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	<title>Comments on: Quando a pele está nos olhos</title>
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	<description>Coletivo de atualidade, comportamento e cultura</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 03:58:20 +0000</lastBuildDate>
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		<title>By: Bosco Ferreira</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/01/2010/quando-a-pele-esta-nos-olhos/comment-page-1/#comment-9642</link>
		<dc:creator>Bosco Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 14:50:34 +0000</pubDate>
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		<description>A situação socio econômica é muito importante para se ter o respeito dos outros aqui no Brasil. Um pobre de cinquenta anos é chamado de  veím, ou seu Zé, meu senhor, pelos mais educados. Se for rico é chamado de doutor por todos independente mente da côr.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A situação socio econômica é muito importante para se ter o respeito dos outros aqui no Brasil. Um pobre de cinquenta anos é chamado de  veím, ou seu Zé, meu senhor, pelos mais educados. Se for rico é chamado de doutor por todos independente mente da côr.</p>
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		<title>By: Clewerson</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/01/2010/quando-a-pele-esta-nos-olhos/comment-page-1/#comment-9633</link>
		<dc:creator>Clewerson</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 20:03:03 +0000</pubDate>
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		<description>Olá!
Parabéns pelo tema e por ter colocado a ilustre figura de Milton Santos em meio ao artigo, um dos grandes pesquisadores deste país que deve ser mais lembrado, no contexto nacional visto a grande contribuição dele para o desenvolvimento nacional brasileiro.

Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá!<br />
Parabéns pelo tema e por ter colocado a ilustre figura de Milton Santos em meio ao artigo, um dos grandes pesquisadores deste país que deve ser mais lembrado, no contexto nacional visto a grande contribuição dele para o desenvolvimento nacional brasileiro.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>By: Eliane Mota</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/01/2010/quando-a-pele-esta-nos-olhos/comment-page-1/#comment-9632</link>
		<dc:creator>Eliane Mota</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 18:09:57 +0000</pubDate>
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		<description>Esse é um assunto que magoa principalmente quem passa por situações de discriminação, concordo quando diz que branco é quem tem posses.
Viver no sul desse país é muito mais cruel, onde eles não aceitam nem se quer como atriz principal uma negra como da nova novela da globo, dizendo: &quot;O que querem com essa pretinha&quot; ou ainda: &quot;agora estão esbanjando nos cabelos bombril&quot;. É o que ouço e me revolta. Pois como fui criada ouvindo: &quot;oque mais que essa nega fedorenta quer?, fica a revolta, mas aqui no sul eles não fazem questão nenhuma de esconder o racismo, alguns minutos com eles e sai umas quantas piadinhas referente aos negros.
A frase mais dita quando veem um grupo de negros vindo a seu encontro na rua é: &quot;Escureceu para aquele lado&quot;. É cruel, mas aprendi a conviver com isso, e por não ter me encolhido para o preconceito e cheguei a faculdade agora nao sou mais vista como uma negra, mas me intitulo oque os indignam, Mas sou!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é um assunto que magoa principalmente quem passa por situações de discriminação, concordo quando diz que branco é quem tem posses.<br />
Viver no sul desse país é muito mais cruel, onde eles não aceitam nem se quer como atriz principal uma negra como da nova novela da globo, dizendo: &#8220;O que querem com essa pretinha&#8221; ou ainda: &#8220;agora estão esbanjando nos cabelos bombril&#8221;. É o que ouço e me revolta. Pois como fui criada ouvindo: &#8220;oque mais que essa nega fedorenta quer?, fica a revolta, mas aqui no sul eles não fazem questão nenhuma de esconder o racismo, alguns minutos com eles e sai umas quantas piadinhas referente aos negros.<br />
A frase mais dita quando veem um grupo de negros vindo a seu encontro na rua é: &#8220;Escureceu para aquele lado&#8221;. É cruel, mas aprendi a conviver com isso, e por não ter me encolhido para o preconceito e cheguei a faculdade agora nao sou mais vista como uma negra, mas me intitulo oque os indignam, Mas sou!</p>
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		<title>By: Alexandre</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/01/2010/quando-a-pele-esta-nos-olhos/comment-page-1/#comment-9631</link>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 17:40:32 +0000</pubDate>
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		<description>O que mais me espanta em boa parte das discussões sobre o tema, e incluo a atual, é que toda a sociologia destrinchada sempre se esquece que o Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravatura e que os negros não receberam indenizações, terras, casas ou quaisquer outros benefícios que os permitissem viver. Foram expulsos das fazendas ou casas em que prestavam serviços e precisaram sobreviver. O que se busca, utilizando o viés histórico, é entender porque o preconceito racial não é uma invenção da esquerda ou de grupos que desejam fomentar o ódio racial. É preciso constatar que uma grande parte da população brasileira, diferentemente do consagrado e milionário sociólogo FHC, não tem apenas o pé na cozinha mas é obrigada a viver em tal cômodo. Citar a ciência para corroborar a tese de que somos todos iguais chegando-se, inclusive, a encontrar maior ascendência europeia do que africana num famoso sambista carioca e com isso querer determinar a falência do discurso racial é até mesmo irresponsável. Discutir as relações raciais é falar sobre a realidade nacional, é constatar que a maioria das vagas nas universidades, nas chefias em diversas empresas e nos cargos públicos de expressão são ocupadas por um determinado grupo e que o outro tem que esperar, por exemplo, que o ensino público fundamental seja de boa qualidade para, aí sim, poder usufruir dos benefícios. E enquanto isso, amigos?
As ações afirmativas não fazem com que um grupo seja superior a outro, elas apenas dão oportunidades àqueles que não tinham nenhuma.

Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que mais me espanta em boa parte das discussões sobre o tema, e incluo a atual, é que toda a sociologia destrinchada sempre se esquece que o Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravatura e que os negros não receberam indenizações, terras, casas ou quaisquer outros benefícios que os permitissem viver. Foram expulsos das fazendas ou casas em que prestavam serviços e precisaram sobreviver. O que se busca, utilizando o viés histórico, é entender porque o preconceito racial não é uma invenção da esquerda ou de grupos que desejam fomentar o ódio racial. É preciso constatar que uma grande parte da população brasileira, diferentemente do consagrado e milionário sociólogo FHC, não tem apenas o pé na cozinha mas é obrigada a viver em tal cômodo. Citar a ciência para corroborar a tese de que somos todos iguais chegando-se, inclusive, a encontrar maior ascendência europeia do que africana num famoso sambista carioca e com isso querer determinar a falência do discurso racial é até mesmo irresponsável. Discutir as relações raciais é falar sobre a realidade nacional, é constatar que a maioria das vagas nas universidades, nas chefias em diversas empresas e nos cargos públicos de expressão são ocupadas por um determinado grupo e que o outro tem que esperar, por exemplo, que o ensino público fundamental seja de boa qualidade para, aí sim, poder usufruir dos benefícios. E enquanto isso, amigos?<br />
As ações afirmativas não fazem com que um grupo seja superior a outro, elas apenas dão oportunidades àqueles que não tinham nenhuma.</p>
<p>Um abraço.</p>
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		<title>By: Carol</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/01/2010/quando-a-pele-esta-nos-olhos/comment-page-1/#comment-9629</link>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 16:38:39 +0000</pubDate>
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		<description>A genética prega tantas peças na gente, que fica ainda difícil de imaginar que a cor da pele, e não o comportamento pernicioso, seja a base de todos os preconceitos. Explico-me: assim como o autor do artigo, tenho a aparência perfeitamente aceitável para os padrões &quot;ocidentais&quot; na concepção francesa: olhos, cabelos e pele bem claros. No entanto, fico imaginando qual seria a reação deles, ou quais os tipos de problemas que eu enfrentaria, se por um acaso eles resolvessem levar em consideração o &quot;pequeno detalhe&quot; do meu sobrenome evidentemente árabe em meus documentos. Que problema &quot;diplomático&quot;, não?
Outro fato interessante seria meu namorado nos EUA: a avó dele era negra (e não mulata, e nem &quot;marrom&quot;), a mãe dele ainda traz alguns traços de sua genitora, mas ele próprio parece um daqueles &quot;chicanos&quot; que os estadunidenses fronteiriços conhecem melhor que ninguém. Na aparência, meio italianada também, cumpre lembrar, ele é um latino perfeito (incluindo os cabelos, que não são encaracolados, mas levemente cacheados). No sangue, é negro, de acordo com os padrões estadunidenses.
Feita a bagunça, eu ainda fico pensando se vale a pena passear lá pelo exterior, já que talvez criaríamos &quot;problemas&quot; pra esse povo altamente segregador.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A genética prega tantas peças na gente, que fica ainda difícil de imaginar que a cor da pele, e não o comportamento pernicioso, seja a base de todos os preconceitos. Explico-me: assim como o autor do artigo, tenho a aparência perfeitamente aceitável para os padrões &#8220;ocidentais&#8221; na concepção francesa: olhos, cabelos e pele bem claros. No entanto, fico imaginando qual seria a reação deles, ou quais os tipos de problemas que eu enfrentaria, se por um acaso eles resolvessem levar em consideração o &#8220;pequeno detalhe&#8221; do meu sobrenome evidentemente árabe em meus documentos. Que problema &#8220;diplomático&#8221;, não?<br />
Outro fato interessante seria meu namorado nos EUA: a avó dele era negra (e não mulata, e nem &#8220;marrom&#8221;), a mãe dele ainda traz alguns traços de sua genitora, mas ele próprio parece um daqueles &#8220;chicanos&#8221; que os estadunidenses fronteiriços conhecem melhor que ninguém. Na aparência, meio italianada também, cumpre lembrar, ele é um latino perfeito (incluindo os cabelos, que não são encaracolados, mas levemente cacheados). No sangue, é negro, de acordo com os padrões estadunidenses.<br />
Feita a bagunça, eu ainda fico pensando se vale a pena passear lá pelo exterior, já que talvez criaríamos &#8220;problemas&#8221; pra esse povo altamente segregador.</p>
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		<title>By: Sergio Luiz</title>
		<link>http://www.amalgama.blog.br/01/2010/quando-a-pele-esta-nos-olhos/comment-page-1/#comment-9628</link>
		<dc:creator>Sergio Luiz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 15:44:44 +0000</pubDate>
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		<description>Meu rapaz!!!
Este tema é um dos mais rocambolescos, difícil e ferrenho de dissecar... Preconceito e racismo...
É como pisar em ovos podres e não deixar de sentir o cheiro quando eles se quebram e expor as mazelas de todos os lados... e vermos a nós mesmos como somos... cínicos, hipócritas... a raça... raça humana...
As mentes estão sempre desbotadas e fechadas
para este tipo de ferida aberta... tabu mesmo aos olhos e mentes mais comuns
ou da elite...
Eu entrei neste site pela primeira vez atraído por outro texto que havia já passado, mas como este também é um dos meus preferidos
resolvi ler e realmente você conta histórias (o que ajuda explicar melhor, como Jesus fazia ao falar em parábolas) por vários angulos e foi isso que foi o cerne de compreender o específico da nossa problemática de perceber o outro e nós mesmos... Muito &quot;bacanão&quot;... continue a luta continua! Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu rapaz!!!<br />
Este tema é um dos mais rocambolescos, difícil e ferrenho de dissecar&#8230; Preconceito e racismo&#8230;<br />
É como pisar em ovos podres e não deixar de sentir o cheiro quando eles se quebram e expor as mazelas de todos os lados&#8230; e vermos a nós mesmos como somos&#8230; cínicos, hipócritas&#8230; a raça&#8230; raça humana&#8230;<br />
As mentes estão sempre desbotadas e fechadas<br />
para este tipo de ferida aberta&#8230; tabu mesmo aos olhos e mentes mais comuns<br />
ou da elite&#8230;<br />
Eu entrei neste site pela primeira vez atraído por outro texto que havia já passado, mas como este também é um dos meus preferidos<br />
resolvi ler e realmente você conta histórias (o que ajuda explicar melhor, como Jesus fazia ao falar em parábolas) por vários angulos e foi isso que foi o cerne de compreender o específico da nossa problemática de perceber o outro e nós mesmos&#8230; Muito &#8220;bacanão&#8221;&#8230; continue a luta continua! Abraços</p>
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