Boris e os garis. Boris e a ditadura
No final de 2009, Boris Casoy mostrou seu pensamento social:
(aqui, ele pede desculpas)
*
Na ditadura militar, Boris Casoy mostrou seu pensamento político:

-- Abrindo a fileira, o companheiro Boris --

-- Função do companheiro Boris: Agitprop --
São fotos das páginas da revista O Cruzeiro de 9 de novembro de 1968, reportagem de Pedro Medeiros sobre o Comando de Caça aos Comunistas. As imagens acima foram pegas no blog de Milton Ribeiro e no Cloaca News, que desenterrou a matéria e o passado do hoje jornalista da Band que anda a reclamar das políticas “ditatoriais” do governo Lula. Como se vê, de ditadura ele entende.
- Daniel Lopes
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Maaazzáá, o Borys é da turma do bafón entonces, hihihihi
daniel:
o bóris casoy foi pego com a boca na botija. como diz o texto da revista, ele é um covarde. continua o mesmo. a foto dele é a primeira à esquerda.
um abraço.
romério
Daniel, essa reportagem de “O Cruzeiro” é uma das coisas mais horrendas da imprensa brasileira, digna do estado atual da “Veja”.
O Boris é de direita? É. Mas não era CCC. E só para lembrar, na época “O Cruzeiro” era dirigida pelo David Nasser. Quem sabe quem é, sabe a credibilidade do sujeito.
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A Band que já devia ter se posicionado decentemente sobre as ofensas aos garis pelo seu (de) formador de opinião Bóris Casoy ou Kassoy, está ganhando tempo, servindo-se da polêmica em cima do plano de DH.
Misturar as questões de perdão definitivo aos algozes da ditadura x exposição de imagens nas repartições públicas x reintegração de posse em propriedades improdutivas x outras pérolas, recorda-nos as mentiras vergonhosas que impulsionaram o golpe de 64.
Vade retro CCC !!!
Quando se diz algo ofensivo durante uma discussão, no calor de uma briga, num momento de explosão em que não se consegue raciocinar direito aí sim, pede-se desculpas. Desculpas que podem ser aceitas justamente pelas condições mencionadas no início. Tá difícil, Boris. Foi uma vergonha!!!!!
Sabe que não me surpreende a atitude do Boris?
Se ele tivesse tido a oportunidade de ao menos 1 vez na vida, chegar perto da alegria das pessoas simples, ele talvez tivesse dúvidas sobre a própria alegria (?) – se é que existe.
Além do mais, garis são pessoas não dígnas de piedade não. A maioria é concursada, recebem além do salário a insalubridade o que faz com que acabem recebendo, por ex., na cidade onde moro, quase 2 salários mínimos – pouco para a importância do que fazem mas diante do desemprego, tá bom.
Se eu fosse de alguma associação de garis lá prás bandas de onde o Boris mora, faria um movimento prá que a rua dele ficasse umas 3 semanas sem coleta.
Certamente, prá qualquer um de nós, qualquer gari é muito mais indispensável do que a expressão e a imbecilidade de Boris Casoy – um “reaça” – como se dizia no tempo da ditadura militar.
Grata.
O problema é a confusão que se faz entre felicidade e dinheiro, como se estivessem necessariamente atrelados um ao outro. Esse comentário do Bóris pode até não ser o que ele pensa realmente, mas a “graça” da piada que ele soltou naquele momento se origina dessa confusão que eu citei.
É um assunto complicado, acho que antes de atacar a pessoa que proferiu a imbecialidade seria preferível atacar a imbecialidade em si. Assim, vai perder a graça ser um imbecil.
Sobre a relação entre dinheiro e felicidade, que foi o tema da frase do Casoy, é uma pena que a maioria (99%) das pessoas considere que um empresário bem sucedido tenha muito mais chances de ser feliz do que um gari. O dinheiro é apenas um dos elementos que compõem a felicidade de uma pessoa, e nem é dos mais importantes, mas com certeza é o mais ilusório de todos.
Uma pessoa com o grau de instrução do apresentador em questão deveria saber disso e usar sua condição para instruir outras pessoas a esse respeito. Talvez isso lhe trouxesse mais felicidade, pois a consciência é muito mais determinante nesse aspecto do que o dinheiro.