Bombardear o Hamas para livrar-se de Gaza
Jonathan Cook, no Electronic Intifada / 7 de janeiro
Há dois mitos persistentes sobre o objetivo de Israel na chacina de Gaza: primeiro, que seria movimento defensivo, um modo para conter os rojões do Hamas; segundo, que visaria a restaurar a confiança no exército, depois do fracasso no confronto com o Hezbolá em 2006.
Ninguém duvida de que os israelenses têm interesse em recuperar a imagem do exército, depois de derrotado pelo Hezbolá; e é claro que os rojões criam pressões domésticas, indesejáveis no momento em que o governo enfrenta eleições.
Mas é erro grave e é não entender o que se desenrola em Gaza supor que Israel seja movido hoje por motivos de ocasião, de capricho. Políticos e militares consumiram meses, talvez anos, preparando esse ataque – fato que, por ele só, sugere que os motivos sejam mais relevantes do que se supõe.
Israel escolheu esse momento – quando os políticos ocidentais estavam em férias de Natal, e há troca de comando em Washington – porque assim assegurou para si o maior tempo possível sem enfrentar interferência diplomática significativa. Mas a pressão para que Israel ceda e aceite algum acordo político começará a crescer, à medida que se aproxima a posse de Barack Obama, dia 20. E assim, quando Israel atinge com violência máxima o coração urbano das áreas de influência do Hamas, começa-se a ver melhor o seu plano.
Apesar do que diz (que teria chance real de derrotar o Hamas), Israel de fato não precisa derrotar o Hamas. O objetivo de Israel pode ser alcançado com o Hamas no poder ou com o Hamas fora do poder – desde que o Hamas seja politicamente contido, se possível, paralisado.
Israel não deseja reocupar o enclave, nem quer continuar responsável pelo 1,5 milhão de habitantes. Tanto não quer, que já evacuou colonos e soldados, em 2005, exatamente porque os custos demográficos, econômicos e militares de policiar os campos de refugiados de Gaza são considerados altos demais.
Em vez de ocupação, Israel precisa de outro cessar-fogo, similar ao que expirou dia 19 de dezembro do ano passado. O problema é: quem “assinará” o cessar-fogo e em que termos?
No The Jerusalem Post esta semana, Martin Kramer, importante liderança dos neoconservadores de Washington, sugeriu que o objetivo de Israel seria firmar um acordo com Máhmude Abbas e restaurá-lo no poder, em Gaza. “O Hamas engoliria a pílula, em nome da unidade nacional”, diz ele.
A idéia de que Abbas e seu partido Fatah venham a dominar a Faixa de Gaza montados nos tanques de Israel parece não passar de fantasia dos neoconservadores e só parece fazer sentido para eles, que já nos brindaram com a “troca de regime” no Iraque. Além do mais, poucos, no governo de Israel ou no exército, consideram-na realista ou exequível.
De qualquer modo, Israel parece interessado em manter o “controle” do partido Fatah nos guetos que Israel criou na Cisjordânia e a permanência do Hamas na prisão em que se transformou Gaza. O que Israel fará da Cisjordânia, da qual estão anexadas partes significativas, depende da relação de forças políticas que consiga implantar em Gaza.
Hoje, Israel pratica outra vez sua diplomacia preferida: estrito unilateralismo. Conforme funcionários citados na imprensa local, Israel quer um acordo aprovado pelos EUA e governos ocidentais e atropela o Hamas e os palestinos.
Em recente reunião do Gabinete, Tzipi Livni, ministra do exterior, disse que “ninguém aqui tem interesse em firmar acordo diplomático com o Hamas. Precisamos de acordos diplomáticos contra o Hamas.”
Conforme as últimas declarações, o cessar-fogo exigiria, como antes, que o Hamas suspenda os rojões na região sul da Faixa, mas introduziria o que os funcionários tem designado, vagamente, como “um mecanismo” específico para a única fronteira com Gaza que não está sob controle de Israel.
Mediante o longo bloqueio, Israel tem conseguido impedir que entrem na Faixa suprimentos (inclusive comida, remédios e combustíveis) pelos pontos de passagem que controla em terra e que seus navios patrulham no litoral. Mas Gaza também tem uma pequena fronteira terrestre no sul, próxima da cidade de Rafah, com o Egito.
Antes da retirada, em 2005, Israel tentou controlar essa quarta fronteira destruindo casas de palestinos e criando uma terra-de-ninguém entre Rafah e o Egito. Essa área, controlada por militares, é conhecida como “Corredor Philadelphi”.
Depois da retirada, Israel esperava que, com o muro de ferro ao longo da fronteira de Rafah e com estrito controle sobre a passagem para o Egito, garantiria que nada entraria ou sairia sem aprovação.
Mas uma pequena indústria privada de construção de túneis logo prosperou ali, e converteu-se em linha de suprimento para os habitantes de Gaza, tanto quanto via de entrada de armas para o Hamas.
O Egito pouco podia fazer além de fingir que não via, por mais que sempre tenha sido incômoda, também para o Egito, a presença de um partido islâmico no poder, logo ali, do lado de casa; e também enfrenta hoje pressões domésticas, por não interferir no aprofundamento da catástrofe humanitária que, ninguém mais duvida, está instalada em Gaza.
Do ponto de vista de Israel, a invasão de Gaza terá resultado zero, a menos que, dessa vez, consiga implantar total controle sobre a fronteira de Rafah, o que impediria que o Hamas continue a dizer que controla toda a Faixa. O “mecanismo”, portanto, implica tirar dos ombros do Egito toda a responsabilidade pela fronteira de Rafah.
Segundo o plano dos israelenses, a responsabilidade passaria para os EUA, cuja expertise será convocada para impedir que se abram novos túneis e para impedir que o Hamas recomponha seu arsenal depois de a invasão estar consumada.
É possível que Israel esteja buscando envolver forças internacionais para, assim, diluir o protesto dos povos árabes também contra o Egito.
Com o Hamas impedido de rearmar-se e sem recursos para prover estrutura social de bem-estar para os habitantes de Gaza, é razoável supor que Israel permita a entrada de ajuda humanitária para tranquilizar os governos ocidentais, preocupados com o efeito que tenham, sobre seus cidadãos, as imagens das crianças de Gaza, com fome e com frio.
Ghassan Khatib, analista palestino, crê que, nesse cenário, Israel passará a exigir que os suprimentos cheguem exclusivamente pela fronteira egípcia. Assim Israel alcançará seu outro objetivo estratégico: Gaza passará a ser responsabilidade do Egito.
Então, tirada Gaza do pescoço de Israel, Abbas e seu regime na Cisjordânia estarão mais isolados do que nunca.
Não há dúvidas de que Israel espera, tão logo consiga jogar Gaza no lixo, e quebrar o Hamas, poder aumentar a pressão sobre a Autoridade Palestina, para que, mediante um acordo de “paz”, ceda ainda mais terra palestina, além de Jerusalém Leste e da Cisjordânia.
* Jonathan Cook é escritor e jornalista. Seus livros mais recentes são Israel and the Clash of Civilisations (Pluto Press) e Disappearing Palestine: Israel’s Experiments in Human Despair (Zed Books). Mora em Nazaré, Israel. Para ler o artigo no original, clique aqui. Tradução: Caia Fittipaldi.
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![- No domingo, manifestantes tomaram a Paulista em protesto contra a ação da PM em Pinheirinho [foto: Pádua Fernandes] -](http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/protesto-pinheirinho.jpg)








Por que a idéia de que o ataque de Israel é defensivo seria um “mito”? Não acho que isso seja mito; os ataques do Hamas são bem reais para serem um “mito”.
Cara May,
Responda rápido: construir assentamentos em terra estrangeira é uma atitude defensiva ou ofensiva?
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Não seria mais o caso de bombardear Gaza para livrar-se do Hamás?
O Hamas lançou milhares de foguetes contra Israel em 2008, mas acho que existem outros meios para reclamar a terra ocupada. Os ataques dos palestinos já se mostraram ineficazes, uma vez que só trazem para os árabes morte e destruição, então seria o caso de se pensar em outra estratégia. Infelizmente o Hamas parece que está se lixando para os palestinos mortos, já que insiste em atacar Israel mesmo sabendo da superioridade bélica dos judeus. A resposta é esta, infelizmente.
Israel tem ocupado territórios árabes desde que foi fundada, no final dos anos 40, e para continuar com essa política se baseia em ocupações anteriores e na história do povo judeu naquela região. Todo o mundo – inclusive o Brasil – questiona a ocupação dos territórios. Eu tenho minhas dúvidas, e confesso que a questão não está clara para mim. Em todo o mundo a conformação geopolítica se dá por meio de ocupações e invasões, e nenhuma delas ocorre sob a lei. O Brasil, por exemplo, deveria devolver o Mato Grosso do Sul ao Paraguai e, quem sabe, o Acre à Bolívia; os EUA deveriam se esquecer do Texas e do Novo México; a França devolveria parte do norte à Alemanha etc etc. Por mais que o mundo se negue a admitir, quase todos os países têm histórias de ocupação e guerra.
Mudando de assunto, vai aí mais uma informação: o número de mortos nos morros cariocas, por ano, é maior que o número de mortos no conflito entre palestinos e israelenses. Ou seja: Gaza é aqui. A diferença? Aqui morrem pretos pobres, lá morrem árabes. Nosso escândalo deve advir do fato de que os pretos pobres nos morros cariocas são menos importantes que os árabes mortos na Palestina.
May, boa tentativa. Eu sabia, a culpa é do Hamas, que não se importa com a morte de palestinos. E os milhares de rojões (desculpa, foguetes)… que terror.
Quanto à geopolítica, você esqueceu da criação da ONU? Esqueceu das desgraças pelas quais o mundo passou devido à política de assentamentos pela lei do mais forte e colonização a qualquer custo? Se você quiser voltar pro século 19, eu aceito, mas você sabe: logo depois vem o século 20, aquele do Holocausto. Ou se volta no tempo integralmente ou não se volta.
O bordão “Gaza é aqui” tava demorando a aparecer. Acredito que nos EUA alguns digam “já são milhões de desempregados, desemprego recorde, famílias passando fome, e vocês preocupados com Gaza”; na África seria mais ou menos, “nosso continente ardendo, tutsis e hutus se matando, e vocês com olhos para o punhado de mortos em Gaza”.
Abs.
Não foi uma tentativa…
Os militantes islâmicos são beligerantes e causam problemas em toda parte do mundo. É razoável suspeitar que mais uma vez eles causem problemas — já que não se interesam por paz em nenhum lugar do mundo. Eles só não destróem Israel pq não podem, já que a destruição do estado de Israel, q é um dos pontos de honra do Hamas, do Fatah e de outros grupos, e isso não é mito.
Não vejo erro em um Estado soberano defender seu território e seu opovo de ataques de foguetes (e foram muitos, ao longo de muito tempo). Outra coisa: Jerusalém é capital de Israel, sempre foi. Foi fundada e construída pleos judeus há milhares de anos, e o erro aqui é dos muçulmanos, que não aceitam isso. Por que os israelitas têm que “dividir” Jerusalém com os muçulmanos? Não faz sentido rachar uma cidade para atender aos caprichos religiosos de um grupo.
E não, eu não me esqueci da criação da ONU — que não serve lá para grande coisa, na realidade. O que eu sei é que movimentos islâmicos têm condenado o mundo moderno, esse no qual os assentamentos do século 19 não cabem mais, a uma escravidão sem precedentes em relação à liberdade de opinião e expressão. Condenam o mundo a ver excessos, violência contra as mulheres, ditaduras, abusos, e ninguém pode dizer nada. Ao contrário: atacam Israel, um país democrático, e vitimizam grupos terroristas. Aliás, as afirmações deste artigo de J. Cook são todas hipotéticas, todas calcadas na opinião do autor — não há nenhum fato, apenas teorizações.
Vai aí o autor de vários fatos desconhecidos: alguém já ouviu falar de Haj Amin al Husseine? Veja lá a história dele e entenda o que está por trás dos movimentos de “libertação” islâmicos e terroristas.
No mais, é claro que temos que questionar a atenção que a imprensa dá a algumas desgraças e a desatenção que dá a outras, como se houvesse hierarquia no rol das infelicidades humanas.
May, o que o genocídio em Gaza tem a ver com a luta contra o sexismo e demais abusos em ditaduras islâmicas? Não entendi bem o link, se é que há algum. Ou talvez você esteja querendo apenas racionalizar o massacre.
Se quiser me explicar como a morte de 800 moradores de Gaza (entre terroristas e civis – acho que você ainda acredita que existam civis no mundo árabe) resolverá o problema do anti-judaísmo, estou disposto a ouvir.
Vários “inimigos de Israel” têm artigos e livros publicados sobre as ditaduras árabes — algumas das quais, amigas do Estado de Israel e do Ocidente (leia esse artigo do Fisk sobre o governo corrupto do Egito: http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk-the-rotten-state-of-egypt-is-too-powerless-and-corrupt-to-act-1220048.html).
Você escolheu uma das coisas que eu disse em meu cvomentário mas não comentou todas as outras. Pesquisou sobre Haj Amin al Husseine?
Falei, de modo geral, sobre a reverência do mundo ocidental diante de uma religião extrememente opressora, mas isso foi para ilustrar o paradoxo do antissemitismo que toma conta das cabeças esquerdistas de todo o mundo — e isso se relaciona, sim, com uma ideologia antissemita que é cada vez mais forte e aflora diante de períodos de crise como este. Por conta disso, entre inúmeras outras coisas, o lançamento de quase mil foguetes sobre Israel, em um ano, é sempre minimizado, e não acho que isso é honesto em qualquer análise. Israel se defende, sim, com as armas que tem. Se essas armas são superiores às armas dos palestinos, bom, aí é outra história.
May, já que você faz tanta questão…
Amin al-Husayni [http://en.wikipedia.org/wiki/Mohammad_Amin_al-Husayni] — morreu em 74. Colaborou com os nazistas. Depois de 1948, perdeu influência para a OLP. Fez oposição ao sionismo.
E aí, qual é o lance? Mostrar que existiram árabes pró-nazismo? Mas existiram franceses, italianos, brasileiros, estadunidenses e sul-africanos pró-nazismo. Mostrar como ele era cruel ao se opor ao sionismo? Mas o sionismo sofreu, sofre e sempre sofrerá oposição até entre os judeus (e houve nazistas que preferiam o sionismo ao assimilacionismo).
Qual a diferença moral entre Amin al-Husayni e Ehud Barak? Como as 200 crianças mortas em Gaza podem ajudar o mundo árabe a se livrar de vez do ranço do senhor al-Husayni?
Se em 2006 o Irã tivesse traficado uma bomba atômica para o Líbano e este tivesse riscado Israel do mapa, você diria que foi uma pena o ocorrido, mas o Líbano se defendeu com as armas que tinha? Apenas os mais fortes podem se defender? Os foguetes dos fundamentalistas do Hamas não são uma defesa dos palestinos com as armas que eles têm? Você quer comparar o número de civis mortos pelos aiatolás islâmicos e pelos aiatolás de Israel?
Há anti-semitas entre os críticos de Israel? Certamente. Isso exime Israel da acusação de genocídio? Você diz.
——–
PS: a partir de agora vou responder apenas a eventuais comentários seus em outros posts.
Husseine era o ídolo de Arafat e sua ideologia está na base da fundação da OLP, assim como do Hamas e do Fatah. O mesmo antissemitismo de Husseine, aliado de Hitler, permeia grande parte dos grupos de “libertação” muçulmanos, que têm como objetivo primeiro a eliminação de todos os judeus da face da Terra.
Israel se defende, e suas armas são poderosas. Se o Hamas tivesse armas tão potentes quanto, não hesitaria em lançar sobre Israel, matando civis — como já matou.
Não sou favorável à morte de crianças, de modo algum, muito menos à morte de civis, acho que vc se engana porque eu nunca disse isso. Também acho que Barak não quer matar crianças, mas a morte delas, estando misturadas aos militantes do Hamas, infelizmente se tornou inevitável. O Hamas é quem usa, de fato, as crianças como escudo, pois acha que temendo a opinião pública e a pressão diplomática Israel não vai atacar o grupo para poupar os civis. Já a eles tudo é permitido, pois são “terroristas”, dos quais não se espera nenhum tipo de ética. Por que vc não questiona a falta de ética do Hamas? Ou vai me dizer que eles agem eticamente? A ação de Israel se dá em armamentos, membros do Fatah, locais de reunião dos terroristas e túneis usados para transporte de armas, não sei se vc acompanha isso. O problema é que infelizmente há civis — entre eles crianças, é claro — perto ou nos mesmos locais, e eles acabam morrendo. Sou favorável a que os grupos terroristas parem de dominar a Palestina e a que Israel se defenda das ações deles.
Seu argumento de que houve brasileiros, franceses, ingleses etc. a favor do antissemitismo parece ser uma forma de justificar a ideologia pró-nazismo de muitos árabes; aliás, de todos os grupos terroristas árabes, sem exceção, dos quais al Husseine é, digamos, o patrono. E daí se existiram estadunidenses e italianos pró-nazismo? O que discutimos aqui é o conflito israelo-palestino, e a esquerda se esquece de que assume posições nazistas para defender os terroristas do Hamas.
Sendo Israel aliada de primeira hora dos EUA, é natural que a esquerda se coloque contra Israel, não importa as motivações da guerra. Afinal, o importante é ser contra os EUA, essa é a moda atual. Na invasão de Israel ao Líbano, caso o Líbano tivesse atacado Israel com armas poderosas eu lamentaria, mas entenderia que é uma guerra e o Líbano precisava se defender. Quanto às armas atômicas, acho que existem tratados especiais para limitar o uso delas, e acho que mesmo os países que detêm seu manuseio e uso (dos quais o Líbano não faz parte) devem consultar outros para sua utilização, salvo engano.
Os mais fracos podem se defender, assim como os mais fortes, a questão é saber que guerra se está começando. O Hamas usa a população palestina como escudo, e isso sim, é abominável. Agora, que a guerra atinge essa população, o mundo lamenta e acusa Israel. Mas deveria acusar o Hamas, em primeiro lugar, porque eles não são inocentes e sabiam que a morte de cvis era um risco iminente logo que Israel se defendesse dos mais de nove mil foguetes lançados contra seu território desde 2005.
A discussão estava interessante, pena que vc não mais responderá. Não tenho nada para comentar em outros posts, então até mais.
May,se este é seu nome verdadeiro!
Quanto ranço anti-semita em seus comentários( sim,os árabes são semitas!)
leia mais sobre a História e descobrirá também que muitos judeus alemães admiravam Hitler por sua politica econômica e ordeira.Surpresa? Não deveria,a pouco um politico sionista defendeu Hitler em plena Israel.Seria ele um louco,ou exterioriza uma filosofia implementada na politica israelense atual? Outra coisa.Se fosse válido o argumento de criar Israel baseado em termos de ocupação histórica de terras,porque não devolvermos o Brasil aos indios?Estavam aqui antes dos judeus “emigrarem” para Israel.Daria de bom grado sua casa,seu apartamento,a uma familia india,vinda da Amazonia para ocupar de novo o que era seu antes do “descobrimento”? Sem lutar? Certamente você se tornaria também um “terrorista”,como os palestinos hoje são chamados.Sabe porque a ONU apressou-se a criar Israel em 1948? Porque nenhum país os queria receber.Porque não julgá-los (a estes países)como anti-semitas? EUA,Inglaterra,França,Rússia,et,etc,todos se recusaram a receber os judeus,antes,durante e depois da Segunda Guerra! Bolaram a solução mágica: enfiá-los armados e insuflados de ódio contra os palestinos,afirmando que na Palestina não existiam habitantes(até hoje não existem,para pessoas como você) e assim criaram este estado artificial.Resolveram o “problema” dos judeus e, principalmente,o seu próprio.Passaram a “fatura” dos crimes contra os judeus por eles cometida para ser paga pelos árabes.Tiraram o corpo fora,os árabes que se lixassem! Afinal,os muçulmanos sempre foram os inimigos da cristandade ocidental!
Mas entendi suas razões.Demonstra que seu mal estar vai além dos palestinos.É o velho ranço cruzado: ódio aos muçulmanos.
Você não leu o que eu escrevi, seu comentário é desonesto e põe palavras em minha boca. Lamentei a morte dos palestinos, mas afirmei que em toda guerra, infelizmente, morrem civis. “Pessoas como você” é um comentário generalista, desonesto, maldoso e ofensivo, e eu dispénso sua leitura torta e sua interpretação pouco inteligente. De acordo com seu exemplo, vamos voltar cinco mil anos e descobrir que aquelas terras são dos judeus. Mas a questão não é essa. Eu condeno o Hamas pelos seus foguetes, assim como não aprovo a morte de palestinos. Mas, eu repito, o Hamas usa o povo como escudo, mesmo sabendo qual o poder de fogo de Israel. Isso, sim, é desonesto. Foram milhares de foguetes disparados contra Israel até que houvese uma reação do Estado judeu.
May
Por que o Hamas foi eleito para governar Gaza?
Por que o Hamas atira foguetes (de eficiência próxima de zero) em localidades israelenses (que eram palestinas antes da ocupação de 1948)?
“..que eram palestinas antes da ocupação de 1948?” Não entendi. Afinal, quem eram as “palestinas”? Que povo vivia lá antes de 1948? Um povo, uma raça, uma etnia é caracterizado pela sua língua, economia, religião e cultura. Quem eram, então, “as palestinas…?
Cordialmente,
Milton