logo eliminados; e os sobreviventes geralmente exibem um vigoroso estado de saúde. Nós, civilizados, por nosso lado, fazemos o melhor que podemos para deter o processo de eliminação: construímos asilos para os imbecis, os aleijados e os doentes; instituímos leis para proteger os pobres; e nossos médicos empenham o máximo da sua habilidade para salvar a vida de cada um até o último momento… Assim os membros fracos da sociedade civilizada propagam a sua espécie. Ninguém que tenha observado a criação de animais domésticos porá em dúvida que isso deve ser altamente prejudicial à raça humana. É surpreendente ver o quão rapidamente a falta de cuidados, ou os cuidados erroneamente conduzidos, levam à degenerescência de uma raça doméstica; mas, exceto no caso do próprio ser humano, ninguém jamais foi ignorante ao ponto de permitir que seus piores animais se reproduzissem.”

    Vejam bem evolucionistas: Se alguns de vocês se diz contra o racismo ou contra a homofobia vocês devem deixar de ser evolucionistas neste exato momento, por que são posições antagônicas. Explicando até pra quem é bobinho. Para ser adepto da Teoria da Evolução é necessário ser RACISTA, HOMOFÓBICO E DEFENDER OS ASSASSÍNOS EM SÉRIE. Pois tudo isto nada mais é do que sobrevivência. O maníaco do parque estava apenas defendendo sua espécie, assim como Hitler.

    Como sei que o Eneraldo não vai se dignar a responder a estas objeções, apenas pensem. Quem sabe alguém aqui tem um pouco mais de cérebro que o Eneraldo e comece a pensar por sí só.

    Responder
  79. Vieira 27/03/2009 em 1:10 pm

    Eneraldo,

    Nem me passou pela cabeça procurar se tal doutor existia. Eu já havia lido os outros comentários do Bragança para saber qual era a dele, e não dei crédito algum a veracidade da nova “historinha” dela.

    Ele havia falado no final da história:

    “Aqui ele encerrou o assunto com uma declaração impressionante: “Tu não necessitas transitar pelo caminho que segui. És muito jovem. Continua sendo criacionista. Eu já tenho ido demasiado longe e não tenho tempo para voltar atrás.”

    E comentei que se a história fosse verídica (um cientista evolucionista arrependido de menosprezar o criacionismo), não significaria nada demais, já que acontece o contrário (citei o exemplo de Dan Barker, ex-pastor evangélico e agora um ativista ateu).

    Como eu aposto na idéia de que a “fé em deus” pode ser explicada como algo adquirida através da evolução humana assim como as “superstições”, eu respondi que o arrependimento do médico se encaixa num dos motivos pelo qual o ser humano desenvolveu suas crenças/fé:

    “[...] a religião foi inventada pelo homem para lidar com suas fraquezas, medo do desconhecido, da morte, problemas existenciais. É o que se ganha quando se tem um cérebro mais desenvolvido para o raciocínio.”

    Corrijo a idéia acima trocando a parte “o raciocínio” para “a sobrevivência”.

    E ainda completei com o trecho que você destacou:

    “Eu diria que esse professor não é um bom exemplo. Mas enfim, é um ser humano, já é de sua natureza se render à sua fraqueza e ceder aquilo que lhe dá conforto: deus.”

    O cara é religioso e evolucionista… Pelo menos é melhor do que ser religioso e acreditar que a teoria da evolução é obsoleta, e dar credito ao design inteligente. (hehehe)

    Obrigado, Eneraldo, pelo esclarecimento.

    O resultado atual da partida: Eneraldo 10 x 0 Bragança. Daqui a pouco vão me chamar é de puxa saco.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder
  80. Daniel 27/03/2009 em 9:04 pm

    Braga, tá explicado por que você copia e cola à exaustão. Quando argumenta com a própria cabeça, sai aquilo lá do começo, reclamando do nome dos outros. E sai também isso:

    “Se alguns de vocês se diz contra o racismo ou contra a homofobia vocês devem deixar de ser evolucionistas neste exato momento, por que são posições antagônicas.”

    Agradeço o alerta, cara! Eu sou contra o racismo e a homofobia, então acho que vou me juntar aos evangélicos criacionistas, sujeitos tolareantes como os que pulularam nesse post — http://www.amalgama.blog.br/01/2009/mais-sobre-os-evangelicos-e-a-homofobia/.

    E as provas do criacionismo, ó Homem de Nome Bonito? Cadê as provas da sua contra-crença? Tu ainda tá nas lacunas do Darwin? Que miséria… E o mundo com poucos milhares de anos de idade? Na Era Glacial, você acredita?

    (da próxima vez, só copia e cola, por favor. pra gente não te ter na conta de imbecil — sim, desses confinados em asilos)

    Responder
  81. Vieira 27/03/2009 em 9:04 pm

    Bragança,

    Eis o homem (Quem o citou não foi o Eneraldo) :

    http://en.wikipedia.org/wiki/Dan_Barker

    O citei com a intenção de mostrar que não são apenas os ateus que mudam de lado, mas após o esclarecimento do Eneraldo sobre as convicções do doutor que você citou além de que ele nunca se arrependeu de ser evolucionista, ficou fora de questão.

    Esse cara, o Dan Barker (ele existe, como pode ver no wikipedia) foi pastor por 19 anos, mais informações no site, e fazia músicas cristãs para crianças. Eu não disse em nenhum momento que ele é cientista, mas ele trocou o criacionismo pelo evolucionismo.

    Outra coisa: Quem lhe deu autorização para ser um babaca?

    Responder
  82. Rafael Bernardo 27/03/2009 em 9:05 pm

    A fé de Ana Carolina se mantém inalterável porque é alto esclarecedora, em contra partida a ciência não, perceba que, se a ciência se baseia atualmente em teorias e depois de algum tempo estas forem derrubadas por outra, não é porque o pensamento evoluiu, é porque os cientistas escolheram outro erro para seguir. Observe que, eles só chegarão à próxima teoria se baseando pela teoria atualmente errada e isso se repetira, repetira e repetira, caracterizando todo seu raciocínio como errado, pois a estrutura está errada ( já se começou errada), é como matemática ,não se pode chegar ao valor correto com a base da equação errada. todo esse processo se deu pela má interpretação das unicas fontes de explicação universal, os livros sagrados de Deus. Os ciêntistas negaram essas bases verdadeiras porque não intenderam o verdadeiro significado delas, não solberam interpreta-las. Como relatou o colega diogo, “a fé não se trata de ver para crer, mas sim, de crer para ver. “…
    Bem aventurados os que não viram e creram”
    O que se opõe Deus não é a descrença, é o medo.

    Responder
  83. Vieira 27/03/2009 em 9:06 pm

    “a ciência se baseia atualmente em teorias e depois de algum tempo estas seram derrubadas por outra, isso não é porque o pensamento evoluiu, é porque os cientistas escolheram outro erro para seguir”

    Consegue ser mais falacioso?

    A ciência não busca verdades, e sim explicações eficientes para o entendimento das coisas.

    Como se suas convicções fossem A verdade. Há um sem-número de variações de convicções religiosas. É muita pretensão achar que a sua é inabalável.

    Sim, a fé “responde” tudo. Uma “verdade inquestionável”. Como eu não me acho o “dono da verdade” como o senhor, prefiro questionar a existência do mesmo, até porque “fé” e “superstição” tem tudo para ser apenas características adquiridas pelo homem, há estudos sobre isso, há inclusive uma matéria sobre isso na revista Galileu, de abril/2008 se não me engano, e um dos mais famosos estudiosos disso é Daniel Dennett, e apesar da maioria dos pesquisadores serem ateus, há inclusive cristãos.

    “todo esse processo se deu pela má interpretação das unicas fontes de explicação universal, os livros sagrados de Deus.”

    O que parece é que todo mundo não sabe interpretar a bíblia. Ainda não entendo porque os religiosos tendem a ignorar o lado absurdo da bíblia, e repetir que o que se lá é mal interpretado.

    “Os ciêntistas negaram essas bases verdadeiras porque não intenderam o verdadeiro significado delas, não solberam interpreta-las.”

    Porque o mundo, para você, se divide em “ciêntistas”(putz!) e religiosos? A biblia não tem nenhuma base científica. E qualquer leigo pode achar absurdos nela.

    “Como relatou o colega diogo, “a fé não se trata de ver para crer, mas sim, de crer para ver. “…
    Bem aventurados os que não viram e creram”
    O que se opõe Deus não é a descrença, é o medo.”

    Muito semelhante com aquele argumento de que “a maior façanha do diabo foi fazer o homem não acreditar nele.”

    Minha vida se baseia na razão, e não no medo. Você provavelmente se opõe a deuses de outras religiões e mitologias, como o Monstro de Espaguete Voador, Zenu, o deus-guerreiro do mal, e as infinidades de deuses da colheita, das trevas, do mar, do sol, da terra, da lua, do sexo ou fertilidade, da guerra, animais sagrados, etc… (aliás tenho um grande fascínio pela maioria, são mais criativos, além de que um em especial oferece 72 virgens no céu!!)

    Seguindo sua lógica: você(e todo mundo) tem medo disso tudo.

    Rafael: Hare Khrisna and have a nice day! (hehehe)

    Responder
  84. Marok 28/03/2009 em 2:35 pm

    E o animal nem se deu conta que está escrevendo usando um computador, fruto dessa ciência de teorias, evidências e experimentações. Provavelmente, ele acha que o computador foi inventado por um pastor no meio de um culto e que o código binário foi inspirado naquelas algaravias.
    Enquanto aquele crer pra ver, ele tem razão, tinha um cara outro dia achando que era Napoleão. Embora os incrédulos idiotas tentavam desmenti-lo, ele tinha a mais profunda certeza. Evidente que ele é quem tinha a razão.

    Responder
  85. Bragança 28/03/2009 em 2:35 pm

    Meu caro, sinto muito te decepcionar. Quem afirmou isto foi o próprio Darwin. antes de falar qualquer coisa você deveria ler a obra de seu mestre. E para que você não perca muito do seu precioso tempo eu citei até as páginas.

    Responder
  86. Bragança 28/03/2009 em 2:36 pm

    Alguns aqui acham que todo criacionista é brasileiro, porque é burro.
    Como vocês não costumam ler publicações sérias foi traduzir uma matéria do Instituo ComRes

    “Pesquisa realizada com 2.060 adultos, indica que 51% dos britânicos acreditam que a teoria da evolução não pode explicar a complexidade da vida na Terra, da qual somente um “design inteligente” daria, contra 40% que opinam o contrário. Além disso, um em cada três crê que Deus criou o mundo nos últimos 10 mil anos. A pesquisa foi publicada no jornal Daily Telegraph. A pesquisa retoma no Reino Unido o debate em torno da evolução e do criacionismo, no ano em que o nascimento do naturalista Charles Darwin completa 200 anos.”

    E o resultado desta pesquisa foi tão impactante que o biólogo evolucionista Richard Dawkins se disse alarmado com a ignorãncia científica dos britânicos.
    O desespero de Dawkins, esse africano que se diz contra religiões mas é um dos fundadores da religião “brigth”, é tão grande que ele acha que mais da metade dos britânicos é ignorante e só ele e sua turminha é que são inteligentes.
    Segundo uma recente pesquisa entre professores de ciência, um em cada três acredita que o criacionismo deveria ser ensinado nas aulas de biologia [são burros também?], paralelamente com a teoria da evolução.
    Dawkins usou o mesmo argumento rasteiro para criticar o filósofo Anthony Flew pelo fato de ter abandonado o ateísmo. “Como o maior ateu do século 20 pode ter se tornado teísta? Como metade dos meus contenporãneos pode aceitar o criacionismo? Como um terço dos professores de ciências do país onde vivo pode ser tão tolo?” Dawkins deve estar perdendo muitas noites de sono…

    Responder
  87. Vieira 28/03/2009 em 2:36 pm

    É inútil discutir com alguém que acha que as idéias não evoluem, não são modificadas, aprimoradas ou descartadas.

    “antes de falar qualquer coisa você deveria ler a obra de seu mestre”

    Como você mesmo falou, você é que era um darwinista fanático, ou seja, você tem tendência a ser fanático por qualquer idéia que você goste. Não sou darwinista, mas também não acredito nas idéias do criacionismo e design inteligente. Eu aposto no principio de que as coisas evoluem, menos sua falta de inteligência.

    “E para que você não perca muito do seu precioso tempo eu citei até as páginas.”

    Vai ser arrogante assim no inferno que você tanto espera ir. Todo comentário você faz questão de querer parecer superior. Quando tem suas perguntas respondidas, fica calado, quando não é respondido satisfatoriamente afirma falaciosamente que a ciência é inútil. Você é um cara doente, intolerante, arrogante, preconceituoso, atrasado, cego em suas próprias idéias.

    Quando você quiser discutir civilizadamente, sem ficar com arrogância e mente fechada para tudo que os outros falam, vai ser ótimo. É só o que lhe peço.

    Responder
  88. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:37 pm

    Bragança

    Vemos que nada muda. Além de não acrescentar nenhuma informação, de não oferecer qualquer evidência, e mesmo propor alguma alternativa, você segue recortando e colando. E na falta de coisa melhor, agora me sai com historinhas apócrifas e mentirosas, saidas de mais um, uma pra variar, adventista.
    T. Dobzhansky (1900-1975) jamais ocultou, como o texto insinua, que era religioso. Ele tampouco regenava a evolucionismo, do qual, segundo suas palavras, ele era um dos “papas”, como o texto também insinua.
    Pelo contrário, o que fica claro quando lemos o próprio Dobzhansky. Que não punha suas convicções religiosas em conflito com a Ciência, como o fazem muitos cientistas, que separam as duas coisas. O que talvez seja incompreensível para tipos como você, e a suposta autora da historinha de ficção.
    O pior é que mesmo que essa historinha fosse verdadeira, a única resposta que mereceria foi a que o Vieira deu: e daí?
    É realmente patético. Como você não consegue achar nenhum cientista de verdade, com algum trabalho científico, que seja contra a Evolução, tudo o que resta aos criacionistas, além de ficar escavando lacunas, é fabricar essas historinhas, como forma de tentar desacreditar cientistas de renome e reconhecida competência. Lamentável. E ainda se julgam dotados de uma superioridade moral.

    Responder
  89. Vieira 28/03/2009 em 2:37 pm

    As pessoas deviam tomar cuidado é com você, Bragança! Ninguém aqui tá falando para deixar de acreditar no metafísico, só expondo sua opinião.

    Mente debilitada é a sua, que ainda não botou nessa cabeça vazia que a ciência é apenas um meio de se procurar respostas, não é absoluta, não procura mostra verdades mas sim explicações, e as idéias que são criadas, como a teoria da evolução, são aprimoradas, modificadas e/ou descartadas. A ciência é feita por várias pessoas, assim como as igrejas e religiões: Não é raro que aqui ou acolá há de aparecer alguém com idéias erradas.

    Seguindo seu raciocínio, Bragança:

    Se a ciência é homofóbica e racista, a igreja/religião também é, e pior, essa persegue e matava (e em alguns lugares ainda) quem eles não toleram.

    Sobre a obra de darwin que o senhor mandou eu ler: o livro de darwin é que nem a bíblia cristã: É pouco aproveitável e contém absurdos. A idéia de Darwin foi só o ponta pé inicial para começar a estudar a origem dos seres vivos de outra maneira que não o criacionismo. Acredito que houve uma evolução, mas Não sou darwinista (e isso não é contraditório como imagino que vá responder)

    Responder
  90. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:38 pm

    Bragança

    Lá em cima você falava, mais uma vez sem nomear ou citar as suas fontes, numa “teoria” de decaimento do campo magnético (ou seria gravitacional?) da Terra, segundo a qual a Terra não poderia ter mais do que 10 mil anos (teoria furadíssima como já mostrei. Agora, e pela segunda vez, você me vem com fósseis de 300, 400 milhões de anos? Fósseis cuja simples existência é i-nex-pli-cá-vel pelo criacionismo. Fósseis portanto cujo alcance e significado você simplesmente não é capaz de compreender. E ainda tem a cara de pau de mandar os cientistas por ordem na casa? Faça-me o favor!
    Então, primeiro, decida-se: ou bem a Terra é muito jovem, com algo entre 6 e 10 mil anos, ou ela é consideravelmente mais velha, com 4,5 bilhões de anos. Apenas 450000 vezes mais velha. Não dá para ser as duas coisas, ou ficar pulando de um pólo a outro conforme a sua conveniência, filho.
    Aguardamos ansiosos a sua conclusão.

    Responder
  91. Bragança 28/03/2009 em 2:38 pm

    Caro Eneraldo,
    não sou eu quem diz que o fóssil tem 4,5, 10 ou 100 milhões de anos. São vocês.

    Responder
  92. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:38 pm

    E você diz o quê? Caro Braga.

    Responder
  93. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:39 pm

    “Segundo uma recente pesquisa entre professores de ciência, um em cada três acredita que o criacionismo deveria ser ensinado nas aulas de biologia [são burros também?], paralelamente com a teoria da evolução.”

    Segundo qual pesquisa Braguel? Feita por qual instituto, com qual amostra? É do Discovery Institute? Se a pesquisa fosse feita entre os professores da UNASP, o resultado seria bem maior, não? 100%.

    Há mil anos 100% das pessoas acreditavam que a Terra era plana….

    Agora me explica uma coisa. Você é a favor de resolver só questões científicas por meio de pesquisas de opinião? Por que não questões médicas, e saúde? Assim, se um dos seus filhos ficar muito doente, você vai pesquisar a opinião do jornaleiro, do açougueiro, do mecãnico?

    Responder
  94. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:39 pm

    “Eu acredito em Evolução, mas apenas do que está empiricamente comprovado, no caso a micro evolução.”

    29+ Evidences for Macroevolution
    The Scientific Case for Common Descent

    Responder
  95. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:40 pm

    Pela sua ‘teoria” fósseis de 4, 5, 10, 100, ou 300 milhões de anos nãoCaro molusco,
    A ciência não é homofóbica e racista pois ela não raciocína, uma vez que não é humana. Antes de falar baboseira, pense. Quem é racista ou homofóbico é quem crê em TUDO o que Darwin disse e escreveu. Leia antes, se não entender eu posso explicar. poderiam existir
    , já que a Terra nã pode ter mais do que 10 mil anos…

    Responder
  96. Marok 28/03/2009 em 2:41 pm

    Pois é, quando escreveram a bíblia não sabiam nem que a Terra era redonda ou porque as mulheres sangravam, e no entanto você ainda dá algum crédito a ela. Lamentáveis contradições…

    Responder
  97. Bragança 28/03/2009 em 2:41 pm

    Esse aqui, o tal de Marok, não merece nem resposta. Vai estudar menino!!!!

    Responder
  98. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:42 pm

    TROLL ALERT! TROLL ALERT!

    Responder
  99. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:42 pm

    José
    receio que você esteja extraordináriamente desinformado. E sobre questões comezinhas. Seres humanos possuem um par de cromossomos. Mulheres posuem 2 cromossomos ‘X’ (XX), homens possuem 1 comossomo ‘X’ e 1 ‘Y’ (XY). Você pode chama-los de Tico e Teco, ou Moe e Larry se quiser, mas chamar o ‘X’ de “Adão” e o ‘Y’, que é o que define a masculinidade, de “Eva”, bem…..é um tanto….estúpido, na minha opinião. Pois transmite uma impressão totalmente errada.
    Que eu saiba o que as recentes descobertas via sequenciamento de genoma, não só humano mas de outras espécies, tem mostrado, é o incrível acerto da intuição inicial de Darwin. Que apontava para a existência de uma ancestralidade comum a todos os seres vivos do planeta. Existe hoje, inclusive todo um campo promissor que é o da Paleogenética. Você tem uma indicação, um link que aponte para alguma descoberta que vá no sentido contrário? Alguma evidência de que nós não partilhamos nossa ancestralidade com outros seres vivos?

    Depois comento sobre Behe e sua “complexidade irredutivel”, bem como o argumento da improbabilidade.
    Enquanto isso, para uma crítica dos argumentos de Behe: Irreducible Complexitiy and Michael Behe.
    E para uma crítica do argumento da improbabilidade, ou o 747 definitivo: Richard Dawkins – Deus: um delírio, página 123 em diante.

    Inté

    Responder
  100. Eneraldo Carneiro 28/03/2009 em 2:42 pm

    Ah, sim.

    Para quem acha que não é possível ser religioso e um cientista honesto e produtivo ao mesmo tempo, deêm uma olhada no sítio sobre Evolução do católico Kenneth Miller, cientista da Brown University, e ferrenho opositor do criacionismo e do ‘Design Inteligente.

    [ ]‘s

    Responder

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